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quinta-feira, 23 de julho de 2020

Coluna do FERNANDO CALMON



Fernando Calmon
Seis maneiras de "fazer" dinheiro com seu carro

As dificuldades financeiras surgidas com a pandemia têm destacado alternativas para quem é proprietário de um veículo e precisa enfrentar dívidas ou enxugar seu orçamento por perda de renda. Cerca de 70% dos veículos novos e usados são adquiridos por financiamento, leasing e consórcio.



Nesta última modalidade há a possibilidade de converter o crédito em espécie após 180 dias da contemplação e desde que todas as obrigações financeiras estejam quitadas com a administradora. Para quem financia, a grande maioria, existem mais cinco opções, de acordo com Luca Cafici, CEO da Instacarro:

- Venda o veículo para abater a dívida: “Com o dinheiro, pode-se pagar o valor restante ao banco (evitando juros maiores), colocar o orçamento em dia e planejar melhor sua vida financeira”, diz.

- Troque por um modelo mais em conta: “Se não dá para ficar a pé por questões pessoais ou profissionais, utilize a mesma lógica para trocar o veículo por um modelo mais econômico e barato. Com o ‘lucro’ obtido nessa negociação, a pessoa pode pagar a dívida e sem o incômodo da ausência de um carro”.

- Transfira o financiamento para outra pessoa: “Também é possível transferir o financiamento a outra pessoa desde que não haja nenhuma parcela em atraso. Isso para quem já sabe que terá dificuldades para honrar o pagamento. A instituição financeira precisa avaliar o perfil do novo comprador. Uma alternativa interessante caso o automóvel continue na família, com pais herdando as dívidas dos filhos, por exemplo.”

- Pesquise a portabilidade de crédito: “Uma alternativa é negociar o financiamento com outro banco por meio do conceito de portabilidade de crédito. Podem-se conseguir condições favoráveis, como juros menores, e solicitar a migração sem custo adicional”, continua Cafici.

- Renegocie com a instituição financeira: “Tente conseguir juros mais em conta, no número de prestações ou condições de pagamento mais vantajosas para a situação de aperto”, finaliza.

Entre todas essas alternativas a portabilidade vem avançando. Com a Selic em queda, as taxas de juro foram reduzidas e alguns bancos prometem um considerável abatimento nas parcelas do financiamento.


Realidade aumentada é grande ferramenta
Experiências de Realidade Aumentada (RA) têm sido cada vez mais utilizadas para oferecer uma boa alternativa aos consumidores. Durante o período de concessionárias fechadas foi particularmente útil baixar um aplicativo de RA para celular. Em seguida bastava apontar o smartphone para qualquer superfície em branco para ter todos os pormenores do modelo por fora e por dentro.

A Citroën, por exemplo, foi pioneira no Brasil na utilização da imersão para experiência de compra. Aliado a um chatbot no Facebook Messenger, os interessados puderam conhecer “de perto” o Citroën C4 Cactus e utilizar RA para visualizar o carro e personalizá-lo com diferentes cores e acessórios, sem ter que ir até uma concessionária. No Nivus também há um aplicativo de RA que permite explorar até seu interior, de casa ou em qualquer lugar, sem necessidade de usar os óculos de realidade virtual disponíveis nas concessionárias e que precisam ser higienizados.



Para Marcos Trinca, executivo da More Than Real, empresa brasileira especializada em soluções de RA, a transformação digital abalou diversos negócios.

“Foi observando que a maior parte da jornada de compra de carros pode acontecer via internet que diversas marcas passaram a enxergar as soluções imersivas como estratégia para aumentar vendas. Afinal, por que não otimizar o tempo e proporcionar uma experiência diferenciada aos clientes, se já é possível visualizar em tempo real o carro que deseja adquirir como se estivesse frente a frente com ele? Já a Ford começou a usufruir dessa solução para conectar técnicos a engenheiros, pois percebeu que isso ajudaria a agilizar o diagnóstico de falhas e ganharia mais tempo para efetuar as reparações. A Volkswagen divulgou recentemente que o desenvolvimento do Nivus foi 100% digital, ao utilizar as mais avançadas tecnologias de realidade virtual, RA e impressões 3D.” Trinca reforça que “as tecnologias imersivas têm sido grandes aliadas para proporcionar atendimento diferenciado aos clientes. Seja pelas redes sociais ou qualquer outro canal utilizado para vender ou gerar engajamento, enxergo no setor automotivo um verdadeiro oceano de oportunidades.”

Audi Q7 já em pré-venda
Faróis de LED Matrix, carregamento de celular por indução e assistente de estacionamento são algumas das novidades do Audi Q7, único SUV da marca com três fileiras de bancos para sete ocupantes. O espaço para bagagem é de excelentes 740 litros com o rebatimento da última fileira. Além da nova grade, o SUV de maior porte da marca (2,99 m de entre-eixos), tem distância livre do solo de 20,5 cm, tração quatro, motor de 340 cv e 51 kgfm com assistência híbrida leve (48 V).

Preços partem de R$ 414.990,00 na modalidade venda direta com entregas a partir do final de agosto.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmofernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - De olho no consumo

Alta Roda nº 963/313 30– 1914 023– 0oda nº852/1011508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
A utilização de recursos eletrônicos nos automóveis modernos levou à crescente disponibilidade de medidores de consumo de combustível. No começo a precisão não era grande, mas agora os resultados permitem ao motorista avaliar consumo médio e instantâneo em várias condições de utilização. Tornou-se dispositivo relativamente barato, presente em computadores de bordo até de modelos compactos. 


Em tempos de preços altos e preocupações com emissões de CO2, é um dispositivo bastante útil. Afinal, a única forma de combater o efeito estufa provocado por esse gás é economizar combustível. Filtros ou catalisadores não servem, no caso. Ao final, um monitoramento que traz vantagens pecuniárias. 

Hoje, os controles de consumo e emissões para homologação são feitos em testes padronizados em laboratórios, a fim de garantir repetibilidade. Esse cenário começa a mudar na Europa com obrigação, em breve, de certificação nas ruas e estradas em condições reais de uso, o que trará mais credibilidade aos números. 

O Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e agora Opel) se adiantou. No fim de 2015 começou a desenvolver um protocolo de aferição em colaboração com duas ONGs e o Bureau Veritas. Frota de 60 veículos rodou mais de 40.000 quilômetros, numa iniciativa inédita no setor automobilístico, e tornou possível agora estimativas com respeitabilidade para mais de mil versões de modelos das três marcas. 

Trabalho semelhante foi anunciado semana passada no Brasil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), porém com intuito específico de comparar consumo de gasolina e etanol em motores flex. Foram escolhidos quatro modelos: Fiat Uno 1,0 manual, Hyundai HB20 1,6 automático, Renault Duster 2,0 automático e Toyota Corolla 1,8 automático. Depois de instalados medidores de combustível, percorreram 15 vezes o mesmo trajeto, em cidade e igual número, em estrada. 

O resultado demonstrou que, na média, o consumo de etanol ficou entre 70,7% e 75,4% do observado com gasolina. As referências do Programa Brasileiro de Etiquetagem estão entre 66,7% e 72,1%, porém com gasolina padrão que contém 22% de etanol anidro. Nos postos de serviço está autorizado até 27% de etanol anidro, o que aumenta um pouco o consumo de gasolina. Daí a utilidade da medição do computador de bordo para aferir o gasto em cada modelo e não deixar de economizar ao abastecer. Outra forma seria fazer cálculos entre abastecimentos ou usar aplicativos com essa função. 

No entanto, deve-se observar que a adição de etanol à gasolina não aumenta o consumo de forma absolutamente direta à diferença de poder calorífico (energético) entre os dois combustíveis. Etanol proporciona melhores rendimentos térmico e volumétrico ao motor. Este pode aproveitar melhor as diferenças, se bem projetado. 

Testes recentes feitos na Alemanha pela Clariant em três modelos Mercedes-Benz, por 12 meses, indicaram que se o volume adicionado de 10% de etanol de cana ou celulose à gasolina alemã subisse para 20%, o consumo seria exatamente o mesmo. E ainda ajudaria na redução de CO2 no ciclo de vida do combustível. Nesse aspecto específico (CO2), rivalizaria com um motor a diesel. 

RODA VIVA

COMO se esperava, novo programa de diretrizes de longo prazo à indústria automobilística vai atrasar. Batizado de Rota 2030, esperado para 1º de janeiro próximo, cria estímulos para melhorar segurança e economia dos produtos. Renúncia fiscal seria de apenas 0,5% do que recebe o conjunto do setor industrial. Ainda assim, ministérios envolvidos não se entendem. 

DOS recentes boatos nos bastidores do setor, um é particularmente curioso. O Grupo Caoa, que tem instalações industriais completas e corpo próprio de engenharia, aproveitaria incentivos da Rota 2030 para fabricar em Anápolis (GO), além dos atuais produtos Hyundai, um automóvel elétrico de projeto próprio. A empresa nega, mas sem tanta ênfase. 

AUDI Q7 tem dimensões generosas (cinco e sete lugares), mas se comporta com agilidade de um SUV menor. A começar pelo diâmetro ideal do volante, posição de guiar e respostas vigorosas do silencioso motor a diesel com torque de nada menos que 61,2 kgfm. Há modo de condução semiautônoma, nível 2, sujeito a limitações de nossas ruas: faixas estreitas e mal sinalizadas. 

AINDA falta aprovação em plenário da Câmara dos Deputados, mas o projeto de efeito suspensivo de multas de trânsito até última instância, ou seja, depois de julgada pela Junta Administrativa de Recursos de Infração, merece total apoio. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro estimula o motorista a não recorrer, ao firmar prazos inviáveis, burocracia e até oferecer descontos. 

ENTRE aplicações mais ousadas de inteligência artificial, uma vem sendo desenvolvida pela japonesa Sumitomo, dona das marcas Dunlop e Falken. Trata-se do sensoriamento das atividades dos pneus em movimento para um futuro não tão distante. É um algoritmo planejado para medir o desempenho em tempo real, a partir de vibração e rotação geradas. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Rodrigo Hilbert entra para o grupo de embaixadores da Audi

Rodrigo Hilbert é o mais novo embaixador da Audi do Brasil. O apresentador passa a integrar a plataforma de embaixadores, formada por personalidades que são referências em suas áreas de atuação e representam os valores da marca:  progressividade, esportividade e sofisticação.

“O que nos direciona no desenvolvimento dos nossos carros também espelha o lifestyle Audi. Somos uma marca tecnológica, sofisticada, jovem e ousada e o Rodrigo inspira esse estilo de vida. Essa sintonia de valores levou a Audi a escolher o apresentador como embaixador da marca”, destaca Simone Caggiano, Head de Marketing da Audi do Brasil.

Para marcar a parceria, Rodrigo Hilbert escolheu um Audi Q7 de sete lugares, o mais luxuoso e potente utilitário esportivo da marca. Com tração integral permanente quattro, o utilitário vem com motor V6 3.0 TFSI de 333 cv. Tudo isso somado ao design incomparável e alta tecnologia que vem das pistas. Com ele, Rodrigo pode explorar terrenos arenosos e de difícil acesso, como no campo, além de ter espaço de sobra para passear com toda a família. 

“A Audi é uma marca esportiva e tem muito a ver com o meu estilo de vida. É um prazer ser o novo embaixador da marca ao lado de outros nomes que admiro", conta Rodrigo Hilbert.

Conteúdo
A parceria tem início neste mês e prevê a geração de conteúdo para as plataformas digitais da Audi, além da participação em ações e eventos da marca.

A montadora já soltou um teaser sobre o anúncio nas suas redes sociais, no qual instigava o usuário online a dar um palpite sobre o novo embaixador. O vídeo trazia o carro no lugar preferido de Rodrigo, o campo, com o que ele mais gosta de fazer, que é cozinhar, e a afirmação: “Sofisticado e forte. Pronto para qualquer terreno. Poderíamos estar falando do novo Audi Q7 TDI. Mas na verdade é do nosso novo embaixador”. No Instagram Stories da Audi foram publicadas fotos que não revelavam o embaixador, para aquecer o assunto entre os seguidores da marca.


Rodrigo Hilbert também participará do Audi Talks, programas com entrevistas curtas que serão veiculadas no Facebook e noInstagram, em versões reduzidas, e no Youtube a versão completa, em breve. 

Já participaram em edições anteriores dos programas personalidades como Abílio Diniz, Emerson Fittipaldi, Charles Gavin, Heitor Dhalia, Marcello Serpa, Bob Burnquist, Tom Kristensen e Luigi Cani. Além disso, o embaixador será capa da Audi Magazine de junho, contando sobre suas impressões ao dirigir o Q7 TDI, além de outros assuntos como carreira e vida pessoal.