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quarta-feira, 15 de julho de 2020

Dunlop amplia parceria com FCA e fornece 100% dos pneus da nova Fiat Strada Volcano


A Sumitomo Rubber do Brasil foi escolhida pela FCA como fornecedora de pneus para a recém-lançada Fiat Strada 2021. A parceria de sucesso entre Dunlop e FCA já ocorre desde 2016, através do fornecimento de pneus para outros veículos da linha Fiat, como Mobi, Uno e Argo. Com o lançamento da nova Fiat Strada, as empresas fortalecem ainda mais as relações através desta nova negociação.

Em sua versão Volcano, topo de linha, a nova Fiat Strada sairá de fábrica com o pneu Enasave EC300+ na medida 205/55R16 91H sendo que a Dunlop equipará 100% dos veículos produzidos dessa versão.

Para a Dunlop, esta escolha representa um importante passo em sua estratégia de expansão no Brasil ampliando assim a presença e visibilidade da Dunlop no equipamento
original dos veículos do mercado nacional.

Características e benefícios do modelo: O Dunlop Enasave EC300+ oferece maior durabilidade e aderência em superfícies secas e molhadas. Com perfil arredondado e melhor distribuição da área de contato ao solo, auxilia na capacidade de absorver impactos e reduzir desgastes irregulares causados pela superfície, tornando-o mais resistente e preparado para o solo brasileiro.

Detentora das marcas Dunlop, Falken e Sumitomo no país, a Sumitomo Rubber do Brasil investe em tecnologia de ponta para oferecer produtos com qualidade e segurança para seus clientes. A fábrica instalada em Fazenda Rio Grande é uma das mais modernas do grupo no mundo e está preparada para produzir pneus para veículos de passeio, vans, SUVs e caminhões e ônibus.

sábado, 14 de março de 2020

Dia do Consumidor: Dunlop beneficia clientes com programa Garantia Mais


No dia 15 de março, celebra-se o Dia do Consumidor no Brasil e no mundo. A data foi instituída para lembrar os direitos dos consumidores e conscientizar as empresas sobre o compromisso de se respeitar as leis e os compradores. Atenta à satisfação dos seus clientes e ao relacionamento com o público, a Dunlop Pneus oferece para os seus consumidores o programa Garantia Mais.

A Garantia Mais é um benefício destinado aos clientes que adquiriram e instalaram pneus Dunlop e Falken nas lojas oficiais ou credenciadas, de acordo com o regulamento da campanha. Cobrindo avarias acidentais como bolhas, cortes e perfurações nas laterais ou na banda de rodagem, a Garantia Mais se aplica a avarias que não são cobertas na garantia tradicional, de 5 anos.

Diferente da garantia de cinco anos dos pneus – voltada para defeitos de fabricação – o programa consiste na reposição integral dos pneus em caso de danos acidentais ocorridos em situações cotidianas que comprometam a estabilidade do produto, como passar por buracos, por exemplo.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1038/388– 28/03/2019

Fernando Calmon
Exportar é crucial
Como o Brasil poderá se inserir no contexto de abertura de mercado que vem sendo prometida pelo ministro da Economia Paulo Guedes? Este foi um dos temas mais debatidos no Congresso Latino-Americano da Indústria Automobilística, que acaba de ser realizado pela Editora Autodata. Há duas frentes imediatas em discussão em relação aos veículos: comércio sem barreiras tarifárias com União Europeia e com o México. 

Pelas regras do Mercosul, só o bloco de quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) pode negociar. Um acordo esteve próximo no ano passado e a transição seria longa, de 10 a 15 anos, até o Imposto de Importação sobre veículos passar a ter alíquota zero. Para aumentar as incertezas, o novo governo brasileiro estuda alternativas, entre elas um acerto direto com os europeus. Seria um sério revés para o Mercosul que, depois de 24 anos, nem ao menos conseguiu se estabelecer como zona de livre comércio. 

No entanto, o Brasil se entendeu, há pouco mais de uma semana, com o México. Ao contrário do regime vigente no Mercosul (para cada dólar importado por um país, 1,5 dólar pode ser exportado para o outro), passou a vigorar o livre comércio, sem cotas ou impostos alfandegários. Os mexicanos hoje produzem mais que o Brasil e ainda receberam grandes investimentos de marcas europeias e asiáticas. Significa que vários modelos, inclusive de marcas premium, poderiam chegar aos portos por preços bastante competitivos, pois os custos de fabricação no México são de 20% a 25% menores que os daqui. 

Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen para a América Latina, lembrou durante o congresso um ponto importante. O nível de componentes realmente produzidos no México é baixo. Para exportar, agora livremente para cá, pelo menos 40% das peças precisariam ser de origem mexicana. E isso está difícil de comprovar, pois eles se beneficiam de componentes bem mais baratos, importados em altos volumes de vários países, em especial dos Estados Unidos. Aqui, ao contrário, a indústria de autopeças tem forte presença, mas enfrenta o penoso custo Brasil. 

O presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, apontou as distorções ao comparar preços. Excluídos os impostos, aqui e no exterior, o Brasil apresenta valores menores. Seríamos, então, competitivos para exportar, mas isso deixa de ocorrer porque não há desoneração total quando se vende ao exterior, como outros países o fazem. Com exportações maiores, a escala de produção subiria e cairiam custos internos. Isso o México faz muito melhor que o Brasil. 

Um programa sério de exportação teria de começar com a total retirada de tributos, sem gerar créditos que se acumulam, como os do ICMS. Só no Estado de São Paulo as fabricantes têm entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões a receber. Também seria necessário aumentar o conteúdo tecnológico (comprando e vendendo, de e para o exterior, isento de impostos), a produtividade nas fábricas e, claro, investir muito, mas muito mesmo, em infraestrutura. 

O País precisa abrir sua economia. Mas sem um processo ordenado e simultâneo de aumento de competitividade da indústria e do setor de serviços, isso não será possível.

ALTA RODA

ONIX passa a ser nome mundial em compactos da GM, inclusive na China. Haverá cinco silhuetas: hatch, sedã, SUV (Tracker), monovolume (Spin) e picape (Montana). Prisma cresceu e já surgiu na China como Onix sedã. Aqui vai ocupar o lugar do Cobalt. Coluna antecipa início de produção em Gravataí (RS): setembro e novembro deste ano, sedã e hatch, respectivamente. No mercado, 30 dias depois. 

OITAVA geração do Porsche 911 chega em maio ao Brasil. Carrera S, R$ 679.000, e 4S (tração 4x4), R$ 719.000. Potência (450 cv) e torque (54 kgfm) subiram. Em dirigibilidade surpreende: ainda melhor em curvas. Apesar de estar mais largo e de usar rodas de 20 pol. de diâmetro na frente e 21 pol. atrás, massa diminuiu 24 kg. Eletroassistência melhorou resposta do pedal de freio. 

PRIMAZIA mundial do novo 911, detecção de pista molhada por meio de microfones nas caixas de rodas reprograma parâmetros de desempenho. Linhas estão ainda mais harmônicas: teto em angulação pronunciada, maçanetas das portas embutidas, desenho do defletor atrás e fina faixa luminosa unindo as lanternas traseiras. Interior foi todo renovado. 

JEEP Renegade Limited recebeu retoques frontais com inspiração moderna no utilitário original dos anos 1940. Boa evolução foi o para-choque dianteiro igual ao da versão 4x4 a fim de aumentar o ângulo de entrada, agora compatível à proposta do modelo. Antes raspava facilmente em lombadas e valetas. Nova tela multimídia ficou bem melhor que a anterior. 

BURACOS de todos os tipos e tamanhos em ruas e até em estradas infernizam a vida dos brasileiros. Depois das fortes chuvas de verão a situação piorou. A ponto de a Dunlop relembrar que, desde 2015, oferece garantia de reposição de pneus danificados de forma irreversível, quando vendidos na sua rede autorizada. Verdadeiro seguro contra irresponsabilidade dos governos.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo


sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3718 - 14.09.2018 edita@rnasser.com.br


Araxá, a grande festa do automóvel antigo
O Brazil Classics Renault Show, realizado em Araxá, MG, no recente feriado de 7 de setembro manteve o adequado rótulo de mais elegante dos encontros de veículos antigos no País. Foi grande o esforço para viabilizá-lo e exigiu capacidade de improvisar, resolver, reinventar-se. Superou dificuldades, obstáculos, e foi evento marcante, referencial.

Questão é, neste país sem projeto, uma greve de caminhoneiros, de origem e comando desconhecidos, sem pai, mãe ou responsáveis, parou o Brasil, pôs a administração em letargia e trouxe prejuízos sem indenização. Um deles, fez abortar a realização do Encontro, antes marcado, com estrutura instalada, bancas de comércio montadas, veículos em trânsito. Em meio aos problemas gerados pelo adiar, muitas composições com fornecedores, com o hotel sede, o êxito do evento ficou ameaçado, mas a administração tocada pelo Instituto Veteran Car, de Belo Horizonte, superou as dificuldades e apresentar soluções.

Como foi
Patrocinadora, a Renault foi compreensiva – manteve e aumentou o aporte para compensar o incremento de custos com a desmontagem da estrutura sem uso e a montagem de outra, três meses após. Colecionadores com a cabeça no lugar entenderam a razão institucional, mantendo inscrições e presença.

Na prática, quase 300 veículos dispostos, nele avultando núcleo de destacada qualidade e raridade, e o deslumbramento da reunião de 38 Ferraris, incluindo dois modelos de séries especiais, os F 40 e F 50. Núcleo de colecionadores se amplia. Neste ano o Museu de Carmo do Paranaíba, MG, do colecionador mineiro Rúbio Fernal, a coleção privada do empresário paulista José Luiz Gandini, e o novo foco da coleção de Leo Steinbruch, antes dedicada exclusivamente a nacionais. Fernal exibiu raro e aqui desconhecido Fiat com projeto de estiistas da Zagato, insolitamente construído pela Riva, famosa fábrica de lanchas durante estreito período ao início dos anos ’50. Gandini, dedicado aos Cadillacs dos anos ’50, amplia o leque a veículos mais erados, como o imponente Packard 1931 em carroceria Roadster, conversível. Levou o transitório Prêmio Roberto Lee como Best of the Show. Steinbruch expôs Ford T de 1909 – apresentado erroneamente como 1908 -, e Mercedes-Benz 300 SL, o Asa de Gaivota.

Item e abertura de caminho importante, o Alfa Br, grupo internético de aficionados de Alfa Romeo, montou barraca, instou presença da marca, criou premiação específica. Um caminho para outros clubes de marca, criar sub eventos sob o guarda chuva da festa principal.

Outro ponto de relevo foi manter a tradição de promover leilão. Neste ano demandas superaram o teto de 70 ofertas estabelecido pela empresa de leilões, ampliadas a 83. Vendas foram 29, arrecadando R$ 3,5M. Estrela do evento, Alfa spyder 2.000, do ex-ator Otelo Zeloni.

Homenagem, o evento criou troféu transitório, o Og Pozolli, para distinguir o melhor automóvel dentre os não restaurados. No caso, indicado foi Cadillac 1927, modelo 314, Coupé, de Aparecido Guadain.

Oportuno pelo relêvo do evento, mas não é pioneirismo. O Carro do Brasil, encontro criado em Brasília para festejar os produtos nacionais, criou tal láurea em 2001. Chamou-o Pátina do Tempo, e o distribui aos eventos que buscam auxílio e orientação ao Museu Nacional do Automóvel, O insólito e sua divulgação instigaram o Pebble Beach Concours d’Élegance, em Monterey, California, tido como o mais refinado da especialidade, a copiar a láurea e, a partir daí, a Federação Internacional de Carros de Coleção, a FIVA, a instituir o prêmio. Registro histórico se faz presente para manter não apenas a verdade, o pioneirismo brasileiro e a importância do conceito expresso pelo Museu Nacional do Automóvel, seu criador: historicamente mais vale a pátina do tempo sobre a construção original que os brilhos e reflexos pós-restauração, décadas distante dos métodos e partes empregados à época. O Museu o distribui nos eventos que buscam seu auxílio e orientação.

Patrocínio da Renault, comemorando 120 anos do início de sua história e 20 anos de atividade industrial no Brasil, incluiu exposição de unidades, protótipos, réplica da Voiturette, a primeira unidade construída pela família. Também, palestra por Alain Tissier, ex vice presidente da empresa e oráculo para as coisas do e no Brasil.

Og ad aeternum
São raras as coleções de veículos antigos a permanecer unas, unificadas, concentradas, após a partida de seu criador. Atividade solitária, exige dedicação, interesse e também, como diz o Curador do Museu Nacional do Automóvel, 3 Ts – Tempo, Tesão e Talão. Sem tal envolvimento e meios, coleções não subsistem, são vendidas aos blocos ou em unidades, se desfazem. Desde novembro do ano passado, quando passou Og Pozolli, um dos implantadores do antigomobilismo no Brasil, a espada da dúvida voltou a ser lembrada, e o receio da disseminação, sempre manifestada por êle, escaldado pelas vazias promessas municipais e estaduais de aquisição. Quem do ramo foi ao Brazil Classics encontrou aléia de honra com cinco estelares unidades da coleção Og, capitaneada por exemplar de Moon, um touring dos anos ’20, acreditado como do então Presidente Washington Luiz e único no mundo. Conversinhas, teses, teoria dizia da aquisição pelo poderoso Bradesco, num projeto de expor que, além da atividade selvagemente argentária – milionária, rica, capitaneada pelos ganhos de dinheiro - faria efeito demonstração de dedicação cultural.

Verdade surgiu na noite de sábado, durante a premiação: a coleção fora adquirida pela Fundação Lia Maria Aguiar, mantida por filha do criador do banco, mas sem ligações operacionais com o estabelecimento. Projeto útil, dedica-se à formação artística de jovens, e a ampliará com a construção de um museu e a formação de cursos para ensinar dados e segredos dos reparos e manutenção de automóveis antigos, um exercício de talento a cada dia mais empobrecido com o desaparecimento dos profissionais antigos. O Museu será construído em Campos do Jordão, SP, com a promessa de operação em dois anos.
A coleção do Og estará unida e preservada.

Roda-a-Roda
Honda – Marca apresentou seu modelo Fit modelia 2019, marcando-o simploriamente com nova cor, a Vermelho Vênus metálico, e maior conectividade.

$? – DX Mt – simples e transmissão manual, R$ 60.500; Lx Convert a R$ 60.500; Personal, com câmbio CVT, inscreveu-se para atingir público com 68.700; e versão luxuosa R$ 72.800.

Pesquisa - FCA nos EUA aplicou US$ 30M no campo de provas recebido à Chrysler em Chelsea, perto de Detroit, USA. Quer adaptá-lo a testes de direção autônoma; sistemas avançados de assistência ao motorista. Aqui empresa continuará usando ruas e estradas como pista de testes.

Mais – Japonesa Sumitomo impulsiona sua marca Dunlop no Brasil. Aplica R$ 640M para aumentar capacidade industrial de pneus de passeio e carga. Fábrica não está em Campinas, endereço da Dunlop original, mas beiradas de Curitiba, Pr.

Quem é – Petronas, empresa malaia, mais conhecida como co patrocinadora da equipe Mercedes-Benz na Fórmula 1, está no Brasil. Mais precisamente em Contagem, município industrial lindeiro a Belo Horizonte. Ocupa as instalações da antiga Tutela, a fábrica de óleos e lubrificantes da Fiat e da estatal Agip.

Melhor – Investiu R$ 20M no atualizar laboratórios em Centro de Excelência em Pesquisa e Tecnologia na América Latina. Deve manter o pioneirismo: primeira a fazer óleos lubrificantes semi sintéticos no país – e responsável pela quebra da nunca entendida barreira limitando os lubrificantes nacionais à classificação SD.

Questão – Crescimento de produção e vendas da indústria automobilística se dissociam da noção de estagnação da economia. Números a ser fechados ao final do ano devem indicar otimismo. Até agora mercado cresceu 15%. Seria melhor sem a greve dos caminhoneiros, vitrine de nossa fragilidade e da inabilidade da cúpula do poder em gerir o problema.

... II – Os números não deverão mentir. Somente em 2023 produção e vendas repetirão os cravados em 2013. Na prática a atrapalhada gestão (sic) da presidenta que se dizia formada em economia, atrasou o país por 10 anos.
E querem levá-la ao Senado…

Situação – Boletim automobilístico AutoData perguntou aos seis candidatos melhor colocados na disputa para a Presidência da República, quais os planos de cada um para a indústria automobilística. Ao ver do atento leitor/eleitor, qual o percentual de respostas? O%, acredite. Ninguém se manifestou.

O que – Desinteresse, desconhecimento? Vicente Alessi, filho, editor, tem visão pragmática: o fim das doações para campanhas, as regras de compliance, o receio de multas ou prisão reduziram a capacidade de entendimento.

Programa – Gostas de veículos? Tecnologia? Programa a ser considerado: dia 18, às 9h30, Audi transmitirá o evento The Charge, cuja estrela maior será o modelo e-tron, seu primeiro totalmente elétrico.

Onde – Meios diversos: Audi MediaTV: www.audiamedia.tv  (Em alemão e inglês, incluindo link para compartilhar a transmissão em outros sites); Via Smart TV: usando o aplicativo Audi MediaTV; Via satélite: (Chinês e inglês)
Via mídias sociais: na página do Facebook de Audi AG e no canal do Youtube Audi MediaTV; Via website: www.e-tron.audi

Luxo  - Veículo mais luxuoso da Toyota não é sua família automobilística Lexus, mas os iates com esta marca. Projetados em conjunto com a divisão marítima da casa, seu produto de topo, o Lexus LY 650 é iate de luxo com 65 pés – uns 20 metros. Dois motores Lexus de corrida, a gasolina, e 885 cv de potência final.

Negócio – Toyota está em barcos há 20 anos utilizando o nome Ponan, por isto, o que parece uma aventura merece crédito, neste período em que fabricantes de automóveis se aventuram em outros modais.

Variedade – Aston Martin e Bugatti tem colaborado com outros produtores de lanças e barcos; Honda fabrica jato; Mercedes-Benz tem acordo com a Cigarette Racing promovendo os modelos AMG.

Cada Qual – Toyota não fará os novos LY 650, contratando o estaleiro Marquis-Larson Boat Group. Primeira unidade daqui a um ano.

Al mare – Estaleiro catarinense Triton Yachts levará ao São Paulo Boat Show – SP, 27,set/02.out -, duas novas embarcações. Uma, a 460 Fly, 46 pés, 14 m de comprimento, expõe as últimas tendências europeias; três suítes, com a máster ocupando toda a parte central. Motorização sugerida, dois motores diesel, entre 330 e 400 cv cada. Quanto? Circa R$ 1,7M.

Mais – Há novidade tipo esportiva, a 350 HT, com espaço para 12 pessoas durante o dia e 04 para pernoite. Menor, outra proposta, outro preço: R$ 510 mil. Motorização diesel, 2x 250 a 350 cv.

De volta – Gol retomará ligar Brasília a Buenos Aires por vôo direto. Seis por semana, equipamento atualizado, Boeings 787 800 Next Generation. Fomenta Brasília como hub de distribuição ao trazer argentinos para tomar voo da companhia com destino a Miami.

Porém – Pousará no aeroporto de Ezeiza, outro município, distante, taxi caro, e outra situação – os motoristas de taxi em Buenos Aires hostilizam os de aplicativos. E o voo de volta decola às 4h40. Na prática, um longo jantar, quase uma hora até Ezeiza e as regulares 2 horas antes do voo.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Salão da transição

Alta Roda nº 977/327 30– 2514 023– 0oda nº852/0111508– 2oda nº851/2018

Fernando Calmon
Ao contrário das exibições recentes na Europa, o Salão de Automóveis de Detroit, nos EUA, que continuará aberto até o próximo dia 28, deixou de enfatizar tanto os veículos híbridos, elétricos e autônomos. Claro, eles estavam lá, mas a ideia principal foi a de transição, um reflexo de dificuldades crescentes. Preços baixos dos combustíveis líquidos, grandes distâncias a exigir infraestrutura de carregamento de baterias e deficiência de geração de energia indicam mudanças bem mais lentas do que se imaginava.


Isso não impediu a Ford de anunciar, nos próximos cinco anos, o lançamento de 16 elétricos ou híbridos entre 40 produtos novos. No seu estande, porém, a ênfase estava em potências crescentes. Tanto no Mustang Bullitt (homenagem aos 50 anos do filme com Steve McQueen), quanto no SUV Edge ST. Sem contar a chegada no final do ano do Mustang Shelby GT550, mais de 700 cv, mostrado apenas em teasers aos jornalistas. 

Os automóveis, que no passado representaram pela primeira vez menos de 40% dos 17,2 milhões de veículos vendidos no país, continuam a crescer. Mesmo os médio-compactos a exemplo das novas gerações do Kia Cerato, Hyundai Veloster e VW Jetta. Este será importado do México no final do ano e terá cerca de 4 cm a mais de entre-eixos e comprimento, além de suspensão traseira por eixo de torção que ajudou a diminuir um pouco seu preço nos EUA. 

SUVs e crossovers respondem por mais de 40% do mercado americano e assim o Mercedes-Benz Classe G, renovado depois de quase 40 anos, destacou-se. Mudou menos por fora e mais por dentro ao incluir enorme tela multimídia e engenhoso acesso à terceira fila de bancos. Aproveitou para apresentar o Mercedes-AMG CLS 53 Edition 1 com um alternoarranque de 21 cv que se somam aos 435 cv do 6-cilindros turbo. 

BMW apresentou o elegante crossover compacto de tração dianteira X2, verdadeiro contraponto ao Mercedes GLA. Pretendia ainda mostrar o X7, mas o carro sofreu acidente de transporte. Uma de suas marcas inglesas, a MINI, recebeu uma renovação de meio ciclo de vida. As lanternas traseiras remetem ao desenho da Union Jack, bandeira do Reino Unido. 

A Jeep, além do clássico Wrangler lançado dois meses antes no Salão de Los Angeles, atualizou o Cherokee sem aquela polêmica parte frontal. No entanto, o modelo fica muito próximo em dimensões ao Compass, o que gera conflito de “interesses”. 

Para FCA, o lançamento mais importante foi a renovada picape pesada RAM 1500 que provavelmente será importada. Além de mais leve, introduziu avanços como sistema elétrico de 48 volts e molas pneumáticas nas quatro rodas (opcional). A Chevrolet contrapôs a Silverado 2019, aliviada em 204 kg, mas mantendo caçamba de aço. Sua tampa, porém, é de alumínio e pode receber sistema elétrico de abertura e fechamento. 

A Ranger, igual à produzida na Argentina com modificações específicas para o mercado local, retornou depois de seis anos. A Ford reconheceu que picapes médias voltaram a interessar aos compradores. No ínterim a Toyota Tacoma (diferente da Hilux) se esbaldou... 

A chinesa GAC também está no Salão e pretende começar a vender nos EUA em 2019. Precisa ter muita coragem e dinheiro para gastar. 

RODA VIVA 

PRESIDENTE da VW do Brasil, Pablo Di Si, confirmou algumas antecipações dessa coluna sobre o robusto plano de 20 produtos (novos ou modificados) até 2020/21. Serão mesmo cinco SUVs/crossovers: os importados de sete lugares Tiguan (México) e Atlas (EUA); Tarek (Argentina), base Jetta MQB; T-Cross, base Virtus MQB e Taigun (nome cogitável), base Polo MQB. 

PRIMEIRA mulher a comandar um grupo automobilístico no Brasil acaba de ser nomeada. Trata-se da brasileira Ana Theresa Borsari, 46 anos. Ela liderava a Peugeot e agora acrescenta Citroën e DS (marca de grife importada), tendo passado antes pela matriz na França. Sinergia no Grupo PSA (inclui a Opel, na Europa) já existente, será aprofundada também aqui. 

EMBORA pareça a GM ter reagido ao teste anterior do Latin NCAP (maio de 2017), em que o Onix zerou na escala de estrelas (máximo de cinco), na realidade a fabricante apenas atendeu às normas da ABNT, de 2013, para impacto lateral. O prazo era 2018. Agora, o Onix recebeu três estrelas em teste patrocinado. Governo brasileiro anunciou mesma exigência em 2020 (projetos novos) e 2023 (todos à venda). 

INDÚSTRIA de pneumáticos reagiu bem à entrada de marcas importadas, especialmente da China. Dunlop (do Grupo Sumitomo, também dono da marca Falken) implantou fábrica inteiramente nova, em outubro de 2013, em Fazenda Rio Grande (PR). Empresa produz 15.000 pneus/dia em ambiente de competição feroz para linhas de produção de veículos e reposição. 

DICA para ar-condicionado. Desligar o sistema e deixar apenas ventilação 10 minutos antes da chegada ao destino. Segundo a Mahle, isso seca condensação nos dutos de ar e do evaporador, além de reduzir a formação de bolor, bactérias e leveduras. Vantagem adicional: evita choque térmico em dias de muito calor. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - De olho no consumo

Alta Roda nº 963/313 30– 1914 023– 0oda nº852/1011508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
A utilização de recursos eletrônicos nos automóveis modernos levou à crescente disponibilidade de medidores de consumo de combustível. No começo a precisão não era grande, mas agora os resultados permitem ao motorista avaliar consumo médio e instantâneo em várias condições de utilização. Tornou-se dispositivo relativamente barato, presente em computadores de bordo até de modelos compactos. 


Em tempos de preços altos e preocupações com emissões de CO2, é um dispositivo bastante útil. Afinal, a única forma de combater o efeito estufa provocado por esse gás é economizar combustível. Filtros ou catalisadores não servem, no caso. Ao final, um monitoramento que traz vantagens pecuniárias. 

Hoje, os controles de consumo e emissões para homologação são feitos em testes padronizados em laboratórios, a fim de garantir repetibilidade. Esse cenário começa a mudar na Europa com obrigação, em breve, de certificação nas ruas e estradas em condições reais de uso, o que trará mais credibilidade aos números. 

O Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e agora Opel) se adiantou. No fim de 2015 começou a desenvolver um protocolo de aferição em colaboração com duas ONGs e o Bureau Veritas. Frota de 60 veículos rodou mais de 40.000 quilômetros, numa iniciativa inédita no setor automobilístico, e tornou possível agora estimativas com respeitabilidade para mais de mil versões de modelos das três marcas. 

Trabalho semelhante foi anunciado semana passada no Brasil pelo Instituto Mauá de Tecnologia, de São Caetano do Sul (SP), porém com intuito específico de comparar consumo de gasolina e etanol em motores flex. Foram escolhidos quatro modelos: Fiat Uno 1,0 manual, Hyundai HB20 1,6 automático, Renault Duster 2,0 automático e Toyota Corolla 1,8 automático. Depois de instalados medidores de combustível, percorreram 15 vezes o mesmo trajeto, em cidade e igual número, em estrada. 

O resultado demonstrou que, na média, o consumo de etanol ficou entre 70,7% e 75,4% do observado com gasolina. As referências do Programa Brasileiro de Etiquetagem estão entre 66,7% e 72,1%, porém com gasolina padrão que contém 22% de etanol anidro. Nos postos de serviço está autorizado até 27% de etanol anidro, o que aumenta um pouco o consumo de gasolina. Daí a utilidade da medição do computador de bordo para aferir o gasto em cada modelo e não deixar de economizar ao abastecer. Outra forma seria fazer cálculos entre abastecimentos ou usar aplicativos com essa função. 

No entanto, deve-se observar que a adição de etanol à gasolina não aumenta o consumo de forma absolutamente direta à diferença de poder calorífico (energético) entre os dois combustíveis. Etanol proporciona melhores rendimentos térmico e volumétrico ao motor. Este pode aproveitar melhor as diferenças, se bem projetado. 

Testes recentes feitos na Alemanha pela Clariant em três modelos Mercedes-Benz, por 12 meses, indicaram que se o volume adicionado de 10% de etanol de cana ou celulose à gasolina alemã subisse para 20%, o consumo seria exatamente o mesmo. E ainda ajudaria na redução de CO2 no ciclo de vida do combustível. Nesse aspecto específico (CO2), rivalizaria com um motor a diesel. 

RODA VIVA

COMO se esperava, novo programa de diretrizes de longo prazo à indústria automobilística vai atrasar. Batizado de Rota 2030, esperado para 1º de janeiro próximo, cria estímulos para melhorar segurança e economia dos produtos. Renúncia fiscal seria de apenas 0,5% do que recebe o conjunto do setor industrial. Ainda assim, ministérios envolvidos não se entendem. 

DOS recentes boatos nos bastidores do setor, um é particularmente curioso. O Grupo Caoa, que tem instalações industriais completas e corpo próprio de engenharia, aproveitaria incentivos da Rota 2030 para fabricar em Anápolis (GO), além dos atuais produtos Hyundai, um automóvel elétrico de projeto próprio. A empresa nega, mas sem tanta ênfase. 

AUDI Q7 tem dimensões generosas (cinco e sete lugares), mas se comporta com agilidade de um SUV menor. A começar pelo diâmetro ideal do volante, posição de guiar e respostas vigorosas do silencioso motor a diesel com torque de nada menos que 61,2 kgfm. Há modo de condução semiautônoma, nível 2, sujeito a limitações de nossas ruas: faixas estreitas e mal sinalizadas. 

AINDA falta aprovação em plenário da Câmara dos Deputados, mas o projeto de efeito suspensivo de multas de trânsito até última instância, ou seja, depois de julgada pela Junta Administrativa de Recursos de Infração, merece total apoio. Hoje o Código de Trânsito Brasileiro estimula o motorista a não recorrer, ao firmar prazos inviáveis, burocracia e até oferecer descontos. 

ENTRE aplicações mais ousadas de inteligência artificial, uma vem sendo desenvolvida pela japonesa Sumitomo, dona das marcas Dunlop e Falken. Trata-se do sensoriamento das atividades dos pneus em movimento para um futuro não tão distante. É um algoritmo planejado para medir o desempenho em tempo real, a partir de vibração e rotação geradas. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Dunlop oferece garantia contra danos acidentais em pneus de passeio


A Dunlop Pneus oferece gratuitamente aos consumidores a Garantia Mais, um programa que permite a reposição de pneus no caso de danos acidentais ocorridos em situações cotidianas e que possam comprometer a dirigibilidade do automóvel.

Entre os danos previstos pelo seguro estão bolhas, cortes e perfurações nas laterais ou banda de rodagem ou mesmo a quebra da carcaça provocada por impactos em geral, ocorrências que não são atendidas na garantia tradicional de cinco anos contra defeitos de fabricação. 

A empresa adota um sistema de produção denominado Sun System, que aumenta a produtividade e a qualidade dos pneus. Por serem fabricados sem emendas, os pneus Dunlop e Falken são mais duráveis, propiciam rodagem confortável e otimizam o tempo de resposta em manobras devido à uniformidade do produto. Na Dunlop, todos os pneus passam por um rigoroso controle, desde a escolha do material até a entrega do produto final.

A Garantia Mais tem vigência de seis meses ou dez mil quilômetros (prevalecendo o que ocorrer primeiro) e está disponível para os modelos Dunlop e Falken de aros 15, 16, 17, 18 e acima, produzidos no Brasil e adquiridos por clientes pessoa física para uso particular. A compra deve ser realizada em uma loja oficial ou credenciada Dunlop.

O programa, no entanto, não considera como dano acidental aqueles provocados por má utilização, tais como rodar com baixa pressão, participação em competições legais ou ilegais, furto e roubo, atos de vandalismo ou avarias que permitam conserto. Os pneus do tipo Run-on-Flat e os que equipam veículos 0km saídos de fábrica também não são elegíveis à cobertura.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Fernando Calmon - Alta Roda - Argentinos ainda inquietos

Alta Roda nº 739/890– 27/06/2013


Fernando Calmon
Salão do Automóvel de Buenos Aires, que se encerra dia 30, é boa oportunidade de repassar o longo processo de integração das indústrias automobilísticas dos dois países. Na verdade o livre comércio vem sendo sucessivamente adiado. Último acordo previa 1º de julho deste ano para deixar as fronteiras completamente livres, mas se dá como certo novo adiamento pelo menos até o final de 2014.

Dependência da produção argentina do mercado brasileiro é enorme: 90% de suas exportações vêm para cá. Também se deve considerar que, hoje, 70% das exportações de veículos brasileiros destinam-se à Argentina. O balanço em valores está equilibrado, pois enquanto o País envia modelos compactos, traz veículos médios. Contra os argentinos pesam autopeças e componentes: não há escala de produção. No final, carros brasileiros representam pouco menos de 50% do mercado argentino, enquanto os automóveis vizinhos, apenas 10% do nosso.

Este ano as vendas na Argentina crescerão pelo menos 10% (Brasil, no máximo 4%) e arranharão as 900.000 unidades. Tal crescimento é pouco saudável, pois se baseia na defesa dos compradores contra a inflação anual real perto de 30%, ainda escamoteada pelo governo.

O VI Salão de Buenos Aires, realizado a cada dois anos, mostra oferta mais variada de veículos importados, basicamente pelas mesmas marcas aqui presentes. Chineses não têm muita vez por lá. Embora importadores sem produção local tenham que exportar produtos locais para compensar dólares gastos, Argentina tem custo logístico menor pela concentração da frota e impostos inferiores. Por isso, nos estandes se veem tantos carros que não chegarão ao Brasil, como Fiat Panda.


O VI Salão de Buenos Aires, realizado a cada dois anos, mostra oferta mais variada de veículos importados, basicamente pelas mesmas marcas aqui presentes. Chineses não têm muita vez por lá. Embora importadores sem produção local tenham que exportar produtos locais para compensar dólares gastos, Argentina tem custo logístico menor pela concentração da frota e impostos inferiores. Por isso, nos estandes se veem tantos carros que não chegarão ao Brasil, como Fiat Panda.

Estrearam modelos produzidos lá que, no máximo, em três meses estarão no Brasil: Ford Focus (hatch e sedã) e Citroën C4 Lounge, sucessor do sedã Pallas. Renault exibiu o novo Logan superequipado (típico de salão), que sairá de São José de Pinhais (PR), no último trimestre deste ano. Chevrolet Tracker, SUV compacto produzido no México e pouco maior que o EcoSport, também será importado, dividindo cotas com Sonic e Captiva mexicanos.

Toyota mostrou Etios ao público argentino, mas até o início das vendas em outubro receberá alterações no painel e outras internas providenciadas pela filial brasileira apenas um ano depois do lançamento. Nova geração do SUV médio Kuga, que divide arquitetura com o Focus, deve ser produzida na Argentina e exportada para cá, desde que a fábrica consiga divisas para trazer peças da Espanha. Se confirmado, Toyota responderá com nacionalização do RAV4, já bem encaminhada.

Entre os importados que logo estarão aqui, destaques para os Nissans Sentra e Altima. Pequenos retoques no Renault Koleos, SUV médio sul-coreano, estrearam em Buenos Aires. Pode vir ao Brasil, se sobrar cotas do Captur (SUV compacto) e Mégane R.S.

Volkswagen apresentou aos argentinos o Golf VII, além do uP! e o conceitual Tiguan. No início, até a produção no Paraná, virá para cá o Golf VII GTI importado da Alemanha. Subcompacto uP! será diferente do alemão, pois aqui terá interior e porta-malas maiores, além de janelas traseiras que podem ser baixadas e não só basculadas.


RODA VIVA

SEGUNDA fábrica que a Honda construirá no interior de São Paulo já tem dois produtos definidos, baseados na nova arquitetura de compactos desenvolvidos para países emergentes, ou seja, menos sofisticada. Um deles é o SUV já exibido como carro-conceito no Salão de Detroit e outro um hatch. Este nada terá a ver com o Brio fabricado na Tailândia e na Índia.

MITSUBISHI iniciou a venda do SUV médio ASX produzido em Catalão (GO). Igual ao importado do Japão, utiliza arquitetura do sedã médio-compacto Lancer, cuja versão nacional chega em um ano. Motor já é montado no Brasil e versão flex está nos planos. Câmbio CVT tem seis marchas virtuais. Suspensões bem acertadas, apesar do curso curto. Parte de R$ 83.490.

POUCO mais de dois anos de lançamento no Brasil e JAC reformulou os compactos J3 e J3 Turin, em nível superior ao de tradicional meia-geração. Parte frontal mudou bem e a traseira do sedã, idem. Boas mudanças internas, com novos materiais, painel e quadro de instrumentos, este de nítida inspiração alemã. Preços iguais: R$ 35.990 e R$ 37.900. Os de produção local, em 2015, serão completamente novos.

CHERY lançou o SUV Tiggo com reformulações internas e externas que podem ajudar na reação de vendas da marca chinesa. Revitalização externa inclui da grade à capa do estepe externo. Recebeu capricho no acabamento interno e equipamentos como bússola, altímetro e barômetro. Motor de 2 litros podia ter mais torque. Montado do Uruguai, por R$ 51.990.

DUNLOP, marca inglesa de pneus do grupo japonês Sumitomo, não se acanhou em entrar no mercado brasileiro na faixa de maior concorrência, de início importando. Produto a ser feito no Paraná, a partir de outubro, é da linha EC 201 para rodas de aro 13 e 14 pol., nas medidas mais procuradas.



PERFIL
   
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

sábado, 28 de janeiro de 2012

DUNLOP: Sumitomo Rubber do Brasil lança pedra fundamental de fábrica no Paraná



O presidente mundial da Sumitomo Rubber Industries, Sr. Ikuji Ikeda, e o presidente da empresa no Brasil, Sr. Ippei Oda, recebem o governador do Estado do Paraná, Sr. Beto Richa, em uma cerimônia que marca o início da construção da fábrica de pneus da marca Dunlop em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. A previsão de conclusão da obra é abril de 2013, com início da produção previsto para outubro do mesmo ano. A operação da fábrica demandará a contratação de 1.500 colaboradores das mais diversas áreas até 2017.

Esta será a primeira fábrica da Sumitomo Rubber Industries fora do continente asiático e receberá investimentos de R$ 560 milhões (US$ 346 milhões). A capacidade total de produção será de 15 mil pneus por dia e será atingida após três anos de operação, sendo que no primeiro ano serão produzidos 2.000 pneus por dia. Em sua primeira fase serão fabricados pneus para carros de passeio, caminhonetes e veículos de carga. O plano estratégico da empresa contempla a exportação para todos os países das Américas do Sul e Central, a partir do Brasil. Atualmente estas regiões são abastecidas com produtos vindos do Japão, Indonésia e Tailândia.

O terreno em que a fábrica ficará localizada possui uma área de aproximadamente 500.000 m² e irá adotar um novo conceito produtivo chamado sistema “Taiyo”, que aumenta a eficiência na produção de pneus radiais de passeio e camioneta. Além disso, a fábrica terá emissão zero de poluentes, resultado de modernos processos de produção e controles de emissões atmosféricas e de efluentes. Entre eles, o destaque é a estação de tratamento de água que irá garantir que a água descartada seja 100% tratada. A diretoria e a administração também serão instaladas no mesmo local da fábrica.

Com o investimento, a partir de junho de 2012 as vendas para o Brasil passam a ser realizadas pelo escritório de vendas localizado em São Paulo e os pneus comercializados serão importados pela própria Sumitomo Rubber do Brasil, direto de outras fábricas (Japão, Tailândia e Indonésia) até que a fábrica localizada na Fazenda Rio Grande comece a produção dos pneus nacionais em outubro de 2013. O objetivo da empresa é que a rede de distribuidores já esteja consolidada para o início das operações da fábrica, programada para o segundo semestre de 2013.


Fábrica de pneus Dunlop em Fazenda Rio Grande – Principais Números

Área Total do Terreno

500.000 m²
Área Construída

84.565 m²
Capacidade de Produção

15 mil pneus/dia
Investimento Total

R$ 560 milhões
Empregos

1.500 vagas
Início das Obras
Fevereiro 2012
Inauguração da Fábrica
Abril 2013