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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Salão da transição

Alta Roda nº 977/327 30– 2514 023– 0oda nº852/0111508– 2oda nº851/2018

Fernando Calmon
Ao contrário das exibições recentes na Europa, o Salão de Automóveis de Detroit, nos EUA, que continuará aberto até o próximo dia 28, deixou de enfatizar tanto os veículos híbridos, elétricos e autônomos. Claro, eles estavam lá, mas a ideia principal foi a de transição, um reflexo de dificuldades crescentes. Preços baixos dos combustíveis líquidos, grandes distâncias a exigir infraestrutura de carregamento de baterias e deficiência de geração de energia indicam mudanças bem mais lentas do que se imaginava.


Isso não impediu a Ford de anunciar, nos próximos cinco anos, o lançamento de 16 elétricos ou híbridos entre 40 produtos novos. No seu estande, porém, a ênfase estava em potências crescentes. Tanto no Mustang Bullitt (homenagem aos 50 anos do filme com Steve McQueen), quanto no SUV Edge ST. Sem contar a chegada no final do ano do Mustang Shelby GT550, mais de 700 cv, mostrado apenas em teasers aos jornalistas. 

Os automóveis, que no passado representaram pela primeira vez menos de 40% dos 17,2 milhões de veículos vendidos no país, continuam a crescer. Mesmo os médio-compactos a exemplo das novas gerações do Kia Cerato, Hyundai Veloster e VW Jetta. Este será importado do México no final do ano e terá cerca de 4 cm a mais de entre-eixos e comprimento, além de suspensão traseira por eixo de torção que ajudou a diminuir um pouco seu preço nos EUA. 

SUVs e crossovers respondem por mais de 40% do mercado americano e assim o Mercedes-Benz Classe G, renovado depois de quase 40 anos, destacou-se. Mudou menos por fora e mais por dentro ao incluir enorme tela multimídia e engenhoso acesso à terceira fila de bancos. Aproveitou para apresentar o Mercedes-AMG CLS 53 Edition 1 com um alternoarranque de 21 cv que se somam aos 435 cv do 6-cilindros turbo. 

BMW apresentou o elegante crossover compacto de tração dianteira X2, verdadeiro contraponto ao Mercedes GLA. Pretendia ainda mostrar o X7, mas o carro sofreu acidente de transporte. Uma de suas marcas inglesas, a MINI, recebeu uma renovação de meio ciclo de vida. As lanternas traseiras remetem ao desenho da Union Jack, bandeira do Reino Unido. 

A Jeep, além do clássico Wrangler lançado dois meses antes no Salão de Los Angeles, atualizou o Cherokee sem aquela polêmica parte frontal. No entanto, o modelo fica muito próximo em dimensões ao Compass, o que gera conflito de “interesses”. 

Para FCA, o lançamento mais importante foi a renovada picape pesada RAM 1500 que provavelmente será importada. Além de mais leve, introduziu avanços como sistema elétrico de 48 volts e molas pneumáticas nas quatro rodas (opcional). A Chevrolet contrapôs a Silverado 2019, aliviada em 204 kg, mas mantendo caçamba de aço. Sua tampa, porém, é de alumínio e pode receber sistema elétrico de abertura e fechamento. 

A Ranger, igual à produzida na Argentina com modificações específicas para o mercado local, retornou depois de seis anos. A Ford reconheceu que picapes médias voltaram a interessar aos compradores. No ínterim a Toyota Tacoma (diferente da Hilux) se esbaldou... 

A chinesa GAC também está no Salão e pretende começar a vender nos EUA em 2019. Precisa ter muita coragem e dinheiro para gastar. 

RODA VIVA 

PRESIDENTE da VW do Brasil, Pablo Di Si, confirmou algumas antecipações dessa coluna sobre o robusto plano de 20 produtos (novos ou modificados) até 2020/21. Serão mesmo cinco SUVs/crossovers: os importados de sete lugares Tiguan (México) e Atlas (EUA); Tarek (Argentina), base Jetta MQB; T-Cross, base Virtus MQB e Taigun (nome cogitável), base Polo MQB. 

PRIMEIRA mulher a comandar um grupo automobilístico no Brasil acaba de ser nomeada. Trata-se da brasileira Ana Theresa Borsari, 46 anos. Ela liderava a Peugeot e agora acrescenta Citroën e DS (marca de grife importada), tendo passado antes pela matriz na França. Sinergia no Grupo PSA (inclui a Opel, na Europa) já existente, será aprofundada também aqui. 

EMBORA pareça a GM ter reagido ao teste anterior do Latin NCAP (maio de 2017), em que o Onix zerou na escala de estrelas (máximo de cinco), na realidade a fabricante apenas atendeu às normas da ABNT, de 2013, para impacto lateral. O prazo era 2018. Agora, o Onix recebeu três estrelas em teste patrocinado. Governo brasileiro anunciou mesma exigência em 2020 (projetos novos) e 2023 (todos à venda). 

INDÚSTRIA de pneumáticos reagiu bem à entrada de marcas importadas, especialmente da China. Dunlop (do Grupo Sumitomo, também dono da marca Falken) implantou fábrica inteiramente nova, em outubro de 2013, em Fazenda Rio Grande (PR). Empresa produz 15.000 pneus/dia em ambiente de competição feroz para linhas de produção de veículos e reposição. 

DICA para ar-condicionado. Desligar o sistema e deixar apenas ventilação 10 minutos antes da chegada ao destino. Segundo a Mahle, isso seca condensação nos dutos de ar e do evaporador, além de reduzir a formação de bolor, bactérias e leveduras. Vantagem adicional: evita choque térmico em dias de muito calor. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

EXPORTAÇÕES DA VOLKSWAGEN CRESCERAM 52,16% EM 2017

A Volkswagen do Brasil finalizou o ano de 2017 com aumento de 52,16% em suas exportações, totalizando 163.306 veículos enviados para 15 países. Em 2016, foram 107.322 unidades exportadas.


O Gol foi o modelo mais exportado da marca, com 73.848 unidades embarcadas em 2017. A Argentina é o mercado que mais recebe os modelos exportados pela Volkswagen do Brasil, com 93.891 unidades em 2017; a Volkswagen foi, pelo 14º ano consecutivo, a marca líder em vendas no país vizinho.

“O ano de 2017 já foi bastante positivo e a Volkswagen foi o motor das exportações do setor automotivo brasileiro. Como maior empresa nesse segmento, apresentou um desempenho muito forte, fruto da estratégia de regionalização das suas operações na América do Sul, Central e Caribe. Com o olhar dedicado a esses mercados, conseguimos aumentar consideravelmente nossas exportações, oferecendo produtos desenvolvidos para atender às necessidades específicas dos consumidores desses países”, destaca Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen Região América do Sul e Brasil.





O Novo Polo, mais recente lançamento da Volkswagen do Brasil, produzido na fábrica Anchieta (em São Bernardo do Campo - SP) com foco no mercado sul-americano, está sendo exportado para a Argentina, Chile e Paraguai desde o fim do ano passado, já contabilizando 7.057 unidades embarcadas até o momento.

“A chegada do Novo Polo aos demais países da região nos apoiará na atração de novos consumidores, reforçando o nosso volume de vendas, que já tem crescido desde a criação da estrutura regional para a América do Sul. E com a chegada do Virtus, em janeiro de 2018, vamos ampliar ainda mais a nossa gama de produtos altamente interessantes para esses mercados”, destaca Thomas Owsianski, Primeiro Vice-Presidente Executivo da Volkswagen para a Região SAM (América do Sul).

Até dezembro de 2017, as vendas da Volkswagen na Região América do Sul, América Central e Caribe registraram crescimento de 25,3% em relação ao mesmo período de 2016, tornando-se a região com maior percentual de aumento entre todas as estruturas da marca Volkswagen no mundo.
Exportação Volkswagen do Brasil (Jan-Dez 2017)


Total de exportações Volkswagen do Brasil: 163.306 unidades

Gol: 73.848 unidades

Voyage: 24.861 unidades

Saveiro: 24.234 unidades

up!: 20.850 unidades



Vendas da Volkswagen crescem 19,1% no Brasil em 2017, mercado cresce 9,4%

No mercado brasileiro, a Volkswagen do Brasil registrou aumento de 19,1% nas vendas no ano de 2017 (272.119 veículos comercializados) em relação a 2016 (228.473 unidades vendidas no País). Esse desempenho representa um crescimento superior ao registrado pelo setor automotivo brasileiro, que teve aumento de 9,4% nas vendas em 2017 (2.175.987 unidades), em comparação com 2016 (1.988.597 unidades vendidas no País). Os números têm como base o Renavam (emplacamentos) de automóveis e comerciais leves.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 4917   16.12.2017 -  edita@rnasser.com.br
JAC nascerá em Goiás ?
Governo goiano alardeia assinar termos necessários para incentivar com renúncia de ¾ do valor do ICMS com a empresa com representação da chinesa JAC para fazer automóveis em Itumbiara, Go. Sergio Habib, o representante, tentou instalar a empresa na Bahia mas enfrentou sérios percalços, da saída do sócio chinês à chegada do projeto Inovar-Auto, uma deferência pessoal do governo Dilma, visando detonar a possibilidade aberta pela JAC, vender carros importados, equipados, a preço de nacionais pelados. Produtos serão os utilitários esportivos T40 e o futuro T50, e processo se baseará na marcha a ré industrial adotada pelo Inovar Auto, com mínima nacionalização, por montagem de peças importadas e pequenina agregação de partes nacionais.

Haverá rapidez no processo pois segundo consta Habib/JAC arrendaram a fábrica pronta e fechada pela HPE, a montadora de Mitsubishis, e ali montou jipes Suzuki. Industrialmente a capacidade inicial é de 7 mil veículos/ano.
Goiás é pouco lembrado polo automobilístico, mas sedia produção de Mitsubishis e Suzuki em Catalão; Hyundai e Chery em Anápolis; terá chineses JAC em Itumbiara; opera máquinas agrícolas John Deere na mesma Catalão.

Enfim, a Inspeção Técnica
Contran, órgão normativo de trânsito, regulamentou a Inspeção Técnica Veicular. Obrigará todos os veículos a verificação de itens operacionais a cada dois anos para renovar licença. Será feita por órgãos públicos ou privados, chancelados por Detran de cada estado.

Decisão importante, aplica decisão anterior contida no Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, necessária a depurar a frota dos veículos inseguros. Nada de invenção, ocorre em todo o mundo, de critérios não aleatórios, pois o órgão teve colaboração da AEA, a associação de engenharia automotiva.

Inicialmente serão motivos para não liberação os DMG, Defeitos Muito Graves ou DG, Defeitos Graves nos freios, pneus, rodas, equipamentos obrigatórios, equipamentos proibidos ou reprovação na inspeção de emissão de poluentes e ruído. No segundo ano, a inspeção incluirá o sistema de direção. Veículos reprovados terão 30 dias para correções e novo exame.

Carros com mais de trinta anos de produção, licenciados como Veículo de Coleção, com registro no certificado e placas pretas, estarão isentos.
Há movimento a partir de Brasília, petição eletrônica buscando reconsideração pelo Contran para isentar os antigos apenas antigos, não reconhecidos como De Coleção. Parece iniciativa sem possibilidade de êxito.

Boa ideia
O Contran criou o Roadmap, cronograma para as indústrias se prepararem a produzir os itens de segurança de aplicação futura, com segurança jurídica. O cronograma, à base de estudos técnicos para regulamentar itens a ser inspecionados. A obrigatoriedade deve se iniciar em 2019.

Com Prius Toyota lidera híbridos

Levantamento da Toyota indicou, ao superar a venda de 10 milhões de unidades de veículos híbridos, lideradas pelo Prius com 6,1M, terá evitado emissão de 77 milhões de toneladas de CO2, e reduzido o consumo de gasolina em 29 bilhões de litros, comparando-os com automóveis convencionais do mesmo porte e aplicação. A mudança faz parte das exigências da sociedade para melhor convívio com o meio ambiente, sólida tendência para o futuro. A Toyota entendeu-a e se preparou para assumir a liderança mundial na nova demanda, ao oferecer produtos com características de construção, utilização, preço e manutenção comparáveis aos veículos convencionais.

Olhos no futuro, a responsabilidade de sobrevivência em mercado mutante ante novas exigências, instigou a empresa à decisão de investir no caminho de criar a opção ao convencionalismo secular da formulação dos automóveis atuais, maioria do mercado.

Projeções da empresa sinalizam, para factibilizar os efeitos da redução de emissões e ganhos na qualidade do ar há que inseri-los no mercado e fomentar seu uso, significando substituir os carros convencionais, usuários dos motores endotérmicos pelos de nova tecnologia, e os híbridos são o primeiro passo para a mudança de comportamento dos consumidores.

A Toyota projeta, em 2050 não mais terá automóveis com motores de combustão interna. Em outubro de 2015 empresa anunciou seu Desafio Ambiental estabelecendo série de compromissos e desafios para aproximar-se do nível Zero em impactos negativos do automóvel, da produção ao uso.

Prius
Com o protagonismo de, há 20 anos produzir o primeiro híbrido em massa no mundo – além do Prius, vendido no mercado nacional, há outros -, e o foco de aproximar preço e facilidade de uso aos veículos convencionais, há uma aceleração pelo consumo do produto. Num mapa, em 20 anos venderam-se 10 milhões de unidades, numa aceitação crescente, e o milhão mais recente foi conquistado em apenas 9 meses.

Em quarta geração, agora construída sobre a nova plataforma modular da marca, a TNGA – Toyota New Global Architecture – focou em eficiência, desempenho ambiental, alta performance e prazer de condução.  

No Brasil o Prius lidera com ampla margem o segmento dos híbridos, num crescendo de aceitação. Nos 11 primeiros meses do ano vendeu 2.208 unidades, crescimento de 508% relativamente a 2016. Até o momento, desde 2013 quando iniciou vender o Prius no mercado brasileiro, em torno de 3.400 unidades foram vendidas. Sucesso está lastreado em preço contido, R$ 126.600, próximo ao modelo Corolla; em formas identificativas; conforto; praticidade e facilidade de uso; economia – quase 19 km/litro; manutenção com preços assemelhados aos serviços em Corolla; garantia de 8 anos para o sistema híbrido; motivação aos revendedores.

Roda-a-Roda
Fica ? – Agência econômica JP Morgan em papel aos clientes informou estar a Ford analisando seriamente deixar a operação na América Latina, à vista dos enormes prejuízos acumulados nos últimos anos. Ford, naturalmente, negou.

Futuro ? – Pode não sair, mas deve encolher, e aparentemente isto está há tempos no radar da matriz, pois a Ford Brasil não tem investimentos desde 2015. Condicionamento deve ditar revisão geral, como o futuro da fábrica em São Bernardo do Campo; a continuidade da produção de caminhões – só o Brasil e a Turquia fazem caminhões Ford.

De volta – Toyota volta importar sedã Camry. Lançado neste ano emprega motor V6, 3,5 litros, exibidos 310 cv, transmissão automática 8 velocidades, montados sobre nova plataforma TNGA. Encomendas abertas: R$ 189.900.

 – Problemas com o filtro de partículas do motor diesel em picapes Toro com transmissão mecânica ocorrem apenas na Argentina, onde reclamado. Aqui não há casos. Questão de uso. Filtro exige temperatura para auto limpar-se, e em Buenos Aires, para-e-anda em pequenas distâncias, não permite faze-lo.

Solução – Fiat fará pequeno manual ensinando o motorista a utilizar o veículo.

Multi – Volvo iniciou construir suv XC40 em Ghent, Bélgica. Vende-lo-á no Brasil ao início do segundo trimestre de 2018. Substituirá o XC60. É uma liga das nações: marca sueca, capital chinês, fabrica belga, vendas no Brasil.

Novo City – Festa de final de ano dia 20 Honda anunciará dados e detalhes do novo City 2018. Poucas mudanças de meio do ciclo: grade, faróis, para choques, procedimentos recentemente aplicados ao Fit. Missão, enfrentar Fiat Cronos e VW Virtus, de comercialização concomitante próximo ano.

Mercado – Janeiro, terceira semana, Volkswagen iniciará vender sedã Virtus.

... II – Fiat perdeu a corrida industrial e apenas terá seu Cronos um mês após. Apresenta-lo-á aos 06 fevereiro na fábrica de Ferreyra, Córdoba, Argentina.

Crença – Pablo Di Si, novo presidente da VW América do Sul, renovou crença de conduzir marca à liderança. Segundo disse, terá produtos – 25 até 2020 -, tem equipe, bom relacionamento com a rede revendedora.

Mico – Dentre os muitos prêmios de indicação profissional sobre veículos, há um Anti-Prêmio, o Pinóquio de Ouro, criação monocrática do jornalista Boris Feldman. Seu portal Auto Papo indicou laureado o picape Nissan Frontier.

Razão - A mentira justificativa da escolha é a afirmativa da marca sobre o eixo traseiro como tendo suspensão pelo sistema Multi Link. Induz pensar ser independente como o de automóveis de boa construção, mas a realidade é o uso de secular e incômodo eixo rígido.

Sem papo – Advocacia Geral da União negou pretensão do Prefeito de S Paulo de instalar radares para emitir multas por média horária. Disse, a legislação de trânsito não contempla tal possibilidade.

Mais uma – Two Flex, taxi aéreo, autorizada pela ANAC ligar cidades pequenas às maiores com linhas aéreas convencionais. Opera em Minas, ligando 17 cidades, com 18 monomotores turboélice Cessna Grand Caravan 9 passageiros.

Tradição – Nelson Piquet, filho, além da condução na internacional Fórmula E, volta na história: dirigirá na brasileira Stock Car pela Texaco.

Azul – Eleições no VCB – Veteran Car Brasília elegendo José Luiz German presidente; festa com pequena feira de artesanato para fazer recursos destinados a entidades de fins sociais. Ao final uma das voluntárias distribui brinde aos varões presentes: caixa de Viagra.

Reação - Manifestações machistas, declarações de desnecessidade ao uso, exceto antigomobilista mais objetivo, dizendo misturaria ao combustível; faria gasolina azul; e seu Ford modelo A teria rendimento de V8 !

Gente – José Antonio Valiati, CFO da Marcopolo, prêmio. OOOO O Equilibrista, pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, RS. OOOO Oliver Schmidt, 25 anos de VW, boa vida: VP de Finanças da Volkswagen Brasil. OOOO Veio da SAIC, sócia da matriz VW na China. OOOO Stefan Ketter, presidente da Fiat Chrysler América Latina, reconhecimento. OOOO Prêmio Líderes do Brasil na indústria automobilística brasileira. OOOO Julia Boch, alemã, financista, mudança. OOOO Diretora financeira da Porsche Brasil. OOOO Pamela Paiffer e Roberta Madke, da Ford, promoção. OOOO Novas gerentes para relacionamento com imprensa e corporativo. OOOO Boa solução doméstica para suprir vagas recém abertas. OOOO  

VW Virtus, pioneiro em inteligência artificial
Com lançamento em janeiro e em meio ao cenário onde os automóveis fazem crescente absorção de tecnologia e equipamentos de inteligência artificial para comunicação, o Volkswagen Virtus terá pioneirismo no setor: capacidade para ajudar motoristas. 

Qualquer dúvida sobre o conteúdo do Manual do Proprietário poderá ser esclarecida com pergunta verbal, pois o equipamento entende a linguagem natural como se fosse uma conversa. Consultas também podem ser feitas por escrito ou fotografia, pelo sistema Watson IBM Cloud. Recursos inéditos de conectividade e digitalização, permitem respostas práticas a demandas como utilizar plenamente o sistema de infodiversão pela tela de 20 cm, ou indagar como o telefone pode ser espelhado para entrar no arquivo do Virtus. Perguntas podem ser feitas em Português ou Espanhol.

Identidade
Comprador do Virtus pode baixar o graciosamente o arquivo encontrável nas plataformas IOS (Apple) e Android (Google), para receber uma Identidade Volkswagen – um sistema comum às 12 marcas do grupo VW. A VW ID será vinculada à identificação alfanumérica do chassis. A identificação será do cliente e não do veículo, seguindo com ele em todos os Volkswagen que tiver, de caminhão Scania a moto Ducati, de VW a Bentley.

Sistema é para simplificar, e para cumprir sua missão se aperfeiçoa com a interação, podendo absorver sotaques. Em mensagens escritas segue as simplificações típicas desde modal de comunicação, como entender que “vc” significa “você, “qd” será quando, etcccc

Exemplo claro: No recurso Comando de Voz, se cliente indagar:
“como conecto meu celular no rádio?”.

Resposta será: “Antes de tudo, a ignição precisa estar ligada, seus fones de ouvido desconectados e o celular desbloqueado e com Bluetooth ativado. Tudo certo? Então siga esses passos:”

Serão apresentados CARDS para o usuário, com imagens e textos
Sistema responde a todas as questões relacionadas ao produto, permite agendar revisões, recebe atualizações técnicas.



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Volkswagen do Brasil começa a exportar o Novo Polo

O Novo Polo, mais recente lançamento da Volkswagen, já atravessa fronteiras e parte inicialmente para a Argentina, Chile e Paraguai. Os primeiros lotes do modelo produzido na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), acabam de ser embarcados rumo aos três países, onde serão oficialmente comercializados a partir de janeiro de 2018.
 
“O Novo Polo reforçará ainda mais o nosso portfólio de exportações, que já é bastante amplo e faz grande sucesso em vários países da Região América do Sul. Ao lado do Gol, up!, Saveiro e Voyage, o novo modelo irá nos ajudar a reforçar a nossa participação no mercado nessas regiões, atraindo novos consumidores”, diz Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América do Sul e Brasil.

Nos onze primeiros meses de 2017, a Volkswagen do Brasil já contabiliza mais de 145 mil unidades exportadas, o que corresponde a um aumento de 53% em relação ao volume registrado no mesmo período de 2016. 

A Argentina é o mercado que mais recebe os modelos exportados pela Volkswagen do Brasil, com mais de 82 mil unidades em 2017. Maior exportadora histórica da indústria automotiva brasileira, a marca já exportou mais de 3,6 milhões de veículos desde 1970, quando iniciaram os embarques.
 


Volkswagen do Brasil (Jan-Nov 2017)
Total de exportações Volkswagen do Brasil
145.822 unidades
Gol
67.369 unidades
Saveiro
22.435 unidades
Voyage
21.919 unidades
up!
21.762 unidades

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Pesadelo Acabou

Alta Roda nº 962/312 30– 1214 023– 0oda nº852/1011508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
A recuperação chegou e se consolidará em 2018. As razões derivam da mudança de humor e de confiança – para melhor – tanto por parte dos consumidores como dos empresários. E é respaldada pelo aumento do volume de crédito, queda dos juros (ainda lenta no caso do financiamento de automóveis), diminuição da inadimplência (no caso há apenas uma tendência ainda não muito firme, segundo as projeções da Ford) e recuperação paulatina do nível de emprego (ver abaixo em Roda Viva).


Coube ao novo presidente da Volkswagen, o argentino Pablo Di Si, divulgar uma projeção mais ousada não apenas para 2018 e sim para os próximos quatro anos. Em sua opinião, estão dadas as condições econômicas para um crescimento acumulado de 40% até 2021, considerando também a baixa base comparativa atual. Para tanto o mercado interno de veículos deveria crescer uma média de 8,8% ao ano nesse quadriênio e voltar a romper a barreira de três milhões de unidades anuais. Durante evento com executivos do setor realizado em São Paulo liberou um teaser (foto provocativa) do sedã Virtus e anunciou seu lançamento em janeiro próximo, algo raro de acontecer em eventos desse tipo. 

Outro argentino, Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, também previu recuperação entre 8% e 10% nos próximos quatro anos. A empresa anunciou mais uma rodada de investimento na região, dessa vez no país vizinho, com a produção local do Equinox. O executivo defende a unificação das normas de segurança, emissões e combustíveis de Brasil e Argentina. E anunciou para 2018 um modelo que será exatamente igual nos dois países. Provavelmente terá um motor flex, considerando aumento esperado do teor de etanol na gasolina argentina nos próximos anos. 

Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, apontou a queda substancial na venda de compactos e subcompactos nos últimos três anos como o aspecto mais impactante nos resultados das empresas e no nível de emprego do setor de veículos. Por outro lado, as vendas diretas para frotistas tornou-se realidade de mercado e continuará a dar suporte ao avanço dos próximos anos. 

O português Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota, chamou a atenção do rápido crescimento dos SUVs, que respondem hoje por 15% das vendas de veículos leves e continuará a subir na preferência dos consumidores. O porcentual de participação, no entanto, crescerá mais lentamente porque os compactos estão se recuperando e são mais baratos. Prevê um salto de 11% do mercado interno em 2018. Ele concorda que os carros puramente elétricos ainda vão demorar muito para se universalizar e a opção híbrida é mais racional. 

Ponto de consenso no evento foi sobre o programa Rota 2030. O anúncio está atrasado, mas sairá antes do fim do ano. Trará previsibilidade, visão de longo prazo e flexibilidade para se adaptar ao que acontece no mundo. Chega no momento em que o grande acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve sair do papel, depois de mais de uma década de negociações. Levará a uma convergência tecnológica dos veículos com foco na competitividade real, sem subsídios ou barreiras protecionistas expressivas. 

RODA VIVA

TRAJETÓRIA de recuperação da indústria continua firme. Maior nível do ano foi atingido em setembro: vendidas 9.960 unidades diárias (veículos leves e pesados). Acumulado dos nove primeiros meses está 7,4% acima do mesmo período de 2016 e o nível de estoque total de 34 dias é normal. Segundo a Fenabrave, bancos começam a aprovar mais crédito ao consumidor. 

EXPORTAÇÕES continuam a bater recordes (56% de aumento) e, assim, alavancam a produção que cresceu 39% sobre o ano passado. Esse conjunto de bons resultados implicou redução de 90% do número de funcionários afastados provisoriamente do trabalho. Apenas o setor de caminhões e ônibus ainda mantém números negativos (menos 9% em 2017). 

BOM pacote de itens de série oferece a versão Pulse Plus do Hyundai Creta. Motor de 1,6 L e câmbio automático de seis marchas formam um conjunto competente. Central de multimídia (compatível com Android/Waze) tem tela de 7 pol., mas sujeita a reflexos. Faz falta freio de estacionamento elétrico automático, algo bastante útil em uso no para-e-anda do trânsito. 

IPIRANGA desbancou a Petrobrás ao lançar gasolina premium de maior octanagem no mercado brasileiro. Chamada de Octapro, tem índice RON 102, um dos maiores do mundo como combustível comercial. Indicada para garantir potência nominal em motores de altíssimo desempenho. É um mercado minúsculo: apenas 2% do volume total da venda de gasolina. 

RECENTE pesquisa da BB Mapfre, em São Paulo, demonstra que segurados entre 27 e 36 anos lideraram a estatística de acidentes, com 30%. Depois estão os condutores de 37 a 46 anos, detendo 25% dos números, e de 47 a 56 anos, com 16%. Surpresa: os mais jovens, de até 26 anos, respondem por 15% dos registros. Não são, portanto, o maior grupo de risco. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2