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sexta-feira, 10 de julho de 2020

Hyundai Creta ganha versão Limited


Dando sequência à ampliação da linha Creta, que recentemente passou a contar com a opção Action, a Hyundai lança agora a versão Limited, com motor 1.6 e câmbio automático, que já está à venda nas concessionárias da rede em todo o Brasil. Com preço sugerido de R$ 99.990, o modelo chega para ocupar o espaço entre o Pulse Plus 1.6 e o Prestige 2.0, tratando-se da versão topo de gama para a motorização 1.6.

“Neste momento em que iniciamos uma retomada das atividades econômicas, quando o consumidor se mostra mais racional e seletivo na hora da compra, trazemos ao mercado a versão Limited, com alto valor agregado em termos de tecnologia, segurança, itens de conforto, luxo e conveniência. Trata-se de um pacote altamente competitivo para um SUV abaixo de R$ 100 mil, que se
junta ao generoso espaço interno para passageiros e bagagens, e ao motor 1.6 com transmissão automática de seis velocidades”, afirma Angel Martinez, vice-presidente comercial da Hyundai Motor Brasil.

Entre os destaques estão sistema Stop & Go de parada e partida automática do motor, seis airbags, bancos de couro na cor Bege Sahara, faróis com projetor e iluminação lateral “cornering lamp”, lanternas com luzes em LED, nova pintura na grade frontal e novas rodas de liga leve de 17”.

Completam o pacote chave presencial em formato de pulseira Hyundai Key Band, chave presencial Smart Key, botão de partida do motor e maçaneta externa cromada. A versão Limited do Creta está disponível nas cores Preto Onix, Branco Atlas, Prata Sand, Prata Brisk, Cinza Silk. Os tons Azul Sapphire e Verde Amazon são oferecidos sob encomenda.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Hyundai Creta bate recorde de vendas e fecha agosto na liderança entreos SUVs


O SUV compacto Hyundai Creta somou em agosto 6.643 unidades vendidas, segundo dados preliminares da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. O expressivo volume garantiu a liderança entre todos os SUVs e a nona posição na lista geral dos 10 carros mais vendidos. Esta é a primeira vez que o modelo supera seis mil emplacamentos em um único mês.

No acumulado do ano, de janeiro a agosto, o Creta figura na segunda posição do ranking de SUVs compactos, com 36.197 unidades comercializadas. Em 2018, o utilitário compacto da Hyundai fechou o ano na liderança do segmento, com 48.982 veículos registrados e participação de mercado da ordem de 14,4%.

O recorde de vendas é atingido logo após a renovação do Hyundai Creta, que acaba de chegar à linha 2020. Entre as principais novidades estão grade frontal e para-choques redesenhados, conjunto ótico dianteiro e traseiro em LED atualizado e novas rodas de liga leve de 17” com acabamento diamantado. Destaque para itens de tecnologia e conforto inéditos no segmento, como carregador de celular sem fio, e a já conhecida chave presencial em forma de pulseira, que se somam aos generosos espaço interno e porta-malas.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Pesadelo Acabou

Alta Roda nº 962/312 30– 1214 023– 0oda nº852/1011508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
A recuperação chegou e se consolidará em 2018. As razões derivam da mudança de humor e de confiança – para melhor – tanto por parte dos consumidores como dos empresários. E é respaldada pelo aumento do volume de crédito, queda dos juros (ainda lenta no caso do financiamento de automóveis), diminuição da inadimplência (no caso há apenas uma tendência ainda não muito firme, segundo as projeções da Ford) e recuperação paulatina do nível de emprego (ver abaixo em Roda Viva).


Coube ao novo presidente da Volkswagen, o argentino Pablo Di Si, divulgar uma projeção mais ousada não apenas para 2018 e sim para os próximos quatro anos. Em sua opinião, estão dadas as condições econômicas para um crescimento acumulado de 40% até 2021, considerando também a baixa base comparativa atual. Para tanto o mercado interno de veículos deveria crescer uma média de 8,8% ao ano nesse quadriênio e voltar a romper a barreira de três milhões de unidades anuais. Durante evento com executivos do setor realizado em São Paulo liberou um teaser (foto provocativa) do sedã Virtus e anunciou seu lançamento em janeiro próximo, algo raro de acontecer em eventos desse tipo. 

Outro argentino, Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, também previu recuperação entre 8% e 10% nos próximos quatro anos. A empresa anunciou mais uma rodada de investimento na região, dessa vez no país vizinho, com a produção local do Equinox. O executivo defende a unificação das normas de segurança, emissões e combustíveis de Brasil e Argentina. E anunciou para 2018 um modelo que será exatamente igual nos dois países. Provavelmente terá um motor flex, considerando aumento esperado do teor de etanol na gasolina argentina nos próximos anos. 

Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford, apontou a queda substancial na venda de compactos e subcompactos nos últimos três anos como o aspecto mais impactante nos resultados das empresas e no nível de emprego do setor de veículos. Por outro lado, as vendas diretas para frotistas tornou-se realidade de mercado e continuará a dar suporte ao avanço dos próximos anos. 

O português Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota, chamou a atenção do rápido crescimento dos SUVs, que respondem hoje por 15% das vendas de veículos leves e continuará a subir na preferência dos consumidores. O porcentual de participação, no entanto, crescerá mais lentamente porque os compactos estão se recuperando e são mais baratos. Prevê um salto de 11% do mercado interno em 2018. Ele concorda que os carros puramente elétricos ainda vão demorar muito para se universalizar e a opção híbrida é mais racional. 

Ponto de consenso no evento foi sobre o programa Rota 2030. O anúncio está atrasado, mas sairá antes do fim do ano. Trará previsibilidade, visão de longo prazo e flexibilidade para se adaptar ao que acontece no mundo. Chega no momento em que o grande acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve sair do papel, depois de mais de uma década de negociações. Levará a uma convergência tecnológica dos veículos com foco na competitividade real, sem subsídios ou barreiras protecionistas expressivas. 

RODA VIVA

TRAJETÓRIA de recuperação da indústria continua firme. Maior nível do ano foi atingido em setembro: vendidas 9.960 unidades diárias (veículos leves e pesados). Acumulado dos nove primeiros meses está 7,4% acima do mesmo período de 2016 e o nível de estoque total de 34 dias é normal. Segundo a Fenabrave, bancos começam a aprovar mais crédito ao consumidor. 

EXPORTAÇÕES continuam a bater recordes (56% de aumento) e, assim, alavancam a produção que cresceu 39% sobre o ano passado. Esse conjunto de bons resultados implicou redução de 90% do número de funcionários afastados provisoriamente do trabalho. Apenas o setor de caminhões e ônibus ainda mantém números negativos (menos 9% em 2017). 

BOM pacote de itens de série oferece a versão Pulse Plus do Hyundai Creta. Motor de 1,6 L e câmbio automático de seis marchas formam um conjunto competente. Central de multimídia (compatível com Android/Waze) tem tela de 7 pol., mas sujeita a reflexos. Faz falta freio de estacionamento elétrico automático, algo bastante útil em uso no para-e-anda do trânsito. 

IPIRANGA desbancou a Petrobrás ao lançar gasolina premium de maior octanagem no mercado brasileiro. Chamada de Octapro, tem índice RON 102, um dos maiores do mundo como combustível comercial. Indicada para garantir potência nominal em motores de altíssimo desempenho. É um mercado minúsculo: apenas 2% do volume total da venda de gasolina. 

RECENTE pesquisa da BB Mapfre, em São Paulo, demonstra que segurados entre 27 e 36 anos lideraram a estatística de acidentes, com 30%. Depois estão os condutores de 37 a 46 anos, detendo 25% dos números, e de 47 a 56 anos, com 16%. Surpresa: os mais jovens, de até 26 anos, respondem por 15% dos registros. Não são, portanto, o maior grupo de risco. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - A aposta dupla da Renault

Alta Roda nº 980/28030– 233– 0oda nº852/0211508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
A suvinização, neologismo para a crescente aceitação de modelos do tipo SUV ou mesmo de crossovers inspirados neles, continua sacudindo o mercado brasileiro. De pouco adianta argumentar que são veículos pesados, gastam mais combustível, têm menor desempenho e centro de gravidade desfavorável. As projeções, no entanto, apontam crescimento, nos próximos três anos, de 15% para 20% na preferência do consumidor. E o fenômeno se repete até na Europa, onde alcançaram 25% das vendas totais. 

Renault resolveu apostar duplamente nesse segmento: primeiro com o Duster, de desenho mais rústico, e agora com o Captur, ambos partilhando a plataforma mecânica. O segundo foi desenvolvido no Brasil e seu estilo vai inspirar a atualização de meia geração do homônimo francês (menor e derivado do Clio IV) já neste ano. O Captur tem linhas suaves, atuais e dispensou o indefectível rack de teto. Há luzes diurnas de LED. A pintura de duas tonalidades, opcional de R$ 1.400, é uma aposta do fabricante, que prevê procura superior a 80%.

Certas características do novo modelo – vão livre, 21 cm; ângulos de entrada e saída, 23° e 31°, respectivamente – sugerem um visual para agradar a quem aprecia posição elevada ao volante. O interior tem projeto atualizado, plásticos bons só na versão de topo Intense e novo quadro de instrumentos (velocímetro digital). Mas o volante só dispõe de regulagem de altura e continua a cair pesadamente ao ser destravado. Alguns botões no assoalho são de acesso e visualização ruins. Porta-malas de 437 litros está entre os melhores do segmento (Duster, 475 litros, mas acesso é menos fácil). 

A versão de entrada Zen (R$ 78.990) recebeu o novo motor SCe de 1,6 L/120 cv (etanol), com 2 cv a mais do que outros Renault. Câmbio automático do tipo CVT será opcional daqui a três meses. Com câmbio manual de cinco marchas tem desempenho aceitável, porém menos ágil que o Duster, 60 kg mais leve. Essa diferença é perceptível tanto em cidade quanto em estrada, apesar de o fabricante ter tentado compensar com relação de quinta marcha mais curta. Internamente é espaçoso graças à distância entre eixos de 2,67 m. 

A versão mais cara (R$ 88.490) oferece para os novos bancos mais anatômicos um revestimento parcial de couro. São pormenores desse tipo que ajudam a mantê-lo acessível, nem sempre fácil de perceber. Pelo menos oferece rodas de liga leve de 17 polegadas que ajudam a compor bem o seu perfil. Dispõe do motor de 2 L/148 cv (etanol) e apenas câmbio automático convencional de quatro marchas. Mesmo sendo um projeto antigo, houve nítida evolução tanto em uso normal quanto no modo de seleção manual. O conjunto motriz, de fato, não é o melhor do segmento, sem chegar a decepcionar. 

SUV de linhas atraentes a preço competitivo, o Captur deve conquistar espaço logo que a Renault disponibilizar todas as opções. Terá de enfrentar, pelo menos, seis rivais diretos: Hyundai Creta, Suzuki Vitara, Jeep Renegade, Honda HR-V, Nissan Kicks e Chevrolet Tracker, entre outros. O Jeep Compass, de entrada, seria o sétimo competidor pelo critério puramente monetário. E ainda sem contar o novo Ford EcoSport, que promete endurecer o jogo a partir de junho. 

RODA VIVA

POR APENAS 25.000 unidades o Brasil não caiu para a décima colocação no ranking mundial de vendas de automóveis e comerciais leves. Ficou em nono, em 2016, com o Canadá logo atrás. Se acrescentados caminhões e ônibus, a classificação sobe para oitava. Ainda assim distante da quarta colocação que já ocupou antes da atual crise, iniciada em 2013. 

RENOVAÇÃO estilística da segunda geração do Porsche Panamera chega ao Brasil, pouco mais de 6 meses depois da Europa. Inspiração no 911 é clara, enquanto o interior agora passa uma sensação melhor de acomodação para os quatro passageiros do sedã-cupê de quatro portas. As três versões têm tração 4x4 e preços básicos vão de R$ 758.000 (V-6) a 981.000 (V-8). 

SOLUÇÃO mecânica interessante do Panamera é a modularidade dos motores V-8 (4 litros) e V-6 (2,9 litros), ambos com diâmetro e curso iguais e turbocompressor. V-8 entrega 550 cv e 78,5 kgfm. Ignora as quase 2 t de peso para acelerar de 0 a 100 km/h em 3,6 s. Câmbio automatizado de oito marchas também está no V-6 (440 cv/56,1 kgfm) e 0 a 100 km/h em 4,2 s. 

HYUNDAI CRETA, na versão de topo Prestige 2 L/166 cv (etanol), deixa boas impressões quanto à dirigibilidade, espaço interno e bom porta-malas de 431 litros. Banco do motorista tem providencial ventilação no assento para dias de calor. Consumo, principalmente em cidade, é alto. Pacote de segurança inclui controle de estabilidade (ESC) e bolsas de ar laterais. 

APLICATIVO para telefones, de início Android e depois iOS, facilita avaliação de carro usado no ato da compra. Com sugestivo nome Auto Vistoria Evita Mico, permite identificar sinais de adulteração. Gratuito para avaliação interna e externa do veículo; R$ 59,00 para cruzar seu histórico e analisar ruído de motor (usando microfone do aparelho). 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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