Mostrando postagens com marcador AUTODATA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AUTODATA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de março de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1038/388– 28/03/2019

Fernando Calmon
Exportar é crucial
Como o Brasil poderá se inserir no contexto de abertura de mercado que vem sendo prometida pelo ministro da Economia Paulo Guedes? Este foi um dos temas mais debatidos no Congresso Latino-Americano da Indústria Automobilística, que acaba de ser realizado pela Editora Autodata. Há duas frentes imediatas em discussão em relação aos veículos: comércio sem barreiras tarifárias com União Europeia e com o México. 

Pelas regras do Mercosul, só o bloco de quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) pode negociar. Um acordo esteve próximo no ano passado e a transição seria longa, de 10 a 15 anos, até o Imposto de Importação sobre veículos passar a ter alíquota zero. Para aumentar as incertezas, o novo governo brasileiro estuda alternativas, entre elas um acerto direto com os europeus. Seria um sério revés para o Mercosul que, depois de 24 anos, nem ao menos conseguiu se estabelecer como zona de livre comércio. 

No entanto, o Brasil se entendeu, há pouco mais de uma semana, com o México. Ao contrário do regime vigente no Mercosul (para cada dólar importado por um país, 1,5 dólar pode ser exportado para o outro), passou a vigorar o livre comércio, sem cotas ou impostos alfandegários. Os mexicanos hoje produzem mais que o Brasil e ainda receberam grandes investimentos de marcas europeias e asiáticas. Significa que vários modelos, inclusive de marcas premium, poderiam chegar aos portos por preços bastante competitivos, pois os custos de fabricação no México são de 20% a 25% menores que os daqui. 

Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen para a América Latina, lembrou durante o congresso um ponto importante. O nível de componentes realmente produzidos no México é baixo. Para exportar, agora livremente para cá, pelo menos 40% das peças precisariam ser de origem mexicana. E isso está difícil de comprovar, pois eles se beneficiam de componentes bem mais baratos, importados em altos volumes de vários países, em especial dos Estados Unidos. Aqui, ao contrário, a indústria de autopeças tem forte presença, mas enfrenta o penoso custo Brasil. 

O presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, apontou as distorções ao comparar preços. Excluídos os impostos, aqui e no exterior, o Brasil apresenta valores menores. Seríamos, então, competitivos para exportar, mas isso deixa de ocorrer porque não há desoneração total quando se vende ao exterior, como outros países o fazem. Com exportações maiores, a escala de produção subiria e cairiam custos internos. Isso o México faz muito melhor que o Brasil. 

Um programa sério de exportação teria de começar com a total retirada de tributos, sem gerar créditos que se acumulam, como os do ICMS. Só no Estado de São Paulo as fabricantes têm entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões a receber. Também seria necessário aumentar o conteúdo tecnológico (comprando e vendendo, de e para o exterior, isento de impostos), a produtividade nas fábricas e, claro, investir muito, mas muito mesmo, em infraestrutura. 

O País precisa abrir sua economia. Mas sem um processo ordenado e simultâneo de aumento de competitividade da indústria e do setor de serviços, isso não será possível.

ALTA RODA

ONIX passa a ser nome mundial em compactos da GM, inclusive na China. Haverá cinco silhuetas: hatch, sedã, SUV (Tracker), monovolume (Spin) e picape (Montana). Prisma cresceu e já surgiu na China como Onix sedã. Aqui vai ocupar o lugar do Cobalt. Coluna antecipa início de produção em Gravataí (RS): setembro e novembro deste ano, sedã e hatch, respectivamente. No mercado, 30 dias depois. 

OITAVA geração do Porsche 911 chega em maio ao Brasil. Carrera S, R$ 679.000, e 4S (tração 4x4), R$ 719.000. Potência (450 cv) e torque (54 kgfm) subiram. Em dirigibilidade surpreende: ainda melhor em curvas. Apesar de estar mais largo e de usar rodas de 20 pol. de diâmetro na frente e 21 pol. atrás, massa diminuiu 24 kg. Eletroassistência melhorou resposta do pedal de freio. 

PRIMAZIA mundial do novo 911, detecção de pista molhada por meio de microfones nas caixas de rodas reprograma parâmetros de desempenho. Linhas estão ainda mais harmônicas: teto em angulação pronunciada, maçanetas das portas embutidas, desenho do defletor atrás e fina faixa luminosa unindo as lanternas traseiras. Interior foi todo renovado. 

JEEP Renegade Limited recebeu retoques frontais com inspiração moderna no utilitário original dos anos 1940. Boa evolução foi o para-choque dianteiro igual ao da versão 4x4 a fim de aumentar o ângulo de entrada, agora compatível à proposta do modelo. Antes raspava facilmente em lombadas e valetas. Nova tela multimídia ficou bem melhor que a anterior. 

BURACOS de todos os tipos e tamanhos em ruas e até em estradas infernizam a vida dos brasileiros. Depois das fortes chuvas de verão a situação piorou. A ponto de a Dunlop relembrar que, desde 2015, oferece garantia de reposição de pneus danificados de forma irreversível, quando vendidos na sua rede autorizada. Verdadeiro seguro contra irresponsabilidade dos governos.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

FCA CONQUISTA 22 PRÊMIOS NA AMÉRICA LATINA EM 2018


Nos últimos anos, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) recebeu diversos prêmios que reconhecem os produtos, serviços e iniciativas de suas marcas entre os melhores e mais admirados do mercado. Em 2018, não poderia ser diferente: 22 premiações destacaram a excelência e eficiência da FCA no Brasil e internacionalmente. 

No início do ano, a companhia ganhou mais uma edição do prêmio Empresas Notáveis, na categoria Automóveis, uma iniciativa do Centro de Inteligência Padrão (CIP), do Grupo Padrão. São analisados de forma sistêmica o desempenho das instituições. Com esse reconhecimento, a FCA tornou-se a maior vencedora da premiação em sua categoria, com conquistas em 2014, 2015 e 2017.

Outro destaque entre as premiações recebidas pela FCA é o Prêmio Aberje 2018, na categoria Comunicação e Relacionamento com a Sociedade, com o projeto Rota do Saber em Pernambuco – sede do Polo Automotivo Jeep. A 44ª edição premiou as principais organizações e profissionais por contribuírem com o fomento das boas práticas na comunicação empresarial do Brasil em 18 categorias. Ao todo, foram inscritos mais de 280 cases, de 150 empresas de todo o País.

A marca Jeep também conquistou o prêmio “Melhores Empresas em Satisfação do Cliente 2018”, na categoria Montadoras de Veículos. A iniciativa foi do Instituto Mesc, especializado em pesquisas de mercado, treinamento e certificações relativas ao atendimento e satisfação de clientes.

Os constantes investimentos em inovação, tecnologia e conectividade contribuíram para que os modelos das marcas Fiat e Jeep fossem os melhores avaliados por especialistas, jornalistas e consumidores, o que rendeu à empresa títulos em importantes premiações automobilísticas.

Fiat Toro
Desenvolvido no FCA Design Center Latam, em Betim (MG), e fabricado no Brasil, o Fiat Toro tem um brilhante desempenho também em vendas. O modelo já teve mais de 100 mil unidades comercializadas, é líder de vendas em sua categoria e a segunda picape mais emplacada do país, atrás apenas do Fiat Strada. Tamanho sucesso resultou na conquista do Prêmio AutoData, na categoria Comercial Leve, do reconhecimento como a Melhor Picape Média do Brasil, acordo com o prêmio Carsughi L’ Auto Preferita, e do selo “Compra do Ano 2019”, da revista Motor Show, na categoria “Picape Compacta”.

Fiat Cronos
O Fiat Cronos chegou ao mercado no início de 2018 com um design envolvente, requintado e autêntico. Mesmo em pouco tempo, já venceu importantes prêmios no Brasil e na Argentina.

Antes mesmo de completar um ano no mercado, o Fiat Cronos impressiona e coleciona premiações: o modelo foi escolhido como a Melhor Compra 2018 pela revista Quatro Rodas na categoria até R$ 60.000, recebeu a nomeação de sedã pequeno e compacto mais econômico de 2018 nas categorias Motor Acima de 1.0 e Câmbio Automático pelo G1 Carros, e foi o Melhor Custo-Benefício de 2018 na categoria de R$ 55 mil a R$ 65 mil pelo site Motor1.

Aclamado pela crítica, foi vencedor ainda da categoria Melhor Veículo Nacional de 1,2 a 1,6 CC do Prêmio ABIAUTO – Associação Brasileira da Imprensa Automotiva, um dos principais da indústria, que reúne 35 jornalistas avaliadores de todo o Brasil.

Jeep Compass
Em um pouco mais de dois anos no mercado, o Jeep Compass não para de acumular façanhas. Recentemente, o modelo conquistou o Selo Maior Valor de Revenda – Autos  tanto na premiação geral como na categoria “SUV Compacto” do prêmio, que está na quinta edição. Promovido pela agência AutoInforme, com base na cotação da Molicar, este ano contou com 18 categorias. Na comparação de preços dos 110 modelos zero km mais vendidos de 24 marcas em agosto de 2017 e os valores dos mesmos carros no ano seguinte, o Jeep Compass superou o preço de revenda dos veículos avaliados, com apenas 7,3% de depreciação em um ano.

Referência em tecnologia e inovação, sem abrir mão do conforto e um design arrojado, o Jeep Compass também foi reconhecido pela mídia como o Melhor Utilitário Esportivo na 20ª edição Prêmio ABIAUTO, o Melhor SUV Médio na 4ª edição do Prêmio Carsughi L’ Auto Preferita e o Melhor Utilitário Esportivo Acima de R$ 101.000 no Prêmio Top Car TV. O modelo ainda foi reconhecido pela AMERICAR (Associação América Latina da Imprensa de Carros) com o título de Melhor SUV da América Latina, recebendo 60% dos votos de 56 jornalistas de 12 países.

Jeep Renegade
O primeiro produto fabricado da Polo Automotivo Jeep, localizado em Goiana (PE), o Jeep Renegade reinventou o segmento de SUVs compactos. Depois de três anos e meio de sua chegada ao mercado, e após a recente revelação de sua nova linha 2019, o modelo não para de conquistar prêmios. Foi eleito como o Melhor Utilitário Esportivo Até R$ 100.999 pelo Prêmio Top Car TV e recebeu o selo “Compra do Ano 2019”, da revista Motor Show, na categoria “SUV Compacto”.

Além disso, sua campanha publicitária “Seu Instinto é Jeep” também foi reconhecida como Melhor Comercial de TV pelo Top Car e também pelo Prêmio Carpress. Com a música “Born To Be Wild”, da banda norte-americana Steppenwolf, como trilha, o vídeo apresenta duas versões idênticas: uma com um protagonista do sexo masculino e outra com uma protagonista do sexo feminino. As duas produções se revezam na programação televisiva e também são veiculadas nas redes sociais da marca.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3718 - 14.09.2018 edita@rnasser.com.br


Araxá, a grande festa do automóvel antigo
O Brazil Classics Renault Show, realizado em Araxá, MG, no recente feriado de 7 de setembro manteve o adequado rótulo de mais elegante dos encontros de veículos antigos no País. Foi grande o esforço para viabilizá-lo e exigiu capacidade de improvisar, resolver, reinventar-se. Superou dificuldades, obstáculos, e foi evento marcante, referencial.

Questão é, neste país sem projeto, uma greve de caminhoneiros, de origem e comando desconhecidos, sem pai, mãe ou responsáveis, parou o Brasil, pôs a administração em letargia e trouxe prejuízos sem indenização. Um deles, fez abortar a realização do Encontro, antes marcado, com estrutura instalada, bancas de comércio montadas, veículos em trânsito. Em meio aos problemas gerados pelo adiar, muitas composições com fornecedores, com o hotel sede, o êxito do evento ficou ameaçado, mas a administração tocada pelo Instituto Veteran Car, de Belo Horizonte, superou as dificuldades e apresentar soluções.

Como foi
Patrocinadora, a Renault foi compreensiva – manteve e aumentou o aporte para compensar o incremento de custos com a desmontagem da estrutura sem uso e a montagem de outra, três meses após. Colecionadores com a cabeça no lugar entenderam a razão institucional, mantendo inscrições e presença.

Na prática, quase 300 veículos dispostos, nele avultando núcleo de destacada qualidade e raridade, e o deslumbramento da reunião de 38 Ferraris, incluindo dois modelos de séries especiais, os F 40 e F 50. Núcleo de colecionadores se amplia. Neste ano o Museu de Carmo do Paranaíba, MG, do colecionador mineiro Rúbio Fernal, a coleção privada do empresário paulista José Luiz Gandini, e o novo foco da coleção de Leo Steinbruch, antes dedicada exclusivamente a nacionais. Fernal exibiu raro e aqui desconhecido Fiat com projeto de estiistas da Zagato, insolitamente construído pela Riva, famosa fábrica de lanchas durante estreito período ao início dos anos ’50. Gandini, dedicado aos Cadillacs dos anos ’50, amplia o leque a veículos mais erados, como o imponente Packard 1931 em carroceria Roadster, conversível. Levou o transitório Prêmio Roberto Lee como Best of the Show. Steinbruch expôs Ford T de 1909 – apresentado erroneamente como 1908 -, e Mercedes-Benz 300 SL, o Asa de Gaivota.

Item e abertura de caminho importante, o Alfa Br, grupo internético de aficionados de Alfa Romeo, montou barraca, instou presença da marca, criou premiação específica. Um caminho para outros clubes de marca, criar sub eventos sob o guarda chuva da festa principal.

Outro ponto de relevo foi manter a tradição de promover leilão. Neste ano demandas superaram o teto de 70 ofertas estabelecido pela empresa de leilões, ampliadas a 83. Vendas foram 29, arrecadando R$ 3,5M. Estrela do evento, Alfa spyder 2.000, do ex-ator Otelo Zeloni.

Homenagem, o evento criou troféu transitório, o Og Pozolli, para distinguir o melhor automóvel dentre os não restaurados. No caso, indicado foi Cadillac 1927, modelo 314, Coupé, de Aparecido Guadain.

Oportuno pelo relêvo do evento, mas não é pioneirismo. O Carro do Brasil, encontro criado em Brasília para festejar os produtos nacionais, criou tal láurea em 2001. Chamou-o Pátina do Tempo, e o distribui aos eventos que buscam auxílio e orientação ao Museu Nacional do Automóvel, O insólito e sua divulgação instigaram o Pebble Beach Concours d’Élegance, em Monterey, California, tido como o mais refinado da especialidade, a copiar a láurea e, a partir daí, a Federação Internacional de Carros de Coleção, a FIVA, a instituir o prêmio. Registro histórico se faz presente para manter não apenas a verdade, o pioneirismo brasileiro e a importância do conceito expresso pelo Museu Nacional do Automóvel, seu criador: historicamente mais vale a pátina do tempo sobre a construção original que os brilhos e reflexos pós-restauração, décadas distante dos métodos e partes empregados à época. O Museu o distribui nos eventos que buscam seu auxílio e orientação.

Patrocínio da Renault, comemorando 120 anos do início de sua história e 20 anos de atividade industrial no Brasil, incluiu exposição de unidades, protótipos, réplica da Voiturette, a primeira unidade construída pela família. Também, palestra por Alain Tissier, ex vice presidente da empresa e oráculo para as coisas do e no Brasil.

Og ad aeternum
São raras as coleções de veículos antigos a permanecer unas, unificadas, concentradas, após a partida de seu criador. Atividade solitária, exige dedicação, interesse e também, como diz o Curador do Museu Nacional do Automóvel, 3 Ts – Tempo, Tesão e Talão. Sem tal envolvimento e meios, coleções não subsistem, são vendidas aos blocos ou em unidades, se desfazem. Desde novembro do ano passado, quando passou Og Pozolli, um dos implantadores do antigomobilismo no Brasil, a espada da dúvida voltou a ser lembrada, e o receio da disseminação, sempre manifestada por êle, escaldado pelas vazias promessas municipais e estaduais de aquisição. Quem do ramo foi ao Brazil Classics encontrou aléia de honra com cinco estelares unidades da coleção Og, capitaneada por exemplar de Moon, um touring dos anos ’20, acreditado como do então Presidente Washington Luiz e único no mundo. Conversinhas, teses, teoria dizia da aquisição pelo poderoso Bradesco, num projeto de expor que, além da atividade selvagemente argentária – milionária, rica, capitaneada pelos ganhos de dinheiro - faria efeito demonstração de dedicação cultural.

Verdade surgiu na noite de sábado, durante a premiação: a coleção fora adquirida pela Fundação Lia Maria Aguiar, mantida por filha do criador do banco, mas sem ligações operacionais com o estabelecimento. Projeto útil, dedica-se à formação artística de jovens, e a ampliará com a construção de um museu e a formação de cursos para ensinar dados e segredos dos reparos e manutenção de automóveis antigos, um exercício de talento a cada dia mais empobrecido com o desaparecimento dos profissionais antigos. O Museu será construído em Campos do Jordão, SP, com a promessa de operação em dois anos.
A coleção do Og estará unida e preservada.

Roda-a-Roda
Honda – Marca apresentou seu modelo Fit modelia 2019, marcando-o simploriamente com nova cor, a Vermelho Vênus metálico, e maior conectividade.

$? – DX Mt – simples e transmissão manual, R$ 60.500; Lx Convert a R$ 60.500; Personal, com câmbio CVT, inscreveu-se para atingir público com 68.700; e versão luxuosa R$ 72.800.

Pesquisa - FCA nos EUA aplicou US$ 30M no campo de provas recebido à Chrysler em Chelsea, perto de Detroit, USA. Quer adaptá-lo a testes de direção autônoma; sistemas avançados de assistência ao motorista. Aqui empresa continuará usando ruas e estradas como pista de testes.

Mais – Japonesa Sumitomo impulsiona sua marca Dunlop no Brasil. Aplica R$ 640M para aumentar capacidade industrial de pneus de passeio e carga. Fábrica não está em Campinas, endereço da Dunlop original, mas beiradas de Curitiba, Pr.

Quem é – Petronas, empresa malaia, mais conhecida como co patrocinadora da equipe Mercedes-Benz na Fórmula 1, está no Brasil. Mais precisamente em Contagem, município industrial lindeiro a Belo Horizonte. Ocupa as instalações da antiga Tutela, a fábrica de óleos e lubrificantes da Fiat e da estatal Agip.

Melhor – Investiu R$ 20M no atualizar laboratórios em Centro de Excelência em Pesquisa e Tecnologia na América Latina. Deve manter o pioneirismo: primeira a fazer óleos lubrificantes semi sintéticos no país – e responsável pela quebra da nunca entendida barreira limitando os lubrificantes nacionais à classificação SD.

Questão – Crescimento de produção e vendas da indústria automobilística se dissociam da noção de estagnação da economia. Números a ser fechados ao final do ano devem indicar otimismo. Até agora mercado cresceu 15%. Seria melhor sem a greve dos caminhoneiros, vitrine de nossa fragilidade e da inabilidade da cúpula do poder em gerir o problema.

... II – Os números não deverão mentir. Somente em 2023 produção e vendas repetirão os cravados em 2013. Na prática a atrapalhada gestão (sic) da presidenta que se dizia formada em economia, atrasou o país por 10 anos.
E querem levá-la ao Senado…

Situação – Boletim automobilístico AutoData perguntou aos seis candidatos melhor colocados na disputa para a Presidência da República, quais os planos de cada um para a indústria automobilística. Ao ver do atento leitor/eleitor, qual o percentual de respostas? O%, acredite. Ninguém se manifestou.

O que – Desinteresse, desconhecimento? Vicente Alessi, filho, editor, tem visão pragmática: o fim das doações para campanhas, as regras de compliance, o receio de multas ou prisão reduziram a capacidade de entendimento.

Programa – Gostas de veículos? Tecnologia? Programa a ser considerado: dia 18, às 9h30, Audi transmitirá o evento The Charge, cuja estrela maior será o modelo e-tron, seu primeiro totalmente elétrico.

Onde – Meios diversos: Audi MediaTV: www.audiamedia.tv  (Em alemão e inglês, incluindo link para compartilhar a transmissão em outros sites); Via Smart TV: usando o aplicativo Audi MediaTV; Via satélite: (Chinês e inglês)
Via mídias sociais: na página do Facebook de Audi AG e no canal do Youtube Audi MediaTV; Via website: www.e-tron.audi

Luxo  - Veículo mais luxuoso da Toyota não é sua família automobilística Lexus, mas os iates com esta marca. Projetados em conjunto com a divisão marítima da casa, seu produto de topo, o Lexus LY 650 é iate de luxo com 65 pés – uns 20 metros. Dois motores Lexus de corrida, a gasolina, e 885 cv de potência final.

Negócio – Toyota está em barcos há 20 anos utilizando o nome Ponan, por isto, o que parece uma aventura merece crédito, neste período em que fabricantes de automóveis se aventuram em outros modais.

Variedade – Aston Martin e Bugatti tem colaborado com outros produtores de lanças e barcos; Honda fabrica jato; Mercedes-Benz tem acordo com a Cigarette Racing promovendo os modelos AMG.

Cada Qual – Toyota não fará os novos LY 650, contratando o estaleiro Marquis-Larson Boat Group. Primeira unidade daqui a um ano.

Al mare – Estaleiro catarinense Triton Yachts levará ao São Paulo Boat Show – SP, 27,set/02.out -, duas novas embarcações. Uma, a 460 Fly, 46 pés, 14 m de comprimento, expõe as últimas tendências europeias; três suítes, com a máster ocupando toda a parte central. Motorização sugerida, dois motores diesel, entre 330 e 400 cv cada. Quanto? Circa R$ 1,7M.

Mais – Há novidade tipo esportiva, a 350 HT, com espaço para 12 pessoas durante o dia e 04 para pernoite. Menor, outra proposta, outro preço: R$ 510 mil. Motorização diesel, 2x 250 a 350 cv.

De volta – Gol retomará ligar Brasília a Buenos Aires por vôo direto. Seis por semana, equipamento atualizado, Boeings 787 800 Next Generation. Fomenta Brasília como hub de distribuição ao trazer argentinos para tomar voo da companhia com destino a Miami.

Porém – Pousará no aeroporto de Ezeiza, outro município, distante, taxi caro, e outra situação – os motoristas de taxi em Buenos Aires hostilizam os de aplicativos. E o voo de volta decola às 4h40. Na prática, um longo jantar, quase uma hora até Ezeiza e as regulares 2 horas antes do voo.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Scania R 440 é o caminhão pesado de maior destaque em 2017

No ano em que completa 60 anos de Brasil, a Scania continua tendo o caminhão de maior venda no ano, o R 440. No acumulado de 2017, de janeiro a novembro, com 2.572 unidades emplacadas, o modelo lidera na sua faixa de atuação, a de pesados (participação de 15,4%), e vai além: é o primeiro do mercado levando em conta todas as categorias de veículos comerciais. 

Na primeira quinzena de dezembro, o R 440 continua dominando as vendas da indústria. As informações são do ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). 

“Este caminhão é um sucesso. Ele também foi o campeão de 2016, na categoria dos pesados, com 1.905 unidades”, afirma Roberto Barral, diretor-geral da Scania no Brasil. “Seu segredo é ter o custo por quilômetro rodado mais eficiente do mercado.” 

Em 2017, o R 440 foi reconhecido e levou dois prêmios, o Top of Mind do Transporte: Modelo Pesado, da revista Transpodata, e de Melhor Caminhão do Ano, da revista AutoData. 


O R 440 tem motor 13 litros de 440 cavalos que desenvolve eficiente torque de 2.300Nm já a 1.000 rpm, garantindo maior economia. É oferecido nas configurações de rodas 4x2, 6x2, 6x4 e 8x2 para longas distâncias com baú, sider, carga seca, contêiner, tanque e cegonha, entre outros implementos.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Scania conquista prêmios de Empresa Exportadora e Melhor Caminhão

No ano em que completa 60 anos de Brasil, a Scania venceu as categorias Empresa Exportadora e Melhor Caminhão (pesado R 440) do prêmio AutoData 2017. A premiação foi realizada em São Paulo. Ao todo, a organização recebeu 7 mil votos do público.

Os prêmios reforçam a condição de destaque da marca ao longo do ano. Ao contrário dos principais concorrentes, a fabricante cresceu em vendas de caminhões em todos os meses.

"Estamos muito felizes com mais um troféu que o R 440 recebe. Ele é o caminhão mais emplacado do ano de toda a indústria e também da categoria dos pesados. De acordo com o ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o R 440 já emplacou 2.196 unidades, de janeiro a outubro.

Quando o assunto é exportação, apoiada pelo sistema de produção global introduzido durante os anos de 1990, a fabricante se tornou uma das principais companhias do país. Esse resultado obtido em mais de duas décadas de investimentos, realizados para transformar a unidade de produção brasileira em uma plataforma para mercados no exterior, permite à empresa atravessar períodos de crise na economia.

"Determinação e integridade foram os fatores que levaram a Scania a vencer a crise por meio da exportação de 65% de nossa produção", diz Marcelo Gallão, vice-presidente da Logística da Scania. "Seguir as regras e trabalhar com foco nos leva ao sucesso. Isso prova aos mercados da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio que os produtos fabricados no Brasil têm qualidade de classe mundial", acrescenta.

Para Gallão, ser destaque como exportador demonstra que a Scania é uma Organização preparada e estruturada. 

25 de anos de AutoData

A noite também foi de comemoração para a Editora AutoData, que completou 25 anos de história. "A Scania reconhece a importância da AutoData para o setor, e pela incansável busca para trazer informação de qualidade ao leitor. Desejamos ainda mais sucesso e prosperidade para os próximos anos", conclui Roberto Barral.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4916 - 02.12.2016 - edita@rnasser.com.br

tapa no Amarok
Seis anos após seu surgimento o picape Amarok Volkswagen passa pela primeira atualização instigada pelo mercado. Há 30 anos a antiga SR, construtora de cabines duplas, retirou os picapes da posição de veículo de trabalho, carro de entregas e lavradores, e conseguiu inseri-los na relação de itens de desejo, competindo com automóveis caros ou importados usados. Modesta, bem sucedida, criou nova faixa de compradores, os Macho Man, trocando automóveis confortáveis por picapes duros, ásperos, camionais, trepidantes por seus adaptados motores diesel de trator.  A abertura das importações não mudou o foco destes compradores, exigindo equipamentos e confortos, colocando-os na linha direta de disputa com automóveis de relevo. Leitor sabe, um picape com o mesmo nível de equipamento, custa acima das referências premium do mercado, como Mercedes C, Audi e BMW 3.

Para atrair clientela às rentáveis versões com maior conteúdo, reviu aparência frontal, mudando desenho de faróis auxiliares, grade e para choques, aplicou rodas leves em tamanhos opcionais entre 16 e 20”.

Exceto placa de proteção para carter do motor e caixa de marchas, mecânica se manteve intocada, liderada por motor diesel de 4 cilindros, 2,0 litros de cilindrada, potência variando por versão e aplicação: carros de trabalho, frotas, um turbo compressor e 140 cv; aplicações automobilísticas, não picapeanas, 180 cv obtidos por dupla de sopradores. Mecânica de bom comportamento, transmissão mecânica de seis velocidades nas versões de menor preço, e automática com oito marchas para as superiores. Em todas a tração é permanente nas 4 rodas, e não há caixa para marcha reduzida: a primeira velocidade é extremamente curta para cumprir eventual demanda.

No foco para clientes com ilógico ponto de vista de picapes como grandes carros de luxo e com enorme porta malas, interior foi cuidado, em extensas mudanças. É automobilístico em confortos, e nas versões superiores, Highline, regulagens elétricas para os bancos frontais, materiais cuidados, de bom tato, e os oferecimentos atuais de conectividade, como sistema multimídia com espelhamento de celulares com as plataformas MirrorLink, Google Android Auto e Apple Carplay. Outros, comando da transmissão automática sob o volante e introdução de sistema de frenagem automática pós-colisão.
Visão

Interior supera parte externa. Exceto derivados de automóveis, Volkswagen era jejuna em picapes até decidir-se pelo Amarok. Seis anos após, conteve o orçamento, manteve as linhas criadas por lápis do século passado. Mudanças intentam melhorar sua performance no mercado – 5o. em vendas, abaixo de Chevrolet S10; Toyota Hi Lux; Ford Ranger e Mitsubishi Triton -, entretanto permitir-se-á destacar pelo grande argumento para o segundo semestre: motor V6 3.0,  para performance acima de todos os demais.

Quanto
Versão
R$
S cabine simples
113.990
S cabine dupla
126.990
SE
130.990
Trendline
148.990
Highline
167.990
Highline Série Extreme
177.990

Acordo Mercosul UE mudará mercado ?
No quase anda marcando relacionamento de 18 anos entre União Europeia e Mercosul, este apresentou proposta densa para vários setores, incluindo o automobilístico. Pela oferta, o bloco econômico do sul reduziria impostos de importação à razão de 2,6% anuais, zerando-o em 15 anos.

Indústria automobilística não gostou, contrapôs oito anos na situação atual e cota de importação de 35 mil veículos/ano. Alega, precisa prazo para se organizar, e avisa: matrizes se desinteressarão de investir na área. Governo parece pouco sensível.

História antiga e de maus resultados. À abertura no governo Collor, propôs-se imposto em 20%, mas pressões internas elevaram a 35%. Sob o ponto de vista oficial, era proteção de mercado e empregos. Mas na prática incentivou manter carros, motores e transmissões antigos em produção e, sem competitividade com produtos externos, empacou o desenvolvimento e garroteou a produtividade. Criou uma barreira para proteger o atraso e a incompetência.

Proposta do Mercosul tem tudo para dar certo, embora vá enfrentar dificuldades pelo grupo europeu no campo da agricultura e da pecuária. Súbita eleição de Donald Trump e toda a insegurança de suas propostas, incluindo resumir o comércio internacional em nome de manter empregos nos EUA, pode dinamizar os negócios intercontinentais, como por exemplo, livre comércio com o México.
Definições concretas somente as eleições de 2017 na França e na Alemanha. 

Carro elétrico é p’ra valer
Dúvidas a respeito de carros movidos por combustíveis fósseis não devem existir. Nada de receio do fim das reservas, como sempre alardeado, mas pela simplória razão de ser poluentes e contra o meio ambiente, incluindo a saúde dos votantes e contribuintes. Opções várias vem sendo testadas, mas entendimento entre grandes fabricantes alemães, uma das líderes na aplicação destas tecnologias, mostra a eletricidade como o caminho mais provável.

Audi e Porsche, do grupo VW; BMW; Daimler; e Ford assinaram carta de intenções para trocar sinergias, conhecimentos, - e economizar - com o criar rede de estações de recarga capaz de receber veículos de todas as marcas. Rede capilarizada dará autonomia aos elétricos permitindo recarga por todo o país – a Alemanha tem, a grosso modo, o tamanho do estado de SP.

Outra novidade é a padronização de carga para até 350 kW e adoção do Sistema de Carga Combinado, CCS, utilizando um conector – tomada – compatível com as atuais marcas e regra para as próximas gerações. Com tecnologia em comum além de reduzir custos para a rede inicial de 400 estações, provará a factibilização do elétrico.

História se repete na mesma Alemanha. Há 130 anos o automóvel deixou de ser coisa estranha e passou a ser visto como veículo confiável, todos sabem, quando dona Berta Benz tirou da estrebaria o sacolejante triciclo criado por seu marido e dirigiu 140 km pela Floresta Negra até a casa de sua mãe.

Negócio deve evoluir para uma joint-venture, permitindo adesão de outros fabricantes e permear a estrutura para a Europa e a ideia para o mundo.

Roda-a-Roda
Recorde – Circuitos de autódromos tem sido usados por fábricas de automóveis para registrar tempos de volta – e recordes. Inglês Anglesey Coastal, no país de Gales, GB, é um desses, vendo cair o recorde do McLaren P1 GTR.

Novo – Autor o Mono, monoposto carenado, autorizado a andar em ruas e estradas. Leve, 580 kg, performático ao combiná-lo com motor de 2,5 litros, 305 cv, câmbio sequencial seis marchas – é Fórmula 3 carenado, rodou em 1” abaixo do McLaren.

Curiosidade – Briggs Automotive Company (BAC), montadora, tem sócio brasileiro, publicitário Alexandre Gama, dono do único exemplar no Brasil. Há dois anos anunciou fabricá-lo - mas levou o capital para Grã Bretanha.

Quebra galho – Descumprindo a promessa aos revendedores de oferecer versão automática para o Troller, Ford resumirá atrativos a séries especiais. Primeira é a Bold,em 180 unidades. 

E ? – Carroceria pintada em dois tons, com sempre presente Cinza Londres Escuro, combinado com Amarelo Dakkar, Vermelho Arizona ou Branco Diamante II. Dentro, revestimento mais escuro e o Cinza Londres generosamente aplicado no painel de instrumentos, painéis de porta, console, alavanca de marchas.

Menos – Caiu a previsão de carros importados em 2016. De 39 mil unidades, deverá arranhar 36 mil. Representam apenas 1,7% no mercado nacional. 

Razões - Carros importados enfrentam três barreiras: preço do dólar, 35% de imposto de importação e adicional de 30 pontos sobre o IPI. Abeifa, associação de classe, pede ao governo a remoção dos questionáveis 30 pontos sobre o IPI criados na gestão do hoje policialmente questionado Fernando Pimentel.

Otimismo – Em entrevista à Autodata, Carlos Zarlenga presidente da GM vê futuro com otimismo: crescimento de 12 a 15% em 2017, com início de decolagem ao primeiro trimestre. Superou previsão de Antonio Megale, presidente da Anfavea, associação dos fabricantes, entre 6 e 8%.

Investimento - Ao presidente Michel Temer Toyota anunciou investimentos de R$ 600 milhões na fábrica de Porto Feliz, SP. Boa notícia em meio a cenário econômico negativo, aporte permitirá produção de novos propulsores para o sucessor do atual Corolla, sedã a ser lançado nos próximos meses.

Depois - Novos motores não seguirão a tendência de downsizing, redução em tamanho e peso, nem iniciará o caminho do uso do turbo alimentador para a marca no Brasil. 2.000 cm3 de cilindrada, 16 válvulas, construído em alumínio, inicia nova geração para o Corolla e futuros produtos. Primeiro Toyota nacional com injeção direta de combustíveis, apto a receber turbo alimentador, e unidade de força para outros futuros produtos na América Latina.

Mais – Após conquistar o rótulo de Líder em Segurança como primeiro veículo nacional com nota máxima de proteção para adultos e crianças, Renegade viu seis de suas versões nos Top 10 em segurança. Levantamento feito pelo Cesvi/Brasil entre 293 versões de 58 modelos e 14 marcas, o jovem Jeep foi apontado como melhor nacional, com seis entre os 10 primeiros colocados.

Consequência – Resultado de bom projeto e seu reconhecimento pelo mercado pelas vendas, Agencia AutoInforme aferiu, em novembro ficou em segundo lugar em desvalorização, com perda modesta de 6,4% em um ano de uso.

Fim – Juiz de São Bernardo do Campo, SP, decretou a falência da Karmann-Ghia. Antes pioneira alemã pioneira vinda com a indústria automobilística, passou de mão em mão. Última sequer pagou salários e energia.

Acerto – Representantes da Paccar – dos EUA, proprietária das marcas de caminhões Kenworth, Peterbilt e DAF – reuniram executivos da DAF, operando no Brasil e da fornecedora Randon Autopeças. Explicar filosofia, exigências, visões para enfrentar o crescimento da concorrência no mercado. No Brasil DAF monta caminhões desde 2013 em Ponta Grossa, Pr.

Crença – Volkswagen Caminhões e Ônibus investirá 1,5B entre 2017 e 2021. Fará novos produtos e aplicará em conteúdo de digitalização, conectividade e,  campo prolífico, expansão internacional da marca. Recursos virão da própria operação, e foi a segunda boa notícia automobilística para o governo Temer.


Negócio – Aproveitando dívida líquida de 1/3 do patrimônio, Dana de autopeças adquiriu negócios de transmissão de forças e fluidos da italiana Brevini. Comprou 80% das ações, com opção para as restantes. Rolou a dívida.

Futuro – Acredita fortalecer suas capacidades nos crescentes mercados de veículos híbridos, de fora de estrada, e para as grandes mudanças em estrutura industrial e de produto. Raul Germany, CEO da Dana no Brasil entende, compra dará diferencial para expandir base de clientes regionais.

Mudança – Pirelli apresentou novos pneus para a temporada 2017 na Fórmula 1. Basicamente mantiveram o aro de 13” e cresceram 25% na área de apoio com o solo. Dianteiros são 305 mm/670 e traseiros 405 mm/670. 

Futuro - Valem para os três tipos, chuva, intermediário e piso seco. Equipes participaram intensamente dos testes, provendo mudanças necessárias nos monopostos. Um sofrimento, pois carros 2015 buscando se acertar para 2017.

Retífica RN – Coluna passada atrapalhou-se com nome do designer do renascer do Willys Interlagos no Brasil. É João Paulo Melo.

Fidel - Foi-se e é cantado como sonhador democrático, coerente, socialista preocupado com seu povo. De outro lado, ditador comunista preocupado em fazer fortuna pessoal em regime anti democrático, rotulando 12.000 assassinatos dos eventuais opositores, incluindo companheiros de armas como Justiçamento, apropriador dos bons números de saúde e educação de Cuba como conquista de seu regime duro – e agora sem rumo.

Igual – Gente é igual automóvel. Depois da morte são louvados por qualidades não demonstradas em vida. Por isto não há cemitérios para os malvados.

Gente – Lapo Elkann, 39, inventador de modas, neto e herdeiro de Gianni Agnelli, ex-top da Fiat, preso. OOOO Criou história de auto sequestro, família não acreditou, e polícia de Nova Iorque localizou-o em festa. OOOO Diz a força policial, quantia seria para manter o clima. OOOO Que festa ... OOOO FCA não comenta. OOOO

Revitalizando o Renegade
Para não perder o pique de vendas, manter a disputa no segmento dos SUVs, e a sequencia de prêmios pela imprensa, Jeep incrementou o Renegade 2017, já nos revendedores. Novidade maior está nas versões mais vendidas, utilizando motores 1,8 litro de cilindrada, flex.

Realizou desenvolvimento sobre o propulsor, identificando a etapa como Evo flex, para torná-lo mais ágil, potente e econômico – na prática melhorar as sensações do motorista. Mudanças geraram 7 cv a mais, indo a 139 cavalos de força, mas o foco mais centrado da Jeep era dar melhores sensações ao condutor. Para isto privilegiou o funcionamento ao aplicar coletor de admissão variável – o percurso varia para maior ou menor distância dependendo da demanda comandada pelo acelerador -; aplicou bomba de combustível inteligente, mudando a pressão de acordo com a exigência; e, epicurismo mecânico, aplicou óleos lubrificantes de menor atrito para motor e transmissão.

Resultado obtido, maiores maneabilidade e respostas em baixas rotações, menor necessidade de mudança de marchas – e até 10% na redução de consumo. Outros melhoramentos foram monitoramento indireto da pressão dos pneus – menor pressão aumenta o consumo -, indicador de troca de marchas, pneus ditos verdes, com menor atrito na rolagem com o solo, alternador inteligente – só gera energia sob demanda, reduzindo o auxílio do motor. Criou versão Limited assinalando o topo no segmento com motor 1,8 flex.

Na linha mantém a exclusividade do motor diesel 2,0 e transmissão automática de nove velocidades. O Renegade é o único dentre os utilitários esportivos não derivado de carro de passeio.