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segunda-feira, 26 de março de 2012

Belini já soma Fiat e Chrysler na América Latina





Pedro Kutney, AB
De Santiago, Chile
www.automotivebusiness.com.br
Em sua exposição aos jornalistas durante o lançamento do Fiat Grand Siena, no Chile, nesta sexta-feira, 23, Cledorvino Belini usou o aumento de tamanho da nova geração do sedã como metáfora para o crescimento do grupo empresarial que dirige. “O Siena cresce assim como o Grupo Fiat Chrysler”, disse, assumindo de vez a integração das duas companhias também na América Latina – e deixando no ar a assunção de maior cooperação entre as unidades na região. “Crescemos a escala, reduzimos os custos e compartilhamos inovação”, resumiu.

Falando desta vez oficialmente como presidente do Grupo Fiat Chrysler América Latina, replicando aqui a nova estrutura organizacional global da empresa criada em meados do ano passado, Belini já tratou de somar as coisas. Disse que as 13 marcas que agora integram a companhia venderam juntas em 2011 o total de 4,2 milhões de veículos nos mercados em que atua, com meta de atingir 6 milhões até 2014. “Apesar das incertezas que cercam a economia global, estamos conquistando ótimos resultados”, afirmou, citando a recuperação da Chrysler nos Estados Unidos em 2011, com aumento de 26% nas vendas, a expansão de 66% do faturamento global do grupo, para € 59,6 bilhões, e a redução da dívida líquida.

Para levar adiante a estratégia de crescimento do grupo, Belini informa que Chrysler e Fiat vão fazer juntas no mundo todo 50 lançamentos de produtos este ano. “Isso comprova nossa confiança no futuro.”

Em 2011, a América Latina contribuiu com quase um quarto (23%) das vendas globais, com 1 milhão de unidades “e perspectiva de crescimento de 4% ao ano”, projetou Belini, destacando em especial a expansão contínua do mercado brasileiro, com crescimento consistente do PIB e aumento da classe média. “Para preservar esse ciclo virtuoso agora é necessário romper os gargalos de infraestrutura e competitividade com investimentos e inovação”, defendeu. “Só assim vamos enfrentar a crise.”

Belini também já soma os lançamentos do grupo no Brasil, que em 2012 devem ser de 20 no total. “Nessa conta já lançamos os novos Dodge Durango, o Jeep Compass, o Chrysler 300C, nosso mais luxuoso modelo, e agora apresentamos o Grand Siena”, disse.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Anfavea reduz expectativa de crescimento do mercado em 2011



Giovanna Riato, AB

www.autoMotivebusiness.com.br


A Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, diminuiu a expectativa de expansão para o mercado interno este ano. A entidade projeta evolução de 3,3% nas vendas, com 3,63 milhões de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. A previsão anterior era de comercializar 3,69 milhões de unidades e garantir avanço de 5% sobre o resultado de 2010. 

-Clique aqui para fazer download dos dados da Anfavea 



Cledorvino Belini, presidente da organização, aponta que a redução é consequência das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo desde o fim do ano passado, que seguraram o ritmo de crescimento dos emplacamentos. Apesar disso, o dirigente afirma que as vendas já aceleraram em novembro após o anúncio de ações para estimular o consumo, com redução dos juros e do custo do crédito. “Mesmo com a revisão, os volumes deste ano são vigorosos”, avalia. O executivo lembra que um grande mercado é o maior atrativo para investimentos, que já chegam a US$ 22 bilhões até 2015 só das empresas associadas à entidade. 


Resultados do ano 

Com as novas medidas anunciadas pelo governo, os emplacamentos deram um salto de 14,6% entre outubro e novembro, para 321,5 mil unidades. Comparado ao mesmo mês do ano passado, no entanto, o volume ficou 2,1% menor. Entre janeiro e novembro houve crescimento 4,8% sobre os mesmos meses de 2010, com 3,28 milhões de unidades. 

A média diária de vendas subiu 14,6% em novembro e passou de 16 mil unidades. Com volumes maiores comercializados diariamente, o nível de estoques caiu de 40 dias em outubro para 35 dias no mês passado, para 373,5 mil veículos entre indústria e concessionárias. 

A nova projeção da Anfavea pressupõe que serão comercializadas em torno de 340 mil unidades em dezembro. O volume é cerca de 10% inferior ao anotado em dezembro de 2010, quando os emplacamentos chegaram a 381,4 mil veículos. 

Avanço dos importados 

No ano passado, os veículos importados responderam por 18,8% do mercado. Entre janeiro e novembro deste ano estes modelos garantiram participação de 23,3% no mercado nacional, o que representa um ganho de 4,5 pontos porcentuais no market share. Todo o crescimento do mercado interno em 2011 foi abocanhado por veículos produzidos em outros países. 

Enquanto as vendas de nacionais caíram 1,4% entre janeiro e novembro na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, os licenciamentos de importados cresceram 32,3%, com 763,7 mil unidades. Desse total, o maior avanço foi na importação de automóveis, que teve alta de 37,5%. Já a compra de comerciais leves fabricados no exterior cresceu 22,3%.

Esse movimento refletiu ainda na participação dos carros com motor flexível no mercado. Como a maioria das importações não é de veículos flex, a participação dos carros bicombustíveis nas vendas caiu de 86,4% em 2010 para 83,3% este ano. 


Vendas de veículos podem avançar até 5% em 2012


Giovanna Riato, AB
www.automotivebusiness.com.br


As vendas de veículos devem crescer de 4% a 5% em 2012, para até 3,81 milhões de unidades. A projeção, divulgada pela Anfavea nesta quarta-feira, 7, leva em conta as medidas recentemente anunciadas pelo governo para aquecer a economia, como a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). 

-Clique aqui para fazer download dos dados da Anfavea


“Essa expectativa é até moderada, alguns analistas apostam em um crescimento maior”, explica Cledorvino Belini, presidente da entidade. O dirigente acredita ainda que a nova política industrial, que exige índices mínimos de conteúdo regional para que os carros vendidos no País não recebam adicional de 30 pontos no IPI, poderá segurar o avanço das importações. Para o executivo, apesar de ser difícil prever o comportamento do mercado, a participação dos veículos importados não deve superar os 23% registrados entre janeiro e novembro deste ano. Belini prevê também interrupção no crescimento das vendas diretas a frotistas, que ficavam em torno de 20% do total comercializado no ano passado e subiram para 30% em 2011. “Esse avanço foi reflexo do crescimento econômico. A perspectiva agora é de estabilização”, explica. Segundo ele, com novos contratos fechados, as empresas precisaram ampliar suas frotas, movimento que não deve persistir em 2012

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Vendas de veículos retomam crescimento, aponta Fenabrave


Giovanna Riato, AB
www.automotivebusiness.com.br

As vendas de veículos voltaram a acelerar depois de dois meses de retração. Dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, federação dos distribuidores, apontam que os licenciamento de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus novos avançaram 14,6% em novembro sobre o mês anterior, para 321,5 mil unidades. Houve ainda alta de 2% na comparação anual. 


Com isso, as vendas já somam 3,28 milhões de unidades entre janeiro e novembro deste ano. O aumento da renda com o 13º salário e as medidas do governo para estimular o consumo devem acelerar ainda os emplacamentos em dezembro. Mesmo com o recorde de vendas praticamente garantido, o salto precisará ser grande para que o setor alcance a projeção da Fenabrave para este ano, de 3,7 milhões de unidades. Para chegar a esta marca o mercado precisaria absorver mais de 415 mil no último mês do ano, volume 8,9% superior ao comercializado em dezembro de 2010, o melhor mês em vendas até o momento. A projeção da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, é mais realista. A organização espera que os emplacamentos cheguem a 3,69 milhões. Mesmo assim, seria necessário vender mais de 400 mil veículos em dezembro para cumprir a meta.

No início de novembro, durante coletiva de imprensa, o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, revisou para cima as expectativas para as exportações, que devem ter alta da 7,6% para 540 mil veículos (leia aqui). Apesar de ter mantido a projeção para o mercado interno, o executivo admitiu em entrevista exclusiva a Automotive Business webTV (assista abaixo) que as vendas podem não alcançar a marca exata de 3,69 milhões de unidades. “Acreditamos que vamos fechar o ano com entre 3,6 milhões e 3,7 milhões”, aposta.


Desempenho por segmento 

Veículos leves
Com 305,2 mil unidades, as vendas de veículos leves avançaram 15,7% em novembro sobre o mês anterior e desaceleraram 1,9% na comparação anual. No acumulado do ano os emplacamentos do segmento já somam 3,09 milhões, com alta de 1,4% no mercado de automóveis e de 13,5% no de comerciais leves. 

Caminhôes e ônibus
As vendas de caminhões somaram 13,4 mil unidades em novembro, com desaceleração de 3,1% sobre outubro e de 7,7% sobre o mesmo mês do ano passado. O mercado de ônibus caiu 0,4% na comparação mensal e registrou alta de 14,7% na anual, com 2,9 mil veículos. Entre janeiro e novembro as vendas de caminhões somaram 157 mil unidades, com expansão de 12,2% sobre o mesmo intervalo de 2010. Já os licienciamentos de ônibus chegaram a 31,1 mil chassis, alta de 21,3%. 

Motos
O mercado de duas rodas cresceu 14% em novembro na comparação com outubro, com 166,6 mil motocicletas. O avanço foi de 5,1% sobre o mesmo mês de 2010. No acumulado do ano até o mês passado as vendas já somam 1,74 milhão de unidades, com crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período de 2010.