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quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tarcísio Dias - Mecânica Online - Produção por consórcio modular


Para muitos o universo na fabricação de um automóvel diretamente em sua linha de produção além de envolver muitos colaboradores e processos de administração de ferramentas, pode consistir de um ambiente antigo e desorganizado. Já imaginou então como seria a fabricação de um caminhão?Essa imagem está cada vez mais distante dos processos atuais. Inovação combinando com eficiência revelam novas formas de gestão, característica que sempre acompanhou a indústria automobilística em todo o mundo, responsável pelas principais mudanças na forma de organizar a produção e o trabalho.


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Como exemplos as inovações introduzidas por Henry Ford com a produção em massa, a criação de grandes corporações industriais verticalizadas na General Motors, a produção enxuta desenvolvida na Toyota, os Grupos Semiautônomos implementados na Volvo e, mais recentemente, o Consórcio Modular implementado na fábrica da Volkswagen em Resende, Rio de Janeiro, que aplica uma forma radical de outsourcing (mão-de-obra terceirizada), constituindo-se na transferência de diversas atividades, que antes faziam parte das atribuições da empresa, entre esta e seus fornecedores.

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Mais do que um projeto inovador em termos de tecnologia e de respeito ao colaborador e ao meio-ambiente, a gestão funciona da seguinte forma: sete parceiros fazem a montagem de conjuntos completos de peças. São eles a Maxion (que cuida da montagem do chassi), a Arvin Meritor (eixos e suspensão), a Remon (rodas e pneus), a Powertrain (motores), a AKC (armação da cabine), a Carese (pintura) e a Continental (acabamento da cabine). O controle de qualidade do produto é de total responsabilidade da MAN Latin America, fabricante dos caminhões e ônibus Volkswagen.

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O Consórcio Modular busca redução nos custos de produção, investimento, estoques, tempo de produção e, principalmente, agilidade na produção de veículos diferenciados.
Os parceiros não participam do lucro final dos produtos. Eles continuam sendo fornecedores, com a grande diferença de também montar as peças que vendem. Na fábrica, compartilham com a Volkswagen toda a infraestrutura, o que inclui o restaurante e o ambulatório.

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A estratégia aumenta a produtividade e torna a montagem mais eficiente e flexível. Além disso, ao compartilhar a produção com os parceiros, a empresa consegue se concentrar mais em outros aspectos de seu negócio, como a logística, as estratégias de marketing, o atendimento ao consumidor e, em especial, o desenvolvimento de novos produtos.


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A modularização da produção acarretou mudança do foco das empresas e por conseguinte em toda a cadeia produtiva. Na indústria automobilística primeiramente as montadoras focalizavam a montagem, com o surgimento do Fordismo. Depois surgiu a terceirização na General Motors. E hoje as empresas estão focando seus negócios no projeto, qualidade, distribuição e comercialização de seus produtos, confiando a montagem à outra empresa em um elo de parceria.

Como a indústria automobilística foi sempre referência em termos de modelo de produção no mundo, espera-se que os demais setores industriais sigam a mesma tendência de modularização, surgindo assim um novo sistema de produtos sem fábricas, ancorados em suas marcas. O sucesso desse sistema de gestão poderá no futuro tornar-se um novo paradigma do modelo de organização.

MECÂNICA ONLINE

Parabéns – Randon Veículos comemora 40 anos projetando, desenvolvendo, fabricando e importando equipamentos especiais, voltados para o segmento do mercado de Construção, Mineração, Florestal e Peças de Reposição. São fornecidas peças de reposição e serviços de assistência técnica por meio da Rede de Concessionários (Distribuidores). Em Caxias do Sul (RS), a empresa ocupa uma área construída de 4.400m², dentro do Complexo Industrial Interlagos das Empresas Randon.

Fórum Abraciclo 2013 - As cidades brasileiras ainda não estão preparadas para receber os ciclistas nas ruas. Além de poucos trechos de ciclovias, a cultura do uso da bicicleta como meio de transporte não está inserida em nossa população. “A legislação brasileira foi pensada, em geral, para as pessoas que utilizam carros. Os próprios ciclistas não conhecem seus direitos”, afirmou o arquiteto, urbanista, professor da FAU/USP e vereador da cidade de São Paulo, Nabil Bonduki.

Fiat em Pernambuco - Somarão R$ 7 bilhões os investimentos da Fiat e alguns de seus fornecedores na nova unidade industrial que está em construção em Goiana, Pernambuco, segundo divulgou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Além da linha de produção de automóveis com capacidade para 250 mil unidades/ano, a nova planta industrial da Fiat incluirá fábrica de motores, campos de provas, centros de desenvolvimento tecnológico e de capacitação profissional.

Novo Audi A3 Sport - O hatch premium alemão chega às concessionárias da marca neste mês custando R$ 115 mil, já equipado com uma extensa lista de itens de série, como o Audi Drive Select com cinco modos de condução. Ele vem equipado com motor 1.8 TFSI de 180 cv e acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. O sistema Start-stop, de série, desliga o motor quando o veículo está parado e auxilia na redução do consumo e das emissões.


PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Fernando Calmon - Alta Roda -

Alta Roda nº 732/83 – 09/05/2013


Fernando Calmon
Maior rigor com a qualidade do ar acaba de ser estabelecido pelo Governo do Estado de São Paulo. O objetivo é monitorar, especialmente, a região metropolitana da capital paulista que se aproxima de 20 milhões de habitantes, inclui 38 outros monitores e frota real de 6,5 milhões de de veículos ( leves, pesados e motocicletas)

Trocou-se o “termômetro” da poluição ao aproximar as concentrações máximas daquelas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), conhecida pela severidade de posturas. Maioria dos países deixa de cumprir ou tem sua própria legislação.

Na realidade, a regulamentação ainda está 40% aquém da OMS, porém acima da recomendação do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). Aumentará o número de dias por ano em que a região enfrenta níveis de atenção, alerta e emergência (nesse, nunca entrou), com as respectivas providências. Ozônio é o principal poluente, mas seu nível de toxicidade não se compara ao monóxido de carbono, que se mantém abaixo dos limites.

Administração estadual, bem intencionada, falhou ao deixar em aberto o futuro e, principalmente, por ignorar veículos de municípios periféricos. Eles circulam livremente pela capital sem exigência de inspeção. Essa frota, mais envelhecida, exige controle. Basta seguir o novo esquema: primeira inspeção para veículos com três anos de uso, depois a cada dois anos e anual a partir de 10 anos de uso. Esse arranjo, incluindo inspeção de segurança, poderia se estender a todo o País. No Rio de Janeiro, por exemplo, periodicidade e metodologia fogem bastante de padrões de outros países: distorções evidentes do que se poderia chamar de inspeção técnica.

No recente seminário sobre emissões veiculares, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, os palestrantes se empenharam em demonstrar os avanços que ainda podem ser alcançados. “Nosso ar pode ser melhor” foi enfoque deste ano. Apesar de boas intenções, infelizmente não se ouviram vozes suficientes a favor de que a racionalidade deve estar em um dos pratos dessa balança de interesses, que rege a preservação do meio ambiente.

Enquanto se apresentaram propostas objetivas, mais fáceis ou difíceis de programar, soou mal atribuir relevância ao tuning e seus “males” provocados à atmosfera. No caso, o impacto nas emissões totais por motores modificados é desprezível, no contexto geral. Por outro lado, a baixa efetividade da inspeção atual, sem rolos movidos pelas rodas (simula condições reais) não foi criticada, mas é melhor do que nada.
Por outro lado, seria bom adotar, como na Europa, consumo (ligado a emissões) em vez de cilindrada para definir impostos. Bem mais racional.


RODA VIVA

PLANOS ambiciosos da Fiat na nova fábrica de Pernambuco, prevista para final de 2014. A coluna antecipa o cronograma de início de produção (vendas, três meses depois). Janeiro de 2015: SUV compacto (projeto 338) e picape média (projeto 226), esta baseada na mesma arquitetura de médio-compacto que originou o Viaggio. Dezembro de 2015: dois modelos Jeep, um SUV compacto derivado do Fiat (projeto 520) e outro SUV (projeto 546), baseado na picape média.

MAIS Fiat: em janeiro de 2016, SUV médio-compacto (projeto XSU) sobre mesma base do projeto 546, da Jeep. O sedã médio-compacto Viaggio (projeto 343), sobre a versátil nova arquitetura que já originou o Dodge Dart, terá início de produção em maio de 2016. Não se contemplam produtos com marcas Chrysler e Dodge, entre seis modelos previstos. Jeep tem imagem mais forte.

NÚMEROS recordes de produção e vendas de veículos, em abril e no primeiro quadrimestre de 2013, sobre os mesmos períodos de 2012, devem-se em grande parte a uma base comparativa fraca no ano passado. Tanto que a Anfavea manteve sua previsões para o ano inalteradas. Nos 12 meses encerrados em abril, comercializaram-se 3,89 milhões de unidades.

PORSCHE 911 TURBO, em duas versões, estreia em setembro, no Salão de Frankfurt, mas a fábrica liberou informações. Destaques para motor de até 560 cv (Turbo S), aceleração de 0 a 100 km/h em 3, 1 s e um sensacional sistema de direcionamento do eixo traseiro que mudará o modo de conduzir – ou pilotar – o carro. Depois virão versões conversíveis.

TOYOTA acertou a mão na nova geração do RAV4. Totalmente reformulado, estilo refinado com rara precisão, motores de 2 litros/145 cv e 2,4 litros/179 cv, tração 4x2 e 4x4, dois tipos de câmbio automático, interior mais espaçoso, painel ousado e moderno, o SUV médio-compacto mostra dirigibilidade de automóvel. Preços de R$ 96.900 a R$ 119.900. Senão: tampa sobre o estepe (agora interno) gera ruídos.


MICHELIN captou que pneu “verde” (baixa resistência à rodagem) não é único atrativo para os motoristas. Novo Primacy 3 mostra desempenho destacado nas frenagens, em piso seco e molhado, e aderência maior em piso molhado, condição em que a marca francesa tem tradição. Ainda conseguiu 2% de redução no consumo de combustível.


PERFIL
   

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                       

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

FIAT INICIA OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA FÁBRICA EM PERNAMBUCO



A Fiat inicia hoje, 17 de setembro de 2012, a construção da sua nova fábrica em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A primeira etapa das obras será executada pela construtora pernambucana Quality Empreendimentos. Esta fase compreende a implantação do canteiro de obras no terreno. Serão erguidos os escritórios de campo das equipes da Fiat, encarregadas de acompanhar a construção e o recebimento de equipamentos da futura fábrica.Esta etapa mobilizará cerca de cem trabalhadores, diretos e indiretos, entre os quais serventes, pedreiros, eletricistas, encanadores, pintores e montadores, além de engenheiros e equipe administrativa. Parte dos trabalhadores já integra os quadros da construtora, e outros foram contratados entre aqueles que participaram recentemente de programas de capacitação oferecidos na região.A esses trabalhadores se somarão outros milhares nos próximos meses. A construção da fábrica deve empregar cerca de sete mil profissionais quando estiver em ritmo pleno.

A fábrica da Fiat Automóveis será o centro do Polo Automotivo de Pernambuco. Está instalada em terreno com área total de 14 milhões de metros quadrados e estará concluída em 2014. A fábrica terá capacidade de produção de 250 mil carros por ano e sua operação vai gerar cerca de 4,5 mil vagas de emprego. A fábrica será integrada a um parque de fornecedores composto por quinze empresas sistemistas (fornecedores de primeiro nível), que irão compor o polo automotivo, dotado ainda de centro de capacitação e treinamento, centro de pesquisa e desenvolvimento, pista de testes e campo de provas. Este último item é constituído por um conjunto de pistas com características técnicas específicas para servir de laboratório no desenvolvimento e validação de tecnologias veiculares. Trata-se do único campo de provas da Fiat fora da Itália. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

FIAT ASSINA PRIMEIROS CONTRATOS DE TRABALHO PARA FÁBRICA DE GOIANA

Em cerimônia realizada no Palácio Campo das Princesas na manhã desta segunda-feira (05/12), com a presença do governador Eduardo Campos e de secretários do Estado de Pernambuco, a Fiat anunciou as primeiras contratações de trabalhadores para o projeto de instalação do polo automotivo em Goiana, na Zona da Mata Norte do Estado.
Em ato de grande simbolismo, foram contratados os primeiros funcionários da Fiat em Pernambuco - a especialista em Recursos Humanos Mônica Ramos Brasileiro e o engenheiro elétrico Bruno Rafael Ferreira Lopes.  Eles passarão por programas de capacitação, para integrarem-se à cultura da Fiat, e serão os precursores dos 4,5 mil trabalhadores que serão absorvidos pela Fiat no polo automotivo em Goiana, a ser inaugurado no início de 2014.
“Trata-se de um momento de enorme significado histórico. Mostra que a implantação de um polo automobilístico em nosso estado, sonhada por várias gerações de pernambucanos, está se tornando real da forma mais bonita possível, que é dando emprego e mudando para melhor a vida da nossa gente”, celebrou o governador Eduardo Campos, ao lado do presidente da Fiat, Cledorvino Belini.
Ao mesmo tempo, o secretário do Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão, anunciou o início do cadastramento de candidatos para capacitação e posterior encaminhamento para uma vaga nas obras de construção civil da fábrica da Fiat. As obras demandarão mais de 7 mil trabalhadores e o Governo de Pernambuco, em conjunto com a Prefeitura de Goiana e municípios vizinhos, pretende recrutar a mão de obra no próprio entorno da fábrica, valorizando o trabalhador-morador, a melhor inserção social da comunidade local e minimizando pressões decorrentes da expansão populacional desordenada. 
Desde as 8 horas da manhã de hoje, os candidatos ao programa de capacitação já começaram a se cadastrar em Goiana, segundo informou o prefeito Henrique Fenelon. Ao longo da semana outros municípios também passarão a realizar o cadastramento.  Os investimentos promovidos pela Fiat, entretanto, vão gerar também empregos de alta qualificação técnica, pois, além de produzir veículos, o polo automotivo será um centro de projeto e desenvolvimento de automóveis e de soluções de engenharia.
Secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, destacou a importância da qualificação de profissionais de padrão internacional decorrente da implantação da Fiat e cumprimentou um grupo de dez estudantes de Engenharia, que vão estudar no Instituto Politécnico de Turim, na Itália, um dos mais importantes centros tecnológicos da Europa, através de convênio estabelecido para a capacitação internacional.
Como expressão da importância da criação do polo automotivo de Pernambuco para o desenvolvimento tecnológico do Estado e do mercado de trabalho qualificado, os reitores da Universidade Federal de Pernambuco, Anísio Brasileiro; da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Walmar Corrêa de Andrade; e da Universidade de Pernambuco, Carlos Calado; entregaram à direção da Fiat o curriculum de dez estudantes selecionados em cada universidade, simbolizando a cooperação que se estabelece entre empresa e instituições de ensino. O presidente da Fiat-Chrysler para a América Latina, Cledorvino Belini, destacou:
“Este é um momento histórico para a Fiat e para a sociedade de Pernambuco, pois estamos dando início ao processo de seleção, capacitação e contratação de trabalhadores que serão atores na industrialização e no desenvolvimento sustentável da região. Do canteiro de obras à elite tecnológica, passando pelo chão de fábrica e gestão, estamos criando oportunidades para todos os níveis de talento e habilidades, na perspectiva de promover o desenvolvimento inclusivo”.