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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2815 - 09.06.2015 - edita@rnasser.com.br  

Mercado. Meio ano se foi. Como ficamos ?
Fechadas as contas do primeiro semestre, Junho, com produção de 184 mil veículos, mostrou queda de 12,5% - 1/8 -, relativamente a maio.
Comparada às 210,4 mil unidades fabricadas em maio significam queda de 12,5%. No global, ante o primeiro semestre de 2014 a redução foi de 18,5% Referência de produção não é o ponteiro da balança, pois algumas fábricas detiveram-na para fazer fluir estoques. Dados de venda indicam retração de 20,7% entre os dois períodos.

Presidente da Anfavea, associação dos fabricantes,  Luiz Moan vocaliza, a redução é resultado de três fatores: baixa confiança dos investidores e consumidores; restrição ao crédito; e expectativa pela conclusão dos ajustes na economia. Sem botar gasolina na fogueira das más notícias, por si só forte componente na crise, acredita nos Planos de Exportação, Safra e o recente Programa de Proteção ao Emprego auxiliem amenizar o período.

O comportamento do mercado é insondável, em especial porque a redução de vendas não depende apenas do aspecto econômico financeiro, pois atrelada a condições etéreas como a falta de confiança no Governo, e daí, o medo quanto ao futuro e a estabilidade no emprego. Remédio para consertar há, simples de aviar, basta querer: antes de aprovar a Reforma Fiscal, fazer o dever de casa cortando gastos excessivos, obras superfaturadas, ministérios desnecessários, milhares de empregos para ocupação, sem concurso, por gente sem especialidade ou preparo. Quando o Governo deixar de se sentir superior, pisar no térreo da realidade, e iniciar mostrar fazer sacrifícios, a confiança iniciará a se restabelecer. A roda rodará

O resultado de 2015 manterá o nível de retração do primeiro semestre, em torno de 20%?  Não parece. Por enquanto o consumidor está com medo do urro da onça. Não a viu mas se assustou, viu indícios, ouviu notícias. Na atual situação, quem tem meios os retém, posterga a troca de carro esperando a situação clarear. Verá, a situação econômica não piorará. E, por registrar, tradicional e historicamente o segundo semestre é melhor de vendas em relação ao primeiro. Como referência, se o mercado cair 20% em produção e vendas, equivalendo a aproximados 2,5 milhões de unidades, estará abaixo dos números obtidos em 2006. Historicamente um feito para o governo Dilma 1 e sua equipe econômica – em grande parte empregada pelo Governo Dilma 2. Nove anos de perdas, e muitos para recuperar.

Peculiaridades
A queda não é linear, e algumas marcas conseguiram crescer no período. Ford fez ótimos resultados com os Ka, Ka Plus, e o hatch Fusion recém lançado.
Japonesas Honda e Toyota ampliaram vendas, e sul coreana Hyundai surpreendeu. Apesar de ter caído em vendas aproximadamente 5%, viu seu HB 20 como o segundo mais vendido no mês.

Na disputa Renault manteve 7% de participação no mercado e, em junho aumentou meio ponto percentual de crescimento. Numa comparação entre 2014 e 2015, cresceu 0,1%. Número desprezível  mas, na conjuntura, sinal de êxito.
Nos importados Premium não há crise. Mercedes-Benz cresceu 50,7% no cotejo entre os seis primeiros meses de 2014 e 2105, consequência dos novos produtos, e assumiu a liderança no segmento do Classe C, seu modelo mais vendido. No semestre encerrado vendeu 7.513 unidades. Do C entregou 3.840, à frente do GLA com 1.880. Em sua história Junho foi o melhor mês em vendas para a divisão de automóveis.


Audi vendeu mais: 7.796 unidades, 27% relativamente aos seis primeiros meses de 2014, e mantém a liderança no segmento. Preferido não é Mercedes Classe C, Audi A 3 ou BMW series 3, mas o utilitário esportivo Audi Q3 com motor 2.0. Acredita, segmento dos importados caros dobrará até 2020.



Global – FCA investirá US$ 280M para produzir Cherokees na India, expandindo joint venture com o poderoso grupo Tata. Quer dobrar o volume de 1 milhão de produtos Jeep vendidos em 2014. O mercado indiano é dos mais promissores do mundo.

Expansão – Controlada pela indiana Tata, Jaguar-Land-Rover, acordou com o grupo Magna Steyr montar seus produtos na Áustria: começará com o Projeto E-Pace, utilitário esportivo sub compacto.

Quem ? – Pouco conhecida do grande público, a Magna monta Mercedes-Benz G e Minis Countryman, tem atividades na Áustria e no Canadá e, como fornecedor mundial, em faturamento só perde para a Bosch !

Fórmula –  Projeto da Aston Martin em utilizar motores de sua sócia minoritária Mercedes, toma forma: produzirá veículos encomendados por terceiros. Primeiro destes, a fábrica de energéticos Red Bull para um Hypercar – acima dos Supercar, como os Ferrari e Mc Laren. Projeto de Adrian Newey, da Fórmula 1.

Picanto – Picanto 2015/6 nos revendedores Kia. Mudanças cosméticas frontais nas grades, para choques, faróis de neblina. Atrás, nova posição para a placa. Mantém o motor Kappa, 3 cilindros, 1,0 litro e 80 cv de potência. Único da cilindrada a portar câmbio verdadeiramente automático. R$ 46,9 mil.

Focus – Ford prepara-se a vender versão sedã em agosto.

Jetta – Volkswagen iniciou distribuir à rede concessionária primeiras unidades do sedã Jetta montado em São Bernardo do Campo. De princípio única versão de motor, o 2.0 oito válvulas. Velho conhecido dos brasileiros, atualmente produzido no México. Preço não baixou.

Degrau – Em agosto Volkswagen começará vender o up! TSI, o turbo. Produto deve ser muito divertido para andar, como referência de tamanho, performance, economia e preço. Novo patamar de veículos no Brasil, mesclando 4 válvulas por cilindro, injeção direta, eletrônica e turbo em 1.0 litro, potência em 105 cv. Deve ser o mais econômico dos nacionais.

Caminho- Logo o motor será seguido na linha de produção em São Carlos, SP, pelo 1.4 TSI para VWs Jetta, Golf, e Audis A3 e Q3. Turbo, sem aplicação esportiva, mas para uso doméstico, é caminho sem volta.

Caminho – Motor 1.0 Ford, com turbo, na linha batizada de EcoBoost, está em testes na Bosch. Acertos na eletrônica para o lançamento no Brasil. Turbo em motor pequeno é a direção da década.

Derrapada – Alguns jornais noticiaram, Papa Francisco teria realizado benção de 46 Fiats Palio a serem distribuídos aos bispos brasileiros.

Verdade – O Sumo Pontífice efetivamente benzeu os pálio. Apenas não são os automóveis feitos em Betim, mas a cobertura de tecido, contra sol e chuva, para os deslocamentos a pé pelos bispos. São a origem do nome. Um pouco de bom senso para apurar a notícia não faz mal a ninguém.

BR 40 – Concessionária Via 40 entregou 58,6 km de duplicação no noroeste mineiro, em João Pinheiro, região líder na produção de grãos em seus 19 municípios. Até 2019 quer duplicar os 937 km entre Brasília e Juiz de Fora, MG.

Realidade – Giorgetto Giugiaro, 76, o designer do século, passou à Audi restantes 9,9% das cotas de sua empresa, e dispensou-se do cargo de Presidente Honorário. Há cinco anos a Audi, por necessidade de capacidade criativa para novos produtos, fez oferta-lhe irrecusável.

Giugiaro – Capacidade de aproveitar plataformas com seu traço brilhante, é o pai dos Alfa Romeo genericamente chamados GTV, dos aqui desconhecidos Alfetta e Brera, do Passat, do Golf, do Uno, do Subaru SVX, dos reacertos da linha Week End da Fiat. Desenhou de tudo - bicicletas, macarrão, garrafas d’água, ...

Prática – Globalização e a pasteurização dos automóveis encerrou a secular operação dos construtores independentes. Uma a uma fecharam, foram absorvidas ou à falência, como a Bertone, por falta de encomendas. Mítico Pininfarina sobrevivendo em penúria. Giugiaro foi o único a sair do negócio com confortável situação.

Involução - Indústria do automóvel massificou-o, pasterizou-o e agora o trata com tablet com rodas. No cenário não há lugar para elegância ou diferenciação.
Imprensa – Escala, editora de Car and Driver lançou revista semanal em circulação paulistana, a Auto Fácil. Direcionada ao mercado de compra e venda de novos e usados. Lidera-a o jornalista especializado Luiz Guerrero.

Antigos – Encontro Nacional de Simcas, dentro da programação do Poços Classic Car, maior evento de automóveis antigos na movimentada agenda da especialidade em Poços de Caldas, MG.

Conteúdo - Automóveis, feira de peças, e diferenciada presença de antigos engenheiros e de Walter Hahn, piloto da marca. 14 a 16 de agosto. Gosta da marca e da oportunidade ? Inscreva-se www.pocosclassiccar.com.br

Gente – Julie Hamp, norte Americana, primeira mulher a integrar a mesa diretora da Toyota no Japão, demitiu-se. OOOO Razões ininteligíveis à cultura ocidental. OOOO Encomendou dos EUA comprimidos de oxycodone, medicamento contra dor. OOOO Não sabia, o produto exige autorização prévia para ser importado ao Japão, foi presa e aguarda julgamento. OOOO Acionistas da Toyota desaprovaram o desgaste de imagem e pediram sua demissão. OOOO A ex diretora permanece presa. OOOO Já imaginou Mensalão, mentiras oficiais e Petrolão por lá ? OOOO

OOOO Última hora: Julie Hamp foi libertada pela promotoria japonesa, que entendeu não ter havido comportamento criminal. OOOO Não responderá processo, e voltará aos EUA. OOOO Será a mais ilustre desempregada no setor, e a mais evidente desorientada ante o preço pago pelas suspeita. OOOO

A Fiat Brasil, quase quarentona
Dia 9 Fiat Automóveis comemorou 39 anos de início de produção no Brasil. De uma fazenda em Betim, município periférico a Belo Horizonte, MG, implantou fábrica e fez desembestar a mudança na ocupação urbana. A pequena cidade é hoje a segunda maior arrecadação de impostos no estado.

Da fazenda, e dos planos de ser a menor das fabricantes no país, mudou muito, apresentou tecnologias como motor transversal, com estepe sobre ele, as menores folgas em usinagem – exigiu, até, a mudança na classificação dos óleos lubrificantes no Brasil. No caminho foi pioneira com picape derivado de automóvel, com motor a álcool, com air bags, com 16 válvulas, com turbo compressor, inicialmente no Uno e após no Tempra.

Caminho de novidades, de racionalidade, de desenvolvimento dos produtos, e adequados ao gosto e às peculiaridades do mercado, permitiu-lhe assumir a liderança de vendas no mercado doméstico, fato único na história da marca.
Em termos físicos, quase triplicou a área coberta. Dos iniciais 300 mil m2 opera atuais 800 mil m2. A saturação do espaço e ganhos de produtividade para aumentar a capacidade de produção moveram-na a fazer fábrica em Pernambuco.Pelos portões de Betim já passaram 14,5 milhões de unidades.





sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Volkswagen Passat celebra 40 anos de produção na Alemanha


40 anos debutava um novo Volkswagen, que, com sua estrutura moderna, deu início a uma nova era para a empresa: o Passat. O modelo foi apresentado em maio de 1973 na Alemanha e começou a ser vendido em julho daquele ano - já em 1974 ele começou a ser fabricado no Brasil. Atualmente o Passat está em sua sétima geração, vendida no País desde 2011.

Desenhado por Giorgetto Giugiaro, o Passat nasceu com carroceria do tipo fastback. Em seguida recebeu a versão station wagon denominada Variant. A variedade de ofertas conquistou os clientes dos automóveis da classe média. O primeiro Passat, baseado no então Audi 80, foi fabricado até 1980. Foram produzidas 2,5 milhões de unidades do modelo, denominado B1.

O sucessor manteve as ofertas de carrocerias fastback e station wagon e foi oferecido até 1987. Nessa geração o Passat estreou novas tecnologias: tração nas quatro rodas, motor turbodiesel (apenas na Europa), motor de cinco cilindros a gasolina e a fórmula E de redução do consumo – um precursor da atual tecnologia BlueMotion. Nessa geração nasceu também sua variante sedã, que recebeu o nome de Santana.Como carro mundial da década de 1980, o Passat não foi produzido somente em Emden (Alemanha), mas também na Bélgica, na Espanha, no Brasil, no México, na África do Sul e no Japão. Um dos grandes êxitos do carro foi na China: o Santana B2 foi produzido no país asiático até 2012. Atualmente, uma versão longa e modificada continua sendo produzida, o Vista.

O Primeiro Passat Brasileiro
Os modelos Passat da terceira (1987 até 1993) e quarta gerações (1993 até 1997) foram produzidos exclusivamente nas carrocerias sedã e station wagon.Alterações em sua estrutura, como a montagem transversal do motor e da transmissão, permitiram a oferta de mais espaço interno. Também foram introduzidos um novo motor turbodiesel com injeção direta de combustível (TDI) e um novo seis-cilindros a gasolina.

O Passat B4, de quarta geração, do qual foram produzidas cerca de 700.000 unidades, recebeu uma carroceria reforçada, mais itens de segurança e um motor diesel ainda mais forte.A quinta geração (1997 até 2005) estabelecu um padrão ainda mais elevado. Com carroceria totalmente galvanizada, motores de quatro, cinco, seis e oito cilindros a gasolina, além do avançado TDI, e um nível de qualidade até então conhecido apenas na classe de luxo, o Passat passou a ser, definitivamente, uma referência para a sua classe. No total, foram vendidos mundialmente mais de quatro milhões de unidades da quinta geração.

Passat TS Brasileiro
O Passat B6, de 2006 até 2009, e do qual foram produzidas cerca de 1,7 milhão de unidades, foi apresentado com uma variante de carroceria complementar: o CC, um cupê de 4 portas. Nessa geração vieram também tecnologias inovadoras como a transmissão automática DSG de dupla embreagem, novos motores diesel e a gasolina e versões BlueMotion – já com foco na economia de combustível.

A versão atual, de sétima geração, abrange um modelo ainda mais fino e luxuoso, com mais segurança e um sofisticado sistema de assistência para o motorista. O Passat B7, além do CC, apresenta uma versão com tração integral e carroceria mais elevada.Ao longo de suas gerações, o Passat se tornou o êxito mais duradouro da Volkswagen. Ele é um dos responsáveis pela elevada posição da marca e pela democratização das tecnologias de ponta. Até o fim de 2012 a Volkswagen já tem acumuladas mais de 20 milhões de unidades vendidas do Passat em todo o mundo, somadas todas as suas variantes.

A história do Passat no Brasil


Fabricado em São Bernardo do Campo e em Taubaté, o Passat foi lançado no Brasil em 1974 – o modelo foi o primeiro veículo Volkswagen com motor refrigerado a água. Seu motor quatro-cilindros de 1.500 cm³ gerava potência bruta de 78 cv. Em seu lançamento, o Passat era oferecido apenas com carroceria 2-portas.Ainda em 1974 foi exibida no IX Salão do Automóvel a versão com 4 portas. Em 1976, o motor teria sua cilindrada aumentada para 1.600 cm³. A potência bruta subia para 96 cv. Em 1979 o modelo recebeu versão abastecida com etanol.A versão esportiva GTS Pointer foi introduzida em agosto de 1983. Trazia suspensão recalibrada, acabamento diferenciado, rodas de liga-leve e bancos dianteiros Recaro, entre outros itens.A partir de 1984 a GTS Pointer passou a trazer o mesmo motor 1.8 utilizado também no Santana, que gerava 85 cv de potência líquida na versão a gasolina e 92 cv na a etanol.

O Passat foi fabricado no Brasil até 1988 e teve mais de 675 mil unidades vendidas.Em 1994, o modelo passou a ser importado da Alemanha para o Brasil. Nessa nova fase, o Passat estreou no País nas versões 2.0 e 2.8 VR6. Em 1998 chegou a 5ª geração, em versões 1.8, 1.8T e V6. Essa geração passaria por modificações estéticas em 2001, ganhando também o motor 2.0l em substituição ao 1.8l.A 6ª geração do Passat chegou em 2005, estreando o motor 2.0 FSI de 150 cv. No ano seguinte viria a versão 2.0 FSI Turbo, com 200 cv. Em 2007, o modelo receberia o V6 3.2l de 250 cv, combinado à tração integral permanente 4MOTION e ao câmbio automático DSG.

Atual geração do modelo

O modelo atualmente vendido no Brasil é o da 7ª geração, nas versões sedã e station wagon. Comercializado desde 2011, é um dos mais equipados de sua categoria. O modelo traz motor EA888 2.0l TSI de 211 cv, transmissão automática DSG de seis marchas e longa lista de itens de série.Entre os de segurança, destacam-se: o ACC (Adaptive Cruise Control – controlador de velocidade e distância), o sistema Front Assist, integrado ao ACC, atua como se fosse um “passageiro da frente sempre alerta”, ajudando a evitar colisões frontais, mesmo quando o ACC estiver desligado, o sistema de frenagem urbana de emergência e os faróis bi-xenônio. Além de seis air bags e freios ABS com EBD.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

MECÂNICA ONLINE - Tarcísio Dias - Giugiaro: 45 anos de design italiano

“As muito feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Já dizia Vinicius de Moraes em sua poesia “Receita de Mulher”, característica essa tão destacada nas transmissões de carnavais que acompanhamos na televisão. Então, já que a beleza é fundamental, surgem os designers para colocar o belo em nossa vida cotidiana, claro, quando isso é possível, como acontece com os automóveis.

Os designers são os responsáveis por fazer dos objetos muito mais do que meros utensílios – os objetos devem ser também capazes de melhorar nossa vida, de deixá-la mais bonita.
A definição de design é controversa até mesmo entre os profissionais do setor. É algo bem parecido com aquela velha discussão sobre o que é arte. No Dicionário Aurélio design surge como “concepção de um projeto ou modelo”. Steve Jobs costumava dizer que o design é “a alma das criações humanas”. Não foi à toa que ele ergueu a empresa investindo na fabricação de computadores esteticamente irresistíveis.

Num mundo em que a eficiência, durabilidade e qualidade dos produtos são semelhantes, de que forma é possível chamar a atenção do consumidor? Pela beleza, pela diferença – pelo design. Portanto, as empresas têm apostado todas as fichas no negócio, a ponto de consultores e analistas atestarem que vivemos na economia do design. Afinal de contas, está nas mãos dos designers o poder de criar coisas dirigidas para nos agradar e assim nos convencer – ou não – a comprar algo. Ou seja: eles influenciam diretamente a forma como gastamos nosso dinheiro.

Quando o assunto é automóvel, foi inaugurada uma exposição em São Paulo que vai até o dia 31 de março que tem como tema - Giugiaro: 45 anos de design italiano, no Museu da Casa Brasileira.
A mostra apresenta o trabalho de Giorgetto e Fabrizio Giugiaro, pai e filho, duas referências de criatividade no design. Giorgetto Giugiaro foi um dos principais agentes a dar forma e beleza à indústria automobilística mundial.


Eles participaram do evento de abertura da exposição, que também contou com a presença do presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, que destacou como Giugiaro desenvolveu com muito estilo e funcionalidade projetos e obras que entraram para a história.
Giorgetto Giugiaro mantém estreita relação com o Grupo Volkswagen desde os primeiros anos de atividade de seu estúdio, Italdesign. É de sua autoria, por exemplo, o desenho da primeira geração do Golf (1974) – considerado pelo próprio designer sua melhor e mais importante realização.

Giugiaro também desenhou vários outros projetos importantes do Grupo Volkswagen, como o Passat (1973), Scirocco (1974), Audi 80 (1978) e Lamborghini Gallardo (2002).
Essa cooperação de sucesso se itensificou em setembro de 2010, quando o Grupo Volkswagen tornou-se acionista majoritário no Italdesign. O estúdio foi criado em 1968 por Giorgetto Giugiaro em parceria com o engenheiro Aldo Mantovani.

MECÂNICA ONLINE

A Volvo iniciou no Brasil os primeiros testes com um caminhão movido a diesel-metano, uma solução de combustível alternativo para transporte de longa distância. O caminhão é movido com até 75% de Gás Natural Liquefeito (GNL) e o restante de diesel. Testes de campo realizados na Europa mostram que a tecnologia com gás natural liquefeito diminui em até 10% as emissões de CO2, em comparação aos caminhões com tecnologia Euro 5.

Os resultados das vendas no primeiro mês do ano foi de comemoração para as principais marcas de automóveis e comerciais leves. O motivo? Recorde histórico de vendas para o mês de janeiro! Entre as fabricantes a Fiat largou na frente e já abre cerca de 10 mil unidades de vantagem para a Volkswagen, que vem em segundo.

Estão abertas as inscrições para o Programa Jovens Profissionais da Fiat. O objetivo é identificar e desenvolver engenheiros com interesse em atuação na área industrial. São 80 vagas direcionadas para o complexo automotivo que a fabricante italiana está montando em Goiana, Mata Norte de Pernambuco. Estes jovens profissionais devem ter graduação concluída entre junho de 2010 e março de 2013.

São 81 as equipes inscritas na 19ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, que representam 68 instituições de ensino superior de 17 Estados brasileiros e Distrito Federal (DF). As provas serão realizadas de 14 a 17 de março, no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba-SP.

PERFIL



Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

Inaugurada exposição "Giugiaro: 45 anos de design italiano" com patrocínio Volkswagen


A Volkswagen está patrocinando a exposição "Giugiaro: 45 anos de design italiano", cuja abertura ocorreu dia 7 de fevereiro e vai até 31 de março, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo.
A mostra apresenta o trabalho de Giorgetto e Fabrizio Giugiaro, pai e filho, duas referências de criatividade no design. Giorgetto Giugiaro foi um dos principais agentes a dar forma e beleza à indústria automobilística mundial.

Eles participaram na noite de ontem do evento de abertura da exposição, que também contou com a presença do presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, do secretário adjunto da Cultura do Estado de São Paulo, Sérgio Tiezzi, e do cônsul geral da Itália em São Paulo, Mauro Marsili.

Em sua apresentação, Schmall destacou que Giugiaro desenvolveu com muito estilo e funcionalidade projetos e obras que entraram para a história. "A Volkswagen tem grande satisfação de patrocinar essa exposição, especialmente neste ano de 2013, quando a empresa celebra 60 anos de Brasil", comentou. A Volkswagen do Brasil foi a primeira empresa a instalar no País um centro de Design Automobilístico.
Giorgetto Giugiaro mantém estreita relação com o Grupo Volkswagen desde os primeiros anos de atividade de seu estúdio, Italdesign. É de sua autoria, por exemplo, o desenho da primeira geração do Golf (1974) – considerado pelo próprio designer sua melhor e mais importante realização. Giugiaro também desenhou vários outros projetos importantes do Grupo Volkswagen, como o Passat (1973), Scirocco (1974), Audi 80 (1978) e Lamborghini Gallardo (2002).
Essa cooperação de sucesso se itensificou em setembro de 2010, quando o Grupo Volkswagen tornou-se acionista majoritário no Italdesign. O estúdio foi criado em 1968 por Giorgetto Giugiaro em parceria com o engenheiro Aldo Mantovani.

Fabrizio e Giorgetto Giugiaro e o Volkswagen Golf de 1ª geração

Diversidade
Na mostra estão expostos exemplares das criações de Giorgetto. Já na entrada o visitante se depara com o lendário esportivo W12 (2001). No pátio do museu, estão expostos os conceitos Aztec, Structura e Quaranta, que celebraram respectivamente os 20, 30 e 40 anos de fundação do estúdio Italdesign. No salão principal da mostra está uma unidade do Volkswagen Golf de primeira geração.

Além dos carros, estão na mostra objetos que exemplificam a diversidade criativa do designer italiano, como uma bicicleta, poltronas e até máquina de lavar. Há também um modelo em escala do trem de alta velocidade ETR 600 Frecciargento, criado por Giugiaro.

"Nosso trabalho é sempre para a frente, sempre para o futuro, tentando adivinhar o que quer o consumidor. Quem inova deve sempre procurar uma novidade, nunca ficar parado", afirmou Giorgetto Giugiaro. "Temos o dever de criar formas absolutamente cativantes para todos, jovens ou idosos."