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sábado, 11 de julho de 2020

CAOA HYUNDAI VENDE 300 MIL UNIDADES DA FAMÍLIA TUCSON NO BRASIL


A CAOA atingiu o impressionante marco de mais de 300 mil modelos Hyundai Tucson comercializados em suas lojas no Brasil, desde que o SUV chegou ao país em 2004. O expressivo número é resultado da sólida parceria entre a CAOA e a empresa coreana, iniciada há mais de duas décadas. 

Desde que a CAOA começou a representar a marca no Brasil, as vendas deslancharam e grande parte desse sucesso se deve ao Hyundai Tucson. O utilitário, a princípio importado, conquistou o público brasileiro com o excelente conteúdo, a ótima relação custo x benefício e o design imponente e agressivo. Com esse modelo, a Hyundai se tornou líder do mercado de importados no País.
Essa forte aliança das duas empresas, e seu sucesso inquestionável e reconhecido no mercado brasileiro levou a parceria a um nível ainda mais alto em 2007: com investimentos de mais de R$ 1 bilhão próprios da CAOA foi inaugurada a fábrica de Anápolis, em Goiás, para produção de modelos como Tucson e HR.

Mais tarde, em 2013, passaram a sair das linhas de montagem a segunda geração do Tucson, o iX35.  O SUV fez um estrondoso sucesso ao oferecer um design diferenciado, tecnologia e robustez.

Em 2016, o Hyundai New Tucson entrou no mercado como sucessor dessa linha de utilitários, trazendo modernidade e motor turbo como principais destaques. Neste momento a CAOA e a Hyundai marcaram história ao ter três gerações de um mesmo modelo sendo vendidos simultaneamente no país.

Já em 2020, a CAOA celebra os mais de 300 mil modelos Tucson vendidos no mercado nacional e segue trabalhando para oferecer sempre os melhores produtos, com alto nível de tecnologia e desenvolvimento, afim de atingir a satisfação total de seus clientes. 

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fernando Calmon - Alta Roda - União e força

Alta Roda nº852/202– 03/0908– 2oda nº851/2015

Fernando Calmon
Roberto Scaringella, engenheiro civil e jornalista, falecido em 2013, fundador da Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo, ex-presidente do Contran e conhecido por sua dedicação aos temas de segurança de trânsito, cunhou a frase: “Justiça social não se confunde com a necessidade de Inspeção Técnica Veicular (ITV).” Ele se referia aos sucessivos adiamentos da ITV em razão de muitos acharem injusto tirar de circulação veículos velhos, na realidade malconservados. Seus donos não têm dinheiro para fazer manutenção, evitar acidentes e diminuir a poluição, mas elegem políticos. 


Em 2015 completam-se 18 anos que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabeleceu a abrangência nacional da inspeção. No 23º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), realizado no fim do mês passado em São Paulo, nada menos de 20 entidades pela primeira vez assinaram uma carta aberta, entregue ao representante do Ministério das Cidades, Aílton Brasiliense, sobre a urgente implantação, por todos os Estados, da ITV. Será que a maioridade do CTB agora será respeitada em meio à crise econômica e política? 

O Simea, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, com mais de 1.200 participantes ao longo de dois dias, foi muito mais que isso. O escopo desta edição, Tecnologia e Conectividade Melhorando a Mobilidade, atraiu cerca de 60 trabalhos técnicos. 

Uma das apresentações mais interessantes foi da Ericsson com seu projeto de tráfego conectado em nuvem. Trata-se de plataforma de internet das coisas para compartilhar anonimamente as condições de trânsito em tempo real entre veículos conectados e administradores de circulação em ruas e estradas, sem desrespeitar a privacidade das pessoas. Para a Microsoft, o telefone celular é o novo painel do automóvel, capaz de informar, controlar e até assumir comandos antes exclusivos dos motoristas. 

No Brasil, rodovias pedagiadas também vão implantar novas tecnologias para chegar ao ideal de o sistema cobrar por trecho percorrido. No futuro, ainda um pouco distante, as cabines de cobrança poderão ser substituídas por cortinas de raios laser que ajudarão na identificação de cada veículo e o uso que fez da estrada. Afinal, espera-se que um dia o carro seja usado mais “a passeio” em viagens e menos nos deslocamentos urbanos. 

Pensando mais no presente, três empresas de autopeças apresentaram no Simea um novo sistema universal de partida a frio para motores flex quando usam etanol. Iniciativa da Mahle, criadora do inovador módulo de pré-aquecimento, contou com laboratórios da Continental para testes e gerenciamento eletrônico. Como é mais eficiente que os dispositivos atuais em termos de consumo de energia da bateria, emissões e economia de combustível, surgiu a ideia de incluir novo catalisador de custo menor e para tanto a Umicore participou. 

Projeto idealizado por engenheiros brasileiros, que dividiram conhecimentos sem visar à vinculação entre as três empresas e a preço bastante competitivo, será oferecido a qualquer fabricante de motor com os atuais equipamentos de injeção indireta de etanol/gasolina (mais de 90% dos modelos à venda, hoje). União fez a força.

RODA VIVA

CONFIRMADO fim de produção do Celta (antecipado aqui), restam ainda em linha dois “veteranos de guerra”: Chevrolet Classic (praticamente igual desde 1995) e Fiat Palio Fire (de 2006). Aquele sem data de aposentadoria e este deve parar em 2016 com a estreia do segundo subcompacto da Fiat. Primeiro deste segmento foi o 147, depois o Ford Ka original e agora VW Up!.

GENERAL MOTORS, em plano mundial, diversifica além dos motores de 3 cilindros de 1 a 1,5 L (aspirado e turbo). No seminário sobre inovações atuais e futuras em junho último, em Detroit, mostrou câmbios manuais de cinco, seis e sete marchas e três tipos de automáticos: CVT, DCT (dupla embreagem) e convencionais (epicíclico) de seis, oito e, em breve, dez marchas. 

HYUNDAI IX35 recebeu mudanças de meia geração, basicamente em faróis e lanternas. SUV médio-compacto produzido em Anápolis (GO) agora tem três versões, cujos preços vão de R$ 99.990 a R$ 122.990, o que dá flexibilidade de escolha. Previsão de vendas: 1.800 unidades/mês. Suspensões ficaram mais macias e confortáveis, mas seu curso poderia ser um pouco maior. 

TERMINOU, depois de três anos e meio, a disputa na Justiça internacional entre Suzuki e Grupo VW. Marca japonesa queria recomprar dos alemães o lote de ações vendidas (19,9% do seu capital) em 2009 porque o acordo de transferências mútuas de tecnologias não funcionou a contento. Tribunal deu ganhou de causa à Suzuki. 

APROVADA na Câmara dos Deputados, mas ainda dependendo do Senado, obrigatoriedade de uso de faróis durante o dia nas estradas. Há dúvidas sobre a exigência em países tropicais. Os Estados Unidos, com a maior frota de veículos do mundo e depois de longos estudos, recusaram a proposta. Bom mesmo são luzes de uso diurno (LEDs) que não se confundem com faróis comuns.


PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                            

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fernando Calmon - Alta Roda - CORRIDA TECNOLÓGICA

Alta Roda nº 731/82 – 02/05/2013



Fernando Calmon
Agora sob perspectiva de atingir metas mandatórias em cinco anos – aumento de índice de localização, aperfeiçoamento de processos industriais e diminuição de consumo de combustível – a indústria automobilística deve se voltar a fornecedores de componentes e serviços. Nem com todas as regulamentações ainda de todo conhecidas do programa Inovar-Auto, já se fala em Inovar-Peças, ideia que surgiu sem formatação definida. Reflete conceitos genéricos e, outra vez, cria certa dependência de iniciativas governamentais tendentes a criar artificialismos.

Foi esse clima que marcou a recente Automec – Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços – cuja 11ª edição, realizada em São Paulo, lotou os 78.000 m² do Anhembi. Trata-se de exposição para profissionais do ramo e atraiu 1.200 empresas, de 31 países, inclusive os cada vez mais presentes chineses, tanto do continente como da ilha de Taiwan. Em edições passadas, eles ficaram um tanto confinados, porém não dá para resistir às suas ofertas de baixo preço, embora com qualidade, em geral, ainda a se confirmar.

Entre os expositores felizes, sem dúvida, dois grandes fornecedores, BorgWarner e Honeywell/Garrett. Estão confiantes de que a tecnologia downsizing, de redução de cilindrada e uso de turbocompressores, é a tendência irreversível, reflexo do que ocorre no exterior. Se até 2017 o mercado interno atingir cinco milhões de unidades por ano, parecem factíveis 20% (um milhão de motores) receberem tais componentes. Injeção direta de combustível, ideal para essa aplicação inclusive em motores flex, também disparou uma corrida que, além das tradicionais Bosch, Delphi e Magneti Marelli, inclui agora a Continental.

De fato, se já existe algum reflexo do Inovar-Auto, ficou explícito na Automec. Algumas tecnologias avançavam lentamente no Brasil e passam agora por bom impulso. Correntes de acionamento de válvulas (em substituição a correias dentadas que exigem trocas periódicas) e compressores compactos de ar-condicionado, ideais para os novos motores de três cilindros, são alguns exemplos. Às vezes, podem trazer economia de combustível de apenas 1%, como velas de ignição com eletrodo de irídio, da NGK, muito caras. Porém, duram quatro vezes mais e, assim, parte do seu custo é compensável.

Sistemas mais complexos, como embreagens duplas para caixas de câmbio automatizadas, fabricadas na Alemanha pela Schaeffler, conviveram com soluções práticas e acessíveis, na feira. Um fabricante nacional, Power Stop, desenvolveu servofreio para modelos que nunca tiveram esse conforto: Fusca, Jeep e picapes antigas. Gates mostrou uma ferramenta para medir desgaste de correias. Tenneco/Monroe apresentou linha de amortecedores com garantia de três anos ou 60.000 quilômetros, impensável anos atrás.

Grandes produtores de autopeças, a exemplo de Bosch e Delphi, anunciaram que continuam a ampliar suas redes de oficinas com padrão definido de atendimento. Além de estimular profissionalização em processos e garantia dos serviços, entram na luta por atrair clientes de concessionárias, autocentros e oficinas convencionais. Resultado tem sido manutenção de qualidade a preços menores.

RODA VIVA

OBJETIVO do novo presidente da Anfavea, Luis Moan, é atacar a falta de competitividade para exportação de veículos brasileiros. Hoje, o País vende no exterior menos da metade do volume de 2005. Sem ajuda de desvalorização cambial do passado, o chamado custo Brasil é grande empecilho, além da carga de impostos “escondida” exportada junto com os veículos.

SUV MÉDIO S5, da JAC, que só chegará aqui em 2014, estreia a segunda geração de arquiteturas da marca chinesa. Em rápida avaliação em Hefei, cidade-sede do grupo, o carro passou sensação de robustez. Interior e materiais utilizados subiram de nível, embora ainda tenham que evoluir. No padrão de teste colisão vigente na China é primeiro a obter cinco estrelas.

POSIÇÃO ao dirigir e o volante de pequeno diâmetro para permitir visão do quadro de instrumentos por cima do aro são sensações notáveis no Peugeot 208. Toda a atmosfera interna do carro é bastante agradável, inclusive o teto solar panorâmico, embora cortina interna devesse isolar melhor o calor. Motor de 1,45 l/93 cv não é ideal. Suspensões estão bem acertadas.

PRODUÇÃO do utilitário esporte ix35 em Anápolis (GO), em instalações da Hyundai-CAOA, sofre novo atraso. Primeira previsão era final do ano passado, depois passou para março e, agora, próximo trimestre. Especulações apontam demora nas negociações com o BVA, sob intervenção do Banco Central. Grupo CAOA tem R$ 600 milhões emperrados naquela instituição.

PUBLICAÇÃO do Sindipeças confirmou indicadores internacionais do Brasil em 2012: quarto maior mercado interno e sétimo produtor mundial. Frota real de 38.025.799 unidades (sem motos) está em nono, no mundo. Em número de habitantes por veículo – 5,5 – o País aparece em distante 15º lugar, ou seja, muito ainda para crescer.

PERFIL

   

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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