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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Motores Esbeltos, equipes enxutas 


F1 2021 prevê menos gastos


Energia térmica eliminada


Hoje surgem novidades


Próximo de iniciar uma nova relação entre equipes e os proprietários dos direitos comerciais, a F-1 vive momentos de expectativa que poderão trazer motores mais esbeltos e equipes enxutas com relação à era que começa em 1º de janeiro de 2021, logo após o fim do atual Acordo de Concórdia.  Mais conhecido  o famoso Concorde Agreement, o documento foi firmado em 1981 entre Bernie Ecclestone, e Jean Marie Balestre (então presidente o presidente da FIA e da subdivisão FISA, respectivamente Federação Internacional do Automóvel e Federação Internacional do Automobilismo Esportivo, que teve vida curta), e ratificado pelas equipes que disputam a categoria. Mantido praticamente a sete chaves, o documento dita todos os direitos, deveres e, principalmente, valores que são pagos aos times que disputam o campeonato mundial da categoria.

Calcado sobre os métodos de negociação de Ecclestone, o documento certamente sofrerá profundas alterações: se até então o lucro deveria ser obtido a, no máximo, médio prazo, a Liberty Media (sucessora do inglês na propriedade dos direitos comerciais da F-1), pratica o negócio com foco em uma nova era e entende que haja um natural período de maturação. No universo da categoria, seria como trocar os pneus de composto ultra macio por outros de dureza média. Ocorre que tal alteração implica em mudança no acerto de todo o conjunto, algo que as grandes montadoras só aceitam se as alterações são benéficas aos seus projetos em curso, e exatamente aqui começam as dificuldades para impor as propostas já lançadas em caráter mais, ou menos, público.
O que já foi divulgado abertamente são as alterações previstas para o motor (leia quadro abaixo) , ou mais exatamente à unidade de potência, nome que surgiu com a adoção do conceito híbrido. O bloco atual de 1,6 litro, equipado com unidades recuperadoras de energia térmica e cinética (os MGU-H e MGU-K, respectivamente) e limitado a funcionar no teto de 15.000 rpm seria mantido com alterações: perde-se o MGU-H e ganha-se 3.000 rpm. Isso e mais algumas restrições no desenvolvimento e o aumento no tempo útil de algumas partes compõem um cenário que a Liberty Media e a FIA consideram importantes para trair novos fabricantes de motores – entre eles Aston Marin, Cosworth e Ilmor – e agradar ao público por proporcionar motores mais sonoros.
As discussões mais privadas focam na limitação de orçamentos das equipes. De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport um teto de € 150 milhões (quantia ainda em aberto), seria autorizado para despesas anuais de ordem puramente técnica: contratos com pilotos e despesas de marketing e promoção não entram nessa conta. Esse número seria rebaixado gradativamente até que a competitividade das equipes estivesse equilibrada. Limitar os gastos, e não o número de profissionais (recurso usado até na Stock Car brasileira) seria uma opção mais prática.
Aparentemente difícil de ser controlada, tal solução implicaria na criação de um cargo de controlador de custos em cada equipe e com salário pago pela FIA. Esse profissional teria acesso às contas do time onde estivesse alocado e direito a circular pela fábrica com qualquer empregado. Obviamente ninguém gosta de ter um espião e já houve rejeição à ideia. Ocorre que seis das equipes que disputam  campeonato tem sede administrativa na Inglaterra, onde é possível checar os livros contábeis de qualquer empresa no serviço público (Company Register) que pode ser comparado à Junta Comercial que conhecemos no Brasil. Ferrari, Scuderia Toro Rosso (ambas sediadas na Itália), Sauber (Suíça)  e Hass (Estados Unidos), escapam disso.
No plano técnico, a questão das mudanças nos atuais motores foi recebida com muitas reservas pela Renault e Mercedes e com sinais de ameaça por parte da Ferrari (algo nada novo no esporte). Responsáveis das duas primeiras concordam que alterar as características técnicas das unidades de potência atuais seria iniciar um novo projeto, ou seja, novos custos. Mais do que isso, retirar o recuperador térmico de energia – responsável por 60% da potência gerada pelos sistemas híbridos -, seria uma solução drástica demais. Para quem está fora e quer entrar isso eliminaria o principal limitador de novos projetos: desenvolver um sistema de recuperação de energia térmica envolve tecnologia avançada e de alto custo, campo onde os grandes fabricantes levam enorme vantagem sobre empresas de projeto independentes e fabricantes de menor porte.Essa ferramenta e a implementação de controle financeiro serão votados hoje em reunião que promete ser das mais movimentadas e que poderá reunir além de dirigentes técnicos da FIA, Liberty Media, (leia-se F-1), equipes da categoria e fabricantes interessados. A imposição do limite de custos em caráter experimental em 2018 ou, mais provavelmente, 2019, deverá render boas discussões.
O resumo do motor que poderá ser usado em 2021:
 1.6 Litre, V6 Turbo Híbrido
 Limite de rpm alterado de 15.000 para 18.000 visando melhorar o ruído do motor.
 Implementação de parâmetros internos no projeto dos novos motores para desencorajar soluções de conceito extremo e custosas.
 Remoção da  unidade recuperador de energia térmica (MGU-H)
  Unidade geradora de energia cinética (turbocompressor) mais potente e com controle de uso gerenciado pelo piloto e capacidade de armazenar a energia recuperada por várias voltas e permitindo diferentes estratégias para sua utilização.
 Turbo compressor único com limites para dimensões e peso.
 Padronização de acumuladores de energia e controles eletrônicos.
 Incrementação de projetos “plug and play” para itens de motor, chassi com capacidade para utilização comum.

 Incentivar a pesquisa de controles mais rígidos na regulamentação e quantidade de combustíveis usados.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

MERCEDES-BENZ COLOCA NO MERCADO MODELOS INÉDITOS DO SPRINTER



Além da tradicional Sprinter 15+1 luxo e standard (15 assentos para passageiros e mais o assento do motorista), as inéditas e exclusivas opções 17+1 e 20+1 – maior van de transporte de passageiros do mercado - aumentam as possibilidades para os clientes transportarem mais pessoas por viagem, otimizando a rentabilidade dos seus negócios. Essas configurações já saem montadas de fábrica, o que assegura maior qualidade, conforto, robustez e segurança no transporte de passageiros.A Mercedes-Benz inova no segmento e traz a primeira van de uso misto do Brasil, com capacidade para seis ocupantes e 7,8m³ de compartimento de carga. Atenta ao mercado, a empresa apresenta uma solução de fábrica que contempla a necessidade de clientes que necessitam carregar menor volume de carga e mais passageiros, sem abrir mão do conforto. Os principais mercados para esse produto são veículos de equipes de promoção, organização de eventos, foto e filmagem, publicidade, catering , entre outros.A Mercedes-Benz também dá início às vendas do furgão Sprinter envidraçado, concebido para trazer mais qualidade nas soluções demandadas pelo mercado em que os vidros são necessários, o que é um ponto crítico para a transformação de furgões. Existem segmentos crescentes, tais como escritórios móveis e vans do tipo limousine que demandam essa configuração.

O atual Sprinter cumpre com excelência dois dos maiores desafios do transporte: redução no consumo de combustível e no índice de emissões. Sua tecnologia BlueEFFICIENCY abrange um pacote de eficiência que visa a otimização do funcionamento dos sub-sistemas internos do motor. Além disso, sua transmissão foi desenvolvida com base nas necessidades típicas da aplicação de veículos comerciais leves.Quando se trata de nível baixo de emissões e respeito pelo meio ambiente, os motores Mercedes-Benz OM 651 LA biturbo de 4 cilindros são destaques em suas duas classes de potência: a versão 311 CDI Street conta com motor de 114 cv, com torque de 28,5 mkgf entregues na ampla faixa de 1.200 a 2.400 rpm. Já as versões 415 CDI e 515 CDI têm motorização de 146 cv, com torque de 33,6 mkgf de 1.200 a 2.400 rpm.A exclusiva tecnologia BlueEFFICIENCY utiliza sistema de recirculação dos gases de escape (EGR), atendendo ao PROCONVE P-7 (Euro 5).

Os motores do Sprinter harmonizam-se perfeitamente com a transmissão manual ZF ECO Gear 6S-450 de 6 velocidades, cujas relações de marcha também propiciam redução no consumo de combustível.Com uma relação de marchas otimizada, o novo câmbio favorece as manobras em velocidades baixas. Já a relação da sexta marcha, 15% mais alta, contribui para manter a rotação do motor mais baixa, mesmo nas velocidades mais altas. O motorista ainda conta com um indicador que o auxilia na troca de marchas de maneira otimizada.Além de contribuir para a economia no consumo de combustível, essa nova transmissão, desenvolvida para o mercado local, propicia melhor dirigibilidade e maior agilidade para o veículo.
Com a chegada do atual Sprinter, a Mercedes-Benz aprimorou ainda mais o seu reconhecido e exemplar nível de segurança, criando um novo padrão no mercado com a introdução de diversas tecnologias. Um dos principais diferenciais é a introdução do programa eletrônico de controle da estabilidade ESP Adaptativo® no sistema de freio, que consiste na integração dos já conhecidos ASR e ABS ao BAS e EBV, reduzindo significantemente os riscos de acidentes, mesmo em situações críticas, além de garantir maior domínio e estabilidade do veículo.

O sistema ABS evita o travamento das rodas, mesmo nas frenagens bruscas, enquanto o ASR evita que as rodas patinem. Por sua vez, o BAS identifica a velocidade de acionamento do freio e reduz a distância de frenagem de acordo com a reação do motorista sobre o pedal de freio. Já o EBV reconhece o efeito no centro de gravidade do conjunto carga e veículo e ajusta a força de frenagem sobre as rodas de acordo com esse efeito.
O atual Sprinter traz também airbag maior de série para o motorista e opcionalmente para os seus acompanhantes. Além disso, o tensionador do cinto de segurança funciona de forma associada com o airbag. Há, ainda, o aviso sonoro que indica a falta do uso cinto de segurança do motorista.O elevado padrão de segurança do Sprinter também envolve o conceito de absorção de impactos observados em sua estrutura monobloco, prevendo-se a absorção otimizada de impactos e transferindo as forças oriundas de colisão, tanto frontal quanto lateral, para a estrutura inferior do veículo.

Com design moderno, arrojado e muito atrativo, o Sprinter mantém o tradicional perfil em forma de cunha. A conhecida robustez do veículo é explicitada pelos faróis dianteiros maiores e pelo capô integrado à grade. Ainda na parte dianteira, o parabrisa alto e os retrovisores de grandes dimensões aumentam a visibilidade do veículo, além de produzirem um efeito estético atrativo, o que também é realçado pelas ranhuras laterais, que também denotam a robustez do veículo.Com a nova linha de modelos Sprinter, estarão disponíveis nove cores externas. Além do tradicional branco na paleta de cores solidas, há a disponibilidade das cores amarela, azul e vermelha. Já na linha de metálicas, além de prata, há também o grafite, preto carbono, vermelho e azul.

O amplo espaço do habitáculo, o novo painel de instrumentos, os diversos compartimentos porta-objetos e a utilização de materiais de alta qualidade valorizam o espaço interno e a ergonomia do Sprinter. Isso também fica evidenciado no acesso aos comandos e na posição do volante em relação ao painel, que disponibiliza, opcionalmente, teclas para comunicação com o rádio e o telefone via Bluetooth. A coluna de direção ajustável, tanto em altura como em profundidade, contribui para a melhor ergonomia. A chave de ignição inclui a função de fechamento central das portas por controle remoto.De série, o novo Sprinter traz rádio com CD e MP3 player, entrada SD-Card e conexão Bluetooth, que garante a conectividade e a possibilidade de utilização de celular sem utilizar as mãos (hands free).O novíssimo sistema de ar condicionado é um diferencial do Sprinter. Com um aviso de temperatura exterior, a temperatura no interior do veículo pode ser selecionada de maneira precisa e é mantida sempre num nível ideal, independentemente da temperatura externa e da radiação solar.Originais de fábrica, os bancos dos veículos Sprinte, que possuem encosto de braço para o motorista, foram concebidos para garantir o conforto e aumentar a segurança. 

O Sprinter é a única van entregue diretamente da linha de produção de uma montadora. Além de atender os criteriosos requisitos de qualidade fabril, os bancos do novo Sprinter foram concebidos para atender não somente os requisitos legais de um banco, mas também os requisitos que a Mercedes-Benz impõe a seus produtos, sendo exaustivamente testado em testes virtuais e físicos, com tecnologias inovadoras, como a fixação por trilhos.A atual família Sprinter oferece elevada capacidade de transporte, tanto no que se refere ao número de passageiros, no caso das vans, quanto ao volume de carga dos furgões e chassis. Isso se deve às maiores distâncias entreeixos (3.250 / 3.665 / 4.325 mm) e ao maior PBT – peso bruto total, com versões de 3,50 / 3,88 / 5 toneladas.O design orientado para logística do furgão Sprinter oferece várias opções de capacidade volumétrica de carga: 7,5 m³ / 9 m³ / 10,5 m³ / 14 m³ / 15,5 m³. A porta lateral corrediça, com 182 cm de altura e 130 cm de largura, é 24% maior em relação à versão anterior. Com isso, permite o fácil carregamento de um palet pela lateral do veículo, o que também pode ser feito pela porta traseira, agilizando e otimizando a movimentação de produtos.

sábado, 26 de novembro de 2011

Ônibus Scania ganham novos motores

Giovanna Riato, AB
Do Rio de Janeiro
A Scania apresentou na quinta-feira, 25, a linha de ônibus 2012, equipada com os motores da nova plataforma global da companhia que atendem à norma de emissões do Proconve P7. Os propulsores são os mesmos dos caminhões da marca (leia
aqui) e prometem aumento da economia e ganho de 9% no torque e de 5% na potência. “Há melhor rendimento por litro de combustível", explica Marcelo Montanha, gerente de ônibus da montadora. Os propulsores comercializados no Brasil são produzidos na fábrica nacional da empresa em São Bernardo do Campo (SP).
A nova plataforma global de 9 a 13 litros substitui motores de 9, 11 e 12 litros. A potência será de 250 cv até 440 cv para chassis da Série K e de 350 cv a 310 cv para os veículos da Série F. Marcelo aponta como uma das principais vantagens dos propulsores é o compartilhamento de diversos componenetes, o que reduz o custo de estoque e o custo de manutenção para os frotistas. "A arquitetura básica também é semelhante a dos modelos anteriores, o que diminui a necessidade de treinamento dos profissionais de reparação", explica Montanha. A montadora fechou um negócio expressivo com os novos chassis no Rio de Janeiro. Foram vendidas 200 unidades do K 230 4x2 para o Grupo Breda. A companhia que irá utilizá-los no sistema BRS (Bus Rapid Services) de transporte público, que reserva corredores exclusivos para a circulação de ônibus com o objetivo de garantir a fluidez do trânsito. Apesar da segurança de que os novos modelos garantem boa performance aos clientes, a montadora não prevê uma aceleração das vendas no próximo ano, que será de adaptação à nova legislação de emissões. Já para 2011, a expectativa é de quase dobrar as vendas com 1.700 unidades e alta superior a 88% sobre 2010.

O negócio concretizado no Rio de Janeiro consolida a estratégia da montadora de buscar soluções aos clientes, e não apenas negociar a venda de veículos. A companhia contratou o consultor Claudio de Senna Frederico, especializado no planejamento do transporte público, como mais um diferencial de vendas. O especialista participa das negociações para garantir que os clientes cheguem ao produto mais adequado aos seus projetos. "Claro que estamos olhando para a expansão do transporte público necessária para os jogos olímpicos e a Copa do Mundo mas sabemos que as coisas não acabam aí. Temos que pensar além disso", explica Montanha.

Outra aposta da montadora são os chassis equipados com motores a etanol. A tecnologia já foi adquirida por duas empresas que operam no transporte público de São Paulo, Tupi Transportes e Viação Metropolitana, mas perdeu apelo de vendas com a subida do preço do etanol. Montanha, no entanto, lembra que o governo já toma medidas para regular a oferta do combustível e que a situação é temporária. "Temos que oferecer este produto. O etanol é adequado para o mercado brasileiro e os modelos com a tecnologia voltarão a ganhar força assim que os preços se reajustarem", aposta.