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sexta-feira, 26 de junho de 2020

Antonella Bassani integra Seletiva Mundial da FIA e Ferrari para jovens pilotas


A maior presença feminina no automobilismo mundo afora é cada vez mais uma realidade, e o tema tem atenção especial da Federação Internacional de Automobilismo - que vem executando uma série de ações com o objetivo de maior reconhecimento e engajamento de mulheres no esporte. Agora, em parceria com a Ferrari Driver Academy, a entidade anuncia as participantes do programa “FIA Girls on Track - Rising Stars”, que conta com a brasileira Antonella Bassani entre as 20 classificadas para a Seletiva que vai escolher um novo talento entre as jovens pilotas.

“Estou muito feliz por estar entre as selecionadas para o FIA Rising Stars! Temos cada vez mais meninas talentosas, e esse apoio é super importante para que a gente possa trilhar um caminho de sucesso nas pistas. Vou me dedicar bastante e me preparar da melhor forma possível para cada um dos desafios. Com certeza, será um aprendizado e uma experiência incrível”, comentou Antonella.

Considerada uma das revelações do Kart brasileiro, a catarinense Antonella tem um suporte de peso nesse sentido. Desde 2018, ela foi apadrinhada por Bia Figueiredo - pilota com destaque no topo do automobilismo mundial, atualmente competindo na Stock Car - (e seu manager Walter Savaglia), e conta com aconselhamento técnico e estratégico, além de outros aspectos fundamentais para sua evolução na carreira.

Entre seus principais resultados na pista, estão o vice-campeonato do Sul-Americano de Rotax, no Peru e o vice-campeonato Brasileiro de Rotax, ambos em 2016. Com o 8º lugar no Rotax Max Challenge Grand Finals - considerado as Olimpíadas do Kart -, em 2017, em Portugal, Antonella garantiu a melhor
colocação de uma brasileira em Campeonatos Mundiais. Além disso, destaque para o título do Open do Brasileiro em 2015 e o pódio em 3º lugar no Campeonato Brasileiro de Kart em 2017, quando conquistou a pole position entre 55 pilotos da Cadete, numa das mais competitivas e numerosas edições do evento, e muitos outros títulos regionais.

A trajetória de Antonella também é marcada por uma grande superação. Em 2013, a pilota sofreu um grave acidente, em Tarumã, quando capotou e ficou presa embaixo do kart. Ela teve de fazer uma delicada cirurgia no pulmão, mas conseguiu recuperar-se completamente e voltou às pistas ainda mais forte, sendo campeã gaúcha no ano seguinte.

Com mais de 70 inscritas do mundo todo, o “FIA Girls on Track - Rising Stars” selecionou 20 meninas entre 12 e 16 anos para as próximas fases. Além de Antonella, o Brasil também conta com Julia Ayoub entre as concorrentes.

O “Shoot Out” será realizado em outubro, no circuito de Paul Ricard, na França, com 2 dias de testes de kart, além de desafios físicos, mentais e de media training, da qual sairão 12 pilotas para o 1º Training Camp, com 4 dias de atividades. Na sequência, ficam apenas 8 pilotas para o 2º Training Camp, com mais 4 dias de desafios. Na fase final, as 4 melhores pilotas competem por uma vaga na Academia de Pilotos da Ferrari, com todo o suporte para o desenvolvimento de carreira e a provável participação em uma temporada de Fórmula 4 na Europa. O anúncio da vencedora está previsto para dezembro.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

2º Born On The Track celebra o primeiro aniversário da McLaren São Paulo


Um dia para clientes McLaren no Velo Città. A segunda edição do Born On The Track, realizada no sábado (11 de maio) no autódromo localizado em Mogi Guaçu (SP), celebrou o primeiro ano de atividades da McLaren São Paulo e cumpriu plenamente seu objetivo: permitir que os proprietários dos carros da marca britânica de carros esportivos e de luxo aproveitassem todas as qualidades de suas máquinas.

Atividades como test drives e track Day movimentaram a pista durante todo o dia. Boa parte dos proprietários de carros McLaren compareceu ao evento e um dos pontos altos foi a McLaren Parade, que reuniu carros McLaren presentes ao evento. O “carro madrinha” foi o McLaren Senna, modelo construído em edição limitada de 500 unidades para todo o mundo (todas já vendidas, quatro delas para o mercado brasileiro).

A participação de parceiros contribuiu para o 2º Born On The Track ter uma programação atraente para os proprietários de McLaren e também para seus familiares. A Alta Diagnóstico montou áreas para entretenimento infantil e espaço de beleza exclusivamente para mulheres, além de presentear com capacetes personalizados os 30 participantes dos test drives. 

A Pirelli prestou assistência de pneus a todos os participantes das atividades de pista do Born On The Track, levou cinco convidados para uma Hot Lap. Quem não pôde entrar na pista pôde matar a vontade no simulador de Fórmula 1 levado pela fabricante de pneus. 

A PS MAXX fez uma demonstração de resistência de sua película de segurança para vidros, enquanto a May Vinci, responsável pela lavagem dos carros dos participantes convidados, apresentou seus serviços de polimento, proteção e conservação para automóveis. A 3M divulgou seu produto Scotchgard, impermeabilizante para tecidos. Ações especiais foram feitas pela Locaweb, provedora de serviços de internet, em parceria com a piloto Bia Figueiredo. E o Motorgrid, grupo de admiradores de carros esportivos, selecionou por meio de suas mídias sociais uma hot lap para um fã da McLaren.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Brasileiros invadem Daytona

Não poderia haver melhor lugar e oportunidade para Christian Fittipaldi encerrar sua carreira de piloto do que o circuito de Daytona, autódromo situado no norte do Estado da Florida e bem perto de Orlando, tradicional reduto de brasileiros que emigraram para os Estados Unidos. 

O representante da segunda geração Fittipaldi nas pistas já venceu três vezes a clássica 24 Horas de Daytona, competição que marca a abertura da temporada internacional de provas de resistência e é considerada a mais importante do calendário depois de Le Mans. Três vezes vencedor em Christian ficou em segundo lugar em 2017, apenas 0”671 atrás do vencedor, ano passado em uma final antológica.

Este ano a legião de brasileiros que participará da Rolex 24 at Daytona, como o evento é reconhecido mundialmente, chega a 12 pilotos, incluindo a paulista Bia Figueiredo, que vai comandar uma equipe feminina a bordo de um Accura NSX GT3, e um time formado pelos brasileiros Chico Longo, Marcos Gomes e Victor Franzoni, que dividirão um Ferrari 488 GT3 com o italiano Andrea Bertolini.

No passado já participaram equipes formadas exclusivamente por pilotos brasileiros, como em 2013, quando Longo fez equipe com Daniel Serra, Raphael Matos e Xandynho Negrão, e a Dener Motorsport inscreveu dois Porsches 911 GT3 para Clemente Lunardi, Constantino Júnior, Marcel Visconde e Ricardo Maurício e outro para Felipe Giaffone, Nonô Figueiredo, Ricardo Maurício, Rubens Barrichello e Tony Kanaan.

Kanaan é um dos cinco brasileiros que já venceram as 24 Horas de Daytona na classificação geral, em 2015, a bordo de um Riley MK XXVI Ford 3.5. O primeiro a conquistar esse resultado foi o paranaense Raul Boesel, em 1988, um ano após sagrar-se campeão mundial da categoria Endurance pela equipe Jaguar.

Os outros brasileiros foram Oswaldo Negri Jr (2012, Riley MKMK XXVI Ford 5.0) e Pipo Derani (2016, Ligier JS P2 Honda 3.5). No total 30 brasileiros já participaram da competição, sendo que este ano esse numero sobe para 33, com as estreias de Bia Figueiredo, Felipe Fraga e Victor Franzone.

De todos os brasileiros sem sombra de dúvida Christian Fittipaldi é o que exibe os melhores resultados. Em 14 participações desde 2003 ele obteve três vitórias (2004/2010/2018), dois segundos lugares (2015/2017), um terceiro (2011), dois quartos (2013/2016) e quinto (2012). Chega a ser curioso que edição de 2013 Christian terminou a prova em quarto e oitavo lugares. Interessante notar que essa constante de levar seu carro até o final está associada à sua chegada na equipe Action Express, onde ele encerra sua carreira como piloto; o brasileiro continuará ligado ao time em outras funções.

Os brasileiros que vão acelerar em Daytona em 2019
Os treinos para as 24 Horas de Daytona começam na quinta-feira e a prova tem a largada confirmada para as 14h30 de sábado, com transmissão pelo canal https://imsatv.imsa.com. O canal a cabo Fox Sports transmitirá a prova em dois intervalos: das 18h30 às 21h30 de sábado e, no domingo, das 03h30 até a bandeirada.

canal a cabo Fox Sports transmitirá boletins regulares da competição durante o sábado e o domingo.

Categoria Daytona Prototype international:
Christian Fittipaldi/Filipe Albuquerque/Mike Conway (Cadillac DPi)
Helio Castro Neves/Rick Taylor/Alexander Rossi (Accura DPi)
Felipe Nasr/Pipo Derani/Eric Curran (Cadillac DPi)
Rubens Barrichello/Misha Golkhberg/Tristan Vautier/Devlin De Francesco (Cadillac DPi)

Categoria GT Le Mans (GTLM)
Chico Longo/Marcos Gomes/Victor Franzoni/Andrea Bertolini (Ferrari 488 GT3)
Felipe Fraga/Ben Keating/Jeroen Bleekemolen/Luca Stolz (Mercedes-AMG GT3)

Categoria Daytona (GTD)
Daniel Serra/Mathias Lauda/Paul Dalla Lana/Pedro Lamy  (Ferrari 488 GT3)
Bia Figueiredo/Christina Nielsen/Katherine Legge/Simona De SIlvestro  (Accura NSX GT3)
Augusto Farfus/Colton Herta/Connor De Phillipi/Philipp Eng (BMW M8 GTE)

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Velo Città assiste novas vitórias de Felipe Fraga e Átila Abreu.


A nona etapa da temporada 2018 da Stock Car, disputada neste domingo (23) em Mogi Guaçu (SP), foi quase uma repetição da rodada dupla de 2017. Os vencedores, pelo menos, foram os mesmos: Felipe Fraga venceu a corrida 1, em sua 100ª participação na Stock Car, e Átila Abreu triunfou na segunda prova.

O público compareceu em peso ao autódromo do Velo Città, sob um calor de 33 graus. A temperatura da pista em 62 graus trouxe um fator a mais para os pilotos lidarem durante as disputas no técnico circuito de 3.438 metros. Quem se deu muito bem foi o líder do campeonato Daniel Serra, que se recuperou de uma etapa negativa em Cascavel, onde não pontuou, para ser o maior pontuador deste domingo ao conquistar dois segundos lugares.

Corrida 1 - Na primeira disputa do dia, deu Felipe Fraga. O piloto da Cimed Chevrolet Racing, que completou sua 100ª corrida na Stock Car, largou da segunda posição, perdeu um posto na largada e contou com infortúnios de seus adversários para garantir sua terceira vitória na temporada. 

Saindo na pole, Marcos Gomes manteve a liderança na largada e ganhou a companhia de Gabriel Casagrande, que fez excelente saída para tomar o segundo lugar de Felipe Fraga. Na sétima volta, o líder recebeu o aviso da direção de prova de que devia se dirigir aos boxes para consertar a luz de freio traseira, que não funcionava – e o regulamento determina que as luzes estejam em pleno funcionamento. O campeão de 2015 entrou nos boxes no final da nona volta e optou por abandonar a disputa e retornar na segunda corrida enquanto o time procedia com o reparo.

Na 12ª volta, Lucas di Grassi tomou o sexto lugar de Julio Campos. No giro seguinte, o líder Casagrande fez sua parada de box e trouxe Felipe Fraga consigo. Na disputa dos pit stops, Fraga levou a melhor, enquanto o piloto da Vogel entrava em desespero: quando seu carro saiu, a roda traseira direita se soltou, forçando-o a parar.

Depois que todos fizeram suas paradas, Fraga se consolidou na frente, com Daniel Serra em segundo e Cacá Bueno fazendo pressão no líder da temporada. No final, as coisas ficaram ainda mais tranquilas para Felipe Fraga, já que o safety car interveio depois que o carro de Rafael Suzuki ficou parado na pista, recebendo a bandeira quadriculada em bandeira amarela.

“Essa vitória foi muito especial aqui no Velo Città por ser minha corrida 100 e, principalmente, por seguir ainda mais forte na disputa pelo título do campeonato com a Cimed Racing. Agradeço todos do box, o nosso pit-stop foi perfeito e vamos seguir na luta pelo bicampeonato”, afirmou o tocantinense, que viu, no fim da etapa, sua diferença para o líder Serra subir de 12 para 17 pontos.


Corrida 2 - A segunda prova também foi quente e disputada. A vitória no complemento da rodada dupla ficou com Átila Abreu, que assim como Felipe Fraga, vencedor da primeira corrida, repete o resultado obtido no autódromo do interior paulistano em 2017. Daniel Serra, maior pontuador da etapa, fechou novamente em segundo, com Rubens Barrichello indo ao pódio com o terceiro lugar.

A prova começou com alguma dose de tensão, especialmente para o primeiro piloto do grid. O carro de Felipe Lapenna, que largaria da pole na inversão dos dez primeiros colocados da primeira prova, apagou na hora de sair para a volta de apresentação. Assim, a dupla da Shell V-Power – Átila Abreu e Ricardo Zonta – largou na frente. Nelsinho Piquet fez largada espetacular pulando da quarta para a segunda posição na saída, superando Átila Abreu e ficando atrás apenas de Zonta.

Logo depois, Átila retomou o segundo lugar, mas Nelsinho continuou fazendo pressão e tendo Lucas di Grassi atrás de si. Na quarta volta, o piloto da Hero ultrapassou o concorrente para assumir a terceira posição.

Na sétima volta, Bia Figueiredo perdeu o controle do carro na curva 1 e acabou acertando Gabriel Casagrande. A batida causou a entrada do carro de segurança enquanto Zonta e Abreu lideravam a corrida, com Di Grassi e Piquet em terceiro e quarto.

Na relargada, Zonta conseguiu abrir margem enquanto Átila tentava se defender da pressão de Lucas di Grassi, Nelsinho Piquet e Daniel Serra. O líder do campeonato usou o push to pass para ultrapassar Piquet na abertura da 12ª volta. No final do giro, Zonta foi para os boxes fazer seu pit stop. Seu companheiro de equipe parou duas voltas depois e retornou à frente. Di Grassi abandonou após um toque com Pizzonia quando saía de sua parada de box.

Atrás de Thiago Camilo, o sexto colocado, Felipe Fraga e Ricardo Maurício tentavam subir posições em uma briga envolvendo os três carros, e que logo ganhou a companhia de Valdeno Brito e Nelsinho Piquet. Serra pressionava Zonta pelo segundo lugar, usou o push e tentou passar por fora na primeira curva; sem sucesso, ganhou a companhia de Rubens Barrichello na disputa pelo segundo lugar.

Átila respirava tranquilo com mais de três segundos de vantagem na frente. Na abertura da última volta, tanto Serra como Barrichello ultrapassaram Ricardo Zonta, impedindo a dobradinha da equipe. No fim, a vitória ficou com Átila Abreu, também repetindo o desempenho de 2017, quando venceu a segunda corrida no Velo Città; Daniel Serra repetiu o segundo lugar na primeira prova e Rubens Barrichello fechou o pódio na terceira posição. 

“O calor trouxe muito desgaste, e o que mais pegou foi a temperatura do asfalto, que chegou a 62 graus. São 12 curvas, subidas, descidas e uma reta não muito longa. Juntando tudo isso, pode-se imaginar o desgaste para o piloto e o equipamento. Eu e o Zonta tínhamos um ritmo parecido, e quando ele fez o pit eu tratei de forçar o ritmo usando o push para abrir vantagem; no meu abastecimento, coloquei pneus novos e o carro ficou perfeito, com um equilíbrio sensacional. Fui abrindo distância e nas últimas voltas eu só administrei. Foi um final de semana muito positivo para todos da equipe, e estou muito satisfeito”, disse Átila, que se coloca como o maior vencedor da temporada com três triunfos, empatado no quesito com Felipe Fraga e Lucas di Grassi.

A tabela do campeonato traz algumas mudanças importantes após a etapa de Mogi Guaçu. Daniel Serra, que depois de não pontuar em Cascavel sai do interior paulista como o maior pontuador da etapa, abriu mais cinco pontos de vantagem e agora tem 17 sobre Felipe Fraga (234 a 217).

Cacá Bueno é o novo terceiro colocado na tabela, com 163 pontos, enquanto Rubens Barrichello também subiu de quinto para quarto com o terceiro lugar conquistado neste domingo, somando agora 161 – apenas um à frente de Marcos Gomes. Max Wilson (159), Julio Campos (157), Átila Abreu (141), Ricardo Zonta (122) e Lucas di Grassi (115) fecham os dez primeiros da classificação geral da Stock Car após nove etapas.

Faltando três para o encerramento da temporada, o próximo compromisso da principal categoria do automobilismo brasileiro acontece em Londrina (PR) no dia 21 de outubro.

Resultado da Corrida 1*:
1. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - 27 voltas em 41min53s283
2. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 2.478
3. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing) - a 7.258
4. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 13.434
5. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) - a 14.819
6. 21 Thiago Camilo (Ipiranga Racing) - a 15.072
7. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 16.623
8. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - a 17.803
9. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - a 18.960
10. 110 Felipe Lapenna (Cavaleiro Contuflex) - a 23.079
11. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 23.603
12. 90 Ricardo Maurício (Full Time Sports) - a 24.859
13. 18 Allam Khodair (Blau Motorsport) - a 25.200
14. 12 Lucas Foresti (Cimed Chevrolet Racing Team) - a 34.875
15. 44 Bruno Baptista (Hero Motorsport) - a 43.348
16. 20 Ricardo Sperafico (Bardahl Hot Car) - a 59.984
17. 3 Bia Figueiredo (Ipiranga Racing) - a 1:47.431
18. 65 Max Wilson (Eurofarma RC) - a 1 volta
19. 77 Valdeno Brito (Eisenbahn Racing Team) - a 1 volta
20. 28 Galid Osman (Cavaleiro Sports) - a 1 volta
21. 46 Vitor Genz (Eisenbahn Racing Team) - a 3 voltas
22. 8 Rafael Suzuki (Bardahl Hot Car) - a 6 voltas
NÃO COMPLETARAM:
23. 1 Antonio Pizzonia (Prati-Donaduzzi Racing) - a 8 voltas
24. 5 Denis Navarro (Cavaleiro Sports) - a 9 voltas
25. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) - a 9 voltas
26. 80 Marcos Gomes (Cimed Chevrolet Racing Team) - a 17 voltas
27. 30 Cesar Ramos (Blau Motorsport) - a 19 voltas
28. 70 Diego Nunes (Full Time Bassani) - a 24 voltas
29. 9 Guga Lima (Vogel Motorsport) - a 25 voltas
MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min30s396 (136,9 km/h)
*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

Resultado da Corrida 2*:
1. 51 Átila Abreu (Shell V-Power) - 26 voltas em 42min46s284
2. 29 Daniel Serra (Eurofarma RC) - a 2.280
3. 111 Rubens Barrichello (Full Time Sports) - a 2.656
4. 10 Ricardo Zonta (Shell V-Power) - a 3.723
5. 4 Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - a 6.300
6. 88 Felipe Fraga (Cimed Chevrolet Racing) - a 9.381
7. 90 Ricardo Maurício (Full Time Sports) - a 11.692
8. 77 Valdeno Brito (Eisenbahn Racing Team) - a 13.540
9. 33 Nelson Piquet Jr (Full Time Bassani) - a 13.891
10. 44 Bruno Baptista (Hero Motorsport) - a 15.091
11. 28 Galid Osman (Cavaleiro Sports) - a 16.314
12. 80 Marcos Gomes (Cimed Chevrolet Racing Team) - a 18.401
13. 18 Allam Khodair (Blau Motorsport) - a 25.848
14. 70 Diego Nunes (Full Time Bassani) - a 26.255
15. 5 Denis Navarro (Cavaleiro Sports) - a 27.016
16. 9 Guga Lima (Vogel Motorsport) - a 27.688
17. 65 Max Wilson (Eurofarma RC) - a 28.700
18. 12 Lucas Foresti (Cimed Chevrolet Racing Team) - a 29.022
19. 20 Ricardo Sperafico (Bardahl Hot Car) - a 37.675
20. 21 Thiago Camilo (Ipiranga Racing) - a 49.500
21. 8 Rafael Suzuki (Bardahl Hot Car) - a 1 volta
22. 30 Cesar Ramos (Blau Motorsport) - a 2 voltas
23. 46 Vitor Genz (Eisenbahn Racing Team) - a 4 voltas
24. 1 Antonio Pizzonia (Prati-Donaduzzi Racing) - a 4 voltas
NÃO COMPLETARAM:
25. 11 Lucas Di Grassi (Hero Motorsport) - a 12 voltas
26. 83 Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport) - a 19 voltas
27. 3 Bia Figueiredo (Ipiranga Racing) - a 19 voltas
28. 0 Cacá Bueno (Cimed Chevrolet Racing) - a 24 voltas
29. 110 Felipe Lapenna (Cavaleiro Contuflex) - a 25 voltas
MELHOR VOLTA: Marcos Gomes, 1min30s142 (137,3 km/h)
*Resultados sujeitos a verificações técnicas e desportivas

Classificação do Campeonato (Top-10):
1. Daniel Serra – 234 pontos
2. Felipe Fraga – 217
3. Cacá Bueno – 163
4. Rubens Barrichello – 161
5. Marcos Gomes – 160
6. Max Wilson – 159
7. Julio Campos – 157
8. Átila Abreu –141
9. Ricardo Zonta – 122
10. Lucas di Grassi - 115


quarta-feira, 2 de março de 2016

Bicampeão Beto Monteiro com Iveco na Fórmula Truck


Depois de uma temporada onde enfrentou vários contratempos, Beto Monteiro garantiu presença pelo 15º ano seguido na Fórmula Truck. Ele está assegurado na abertura da temporada, dia 13 de março no Autódromo de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Beto manteve também a parceria com a Iveco na equipe Lucar Motorsports e com o companheiro Luiz Lopes, com quem dividiu os boxes no ano passado.


"Estou muito feliz em renovar por mais um ano com a Iveco e novamente ser companheiro do Luiz Lopes. Em 2015 tivemos vários problemas, como por exemplo, a mudança da equipe de Cascavel (Oeste do Paraná) para São Paulo, além de termos de construir um novo caminhão, pois mudei de equipe. Com isso tudo praticamente perdemos meia temporada, que acabou por ser bem conturbada", disse o único piloto pernambucano da Fórmula Truck e que vai participar, pelo segundo ano seguido, da abertura da Stock Car fazendo dupla, agora com Bia Figueiredo.

Sem esses transtornos do ano passado, Beto Monteiro espera ter condições de brigar por melhores resultados do que o único pódio de 2015, conquistado em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

"Sinceramente, não sei se dará para a gente brigar por vitórias, mas quero muito voltar ao pódio da Fórmula Truck. Ano passado só fiz um, mas deixei escapar vários outros por quebras e acidentes. Pódio é um objetivo bem real neste ano de 2016", disse Beto, que tem os títulos de 2004 e 2013, além de 11 vitórias e 11 poles positions.

CALENDÁRIO DE 2016
13 de março - Santa Cruz do Sul (RS)
10 de abril - Curitiba (PR)
15 de maio - Campo Grande (MS) ou Brasília (DF)
12 de junho - Goiânia (GO)
3 de julho - Londrina (PR)
31 de julho - Interlagos (SP)
4 de setembro - Guaporé (RS)
9 de outubro - Cascavel (PR)
6 de novembro - Brasília (DF) ou Campo Grande (MS)
4 de dezembro - Curvelo (MG)


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Max Wilson lidera primeiro treino da temporada 2014



A temporada 2014 do Circuito Schin Stock Car teve início nesta terça-feira (25/02), com o início dos treinos coletivos no Autódromo Internacional de Curitiba. A atividade marcou o primeiro contato de alguns competidores com o carro da categoria e também serviu para que pilotos e equipes pudessem testar o novo câmbio eletrônico e também os novos pneus Pirelli utilizados no campeonato 2014. Na somatória de tempos dos dois treinos, Max Wilson foi o mais rápido, com 1min19s014 marcado na segunda sessão. Thiago Camilo foi o segundo e Marcos Gomes o terceiro. 

O dono do melhor tempo do dia comentou sobre os novos compostos da categoria. "Na minha sessão saímos para a pista quando faltavam oito minutos para acabar o treino, acabei dando só uma volta rápida, o que não é suficiente para fazermos uma leitura 100% da diferença entre o pneu do ano passado e o novo. Mas a princípio não parece ser tão diferente. Por ele ter um perfil um pouco mais alto temos que nos adaptar um pouco em relação ao setup. Foi uma primeira impressão boa. A maneira de pilotar, o grip e a aderência são muito parecidos com o anterior. Então acredito que ninguém terá problemas para se adaptar", afirmou Wilson.

O câmbio eletrônico também foi novidade nos treinos e assim como o novo pneu, foi aprovado pelos pilotos. "A adaptação ao câmbio está sendo fácil, ele funciona muito bem, principalmente a marcha para cima. Ainda preciso me adaptar à redução, pois o tipo de freada é diferente. Fora isso foi tudo perfeito. Foi uma surpresa boa. Achei que não seria tão bom quanto ele demonstrou ser", comentou Popó Bueno. 


A atividade marcou o primeiro contato de Bia Figueiredo com a Stock Car. A brasileira, que nos últimos anos dedicou sua carreira ao automobilismo americano - com passagens pela Fórmula Indy -, ainda não confirmou presença para o restante do Circuito Schin Stock Car. Assim como seu companheiro de treino na ProGP, Rafael Suzuki.


Além deles, a atividade também marcou o primeiro contato de Felipe Tozzo e Felipe Fraga com a Stock Car. Fraga inclusive teve um bom desempenho, fechando o primeiro treino com o 10o melhor tempo.

"Foi mágico! Não esperava tanta potência. Sabia que o carro era muito mais rápido que o do Brasileiro de Turismo, mas não tinha ideia de quanto. No início ainda estava um pouco ‘perdido’, mas fui conversando bastante com os engenheiros e no final terminei apenas três décimos mais lento que o primeiro (do Grupo A). Foi um começo de trabalho excepcional", salientou Fraga.

Confira como terminou o primeiro dia de treinos:
1. Max Wilson (Eurofarma RC) - 1:19.014
2. Thiago Camilo (Ipiranga-RCM) - 1:19.063
3. Marcos Gomes (Carlos Alves Competições) - 1:19.156
4. Cacá Bueno (Red Bull Racing) - 1:19.166
5. Ricardo Mauricio (Eurofarma RC) - 1:19.221
6. Denis Navarro (Voxx Racing Team) - 1:19.227
7. Galid Osman (Ipiranga-RCM) - 1:19.402
8. Rafa Matos (Hot Car Competições) - 1:19.413
9. Diego Nunes (C2 Team) - 1:19.422
10. Felipe Fraga (Vogel Motorsport) - 1:19.427
11. Átila Abreu (Mobil Super Racing) - 1:19.469
12. Rubens Barrichello (Full Time Competições) - 1:19.542
13. Luciano Burti (Vogel Motorsport) - 1:19.639
14. Allam Khodair (Full Time Competições) - 1:19.675
15. Felipe Lapenna (Hot Car Competições) - 1:19.754
16. Tuka Rocha (RZ Motorsport) - 1:19.763
17. Antonio Pizzonia (Prati-Donaduzzi Racing) - 1:19.799
18. Julio Campos (Prati-Donaduzzi Racing) - 1:19.860
19. Nonô Figueiredo (Mobil Super Racing) - 1:19.865
20. Popó Bueno (Shell Racing) - 1:19.880
21. Valdeno Brito (Shell Racing) - 1:19.893
22. Sergio Jimenez (Voxx Racing Team) - 1:19.942
23. Ricardo Zonta (RZ Motorsport) - 1:20.077
24. Rafael Suzuki (ProGP) - 1:20.347
25. Daniel Serra (Red Bull Racing) - 1:20.370
26. Vitor Genz (Boettger Competições) - 1:20.377
27. Felipe Tozzo (Boettger Competições) - 1:20.502
28. Gabriel Casagrande (C2 Team) - 1:20.539 
29. Alceu Feldmann (Hanier Racing) - 1:20.398
30. Fabio Fogaça (Carlos Alves Competições) - 1:20.697
31. Bia Figueiredo (ProGP) - 1:21.303
32. Beto Cavaleiro (Hanier Racing) - 1:22.027

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Autódromo Velo Città recebe homologação da FIA




O autódromo Velo Città, localizado em Mogi Guaçu (SP), recebeu, esta semana, a homologação da FIA - Federação Internacional do Automobilismo. O local, que foi construído dentro dos padrões da organização e já era homologado pela CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), agora é um autódromo internacional."É como recebermos um ISO. O que fizemos foi bem feito, tem padrão internacional e pode receber qualquer tipo de GT’s, Turismo e até Fórmulas 3. Esta homologação é como um troféu", celebra Eduardo Souza Ramos, idealizador do projeto do Velo Città.


Com 3.430 metros de extensão, o circuito Velo Città levou cinco anos para ser construído. Com acompanhamento próximo dos órgãos ambientais, como Ibama, todos os procedimentos e normas foram respeitados para promover uma perfeita integração do circuito à região.Há pouco mais de um ano, o local teve sua homologação assinada pela CBA. Depois, o projeto e as plantas foram remetidos à FIA. O material passou por uma avaliação computadorizada que verificou os itens básicos. Com a validação do sistema, o Velo Città recebeu a visita de um inspetor, que o atestou apto. No total, apenas três autódromos no Brasil possuem homologação internacional: Velo Città, Interlagos e Curitiba.

Para conseguir a aprovação, o autódromo deve atender a uma série de requisitos, basicamente focados em segurança. São analisados: largura do circuito, das rampas, tipo do asfalto (feito com borracha de pneus triturados, tornando-o mais ecológico), áreas de escape, guard rails, barreiras de pneus, zebras, muro dos boxes e alambrados de proteção, plataforma de sinalização, sistema de drenagem, quantidade de pontos de sinalização, além do Medical Center e Racing Control.

O Velo Città tem tudo isso dentro dos padrões internacionais e ainda oferece Racing Center, um espaço completo, com toda estrutura de vestiários, cozinha, sala de briefing e lounge, para receber qualquer tipo de evento, principalmente ligados ao mundo automotivo. Ainda oferece bolsões de estacionamento, heliponto, boxes e paddock. E a expansão não para: a ampliação da área vip, sobre os boxes, e a construção da sala de cronometragem e direção de prova estão na fase final.Com foco em competições e eventos fechados como track days, test-drives, coletivas de imprensa e cursos de pilotagem, o autódromo tem a Mitsubishi como patrocinadora oficial e foi palco da Lancer Cup, competição exclusiva de Lancer Evo R, lançamento do Mitsubishi All New Outlander, Mitsubishi Racing School e Lancer Evo Day. Também recebeu os eventos: 1000 Milhas Históricas Brasileiras, Classic Cup, Porsche Cup, Suzuki Jimny, Bentley Continental GT V8, entre vários outros.


DEPOIMENTOS
"Great track!", Valentino Rossi, piloto de Moto GP.

"Fiquei impressionado com o que conheci. Acho que depois de Nurburgring esta foi a pista mais fantástica que andei", Nelson Piquet, tricampeão mundial de Fórmula 1.

"O Velo Città é, com certeza, o melhor autódromo do Brasil no momento, em termos de traçado, manutenção e beleza. Conheço muitos autódromos pelo mundo, mas nenhum tão bonito, bem tratado e com um traçado tão técnico como este. O piloto tem que saber posicionar o carro muito bem para conseguir tempos de voltas ideais", Ingo Hoffmann, Piloto e instrutor Mitsubishi.

"O Velo Città é do tamanho ideal, é uma pista muito técnica, com poucas retas, ela acaba se tornando superfísica porque os pilotos não param de fazer curvas, então é bem desafiadora", Bia Figueiredo, piloto da Indy.

"Absolutamente primoroso, um verdadeiro autódromo, sem tirar nem pôr. Tudo magistralmente bem feito. A pista toda é extremamente técnica e quem pegar a mão nela andará em qualquer outra. Parabéns à Mitsubishi e a quem a projetou", Bob Sharp, jornalista e ex-piloto.

"Nunca tivemos dúvida de que o Velo Città receberia a homologação da FIA. Os proprietários e gestores fizeram tudo com muita competência para ter um autódromo de alto nível. É muito bom saber que temos mais uma opção de autódromo homologado FIA no País. Nossa categoria é reconhecida como série internacional pela FIA e como tal só realiza corridas do campeonato em circuitos homologados pela entidade", Dener Pires, diretor do Porsche GT3 Brasil.

VELO CITTÀ ONLINE

Em junho, o autódromo foi pioneiro e lançou um aplicativo para smartphone. No app, é possível encontrar orientações para chegar ao local, previsão do tempo, programação detalhada dos eventos e acompanhar a cronometragem ao vivo. O download é gratuito e está disponível para os sistemas Android e iOS. Em agosto, o Velo Città lançou seu site oficial, com todas as informações sobre o circuito e fotos. Acompanhe todas as novidades através do endereço www.autodromovelocitta.com.br e do www.facebook.com/AutodromoVeloCitta.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"É difícil aceitar o que aconteceu", afirma Kanaan; "Hoje foi uma guerra", complementa Castroneves


Principal personagem entre os pilotos brasileiros na Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, Tony Kanaan lastimou o episódio que arruinou sua participação na corrida deste domingo no circuito de Anhembi, na região norte da capital paulista. 

Após largar da quarta posição e adotar uma postura agressiva, chegando a assumir a liderança por cerca de dez voltas, o piloto da KV viu suas chances de vitória acabarem quando seu carro sofreu uma pane seca.

Por causa disso, Tony não escondeu a chateação. "Como ser humano, pensamos às vezes com esse lado egoísta, de querer vencer. É difícil aceitar o que aconteceu", admite. "Tive as últimas 20 voltas para pensar, chorar e refletir, mas temos que tirar o lado positivo das coisas." 

"Somos uma equipe e quando todo mundo faz o seu trabalho, você ganha. A pessoa que faz minha estratégia é a mesma com a qual eu ganhei 12 das minhas 15 corridas na Indy. Bola pra frente. Sinto que estamos chegando perto da vitória, mas precisamos terminar. O dia em que a gente fizer tudo certo e for o nosso dia, sabemos que vai acontecer."

O campeão de 2004 ainda não tem certeza das causas de sua falta de combustível. "Eu também tenho o controle do nível do combustível e vi que estava baixando. Não sabemos realmente o que aconteceu, mas ninguém me deixou na mão. A gente perdeu. Os números no volante mostravam que a gente tinha mais do que a gente achou que tinha."

Ainda assim, Tony destacou a força da multidão que tomou as arquibancadas do circuito paulistano. "A torcida é indescritível. Não consigo descrever o que senti na hora em que dei o xis no Hunter-Reay. Nesse momento tive que olhar para a arquibancada. Quando abandonei, parei ali naquele mesmo ponto e todo mundo estava gritando meu nome", conta.

Para a próxima etapa, as 500 Milhas de Indianápolis, Kanaan acredita que não sofrerá com sua lesão na mão direita, já que a exigência física de um oval é menor. "Para Indianápolis é bem menos preocupante. No circuito de rua é sempre mais complicado. A gente vai cuidar agora. Até o final da semana vamos fazer outro tipo de tala. Até lá vai estar quase zero."


Outro que não teve grandes motivos para comemorar foi Hélio Castroneves, que se envolveu em uma sequência de toques e ficou apenas com o 13º lugar. "Fico triste por não ter podido colaborar melhor. Todos nós queremos dar essa vitória para esse público, um resultado positivo. É uma pena. Ficamos chateados pelo carinho dado pelos fãs e por não termos retribuído", disse o tricampeão das 500 Milhas de Indianápolis, que, no entanto, acreditava que seu resultado poderia ter sido muito melhor, mesmo tendo largado do fundo do pelotão. 

"Hoje foi uma guerra. Mesmo depois de muitas pancadas, ainda tinha chances de uma boa colocação no final. Não era pra eu ter feito a última parada. A gente poderia ter chegado perto de onde estava o Takuma Sato [segundo colocado], mas quando a gente ganha, ganha junto e quando perde, também perde junto. Temos que abrir o olho porque o japonês já abriu o dele", brincou.


Já a atuação de Bia Figueiredo foi ainda mais curta, já que ela sofreu um problema mecânico logo nas primeiras voltas depois de ter largado em 16º. "Claro que não estava nos meus planos sair da prova tão cedo. Estava indo bem, já tinha ganhado uma posição e estava confiante, mas essas coisas acontecem. O time está ganhando confiança e entrosamento. Hoje mostramos que temos competividade", destacou. "Só precisamos nos ajustar em alguns aspectos. Vamos para Indianápolis e buscar um resultado melhor. Vamos erguer a cabeça porque temos 15 longos dias. Vamos trabalhar e melhorar."

"Quando freei, não reduziu da sexta marcha para quinta. Fiquei em sexta, tentando reduzir de marcha. Minha esperança era eles me levarem para os boxes e me fizessem voltar. Quebrou o escapamento, afetou a caixa de câmbio e eu não conseguia mudar de marcha", lamentou.

A próxima etapa da temporada de 2013 da Fórmula Indy será no dia 26 de maio, naquele que é o evento mais importante do ano: as 500 Milhas de Indianápolis.

Em prova histórica, Hinchcliffe vence na última curva



Na edição mais disputada da história da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, James Hinchcliffe conquistou uma vitória épica nos metros finais. O canadense da equipe Andretti ultrapassou o então líder, Takuma Sato, na última curva - o hairpin no fim da Marginal Tietê, obtendo seu segundo êxito nesta temporada.

Sato parecia caminhar para uma vitória tranquila na parte final da prova, quando passou a apresentar um rendimento inferior, o que permitiu uma aproximação em massa: na abertura da volta final, os cinco primeiros colocados estavam a menos de dois segundos de Takuma, fazendo o público acompanhar o último giro na ponta dos pés.

O japonês até que conseguiu sustentar a liderança até a Marginal Tietê, mas o carro da Foyt não resistiu à velocidade de Hinchcliffe, que alinhou por fora e tomou a linha de dentro no contorno da Curva da Vitória, após Sato exagerar na freada e perder a tomada. Apenas 0s3463 separaram os dois primeiros.

Hinchcliffe, por sua vez, voou baixo nas voltas finais, pulando de terceiro para primeiro em um espaço inferior a três voltas. "Não existe nada mais legal que ganhar uma corrida na última curva da última volta", celebrou o irreverente canadense, um dos pilotos mais populares do grid, que conquistou sua segunda vitória na carreira - a anterior havia sido na prova de abertura do campeonato, em St. Petersburg.

A última curva também definiu a terceira posição a favor de Marco Andretti, da Andretti, com Oriol Servia, da Panther-DRR, em quarto e Josef Newgarden, da SFH, que disputava a vitória com Sato, recebeu a bandeirada em quinto. O melhor sul-americano na corrida acabou sendo Ernesto Viso, também da Andretti, o sétimo.

Com o resultado da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, Sato ultrapassa Castroneves e se torna o primeiro japonês na história a liderar a tabela do campeonato da Indy.

Marcas históricas, resultados abaixo do esperado: O domingo, 5 de maio, parecia ser o dia de Tony Kanaan. E tinha tudo para ser: ele largava da quarta posição, a melhor de um brasileiro na história da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé. Essa expectativa aumentou ainda mais quando o campeão de 2004 da Fórmula Indy assumiu a liderança por oito voltas antes do primeiro pit stop. Contudo, todo o esforço foi por água abaixo graças a uma pane seca. O que era para ser uma festa terminou em lágrimas dentro do cockpit e na garagem da equipe KV.

A pane se deu quando Tony ocupava a segunda posição e disputava diretamente a vitória na 55ª volta. Com duas voltas de atraso, o baiano foi rebocado aos boxes e retornou à prova apenas para cumprir tarefa e somar o mínimo de pontos em 22º. Antes de TK, os outros dois representantes do país também enfrentaram dificuldades.


Bia Figueiredo foi a primeira, com um problema no alternador do carro da Dale Coyne que provocou seu abandono. Helio Castroneves, por sua vez, teve uma das corridas mais atribuladas de sua carreira, rodando em uma das relargadas, se envolvendo em um acidente com múltiplos carros e, para completar, tendo um pneu furado. Mesmo assim, o piloto da Penske foi perseverante e salvou alguns pontinhos em 13°.
Mas quem pensou que o azar estava ao lado dos brasileiros se enganou. A 37ª volta da corrida no Anhembi entrou para a história ao ver Will Power, o tricampeão da Itaipava São Paulo Indy 300, ter o motor estourado e, pela primeira vez, passar longe do alto do pódio no Anhembi. Para piorar, Power amplia a sequência de provas sem vitória - este jejum alcançou a marca de 15 corridas neste domingo.

Depois da festa no Anhembi, todas as atenções da Fórmula Indy se voltam para as 500 Milhas de Indianápolis, prova mais importante do calendário, que tomam todo o mês de maio. A corrida acontece em 26 de maio.

Resultado final da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé 2013:

1. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), 75 voltas
2. Takuma Sato (JAP/A. J. Foyt-Honda), a 0s3463
3. Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet), a 1s1376
4. Oriol Servià (ESP/Panther DRR-Chevrolet), a 1s1745
5. Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda), a 1s6516
6. Ernesto Viso (VEN/Andretti-Chevrolet), a 2s8119
7. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), a 3s5961
8. Simona de Silvestro (SUI/KV-Chevrolet), a 4s2772
9. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 7s6331
10. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 9s0265
11. Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet), a 9s5135
12. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 10s4393
13. Helio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 11s1234
14. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 13s6406
15. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 13s7377
16. Tristan Vautier (FRA/Schmidt Peterson-Honda), a 14s3517
17. James Jakes (ING/Rahal Letterman-Honda), a 19s8585
18. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 29s4261
19. Sebastian Saavedra (COL/Dragon-Chevrolet), a 54s7223
20. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 2 voltas
21. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 3 voltas
22. Graham Rahal (EUA/Rahal Letterman-Honda), a 4 voltas
23. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 4 voltas

Não completaram
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet), 18 voltas/motor
Bia Figueiredo (BRA/Dale Coyne-Honda), 6 voltas/alternador

domingo, 28 de abril de 2013

Equipamentos da Indy chegam ao Anhembi



As máquinas da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé chegarão ao Brasil nesta segunda-feira (29). Os dois aviões fretados que trarão as cerca de 230 toneladas de equipamentos desembarcam no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na parte da manhã e os comboios seguem para São Paulo.

O primeiro voo está marcado para chegar às 4h25 da manhã e o segundo às 11h30. A chegada dos equipamentos do primeiro comboio ao Circuito do Anhembi deve acontecer a partir das 10h30 e do segundo a partir das 16h30.

As equipes já devem começar a montagem de suas estruturas a partir de terça-feira (30). O trabalho será concluído até sexta-feira, já que no sábado os carros entrarão na pista para a realização dos treinos livres e o classificatório, que definirá a posição dos pilotos no grid de largada.

No próximo dia 5, São Paulo sedia a quinta etapa da temporada 2013 da IZOD IndyCar Series, que terá transmissão ao vivo pelos canais Band e Bandsports, além das rádios Bandeirantes e Bandnews FM.

Após o sucesso dos últimos três anos, a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé já é considerada a segunda melhor etapa da temporada, perdendo apenas para as 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais tradicionais do automobilismo mundial. O evento brasileiro é tido como modelo para todas as provas disputadas em circuitos urbanos (de rua) do campeonato mundial.

Neste ano, o Brasil terá três representantes no Circuito Anhembi. Helio Castroneves, da Penske, desembarca no país como líder do campeonato - fato inédito na história da prova brasileira. Tony Kanaan, da equipe KV Racing, e Bia Figueiredo, da Dale Coyne, completam o esquadrão nacional em São Paulo.

SERVIÇO
Evento: chegada dos equipamentos da Indy ao Anhembi
Dia: Segunda-feira - 29/04
Horário: a partir das 10h30
Local: Circuito do Anhembi, em São Paulo

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Depois de segurar Power, Bia estabelece meta: "top 10" em São Paulo



Após três corridas disputadas na temporada 2013, Bia Figueiredo se diz preparada para disputar a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, próxima etapa da Fórmula Indy, marcada para o dia 5 de maio no Circuito do Anhembi.

A piloto, que fechou um acordo com a Dale Coyne em cima da hora, conseguiu disputar as três primeiras provas do ano (St. Petersburg, Barber e Long Beach) e garantir a presença nas provas mais importantes do campeonato, a Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé e as mítidas 500 Milhas de Indianápolis, ambas marcadas para o próximo mês.

Este tempo de preparação e readaptação ao carro, após uma longa ausência (ela havia disputado somente as provas de São Paulo e Indianápolis de 2012), foi considerado vital pela piloto paulista de 28 anos, que agora estabelece uma meta ousada para a prova em sua terra natal: completar entre os dez primeiros. Este será um desafio e tanto para Bia, que tem como melhor resultado na categoria um 11º no GP de Toronto de 2011.


"Na primeira corrida seria inimaginável chegar em 14º lugar. Eu estava há muito tempo sem correr (desde as 500 Milhas de Indianápolis de 2012, em maio), fechei em cima da hora com a equipe, eram vários fatores. Agora eu já posso botar como objetivo um top ten em São Paulo. Tenho que trabalhar bastante e o carro também tem que evoluir, dar mais um passo à frente, mas não é um sonho, é um objetivo plenamente alcançável", analisa a única brasileira a competir em uma categoria "top" do automobilismo e, por isso, já possui um lugar cativo na história do automobilismo nacional.

Prova desta boa adaptação pôde ser vista em Long Beach, quando Bia pilotou de forma madura e ficou dez voltas à frente de ninguém menos que Will Power, tricampeão da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, com o carro da Penske - um equipamento muito superior ao da brasileira. "Fui mais conservadora no início da prova, porque era muito importante chegar ao fim. Depois fui me sentindo mais confortável no carro, fiz algumas ultrapassagens e me defendi bem das tentativas de ultrapassagem dos adversários, sobretudo no último jogo de pneus", completa.