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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0216 - 08.01.2016 edita@rnasser.com.br  

Temporada de anúncios: Nissan Kicks, Ford Ranger, Renault Alpine

2016 começou bem. Dia 3 o presidente mundial da aliança Renault-Nissan, queimado de sol, aparência tropical, recuperando a cor após ano em avião e reuniões na Europa, Japão e USA, surpreendeu jornalistas sem férias: anunciou a produção do Kicks, conceito a se materializar em SAV nos próximos meses. 

Carrinho ajeitado, mostrado como protótipo de estilo no último Salão do Automóvel, 2014, S Paulo, agradou e o mercado sinalizou a oportunidade de produção. Hoje o segmento pretendido é o de maior expansão. Não é de SUV – Sport Utility Vehicle – aqui utilitários esportivos, marcados pelas formas e pela tração nas 4 rodas. Mas desdobramento, opção dos consumidores satisfeitos em aparentar inexistentes ares de disposição e valentia. São os SAV –Sport Athletic Vehicle – tem jeito mas sem apetrechos para ousadia fora do asfalto.

Segmento amplo, nele está o Honda HR-V, lançado neste ano, superando em vendas tradicionais Ford EcoSport, Renault Duster, Peugeot 2008, disputando mês a mês com o Jeep Renegade. Na prática e no segredo da rentabilidade, são versões sobre plataformas mecânicas já existentes – Ford Fiesta, Renault Logan, Peugeot 208. Apenas o Renegade é de nova formulação.
O Kicks é proposta nova e o Brasil será o primeiro país a produzi-lo. Tem traços típicos da Nissan – planos, cortes, reentrâncias, uma agonia para proprietários: qualquer pequeno amassão e a peça é condenada.

Fórmula é a mesma tão aviada: plataforma comum ao March e ao Versa; motor Nissan 1,6, ambos produzidos em Resende, RJ. Novidade será o uso de transmissão com polias variáveis, dita CVT, antes aplicada ao Tiida. Prazo para lançamento, rápido. O eng Ghosn autorizou gastar R$ 750 M para viabilizar o produto. A exiguidade indica colocá-lo nos revendedores logo após o grande efeito multiplicador de divulgação oferecido pelos Jogos Olímpicos, dos quais a Nissan é co patrocinadora. Entre 5 e 21 de agosto será multi exposto como carro de deslocamento de atletas e cartolas, gerará imensurável mídia em mercados de interesse na fábrica nipo-fluminense: Brasil e América Latina.

Choro, riso
Filho de árabes, o eng Ghosn é atavicamente hábil com números, porém substituiu o raciocínio e a conversa concêntricos, pelo rápido uso da cimitarra no cortar custos e pessoas. No Japão a katana nipônica de oposição não deu para a saída, e no Japão cortou 16 mil empregos na Nissan, salvou a empresa, criou jurisprudência, virou lenda. 

Sussurros no mercado sugeriam, durante a temporada na costa brasileira, o eng Ghosn, nascido em Porto Velho, Ro, entre um mergulho e outro dedicara-se a afiar sua confiável cimitarra usando os dados de descumprimento de suas ordens para a Nissan Brasil, obter 2,5% do mercado – ficou em 2,1%, 20% menos que o demandado. E a poli-la com a informação da grande e moderna fábrica estar ociosa. Cabeças rolariam foi vaticínio e motivo para alguns brindes na virada do ano.

Entretanto um problema industrial no México deu sobrevida à questão: a Nissan cresceu no mercado dos EUA, em boa parte abastecido pela mesma fábrica supridora de Sentra ao Brasil e à América Latina. Assim, como uns choram perdas e outros contabilizam lucros vendendo colírio e lenços, Ghosn-bey deu sobrevida à questão, correndo com o lançamento do Kicks e mandando estruturar canal de vendas deste, do Versa e do March brasileiros aos países da América Latina, forma de aumentar a atividade industrial, a participação no mercado doméstico e fazer lucros.

O corcoveio econômico previsto para o Brasil em 2016 ajudaram a manter François Dossa na presidência da Nissan Brasil. Ex-banqueiro, dele a Aliança espera a expertise necessária para a travessia do deserto ondulado que se nos afigura.

Ford Ranger 2. série
Ford divulgou ilustrações sobre painel e interior do Ranger 2ª. Série, melhorias aplicadas sobre o picape totalmente revisado e no mercado há três anos. Na Argentina, onde produzido, já foi apresentado a revendedores e jornalistas. A foto de ilustração foi tomada em restaurante da avenida Costanera, Buenos Aires.
Mudanças cosméticas. Alteração no desenho da grade frontal e faróis, aplicação de tela com 20 cm de superfície. Previsão para março.

Alpine volta
Veículo e marca icônicos a quem tem mais de 50 anos, os Alpine foram criação de Jean Rédélé revendedor Renault em Dieppe, França. Fórmula mágica de plataforma com intrincada mistura de tubos de ferro e de plástico reforçado com fibra de vidro, foi a grande marca francesa nas competições dos anos ’70. O Brasil foi base, ponto, apoio e alavanca para isto.

Cresceu, foi comprada pela Renault e, como acontece em sociedades entre a finura da tecnologia com a grosseria do capital, encerrou-se.
Nome com enorme potencial num país onde a indústria não dispõe de nenhum esportivo verdadeiro; tecnologia esportiva disponível em sua área de competições; a Renault entendeu re-ativá-la. Fez sociedade com a inglesa Caterham, projeto, protótipo, mas o negócio não deu certo. Assumiu e tem feito apresentações em corridas, nas míticas 24 Heures Du Mans, e no circuito inglês de Goodwood, meca europeia de carros antigos.

Agora, entretanto, Carlos Ghosn, le patron, avocou a si o projeto, e definiu: será nova linha de veículos performáticos Renault. Não apenas a Berlinetta – o GT esportivo -, mas terá um SAV. Nada de produto solitário, mas uma família, uma inspiração na linha DS da patrícia Citroën.

Plataforma em alumínio, peso total em 1.100 kg, grupo moto propulsor sobre o eixo traseiro. Será o 1.8 turbo do Clio RS, produzindo entre 250 e 300 cv, transmissão com duas embreagens, sete velocidades. Quer competir em performance e vendas com Porsche Cayman e Alfa Romeo 4C, sofreando o preço em E 50 mil. Apresentação de veículo e planos em 16 de fevereiro.

Aqui
Tomara, eflúvios e divulgação maciça fendam o duro coração da Renault no Brasil. Aqui, onde produzimos o Alpine A 108 com o nome de Willys Interlagos e criamos rótulo inteiramente diversificado, de vencedor em provas de velocidade, estuda proposta do designer João Paulo Melo para produção, parceria ou auxílio para reedição do Interlagos. Projeto assemelhado, ora em análise para receber o conjunto recém desenvolvido para o Sandero RS.

Aniversários: VW Brasil e Jeep
Dia 03 marcaram-se 57 anos do início da produção oficial do VW 1200, o Fusca, no Brasil. Antes a operação local se dividiu entre a VW e a representante Brasmotor, mas era contida, simplória montagem. História importante, o Brasil foi o primeiro país para onde a VW se espraiou, e a resistência do pequeno e simplório carro era – e continua sendo no Brasil sem estradas asfaltadas – adequada ao país começando a ser amanhado pelas rodas. Fez-se presente por mais de 3 milhões de unidades. (Há amplo texto sobre tal performance no sítio Autoentusiastas, matéria assinada pelo professor Alexander Gromow ).

E com data imprecisa, entretanto em 1941, nascia o Jeep, como exigência do estado norte-americano para veículo aplicável às operações na II Guerra Mundial – o conflito ainda estava do outro lado do mundo, mas como previsto chegou até estas bandas.

Projeto mágico e recordista: em uma semana o projetista Carl Probst, da fechada American Bantan deu forma e listou fornecedores para fazê-lo. E construiu-o em 44 dias. Deixou sem graça todos as grandes marcas, então insistindo na impossibilidade. Daí, a partir do projeto da Bantam, a Willys fez um modelo e a Ford, outro. Avaliados pelo governo chegou-se a um mix final, indo à produção em três versões. Bantan com morfologia própria, Willys e Ford quase iguais. Foi uma das ferramentas responsáveis pelo êxito dos Aliados no conflito.

Marca persiste e hoje é a parte mais rentável da operação norte americana da FCA – a Chrysler comprou-a e a Fiat assumiu-a formando a FCA. Para comemorar, faz séries especiais para cada uma de suas famílias – Compass, Cherokee, Grand Cherokee, Renegade, Wrangler e Wrangler Unlimited. Variações de Verde, rodas em liga leve pintadas em bronze, personalização na decoração interna.

Roda-a-Roda
Líder – Toyota manteve liderança mundial de vendas. Volkswagen, em marcha batida para ocupar a primeira posição, perdeu aceleração no último trimestre com o Dieselgate, problema com as emissões poluentes superiores às normas mundiais.

Polêmica – Alessandro Maccolini, responsável pelo estilo do novo Alfa Romeo Giulia contestou críticas do automóvel ter sido inspirado no BMW Series 3. Refutou dizendo ser a base de inspiração o mítico 156. O Giulia, apresentado ano passado, tem tido início de vendas adiado. Previsão é para maio/junho.


Será? – Polêmico Sergio Marchionne, CEO da FCA anunciou mudança de planos: deixa de procurar marca para associação – mais recente foi a GM -, e marcou data de aposentadoria: 2018, fim do programa de 5 anos, aos 63.

Foco – Teoria de Marchionne é simples: a briga de foice para sobrevivência em tempos de globalização passa por volumes. Conseguiu com a Fiat incorporando a Chrysler, e caminhando para vender 7M unidades em 2018.

Ação – Apesar das medidas de reconhecimento, investigação à questão das emissões superiores às normas legais, e reparos em curso para mitigar o problema, o governo dos EUA através da EPA, a agencia de proteção ambiental, intentou ação contra a matriz da Volkswagen.

... ações – Pretende re-call a mais de 600 mil veículos sob a marca, incluindo VW, Porsche, Audi equipados com motores diesel L4 2,0 e V6 3,0. Multas pelo quantitativo alcançariam US$ 21B. Ainda haverá muita discussão.

Del Año – Fipa, federação latino americana de jornalistas especializados, elegeu os melhores ao olhar dos associados: Carro do Ano, BMW Series 7;SUV do Ano, Volvo XC90; Elétrico com 4 rodas, Nissan Leaf; e 3 rodas Toyota Prius 1.8. Piloto do Ano, argentino José Maria Pechito López, de rallies.

Baixa – Novo governo argentino por Mauricio Macri reduziu os impostos sobre veículos. Haviam sido elevados dentro da torta óptica veno-bolivariana de fazer tesouro sobre o consumidor. A grosso modo calcula-se redução de preço final aos consumidores em 46 % sobre veículos importados e 25% sobre argentinos.Mercado virará um tango entre estoque e novos, mas crescerá bastante.

Liderança – Disputa charmosa a traçada entre as marcas com veículos caros, os ditos Premium, mostrou a Audi na liderança, crescendo 40,4% em relação a 2014, comercializando 17.539 unidades, recorde nacional no segmento. Não é sorte ou dado episódico. Desde 2013 ao decidir fazer fábrica no Brasil se prepara.

Mobi – Dito como descoberto por Car and Driver, Mobi será o nome do novo Fiat, o X1H, pequeno para suprir o espaço aberto pelo fim do Uno. Lançamento em abril/maio.

Classificação – Lifan, chinesa complementando veículos no Uruguai, vendendo-os no Brasil, feliz com o rótulo de BOM pelo sítio Reclame Aqui, ferramenta on line para reclamação dos consumidores. Para a Lifan, assumindo sua marca ao antigo representante, Bom é ótimo
.
Tecnologia – Para se harmonizar com o Mustang Shelby GT350R, o mais potente em cinquenta anos, Ford aplicou-lhe rodas em fibra de carbono. 
Mais leves, melhoram a suspensão. Para isolar o material do calor gerado pelos freios, revestiu em plasma cerâmico utilizado nos ônibus espaciais.

Caminho – Prefeitura de S Paulo vedou licenciamento como taxis de carros com menos de 2,45m de distância entre eixos. Decisão busca oferecer mais conforto aos passageiros. Na prática barra no baile o Chevrolet Classic e o Fiat Siena. A nova regulamentação exige ABS, duas almofadas frontais de ar, ar condicionado e sistema de pagamento em cartão de crédito.

Razão – Reflete a concorrência com o serviço Uber, com carros e confortos superiores à frota dos taxis comuns, e inicia aproximar os dois conceitos.

Mudança – Branco se incluiu na ditadura do Preto e Prata como cores preferidas para veículos. Levantamento do sítio WebMotors diz nos últimos 12 meses a demanda pelos veículos alvos dobrou.

Giro – Assembleia Legislativa paulista aprovou boa ideia, apta a ser seguida por outros estados: entendimento entre órgãos executivos de trânsito e rodoviários para rápido trocar de informações e providências enviando a leilão público veículos apreendidos pelo Detran estadual.

Limpa – Quer resolver o assunto de falta de área de estacionamento, com estoque se acumulando por lentidão de procedimentos. Dá celeridade a nova definição por legislação federal: veículo apreendido e não reclamado em 60 dias, será enviado a leilão. Prazo curto significa menor desvalorização.

Proteção – Empresa Endure se instalou em Nova Lima, beiradas de Belo Horizonte, para aplicar blindagens opacas Nível IIA – armas de 9mm e Magnum 44. Capital de Minas é o terceiro mercado da especialidade, com 5% das 12 mil blindagens/ano. Custo entre R$ 40 mil e R$ 80 mil.

Evento – Nem Mercedes semi novo, nem automóvel antigo, preferidos para uso em casamentos. Noiva da Praia Grande, litoral paulista, chegou à igreja em ônibus urbano. Graça da Viação Piracicabana, onde trabalha.

Imprensa – Sítio Argentina Autoblog festeja 10 anos. É dos melhores do setor, rico em informações, análises, testes, tudo em exaltada argentinidade. Tem, ainda, ação social recrutando apoios e meios a entidades desassistidas.

SP1 – 4 – Durante anos contaram-se apenas duas unidades restantes de VW SP1: uma, prata na fábrica VW, outra azul em Belo Horizonte. Há dias Coluna contou localização de unidade branca, no Rio de Janeiro. Agora, indica Enio Brandenburg, de Santa Catarina, há 4º. exemplar, Verde Mentol, comprado em Porto Alegre, RS, único dono.

Retífica RN – Derrapagem da Coluna passada. A proposta ao leitor de exibir nova gasolina é para a aditivada, que deveria se tornar padrão, acabando a produção da não aditivada. Petrobrás adiou e promete para o próximo ano.


sábado, 5 de dezembro de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4815 – 05.12.2015 - edita@rnasser.com.br

Assim, assim, meio carro, meio comercial, o Mercedes Vito
Mercedes-Benz inicia vender o Vito, bem urdida fórmula de veículo de transporte confortável, furgão para trabalho, e van destinada a deslocamento familiar, tipo furgão e limousine. Para transporte de carga, motorização diesel, 1,6 litro de deslocamento, 114 cv de potência e 270 Nm de torque. Nas versões a passageiros – 7 + motorista e 8 + motorista – a motorização flex, 2,0 litros, 16 válvulas, injeção direta, turbo, 184 cv de potência e torque de 300 Nm. Transmissão mecânica, seis velocidades, tração dianteira. O Vito é argentino.
Muda

Não é um furgão pequeno, com durezas e asperezas herdadas de caminhão. É produto específico, com elevada carga de itens de conforto e segurança, num projeto buscando operação econômica. Em segurança, relação ampla em itens, usualmente automobilísticos: alerta de cansaço, trava para arrancada na subida, assistente para influência de ventos laterais, programa de estabilidade, ferramenta eletrônica reduzindo excepcionalmente a ocorrência de derrapagem, batidas e capotagem. Há ainda almofadas de ar para motorista e passageiros, cintos de segurança com ancoragem em três pontos, fixação Isofix para cadeirinhas de crianças, estrutura de proteção, célula de sobrevivência.

A ligação do Vito com a parte automobilística fica clara pela identificação estética. De frente exibe os traços marcantes das atuais gerações dos automóveis Mercedes - grade, grupo óptico, cortes no capô do motor. Ambas versões tem volumetria e capacidade de manobra compatível aos espaços urbanos. No caso de carga, capaz de deslocar 6 m3, 1.225 kg úteis, revestimento de compensado naval no piso e laterais para proteção à movimentação de carga.

Como o PBT, peso bruto total – soma de veículo mais carga – é pouco superior a três toneladas, vantagem adicional e diferença importante na proposta é permitir ser conduzido por motoristas com habilitação para automóveis.
Vendas iniciadas. Deve ter sucesso, pela combinação de espaço de transporte com tratamento próximo ao de automóveis, e pela quase exclusividade no mercado, onde para passageiros há apenas o J8 da chinesa JAC.

  Quanto custa
MB Vito
Versão
R$
Vito 111 CDI
     104,990
Vito Tourer 119 Comfort 8+1
     129,990
Vito Tourer 119 Luxo 7+1
     139,990


O Passat, agora em 8ª edição
Brasil tem uma relação umbilical com o Passat: foi o primeiro país extra Alemanha a produzi-lo, a partir de 1974, na grande mudança conceitual firmada na consciência do consumidor local. Quando Volkswagen era sinônimo de coisa antiga, instável, limitada em rendimento, motor traseiro refrigerado a ar/ar, o Passat era desenho do mítico Giorgetto Giugiaro sobre o Audi 80, suspensão com raio negativo de rolagem, linhas de freios cruzadas, direção pinhão e cremalheira, performático, motor frontal, água/ar, estável, veloz. Nada a ver com Fuscas. Na Alemanha virou Santana, e aqui ambos conviveram até o final de 1988 após 897.829 unidades. Destas, 70.200 em versão Iraque, exportadas para este país, em negócio triangular trocados por petróleo, uma das marcas da gestão de Wolfgang Sauer na VW Brasil.

A oitava geração, B8, está sobre plataforma MQB, mesma do novo Golf, Audi A3, com maior distância entre eixos, deslocando-os para as extremidades e criando ótima área interna.

Motorização é revisão do aclamado motor 2 litros, 16 válvulas, injeção direta de combustível e turbo alimentador. Potência ganhou 9 cv indo a 220 e torque saltou 7,2 m.kgf, chegando a 35,7. “Transmissão automática DSG com seis velocidades, tração dianteira.”  
               

Há desenvolvimentos relativamente à geração anterior do motor, como o acionamento dos comandos de válvulas por corrente; variando na admissão e escape, bomba de óleo por pressão variável de acordo com a demanda do motor. Com tal conjunto mecânico está um segundo mais vivaz de O a 100 km/hora, agora 6,7s e faz 246 km/hora em velocidade final.

Extenso pacote de eletrônica para segurança e coisa interessante como o painel digital podendo exibir instrumentos virtuais com desenho convencional, e ampliar a tela entre os mostradores, na linha vertical de visão do motorista.
O Passat B8 foi eleito Carro do Ano 2015 na Europa, sobre BMW Series 3, Mercedes Classe C e Audi A3. A VW pretende vender 250 unidades anuais, e o a versão B8 para o Brasil foi elevada em 1,5 cm para melhorar a distância livre do solo, utilizando componentes de suspensão para países com piso jogo-duro.

Quanto custa
Passat B8
Versão
R$
Comfort Line
144.500
Highline
           151.300

Roda-a-Roda
Variação – Mini inicia vender versão Clubman. Longa, 4 portas laterais, mais duas na traseira, motor 2,0, turbo, 192 cv, 280 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades. R$ 179.950.

Proposta – Ideia é ampliar uso, deixar de ser carro de nicho para solteiros, esticando-o 27 cm, mudando harmonia estética do produto para 4 passageiros.
Pacote – Exigências atuais, consumo e emissões controlados, segurança, conectividade, regulagens para motor e suspensão, pareamento com celular, tela de 22 cm para infodiversão.

Caminho – Mitsubishi criou versão Outdoor sobre crossover ASX. Para choques cinza escuro, faróis com mascara, pneus ATR, mistos, aro 16”, recalibragem da suspensão, melhorando capacidade de andar fora do asfalto.

Mais – Motor 2,0 montado em Catalão, Go, 160 cv, transmissão manual, tração nas 4 rodas. Bem composto, conforto e segurança, versão quer ampliar espectro de uso, nas vias com ou sem pavimentação. A $$ 97.900.

Corrida – Fiat deve fechar o ano como líder de mercado em volume, apesar de alguns meses superada como marca mais vendida. Prepara versões e novos produtos. Destes, em fevereiro, o picape Toro, do porte do Renault Oroch, e novo automóvel pequeno ao início do segundo trimestre.

Definição – Terá várias versões, como o Jeep Renegade, com quem divide a plataforma Small Wide. Motores diesel e flex, transmissões mecânicas e automáticas, tração dianteira e 4 rodas. Inicialmente sem a opção do motor ex-Chrysler, ora FCA, 4 cilindros, 2,4 litro e 172 cv hoje aplicado no Fiat Freemont.
Pequeno – É o Projeto X1H, sobre a estrutura do Novo Uno, porém menor, para ser carro da marca de entrada no mercado. Motor 1.0 ainda quatro cilindros, duas e quatro portas, a limítrofes R$ 29 mil. Em maio 2016.

Final- Em definições, incluindo nome. Coluna sugere Primo. Fácil por pronúncia latina, curto, entendido como parente e como primeiro. E perto de Prime, atual moda de diferenciação no Brasil, onde até hamburger é isto.

Melhor – Ford reverteu tendência do mercado de automóveis e melhorou sua participação nas vendas, apesar da boa concorrência. Deve fechar ano crescendo de 9 para 10,4%, mantendo a 4ª. posição em vendas.

Impeachment – Quem era contra o impedimento da Presidente temendo imobilidade e anomia no país, inicia mudar de posição. Longos 10 meses de inação e desgoverno acabaram exigindo alguma mudança, e a mais amena é a aceitação do pedido de Impeachment.

Panorama - Presidente perdeu o prazo de oferecer medidas concretas, pulso forte e sonhos, e o acatamento do pedido de seu impedimento não implodiu o país. Ao contrário, a Bolsa cresceu 4% como medida de confiança ao fim do desgoverno, e o dólar caiu. Para o investidor, tudo menos Dilma.

Caminho – Eleições em 2016, país polarizado, para não ser dizimado, tudo indica, o PT quererá se desvincular de Dilma. E o caminho mais fácil ante um longo e desgastante processo de Impeachment, será adoecê-la para renunciar.
Cenário – Mercado especula mudança de dois CEO na indústria automobilística nacional ainda neste ano.

Imagem – Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, fará ações e promoções para mostrar-se operacional e ativa? Imagem desgastou-se. Além da perda de produção, vendas e empregos, houve prisão de vice presidente, ex consultor, demissão de representante, indiciação de associados. Executivos fora da Operação Zelottes, da compra de Medidas Provisórias para alongar prazos de incentivos, querem que a entidade seja bem vista - e eles também.

Negócio – Em meio à venda de ativos para fazer caixa e permitir rolar investimentos, como a participação nos hospitais D’Or, Banco Pactual, demandando pela Coluna, informou não se manifestar sobre vender os 10% que possui na MMCB, montadora de Mitsubishis em Catalão, Go.

Otimismo – Ante números e projeções negativas quanto ao futuro e indústria automobilística, recebo anotação do Mark Hogan, ex presidente da GM  no Brasil, ex vice da então Corporation, e hoje no Board internacional da Toyota:
Nasser, tenho confiança no Brasil e com certeza vai voltar a crescer em curto prazo. Tomara Mark, tomara.

Promoção – Enquanto concorrente Fiat Toro não chega, Renault fomenta vendas do picape Duster Oroch, com plano Troca Fácil - parcelas menores, entrada baixa, garantia de recompra após usado, tipo leasing sobre leasing.

Sorrisos – Vendas do picape Oroch caracterizam suas projeções de mercado: apenas 30% de clientes da marca. Demais 70% conquistados a outras.
Solução – Autoridades aprovaram o retificador de fluxo, componente para VW colocar na entrada de ar de seus motores diesel 1,6 e 2,0, para cumprir normas de emissões de poluentes. Simples, uma hora para colocação.

Conta - Custará à empresa em torno de 10 euros. Na improjetável soma entre reparos, multas e indenizações, VW mantém o bloqueio inicial de 6,5B Euros.

Prova – Protótipo de carro autônomo da PSA Peugeot Citroën viajou 3.000 km entre Paris e Madri. Saiu, andou, ultrapassou, freou, manobrou sem intervenção do motorista. Como disse Soraya Saenz de Santamaria, vice presidente da Espanha. Hoje não precisamos pensar no futuro. Ele já chegou.

Adeus – Por pensar. Carro autônomo dá fim à liberdade e à auto determinação ao volante, o simbolismo do automóvel desde seu surgimento. Será uma cápsula, um ônibus individual, coisa besta. PSA terá em 2016 15 protótipos.

Ampliação – Fábrica da FPT em Córdoba, Argentina, produzirá o motores diesel Cursor 9, enquadrado nas regras de emissões Euro V. Obediência à norma e tendo o Brasil como cliente viabilizou o negócio. Antes Brasil o importava da França.

Automobilismo – Renault mantém a crença das corridas de automóveis como indutora de tecnologia e formação de imagem. Ampliará sua presença na Fórmula 1, deixando de ser fornecedora de motores para ter equipe própria. Comprou a Lotus.

Antigos – Veículo raro, o VW SP1, produzido em 1972/3 menos de centena de unidades, apenas dois remanescentes eram conhecidos: em Belo Horizonte e outro, quase 0 Km, guardado na fábrica. Colecionador carioca Marcelo Berek localizou terceiro, composto, completo, original, no Rio de Janeiro.

Gente - Stefan Ketter, presidente da FCA - Fiat Chrysler Automobiles América Latina, eleição. OOOO Personalidade no Prêmio AutoData 2015. OOOO
Kenneth Cehlin, controller da área comercial da Scania sueca, desafio. OOOO CFO da Scania America Latina. OOOO Paulo Nemer, empresário, reeleito. OOOO Presidente da ABLA, Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis. OOOO É para ser chamado de doutor e tratado com tapete vermelho. Locadoras absorvem 12% dos veículos vendidos anualmente no Brasil !OOOO Isella Constantini, comunicóloga, brasileira, presidente da GM na Argentina, mudança. OOOO Patriota, convidada pelo governo Macri, aceitou presidir as Aerolineas Argentinas, balaio de gatos que dá US$ 1 milhão de prejuízo/dia. OOOO

O pacote de economia dos caminhões Mercedes
Nas ações para a recuperação da liderança do mercado domésticos de caminhões, a Mercedes-Benz aplica-se com os pneus na estrada. Conversas com operadores, frotistas, motoristas, para adequar produtos às exigências ou as desejado; racionalização industrial com a montagem de todas as cabines na antiga fábrica dos automóveis Classe A e C, em Juiz de Fora. Objetivo é oferecer produtos, baixar custos operacionais.

Começou por mudar o sistema dos cubos traseiros dos eixos dos caminhões Axxor, deixando o projeto alemão e fazendo a adequação para a operação nacional, obtendo ganho na redução de consumo. Outra conquista importante diz respeito à segurança do caminhão, carga e motorista, pelo desenvolvimento nacional do sistema batizado de FleetBoard de telemetria eletrônica para monitoramento e transmissão da dados, sem transmitir por satélite, mas por celular. Simplicidade, racionalidade e custos devem fazer o projeto nacional permear a outras operações da marca no mundo.

Novo Actros, com cuidados aerodinâmicos na cabine, e motor para 13 litros de deslocamento, fazendo 510 cv, o mais potente do país. Alterações atingiram metas opostas como aumentar potência e reduzir consumo. No caso em torno de 5%.

Há, também, de se registrar o aparato mecânico para elevar eixo quando não submetido a carga. Reduz arrasto por diminuir abrasão dos pneus, baixa consumo, e se enquadra na legislação de meio ambiente. E dos pedágios, que suprime o eixo suspenso do cálculo.