Mostrando postagens com marcador SPTURIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SPTURIS. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista



Wagner Gonzalez
SPTuris anuncia hoje mais reformas para Interlagos


Teme-se interdição da pista em 2018

Fórmula 1 no centro da questão




Interlagos, um terreno sempre verde para infinitas reformas (Duda Bairros)
Política e boa administração jamais foram atividades tão antagônicas quanto na atualidade da administração pública, seja ela nacional, estadual ou municipal. Para satisfazer egos e gerar vantagens indevidas trata-se o cidadão e o destino dos impostos com respeito nulo e locupletação ampla, geral e irrestrita. Na manhã desta terça-feira um novo exemplo será consumado: o responsável pela SPTuris, David Barioni Neto, convidou entidades e locatários para um encontro onde "serão tratados os assuntos relativos ao Autódromo José Carlos Pace". 

Como se não bastasse a insegurança logística e sanitária com que clubes e federações convivem para realizar eventos esportivos em uma praça construída para tal, nos últimos dias surgiram boatos que Barioni Neto vai anunciar mais reformas e uma possível interdição da pista por todo o ano de 2018. Para tal reunião não foram convocados promotores de shows, eventos religiosos e similares. Nem mesmo vereadores paulistanos que representam a região ou defendem os interesses do esporte a motor estão a par da pauta da reunião.

Vista aérea da construção de Interlagos, em 1940 (Arquivo Marcric)
Inaugurado na década de 1940, Interlagos sobreviveu sem maiores problemas por cerca de meio-século: em 1991 uma reforma dilacerou um dos traçados mais interessantes e desafiadores em todo mundo. Sem preocupações básicas como preservar um bem público criou-se um mecanismo para empurrar novas reformas anuais e drenar o erário municipal, sem deixar de lado os prejuízos causados ao mercado de trabalho de quem vive do esporte a motor. Arquibancadas temporárias, construções que não atendem às necessidades básicas de quem usa o local na maior parte do ano e obras de concepção e qualidade extremamente discutíveis tornaram-se o padrão de resultados de tais intervenções justificadas como exigência da Fórmula 1.

Desta vez tudo indica que a planta aprovada para consumir mais outros tantos milhões de reais será a construção de uma curva em formato de “S” onde hoje existe a chicane do Café. O projeto desenvolvido com a colaboração da Associação de Brasileira de Pilotos de Automobilismo (ABPA), caso aprovado, deverá exigir grande movimentação de terraplanagem na área, porém nada que tecnicamente justifique a interdição do autódromo por cerca de uma temporada.

Obra de construção do edifício que substituiu a torre de controle(Pessoal)
Nos últimos dias iniciou-se a derrubada dos boxes atuais para erguer um novo edifício com pé direito aumentado em 40 centímetros, alteração que configura um gasto extremamente alto para uma suposta adequação das instalações para… a Fórmula 1. A autoridade dos promotores do Grande Prêmio do Brasil sobre o circuito paulistano é tamanha que até mesmo arquibancadas construídas com dinheiro público são mantidas parcial ou totalmente fechadas para atender suas necessidades. Ao usar o termo “necessidades” é impossível não lembrar do odor gerado pelo esgoto que corre quase a céu aberto no pátio da antiga curva do Sargento, praça hoje transformada em box alternativo.

No apagar das luzes da administração de Fernando Haddad a SPTuris aumentou o preço de aluguel do autódromo em cerca de 300% e em janeiro de 2017, com João Dória Jr. "acelerando" sua trajetória política, alterou as bases de locação para uso da pista. Em fevereiro a Federação de Automobilismo de São Paulo (Fasp) foi obrigada a depositar 10% do valor equivalente ao aluguel da pista para realizar seu calendário, sem ter qualquer garantia que as datas seriam respeitadas e que os serviços alocados seriam entregues. Até então esse valor era pago com 15 dias de antecedência de cada prova e o saldo completado no início do período de locação.

É fato que o calendário de 2017 teve datas canceladas e alteradas e em várias ocasiões os boxes não puderam ser utilizados, gerando custo extra aos promotores dos eventos, o que gera a mesma insegurança que empreendedores e investidores sentem quando consideram investir no País. Nem por isso a SPTuris propôs ou ofereceu qualquer tipo de devolução de valores pagos ou compensação, apesar da energia elétrica ser cobrada a preços que vairam mais de 100% sem explicação, os banheiros não tem iluminação ou água quente, o ar condicionado não funciona porque ninguém sabe onde está o controle remoto de cada aparelho e o público que vai às arquibancadas nem sempre tem acesso aos sanitários.

Não são poucos os que enxergam no comportamento atual da SPTuris uma combinação malévola e perniciosa para gastar fortunas com obras inadequadas e discutíveis. Algo como a necessidade de criar uma situação que caracterize Interlagos como um parque municipal que só gera prejuízos e a manutenção de um sistema que facilita a prática de corrupção e caixa dois. Em outras palavras, egos e lucros a tratar o cidadão e o destino dos impostos com respeito nulo e locupletação ampla, geral e irrestrita.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

São Paulo perde a etapa 2015 da Fórmula Truck

A Fórmula Truck não fará o encerramento da sua 20ª temporada no Autódromo de Interlagos. Os gigantes da velocidade realizarão a derradeira etapa no Autódromo de Londrina, no Paraná. 

O que levou a categoria a tomar esta decisão foram fatos estranhos ao automobilismo e que não foram justificados por quem administra o autódromo da capital paulista. 

Após ter, em outubro de 2014, sua data aprovada pela SPTuris, entidade que administra o Autódromo de Interlagos, a Fórmula Truck finalizou seu calendário e, além de divulgá-lo, também o inseriu em seu regulamento. Porém, no início deste ano a categoria foi surpreendida com a comunicação sobre a indisponibilidade da data aprovada. Estranhamente a data passou a pertencer à Vicar, promotora da Stock Car, que na data, anteriormente reservada para a Fórmula Truck, promoveria o Campeonato Brasileiro de Marcas, sob a alegação de já existir uma solicitação anterior e, portanto comprometimento com eles.

Mais estranho ainda é saber que originalmente essa data era da WEC (World Endurance Championship), que acabou desistindo. Ora, se a data era da WEC e, depois assegurada para a Fórmula Truck, como poderia estar comprometida com o Brasileiro de Marcas? Mesmo assim a Truck não desistiu. Procurou a Vicar e propôs para realizarem juntos, na mesma data, ambos os eventos, ou seja, o Brasileiro de Marcas e a Fórmula Truck. Foi mais uma vez surpreendida com o fato de que a Vicar não mais realizaria seu evento, pois a SPTuris havia programado um novo evento nas dependências do Autódromo de Interlagos. Indignada, a organização da Fórmula Truck pediu esclarecimentos e soluções. Mais uma vez, não obteve resposta.

O que deixou perplexos a todos na categoria foi que o templo do automobilismo nacional foi cedido a um show de música eletrônica, promovido pela empresa Time For Fun, proprietária da Vicar. Esta apresentação tem as mesmas características do Lollapalooza, que também utiliza as instalações do autódromo, em detrimento não só da mais popular categoria do automobilismo da América do Sul, mas do esporte a motor em geral.

"Foram várias as tentativas e esforços que empreendemos para que pudéssemos encerrar em São Paulo, que sempre constou em nosso calendário, sendo uma praça pela qual temos um grande carinho, pela receptividade calorosa e acolhedora a nós dedicada pelo público, que nos coroa como o segundo maior público recebido pelo autódromo, ficando atrás tão somente da Fórmula 1. Sequer nos foi apresentada qualquer justificativa plausível para tal definição e postura. 

Pelo contrário, notam-se situações totalmente adversas ao automobilismo nacional, em uma praça pública, onde os custos para reforma e manutenção são enormes, e a nosso ver, para somente uma categoria, a toda poderosa Fórmula 1, e agora para festivais de música eletrônica. Assim, afasta-se uma categoria automobilística, que depende somente de um autódromo para realizar suas atividades, em prol de um festival de música eletrônica, que tem inúmeros lugares melhores e mais apropriados para sua realização. É triste para torcedores, pilotos e patrocinadores não podermos disputar a corrida em Interlagos, mas faremos uma grande festa em Londrina, onde os torcedores também são fanáticos pela Truck", disse Neusa Navarro, presidente da mais popular categoria do automobilismo da América do Sul.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
Desde o ano passado muita água rolou em torno das represas que circundam Interlagos e que fazem conhecido locutor tupiniquim mencioná-las a cada transmissão do GP do Brasil. Se é líquido e certo que a pérola “eles não sabem, mas a chuva vem da rrrepreesa…” soará novamente em indefensáveis ouvidos de telespectadores, não se pode dizer o mesmo sobre a famigerada reforma no mais tradicional autódromo brasileiro. Já anunciada e garantida pela atual administração municipal, as alterações e atualizações necessárias para atender aos caprichos da F-1 parecem sofrer de descaso tanto quanto a população paulistana nesta fase de projetos macro – nas consequências caóticas que acarretam – e soluções micro, tais quais singelas pinturas de faixas a determinar espaço exclusivo para o transporte público.

O projeto anunciado pela Prefeitura e pela SPTuris em meados do ano passado anunciava a construção de novos boxes e padock ao longo da antiga reta oposta e atual retão, pouco antes da curva Chico Landi; informações oficiosas indicavam investimentos de aproximadamente R$400 milhões. A proposta agradou Bernie Ecclestone e um novo contrato para realizar o GP do Brasil por mais alguns anos, mas no País da Copa Padrão Fifa o valor foi reduzido à metade, o projeto alterado para uma reforma completa no padock atual e parte desse dinheiro já teria sido usado para as reformas necessárias à realzação do GP de 2013. Enquanto isso dirigentes paulistas tentam decifrar nas entrelinhas dos bastidores políticos detalhes de um cenário famigerado. Como a SPTuris é tacitamente entregue ao PSD (partido do antigo prefeito Gilberto Kassab), o rompimento deste com o sucessor Fernando Haddad (PT), criou uma situação onde todo o processo ficou parado. Consta que a SPTuris deverá ser encampada e substituída por uma nova secretaria municipal, provavelmente uma manobra onde o novo cargo criado garantirá apoio em palanques vindouros.

Entra recesso, acaba recesso, ninguém conseguiu se entender sobre a reforma e sobre os rumos da edilidade paulistana; somente hoje as autoridades municipais recomeçam a tratar do assunto. Quem conhece os secretos e, portanto talvez intrincados, meandros da política arrisca-se a dizer que uma definição sobre o início e abrangência das obras somente será conhecido só depois que o carnaval chegar… e partir. O máximo que se permite nesta segunda semana do ano é saber que até junho o automobilismo paulista terá seu principal autódromo disponível, fato corroborado pelo calendário de pista publicado no site da Federação de Automobilismo de São Paulo (www.faspnet.com.br): cinco etapas dias 19/1, 16/2. 16/3, 27/4  22/6. Depois disso apenas o GP do Brasil de F-1 (em novembro) e a final do certame brasileiro de stock car (dezembro). Para o presidente da FASP, José Aloisio Bastos, “esta situação impede qualquer planejamento mais detalhado”.

Apesar de tudo, o programa deste fim de semana mostra o potencial do esporte em Sâo Paulo e vai reunir provas das categorias Classic Cup, Força-Livre, F-3, F-Vee/F-1600, Históricos V8, Marcas e Pilotos, Speed 1600 e Turismo N. O maior grid é o que reúne os pequenos sedãs da Marcas e Pilotos. Por outro lado, a F-Vee passa por um momento de reestruturação: um racha entre seus participantes levou os dirigentes paulistas a aceitar uma divisão na classe, que atende por F-1600. Mais detalhes sobre a programação do fim de semana em Interlagos você encontra clicando aqui.

Entrada tardia da Honda já faz marola

O Renault RS 01, primeiro turbo da era moderna (Foto Renault)
Já faz algum tempo que a FIA homologou as mudanças para o regulamento da F-1 para 2014 e já faz quase tanto tempo que a Honda anunciou que retornaria à categoria em 2015. Arrancadas algumas páginas dos calendários, as marcas que vão disputar a temporada deste ano – Ferrari, Mercedes e Renault -, já  reclamam de possíveis vantagens que a marca nipônica poderá desfrutar graças ao seu desembarque tardio. Entre os que já deram conhecimento dessa causa está o italiano Stefano Domenicali, da Ferrari, que declarou ao jornalista belga Steven De Groote:

“Já conversamos com outros fabricantes de motores a respeito do assunto porém não há nada que possamos fazer. A Honda ainda não está inscrita oficialmente no Mundial de F-1 e alguma atitude restritiva poderia afetar outras marcar interessadas em entrar na categoria.”

 A preocupação de Domenicali tem fundamento e não seria a primeira vez que os pioneiros pagariam um preço alto. Quando, em 1977, a Renault pôs a cara para explorar a causa dos motores turbo do regulamento estabelecido em 1966 – motores aspirados de 3 litros ou turboalimentados de 1,5 litro – certamente os franceses foram surpreendidos pelos obstáculos encontrados no desenvolvimento da tecnologia que pudesse explorar com sucesso essa causa. Como os materiais eram submetidos a esforços e cargas muito acima das especificações que os fornecedores poderiam atender as quebras aconteceram em quantidade e em tempo muito além do esperado. Até mesmo a primeira vitória do “Yellow Tea Pot” (Chaleira Amarela, numa tradução liberal, apelido dado pelos ingleses ao modelo RS 01) passou despercebida frente ao épico duelo entre Gilles Villeneuve e René Arnoux pelo segundo lugar no GP da França de 1979, em Dijon Prenois. Após inúmeras trocas de posições (que você pode recordar clicando aqui) o canadense acabou como a mostarda do sanduíche: Jean-Pierre Jabouille venceu e Arnoux ficou em terceiro.

Aperte a tecla/opção “FF” para 35 anos mais tarde e muita gente que remou contra a Renault naquela época agora renega o que fez frente à Honda. Só que desta vez terão que engolir seco uma situação nada interessante e motivos nada saborosos: a partir de 28 de fevereiro a especificação dos atuais motores será congelada até a temporada do ano que vem. Isso permitirá que a Honda poderá desenvolver seus motores com base em informações adquiridas durante as corridas e nos encontros de fabricantes de motores com a FIA. Desta forma será possível resolver problemas que os rivais enfrentarão e, finalmente, começar 2015 com um motor já desenvolvido para os coletores de admissão de comprimento variável, certamente uma das poucas alterações a serem permitidas aos motores usados este ano. À praticidade de desenvolver o motor sem a mesma pressão que seus concorrentes os nipônicos também economizarão bastante ao desenvolver, de cara, a segunda geração dos novos motores turbo da F-1.

Ferrari de Froilán González vai a leilão

Quem teve a chance de passear por Modena nos idos de 1954 e passou pelos arredores de Modena teve boas chances de ver de perto um carro vermelho com a “matricola” (como os italianos chamam aquilo que nós nos referimos como “placa” ou, aqui em São Paulo, “chapa”) com a inscrição “Prova 0348 AM”. Esta identificação, típica dos carros de corrida de Enzo Ferrari, foi usada para identificar o chassi do carro usado por José Froilán González para vencer, em dupla com Maurice Trintignant, as 24 Horas de Le Mans daquele ano. O mesmo carro também foi usado por Umberto Maglioli para vencer a última edição da série clássica da Carrera Panamericana.

Pois bem, se você viu esse carro tem duas chances de ve-lo novamente e bem pertinho: uma por alguns minutos e outra até que a morte os separe. A casa Bohnam anunciou que vai oferecer esse carro ao melhor lance no leilão programado para o Festival de Goodwood deste ano, evento acontece entre 26 e 29 de junho; a sessão do martelo está marcada para o dia 27. Se você realmente pensa em fazer aquela loucura que sempre teve vontade e comprar uma importante peça da história do automobilismo mundial é bom preparar bolso, coração e dois talões de cheque: um para pagar garantir o lance mínimo estimado em U$ 15 milhões e outro para cobrir as ofertas de outros possíveis interessados. E é bom guardar uns trocados para fazer o seguro…

Loeb treinou na Argentina

Falando no “Touro dos Pampas” – apelido que Froilán González ganhou pelo estilo agressivo de pilotagem e por sua compleição física -, vale lembrar que o francês Sébastien Loeb passou os últimos dias treinando no circuito de Termas del Rio Hondo. Na melhor de suas voltas com um carro da categoria Top Race (algo semelhante aos carros usados na seunda divisão da Stock Car brasileira), Loeb marcou 2´3”; posteriormente sentou-se no Peugeot 308 de Facundo Chapur, da equipe oficial da marca na classe C da categoria Turismo Nacional, e a bordo deste veículo, cujo motor produz 273 HP melhorou seu tempo em quatro segundos neste traçado de 4.806 metros.Isto teria colocado Sébastien outros quatro segundos atrás do tempo da pole position de 2013 na rodada deste circuito, posição obtida por Juan Pipkin. O treino do francês nesta pista justifica-se porque o autódromo localizado na província de Santiago del Estero, cerca de 1.000 km a noroeste de Buenos Aires, receberá dia 3 de agosto uma etapa do Campeonato Mundial de Carros de Turismo, o WTCC. Ontem, Loeb seguiu para Sonoma, na Califórnia, onde segue com sua preparação para do programa que marca a estréia da Citroën na categoria.

domingo, 28 de abril de 2013

"Circuito do Anhembi é um orgulho para São Paulo", diz Haddad


Na manhã deste sábado (27), o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, realizou a vistoria oficial da montagem do circuito do Anhembi, que se prepara para receber a quarta edição da Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé, no dia 5 de maio. 

Haddad acompanhou os trabalhos finais da pista, situada na região norte da capital paulista, e ouviu explicações sobre as obras e as principais mudanças para a edição de 2013 - incluindo o alargamento da tomada da curva do "S do Samba", ao final da longa reta do Sambódromo, que deverá diminuir o número de acidentes no local. 

"Soube que é uma das pistas mais bem avaliadas do calendário da Fórmula Indy e uma das mais bem avaliadas entre os circuitos de rua em geral, independentemente da categoria. Isso orgulha São Paulo. Para nós, será uma satisfação receber a Indy mais uma vez. Estaremos todos bem acomodados", confia Haddad. 

"Eu já vinha acompanhando o trabalho da SPTuris, que é sempre muito competente. Toda a equipe está de parabéns. Acho que teremos uma grande corrida, segura, já que houve uma pequena alteração no traçado para deixar a pista ainda mais segura."

O prefeito ressaltou os grandes benefícios trazidos pelo evento para a cidade, o que o motiva ainda mais para manter a corrida no calendário da Fórmula Indy. "Todos esses grandes eventos contam com o recurso tesouro do municipal, mas trazem um impacto para a economia que é maior que o investimento. Ou seja, o retorno para a cidade é sempre superior, então, obviamente, tem valido a pena."

Sobre os acontecimentos na pista, Haddad evitou fazer previsões, mas mostrou desejo em ver Will Power, vencedor de todas as três edições realizadas até então, perder a sua hegemonia no Brasil. "No que depender de torcida, vamos torcer para os brasileiros. Mas quem sabe uma mulher não ganha?", disse. Duas mulheres participarão da prova em São Paulo: Simona de Silvestro, da equipe KV, e a brasileira Bia Figueiredo, da Dale Coyne. 

Caio Luiz de Carvalho, diretor geral da Enter, empresa do Grupo Bandeirantes e organizadora da prova, afirmou que a corrida do Anhembi dá uma visibilidade ainda maior para a cidade de São Paulo perante o mundo. "Este evento, que o Grupo Bandeirantes apoia ao lado da prefeitura e de outros parceiros, faz com que São Paulo seja a única cidade do mundo a receber um Grande Prêmio de Fórmula 1 e um Grande Prêmio da Indy. Isso é muito importante para uma cidade que tem tanta tradição no automobilismo", pontua. 

"O evento atrai muita gente para a cidade e que, durante essa semana, terá cerca de 5 mil pessoas trabalhando direta e indiretamente. No dia da corrida, deverá haver 40 mil pessoas de todo o Brasil e do exterior, com as imagens sendo levadas para 200 países, especialmente para o mercado americano, que é muito importante para São Paulo. A cidade é o principal destino para o turista americano na América do Sul, e é justamente aquele turista que vem e mais dinheiro gasta", salienta. 

Carvalho destacou que o circuito estará em excelentes condições para receber o grande público na semana da corrida. "A infraestrutura está cada vez melhor. Teremos um novo formato de garagem nos pavilhões para que todos os que vierem assistir à corrida possam chegar perto dos mecânicos e dos pilotos. Teremos também o Indy Village, com um palco de shows, além do Indy Run, no sábado à noite. Será um fim de semana de muita festa na cidade de São Paulo." 

A etapa brasileira da Fórmula Indy está marcada para o dia 5 de maio, às 12h30 (de Brasília), com transmissão ao vivo da Band e do canal por assinatura BandSports. Três brasileiros participarão da prova: Hélio Castroneves, que lidera o campeonato, Tony Kanaan e Bia Figueiredo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Reunião com a SPTuris esclarece novas taxas de Interlagos




19 de janeiro de 2012 - As taxas de utilização do Autódromo de Interlagos (SP), serão reajustadas em 16%, afirmou o diretor de eventos da SPTuris, Everaldo Júnior, em reunião realizada hoje na sede da empresa, em São Paulo. No encontro que teve a participação da CBA - representada pelo diretor de marketing da entidade, Paulo Gomes -, pelo presidente da Federação de Automobilismo de São Paulo - professor Rubens Carpinelli -, e diversos promotores e automobilistas ficou acertada ainda a criação da Comissão de Acompanhamento, comissão que será liderada por Gomes e terá representantes de todas as classes profissionais que utilizam o circuito paulistano.

"Mais do que uma oportunidade para esclarecer dúvidas sobre as taxas que serão cobradas para utilizar Interlagos, a reunião promovida pela SPTuris serviu para consolidar canais transparentes e objetivos que visam atender as demandas e necessidades do esporte a motor", declarou Gomes ao final do encontro que reuniu mais de 70 pessoas. O primeiro trabalho do Grupo de Acompanhamento já tem data e local para acontecer: na tarde de amanhã o diretor de marketing da CBA e o diretor de eventos da SPTuris se reúnem no Autódromo Internacional José Carlos Pace para discutir a forma como as escolas de pilotagem utilizarão o circuito. Gomes ressaltou a iniciativa dos administradores de Interlagos em esclarecer os fins da nova tabela de preços recentemente divulgada. Everaldo Júnior anunciou que o documento será revisto:

"Sempre estaremos abertos a conversar e contribuir para que Interlagos continue gerando empregos, impostos e vantagens para o esporte a motor brasileiro e para a cidade de Sáo Paulo. A reunião de hoje mostrou que a tabela recentemente anunciada pode ficar mais clara e é isso que faremos.
Ao contrário do que alguns meios publicaram, eu garanto que o reajuste de preços para 2012 não passará de 16% sobre os preços praticados em 2011.