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sexta-feira, 13 de abril de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1518 - 13.04.2018 edita@rnasser.com.br


Tirando onda, o Civic S.I.
Se você quiser entender o espírito da versão importada do Honda Civic, em morfologia cupê e dito S.I., deve procurar o significado das iniciais. É Sport Injection. Nada a ver com o sistema de alimentação, traduzido como Injeção Esportiva mas, no caso, um aditivo de esportividade e, importante, não é para automóvel, mas para o proprietário.

Coisa coerente, o S.I. por si só porta um pacote de elaboração. O motor L4, 1,5 litro, 16 válvulas, injeção direta, turbo, transversal dianteiro, em primeira geração, está no terceiro nível de potência, atingindo 208 cv e 26,5 Nm em torque. Caixa mecânica de 6 marchas, tração frontal, freios a disco nas 4 rodas, todo o pacote eletrônico de segurança, buchas de suspensão em borracha, substituindo sistema hidráulico, para maior percepção e sensibilidade, barra estabilizadora com 26 mm de espessura.

Pacote ajeitado, agradável ao uso especialmente ao urbano, para absorver as irregularidades do piso, mas nada resolve em resultado esportivo. Para transformar automóvel e seu condutor um botão, ao pé do console, muda a programação do automóvel. Está indicado Sport, e premido reconfigura o mapa operacional: o acelerador se torna mais responsivo, amortecedores tem maior pressão, direção mais precisa e, diz-se, o turbo eleva a pressão a 1,4 bar.

O conjunto se transforma e o automóvel ganha aderência, seu comportamento para entrar, ficar e sair das curvas aproveitando o amplo torque do motor mostra-o de extrema agradabilidade. Freará melhor, responderá em menor tempo às demandas ao acelerador, desenhará melhor as curvas.

A mudança espelha desejo – e alma – dos usuários. É uma das designações mais honestas no mundo do automóvel, e seu uso muda inteiramente parâmetros operacionais e o comportamento. Conjunto rodas de liga leve e pneus radiais 235x40x18 tenta harmonizar os dois tipos de uso e resistir a pequenos buracos.

Dirigi-o no surpreendente circuito Velocitta, em Mogi Guaçu, SP. Primeiro, com o modo Sport demandado. Ótima experiência, avaliando como o S.I. se comporta e se manteria com vigor. Pensando como dona de casa na messe de levar meninos ao colégio ou ir ao supermercado, dei uma volta sem o programa de regulagem, e encontrei um carro normal, sobrevivendo à demanda extra. Na prática, um botão altera a personalidade, e o carro esperto de uso urbano, se transforma em um carro muito esperto e com dimensionamento mecânico apto a melhor aproveitar os novos parâmetros de estamina solicitados.

Não espere encontrá-lo para análise ou test-drive num concessionário Honda. O primeiro lote, com adaptação ao uso nacional, como um centímetro a mais em altura livre do solo, e tratamento anticorrosão alcoólica no sistema de alimentação, tem apenas 60 unidades – menos da metade da rede.

Interessado, procure o revendedor e o material de divulgação, e dê um sinal para garantir a entrega. Restante para completar R$ 159.900, à entrega.
Ps. Como o revendedor não investe para comprar a unidade, há margem para pedir descontos ou supervalorizar o usado oferecido como entrada.    

O que vende mais ? Bom produto ? Boa direção ?
Se a dúvida é recorrente, a Volkswagen se candidata a responder tal questão. Será com o Tiguan, para mim o melhor utilitário esportivo da praça. Mas se é bom de aceleração, velocidade, estabilidade, freios, segurança no rodar e preço, tem vendas desproporcionais. 

Dificuldade básica foi afastada pela reconquista da autonomia da VW do Brasil em gerir suas vendas. Resultado desta definição, empresa reconquistou a peso de ouro de Gustavo Schmidt, ex-gerente comercial, para a vice presidência no setor. Em dupla com novo presidente Pablo Di Si, subiram 37% nas vendas, ascendendo ao segundo lugar no mercado – e quer voltar a ser a primeira.

VW finalmente reagiu para entender o crescimento de vendas dos utilitários esportivos, e o terá cinco modelos em dois anos, iniciando com o Tiguan.

Tiguan
Mexicano, isento de imposto de importação, agora construído sobre plataforma modular, ótimo aproveitamento de espaço, em especial na cabine. Leva o nome de Allspace. Transmissão, automática, a DSG, sete marchas, mesma de seu primo Audi Q3, equipará versão de topo. Serão duas, com turbo e injeção direta, quatro cilindros, 16 válvulas. No topo, 2,0 litros e 220 cv, 350 Nm de torque. Mesmo aplicado aos Audi, tem injeção direta na cabeça dos pistões e indireta no coletor de admissão. Disposto, sai da imobilidade aos 100 km/h em notáveis 6,8s e crava final de 223 km/h. Motor 2 litros indica a disponibilidade de sete lugares.

Opção de entrada, exemplo de redução de pesos e medidas, o 1,4 litro, 150 cv, 250 Nm de torque – construído pela VW Brasil em São Carlos, SP. 10 cv a mais relativamente à versão anterior, nascidos com a troca de pistões e anéis de segmento, recalibragem da Centralina. Transmissão automática 6 velocidades, vai de 0 a 100 km/h em 9,5s e arranha os 200 km/h em velocidade final. É ávaro em consumo. Motor menor não tem opção de tração total.

Muda tudo
Nome igual, tudo diferente. Maior, mais largo, mais baixo, maior distância entre eixos. Na prática melhora o comportamento dinâmico e a habitabilidade.

Externamente cinco cores, sólida Branca; metálicas Vermelho Ruby, Prata Snow e Cinza Platinum, e a perolizada Preto Mystic – estes intelectuais criadores de nomes de cores deveriam exemplificar o que inspira a Preto Místico? Um pai de santo na Bahia? … Rodas em liga leve 17, 18 ou 19 polegadas de diâmetro. Estas e a decoração da grade frontal mudam de acordo com a versão.

Traseira harmonizada com lâmpadas a LED. Dentro, painel digital com várias configurações, sistema de infodivertimento voltado ao motorista. Ao uso encaixes perfeitos entre painéis, típicos da qualidade construtiva alemã, grande modularidade dos bancos e ganho de espaço no porta-malas. Há jeito para transportar a prancha de surf que você nunca levará.

As versões 2.0 tem tração total e relativa facilidade de andar, com estabilidade, em estradas de terra. Nada a ver com jipes e outras grosserias mecânicas para trabalhos ínvios como arrancar toco ou rebocar caminhão carregado e atolado, mas andar safo e seguro em locais sem pavimentação.

Adicionalmente, versão R Line. Em tese o R sugere sobre rendimento obtido por elaboração da mecânica, como fazem M na BMW, SVO na Ford, AMG na Mercedes, S para Audi. Mas não ocorre. A diferença é apenas decorativa.

Eletrônica foca em conforto, e o Tiguan segue o Manual Cognitivo apresentado com o Virtus, apto a responder questões do motorista sobre seu uso.
Quanto custa

Versão
R$
Allspace 250 TSI
124.990
Allspace Comfortline 250 TSI
149.990
Allspace R-Line
179.990
  Venderá bem? Números dirão.

Bom dia, viado.
Imagino ter sido esta a frase ouvida por São Pedro, no balcão do SAC celeste, ao receber meu primo Fernando – Luiz Fernando Macedo Nasser, 1951-2018. Vendo registros das ações cristãs na passagem terrena, para dar destino aos chegantes, terá dito: - Bom dia, Fernando. E ouvido, em alto e bom som, a frase título.

Nada pessoal, mas característica do sujeito de bom porte, voz forte, deficiência auditiva levando-o à contra posição de falar alto, e à peculiar saudação com o termo institucionalizado e já não descritivo.

Ex-quase engenheiro carioca, levado a criar gado no interior mineiro, foi generoso, carinhoso, um aglutinador. Há dez anos encerrou a messe pecuária e se assumiu fiscal da natureza em Teófilo Otoni, MG, tão quente quanto o natal Rio de Janeiro, porém sem mar.

Foi-se aos 67 do mal dos Nasser: coração. A 50% dos descendentes de árabes falta uma enzima no fígado, e este, discreto comandante do organismo, excreta poderosas doses de gordura, formando os ateromas, o lixo aderente às paredes das veias e artérias, diminuindo seu diâmetro, atrapalhando a circulação, levando ao entupimento e á interrupção do fluxo sanguíneo, o infarto.

Perdi primo fraterno e atento leitor. Contudo o pessoal do andar de cima estará­feliz com o convívio, após o susto da inusitada, sonora e diuturna saudação. (RN)

General Motors exibiu substitutos 2019 para os Cruze sedã e hatch, segundo ciclo para o atual modelo, enfatizando alterações em estilo, segurança, motorização. Para marcar, mudança frontal, para-choques, grupo óptico e grade, com inequívoca mão coreana de estilo. Internamente maior conectividade; tela com 17,5 cm; Wi-Fi Hot Spot 4G LTE. E confortos eletrônicos de segurança democratizados em carros concorrentes à mesma categoria: alerta de ponto cego; de trânsito posterior; sistema de parqueamento automático.

Mudanças serão incorporadas aos Cruze montados na Argentina para a modelia do próximo ano. Motorização 1,5 litro, L4, turbo, 140 cv.

Alfa Romeo terá cupê, o Sprint
Renascendo com esportivo 4C, sedã Giulia, utilitário esportivo Stelvio, Alfa Romeo gesta cupê derivado do Giulia. Chamar-se-á Sprint, garante a inglesa Autocar, como as revolucionárias Giulia e Giulietta aos anos ’50. 

Mecânica refinada, para combater versões performáticas das marcas Premium: Audi RS5Mercedes-Benz C63 S CoupeBMW M4 DTM. Missão aos tracionados por motor V6, 2,9 litro, turbos, e 641 cv. Versão econômica será L4, 2,0 litros e 345 cv. A nova intimidade da Alfa com a Fórmula 1, mesclada com a Sauber, agregará ao Sprint versão do sistema HY-KERS, da Magneti Marelli aplicado ao Ferrari La Ferrari. É motor elétrico com energia para fortificar a curva de torque do motor a gasolina. Reduz emissões, consumo, aumenta performance.

Roda-a-Roda
Começou – Nissan iniciou produzir pré-série dos picape Nissan Frontier na fábrica Renault de Santa Isabel, Argentina. Terá mais opções ante o modelo trazido do México.

Caminho – Primeira fornada é para aferir sequência de operações, ajuste de máquinas, afinação de processos, validação de partes vindas de fornecedores. Tudo entrosado, iniciar-se-á a fabricação. Vendas? Início segundo semestre.

Depois – Após, com meia dúzia de alterações, será vendido pela Renault como Alaskan e, próximo ano, em mudanças maiores, como Mercedes Classe X.

Fora – Surpreendentemente o Grupo Gandini, importador da coreana Geely, com superficial montagem no Uruguai, desistiu da representação. Geely é, dentre as chinesas, das mais promissoras para negócios futuros.

Maior – Direta ou indiretamente está envolvida com Lotus; taxis ingleses; sueca Volvo; malaia Proton, e nova operação Lynk&Co. Seu controlador, poderoso chinês Li Shufu tem, pessoalmente, 9,5% da Mercedes-Benz. É o Mr. China.

Resultado – Sorrisos na FCA com os primeiros três meses na Itália: 28,7% das vendas, liderando segmentos com Fiat X500, Renegade, Compass, Alfa Stelvio; dos mais vendidos, os quatro primeiros e o sexto lugares. Panda é o líder.

Premium – No Brasil Mercedes-Benz fechou primeiro trimestre liderando segmento com 2.551 unidades e 37,8% das vendas. 8% de crescimento em relação a 2017.

Mix - Segredo está no rejuvenescimento da marca e na conformação estética do GLA, segundo mais vendido em 722 unidades. Líder, o Classe C, com 915.

Recomeço – JAC lançará 2ª feira opção do utilitário esportivo T40, hoje o mais vendido de sua linha: transmissão CVT fazendo as vezes de automática.

Curiosidade – Issao Misogushi, presidente da Honda, com primeira unidade do importado Civic Cupê S.I. Curiosidades: não requisitou, mas comprou, e não o fez à fábrica com desconto, mas em concessionário, e a preço de tabela.
Vida de cliente, recebeu telefonema para retirá-lo, - e não estava pronto.

Negócio – Volkswagen vendendo up! tsi, o turbo, com desconto de R$ 4 mil e financiamento dito como sem juros.

Marco – MAN festeja 25 anos de produção do Volksbus e seus bons resultados de vendas, exportações e montagem em outros países. Não registrou a curiosidade de ter nascido como ônibus Ford, ficando com o produto quando da separação entre VW e Ford, unidas como Autolatina para tentar se salvar.

De novo – A boa fórmula do taxi inglês, ameaçado de findar-se pelas exigências de emissões e a crescente proibição de circular em Londres, motivou a London Electric Vehicle a projetar novo modelo. Elétrico, baixo peso na carrroceria, obtido com alumínio fornecido pela laminadora Novelli, para reduzir peso e aumentar autonomia.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0218 - 12.01.2018 edita@rnasser.com.br  

O preço do Fiat Cronos
Que tal pagar uns R$ 64.000 pela versão Precision, motor 1,8, transmissão automática de 6 velocidades, topo do novo sedã Fiat, o Cronos ?

Dia 9 iniciou produzir o carro nas eradas instalações recém adaptadas em Cordoba, Argentina, e prepara-se a exibi-lo em Mar Del Plata, local onde os vizinhos festejam o verão. Lá estará, com outros fabricantes e importadores de veículos, estande, mocinhas sorridentes, folhetos, test-drives.

Para não perder a oportunidade festiva, correu a divulgar fotos de exterior e painel antes de exibi-lo publicamente, e da apresentação oficial, em fevereiro. E abriu lista de encomendas, listando três versões – veja o quadro. Embora os valores estejam em pesos e tenham diferentes imposições tributárias é possível, a grosso modo, projetar o preço da versão superior, 1,8 automática, em torno dos R$ 64.000. Base de cálculo tomou os preços em pesos e comparou-os aos do novo Polo, hatch. A diferença nas versões de topo de um e outro oferecem referência percentual e daí o valor provável.

O divulgar fotos e dados e o abrir lista de pré venda, exibe outra característica do mercado argentino. Além de ser base produtora de picapes - Toyota HiLux, Ford Ranger, VW Amarok, e neste ano Nissan Courier, Renault Alaskan e Mercedes Classe X -, e mercado sempre visto como média de ¼ do volume de vendas registrado em nosso país, Argentina vem ocupando espaço institucional no setor: lá, mês passado, VW anunciou planos e produtos para reverter a perda de vendas e mercado ... no Brasil. Agora o fez antecipar divulgação.

Sinergia
Cronos tem partes de Argo/Toro, Renegade/Compass, notáveis no painel, motores e transmissões comuns a outros da marca: inicialmente motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Próximo ano, motor 1,4 Turbo.

Precision será versão de topo, e deve rever previsão de preços sondados em exposição fechada a pequeno grupo de jornalistas, entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Quanto
Para balizar valores e compactar com hatch VW Polo, preços argentinos são:

Fiat Cronos                       preço
 VW Polo                     preço 
DRIVE 1.3 GSE MT5:          $ 321.300
Trendline 1,6 manual    $ 336.214
PRECISION 1.8 16V MT5:   $ 357.000
Highline Manual 1,6      $ 429.256  
PRECISON 1.8 16V AT6      $ 412.000
Highline 1,6 Tiptronic    $ 450.706 

Preços do Cronos indicam boa disposição para conquistar clientes, exibindo motor de maior cilindrada. Nas versões de topo, com transmissão automática custa em torno de 9% abaixo do VW Polo Highline 1,6, também automático. com preço sugerido em R$ 69.915. Aplicada a diferença, versão de topo, Precision 1,8 automática, custaria em torno dos citados R$ 64.000.

Roda-a-Roda
Caminho – Vendas do Alfa Giulia deram consistente salto no mercado norte-americano, um dos trampolins para viabilizar o automóvel – e marca. De 528 unidades em 2016, superou 14 mil ano passado. Volume em ascensão, passando de excentricidade com o 4C, a concorrente de Audi, BMW e Mercedes.

Mais – Número deve se expandir com a chegada do SUV Stelvio, e de versão maior, concorrente do agora primo Cherokee – hoje Fiat e Jeep fazem parte do mesmo grupo, o FCA, e por isto não se duvide de intimidades mecânicas a partir da comunização de plataformas.

Metade – Meio ciclo de vida, o Citroën C4 Lounge terá re-estilização para modelia 2018. Coisa pouca e típica: grade, faróis, para choques frontais. Atrás pequenos retoques. Dentro maior conectividade e infodiversão. Moto propulsão sem novidades, motor L-4, 1,6 turbo, caixa automática seis velocidades. Carro bom, vende desproporcionalmente menos a estilo, conteúdo e preço.

Caça – Hyundai fará 600 unidades de versão especial, a HB20 R spec Limited, marcada por soleiras numeradas e bancos em couro vermelho com logo da versão. Fevereiro. Tipo quem não tem novidade caça com versão.

Líder – Segmento de maior crescimento em 2017, o SAV – tipo utilitário de atividade esportiva, classificação criada pela BMW -, teve produto da marca como líder. O X1 montado em Santa Catarina vendeu 3.443 unidades.

Tempo – Expectativas de insuflar produção dos jipes Stark, da ora cearense TAC, e anunciado lançamento de picape e versões flex, sem prazo para viabilização pela chinesa Zoyte, compradora do negócio.

II – Due Diligence, termo técnico para levantamentos físicos e contábeis apurando real situação de ativos, valores a receber e pagar, impostos devidos, indicou dívidas e Zoyte aguarda situação real para assumir a TAC – ou não.

Mais ? – Chinesas Shaanxi Automotive Group, fabricante de ônibus e Shuaguang Group, a SG, com amplo leque – auto peças, automóveis, picapes, ônibus - pediram agenda ao Ministério do Desenvolvimento para manifestar interesse em instalar-se no país. Sondam incentivos.

Ainda não – Razões desconhecidas, governos brasileiro e argentino delongam exigência de automóveis portarem o sistema eletrônico ESP, um salva vidas controle eletrônico de estabilidade. Estava ajustado para ser na virada do ano, mas foi postergado para 1º.janeiro.2020.

Protesto – O Latin NCAP – programa de avaliação de veículos novos para a América Latina -, protestou formal e contundentemente à Presidência da Nação na Argentina, chamando a decisão de desafortunada e lamentável.

Lá - Contesta o fato dos veículos serem desobrigados usar tal equipamento, de fábrica nos países de origem, dizendo dos acidentes a ser evitados, citando desnível de segurança entre mercados maduros e AL ser de 20 anos.

Rolou – Rota 2030, programa para a indústria automobilística, de redação não acordada, furou o cronograma, deixou lapso pós fim do projeto anterior Inovar-Auto. Surgirá depois da votação da Reforma da Previdência, nova referência temática e cronológica para o país.

Governo – Irônicos observadores da cena brasiliense dizem, se o governo montar grupo de trabalho para criar um cavalo de corridas, o resultado será, no máximo, um dromedário manco. Teme-se – sem trocadilho -, pelo resultado. Em tempo - Positivamente uma das medidas foi assumida pelo Denatran – pois de sua área: obrigatoriedade para inspeções de segurança veicular.

Aliás – Exceção está nos Veículos de Coleção, dispensados de tal verificação. Há petições internéticas para incluir na isenção os quase antigos. Coisa improvável, embora não impossível nestes dias de barganha política.

Movimento – Visando crescer como terceiro grupo automobilístico, Renault deu dois passos internacionais importantes. Com sócios básicos, Nissan e Mitsubishi, criou fundo de US$ 1bi para financiar desenvolvimento e implantação de programas de mobilidade.

Mais – Mudou fórmula associativa com a chinesa Brilliance, pela Renault Brilliance Jimbei Automotive, Ltd, para desenvolvimento e vendas mundiais de comerciais leves sob marcas Renault, Jinbei e Huasong: 150 mil até 2020.

Pesquisa – Para entender qual a percepção da marca entre formadores de opinião, inglesa de óleos Castrol faz pesquisa junto a jornalistas especializados.
Passo básico para traçar estratégia de comunicação. Voto pelo retorno do Castrol R e TT Competição, olorosas e sumidas diferenças da marca.

Lugar – Brasiliense Felipe Nasr – ou Nasser, como assumiu pronunciar -, com o patrocínio da Petrobrás cortado por conta da Lava Jato -, mostrará talento no Weatertech Sportscar Championship, principal evento da Imsa, em Daytona Beach, Florida, EUA, dias 27 e 28. Nas provas de classificação cravou o melhor tempo entre 50 concorrentes, conduzindo Cadillac DPi.

Projeto – Cadillac ? O pico do luxo da GM ? É, mesma marca, buscando clientes mais novos, e corrida de automóveis é atividade para mostrar-se mais jovem. Dentre classificados, quatro primeiros lugares são Cadillac DPi, e dentre concorrentes, oito são brasileiros.

Festa – Norte-americanos são capazes de fazer festa até em enterro. Transformaram as provas de classificação em evento próprio, enchendo Daytona e cidades adjacentes. Na corrida, mais.

História – André Chum, brasileiro, comprou Fusca Itamar 1993, último ano de produção; pesquisou; achou esquisito o número do chassis ser superior ao dado como último exemplar. Fez invejável trabalho para descobrir: após o último houve o último último. Está ótimo, historiado por Alexander Gromow em

Rolo – Há anos brasiliense Fundação Memória dos Transportes após ir ao CONFAZ, o conselho dos secretários da Fazenda, obteve do governo do Distrito Federal isenção de pagamento de IPVA para veículos com mais de 15 anos. Distribuiu a decisão do DF nacionalmente e maioria dos estados a adotou.

Exceção - Minas, não. Cartorialmente exigiu laudo do Instituto do Patrimônio para informar se o veículo teria a idade para a isenção. Caso foi resolvido por instâncias de Antônio Monte, da Associação Mineira de Antigomobilismo, através do deputado Duarte Bechir, aprovando projeto para isentar os veículos de coleção e retirando do tal instituto a competência para emitir laudos.

Gente – Tatiana Carvalho, comunicóloga, retorno. OOOO Deixou a Fiat para MBA e doutorado, experiência em outros temas, e voltou. OOOO Ficará no escritório paulista da marca. OOOO Desafio. FCA em re estruturação na área entrelaçando comunicação, brand e publicidade. OOOO Começa com lançamento do Cronos. OOOO Albéric Chopelin, francês, pedreira. OOOO VP Sênior, Diretor de Vendas e Marketing Groupe PSA – chamará M’sieur apenas o presidente mundial. OOOO Coordenará vendas de todas as marcas do grupo – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall, automóveis e comerciais, todo o mundo, cuidando para não ser engolido pela sócia chinesa Dongfeng. OOOO Após mais de século de administração familiar, PSA trouxe para salvá-la o português Carlos Tavares, então VP da vitoriosa concorrente Renault. OOOO

Mercedes, mais vendido entre os Premium
Número sensível, 12.474 unidades, Mercedes vendeu 38,3% nos segmentos onde participa. No total, os 7.361 produtos montados na fábrica de Iracemápolis, SP, foram responsáveis por 61,2% das vendas, com liderança pelos Classe C comercializando 4.061 automóveis – 36,3% do total.

Outro indutor das boas vendas foi pequeno SUV GLA, com 3.570 unidades – 29% dentre o total dos Mercedes automóveis e variações, e quase metade do volume de produção nacional. A atualização de itens internos e externos auxiliaram acelerar vendas.

Outros fatores responsáveis pela liderança da marca foi a presença de modelos importados, Classe A, GLC, GLC Coupé, GLE Coupé, SLC, auxiliando fazer liderança em seus segmentos e compondo o total nas vendas; e a corajosa disponibilidade dos produtos de performance elaborada, como são as versões AMG, elevando a marca como líder no segmento de elevada performance. No ano comemorativo de meio século, mudando o foco para popularizar o rendimento extra, marca assinalou 621 unidades vendidas, 14% a mais relativamente a 2016 e superior aos 10% de expansão nas vendas de automóveis, em parte pela expansão de sua rede de concessionários, de 38 para 55, incluindo 12 especializados nos AMG.

Quer resultados maiores em 2018, especialmente por novidades em produtos e por apurar os serviços dos concessionários às demandas e expectativas dos clientes.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

De carro por aí - Roberto Nasser

Coluna 4017 - 06.10.2017 edita@rnasser.com.br

O confuso Rota 2030
O programa de balizamento do setor automotivo e desenvolvimento de produtos, tossiu, engasgou, desligou. Dito Rota 2030, para substituir o Inovar-Auto em fim de linha, não conseguiu entrosar-se com sociedade e governo para ser publicado até o último dia 3, para ter vigência a partir de março próximo.

Talvez o não-cumprimento de prazo possa trazer solução para os impasses da importante matéria. Os desentrosamentos ocorreram entre as montadoras e sua associação; desta com o grupo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, o MDIC; ambos com a Abeifa, associação de importadores; e entre os órgãos do governo, citado MDIC, e os Ministérios do Planejamento e da Fazenda.

Há que se estranhar a presença destes entes numa questão econômica/industrial como a política do automóvel. Mas são fundamentais, pois por razões não explicadas ou entendidas, o MDIC adotou como base um conceito apresentado no mal fadado Inovar Auto – reduzir impostos ante ganhos energéticos, a redução de consumo. Assim, quer reduzir a 10 pontos os ilegais 30 pontos percentuais aplicados sobre o já elevado IPI dos automóveis importados. E, numa benesse democrática, para escapar às críticas da Organização Mundial do Comércio, estender tal acréscimo a todos os veículos vendidos no Brasil, sejam importados ou nacionais! Acena com uma possibilidade, a redução pontual ante o atendimento de metas específicas. Hoje tal desenho concederia redução de 4% aos produtos das empresas cumprindo até 2030 os protocolos acertados para consumo e emissões. Mais dois pontos para o incremento à segurança veicular; outro, adicional, às marcas inscritas no programa de etiquetagem veicular do Inmetro. Três restantes como incentivo à pesquisa, engenharia e produção no país.

O arrepio com o Planejamento e a Fazenda dizem respeito à parte da redução percentual, por eles considerados como incentivo, rótulo proibido na economia de um país em déficit. Há que se perguntar a opinião de outros estamentos da República, em especial aos estados e aos segmentos da mão de obra: aumentar preços dos automóveis não reduzirá vendas, abortando o início da decolagem do setor ? não encolherá o ICMS ? a redução das vendas e de produção não dispensarão mão de obra ? E está na hora de desemprego em cascata na cadeia produtiva de veículos ?

Nos rascunhos da estrutura filosófica afastou-se o regime de cotas – atualmente em 4.800 unidades/ano/empresa. Mas no setor verificar-se-á uma incoerência: os carros importados ficarão mais caros. Explicação aritmética: os importados do Mercosul ou por acordos comerciais não sofriam a imposição dos 30 pontos adicionais ao IPI. Entretanto com a generosidade de nivelamento, fazendo um aumento real em todos, todos ficarão mais caros, incluindo os importados antes isentos!

O segmento dos importados sem operação no Brasil está alegre. Afinal, os revendedores sobreviventes poderão respirar – antes tinham cotas e vendas mínimas, limitadas pelo super IPI. O efeito Bode-na-Sala tem tal dimensão, que até José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, associação do setor, e da Kia, concorda plenamente com os 10% adicionais. Gandini é dos poucos importadores preparados para tal convívio: implantou um laboratório de engenharia para sua marca e vender serviços a outros.

Na grande complicação sinalizada pela prometida legislação sobra outra dúvida: sem o adicional de impostos, o processo de superficial montagem hoje aplicado a Audis A3 e Q3; BMWs e Minis; Mercedes C e GLA conseguirá manter-se ou tais operações serão fechadas, mostrando a pouca densidade do programa Inovar Auto, ora em seu final ?

Autoclasica 2017
Maior evento de veículos antigos na América Latina, o Autoclasica terá impulso na edição 2017. Graças a feriado na Argentina, irá de 13 a 16 de outubro, mantido o local, o Hipódromo de San Isidro, a 50 km da capital portenha. Tem 900 inscritos, destes 300 motocicletas, segmento em grande expansão na mostra, contando com área exclusiva, o Barrio de las motos, com exposição, atrativos, venda de partes, literatura, serviços. Ao lado, sempre impactante feira de itens para automóveis variada em componentes, acessórios, marcada pela rica oferta de literatura. Área esparsa: 9 hectares de exposição.

17a. edição, rica em presença e detalhes, terá como tema principal o 70o. Aniversário da Ferrari, aguardada enorme variedade de modelos da mítica fábrica, incluindo dois exemplares pré expostos no Club de Automoviles Antiguos, organizador da mostra: uma Inter 166/195 e um Dino 246 GT. Ainda o F2004 de Fórmula 1, conduzido por Michael Schumaker em seu último título mundial.

Os 90 anos da Volvo provocarão sólida presença de representantes da marca. Outra comemoração, os 80 anos da categoria Turismo Carretera levará estes peculiares veículos, tão imbricados com a história do automobilismo argentino: cupês aliviados em peso, como os Chevrolet responsáveis pelo surgimento do penta campeão mundial e mito Juan Manuel Fangio. Em termos de antiguidades, além de renca de máquinas a vapor, operacionais, resfolegantes, produzindo ruído e fumaça, o grupo dos Veteranos, com mais de 100 anos, será atração. Dentre estes, um Renault AK 90, de 1907, e o Anasagasti 1912, tratado como primeiro carro feito na Argentina – não o é, mas o Iglesias, de 1907.

Sucesso de participantes, público e a doação da renda de estacionamento a um hospital são indicados como responsáveis pelos preços altos, tanto para o espaço locado pelos expositores, quanto pelas mercadorias à venda. A entrada custa 260 pesos; um choripan, o tradicional sanduiche com linguiça, na edição passada 150 pesos, respectivos R$ 48 e R$ 28.

Autoclasica é o único evento sul americano reconhecido pela FIVA, a federação internacional de antigomobilismo.

Roda-a-Roda
Vai ou não ?– Continua a dúvida se a FCA ou partes dela será assumida por empresa chinesa. A FCA não contesta, porém conhecida a gestão da companhia a omissão nada significa: ela capitaliza polêmicas pela imprensa – como a proposta de comprar a GM ou vender a Alfa Romeo à Audi.

Aliás – Neste caminho, seu executivo número 1, brilhante e polêmico Sérgio Marchionne declarou não ver futuro nos carros elétricos, trilha transformada em auto estrada por grande parte dos fabricantes.

Carimbo – No sempre referencial circuito alemão de Nurburgring, o Alfa Romeo Stelvio Quadrifoglio tomou a si a taça de SUV recordista nos 12,9 km, fazendo a volta em sete segundos menos ante o Porsche Cayenne Turbo S. Combinação de menor peso, motor V6, 2,9 litros, dois turbos, 503 cv e tração nas 4 rodas permitiu a surpresa.

Próximo – Pequeno atraso na Argentina postergou produção da versão sedã do Argo, tratado pela sigla interna X6S. Será exibido como pré série ao presidente Macri ao final de dezembro, com lançamento no Brasil em fevereiro.

Antes – O Virtus, sedã construído sobre o Polo, feliz em estilo, sem parecer hatch com um pedúnculo traseiro, sairá na frente: meio de novembro a VW quer apresentá-lo e aproveitar o 13o. salario

Surpresa – Primeiro mês de vendas Renault Kwid surpreendeu o mercado: vendeu 10.358 unidades. Ficou apenas atrás do GM Ônix, superando o Hyundai HB20. Vendeu três vezes mais ante o Fiat Mobi e 400% sobre o VW up!.

Local – MAN Caminhões esclareceu teoria circulando no meio a respeito da origem alemã da cabine dos novos caminhões Delivery. Informou ser trabalho conjunto de designers brasileiros e da matriz na Alemanha, construída aqui. Nova linha inova ao reduzir de porte e tonelagem, nitidamente dirigida às limitações de circulação urbana.


À tona – Em imersão desde forçado a demitir-se por falta de condições de trabalho, Marco Antonio Lage, ex diretor de assuntos corporativos e sustentabilidade da FCA, foi convidado a assumir posto de executivo no Cruzeiro, do futebol mineiro.

Projeto– Acima do imaginado, será  um profissional de renome em negocio em busca de profissionalização. Marco é torcedor a sério. Raposa de pelo grosso comentou à ColunaSerá o nosso deputado. O time já fez incursões políticas, mas foram para as páginas policiais.

Bônus – KTM disponibiliza seu modelo 390 Duke ABS com desconto especial durante outubro. Reduziu R$ 2 mil no preço final, contendo-o em R$ 19.900 e absorvendo o frete para induzir vendas.

Mais – Estilo Naked, pelado, sem carenagem, chassi em treliça de metal, suspensão frontal Ceriani, e habilidades para ágil uso urbano e em estrada.

Sem noção – Na confusão política instaurada, ano véspera de eleições, tudo o a envolver Câmara e Senado exige cautela pelos contribuintes e consumidores. Pensando em você Senador Ciro Nogueira (PP/PI) escolheu o combustível de seu próximo automóvel: ou álcool ou elétrico. Está em seu Projeto de Lei 304/17.

Sem clareza - Coisa desacorçoada, proíbe a venda e circulação de automóveis movidos a combustíveis fósseis. Uma ditadura obrigando consumir apenas carros a álcool e os inacessíveis elétricos.

Na prática – Além da inexistência de álcool para abastecer a frota, e da ausência de carros elétricos ou a capacidade do país em gerar energia, há a se perguntar a quem interessa ou favorece tal iniciativa.

Gente fina – O desvario está para ser relatado pela Senadora Ana Amélia, que é séria. Proteste contra: http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/130612 ou diretamente:ana.amelia@senadora.leg.br

Boa ideia – Mercedes criou projeto Piloto de Fogão para melhorar qualidade e variedade na comida preparada pelos motoristas de caminhão nas estradas. Montou um trailer, com um chef, transmite ensinamentos e sugestões. Quer fomentar o relacionamento entre os profissionais e a marca.

Entorno – Faz do negócio uma festa. Leva os topo de linha Actros para test-drive, ônibus com peças originais, re manufaturadas e a linha paralela Alliance. Próximas etapas: 7, 8 e 9 de novembro Posto Marajó Aparecidão, BR 153, km 516, Aparecida de Goiânia, Go, e dias 21, 22 e 23 de novembro, Posto Santa Edwiges, BR 262, km 523 / 521, Luz, MG.

Recorde – PMs paulistanos aprenderam BMW 328i com R$ 7M em débitos de impostos e multas – 1.118! Ford Escort 1996 o supera: 1.788 infrações e R$ 17M em multas.

Conta – Se não houver pagamento carros irão a leilão. Valor líquido apurado será deduzido do montante e pelo restante o estado acionará proprietários.

Desconforto – Ex ditaduras não sabem harmonizar passado e o presente. Brasil criou a Comissão de Anistia para indenizar livremente prejuízos a amplo leque de reclamantes de nem sempre provadas perseguições pelo governo revolucionário.

Lá - Na Argentina colocaram um Ford Falcon 1976 à venda. Carro do Exército, identificado com a repressão, como o foi o GM Veraneio aqui. Imprensa noticiou, Exército e banco encarregados de leilão, o abduziram – sem explicar.

Gente – Ricardo Vitorasso, administrador, ascensão. OOOO Era diretor do consórcio Scania, subindo às vendas de caminhões no Brasil. OOOO Rodrigo Clemente, engenheiro de produção, o substitui. OOOO Ambos já dirigiram revendas da marca, conhecendo produto e mercado. OOOO Barry Engle, presidente da GM na América do Sul, arranjo. OOOO Empresa redividiu o mundo e Ásia, Oceania, Argentina e Brasil formam a GM International, por ele presidida a partir de janeiro. OOOO GM chama os dois países de região Mercosul. OOOO Noção geográfica de multi nacional bem demonstra o apreço pelos mercados. OOOO

Mercedes Classe A. No topo
Não é um Mercedes. É o Mercedes. É como deve ser visto o novo Classe S, topo de linha do fabricante, rico em equipamentos, incluindo novo motor de elevada eficiência. Para o Brasil virá apenas a versao S 560L, indicando ter mais espaço para os passageiros do banco posterior. Acima, duas possibilidades com versões AMG, o S 63 e o S 65L – este com motor V12, bi turbo, 630 cv.

O conceito de desenvolvimento mirou em fazer o melhor sedã do mundo, baseado em maxima qualidade dos materiais e no processo de construção. Marca-o visualmente nova grade de radiador com três travessas horizontais cromadas e verticais pretas em alto brilho; grupo óptico com três fontes de luz Multibeam Led; novos parachoques dianteiro e traseiro. No interior, no painel, dois amplos displays, cada um com 31 cm, exibindo instrumentos virtuais, permitindo configuração pelo motorista. Há, ainda, head up display, a projeção de informações no parabrisas, à frente do motorista, e as teclas do volante são para deslizar o dedo, como num Smartphone.

Nova motorização é V8, 469 cv e 700 Nm, capaz de desligar 4 cilindros para reduzir consumo e emissões. É 10% mais econômico ante a versão anterior. Nas versões AMG o V8 foi reduzido de 5,5 litros para 4,0 também com dois turbos alojados no V entre as bancadas de válvulas. Faz 612 cv. Na versão AMG S 65, o topo da casa, motor V12 biturbo e 630 cv e poderosíssimos 1.000 Nm de torque.

No rodar confortável, melhorou o sistema de varredura do solo por camera de tv, preparando a suspensão para filtrar as irregularidades. Dentre os sistemas de assistência à condução, dentre os muitos há o capaz de manter distância segura dos carros à frente, o ajuste da velocidade antes das curvas e cruzamentos, e a inclinação da carroceria em até 2,65 graus para o lado interno da curva. Dentre as preocupações de conforto, o banco do motorista avança 7,7cm para a frente, abrindo espaço ao passageiro viajando atrás. O do passageiro bascula e permite criar superfície reta para o ocupante deitar.

Preços, há: S 560L R$ 769.900; AMG S 63 L 4 Matic – tração nas 4 rodas -, R$ 974.900; e AMG S 65 L, R$ 1.166.900