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domingo, 2 de dezembro de 2018

Audi inicia o circuito mundial de Fórmula E


A contagem regressiva se inicia: Em 15 dias, o Campeonato Fórmula E ABB FIA estreará sua nova temporada. A Audi Sport ABT Schaeffler, juntamente com seus pilotos Daniel Abt e Lucas di Grassi, está entrando na corrida como defensora do título. Agora, os dois carros totalmente elétricos Audi e-tron FE05 embarcaram em suas viagens pelo mundo, por onde percorrerão cinco continentes e onze países, abrangendo uma distância total de mais de 70.000 quilômetros.

Os contêineres estão fechados e os documentos de expedição estão preenchidos: oito toneladas de equipamento agora estão a caminho da temporada da Fórmula E.  A primeira parada será Ad Diriyah, nos arredores da capital da Arábia Saudita, Riyadh, onde os mecânicos receberão dois carros Audi e-tron FE05 para a corrida inaugural da temporada. Em 15 de dezembro, às 15h do horário local, as luzes de largada
brilharão verdes novamente. É a primeira etapa de uma longa jornada, que teve início em 2017, com o lançamento do projeto de desenvolvimento do carro de corrida totalmente elétrico da Audi.

Além dos carros de corrida, dois conjuntos completos de carroceria e cinco ogivas, incluindo painéis laterais frontais sobressalentes, foram enviados na jornada também. A DHL – parceira
de logística da equipe alemã – está transportando todo equipamento, ferramentas e outros produtos consumíveis e peças sobressalentes.

“O desenvolvimento do powertrain foi finalizado, os testes pré-temporada acabaram e os carros de corrida embarcaram – quando pudermos abrir os contêineres de novo, a nova temporada finalmente começará de verdade. Nós nos preparamos de maneira intensa para esse momento pelos últimos meses, então estamos muito empolgados”, afirma o Chefe de Escuderia Allan McNish.

Após a primeira corrida, o circuito levará as equipes até Marrakesh, Santiago de Chile, Cidade do México, Hong Kong e o resort turístico chinês Sanya. Os carros serão apenas enviados de volta à equipe antes do retorno da temporada da Fórmula E para a Europa, em abril. Antes disso, eles serão transportados diretamente de uma pista de corrida à outra – uma façanha de logística que a DHL possui maestria ao combinar transportes aéreo, marítimo e terrestre, o mais eficiente possível. Isso faz com que as emissões sejam reduzidas ao mínimo pela seleção de rotas e meios de transporte apropriados. Essencialmente, a Fórmula E objetiva reduzir suas emissões passo a posso, compensando-as a longo prazo.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

FIA WEC: Saindo por cima, Allan McNish anuncia aposentadoria


Um dos pilotos mais carismáticos e de maior sucesso está deixando o palco maior do esporte a motor. A poucos dias de completar seu 44º aniversário, o piloto oficial de fábrica da Audi Allan McNish anuncia que não prosseguirá sua carreira de piloto na temporada 2014.O escocês iniciou sua vitoriosa carreira há 32 anos, no kart. McNish conquistou muitas de suas grandes vitórias desde 2000 com a Audi - mais recentemente, ele levou o primeiro título mundial de seu currículo ao volante do Audi R18 e-tron quattro. "Acho que este é o momento ideal para finalizar minha carreira como piloto de carros esporte-protótipo com a Audi", anunciou McNish. "Junto de meus companheiros de equipe Tom Kristensen e Loïc Duval eu completei a minha melhor temporada, tendo, também, vencido as 24 Horas de Le Mans. Por isso eu não poderia desejar mais nada além do que conquistamos neste ano. Posso olhar para trás e ver uma carreira fantástica que não deixou nada em aberto e estou ansioso pelos novos desafios que o futuro me reserva. Agora terei muito mais tempo para a minha família, mas vou continuar envolvido com o esporte a motor de várias formas, entretanto, não mais como piloto", justificou.

Allan McNish vai permanecer próximo da Audi e irá contribuir com seu conhecimento. "Nós apreciamos e respeitamos a decisão de Allan em se aposentar no topo de sua carreira", destaca o chefe da Audi Sport, Dr. Wolfgang Ullrich. "Ao mesmo tempo, é uma partida particularmente difícil para nós. Todos conhecemos os sucessos dele como piloto. Não devemos nos esquecer, porém, do quanto ele foi valioso no desenvolvimento de nossos carros, o grande ‘team player’ que ele sempre foi e o quanto ele foi consistente na busca dos objetivos da Audi muito além do esporte a motor com profissionalismo, lealdade e comprometimento. Lamentamos que Allan não disputará mais corridas para nós, mas estamos felizes de que ele vai continuar associado à Audi Sport e à Audi como marca", afirmou.

No ano 2000, no Audi R8, Allan McNish venceu pela primeira vez a American Le Mans Series. Em 2006 e 2007, no Audi R10 TDI, ele mais uma vez comemorou os títulos na categoria norte-americana de carros esporte-protótipos. Quatro vitórias nas 12 Horas de Sebring complementam seus registros na América do Norte. Duas de suas três vitórias nas 24 Horas de Le Mans foram conquistadas com a Audi - em 2008 e 2013. 
A conquista antecipada do título deste ano no Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) em Xangai, cinco semanas atrás, marcou o topo da carreira do escocês, que inicialmente perseguia o sonho de todo jovem piloto nas categorias de monopostos.Com exceção dos anos de 2001 a 2003, quando esteve ativo na Fórmula 1 como piloto de testes e, depois, oficial, ele competiu pela Audi desde 2000. Por pouco ele não foi exclusivamente piloto do programa de protótipos da marca das quatro argolas: em 2005, ele esteve na ativa também no DTM. Ele é o único piloto a ter guiado todos os protótipos feitos em Ingolstadt e Neckarsulm, do Audi R8R ao R8, R10 TDI, R15 TDI, R18 TDI, o R18 ultra e o R18 e-tron quattro. Foram 29 vitórias em seu currículo, 18 pole positions, 17 voltas mais rápidas e quatro títulos em onze anos, fazendo dele um dos pilotos da Audi de maior sucesso com a marca. "Claro que vamos sentir a falta de Allan", afirmou Chris Reinke, chefe do projeto LMP na Audi Sport. "Mas é típico de Allan que ele também encontrou o ponto perfeito para decidir encerrar sua carreira".

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

FIA WEC: Audi pode conquistar título mundial no Japão


A Audi se mantém invicta na temporada 2013 de protótipos. A equipe, comandada pela Audi Sport Team Joest, venceu todas as cinco corridas realizadas até aqui no FIA World Endurance Championship, além das 12 Horas de Sebring, nos Estados Unidos. Na última prova, disputada em Austin, também nos Estados Unidos, a montadora celebrou sua 100ª vitória na categoria geral de uma competição LMP. E na etapa de Fuji, no Japão, marcada para o próximo fim de semana, a montadora pode conquistar o título de construtores do FIA WEC com duas provas de antecipação.Foi um amor à primeira vista. Mesmo o Japão ficando a nove mil quilômetros da sede da Audi, na Alemanha, a forma como o time das quatro argolas foi recebido em Fuji durante a passagem do WEC pelo circuito em 2012 foi inesquecível. Uma massa de japoneses entusiastas do automobilismo receberam os pilotos e equipe da Audi como se eles estivessem em casa. Pediram autógrafos durante todo o fim de semana e torceram fervorosamente. Na arquibancada principal, um grupo de fãs organizou um espetáculo acústico cujo ritmo e volume mais lembravam uma apresentação de carnaval do que uma corrida de automóveis. O evento recebeu mais de 50 mil espectadores durante aquele fim de semana.

Os pilotos da Audi que passaram parte de suas carreiras no Japão, ou que ainda residem no país, contribuíram para a popularidade da equipe na terra do sol nascente. Tom Kristensen pilotou no Japão durante quatro anos e Loïc Duval correu no país até 2006 e ainda mora em Tóquio. Os dois, juntos de Allan McNish - que viajava constantemente ao Japão como piloto de testes - lideram a classificação de pilotos do FIA WEC com 33 pontos de vantagem após a terceira vitória do ano, conquistada em Austin.E seus principais adversários na disputa pelo título são seus próprios companheiros de equipe. André Lotterer mora na capital japonesa e está envolvido com o automobilismo no país há 10 anos. Seu companheiro na pilotagem do Audi R18 e-tron quattro #1, Benoît Tréluyer, também correu durante 12 anos em terras nipônicas. Do time, apenas o suíço Marcel Fässler não tinha nenhuma conexão com o Japão até a etapa de 2012 do FIA WEC em Fuji. Mas isso, obviamente, não impediu os fãs de darem a ele, também, as boas-vindas da mesma forma que fizeram com os demais pilotos. 

Além de toda a atmosfera que envolve o evento em Fuji, existem fatos concretos indicando que a corrida no Japão será uma das mais importantes da temporada. É lá que a Audi pode conquistar, com duas rodadas de antecipação, o título mundial de construtores do WEC. A vantagem da marca alemã sobre a Toyota é de 69 pontos e, nas duas provas que restam depois da etapa japonesa, serão apenas 52 em jogo. Dessa forma, terminar a corrida é o pré-requisito para garantir o título antecipado. Mas há muito mais em jogo. Depois de ser derrotada em Fuji na temporada 2012, a Audi quer que o R18 e-tron quattro cruze a linha de chegada em primeiro neste ano. E terá pela frente o desafio de enfrentar dois carros da Toyota na pista.

Tudo que acontece na pista de Fuji durante o próximo fim de semana, pode ser acompanhado diretamente pelo site: www.audi-motorsport.com O app da Audi Sport, bem como as páginas da marca no Twitter e Facebook, constantemente informações atualizadas. 

domingo, 1 de setembro de 2013

Audi faz dobradinha nas 6 Horas de SP


A Audi permanece imbatível entre os protótipos na temporada 2013. O Audi R18 e-tron quattro, máquina híbrida da marca das quatro argolas, venceu a quarta de oito etapas do FIA World Endurance Championship (WEC), além da conquista das 12 Horas de Sebring em março, em prova que não era válida pelo Campeonato Mundial de Endurance. O fim de semana no Brasil terminou com a vitória de Marcel Fässler/André Lotterer/Benoît Tréluyer (SUI/ALE/FRA), à frente de Loïc Duval/Tom Kirstensen/Allan McNish (FRA/DIN/GBR). Ao vencer a Le Mans 6 Horas de São Paulo, o trio reduziu a diferença que os separa dos companheiros de equipe na tabela de classificação do campeonato em oito pontos - de 30 para 22.

Depois de uma corrida perfeita, os atuais campeões mundiais de endurance asseguraram a segunda vitória da temporada - a primeira havia sido nas 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica, em maio. Interlagos recebeu 38 mil torcedores, que assistiram o carro número 1, de Fässler, Lotterer e Tréluyer cruzar a linha de chegada com uma vantagem de três voltas sobre os companheiros de equipe. Após a conclusão de metade da temporada, a disputa pelo título começa a ficar dramática depois que os vencedores das 24 Horas de Le Mans Loïc Duval, Tom Kristensen e Allan McNish chegaram à capital paulista com uma vantagem de 30 pontos na tabela.


A diferença significativa na corrida, porém, não refletiu a verdadeira performance do carro número 2. Nos estágios iniciais ca prova, o escocês Allan McNish dominou as ações já na largada assumindo a liderança. Então, o trio teve um raro contratempo. Durante um período de safety car, Tom Kristensen fez seu pit stop e voltou atrás de um carro da categoria GT, bem mais lento que o LMP1. O recordista de vitórias em Le Mans, que registrou a melhor volta da corrida, perdeu meio minuto porque o carro à frente não mantinha o mesmo ritmo dos outros à frente durante a permanência do safety car na pista. Duval depois assumiu o volante do #2 e iniciou o processo de recuperação quando, na volta 142, saindo dos pits, ele perdeu a roda traseira direita e teve de completar uma volta inteira em três rodas. Isso resultou em duas penalizações com stop-and-go que completaram a rodada de má sorte do trio vencedor de Le Mans, que perdeu um total de quatro voltas em virtude de tais fatores.


No final, entretanto, o diretor de motorsports da Audi, Dr. Wolfgang Ullrich teve razões para se sentir satisfeito com um fim de semana em que os objetivos principais foram alcançados. O Audi Sport Team Joest conseguiu tudo o que era possível em Interlagos ao fazer a primeira fila na classificação com os dois carros e depois a dobradinha na prova - foi a primeira vitória da equipe na América do Sul. A lamentar, somente a tão esperada batalha contra a Toyota, que não chegou a acontecer. Com apenas um carro inscrito, os japoneses se envolveram em um acidente ainda na volta 25, e como resultado foram forçados a abandonar.

Daqui três semanas, a Audi Sport espera manter a fase de sucessos. No dia 22 de setembro o FIA WEC desembarca nos Estados Unidos para competir no Circuit of Americas, na cidade de Austin, Texas.

Declarações após a prova

Marcel Fässler (Audi R18 e-tron quattro #1): "É ótimo estar de volta ao topo do pódio. Foi uma corrida cheia de incidentes e nós tivemos sorte de não estarmos envolvidos em nenhum durante as seis horas. Isso nos ajudou a fazer uma parte final da corrida sem pressão do segundo colocado e levar o carro para a vitória. O time todo fez um trabalho fantástico."

André Lotterer (Audi R18 e-tron quattro #1): "Foi importante para nós diminuir a diferença na classificação do campeonato. Claro que a prioridade hoje era conquistar uma vitória para a Audi, e nós pudemos alcança-la mesmo com a corrida difícil para o carro #2. Foi uma pena a Toyota ficar de fora, porque certamente a corrida seria bastante movimentada. Mas nosso time fez um ótimo trabalho e pode se orgulhar por esse resultado."

Benoît Tréluyer (Audi R18 e-tron quattro #1): "Estamos muito felizes por esse resultado, principalmente depois dos problemas que enfrentamos em Le Mans. Obviamente fomos beneficiados pelos problemas que nossos concorrentes tiveram, mas isso nos permitiu ser mais cautelosos na pilotagem, especialmente em meio ao tráfego na pista. Quero deixar um grande 'obrigado' aos meus companheiros, mecânicos e engenheiros pelo trabalho neste fim de semana."

Loïc Duval (Audi R18 e-tron quattro #2): "Não fomos os mais rápidos hoje e precisamos estudar o que houve. Tivemos um pouco de azar durante a entrada do safety-car no início da prova e, além, disso, perdi a roda traseira direita do carro depois do meu primeiro pit-stop. Quando voltei aos boxes para colocá-la de volta, o sensor de velocidade não estava funcionando e acabei entrando rápido demais na área de pits. Foram duas penalizações e isso nos impediu de brigar pela vitória. No final, tivemos sorte em terminar na segunda posição. Se a Toyota tivesse ficado na pista, as coisas certamente seriam mais difíceis. Por isso, considero que foi uma boa corrida para a Audi."

Tom Kristensen (Audi R18 e-tron quattro #2): "Essa prova mostrou o quanto foi importante o trabalho da equipe na pré-temporada. No ano passado, fomos batidos pela Toyota em Interlagos, mas agora voltamos bastante fortes. Foi uma pena, porém, eles terem saído da corrida tão precocemente. E, infelizmente, uma série de circunstâncias impediram nosso carro de brigar pela vitória. Mas o campeonato segue bem interessante."

Allan McNish (Audi R18 e-tron quattro #2): "Depois de uma boa largada para os nossos dois carros, a nossa adversária Toyota infelizmente teve de abandonar. Eu estava no controle da prova e consegui colocar certa vantagem sobre o segundo colocado. Mas então a mesa virou, infelizmente. Uma roda se soltou do carro e tivemos duas penalizações depois disso. E então, foi somente questão de manter o carro na pista e trazê-lo de volta para casa em segurança e somar nossos pontos para o campeonato. Parabéns à Audi por vencer nesta pista".


Confira os 10 primeiros colocados nas 6 Horas de São Paulo:

1. Fässler/Lotterer/Tréluyer (Audi R18 e-tron quattro) 235 voltas
2. Duval/Kristensen/McNish (Audi R18 e-tron quattro) - 3 voltas 
3. Beche/Heidfeld/Prost (Lola-Toyota) - 5 voltas
4. Conway/Martin/Rusinov (Oreca-Nissan) - 13 voltas
5. Baguette/Gonzalez/Plowman (Morgan-Nissan) - 14 voltas
6. Kaffer/Perez Companc/Minassian (Oreca-Nissan) - 14 voltas
7. Jeannette/Wirdheim/Zugel (Zytek-Nissan) - 18 voltas
8. Ihara/Merlin/Nicolet (Morgan-Nissan) - 21 voltas
9. Bruni/Fisichella (Ferrari) - 23 voltas
10. Mücke/Turner (Aston Martin) - 23 voltas

quarta-feira, 3 de julho de 2013

24 Horas de Le Mans: Di Grassi tem estreia elogiada por chefe da equipe Audi




Um traçado longo, de mais de 13 quilômetros de extensão, sete tipos de asfalto pelas estradas interioranas do distrito de La Sarthe, uma instabilidade climática de dar inveja ao circuito de Interlagos, média horária superior aos 240 km/h por volta, 56 carros de quatro categorias, recorde de intervenções do carro de segurança em uma corrida de 24 horas de duração. Ingredientes que, somados à superação, alegrias e tristezas fazem das 24 Horas de Le Mans a mais espetacular corrida de longa duração do mundo.Cercada de histórias e conhecida por fabricar verdadeiras lendas do automobilismo mundial, a prova, que aconteceu no último dia 22 de junho, teve a estreia do brasileiro Lucas di Grassi. O piloto, contratado pela Audi - vencedora de 12 das últimas 15 edições das 24 Horas -, fez sua primeira aparição em Le Mans e correu ao lado do espanhol Marc Gené e do britânico Oliver Jarvis.


Di Grassi recebendo troféu de melhor estreante

E a exemplo das outras corridas que disputou pela equipe das quatro argolas, Lucas mais uma vez terminou no pódio. O terceiro lugar foi a coroação do melhor estreante da 81ª edição das 24 Horas de Le Mans. A vitória ficou com sua equipe, no carro de número 2, pilotado pelo escocês Allan McNish, pelo francês Loic Duval e pelo dinamarquês Tom Kristensen, que ampliou seu recorde, com nove triunfos em La Sarthe.Antes da largada, Lucas também havia sido premiado com o troféu destinado ao estreante dono da melhor volta na pista durante os treinos. Entretanto, as coisas não foram fáceis para o trio do carro número 3 durante a prova. Cada vez mais ganhando confiança dentro do time, coube a Di Grassi guiar o Audi R18 e-tron quattro na largada. E esta foi a parte mais difícil da prova, na opinião do brasileiro. "Sem dúvida a largada foi a parte mais difícil para mim, porque além da pressão de ser a minha primeira corrida em Le Mans, houve o acidente que tirou a vida do Allan Simonsen, uma entrada do safety car na pista que durou praticamente uma hora, e também a questão da chuva em trechos da pista com todo mundo usando pneu de pista seca", lembrou o piloto de 28 anos.


Sobre o acidente fatal com o dinamarquês do Aston Martin #95, Lucas disse ter recebido a notícia assim que deixou o carro após seu primeiro turno. "Recebi a notícia direto do meu chefe Dr. Ullrich. Ele me disse assim que saí do carro e fiquei absolutamente chocado com essa fatalidade", contou.



Houve mais momentos difíceis na prova para o Audi #3, como o furo no pneu traseiro direito logo que caía a noite no circuito. Oliver Jarvis acabava de passar pela linha de chegada. "Ele teve que completar uma volta inteira, mais de 13 quilômetros, em três rodas. Isso nos fez perder muito tempo", apontou o brasileiro. Jarvis conseguiu trazer o carro em boas condições aos boxes e voltou na quarta posição, atrás dos R18 de McNish e dos Toyotas de Sebastien Buemi e Kazuki Nakajima.Durante a madrugada, Lucas novamente assumiu o cockpit do e-tron e iniciou uma perseguição que manteve grande parte das 245 mil pessoas presentes ao autódromo acordadas. "Depois de ter perdido muito tempo por ter dado uma volta completa com três rodas, precisamos tirar mais de uma volta de diferença para os Toyotas. No meu turno de madrugada eu consegui tirar mais de um minuto do (Kazuki) Nakajima, e isso me deixou extremamente satisfeito", afirmou. 


No fim, o trio recuperou a terceira colocação e assim Lucas subiu ao pódio de Le Mans em sua primeira participação na corrida, igualando os feitos de Raul Boesel (1991) e Ricardo Zonta (2008) no geral da prova.O desempenho na parte inicial da prova e a caçada noite adentro contra o Toyota que estava um minuto e meio à frente renderam elogios de dentro da equipe. Vencedor e recordista de triunfos na prova, o dinamarquês Tom Kristensen dividiu o carro com Lucas em duas ocasiões, nas 6 Horas de São Paulo do ano passado, na estreia do brasileiro no time, e nas 12 Horas de Sebring, em março deste ano. "O que o Lucas fez foi fantástico. Estamos muito orgulhosos do que ele fez aqui em Le Mans", disse.

domingo, 23 de junho de 2013

Audi vence novamente em Le Mans. Lucas di Grassi é 3º



Pelo segundo ano consecutivo, a Audi vence as 24 Horas de Le Mans com um carro híbrido de tração integral quattro e, assim, dá sequência à sua história de sucesso na mais importante corrida de endurance do mundo. O trio formado por Loïc Duval (FRA), Tom Kristensen (DIN) e Allan McNish - a bordo do R18 e-tron quattro #1 - conquistou a vitória, enquanto o brasileiro Lucas di Grassi, a bordo do R18 e-tron quattro #3, foi ao pódio com um terceiro lugar em sua primeira participação na corrida (competindo junto de Marc Gené e Oliver Jarvis).Como já era esperado, o 12º triunfo da marca dos quatro anéis em Le Mans foi um dos mais difíceis de sua história. Com as mudanças feitas recentemente no regulamento técnico da prova, os três Audi R18 e-tron quattro inscritos em Le Mans faziam, em média, duas voltas a menos que os carros da Toyota com um tanque de combustível. Assim, os pilotos da Audi tiveram de compensar os pit stops adicionais com tempos de volta mais rápidos na pista. Uma missão que ainda teve de driblar as condições meteorológicas por vezes extremamente difíceis no Oeste da França durante este fim de semana.


Pancadas de chuva atingiram a região diversas vezes ao longo da corrida, que foi dramática. Isso resultou uma série de incidentes e nada menos que onze intervenções do safety-car. Um total de mais de cinco horas de corrida sob bandeira amarela, enquanto os fiscais de pista faziam a limpeza e os reparos nas áreas dos acidentes. Os três Audi R18 e-tron quattro, equipados com um sistema de tração elétrica no eixo dianteiro, foram os carros mais rápidos da pista durante toda a prova. E também os mais eficientes, já que venceram a Michelin Green X Challenge, uma competição para definir o protótipo mais limpo, rápido e eficiente. 

A 12ª vitória da Audi em Le Mans foi conquistada pelo R18 e-tron quattro #2 pilotado por Loïc Duval (França), Tom Kristensen (Dinamarca) e Allan McNish (Escócia). Para Duval, que conquistou a pole position para o trio na quarta-feira, foi a primeira vitória na prova francesa. A terceira para Allan McNish. Tom Kristensen, recordista isolado de vitórias em Le Mans desde 2005, chegou à sua nona vitória. O carro vitorioso correu as 24 horas sem apresentar o menor problema técnico. Duval/Kristensen/McNish assumiram a liderança às 21h43 do sábado (no horário local, 16h43 em Brasília) e não perderam mais a posição até cruzar a linha de chegada às 15h do domingo (10h em Brasília). O trio conseguiu abrir uma crucial volta de vantagem sobre o carro da Toyota em segundo e isso garantiu as condições para administrar o resultado na parte final da corrida, mesmo nas condições caóticas de chuva torrencial. 


Os outros dois trios da Audi sofreram - quase que simultaneamente - com infortúnios que os obrigaram a paradas de box não programadas pouco antes de completarem sete horas de corrida. Oliver Jarvis, no Audi R18 e-tron quattro #3, foi tocado por um veículo mais lento e, por isso, teve um pneu furado - sendo obrigado a percorrer quase uma volta inteira nos 13.629 metros do traçado de Le Mans nessas condições e perdendo duas voltas em relação aos líderes. Em um final cinematográfico, o brasileiro Lucas di Grassi, que fez sua estreia em Le Mans, descontou 45 segundos de diferença para o Toyota que ocupava a terceira posição e, assim, garantiu um lugar no pódio para o carro #3, junto de Jarvis e Marc Gené.


Já o trio formado por Marcel Fässler (Suiça), André Lotterer (Alemanha) e Benoît Tréluyer (França) - no Audi R18 e-tron quattro #1 - perdeu a liderança por conta um problema no alternador. Mesmo sofrendo todo o atraso da troca da peça, os vencedores de Le Mans em 2011 e 2012 fizeram uma excelente prova de recuperação para terminar em quinto lugar.Mas toda a festa da edição que marcou os 90 anos das 24 Horas de Le Mans acabou ofuscada por um acidente fatal na categoria GT logo depois da largada, ainda no sábado. O piloto dinamarquês Allan Simonsen perdeu o controle de seu Aston Martin da categoria LMGTE Am na curva Tertre Rouge e não resistiu aos ferimentos. "Obviamente este incidente horrível amortece a alegria de outra grande vitória em Le Mans para a Audi", comentou Dr. Wolfgang Ullrich. "Nós ficamos completamente chocados com a notícia da morte do Allan (Simonsen). Durante sua carreira, ele também venceu a bordo de nossos carros, especialmente no Audi R8 LMS. Nossos sentimentos vão, principalmente, para sua família e amigos, e para a equipe Aston Martin também. Isso mostra que não devemos nunca parar de fazer o que for possível pela segurança no automobilismo. Este é o primeiro acidente fatal que testemunhamos em Le Mans nos 15 anos que corremos aqui. E eu espero que ele tenha sido também o último."

Confira os 10 primeiros colocados nas 24 Horas de Le Mans 2013:

1- Tom Kristensen/Allan McNish/Loïc Duval-Audi- 348 voltas média 241,4 km/h)

2- Anthony Davidson/Stéphane Sarrazin/Sébastien Buemi - Toyota TS030 Hybrid - 347 voltas

3- Marc Gené/Oliver Jarvis/Lucas di Grassi - Audi R18 e-tron quattro - 347 voltas

4- Alexander Wurz/Nicolas Lapierre/Kazuki Nakajima - Toyota TS030 Hybrid - 341 voltas

5- André Lotterer/Benoît Tréluyer/Marcel Fässler - Audi R18 e-tron quattro - 338 voltas

6- Nick Leventis/Jonny Kane/Danny Watts - HPD ARX-03c-Honda - 332 voltas

7- Bertrand Baguette/Martin Plowman/Ricardo González - Morgan LMP2-Nissan - 329 voltas

8- Olivier Pla/Alex Brundle/David Hansson - Morgan LMP2-Nissan - 328 voltas

9- Roman Rusinov/John Martin/Mike Conway - Oreca 03-Nissan - 327 voltas

10- Michael Krumm/Jann Mardenborough/Lucas Ordóñez - Zytek Z11SN-Nissan - 327 voltas