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sábado, 7 de janeiro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0117 - 07.01.2017  edita@rnasser.com.br

De Carro na República Dominicana
República Dominicana fica no Caribe, meio caminho entre Américas do Sul e Norte. Pouco lembrada, foi o ponto de inflexão do desenvolvimento mundial quando, em 1492, Cristóvão Colombo aportou, logo instalando o primeiro Vice Reinado extra europeu. Diego, seu filho, foi pioneiro Vice Rei a operar no Continente Americano e seu palácio, o Alcazar de Colón, construído em 1512 até hoje remanesce como atração no Centro Histórico, contando história com auxílio de mobiliário e utilidades de época, auxiliado, em seu entorno pelos primeiros prédios erigidos nas América: administração, igreja, forte, alguns ininterrupta e secularmente ocupados pela gestão do poder. Como lembrança, o Brasil foi descoberto oficialmente em 1500, mas os portugueses registraram e largaram. Os franceses pilharam o país até 1565 quando expulsos por Estácio de Sá, representando a Coroa. Na prática o Brasil começou em 1565 no Rio de Janeiro, nas proximidades de onde hoje está o abandonado Hotel Glória.

Superfície do país é de 48.500 km2, soma aproximada de Alagoas e Sergipe, e divide com o Haiti a Ilha Hispaniola, segunda maior – primeira é Cuba. O dividir é ao pé da letra. Haiti, primeiro país a tornar-se independente nas Américas, é o mais pobre do Continente; população predominantemente negra; assinalado por desastres naturais inexplicavelmente limitados às fronteiras. Sua população tem melhor situação de educação, conhecimento e interpretação, e menor acidentalidade com veículos. Os dominicanos são arrepiados com os vizinhos.

Pouca industrialização, economia de base com criação de gado, plantio de cana, arroz, produção de sal, os dominicanos demoraram a demarrar-se em integração pelo deficiente sistema de ligação e transportes, tomando muitos anos evoluir dos cascos dos animais, ferrovias, às estradas de rodagem. E destas apenas as novas, de instigação turística, tem boa qualidade.
Legenda 02: RD, mapa geral

Sua economia foi traçada como dependente dos gastos dos muitos turistas. Dados de 2015, país teria imaginados 11 milhões de habitantes, e recebera quantidade quase igual de visitantes, e facilita, sem necessidade de Visto e por pagamento de US$ 10 por pessoa à chegada no Aeroporto. Na ocasião você entende a lógica da operação: há duas pessoas para processar o tíquete de entrada: uma entrega, outra recebe ...

Nas localidades dedicadas ao turismo estão, ao Norte, Punta Cana, com enorme quantidade de hotéis no sistema all inclusive - fácil entender: é um enclave americanizado, sem cidade dominicana nas proximidades e, assim, os hotéis devem criar a própria ilha de serviços para atender aos hóspedes. Estes, em sua maioria, norte-americanos de renda média e baixa, brasileiros. Vai-se pela Ruta 3, a 250 pesos de pedágio.

Outro lugar recente e demandado, a Leste, é Samaná, cercado por mar e lagoa, dividido com Las Terrenas. Resorts novos, hotéis, pousadas e a utilidade de apoio e turismo do comércio e serviços da cidadezinha, simpáticos e descompromissados como o são os das cidades praianas do Continente Sul. Poucos hóspedes brasileiros, outros de língua espanhola, canadenses, italianos, franceses, alemães. Pela Ruta 7 e depois a Estrada da Odebrecht... Punta e Samaná ficam a duas horas por rodovia.
Por lá

Sedãs, SAVs e SUVs são mandatórios aos turistas demandando por Samaná e Las Terrenas. Hóspedes em Punta Cana utilizarão o aeroporto da cidade, ou transfer de agências de turismo a partir de Santo Domingo.

O país possui cinco aeroportos e exceto Punta será mandatório alugar carro, havendo como opcional ônibus de operadores de turismo e os Guagua, como se chamam os micro ônibus tropicalmente desorganizados, com lotação superior à capacidade técnica, folclóricos e desaconselháveis.

Folheto de turismo distribuído nos hotéis enfatiza as belezas naturais, as praias, estradas, florestas, grutas e faz curioso alerta quanto ao comportamento social: o rápido é para amanhã.  É uma das cláusulas pétreas da operação dominicana: não há pressa – ou noção de produtividade. Assim, quando você, por internet, faz e paga a reserva de um eventual SUV para sete lugares em locadora internacional, chega ao balcão, exibe o comprovante, nada garante a disponibilidade de tal veículo, e o fato será problema exclusivamente seu. O atendente da locadora informa ter havido erro no sistema; não haver o carro reservado; e que se quiser, procure em outra – onde haverá, mas a preço duplicado. E cobram, por cinco dias, US$ 1,200 por um SUV com mais de 100 mil km rodados – e dê-se por satisfeito, incluindo a demora. Não adianta ficar valente. Restará como opção os carros de turismo –US$ 200/pessoa/aeroporto-hotel !

Na República Dominicana não procure por identidade física nacional. Eles se orgulham ser produto de mescla entre índios, europeus e negros, e isto se espelha nas lembranças turísticas: bonequinhas não tem rosto.

Cuidado
Conduzir na capital, cidades periféricas, estradas, exige condicionamento de extrema atenção, exercício de tensão. Tudo, mesmo o inacreditável, pode acontecer: parar na alça de acesso para alguém descer; idem na via de velocidade deixando a Capital, o Guagua para junto à defensa para passageiro usar o micro ônibus como degrau para saltar sobre a barreira e cruzar correndo a pista de velocidade; picapes com mais de dezena de pessoas em pé na caçamba, são usuais e você reza para que nenhum caia no asfalto à sua frente. Parar com meio carro na estrada; retornar entre as fila do pedágio e sair na contra mão do acostamento; ultrapassagem sem visibilidade, sobre faixa dupla; sobre pontes. O inimaginável no trânsito acontecerá.

Termômetro
Por hábito me valho de embaixada brasileira para entender os lugares e ter referência em caso de necessidade. Um dos nossos diplomatas recomendou: aconteça o que acontecer, não proteste, não buzine, não reclame. As pessoas andam armadas e podem se sentir ofendidas com alguém querendo organizar a desordem. Fique quieto e espere a confusão se diluir.

Convívio com armas, coisa a nós inusual, faz parte do dia-a-dia. Nos postos de pedágio o segurança é do Exército e usa uma arma longa, fuzil ou escopeta. Nas estradas o policiamento é intenso: picapes com a sigla do Ministério de Obras Públicas e Comunicações, guardas com coletes refletivos, e armas longas na mão. Fiscalizam, ou fazem presença. Anda-se na velocidade definida: 80 km/h. Abordado ouvi conversa mole de a polícia estar ali para garantir a segurança dos viajantes, que o pagamento estava atrasado e por isto pedia uma colaboração. Respondi em alguma coisa parecida com francês e, ante a falta de compreensão, mandou seguir.

Na entrada do estacionamento de supermercado, o guarda usa arma longa. Em compensação, se você estiver armado, não será permitido, como informa o cartaz.

Vais estacionar na rua da ultra movimentada Santo Domingo? – um terço da população ali habita. O flanelinha tem espaço definido por cones próprios. Ele o remove para você estacionar... No desencontro de preços, quatro horas de estacionamento custaram preço menor ao de uma garrafa de água italiana. Quase tudo é importado.

O país é bonito e variado, das grandes superfícies planas, às montanhas. O mar é matizado, azul caribenho na faixa banhada pelo Pacífico, na direção de Punta Cana, e verde com faixas azuladas na região banhada pelo Atlântico, onde está Samaná, servida por estradas particularmente boas ligam-na a Samaná. Bem sinalizadas, limpas, árvores plantadas nas laterais, capim cortado, placas visíveis. A via cruzando o Parque Nacional dos Haitis, mescla plano e serra, com paisagens como festa para os olhos, foi construída recentemente pela ora midiática Odebrecht. Dizem os locais, o pedágio também é da companhia. É dos mais caros do mundo para trecho sem telefonia de apoio ou serviço de socorro: 520 pesos – US$ 11, R$ 40 - para andar uns 17 km. Tenha-o em pesos. Se for pagar em dólares a cotação variará de acordo com o cálculo do caixa, uns 35 pesos x dólar. No comércio praticava-se 46x1.

Como no Brasil a Odebrecht responde a processo por corrupção para a conquista de obras públicas.

Seleção
Poucos dados a respeito da frota circulante, exceto o índice de motorização 3 habitantes/veículo, envolvendo o universo das motos. Como em todo país abaixo dos EUA seria razoável ver unidades dos velhos e resistentes carros de tal origem. Não os vi, exceto caminhões de marcas pouco lembradas no Brasil, como International e Mack, muitos de frotas novas ou surradas unidades trabalhando sem condições de segurança. Também velhos, remendados, japoneses dos anos ’90. E motos de pequena cilindrada, maioria chinesa, muitíssimas. É a condução do pais.

Veículos de produção brasileira, usuais em mercados de baixa cultura automobilística por resistência e preço, vi apenas duas exceções: velho Fiat Marea e Ford EcoSport da primeira geração. Automóveis caros, poucos: Mercedes 500, Audis RS8 e Q7, um Ferrari entrado em anos.

As estradas exibem a nítida separação de classes, privilegiando os estrangeiros.

Explicou o mesmo diplomata, quando o país optou pela economia baseada no turismo, elevou ou liberou o preço dos pedágios. Assim, os US$ 21 gastos entre Santo Domingo e Samaná, quase 1.000 pesos locais, excluem os dominicanos. Na estrada veem-se veículos novos com turistas, seus ônibus, as vans coreanas convertidas em micro ônibus Guagua, e motocicletas de baixa cilindrada, muitas e em estado a ser imaginado como padrão dominicano: pelo menos duas pessoas, sem capacete, falta de luz traseira, ausência de retrovisores. Motos não pagam pedágio.

País convive com o maior índice de acidentes das Américas, empatado com a Venezuela, mais de 40 mortes/ano/100 mil habitantes. Brasil, lamentavelmente líder na América do Sul, o índice é de 21,5% - e questiona-se a exatidão das estatísticas. Entendimento da Organização Mundial da Saúde mostra a renda da população ligada diretamente à acidentalidade. Menos renda, educação deficiente. A pouca vivencia com os veículos deve ser considerada. Convívio com automóveis não se aprende em apenas uma geração.

Vale a pena ir à República Dominicana? Vale. O leque de atrações, seja para o esportista – mergulho, snorkel, nado, surf, golf -, seja para os contemplativos, para os aventureiros em busca de lugares interessantes e de acesso difícil, ou a pasteurização norte-americana dos hotéis all inclusive. Tudo há e a preços inferiores aos praticados no Brasil. População amena, de trato sul americano. Recomendações usuais. Se insistir ficar em Santo Domingo, prepare-se como se fora passar uma semana na Baixada Fluminense, onde bobo vira estatística. Tenha um bom veículo, um bom hotel, escolha bem o lugar e despreze acampar. Tenha cuidado, paciência, seja zen, entre no clima quando a sobremesa anteceder a salada.
 

terça-feira, 12 de julho de 2016

Volkswagen oferece a maior quantidade de modelos com motorização três-cilindros no mercado nacional

A série especial up! Run, que acaba de chegar às concessionárias, reforça o compromisso da Volkswagen em oferecer, cada vez mais, modelos com excelente desempenho e baixo consumo de combustível. Assim como toda a linha up!, os modelos Novo Gol, Novo Voyage e Fox estão disponíveis no mercado brasileiro com o moderno motor aspirado 1.0 de três cilindros Total Flex, o que faz da Volkswagen a marca que oferece a maior quantidade de modelos com esse conceito de motorização no mercado nacional. Ao todo são cinco modelos: up!, cross up!, Novo Gol, Novo Voyage e Fox.

Há, ainda, o moderno motor 1.0 com três cilindros com a tecnologia TSI, que consiste na combinação de injeção direta de combustível, turbo compressore alta eficiência energética, resultando em baixo consumo de combustível e alta performance.

Moderno e econômico, o motor EA211 1.0l R3 tem potência de 82 cv quando abastecido com 100% de etanol e de 75 cv com 100% de gasolina no tanque. O torque máximo é de 10,4 kgfm a 3.000 rpm com etanol e de 9,7 kgfm à mesma rotação, quando abastecido com gasolina. Já a partir de apenas 2.000 rpm 85% do torque máximo está disponível, o que lhe confere grande agilidade no uso urbano e retomadas de velocidade seguras na estrada.

Trata-se do motor mais moderno da categoria, com bloco e cabeçote feitos de alumínio, o que colabora para reduzir o peso do conjunto. Com quatro válvulas por cilindro, sendo duas para admissão e duas para escape, o cabeçote tem comando de admissão variável – a variação é contínua, o que reduz consumo de combustível e emissões e melhora sensivelmente a resposta do motor em baixos regimes de rotação. O motor dispõe de tecnologias como o sistema de partida a frio “e-flex”, que dispensa o tanque auxiliar (tanquinho).

O coletor de escape integrado ao cabeçote, formando uma peça única, é refrigerado pelo próprio líquido de arrefecimento do motor. Isso permite ao motor atingir sua temperatura ideal de funcionamento mais rapidamente, melhorando sua eficiência térmica.

Outra solução inovadora adotada no motor 1.0l de 3 cilindros é o duplo circuito de arrefecimento, que permite temperaturas diferentes para o bloco e para o cabeçote – o sistema utiliza duas válvulas termostáticas. Com esse recurso, é possível utilizar maior temperatura de funcionamento para o bloco, tornando o óleo mais fluido e garantindo menor atrito entre os componentes.

O up! TSI foi lançado no Brasil em julho de 2015, trazendo o novo motor 1.0 TSI Total Flex. O modelo chegou para revolucionar o mercado brasileiro em termos de desempenho, economia de combustível e prazer ao dirigir.

O novo motor 1.0 TSI Total Flex é o mais avançado da Volkswagen no Brasil e o primeiro motor com injeção direta, turbocompressor e tecnologia flexível produzido no País. O mercado brasileiro é primeiro no mundo a oferecer o up! com o novo motor 1.0 TSI Total Flex, que está disponível exclusivamente com a carroceria de quatro portas, nas versões move up!, high up!, black up!, red up!, white up!, cross up! e speed up!.

Produzido na fábrica da Volkswagen em São Carlos (SP), esse motor tem potência máxima de 101 cv (74 kW) a 5.000 rpm, quando abastecido com gasolina, e de 105 cv (77 kW) à mesma rotação, com etanol. Seu torque máximo é de excelentes 16,8 m.kgf, com gasolina ou etanol, disponíveis já a partir de apenas 1.500 rpm. O valor é próximo do entregue por motores maiores.

Com desempenho sem precedentes, o up! TSI foi o modelo mais premiado no Brasil pela imprensa especializada em 2015 e leva apenas 9,1 segundos de 0 a 100 km/h. A velocidade máxima é de 184 km/h de velocidade máxima – dados com etanol (E100).


O up! TSI traz de série em todas as versões ar-condicionado, direção elétrica e vidros e travas elétricos. Também é equipado de série com sistemas ISOFIX e top-tether para fixação de dispositivos de retenção infantis (cadeirinhas).

sábado, 23 de abril de 2016

Embraer tem grau de investimento confirmado pela S&P

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) Ratings Services reafirmou ontem a classificação “BBB” para a Embraer, o que corresponde a grau de investimento (investment grade) na escala da agência. A mesma nota (“BBB”) se aplica aos títulos emitidos no exterior. Com a conclusão do processo de revisão da classificação de crédito da Embraer, a Companhia também foi removida da classificação negativa no CreditWatch da agência. O CreditWatch é uma sinalização de que a agência de crédito vai reavaliar os ratings de crédito de uma empresa.

Em seu relatório, a S&P afirmou que Embraer continua a apresentar fortes indicadores financeiros amparados por uma geração de caixa relativamente estável e baixos níveis de endividamento. As classificações da empresa, segundo a agência, refletem a forte posição de mercado e um eficiente portfólio de produtos, que tem resultado numa crescente carteira de pedidos firmes (“backlog”) à medida que a companhia desenvolve novos produtos nos segmentos de aviação comercial, aviação executiva e segmento de defesa.


É a segunda agência de classificação de risco a atribuir grau de investimento à Embraer este mês – no dia 4 de abril, a Fitch havia dado a mesma classificação.

sábado, 18 de julho de 2015

Volkswagen do Brasil usa tecnologia de videogame para aprimorar ainda mais a ergonomia

A Volkswagen do Brasil inova ao trazer para o setor automobilístico uma tecnologia que já é sucesso na indústria do entretenimento, mais precisamente dos games. A “Fábrica Digital” da Volkswagen do Brasil está utilizando esse recurso altamente tecnológico para garantir a ergonomia de novos postos de trabalho na linha de produção da empresa, além de aprimorar ainda mais a ergonomia de postos já existentes, mantendo sempre o bem-estar dos colaboradores. O uso da tecnologia na produção automobilística é uma inovação da Volkswagen do Brasil que figura entre as melhores práticas do Grupo Volkswagen, em nível mundial.A tecnologia de games permite avaliar a ergonomia dos postos de trabalho da produção.

Durante as análises, um colaborador simula o mesmo movimento necessário no processo produtivo. Com uma câmera, são captadas as imagens do operador em movimento; essa tecnologia permite que os ergonomistas avaliem se os movimentos são ergonômicos. Uma das principais vantagens é a praticidade de uso dessa tecnologia, cujo aparelho é transportado e montado facilmente, permitindo simulações rápidas. A utilização da tecnologia de games para aprimorar a ergonomia de postos de trabalho da produção da empresa é uma inovação criada pela equipe de Engenharia de Manufatura da Volkswagen do Brasil. 

“A Fábrica Digital é um dos grandes exemplos de inovação da Volkswagen do Brasil nas áreas de Engenharia de Manufatura e Ergonomia. A tecnologia permite digitalizar postos de trabalho da produção, avaliar a ergonomia com excelência e agilidade, para aperfeiçoá-la ainda mais, assegurando a produtividade, a saúde e o bem-estar dos colaboradores. A ergonomia é um tema muito importante para a Volkswagen, uma vez que o homem é o principal elemento do sistema produtivo. A Fábrica Digital também permite planejar processos ainda mais eficientes, flexíveis e robustos, além de otimizar os existentes, aumentando a competitividade da empresa. Aplicada com pioneirismo no Brasil, em 2008, a tecnologia da Fábrica Digital é utilizada por todas as marcas do Grupo Volkswagen”, afirmou o diretor de Engenharia de Manufatura da Volkswagen do Brasil, Celso Placeres.

Confira como é feita a análise ergonômica
As imagens do colaborador são captadas e reproduzidas na tela do computador, já inseridas em uma cena virtual que simboliza a produção automobilística e reflete a realidade do ambiente de produção da empresa, inclusive com a linha de montagem e o veículo. Em seguida, são informados aos softwares características da atividade, tais como peso da peça que está sendo manipulada, quantas vezes o operador repetirá aquele movimento por dia, seu campo de visão, postura, entre outras. Com base nesses dados, os softwares analisam como pode ser aprimorada ainda mais a ergonomia do posto de trabalho.

Os softwares trabalham com base em características comuns da população. “Apesar desse fator, os ergonomistas podem incluir dados antropométricos dos próprios empregados. Dessa forma, a simulação também permite indicar quais são as alturas mínima e máxima para cada posto de trabalho, de forma que os processos atendam a maioria dos colaboradores. Outro ponto que contribui com a qualidade da simulação é que se trata de uma pessoa fazendo um movimento real, dentro das possibilidades e limitações humanas. Na simulação, o ergonomista consegue avaliar detalhes da interação do homem com o processo produtivo e com as máquinas”, afirmou o responsável pela área de Ergonomia Corporativa da Volkswagen do Brasil, Dr. Rodrigo Filus.

A agilidade é outro importante ganho proporcionado pela nova tecnologia de análise da ergonomia. Antes, a mesma cena do processo produtivo levaria aproximadamente três horas para ser montada manualmente no computador, com uso de personagens virtuais.

Um exemplo de resultado dos estudos de simulação de ergonomia é o equipamento Raku-raku, utilizado na Montagem Final da Volkswagen do Brasil. Trata-se de uma cadeira ajustada e apoiada em um suporte móvel que “carrega” o operário para dentro do veículo, para que ele possa montar as peças internas sem precisar fazer esforços para se movimentar.

Cases evitaram gastos de R$ 93 milhões
A “Fábrica Digital” da Volkswagen do Brasil, ao simular virtualmente processos produtivos antes de implementá-los fisicamente, já permitiu que a empresa evitasse erros no processo que demandassem correções posteriores. Ao somar apenas cinco “cases” recentes de sucesso da “Fábrica Digital”, implementados entre janeiro de 2011 e dezembro de 2013, foi evitado um total de gastos da ordem de R$ 93 milhões. Esses cinco cases são:

• Ampliação da fábrica de motores de São Carlos, para receber a produção da nova família de motores EA211.

• Construção da Nova Pintura da fábrica da Volkswagen do Brasil em Taubaté. A área teve 296 possíveis interferências detectadas durante as simulações feitas pela “Fábrica Digital”.

• Nova Prensa PXL da unidade de Taubaté, que possibilita usar uma ferramenta para estampar simultaneamente quatro portas do veículo up!

• Armação da fábrica Anchieta da Volkswagen do Brasil, em São Bernardo do Campo, na qual a simulação auxiliou nos trabalhos de flexibilidade, permitindo que área esteja apta a produzir vários modelos.

• Estamparia da fábrica Anchieta, que substituiu mãos mecânicas por robôs. 

Simulações virtuais tornam empresa mais competitiva

As simulações virtuais da “Fábrica Digital” da Volkswagen do Brasil aumentam a competitividade da empresa em diversos aspectos. Entre os principais ganhos estão:


• Possibilidade de identificar futuras interferências na produção: em 100% dos casos.


• Otimização do fluxo produtivo: em até 80%.
• Otimização do fluxo logístico: em até 70%.
• Redução do tempo de planejamento: em até 30%.
• Redução de insumos: em até 30%.
• Redução de custos de fabricação: em até 20%.

Conheça o trabalho da Fábrica Digital
A tecnologia inovadora da Fábrica Digital faz uso de mais de 50 softwares, contando com mais de 140 licenças, para simular virtualmente os processos produtivos nas áreas de Estamparia, Armação, Pintura, Montagem Final, Logística, Infraestrutura de Fábrica, Powertrain (motores) e Engenharia Industrial, antes de serem implementados fisicamente. A Fábrica Digital também propicia a simulação de escritórios e novas construções prediais.

As simulações digitais visam reduzir os investimentos, o prazo de implementação e também maximizar o processo produtivo e logístico, otimizando o tempo de fabricação dos veículos. A tecnologia também propicia uma avaliação completa da ergonomia de postos de trabalho, assegurando maior produtividade, manutenção de qualidade e o bem-estar do colaborador.


“Com as simulações, conseguimos gerar diversas alternativas, o que nos dá a oportunidade de escolher a melhor opção técnica, econômica e mais rápida com segurança, mantendo sempre a qualidade. Por meio da tecnologia conseguimos identificar possíveis interferências, ainda em fase de projeto. Dessa forma, evitam-se mudanças futuras”, afirma Celso Placeres.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

FIAT INVESTE R$ 4 MILHÕES PARA AMPLIAR REÚSO DE ÁGUA

A Fiat Automóveis tem um desafio que vai além de produzir carros. A empresa quer reduzir o consumo de água e ampliar os índices de reúso, contribuindo para melhorar a oferta e a qualidade desse recurso natural. Para isso, está investindo R$ 4 milhões para tornar ainda mais eficiente seu Complexo de Tratamento de Efluentes, que já recicla 99% da água usada na planta de Betim (MG). Com o investimento, a economia poderá chegar a 43 milhões de litros – o suficiente para suprir as necessidades de consumo de cerca de 14 mil pessoas.


Paralelamente aos investimentos para otimizar os índices de reciclagem de água, a empresa vem intensificando as campanhas internas para identificar oportunidades de economia, criando soluções que vão desde a redução na frequência da lavagem dos carros da frota até a adoção de novas tecnologias no processo produtivo. Na Funilaria, os alvos são as torres que resfriam a água que, por sua vez, é aquecida ao resfriar as pinças de solda. Já em fase de implementação, o projeto implica na construção de pequenas estações de tratamento em cada uma das 13 torres de resfriamento da área.

A água, após resfriar os equipamentos, fica com muitas impurezas, dificultando seu reúso. A alternativa era a complementação do volume com água, para equilibrar a concentração de sais. A solução foi criar duas etapas de tratamento, tornando possível a redução do consumo de água e de produtos químicos, para estabilização do sistema de resfriamento. A economia mensal de água nas torres de resfriamento será de 30%.

Até o vapor d’água gerado pelos sistemas de compressores de ar tem destino certo. O “suor das máquinas” gera uma economia de 4 mil litros por hora. Antes descartada, essa água é reaproveitada no sistema de resfriamento dos próprios compressores.

Desde 1994, a empresa registra queda contínua dos indicadores de consumo de água. Prova disso é que ao longo de 19 anos, para cada veículo produzido, a Fiat reduziu o consumo de água em 68%. Referência do setor em gestão ambiental, a Fiat foi a primeira fábrica de automóveis leves e de passeio do Brasil a conquistar a ISO 14001, de gestão ambiental, há 17  anos, e a ISO 50001, de eficiência energética, no fim do ano passado. Em 2013, no âmbito do Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA), a redução do consumo de água foi equivalente a 13 vezes o volume de água que passa nas Cataratas do Niágara todos os dias.