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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Coluna do FERNANDO CALMON


Fernando Calmon
Jeep Renegade Turbo aparece em setembro
A FCA prepara uma surpresa para setembro com o Jeep Renegade. Não vai mais esperar até o início de 2021 para agitar o mercado com o novo motor Firefly turbo, de 1,33 L de cilindrada, previsto para começar a ser produzido na fábrica de Betim (MG) no primeiro trimestre do próximo ano. A ideia é importar da Itália um modelo pronto para uma espécie de avant-première, como estratégia de marketing. O motor do carro importado é a gasolina, mas o nacional será flex.


O Firefly turbo tem versões de 150 e 180 cv. O primeiro está reservado para o Renegade e o segundo para o Compass. A concorrência entre os SUVs compactos tem ficado cada vez mais feroz. São 13 modelos, incluindo o Volkswagen Nivus que chegará às concessionárias entre o fim de julho e o começo de agosto.

Uma das vantagens do novo motor da FCA é o consumo de combustível, além do melhor desempenho em relação ao atual de 1,8 L conhecido como E.torQ. Talvez a versão básica do Renegade mantenha esse motor porque tem custo menor de produção.

EMPLACAMENTOS REPRESADOS MELHORAM NÚMEROS NEGATIVOS
Junho será um mês de recuperação das vendas, mas ainda não dá para comemorar. Números refletem a reabertura dos principais Detrans do País. No entanto, tudo indica que o pior já passou, embora recuperação seja lenta. Em debate promovido pela Anfavea, o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, apontou que os emplacamentos subiram de 4 a 5 mil por dia para 7.000.


“Acredito que vamos precisar de estímulo ao consumo, como já está sendo feito em diversos países, para incentivar a compra no pós-pandemia. Os concessionários também enfrentam situação muito difícil, mas continuam importantes para as marcas, apesar do avanço das vendas on-line. Carros elétricos e autônomos terão um atraso considerável nos seus projetos e implantação por aqui e, provavelmente, também nos Estados Unidos”, pontuou Moraes.

Para Ricardo Bacellar, da consultoria KPMG, a pandemia se refletiu em mudança surpreendente sobre a posse do veículo. “Há cerca de um ano, em pesquisa mundial, havia grande interesse em utilizar o sistema de assinatura, espécie de compartilhamento; agora o carro próprio voltou a atrair. Mas assinatura ainda pode ser explorada. Isso se deve ao medo de contágio, inclusive no transporte coletivo. Pelo mundo existe tendência de compra de modelos mais simples, basicamente como meio de transporte seguro e acessível.”

Gustavo Pena, do Google, detectou três tendências de compra. “A principal foi a procura pelo carro dos sonhos, que nos indicou o interesse por modelos mais luxuosos. A outra diz respeito à mobilidade. Pessoas que passaram a trabalhar em casa querem se mudar para o interior e precisam de um carro. Detectamos muitos interessados na compra de um veículo motivada pela pandemia, evitando não só o transporte coletivo, mas também para poder se deslocar sem restrições. Por sinal, o modal viagem no carro próprio deve crescer no pós-pandemia.”

Em minha opinião, um problema trazido pela valorização do dólar é justamente os modelos de entrada de cada marca. Fica mais difícil diluir os aumentos de custos porque são carros com margens mais estreitas e descontos menores. Por isso será mais difícil encontrá-los nas concessionárias. Por outro lado, alguns analistas acreditam numa queda de vendas em 2020 sobre 2019 mais perto de 30% do que de 40%. Não é grande consolo, mas um pequeno alívio.

DUSTER À ESPERA DO FIM DA PANDEMIA

Na concorrência entre SUVs compactos não é fácil sobressair. Mas o Renault Duster resolveu a maior parte dos vícios de nascença no ano-modelo 2021. Lançado em março às vésperas das primeiras medidas de isolamento social, ainda não pôde mostrar seu desempenho em vendas.

As mudanças externas envolveram até inclinação do para-brisa e um capô redesenhado para abrigar o motor de 1,3 L turbo, previsto para o início de 2021 (já disponível na Argentina, exportado da Colômbia). O conjunto atual de motor 1,6 L/120 cv (etanol) e câmbio automático CVT apresenta respostas algo lentas, seu ponto mais vulnerável. Sistema start-stop é de série. O motor de 2 litros já tinha sido descontinuado.

Rigidez torcional aumentada, direção agora com assistência elétrica (volante regulável em altura e distância) e o conhecido vão livre do solo de 23,7 cm (o maior do segmento) melhoraram nitidamente a dirigibilidade no uso do dia a dia. Na versão avaliada, Iconic, rodas são de 17 pol. O interior também ficou melhor, especialmente os bancos dianteiros com boa sustentação lateral. O console central foi um pouco deslocado na direção do motorista, facilitando a visualização.

Conjunto multimídia de 8 pol. permite parear dois celulares e até cinco usuários, além de ser intuitivo de operar. O quadro de instrumentos tem desenho agradável e moderno. Há quatro câmeras (frontal, traseira e duas laterais), além de alerta de ponto cego. Faltam portas USB para os passageiros do banco traseiro, que têm espaço para pernas, ombros e cabeças que são referências no segmento. Além do maior porta-malas: 475 litros.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmofernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Produção de Motocicletas cresce em Setembro


De janeiro a setembro deste ano as fabricantes de motocicletas produziram 777.091 unidades, volume 19,2% superior ao mesmo período de 2017, quando saíram das linhas de produção 652.092 unidades, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo.

Na análise isolada de setembro também foi registrado aumento em comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com números da entidade, em setembro foram produzidas 80.690 unidades, alta de 5,2% sobre o mesmo mês de 2017 (76.668 unidades). Na comparação com agosto (105.340 unidades), no entanto, houve uma redução de 23,4%, o que é atribuído, em parte, ao fato de setembro ter contado com 19 dias úteis de comercialização, ante 23 dias do mês anterior.

“Enxergamos os resultados registrados até o momento com entusiasmo, porque isto significa que a nossa expectativa de crescimento no volume de produção será alcançada”, comenta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Em julho, a entidade havia revisado para cima a projeção de produção, passando de 935 mil para 980 mil unidades, o que significa um crescimento de 11% em 2018, na comparação com o ano passado.

Segundo Fermanian, fatores como a redução do índice de inadimplência, maior oferta de crédito pelas instituições financeiras, expansão de negócios de consórcio e o crescimento da confiança do consumidor alimentam o aumento da demanda e isso reflete no volume de produção das fabricantes de motocicletas.

Na análise de vendas do atacado – das fabricantes para concessionárias – foi verificado um crescimento de 20,9% em setembro (76.669 unidades), em comparação com o mesmo mês de 2017 (63.428 unidades), e uma queda de 19,3% sobre agosto, cujo volume foi de 94.987 motocicletas. No acumulado dos nove meses foram vendidas 711.747 motocicletas para as lojas, o que significa um avanço de 18% sobre o mesmo período do ano passado, que havia totalizado 603.350 unidades.

Entre as categorias com mais motocicletas comercializadas em setembro os destaques foram a Street, que aparece no topo do ranking com 56,3% de participação (43.166 unidades); a Trail, com 18,7% (14.367); e a Motoneta, com 11,3% (8.679). Na sequência, vieram Scooter, com 7,3% (5.598), e Naked, com 2,6% (1.983 unidades).

Emplacamentos
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas de motocicletas no varejo totalizaram 74.067 unidades em setembro, representando uma alta de 11,9% sobre o mesmo mês de 2017 (66.209 unidades). Na comparação com agosto (88.906 unidades), houve queda de 16,7%.
No acumulado de janeiro a setembro as vendas no varejo cresceram 8,7%, totalizando 695.928 unidades, ante 640.063 unidades no mesmo período do ano passado.

A média diária de vendas em setembro ficou em 3.898 unidades, comercializadas em 19 dias úteis e correspondendo a uma elevação de 17,8% sobre o mesmo mês do ano passado (3.310 unidades), que teve 20 dias úteis. Na comparação com agosto (3.865 unidades), houve uma queda de 0,8%.

Exportações
Em setembro foram enviadas para outros países 3.336 motocicletas fabricadas no PIM, significando queda de 70,2% sobre o mesmo mês de 2017 (11.208 unidades). Já na comparação com agosto (7.537 unidades) a redução foi de 55,7%.

A queda acentuada no volume de exportações deve-se ao fato de a Argentina ser o principal destino das motocicletas brasileiras, chegando a 72,4% de participação em relação ao total exportado em setembro, e aquele país convive com sérias dificuldades econômicas, que afetam diretamente o consumo de veículos automotores.

As exportações no acumulado de janeiro a setembro totalizaram 57.132 motocicletas, o que representou uma queda de 3,6% sobre as 59.244 unidades exportadas no mesmo período do ano passado.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Produção De Motocicletas Cresce 12,2% No Primeiro Trimestre do Ano


O setor de motocicletas comemora o bom desempenho de produção no primeiro trimestre do ano. De janeiro a março, as fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram avanço no volume com 259.537 unidades, alta de 12,2% sobre o mesmo período de 2017, quando foram fabricadas 231.381 motocicletas. Os dados são da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

O avanço da produção no acumulado dos três primeiros meses de 2018 mostra, mais uma vez, que o segmento caminha rumo à retomada e reforça a projeção de avanço de 5,9% no acumulado do ano. “Há tempos não começávamos um ano com um horizonte tão positivo. Isto nos anima e nos deixa confiantes com relação aos indicadores dos próximos meses”, diz Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Para o executivo, o cenário agora é de crescimento sustentável, com os estoques controlados.

Além dos bons resultados do trimestre, a produção de motocicletas também apresentou alta na comparação mensal: em março foram produzidas 94.599 unidades, avanço de 14,8% sobre o mesmo mês do ano anterior (82.416). Já na comparação com fevereiro (83.632), o crescimento foi de 13,1%.  
    
Na análise das vendas para o atacado também houve aumento nos três primeiros meses do ano com 234.003 unidades, alta de 8,4% sobre igual período de 2017 (215.818). Na verificação isolada de março também houve crescimento. Neste período foram repassadas às concessionárias 87.243 motocicletas, elevação de 8,5% sobre o mesmo mês do ano passado (80.372) e de 16,6% na comparação com fevereiro (74.793).

Entre as categorias mais comercializadas nos primeiros três meses do ano, destaque para a Street que aparece no topo do ranking, com 51,2% de participação (119.723 unidades); em segundo lugar está a Trail, com 22,1% (51.624) e em terceiro a Motoneta, 14,1% (32.948). O Scooter ficou com a quarta posição (15.386), o que representa participação de 6,6%. Em quinto lugar, aparece a Naked com 5.589 unidades, o que corresponde a 2,4% do mercado.

Já na análise referente ao mês de março, Street tem 50,6% de participação, com 44.168 unidades, depois aparece Trail com 21,4% (18.666), Motoneta com 15,2% (13.245), Scooter com 6,6% (5.753) e Naked com 2,5% (2.148). 

Características básicas das motocicletas de cada categoria:

Street – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano.
Trail – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado.
Motoneta – motociclo tipo underbone, pilotado com o condutor na posição sentado, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático.
Scooter- Motociclo pilotado com o condutor na posição sentado e dotado de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto.
Naked – Motocicleta sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados. Semelhante a uma motocicleta versão “sport”, sem a carenagem.
Big Trail – Motocicleta de média ou alta cilindrada destinada ao uso misto em terrenos pavimentados e não pavimentados.
Off Road – Motocicleta de qualquer cilindrada destinada exclusivamente à utilização em pisos não pavimentados.
Custom – Motocicleta caracterizada por sua vocação para percursos de estrada, destacadamente os mais longos, chamadas de estradeiras, que não priorizam velocidade e, sim, conforto.
Sport – Motocicletas de cilindradas médias ou superiores com carenagem que privilegia a aerodinâmica e o alto desempenho.
Ciclomotor – Veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 centímetros cúbicos.
Touring – Motocicletas usualmente de alta cilindrada concebidas para a utilização em turismo e viagens de grandes distâncias. 

Emplacamentos
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas no varejo totalizaram 219.304 unidades no primeiro trimestre do ano, o que demonstra aumento de 4% sobre as 210.970 motocicletas emplacadas no mesmo período de 2017. No desempenho isolado de março houve uma redução de 4,3%: 79.320 unidades sobre as 82.879 licenciadas no mesmo mês do ano passado. No entanto, na comparação com fevereiro (62.991) houve alta de 25,9%.
As boas perspectivas estão baseadas principalmente no desempenho das vendas diárias de motocicletas que no mês de março avançaram consideravelmente, mesmo com menos dias úteis sobre fevereiro – 21 e 18, respectivamente. Foram 3.777 unidades, alta de 7,9% sobre o mês anterior (3.500) e de 4,8% sobre março de 2017 (3.603) que totalizou 23 dias úteis.

Exportações
As exportações apresentaram crescimento expressivo no primeiro trimestre. No período foram enviadas para outros países 23.320  motocicletas, o que representa alta de 45,4% sobre o mesmo período de 2017 (16.732). Os principais destinos foram Argentina (18.436) e Austrália (1.258). Somente no mês de março foram embarcadas 9.022 motos, alta de 66,5% sobre o mesmo mês do ano passado (5.420) e de 31,4% sobre fevereiro (6.866).

Projeções atualizadas
MOTOCICLETAS - PROJEÇÕES 2018
2017
2018
Quantidade
Variação %
Produção
882.876
935.000
52.124
5,9
Atacado
814.573
850.000
35.427
4,3
Varejo
851.013
865.000
13.987
1,6
Exportação
81.789
85.000
3.211
3,9

 Fonte: Abraciclo / Associados

terça-feira, 13 de março de 2018

Produção de Motocicletas cresce 10,7% no primeiro Bimestre do ano


As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) registraram avanço no volume de produção no primeiro bimestre. Em janeiro e fevereiro saíram destas empresas 164.938 unidades, alta de 10,7% sobre o mesmo período do ano anterior (148.965). Os dados são da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. Com este resultado, a entidade reforça a projeção de avanço de 5,9% do setor para o acumulado do presente ano. O desempenho isolado de fevereiro também foi superior com 83.632 motocicletas fabricadas, alta de 24,2% sobre o mesmo mês de 2017 (67.319 unidades). Na comparação com janeiro (81.306 unidades) o aumento foi de 2,9%.

Na análise das vendas no atacado – para as concessionárias – também houve alta nos dois primeiros meses do ano com 146.760 unidades, ficando 8,4% superior em relação a igual período de 2017 (135.446 unidades). Em fevereiro, o crescimento foi de 9,5%, com 74.793 motocicletas ante as 68.310 unidades vendidas no mesmo mês de 2017. Na confrontação com janeiro (71.967 unidades) o avanço foi de 3,9%.

Entre as categorias mais comercializadas nos primeiros dois meses do ano, destaque para a Street, que aparece no topo do ranking com 51,5% de participação (75.555 unidades); em segundo lugar está a Trail, com 22,4% (32.876 unidades) e em terceiro a Motoneta, com 13,4% (19.703 unidades). Já o Scooter ficou com a quarta posição (9.633 unidades), o que representa participação de 6,6% em relação ao total. Em quinto lugar, aparece a Naked com 3.441 unidades, correspondendo a 2,3% do mercado. Já na análise referente ao mês de fevereiro, Street teve 52,2% de participação, com 39.075 unidades, seguida da Trail com 21,9% (16.407 unidades), Motoneta com 13,3% (9.972 unidades), Scooter com 6,6% (4.937 unidades) e Naked com 2% (1.532 unidades). 

Confira a seguir as características básicas das motocicletas de cada categoria:

Street– Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano.

Trail – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado.

Motoneta – motociclo tipo underbone, pilotado com o condutor na posição sentado, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático.

Scooter – Motociclo pilotado com o condutor na posição sentado e dotado de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto.

Naked – Motocicleta sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados. Semelhante a uma motocicleta versão “sport”, sem a carenagem.

Big Trail – Motocicleta de média ou alta cilindrada destinada ao uso misto em terrenos pavimentados e não pavimentados.

Off Road – Motocicleta de qualquer cilindrada destinada exclusivamente à utilização em pisos não pavimentados.

Custom – Motocicleta caracterizada por sua vocação para percursos de estrada, destacadamente os mais longos, chamadas de “estradeiras”, que não priorizam velocidade e, sim, conforto.

Sport – Motocicletas de cilindradas médias ou superiores com carenagem que privilegia a aerodinâmica e o alto desempenho.

Ciclomotor – Veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 centímetros cúbicos.

Touring – Motocicletas usualmente de alta cilindrada concebidas para a utilização em turismo e viagens de grandes distâncias. 

Emplacamentos
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas no varejo totalizaram 139.984 unidades no primeiro bimestre do ano, o que demonstra aumento de 9,3% sobre as 128.091 motocicletas emplacadas no mesmo período de 2017. No desempenho isolado de fevereiro também houve um crescimento de 4,1%: 62.991 unidades sobre as 60.495 licenciadas no mesmo mês do ano passado. No entanto, na comparação com janeiro (76.993 unidades) houve recuo de 18,2%. “Esta diminuição de um mês para outro foi sazonal, ocasionada em função do feriado prolongado de Carnaval e não afeta a projeção de crescimento para o ano”, afirma Marcos Fermanian, presidente da ABRACICLO. A redução está relacionada a quantidade menor de dias úteis de fevereiro em relação a janeiro, ou seja, 18 e 22 dias, respectivamente.

As boas perspectivas estão baseadas principalmente no desempenho das vendas diárias de motocicletas no mês de fevereiro que se mantiveram estáveis em 3.500 unidades na comparação com janeiro, mesmo com menos dias úteis. Já na confrontação com fevereiro do ano passado (3.361) houve avanço de 4,1%.

Exportações
As exportações apresentaram crescimento expressivo no primeiro bimestre. Em janeiro e fevereiro foram enviadas para outros países 15.300 motocicletas, o que representa alta de 35,3% sobre o mesmo período de 2017 (11.312 unidades). Os principais destinos foram Argentina e Estados Unidos. Somente no mês de fevereiro foram embarcadas 6.866 motocicletas, correspondendo ao recuo de 2% sobre o mesmo mês do ano passado (7.008 unidades) e de 18,6% sobre janeiro (8.434 unidades)

Projeções atualizadas
MOTOCICLETAS - PROJEÇÕES 2018
2017
2018
Quantidade
Variação %
Produção
882.876
935.000
52.124
5,9
Atacado
814.573
850.000
35.427
4,3
Varejo
851.013
865.000
13.987
1,6
Exportação
81.789
85.000
3.211
3,9






 Fonte: Abraciclo / Associados

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Setor de Motocicletas Inicia 2018 com Estabilidade no Volume De Produção

As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) iniciaram 2018 com estabilidade nos volumes de produção: no primeiro mês do ano saíram das linhas de montagem 81.306 unidades, o que representa redução de apenas 0,4% na comparação com igual período de 2017 (81.646) e alta de 17,8% sobre dezembro (69.008). Os dados são da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. A estimativa do setor é de crescimento de 5,9% no volume a ser produzido em 2018.

O cenário foi mais positivo em vendas no atacado – para  concessionárias –, com 71.967 unidades. No período, os negócios no atacado registraram avanço de 7,2% na comparação com janeiro de 2017 (67.136 unidades) e de 5% sobre dezembro (68.534).

Entre as categorias mais comercializadas, destaque para o segmento Street que aparece no topo do ranking, com 50,7% de participação (36.480 unidades); em segundo lugar está a Trail, com 22,9% (16.469) e em terceiro a Motoneta, com 13,5% (9.731). Já o Scooter ficou com a quarta posição (4.696), o que representa participação de 6,5%. Em quinto lugar, aparece a Naked com 1.898 unidades, o que corresponde a 2,6% do mercado.

Emplacamentos
Com base nos dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), as vendas no varejo totalizaram 76.993 unidades em janeiro, alta de 13,9% sobre as 67.596 motocicletas emplacadas no mesmo período do ano anterior. O resultado mostra que este foi o melhor início de ano desde 2014, quando foram emplacadas 133.632 unidades. “Fazia três anos que as vendas não começavam com números positivos e isto evidencia que as projeções de retomada vão se consolidar ao longo de 2018”, comenta Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Houve uma redução de apenas 0,6% na comparação de janeiro do presente ano com dezembro passado, porém aquele tinha sido o mês com maior volume de vendas de motocicletas no varejo em 2017, totalizando 77.437 unidades.

Exportações
As exportações iniciaram o ano com crescimento expressivo de 42,6% em janeiro (8.227 unidades) na comparação com o mesmo mês do ano passado (5.769). Na confrontação com dezembro, a alta foi de 15,8% (7.107 unidades). A Argentina foi o principal destino das motocicletas embarcadas para outros países, com 6.478 unidades. Em seguida aparecem Austrália (448) e Bolívia (282 unidades).

Confira a seguir as características básicas das motocicletas de cada categoria:

Street – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso urbano.

Trail – Motocicleta de baixa ou média cilindrada destinada ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto em terreno não pavimentado.

Motoneta – motociclo tipo underbone, pilotado com o condutor na posição sentado, destinado ao uso urbano, de baixa cilindrada e dotado de câmbio automático ou semiautomático.

Scooter - Motociclo pilotado com o condutor na posição sentado e dotado de câmbio automático ou semiautomático, concebido para privilegiar o conforto.

Naked – Motocicleta sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho, concebida para a utilização em terrenos pavimentados. Semelhante a uma motocicleta versão “sport”, sem a carenagem.

Big Trail – Motocicleta de média ou alta cilindrada destinada ao uso misto em terrenos pavimentados e não pavimentados.

Off Road – Motocicleta de qualquer cilindrada destinada exclusivamente à utilização em pisos não pavimentados.

Custom – Motocicleta caracterizada por sua vocação para percursos de estrada, destacadamente os mais longos, chamadas de estradeiras, que não priorizam velocidade e, sim, conforto.

Sport – Motocicletas de cilindradas médias ou superiores com carenagem que privilegia a aerodinâmica e o alto desempenho.

Ciclomotor – Veículo de duas ou três rodas, provido de um motor de combustão interna, cuja cilindrada não exceda a 50 centímetros cúbicos.

Touring – Motocicletas usualmente de alta cilindrada concebidas para a utilização em turismo e viagens de grandes distâncias. 

Projeções atualizadas
MOTOCICLETAS - PROJEÇÕES 2018
2017
2018
Quantidade
Variação %
Produção
882.876
935.000
52.124
5,9
Atacado
814.573
850.000
35.427
4,3
Varejo
851.013
865.000
13.987
1,6
Exportação
81.789
85.000
3.211
3,9