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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Coluna do FERNANDO CALMON


Fernando Calmon
Jeep Renegade Turbo aparece em setembro
A FCA prepara uma surpresa para setembro com o Jeep Renegade. Não vai mais esperar até o início de 2021 para agitar o mercado com o novo motor Firefly turbo, de 1,33 L de cilindrada, previsto para começar a ser produzido na fábrica de Betim (MG) no primeiro trimestre do próximo ano. A ideia é importar da Itália um modelo pronto para uma espécie de avant-première, como estratégia de marketing. O motor do carro importado é a gasolina, mas o nacional será flex.


O Firefly turbo tem versões de 150 e 180 cv. O primeiro está reservado para o Renegade e o segundo para o Compass. A concorrência entre os SUVs compactos tem ficado cada vez mais feroz. São 13 modelos, incluindo o Volkswagen Nivus que chegará às concessionárias entre o fim de julho e o começo de agosto.

Uma das vantagens do novo motor da FCA é o consumo de combustível, além do melhor desempenho em relação ao atual de 1,8 L conhecido como E.torQ. Talvez a versão básica do Renegade mantenha esse motor porque tem custo menor de produção.

EMPLACAMENTOS REPRESADOS MELHORAM NÚMEROS NEGATIVOS
Junho será um mês de recuperação das vendas, mas ainda não dá para comemorar. Números refletem a reabertura dos principais Detrans do País. No entanto, tudo indica que o pior já passou, embora recuperação seja lenta. Em debate promovido pela Anfavea, o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, apontou que os emplacamentos subiram de 4 a 5 mil por dia para 7.000.


“Acredito que vamos precisar de estímulo ao consumo, como já está sendo feito em diversos países, para incentivar a compra no pós-pandemia. Os concessionários também enfrentam situação muito difícil, mas continuam importantes para as marcas, apesar do avanço das vendas on-line. Carros elétricos e autônomos terão um atraso considerável nos seus projetos e implantação por aqui e, provavelmente, também nos Estados Unidos”, pontuou Moraes.

Para Ricardo Bacellar, da consultoria KPMG, a pandemia se refletiu em mudança surpreendente sobre a posse do veículo. “Há cerca de um ano, em pesquisa mundial, havia grande interesse em utilizar o sistema de assinatura, espécie de compartilhamento; agora o carro próprio voltou a atrair. Mas assinatura ainda pode ser explorada. Isso se deve ao medo de contágio, inclusive no transporte coletivo. Pelo mundo existe tendência de compra de modelos mais simples, basicamente como meio de transporte seguro e acessível.”

Gustavo Pena, do Google, detectou três tendências de compra. “A principal foi a procura pelo carro dos sonhos, que nos indicou o interesse por modelos mais luxuosos. A outra diz respeito à mobilidade. Pessoas que passaram a trabalhar em casa querem se mudar para o interior e precisam de um carro. Detectamos muitos interessados na compra de um veículo motivada pela pandemia, evitando não só o transporte coletivo, mas também para poder se deslocar sem restrições. Por sinal, o modal viagem no carro próprio deve crescer no pós-pandemia.”

Em minha opinião, um problema trazido pela valorização do dólar é justamente os modelos de entrada de cada marca. Fica mais difícil diluir os aumentos de custos porque são carros com margens mais estreitas e descontos menores. Por isso será mais difícil encontrá-los nas concessionárias. Por outro lado, alguns analistas acreditam numa queda de vendas em 2020 sobre 2019 mais perto de 30% do que de 40%. Não é grande consolo, mas um pequeno alívio.

DUSTER À ESPERA DO FIM DA PANDEMIA

Na concorrência entre SUVs compactos não é fácil sobressair. Mas o Renault Duster resolveu a maior parte dos vícios de nascença no ano-modelo 2021. Lançado em março às vésperas das primeiras medidas de isolamento social, ainda não pôde mostrar seu desempenho em vendas.

As mudanças externas envolveram até inclinação do para-brisa e um capô redesenhado para abrigar o motor de 1,3 L turbo, previsto para o início de 2021 (já disponível na Argentina, exportado da Colômbia). O conjunto atual de motor 1,6 L/120 cv (etanol) e câmbio automático CVT apresenta respostas algo lentas, seu ponto mais vulnerável. Sistema start-stop é de série. O motor de 2 litros já tinha sido descontinuado.

Rigidez torcional aumentada, direção agora com assistência elétrica (volante regulável em altura e distância) e o conhecido vão livre do solo de 23,7 cm (o maior do segmento) melhoraram nitidamente a dirigibilidade no uso do dia a dia. Na versão avaliada, Iconic, rodas são de 17 pol. O interior também ficou melhor, especialmente os bancos dianteiros com boa sustentação lateral. O console central foi um pouco deslocado na direção do motorista, facilitando a visualização.

Conjunto multimídia de 8 pol. permite parear dois celulares e até cinco usuários, além de ser intuitivo de operar. O quadro de instrumentos tem desenho agradável e moderno. Há quatro câmeras (frontal, traseira e duas laterais), além de alerta de ponto cego. Faltam portas USB para os passageiros do banco traseiro, que têm espaço para pernas, ombros e cabeças que são referências no segmento. Além do maior porta-malas: 475 litros.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmofernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2



sexta-feira, 15 de novembro de 2019

RECALL:RENAULT DUSTER E DUSTER OROCH


A Renault realiza a partir de hoje recall de todas as versões de Duster e Duster Oroch para a verificação e/ou substituição do airbag do motorista. São 10.852 unidades (7.094 Duster e 3.758 Duster Oroch), envolvidas, fabricadas entre 14 de setembro de 2016 e 19 de junho de 2019.
 
Devido a uma não conformidade do airbag identificada pelo fornecedor da Renault, em casos de colisão poderá ocorrer a não abertura ou abertura ineficiente do componente, na qual em casos extremos pode ocasionar lesões graves e/ou fatais aos ocupantes. Não há registros de acidentes.
 
A numeração não sequencial dos chassis envolvidos de Duster vão de HJ474607 até J600336, de KJ746823 até J797677 e de LJ002318 até LJ995785. Os chassis de Duster Oroch vão de HJ499387 até J589223, de KJ526365 até J799840 e de LJ002342 até LJ998632.
 
A verificação e/ou substituição é realizada em até uma hora. O serviço é gratuito e deve ser agendado em uma concessionária Renault. Mais informações podem ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 055 5615 ou pelo site www.renault.com.br.
 
Para os carros com a fabricação em 2014, a Renault está convocando novamente os clientes envolvidos que não compareceram para a realização do recall do airbag lançado em 26 de janeiro de 2017. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1057/357– 08/08/2019

Fernando Calmon
Dois acordos à mão
Aposta na crescente aceitação dos SUVs levou a Ford a confirmar o lançamento do Territory, no Brasil e na Argentina. Apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado, era fácil de prever que este modelo estava nos planos de lançamento. Além do mercado receptivo, o Jeep Compass vem alcançando sucesso como veículo mais vendido do segmento e praticamente sem concorrentes entre os utilitários esporte médio-compactos. Passará a ter...

O Territory chegará em 2020, mais provável no terceiro trimestre. Lyle Watters, presidente da Ford América do Sul, afirmou que, inicialmente, virá importado da China, onde é produzido em parceria com a fabricante local JMC (Jiangling Motors Corporation). 

O termo “inicialmente” surgiu no seu discurso e não no comunicado à imprensa. Logo, ficou implícito que será produzido na região e Argentina, a escolhida. Afinal, a linha Focus foi desativada no país vizinho. O novo SUV dividirá com a próxima geração da picape Ranger e a nova Amarok as instalações em General Pacheco, Grande Buenos Aires. Na fábrica bem ao lado, a VW produzirá o SUV Tarek (concorrente do modelo da Ford) e a picape Tarok, segundo fontes da Coluna. 

A empresa americana está confiante no Territory por suas dimensões: 4,58 m de comprimento, 1,94 m de largura, 1,67 m de altura. Porte do Chevrolet Equinox e do Toyota SW4, mas com preço estimado próximo ao do Compass. Internamente, o espaço também impressiona, inclusive para os passageiros do banco traseiro. Oferecerá câmera de visão 360 graus, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, estacionamento automático, alerta de permanência em faixa e monitoramento de ponto cego, entre outros itens. 

Um sistema de modem na central multimídia permitirá, remotamente, travar, destravar, dar partida, localizar, obter informações de telemetria e serviços como seguro mais barato. Até internet a bordo. 

A Ford, afirmou Watters, está otimista sobre a recuperação econômica que se desenha no Brasil e também na Argentina. Acredita no acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia para abrir novas perspectivas de integração e custos menores. 

Por outro lado, convergências políticas e econômicas devem facilitar iniciativa semelhante com os EUA. Negociação poderá ser célere em relação ao trâmite envolvendo 27 países europeus. Fabricantes de veículos têm como norma planejar em médio e longo prazos e nova opção é sempre válida. Nos dois casos, haverá longa transição a fim de preservar ou reciclar empregos na região do Mercosul. 

Quanto à Ford, que passará a investir bem mais em SUVs e muito menos em automóveis, estuda importar o Escape (pouco menor que o Territory). Duas possibilidades poderão estar à mão: trazê-lo dos EUA ou da Espanha. Dependerá da rapidez das negociações entre blocos econômicos e preço final. Maior beneficiado será o consumidor brasileiro.
ALTA RODA

APESAR de as vendas ao mercado interno (veículos leves e pesados) de janeiro a julho terem subido 12% sobre 2018, Anfavea mantém previsão um pouco menor para o ano de 2019: 11,4%. Estoques recuaram para 39 dias, perto dos 35 normais. Exportações continuam muito fracas pela grande dependência da Argentina. Nível de empregos recuou 2,5%.

SEM considerar veículos comerciais e tratores, há 40 marcas de produção local e importadas hoje no Brasil. Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, afirma que outros setores de grande faturamento (telefonia, bancos e aéreas, para citar alguns) têm no máximo cinco concorrentes. Relembrou que o alto Custo Brasil dificulta bastante as exportações, além de impostos embutidos. 

FENABRAVE, associação das concessionárias, está menos otimista que a Anfavea. Observou leve queda no ritmo de vendas diárias em julho, sobre junho deste ano. Este indicador é importante por reduzir influência de sazonalidades. Reduziu sua previsão de crescimento de 2019 sobre 2018 para menos de 10%. A conferir, nos próximos meses. 

LEXUS UX 250h é aposta para romper a barreira de 1.000 unidades/ano da marca de luxo da Toyota. Na versão de topo F Sport, acabamento e estilo estão entre pontos fortes. Fabricante o classifica como crossover, mas só molduras nos para-lamas e rack no teto não bastam. Conjunto híbrido (dois motores elétricos e o convencional) garante silêncio e ótimas respostas. Fica devendo em espaço no banco traseiro e multimídia com aplicativos de rota. 

AGOSTO completa 60 anos da criação do cinto de segurança de três pontos. Concebido pelo engenheiro sueco da Volvo Nils Bohlin, foi considerado pelo Departamento Alemão de Patentes, em 1985, como oitava invenção mais importante do século 20. Estimativas apontam cerca de um milhão de vidas salvas e redução de 45% do risco de morte em acidentes de trânsito. 

RESSALVA: na coluna da semana passada, Duster é o modelo que estreou mola a gás para sustentar o capô aberto, em 2011, na linha Renault. Logan, em 2013. No Kwid, não se aplica. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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domingo, 28 de abril de 2019

RECALL: DUSTER E DUSTER OROCH


A Renault está realizando recall de todas as versões de Duster e Duster Oroch para a verificação e/ou substituição do servo freio. São 11.667 unidades (5.171 Duster e 6.496 Duster Oroch) envolvidas, fabricadas entre 23 de agosto de 2017 a 8 de março de 2018.

Devido a uma não conformidade identificada pelo fornecedor da Renault, poderá ocorrer falha na vedação do servo freio, podendo resultar no endurecimento do pedal de freio e, em casos extremos, a falta de frenagem com possível acidente. Não há registros de acidentes.

A numeração não sequencial dos chassis envolvidos de Duster vão de JJ010976 até JJ997934, de JM417734 até JM422460 e de KJ223976 até KJ307279. Os chassis de Duster Oroch vão de JJ000117 até JJ999496 e de KJ209921 até KJ311299.

A verificação e/ou substituição é realizada em até 2h30. O serviço é gratuito e deve ser agendado em uma concessionária Renault. Mais informações podem ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 055 5615 ou pelo site www.renault.com.br.

quarta-feira, 27 de março de 2019

SANDERO, LOGAN E DUSTER TÊM NOVA CENTRAL MULTIMÍDIA COM ESPELHAMENTO DE CELULAR


Os modelos Renault Sandero, Logan e Duster acabam de receber na linha 19/20 o MEDIA Evolution, a central multimídia que agora traz tecnologia Android Auto e Apple Carplay e permite usar Spotify, Waze, Google Maps (Android Auto) e áudios de Whatsapp na tela de sete polegadas touchscreen capacitiva, com melhor precisão do toque. 

O MEDIA Evolution ainda traz as funções Bluetooth, câmera de ré, Eco Scoring e Eco Coaching – que ajudam o motorista a economizar combustível auxiliando na maneira de dirigir -, acessadas diretamente no carro.

sábado, 1 de dezembro de 2018

RENAULT ALCANÇA MARCA DE 3 MILHÕES DE VEÍCULOS PRODUZIDOS NO BRASIL

No ano em que celebra 20 anos de fabricação no Brasil, a Renault alcança mais uma marca importante: a produção de 3 milhões de veículos no Complexo Ayrton Senna, no Paraná. 

A ocasião foi comemorada  com os colaboradores ao lado de toda a gama de veículos produzida pela marca atualmente no país: Kwid, Sandero, Logan, Duster, Duster Oroch, Captur e Master.

“Há 20 anos, a Renault tem apresentado uma série de veículos inovadores que conquistaram o consumidor brasileiro, o que nos permite chegar a uma marca tão expressiva quanto a fabricação de 3 milhões de veículos no país. Agradecemos a todos os colaboradores, fornecedores e concessionários que fazem ou fizeram parte dessa conquista e, em especial, aos milhões de clientes que escolheram a Renault como sua marca”, afirma Luiz Fernando Pedrucci, presidente da Renault para a América Latina.

A Curitiba Veículos de Passeio (CVP) possui capacidade produtiva de 320 mil veículos ao ano, enquanto a Curitiba Veículos Utilitários (CVU) pode fabricar até 60 mil comerciais leves anualmente. Além de abastecer o mercado nacional, os veículos da Renault também são exportados para países latino-americanos e para a África.

Neste ano, a Renault do Brasil também comemorou a produção histórica de 4 milhões de motores e de 1 milhão de unidades do Sandero, veículo mais vendido da marca no país.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

RENAULT DUSTER OROCH EXPRESS É NOVA VERSÃO VOLTADA AO TRABALHO


A inovadora picape Duster Oroch, criadora de um segmento entre as picapes de pequeno e grande porte, aumenta sua gama com a chegada da versão Express.

Agora a Renault inova mais uma vez, disponibilizando uma configuração voltada ao trabalho, que estará disponível para vendas a partir de R$ 66.190.

Com mais de 22 mil unidades vendidas no Brasil e reconhecida por sua robustez, a Duster Oroch mantém suas principais características na versão Express.

Essa versão se destaca por ser um veículo ideal para uso misto, contando com 4 portas, comportando 5 passageiros com o excelente conforto proporcionado pelo amplo espaço interno e pela suspensão traseira independente Multilink, além de proporcionar uma ótima capacidade de carga de 680 kg, que é bem maior que todos seus concorrentes, tornando-a um veículo ideal para o uso voltado ao trabalho. Essa ampliação da capacidade de carga é fruto do árduo trabalho do time de engenharia da Renault, que por meio de diversas otimizações consolidou a Duster Oroch Express como líder nesse quesito.

A picape recebe como opcionais ar-condicionado e vidros elétricos, que constituem o Pack Comfort (R$ 3.400). Para os clientes que desejam ampliar ainda mais sua utilização para o trabalho, disponibilizamos o Pack Service (R$ 1.090) que é composto por extensor de caçamba e grade de proteção do vidro traseiro.

A Duster Oroch Express está disponível com o novo motor 1.6 SCe com 120 cv, sempre associado a um câmbio manual de cinco velocidades. Este conjunto garante economia de combustível e prazer ao dirigir. A picape sai de fábrica com direção eletro-hidráulica, que permite um menor esforço na hora de realizar manobras.  Como nesse sistema a bomba da direção passa a ser acionada por um motor elétrico a parte, evita-se a perda de potência e se reduz o consumo de combustível.

Além disso, o veículo já vem equipado de série com protetor de caçamba e ganchos para amarração de carga.

O motor 1.6 SCe, que manteve os números de potência e torque, é destaque no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), elaborado pelo Conpet, com nota “A” em consumo de combustível. Para conferir ainda mais economia, essa versão vem equipada com o Eco-mode, que reduz o consumo do veículo em até 10%.

Esta versão também se destaca por oferecer uma condição diferenciada para produtor rural, que poderá ser complementada com planos de financiamento exclusivos, aliados à pacotes de manutenção de 1 a 3 anos.

terça-feira, 27 de junho de 2017

RENAULT DUSTER 1.6 SCE GANHA NOVO CÂMBIO X-TRONIC CVT

Reconhecido por sua força, robustez e versatilidade para qualquer terreno e necessidade, o Renault Duster ganha a opção do câmbio X-TRONIC CVT, que proporciona ainda mais conforto aliado a economia de combustível. Além da nova transmissão, o SUV passa a ser equipado em todas as versões 1.6 SCe X-TRONIC com controle de tração, controle de estabilidade e assistente de partida em rampa.

O Duster equipado com a transmissão X-TRONIC CVT, amplamente utilizada pela Aliança Renault-Nissan em todo o mundo, beneficia os passageiros com um rodar ainda mais suave e silencioso em velocidade de cruzeiro. Além disso, o motor pode ser mantido em rotação constante, auxiliando no menor consumo de combustível.

Com essa nova opção de transmissão, o Duster passa a ser o SUV com a gama mais completa do segmento. São duas opções de motorização (1.6 e 2.0), três opções de câmbio (manual, CVT e automático) e duas opções de tração (4x2 e 4x4), disponibilizando sempre uma versão ideal para cada necessidade. Além de ser um veículo muito bem equipado com destaque para: direção eletro-hidráulica, sistema ESM (Energy Smart Management – sistema de regeneração de energia, tecnologia das pistas para as ruas inspirada na Fórmula 1), Eco-mode (reduz o consumo de combustível em até 10%) , maior porta-malas da categoria com 475 litros, 210 mm de altura do solo, excelentes ângulos de entrada e saída, MediaNav com tela touchscreen de 7” com navegação GPS e rodas de liga leve aro 16”.

O Duster se destaca em qualquer terreno e situação. Na cidade, para quem busca espaço interno, conforto e modernidade, há as versões equipadas com o novo câmbio X-TRONIX CVT e o novo motor 1.6 SCe de 120 cv. Já para quem busca mais potência e desempenho, a versão 2.0 16V automática de 148 cv é ideal. E para quem é apaixonado por aventuras off-road, a combinação 2.0 16V 4x4 com a primeira marcha reduzida é a melhor opção.
Confira os preços da gama Duster:

Duster 1.6 Expression Manual: R$ 67.990
Duster 1.6 Expression X-TRONIC: R$ 73.490
Duster 1.6 Dynamique Manual: R$ 73.490
Duster 1.6 Dynamique X-TRONIC: R$ 78.990
Duster 2.0 Dynamique Manual: R$ 84.120
Duster 2.0 Dynamique AT: R$ 85.070
Duster 2.0 Dynamique 4x4: R$ 86.620



quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Conceitos em choque

Alta Roda nº 919/26930– 153– 0oda nº852/1211508– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
Quando surgiu o Ford EcoSport em 2003, os concorrentes demoraram a reagir. A Renault só lançou o Duster em 2011. Depois o mercado de SUVs compactos não parou de crescer, ao avançar sobre outros produtos com certa afinidade como stations e monovolumes. Vieram Chevrolet Tracker, Honda HR-V, Jeep Renegade e Nissan Kicks. Começou, então, um fenômeno de migração, quando os pequenos utilitários avançaram também sobre os hatches médios-compactos. 


Em 2003 esses SUVs compactos representavam 2,6% do mercado total (incluídas picapes) e os hatches do degrau superior, 8,6%. Este ano o cenário se inverteu para 4,6% e 1,8%, respectivamente. Na semana passada, por coincidência surgiram novos protagonistas desses dois segmentos: Hyundai Creta e Chevrolet Cruze Sport6. Sem ser concorrentes diretos, até pelo aspecto e conceito de guiar, devem aprofundar a tendência dos últimos anos. 

O Creta surpreende pelo bom espaço interno, em especial para as pernas dos passageiros do banco traseiro. O fabricante sul-coreano elegeu a arquitetura do Elantra (sedã médio-compacto da marca). Se partisse do HB20 teria menos chances de enfrentar o HR-V, por exemplo, cuja distância entre eixos de 2,61 m é 2 cm maior que a do Creta. Estilo agradável, interior de desenho atraente, suspensões bem acertadas e bom porta-malas de 431 litros com estepe de uso temporário (alguns não gostam) deixam factível a meta de vender 3 mil unidades/mês. 

Oferece motores flex de 1,6 e 2 litros, de 130 cv e 166 cv (etanol). Câmbio manual está na versão de entrada, que parte de R$ 72.990, e a de topo, com o automático, também de seis marchas, vai a R$ 99.490. Esses preços o deixam algo mais competitivo diante do Renegade e do HR-V, que brigam pela liderança do segmento. Desempenho do Creta satisfaz mesmo com o motor de menor cilindrada. Acabamento tem plástico duro, acima do razoável para seu preço. Olhares exigentes descobrem parafusos e marcas de solda aparentes, além de pintura fosca onde não deveria. 

Quanto ao Cruze Sport6, o estilo e o motor turbo 1,4-litro e 153 cv (etanol) mudaram para (bem) melhor em relação ao anterior. O hatch médio-compacto da Chevrolet subiu de patamar de preço: mais itens de conforto, conveniência e conectividade. Curiosamente, está no mesmo nível do Cruze sedã: R$ 89.990 a 110.990. Segundo o fabricante, diferença de custos na linha de montagem entre hatch e sedã é bem pequena. Assim, valorizou para-choque dianteiro, ponteira de escapamento e defletor de teto. 

Disponível apenas com câmbio automático de seis marchas, que escapa do conceito comum de Sport, o acerto de carga ligeiramente superior do volante de direção e de molas traseiras demonstra a intenção do fabricante de agradar a quem valoriza a esportividade ao guiar. 

Não impede de oferecer recursos de assistência semiautônoma. Um deles permite manter a trajetória do carro dentro de faixas de tráfego bem pintadas, mesmo sem as mãos no volante. Porém, esse recurso é temporário – entre duas e três correções automáticas. O sistema, então, se desconecta e aparece uma mensagem no quadro de instrumentos (deveria haver também alarme sonoro). 

RODA VIVA 

NOVO Tucson, que passa a ser produzido em Anápolis (GO), conviverá com o atual ix35, mas reposicionado em preço: R$ 138.900 a 159.600. Nem a versão mais cara oferece luzes de rodagem diurna (DRL). Motor 1,6 turbo (só gasolina) de 177 cv, câmbio automatizado de duas embreagens (7 marchas), boa suspensão e direção eletroassistida são destaques do SUV médio-compacto.

NOVEMBRO mostrou recuperação nas vendas internas de veículos leves (em relação a outubro) com o retorno da produção da VW. Estoques totais de 35 dias estão perto da normalidade, indicando produção ajustada. Reação neste mês precisa ser algo mais robusta para as vendas acumuladas totais atingirem 2,08 milhões de unidades ou 19% menos que 2015. 

PREÇO competitivo por importação do México faz do Fusion Titanium um carro especial em termos de espaço interno (2,85 m de entre-eixos) e conforto de rodagem. Tração integral, motor 2 litros turbo (248 cv) e câmbio automático de 6 marchas comandado por botão giratório agradam. Apesar de mudanças feitas, raspa (um pouco menos agora) em quebra-molas e valetas. 

MERCADO de veículos usados e seminovos (até três anos de fabricação) continua a servir como amortecimento parcial à queda de comercialização de modelos zero-quilômetro. Relação histórica tem sido de três usados para cada novo, mas este ano a relação subiu para cinco. Dados são confirmados pela Fenabrave (concessionárias) e Fenauto (associação dos lojistas).

SECRETARIA americana que cuida da segurança veicular exigirá para 2019 novo teste de colisão. Uma barreira móvel deformável a 90 km/h atinge frontalmente no lado esquerdo um veículo imóvel, em ângulo de 15 graus e sobreposição de 35%. Considera-se esse tipo de acidente recorrente. A empresa alemã ZF já desenvolve airbags frontais e de cortina específicos. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4016 - 30.09.2016 - edita@rnasser.com.br 

Novidades Turbo: Golf 1,0, Tiguan e Variant 1,4
Volkswagen abre leque de produtos visando ascender em vendas e no mercado, deixando a, para ela, insólita 3ª posição. Três novas versões Flex: Golf 1,0; Tiguan 1,4; Golf Variant 1,4 de sua boa fórmula TSI de motores pequenos, turbo, injeção direta de combustível, líder de vendas na família up!.

De maior relevo, curitibano Golf 1,0 mescla de tecnologia alemã com acertos nacionais + flex, obtendo 125 cv de potência e respeitáveis 20,4 m-kgf em torque. Não é bobo: atracado a transmissão mecânica de 6 marchas acelera da imobilidade aos 100 km/h em 9,7 s e passa dos 190 km/h em velocidade final. Em economia, padrões oficiais, na estrada supera os 14 km/l de gasálcool. Relativamente ao tíbio 1,6 anda mais, gasta e custa menos.

É passo claro e corajoso, abrir o leque de produtos incorporando tecnologia para reduzir tamanho dos motores, potencia, consumo. E, caso do Golf, motor 1,0 agrega vantagem adicional: muda de faixa do IPI, caindo de 11% para 7%.
Reduzir preços é meta. No Golf Comfortline 1,0 TSI pelo menor custo do motor e reclassificação tributária recolhendo menos IPI, e seu efeito cascata de impostos calculados uns sobre os outros.

Conteúdo à altura, sete almofadas de ar, incrementos na conectividade, freios a disco nas 4 rodas e eletrônica conjugada, controle de tração, direção elétrica. Confortos e exigências atuais como infodiversão, tela com 17 cm, espelhamento do celular, comandos de som no volante. Câmera de ré, não.
Preço ? R$ 75 mil – menos R$ 3.100 relativamente ao 1,6.

Sem razão
Previa-se para o Tiguan 1,4 expressiva redução de preços por contração em conteúdo, acessórios, equipamentos, e tração nas rodas traseiras, reduzindo-o a 4x2. Mantidos itens de segurança, 6 almofadas de ar; sistema de arrancada em subidas; controles de tração e estabilidade; e, versão simples, estofamento em tecido. Sem redução nos impostos: veículos com motor 1,4 ou 2,0 pagam idênticos 11% de IPI, e trazido da Alemanha paga 35% de imposto de importação.

Pacote inicial superou previsões ao custar R$ 126 mil e equipado com o mínimo para a categoria, R$ 131 mil. Topo 1,4 R$ 140 mil.

Variant Golf, com o mesmo conjunto mecânico do Tiguan, motor 1,4 litro, 150 cv; 25,5 m.kgf de torque; transmissão automática de seis velocidades, ocupará, solitária, o mercado de station wagon, camionetes, peruas, no país. A decisão do uso da transmissão automática dita Tiptronic em lugar da mecânica de dupla embreagem DSG com sete velocidades, tem base técnica-mercadológica – evitar dores de cabeça, como ocorre com usuários de Fords com a problemática transmissão PowerShift.

Variant manter-se-á importada do México e sucesso de vendas estará atrelado à trinca exclusividade; conteúdo; preço. No caso, versão básica a R$ 102 mil; intermediária R$ 107 mil; topo de linha R$ 117 mil e com teto solar, R$ 124 mil.

Mudando a escrita
Grosso modo pode-se considerar o novo Compass um risco no chão: marca espaço, muda a história, e oferecerá parâmetro mundial sobre a aceitabilidade da mais mítica das marcas norte-americanas, a Jeep, ter sido substituída pela Fiat. Na prática das latas, porcas e parafusos o novo Compass emprega plataforma de origem italiana, com grupos moto propulsor da Itália, diesel de 9 marchas, e dos EUA, ciclo Otto, seis velocidades. Renegade usa a mesma base, mas não é substituição de produto, mas item adicional, entrada de mercado. Nos EUA missão de relevo o aguarda – repor os autênticos Jeep Compass e Patriot. Brasil é o mercado de entrada, com produção na moderna fábrica de Goiana, Pe.

Não fará feio. Ao contrário, boa formulação estética é realçada pelo uso da grade com sete barras verticais, a assinatura Jeep. E suas habilidades, o conjunto mecânico com tração nas 4 rodas e motor diesel, com certeza atenderá às necessidades do usuário em passar por trechos de estradas ruins ou, como demandado nos mercados acima do Equador, em usar a tração nas quatro rodas para obter dirigibilidade nas ruas e estradas com neve e gelo.

Entretanto, mercado interno como foco principal, potencialmente está fadado ao sucesso. Aparência, formulação, opções, motorização, porte, habitabilidade, e amplo leque de preços colocam-no em posição privilegiada. Entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, dependendo do interesse ou exigências, haverá um Compass para atender ao comprador. Na prática significa competir desde a base do mercado, com Hyundai i35, Kia Sportage, Suzuki Vitara, Volvo, GM Captiva, e quase toda a renca das demais marcas com veículos deste porte.

Duas motorizações, diesel, 2,0, 170 cv, transmissão automática 9 velocidades, tração nas 4 rodas e reduzida, pico da modelia. Demais, ciclo Otto flex, 2,0 dito Tigershark, 166 cv, tração dianteira, câmbio automático de 6 velocidades.
Amplo leque, 50% de variação em valor. Abre com versão Sport, a R$ 99.990, fecha em R$ 150 mil para Traillhawk – que dizem este nome, e Tigershark para o consumidor brasileiro?

Novidadosos olhos puxados
No comprimido período pré Salão do Automóvel, fabricantes e importadores agem para ter novidades – e conquistar espaço na mídia. Além de Volkswagen em linha TSI; FCA e Compass; Toyota criou series especiais para Corolla e Etios. Para um, manter liderança no segmento. Ao outro melhorar e contemporizar até próxima geração.

Outra japonesa, a Nissan, iniciou vender o GT-R, referencia tecnológica e esportiva.

Olhos daqui
Corolla versão Dynamic está entre a topo de linha Altis e a XEI a R$ 98.500, marcada por luzes diurnas LED, detalhes pintados em preto, revestimento interior em couro, tela 15 cm, multi função, com câmera de ré. Motor aspirado, 2,0, 154 cv. Transmissão CVT. Quer ocupar espaço em dias de concorrentes novidadosos como Chevrolet Cruze e Honda Civic 10.

Bom de bolso ?
Sem pretensões de volume o esportivo GT-R aprimou desenho e conjunto mecânico – chassis menos flexível, suspensão e motor. Este, V6 3,8 24 válvulas, bi turbo, dito Premium, 572 cv a 6.800 rpm e preciosismos como camisas por jato de plasma – em vez de fundidas -, monitoramento de cada ignição, troca de calor por uso de titânio no sistema de exaustão, tecnologias de carros de corrida. Transmissão de seis marchas acionado no volante.
Preço? R$ 900 mil. Por encomenda. Revendas interessadas serão perceptíveis pela mudança no visual.

Ready
Série especial contida em 250 unidades/mês, sobre versão hatchback XS, com motor L4 1,5, 107 cv e transmissão automática 4 marchas. Mudanças em para choques, detalhes pintados, internamente o sistema multi mídia. Outubro, R$ 59.600. Etios detém recordistas 65% de índice de fidelização e reduzido Custo de Propriedade – gastos em manutenção até 60 mil km – de R$ 2400,00, um dos menores do mercado.

Roda-a-Roda
From Russia – MIAS, o Salão de Moscou, mudou óptica de presenças. Antes atrações eram carros estrangeiros querendo vender no mercado doméstico. Neste, Ladas chamaram atenções.

Muda – Empresa, ex estatal e hoje controlada por Renault e Nissan, atingiu independência cortando 20 mil empregos e métodos estatais em administração e construção veicular. E novo foco: mercado externo.

Quem – Novo crossover, XCode – nem automóvel nem SAV, 20 cm de altura livre -, possivelmente montado na plataforma BZero, a do Logan e Duster, jogo duro, adequada às agruras russas.

Mais – Completará geração recente dos sedãs Vesta, com versão a SW Cross. E vende curiosa arrumação do Fluence, o Granda, aqui ideal para o Uber: sedã com quatro lugares, duas poltronas no espaço traseiro.

Mais – No Salão prêmio de “Off-roader of the Year”, ao Niva, em seu 40o. ano. Talvez o produto melhor desenvolvido: resistente e antigo motor Fiat, dos anos ’60, 1,7 litro, injeção simples, modestos 90 cv. E melhor relação entre custos e resultados: 14º mais vendido no mercado russo; usado de maior liquidez; inacreditáveis 85% do valor no terceiro ano de uso.

Ocasião – Ajustado por GM e Renault teria sido o mais adequado produto ao Brasil de verdade, fora das estradas lisas cercando capitais e grandes cidades. Multi prometido, não veio.

Paris – Dos mais tradicionais salões de automóvel no mundo, Paris Motor Show – out.1-16 - ausências serão mais notadas. Lamborghini, Bentley, Ford, Volvo e Aston Martin não participarão. Economia.

E … ? – VW tem gasto conta grande para fechar o caso das emissões de diesel burlando a lei, e aposta em caminho oposto: seu elétrico EV, autonomia de 600 km, muito superior ao atual queridinho Tesla e ao Chevrolet Volt. Quer ter 30 novos produtos elétricos até 2025.

Pode ser – Político hábil, vida limpa, pernambucano Marco Maciel exerceu a Presidência da República algumas vezes, substituindo o titular Fernando Henrique. Frasista, é dele a máxima de tudo pode acontecer, inclusive nada.

Será ? – Caso dos murmúrios sobre negócio entre chinesa Chery e polêmica Caoa Montadora, dita a Hyundai do B, do criador Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Dr CAOA, e Antônio Maciel Neto, ex-Ford, feito sócio para assumir a presidência da empresa.

E ? – Chery tem dois anos de implantação e contas descombinadas. Usina completa, não decola por causas externas, em especial atritos com sindicalistas de São José dos Campos – autores do minguar da GM no Vale do Paraíba.

Fórmula – Não é compra ou participação acionária, mas acordo para produzir novo carro à CAOA. Coluna noticiou isto há meses, mas negócio pouco evoluiu.

Questão – Delonga é razoável por falta de experiência negocial de comunistas em temas capitalistas; andar cauteloso nos ajustes com o grupo CAOA; e pós más notícias da República de Curitiba sobre seus líderes.

E? - Qual produto? Eis a questão. CAOA monta utilitários Hyundai em Goiás. Outra marca ? Será início da sempre especulada ruptura com os coreanos?

Outra – Sérgio Habib, presidente da operação local da chinesa JAC Motors, foi ao governo federal conversar: contrair planos. Em vez de produzir 100 mil unidades/ano do automóvel J2, montar 20 mil do utilitário J5. Industrial e comercialmente processo simples.

Porém – Antes, questão superior, acertar a dívida gerada por inscrever-se no Inovar-Auto e utilizar incentivos, não instalar fábrica.

Bão -  Renault demarrou produzir primeira série de motores de 3 cilindros, 1,0. Irão para o Kwid, sav – veículo de atividades esportivas - fazer razia no segmento compacto. Também em pré produção.

Ruim – Ocupará faixa de entrada da marca; não terá preço do Clio, menor dos Renault. É novidade; tem margem para aproveitá-la; mais equipado. 2a série com novo 1,6, L-4, levado ao primo Nissan Kicks quando de produção no país.

Jovem – SulAmerica conformou seguros e conseguiu 31% de adesões de clientes mais jovens, entre 26 e 35 anos, com veículos com valor até R$ 40 mil.

Objetividade – Em vez de pesquisas estrangeiras ou nacionais para saber de preferências de clientes a tintas, cores e nuances, AkzoNobel, da Sikkens e Wanda, se pegaram com o costumizador paulistano Fernando Batistinha.

Do ramo – Preparador de automóveis, midiático, criou cinco cores inéditas e exclusivas ao Brasil, baseadas em nossas pedras preciosas: Turqueza Acqua, Amarelo Aragonita, Verde Jade, Café Ágata e Quartzo Gray Fosco.

Aproveitamento – Engenheiros da Ford criaram processo de gerar água potável no interior do veículo a partir da condensação do ar condicionado. Média de quase 2 litros/hora. Economiza água e plástico para garrafas.

Projeto – Projeto incentivado pela empresa, prevê mais de seis mil invenções em 2016, afastando o automóvel da imagem de inimigo público nº 1.

De volta – Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, ex programa Top Gear, volta por cima, nova atração, The Grand Tour. Cada edição em país diferente. Previsão, novembro,18.

Vivo – Embrapa Agroenergia pesquisa reagente químico por lipases, enzima aceleradora de reação entre álcool e óleo, gerando o biodiesel. Processo limpo, racional, orgânico, mais produtivo por reduzir etapas industriais. Podem ser reutilizados. Embrapa é dos orgulhos tecnológicos do país.

Antigos – Sobre retirada de exemplar do Mercedes-Benz C111 do Museu Fangio, em Balcarce, Argentina, fábrica informou ter sido cessão por prazo certo. Vencido, reunir-se-á às outras 14 unidades no Holy Halls, museu da empresa, em Stuttgart, Alemanha.

Gente – Wilson Ferreira, 73, empresário, ex piloto de automóveis, passou.  OOOO Nos gloriosos ’60 dirigiu ótimos automóveis – GT Malzoni, KG Porsche, Fitti Vê, Alfas Giulia e Zagato. OOOO Deste, talvez o mais charmoso, estorinha aqui: http://www.autoentusiastas.com.br/2015/11/de-alfa-zagato-volante-formula-1-e-o-futuro-dr-gulu/


A heráldica do Compass
É um veículo de uso familiar, recebe cinco pessoas e enorme quantidade de bagagem, supera dificuldades, anda bem, gasta pouco com motor de 4 cilindros e tração em duas rodas, vem com grade indicando o DNA da marca identificada com valentia e resistência.

A descrição soa familiar ao Compass, utilitário esportivo do segmento C, lançado com a marca Jeep nesta semana ? A referência mecânica faz a mesma indicação ? É para parecer. O texto se refere a um de seus antecedentes, o Jeep Station Wagon, mais conhecido no Brasil como Rural, onde produzido entre 1958 e 1977.

Carro mítico, o primeiro utilitário esportivo da história do automóvel. Aproveitava a aura de valentia e indestrutibilidade do Jeep, tido e havido como uma das ferramentas para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, e o trazia para o uso urbano, familiar, feminino – um dos desdobramentos de consumo advindo dos resultados do conflito bélico. Fórmula bem aviada, motor de 4 cilindros, 2,2 litros, 60 hp, tração simples no eixo traseiro, criou caminho próprio de tantos desdobramentos.

Hoje, em família paralela de Renegade, Compass, Cherokee, é um dos apoios sólidos da FCA, Fiat Chrysler Automobile, controladora da marca Jeep. No passado, foi-se a variados países, sendo base de produtos autônomos como os suv Mitsubishi e Mahindra, todos nascidos do Jeep Station Wagon, a Rural. E bisavó do novidadoso e bem formulado Compass.