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sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3618 - 07.09.2018 edita@rnasser.com.br

Enfim a racionalidade: fim do estepe externo no EcoSport
Ford iniciou fazer os EcoSport sem o estepe pendurado na porta traseira. Já o faz no exterior em sua pioneira função de carro brasileiro produzido em vários outros lugares do mundo. Entretanto no Brasil, pesquisas indicaram desejos dos consumidores em ter tal pedúnculo atracado externamente na tampa posterior. Faz parte do formar a imagem intangível do produto: quem o dirige se sente superior e disposto como se num Land Rover, Hummer, etcccc.

Embutir o pneu de reserva dentro do pequeno espaço para bagagens traz como resultado óbvio reduzi-lo ainda mais, entretanto previsível ter a empresa adotado a solução praticada nos carros produzidos fora das fronteiras: o pneu de pequenas dimensões, para socorro temporário. Estepe pendurado na tampa traseira exige grande engenharia para conviver com o peso e os golpes ao ultrapassar irregularidades no piso, além de constituir-se em um problema de civilidade – é muito fácil ao motorista amassar a frente do carro estacionado em sua traseira, e ir-se sem perceber – ou percebendo...

Estará no Salão do Automóvel, S. Paulo, novembro, e à venda ao início do ano. Crê-se pode ser tratado como opcional até a racionalidade assumir.

Homeopatia para mostrar o VW T-Cross
Talvez inspirada por outro alemão, Samuel Hahnemann, criador da Homeopatia e suas doses pequenas e sequenciais, Volkswagen tem comandado, desde a Alemanha, divulgação em fila de dados e detalhes do T-Cross, um SUV do segmento B. Sentido amplo, um Tiguan menor.

Terá as medidas do sedã Virtus, a plataforma MQB-A0, também base para o Polo.

Não é para apresentação a curto prazo. Apesar de atração do estande da VW no Salão Internacional do Automóvel em S Paulo, novembro, imagina-se, divulgar pequenos detalhes consiga levantar o interesse dos consumidores, em especial porque, no Brasil, há uma dezena de concorrentes. VW diz, vendas em fevereiro.

Dado interessante, afirmativa do material de divulgação informando tratar-se de SUV global, não o será. A versão para a América Latina – a ser alimentada desde a produção em São José dos Pinhais, Pr. – difere da européia. Peculiaridades de mercado, a versão Mercosul terá 4,19 m de comprimento, e distância entre eixos igualmente maior. Na Europa, a do Polo, 2,56m. Mercosul, a do Virtus, 2,65m – quase 10 cm nesta dimensão será sólido argumento de conforto, importante entre tantos concorrentes, superando Citroën Cactus, 2,60m; Jeep Renegade, 2,57m; Chevrolet Tracker, 2,55m; Ford EcoSport, 2,52m.

Alterações indicam, pela segunda vez, preocupação da marca no adequar-se às características do mercado nacional e às similaridades dos vizinhos. up! nacional, mais comprido, com mais espaço para malas e tanque maior é primeiro exemplo.

Renault cede com successor do Lada Niva
Renault mostrou, na Russia, o sucessor do Lada Niva. Chama-o Vision 4x4, esperando percepção aos clientes sobre o nome indicando o futuro, uma visão sobre o mítico 4x4.

Em produção desde 1977, é dos projetos mais longevos, mítico por suas habilidades e resistência. Bela solução, um Fiat 127 (pai dos nosso 147), com mecânica de também Fiat 124, e sistema de tração 4x4 criado na antiga URSS.

Com a guinada capitalista, hoje a ex-estatal AUTOVaz, responsável pela motorização de Russia e seus satélites, já foi da GM/Opel, e ora controlada pela Renault. Por tal razão o substituto do Lada está muito mais para Duster, e a razão é simples: sua plataforma é a Dacia BZero, empregada nesta marca romena e seus desdobramentos Logan, Duster, Oroch, Captur brasileiro.

Tirar o mítico carrinho de produção tem razões industriais: dar mais velocidade à linha de produção, abduzindo produto criado há mais de quatro décadas, com processos antigos, hoje um verdadeiro freio industrial. Decisão difícil tirá-lo de fabricação. Afinal simboliza mundialmente a criatividade russa; foi o precursor da moda mundial do SUV pequeno – a Toyota aproveitou o conceito com o RAV-4, fazendo base de mania mundial. Questão automobilística ou de marketing, o presidente da Russia, multi media Vladimir Putin, tem unidade personalizada.

Museu e conserto

                                                                                             Roberto Nasser


Por incúria, irresponsabilidade, filosofia ou ato criminoso, pegou fogo o Museu Nacional, mas antiga instituição do ramo no país, em seus 200 anos. Prejuízo incalculável e de impossível reposição. Gente festiva e inadequada, assim como o omisso prefeito carioca prometeram reconstruí-lo. Pensam no continente, não no conteúdo – é uma radiografia de seus cérebros. Tertúlia flácida para acalentar bovino. Os primeiros sequer estarão no governo para as primeiras providências pós cuidados e avaliação de resgate dos escombros. O último parece neto de japonês, é um Nãosei.

Bravatas, promessas de apuração de responsabilidades, pululam nas glotes das autoridades, mas no depurar da situação, com grandes chances será a edição museal do incêndio da Boate Kiss – ceifou centenas de jovens e não há culpados.

Promessas passam por liberação de verbas, procura em arquivos de sugestões a respeito. Responsáveis (sic), como o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicado pelo PSOL, distribui culpas e responsabilidades, quando poderia dar aula de ética e respeito à teórica magnificiência de seu cargo, demitindo-se e à sua conivente diretoria, omissa no respeito à história, à cultura e à imagem do país de incultos, desidiosos no cuidar os tesouros da humanidade.

Mais positivo, e de ótima ocasião seria um projeto de mudança completa na forma de olhar os museus nacionais. Quantos estão fechados, e por que? Como induzir a manutenção dos existentes e o surgimento de novos? Como fomentar sua administração? Em Brasília, particular, sem verba pública, o Museu Nacional do Automóvel está lacrado há seis anos. Os autores da ação já não estão no governo; a razão do pedido perdeu-se no tempo; mas solução não há. Porque não começar pela sua reabertura? É rápida, fácil, seu custos. Basta uma caneta honesta.

(Roberto Nasser tem parte do acervo; paga as contas; e é o Curador do Museu Nacional do Automóvel).

Roda-a-Roda
JAC, lá – Na Argentina marca chinesa será representada pela SOCMA, empresa de familiares de Maurício Macri, o presidente. Família do ramo gere duas outras marcas chinesas.

Esforço – Na Citroën engenheiros, analistas de custos, formuladores e palpiteiros em geral estão reunidos em torno do recém-lançado Cactus. Objetivam, a partir da versão de entrada, a R$ 68.990, trocar o câmbio mecânico pelo automático, manter direção assistida, ar condicionado, vidros elétricos, equipamentos básicos de segurança, incluindo o estabilizador ESP.

Problema – É colocar o câmbio mais caro, e não deixar o preço passar de R$ 69.990. Teto de versão destinada a Pessoas com Deficiência, a quem incentivo oficial reduz impostos para veículos com custo até R$ 70 mil.

Minguando - Conceito é honesto, mas o teto oficial não é corrigido, e assim pouco a pouco os veículos elegíveis vão-se reduzindo.

Hermanos – Renault iniciou fazer seus picapes Oroch com opção de tração nas 4 rodas – modos 2W; 4W e 4W+Reduzida. Inicialmente sem vendas domésticas, mas para a Argentina. Lá, para concorrer com o Fiat Toro dotado desta opção. Na Argentina o Oroch vende acima do Toro.

II – Cada mercado, um comportamento. Na Argentina o Oroch é o quarto picape mais vendido, com o Toro na sexta posição, apenas com a versão diesel, transmissão automática e 4x4. Para aumentar sua posição, iniciará exportar com motor a gasolina, 1,8 litro, caixa automática de 6 velocidades, menor preço.

Razão - Mercado argentino está em forte descenso e preço menor é grande argumento às compras.

Registro – Enorme desvalorização do peso, atingiu nesta semana cotação de US$ 1 = 40 pesos; RS$ 1 = 10 pesos.

Síntese – Se você pensa ser a Volkswagen marca de automóveis, enganou-se. É um grupo, e sob sua copa frondosa estão três marcas muito conhecidas de caminhões: Scania, MAN, Volkswagen, e parcerias com Navistar – International -, Hino, japonesa, sociedade com a Toyota, e chinesa Sinotruck.

Mudança – Com leque tão amplo, a cobertura da marca, como Volkswagen Truck & Bus tornou-se curta. Optaram pelo nome Traton, para cuidar do referente aos pesados.

Freio – Corrida oficial para o Congresso apreciar e aprovar a Medida Provisória instituindo o Programa Rota 2030, sofreu frenagem: Comissão Mista encarregada de analisá-la, suspendeu reunião para conhecer e votar o relatório do Relator Alfredo Kaefer, PP/Pr. Mandatoriamente MP deve ser aprovada neste ano para vigir em 2019. Estabelece incentivos oficiais e contra partidas da indústria de veículos, autopeças, revendedores.

Rolls – Símbolo do poder presidencial, o raro e formidável Rolls-Royce Silver Wraith Formal Cabriolet, de 1952, não deverá ser utilizado para conduzir o Presidente da República durante a parada cívica do 7 de setembro.

Curriculum – Dos registros a respeito do governo Temer, a encerrar-se no dia 2 de janeiro, constará nunca ter desfilado no RR presidencial, carro semi exclusivo, de carroceria personalizada, construção quase artesanal, ecepcionalmente conservado.

História - Temer não teve posse comum, posterior á eleição e, ano passado declinou do uso do automóvel para evitar protestos, como os que mimaram a ex-Dilma Roussef. Para o dia 7 próximo, sua última parada como Presidente, dispensou o majestático automóvel, um dos símbolos do exercício do poder.

Gente – Fernão Silveira, comunicólogo, ex Ford, novo Diretor de Relações Corporativa e Sustentabilidade da FCA. OOOO Empresa mudou organograma, transferindo a diretoria, antes acumulada com a de Publicidade, então a cargo de João Ciacco. OOOO Ficará baseado em S Paulo. OOOO Jornalistas especializados com cara de paisagem. OOOO Na empresa anterior cuidava dos escrevedores não especializados, ditos influencers. OOOO Segmento em expansão turbinada pelo fabricantes e montadoras. OOOO  Stefan Mecha, alemão, mudança. OOOO Cuidava de vendas VW no norte da Alemanha e veio ao Brasil como Vice presidente de vendas e exportações SAM. OOOO Acróstico quer dizer região sul americana, e sua missão será manter o pujante esforço de vendas de VWs a países da América Latina. OOOO

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna – 0617 - 10.02.2017 edita@rnasser.com.br

Jeep Compass, irmão elegante do Renegade
O Compass, segundo produto da marca Jeep no Brasil foi desenhado e composto para ser concorrente de peso na faixa de briga-de-foice-no-escuro no promissor mercado nacional no segmento. Está acima do irmão Renegade, do líder setorial Honda HR-V, do recém chegado Nissan Kicks.

O mercado de utilitários esportivos, sejam os SAV, com tração simples ou SUV, com tração total e disposição extra asfalto, vem em grande expansão, com projeção de atingir 25% dentre todas as vendas de veículos leves. Nele não há crise, como perceptível pela enxurrada de novos produtos para disputar clientes.
É o terceiro produto da fábrica FCA em Goiana, Pe, e utiliza plataforma comum ao Renegade e ao picape Toro. E, como o Renegade, é produto mundial inaugurando produção no Brasil.

Tem missão importante: ajudar a Jeep a crescer e manter-se rentável e líder em lucros na união FCA. Oferece amplo leque de versões com motores flex e diesel 2,0 litros, com respectivos 200 e 170 cv de potência, e composições em decoração, transmissões com acionamento mecânico ou hidráulico, e tração simples dianteira ou nas 4 rodas. Leque de preços varia 50%, a partir de R$ 100 mil pela versão simples, Sport, flex, até o topo de linha Trail Hawk, diesel, automática de 9 marchas.

Está acima do Renegade. Pouco maior em dimensões, suspensão para rodar mais confortável, e habilidades quase iguais para as versões de tração total. Em termos de mercado é muito bem focado em postura, composição, destinado a clientela idade superior ao cliente do Renegade, sem pretensões a ter cara de macho-man. Isto o situa em faixa de conforto. Em termos de estilo o controle da Fiat sobre os Chrysler e Jeeps melhoraram o produto. É limpo, marcado por linhas e elegante friso cromado envolvente, grupo óptico bonito e eficiente, luzes com LEDs.

Internamente bem acertado, materiais de toque agradável, incluindo o volante com aro espesso; computador de bordo com tela de 9 cm para computador na versão Longitude e 16 cm, colorida na Trailhawk. Versão superior bem composta em itens de segurança – sete bolsas de ar; assistente de ponto cego; farol alto/baixo automático; freios anti colisão.

No particular
Versão superior, diesel, transmissão automática, mimos como câmera de ré, mais nova das necessidades inadiáveis aos motoristas. É um dos confortos, como a direção assistida, a transmissão automática, os freios com mecanismo servo – experimentou, vira exigência.

No específico emprega pneus para desenhar seu uso – muito mais para urbano rápido. O ruído matraqueado do ciclo diesel tem sido reduzido tanto operacional quanto pela aplicação de adjutórios e filtros acústicos. O motor traça o mapa do uso. Pé em cima, deixando-o trabalhar e fazer as marchas passarem, pressão constante no acelerador, obtém ótimas médias – 15 km/litro em estrada de orografia variada, carga completa. Cidade, 11 km/litro. Na média marcou 13,5 km/litro. Consumo de diesel é consequência dos cavalos demandados, e exige motorista entendendo do produto.

Sempre me questiono do porquê um urbanoide, com arrepios ao campo e à terra vermelha embaçando seus sapatos polidos, escolhe um motor diesel e por tal opção paga caro – e nunca recuperará com uso a diferença de custos, até pela similaridade atual de valores. Mas 10% dos compradores demandam por tal versão, cuja característica maior é dispor de muito torque, 35,7 m.kgf em rotações baixas, oferecendo grande capacidade de aceleração e manutenção de médias horárias.

O conjunto é para quem se dedica a leitura especializada, pois além da falsa noção de carro automático ter auto determinação, fazendo tudo sozinho, há outros adjutórios importantes, como a gestão da tração nas quatro rodas, permitindo escolher, via delicado botão de comando, o serviço certo para a demanda – Snow, pouca aderência; Sand, areia; Mud, barro; Rock, pedras soltas – e reduzida acionável por botão e bloqueio do diferencial central, distribuindo a tração 50/50%.

Хорошие старые Нивы 40 лет назад (O bom e velho Niva faz 40 anos)
Sucesso no Brasil à abertura das importações, foi-se em anunciada fuga do importador. Deixou clientes reclamando de quebras e falta de manutenção, e outros, fanáticos, em comunidades sociais, como os Camaradas do Niva.

Anedota de automóveis diz, os Jaguar são os melhores carros do mundo – quando funcionam … Vale para os Niva, fazendo-o com conforto e surpreendente capacidade de vencer dificuldades, como andar com água a 60 cm, neve com 1m em altura. Niva em russo significa Campo, apropriado.

História
Exceto mercado brasileiro está presente em 150 países e surgiu por iniciativa do Partido Comunista. Ao início dos anos ’70 o projetista Vladimir Sergeivich e o designer Valery Semushkine traçaram o conceito. A ida da Fiat para a então União Soviética facilitou trabalhos fornecendo componentes, desde a base do modelo 127 – no Brasil evoluído para 147 -, motor e transmissão do modelo 124, e agregando as modificações, como suspensão, diferencial dianteiro e central gerindo a tração permanente nas 4 rodas. Projeto definitivo foi apresentado no XXV Congresso do Partido em fevereiro de 1976 e a produção determinada para a estatal AutoVAZ em Togliattigrado, onde se fabricavam os Lada sedã e SW. Era o VAZ 2121. Àquele tempo na URSS não havia provocação de marketing capitalista, e ante a incapacidade estatal em atender aos interessados, qualquer produto rodante era sucesso.

Projeto bem arranjado sofreu poucas modificações em quatro décadas. Ganhou caixa com 5 marchas; em 1994 trocou o motor Fiat 1,6 por 1,7 GM, teve versão diesel 1,9 Peugeot. Poucas mudanças estéticas em grade frontal e grupo óptico. Qualidade foi implementada com métodos alemães quando a Opel GM assumiu gestão da fábrica e há poucos anos quando Renault-Nissan a sucedeu.

Gestão francesa fez modificação frontal, incorporando para choques à carroceria, nova grade, rodas em liga leve – aqui aplicadas na versão Pantanal, preparada localmente. No Brasil apenas versão de 3 portas, mas existem com 5 e picape.

Quem entende credita o sucesso à mecânica simples, robusta, sem fricotes, e à completa ausência de eletrônica exceto para ignição e injeção nos últimos anos.
Queixas quanto à qualidade, simples entender. País sem liberdade de manifestação, fila de encomendas, anos para receber uma unidade, preocupação com qualidade e ganhos tecnológicos inexistiam. A onda capitalista saneou-o.

Pioneiro
Reclamações são tragadas pelo vórtice histórico. O Niva inventou o segmento do SUV pequeno. Toyota, Daihatsu, Suzuki o passaram a limpo e adensaram o caminho do pioneiro, hoje em multiplicidade de marcas, modelos e versões afogando o mercado.  

No Brasil além das unidades importadas houve duas promessas de maior presença. Uma, exportador independente queria montá-lo no Uruguai, dando-lhe rótulo de produto regional mandando-o para o Brasil. Marketing manco, tinha-o com decoração de carro de luxo e preço elevado. Não vingou. Idem para a promessa de fábrica no estado do Espírito Santo. Lamentável. Neste país sem estradas asfaltadas seria o ideal.

Renault-Nissan quer aproveitar o conceito, partindo da plataforma jogo duro B90, base de Logan, Sandero, Duster, para fazer releitura do Niva. Será maior, melhor – mas apenas mais um. Charme não se terceiriza.

Roda-a-Roda

Ainda não – Sucesso no Salão de Detroit, ganhando prêmio EyesOnDesign, Kia Stinger será produzido na Coreia, 2o. semestre, no espaço do modelo Rio, a ser transferido ao México.

Aqui – Virá em conta restrita pela barreira legal da importação de 4.800 unidades/ano sem pagar adicionais 30 pontos percentuais sobre o IPI. Abeifa, associação dos importadores prova, medida garroteia o mercado e desemprega.

Como – Competente, monobloco com 55% em aço de alta resistência, motores L4 2,0 turbo, 255 cv e V6, duplo turbo, e 365 cv, automático 8M, tração traseira ou integral. Freios Brembo a disco nas quatro rodas. Elegante e performático.

Reversão – Crescendo 1,75% em vendas de importados no mês de janeiro –  setor caiu – entendendo iniciar vendas ascendentes Sérgio Habib, representante da JAC, acertou importar o S2, chamando-o T40.

Ação - Misto de hatch com sav, motor 1,5, câmbio mecânico, concorrerá com Stepway Renault Sandero em equipamentos, design, espaço interno e custo x benefício. Perto de R$ 60 mil. Dividirá cotas de importação com o T5.

Mudança – Próximos dias, lançando o sav Captur, Renault mudará classificações para indicar versões por equipamentos, confortos e acessórios.

Simples – Serão duas. Saem Autentique, Expression, Dynamique e outras, e surgem Zen, de entrada; Intense, superior. Acima, opcionais de transmissão CVT aos 1,6; tela Media Nav; bancos revestidos em couro e teto bi ton, se o caso.

Vem – Fiat desmanchou teoria sobre adiamento da apresentação de seu novo hatch para substituir Bravo e Punto. Lançamento será em Junho, mês de complicada agenda pelo amplo feriado de Corpus Christi e ausência de jornalistas do ramo por ida ao Salão de Buenos Aires.

Não – CAOA Hyundai nega fim de produção do Tucson primeira geração, desdiz indicando investimentos locais para melhorar rendimento do motor.

Negócio – Presidente argentino Maurício Macri visitou o colega Michel Temer para ajustar parceria nos negócios regionais e fazer natural implemento de negócios com o México, ameaçado de boicote por seu maior cliente, os EUA.

Bailado – Um pouco de negócios, muito de diplomacia. Até agora Temer não havia recebido visitante oficial para dar aval à mudança de governo. Boa vontade depende de acordo entre países. Mercados complementares pelo Mercosul, a crise brasileira atrapalha a Argentina, e o ranço das medidas administrativas deixadas pelo governo Kirchner amarra negócios.

Cores – A ditadura PP – preto e prata – chega ao fim e leva junto a monotonia. Novas exigências mundiais indica radicalização dos clientes, e agora 50% demanda carros brancos; prata caiu a 20% e preto a apenas 14%.

Bom senso – Finalmente. Andar em carro preto, sem ser taxi, uber ou oficial, exibe descompromisso com verdades físicas: cores escuras retém calor, aumentam a temperatura interna, desafiam o ar condicionado, elevam consumo. Ford incluiu na linha Focus um vermelho perolizado, o Toscana.

Demanda – Procura pelo modelo X1 e capacidade industrial no limite provocou BMW buscar novo parceiro para montá-los. É a VDL Nedcar, na Holanda. Não é marca ou fábrica, apenas montadora. Estende negócios. Já monta o Mini, dada idêntica situação com a fábrica original em Oxford, Inglaterra.

E ? – Curioso não faze-lo na fábrica BMW no Brasil ou ampliá-la para tornar-se supridora do mercado norte-americano, como faz com pacote de 10 mil unidades. Consultada, empresa não respondeu.

Mundo – Em projeto de reconstrução PSA faz acordos mundiais para montagem de seus veículos Peugeot, Citroën e DS. Acertou-se com a Urysia, representante no Quênia para montar iniciais 1.000 unidades/ano do 508 e após, do SUV 3008. Marca já teve operação assemelhada entre 1974 e 2002.

Mercado – Tivesse vendido mais 39 mil veículos em 2016, Aliança Renault-Nissan alcançaria a mítica marca de 10M. Marcas Renault e Dacia tiveram crescimento expressivo: Renault Samsung subiu 38,8%; Nissan expandiu 3%.

Conta - Salto numérico de 10% deu-se pela oportuna tomada acionária da Mitsubishi, somando 934 mil veículos da marca à conta dos controladores. Nela entrou a operação russa com a AutoVAZ e seus Lada.

Futuro – Consciente com o crescente trançar entre veículos e interatividade, Ford aproveitou o Campus Party, em S Paulo, maior evento sul americano em tecnologia, inovação e mobilidade, para exibir o Gear Auto Link, aplicativo desenvolvido no Brasil para os relógios inteligentes Gear S2 e S3 Samsung.

Faz – Muito: transfere agenda com endereço ao sistema de navegação; aviso de criança deixada no carro; localizar veículo; alerta de sono. Desenvolvedores podem integrar novos aplicativos à plataforma. Está em Smart Device Link.

Novos tempos – Inglesa McLaren Racing, equipe de Fórmula 1 assinou contrato com a Stratasys, dos EUA, em negócio de soluções de impressão 3D.
Bom para ambas. McLaren receberá peças com rapidez, tecnologia de vanguarda, e a fornecedora terá vivencia de produzir para empresa de ponta e trabalhar em ambiente de extremos requisitos e pressão por qualidade e prazos.

Futuro – 3D se baseia nos princípios da impressora doméstica. Gerida por computador, produto final substitui peças estampadas em chapa, ou moldadas em fibra de vidro + plástico ou fibra de carbono. Um Nerd, impressora pessoal 3D, e uma mesa em casa podem fazer carroceria especial para automóvel.

Mais – Colaboração não se deterá em carros de corrida, permeando aos contados esportivos da marca e às categorias para as quais a McLaren vende serviços – Fórmula 1, Indy e NASCAR.


Gente – Nelson Piquet, empresário, tri campeão na Fórmula 1, brinquedos novos: elétrico Tesla e Porsche 1985 turbo. OOOO Longino Morawski, executivo, ex-presidente da Harley-Davidson, e líder da operação Vespa Piaggio, negócio próprio. OOOO Sócio presidente no Brasil da CI Advisory, de cultura e estrutura organizacional, desenvolvimento de lideranças, start ups. OOOO Sucedido por Giuseppe De Paola, italiano, diplomas em Economia, Marketing, Comunicação, MBA em Administração e ex Bmw OOOO Marcelo Braga, publicitário, mudança. OOOO Novo diretor de marketing do grupo CAOA e suas marcas Hyundai, Subaru e Ford. OOOO Roberto Di Stefano, italiano, 54, trabalho. OOOO Respondia pela área de amortecedores da Magneti Marelli, maior produtora de peças de reposição para veículos no país, novo condutor da empresa na América Latina. OOOO Área importante, 20% do faturamento mundial da MM. OOOO

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4016 - 30.09.2016 - edita@rnasser.com.br 

Novidades Turbo: Golf 1,0, Tiguan e Variant 1,4
Volkswagen abre leque de produtos visando ascender em vendas e no mercado, deixando a, para ela, insólita 3ª posição. Três novas versões Flex: Golf 1,0; Tiguan 1,4; Golf Variant 1,4 de sua boa fórmula TSI de motores pequenos, turbo, injeção direta de combustível, líder de vendas na família up!.

De maior relevo, curitibano Golf 1,0 mescla de tecnologia alemã com acertos nacionais + flex, obtendo 125 cv de potência e respeitáveis 20,4 m-kgf em torque. Não é bobo: atracado a transmissão mecânica de 6 marchas acelera da imobilidade aos 100 km/h em 9,7 s e passa dos 190 km/h em velocidade final. Em economia, padrões oficiais, na estrada supera os 14 km/l de gasálcool. Relativamente ao tíbio 1,6 anda mais, gasta e custa menos.

É passo claro e corajoso, abrir o leque de produtos incorporando tecnologia para reduzir tamanho dos motores, potencia, consumo. E, caso do Golf, motor 1,0 agrega vantagem adicional: muda de faixa do IPI, caindo de 11% para 7%.
Reduzir preços é meta. No Golf Comfortline 1,0 TSI pelo menor custo do motor e reclassificação tributária recolhendo menos IPI, e seu efeito cascata de impostos calculados uns sobre os outros.

Conteúdo à altura, sete almofadas de ar, incrementos na conectividade, freios a disco nas 4 rodas e eletrônica conjugada, controle de tração, direção elétrica. Confortos e exigências atuais como infodiversão, tela com 17 cm, espelhamento do celular, comandos de som no volante. Câmera de ré, não.
Preço ? R$ 75 mil – menos R$ 3.100 relativamente ao 1,6.

Sem razão
Previa-se para o Tiguan 1,4 expressiva redução de preços por contração em conteúdo, acessórios, equipamentos, e tração nas rodas traseiras, reduzindo-o a 4x2. Mantidos itens de segurança, 6 almofadas de ar; sistema de arrancada em subidas; controles de tração e estabilidade; e, versão simples, estofamento em tecido. Sem redução nos impostos: veículos com motor 1,4 ou 2,0 pagam idênticos 11% de IPI, e trazido da Alemanha paga 35% de imposto de importação.

Pacote inicial superou previsões ao custar R$ 126 mil e equipado com o mínimo para a categoria, R$ 131 mil. Topo 1,4 R$ 140 mil.

Variant Golf, com o mesmo conjunto mecânico do Tiguan, motor 1,4 litro, 150 cv; 25,5 m.kgf de torque; transmissão automática de seis velocidades, ocupará, solitária, o mercado de station wagon, camionetes, peruas, no país. A decisão do uso da transmissão automática dita Tiptronic em lugar da mecânica de dupla embreagem DSG com sete velocidades, tem base técnica-mercadológica – evitar dores de cabeça, como ocorre com usuários de Fords com a problemática transmissão PowerShift.

Variant manter-se-á importada do México e sucesso de vendas estará atrelado à trinca exclusividade; conteúdo; preço. No caso, versão básica a R$ 102 mil; intermediária R$ 107 mil; topo de linha R$ 117 mil e com teto solar, R$ 124 mil.

Mudando a escrita
Grosso modo pode-se considerar o novo Compass um risco no chão: marca espaço, muda a história, e oferecerá parâmetro mundial sobre a aceitabilidade da mais mítica das marcas norte-americanas, a Jeep, ter sido substituída pela Fiat. Na prática das latas, porcas e parafusos o novo Compass emprega plataforma de origem italiana, com grupos moto propulsor da Itália, diesel de 9 marchas, e dos EUA, ciclo Otto, seis velocidades. Renegade usa a mesma base, mas não é substituição de produto, mas item adicional, entrada de mercado. Nos EUA missão de relevo o aguarda – repor os autênticos Jeep Compass e Patriot. Brasil é o mercado de entrada, com produção na moderna fábrica de Goiana, Pe.

Não fará feio. Ao contrário, boa formulação estética é realçada pelo uso da grade com sete barras verticais, a assinatura Jeep. E suas habilidades, o conjunto mecânico com tração nas 4 rodas e motor diesel, com certeza atenderá às necessidades do usuário em passar por trechos de estradas ruins ou, como demandado nos mercados acima do Equador, em usar a tração nas quatro rodas para obter dirigibilidade nas ruas e estradas com neve e gelo.

Entretanto, mercado interno como foco principal, potencialmente está fadado ao sucesso. Aparência, formulação, opções, motorização, porte, habitabilidade, e amplo leque de preços colocam-no em posição privilegiada. Entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, dependendo do interesse ou exigências, haverá um Compass para atender ao comprador. Na prática significa competir desde a base do mercado, com Hyundai i35, Kia Sportage, Suzuki Vitara, Volvo, GM Captiva, e quase toda a renca das demais marcas com veículos deste porte.

Duas motorizações, diesel, 2,0, 170 cv, transmissão automática 9 velocidades, tração nas 4 rodas e reduzida, pico da modelia. Demais, ciclo Otto flex, 2,0 dito Tigershark, 166 cv, tração dianteira, câmbio automático de 6 velocidades.
Amplo leque, 50% de variação em valor. Abre com versão Sport, a R$ 99.990, fecha em R$ 150 mil para Traillhawk – que dizem este nome, e Tigershark para o consumidor brasileiro?

Novidadosos olhos puxados
No comprimido período pré Salão do Automóvel, fabricantes e importadores agem para ter novidades – e conquistar espaço na mídia. Além de Volkswagen em linha TSI; FCA e Compass; Toyota criou series especiais para Corolla e Etios. Para um, manter liderança no segmento. Ao outro melhorar e contemporizar até próxima geração.

Outra japonesa, a Nissan, iniciou vender o GT-R, referencia tecnológica e esportiva.

Olhos daqui
Corolla versão Dynamic está entre a topo de linha Altis e a XEI a R$ 98.500, marcada por luzes diurnas LED, detalhes pintados em preto, revestimento interior em couro, tela 15 cm, multi função, com câmera de ré. Motor aspirado, 2,0, 154 cv. Transmissão CVT. Quer ocupar espaço em dias de concorrentes novidadosos como Chevrolet Cruze e Honda Civic 10.

Bom de bolso ?
Sem pretensões de volume o esportivo GT-R aprimou desenho e conjunto mecânico – chassis menos flexível, suspensão e motor. Este, V6 3,8 24 válvulas, bi turbo, dito Premium, 572 cv a 6.800 rpm e preciosismos como camisas por jato de plasma – em vez de fundidas -, monitoramento de cada ignição, troca de calor por uso de titânio no sistema de exaustão, tecnologias de carros de corrida. Transmissão de seis marchas acionado no volante.
Preço? R$ 900 mil. Por encomenda. Revendas interessadas serão perceptíveis pela mudança no visual.

Ready
Série especial contida em 250 unidades/mês, sobre versão hatchback XS, com motor L4 1,5, 107 cv e transmissão automática 4 marchas. Mudanças em para choques, detalhes pintados, internamente o sistema multi mídia. Outubro, R$ 59.600. Etios detém recordistas 65% de índice de fidelização e reduzido Custo de Propriedade – gastos em manutenção até 60 mil km – de R$ 2400,00, um dos menores do mercado.

Roda-a-Roda
From Russia – MIAS, o Salão de Moscou, mudou óptica de presenças. Antes atrações eram carros estrangeiros querendo vender no mercado doméstico. Neste, Ladas chamaram atenções.

Muda – Empresa, ex estatal e hoje controlada por Renault e Nissan, atingiu independência cortando 20 mil empregos e métodos estatais em administração e construção veicular. E novo foco: mercado externo.

Quem – Novo crossover, XCode – nem automóvel nem SAV, 20 cm de altura livre -, possivelmente montado na plataforma BZero, a do Logan e Duster, jogo duro, adequada às agruras russas.

Mais – Completará geração recente dos sedãs Vesta, com versão a SW Cross. E vende curiosa arrumação do Fluence, o Granda, aqui ideal para o Uber: sedã com quatro lugares, duas poltronas no espaço traseiro.

Mais – No Salão prêmio de “Off-roader of the Year”, ao Niva, em seu 40o. ano. Talvez o produto melhor desenvolvido: resistente e antigo motor Fiat, dos anos ’60, 1,7 litro, injeção simples, modestos 90 cv. E melhor relação entre custos e resultados: 14º mais vendido no mercado russo; usado de maior liquidez; inacreditáveis 85% do valor no terceiro ano de uso.

Ocasião – Ajustado por GM e Renault teria sido o mais adequado produto ao Brasil de verdade, fora das estradas lisas cercando capitais e grandes cidades. Multi prometido, não veio.

Paris – Dos mais tradicionais salões de automóvel no mundo, Paris Motor Show – out.1-16 - ausências serão mais notadas. Lamborghini, Bentley, Ford, Volvo e Aston Martin não participarão. Economia.

E … ? – VW tem gasto conta grande para fechar o caso das emissões de diesel burlando a lei, e aposta em caminho oposto: seu elétrico EV, autonomia de 600 km, muito superior ao atual queridinho Tesla e ao Chevrolet Volt. Quer ter 30 novos produtos elétricos até 2025.

Pode ser – Político hábil, vida limpa, pernambucano Marco Maciel exerceu a Presidência da República algumas vezes, substituindo o titular Fernando Henrique. Frasista, é dele a máxima de tudo pode acontecer, inclusive nada.

Será ? – Caso dos murmúrios sobre negócio entre chinesa Chery e polêmica Caoa Montadora, dita a Hyundai do B, do criador Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Dr CAOA, e Antônio Maciel Neto, ex-Ford, feito sócio para assumir a presidência da empresa.

E ? – Chery tem dois anos de implantação e contas descombinadas. Usina completa, não decola por causas externas, em especial atritos com sindicalistas de São José dos Campos – autores do minguar da GM no Vale do Paraíba.

Fórmula – Não é compra ou participação acionária, mas acordo para produzir novo carro à CAOA. Coluna noticiou isto há meses, mas negócio pouco evoluiu.

Questão – Delonga é razoável por falta de experiência negocial de comunistas em temas capitalistas; andar cauteloso nos ajustes com o grupo CAOA; e pós más notícias da República de Curitiba sobre seus líderes.

E? - Qual produto? Eis a questão. CAOA monta utilitários Hyundai em Goiás. Outra marca ? Será início da sempre especulada ruptura com os coreanos?

Outra – Sérgio Habib, presidente da operação local da chinesa JAC Motors, foi ao governo federal conversar: contrair planos. Em vez de produzir 100 mil unidades/ano do automóvel J2, montar 20 mil do utilitário J5. Industrial e comercialmente processo simples.

Porém – Antes, questão superior, acertar a dívida gerada por inscrever-se no Inovar-Auto e utilizar incentivos, não instalar fábrica.

Bão -  Renault demarrou produzir primeira série de motores de 3 cilindros, 1,0. Irão para o Kwid, sav – veículo de atividades esportivas - fazer razia no segmento compacto. Também em pré produção.

Ruim – Ocupará faixa de entrada da marca; não terá preço do Clio, menor dos Renault. É novidade; tem margem para aproveitá-la; mais equipado. 2a série com novo 1,6, L-4, levado ao primo Nissan Kicks quando de produção no país.

Jovem – SulAmerica conformou seguros e conseguiu 31% de adesões de clientes mais jovens, entre 26 e 35 anos, com veículos com valor até R$ 40 mil.

Objetividade – Em vez de pesquisas estrangeiras ou nacionais para saber de preferências de clientes a tintas, cores e nuances, AkzoNobel, da Sikkens e Wanda, se pegaram com o costumizador paulistano Fernando Batistinha.

Do ramo – Preparador de automóveis, midiático, criou cinco cores inéditas e exclusivas ao Brasil, baseadas em nossas pedras preciosas: Turqueza Acqua, Amarelo Aragonita, Verde Jade, Café Ágata e Quartzo Gray Fosco.

Aproveitamento – Engenheiros da Ford criaram processo de gerar água potável no interior do veículo a partir da condensação do ar condicionado. Média de quase 2 litros/hora. Economiza água e plástico para garrafas.

Projeto – Projeto incentivado pela empresa, prevê mais de seis mil invenções em 2016, afastando o automóvel da imagem de inimigo público nº 1.

De volta – Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, ex programa Top Gear, volta por cima, nova atração, The Grand Tour. Cada edição em país diferente. Previsão, novembro,18.

Vivo – Embrapa Agroenergia pesquisa reagente químico por lipases, enzima aceleradora de reação entre álcool e óleo, gerando o biodiesel. Processo limpo, racional, orgânico, mais produtivo por reduzir etapas industriais. Podem ser reutilizados. Embrapa é dos orgulhos tecnológicos do país.

Antigos – Sobre retirada de exemplar do Mercedes-Benz C111 do Museu Fangio, em Balcarce, Argentina, fábrica informou ter sido cessão por prazo certo. Vencido, reunir-se-á às outras 14 unidades no Holy Halls, museu da empresa, em Stuttgart, Alemanha.

Gente – Wilson Ferreira, 73, empresário, ex piloto de automóveis, passou.  OOOO Nos gloriosos ’60 dirigiu ótimos automóveis – GT Malzoni, KG Porsche, Fitti Vê, Alfas Giulia e Zagato. OOOO Deste, talvez o mais charmoso, estorinha aqui: http://www.autoentusiastas.com.br/2015/11/de-alfa-zagato-volante-formula-1-e-o-futuro-dr-gulu/


A heráldica do Compass
É um veículo de uso familiar, recebe cinco pessoas e enorme quantidade de bagagem, supera dificuldades, anda bem, gasta pouco com motor de 4 cilindros e tração em duas rodas, vem com grade indicando o DNA da marca identificada com valentia e resistência.

A descrição soa familiar ao Compass, utilitário esportivo do segmento C, lançado com a marca Jeep nesta semana ? A referência mecânica faz a mesma indicação ? É para parecer. O texto se refere a um de seus antecedentes, o Jeep Station Wagon, mais conhecido no Brasil como Rural, onde produzido entre 1958 e 1977.

Carro mítico, o primeiro utilitário esportivo da história do automóvel. Aproveitava a aura de valentia e indestrutibilidade do Jeep, tido e havido como uma das ferramentas para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, e o trazia para o uso urbano, familiar, feminino – um dos desdobramentos de consumo advindo dos resultados do conflito bélico. Fórmula bem aviada, motor de 4 cilindros, 2,2 litros, 60 hp, tração simples no eixo traseiro, criou caminho próprio de tantos desdobramentos.

Hoje, em família paralela de Renegade, Compass, Cherokee, é um dos apoios sólidos da FCA, Fiat Chrysler Automobile, controladora da marca Jeep. No passado, foi-se a variados países, sendo base de produtos autônomos como os suv Mitsubishi e Mahindra, todos nascidos do Jeep Station Wagon, a Rural. E bisavó do novidadoso e bem formulado Compass.