Mostrando postagens com marcador LADA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LADA. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3618 - 07.09.2018 edita@rnasser.com.br

Enfim a racionalidade: fim do estepe externo no EcoSport
Ford iniciou fazer os EcoSport sem o estepe pendurado na porta traseira. Já o faz no exterior em sua pioneira função de carro brasileiro produzido em vários outros lugares do mundo. Entretanto no Brasil, pesquisas indicaram desejos dos consumidores em ter tal pedúnculo atracado externamente na tampa posterior. Faz parte do formar a imagem intangível do produto: quem o dirige se sente superior e disposto como se num Land Rover, Hummer, etcccc.

Embutir o pneu de reserva dentro do pequeno espaço para bagagens traz como resultado óbvio reduzi-lo ainda mais, entretanto previsível ter a empresa adotado a solução praticada nos carros produzidos fora das fronteiras: o pneu de pequenas dimensões, para socorro temporário. Estepe pendurado na tampa traseira exige grande engenharia para conviver com o peso e os golpes ao ultrapassar irregularidades no piso, além de constituir-se em um problema de civilidade – é muito fácil ao motorista amassar a frente do carro estacionado em sua traseira, e ir-se sem perceber – ou percebendo...

Estará no Salão do Automóvel, S. Paulo, novembro, e à venda ao início do ano. Crê-se pode ser tratado como opcional até a racionalidade assumir.

Homeopatia para mostrar o VW T-Cross
Talvez inspirada por outro alemão, Samuel Hahnemann, criador da Homeopatia e suas doses pequenas e sequenciais, Volkswagen tem comandado, desde a Alemanha, divulgação em fila de dados e detalhes do T-Cross, um SUV do segmento B. Sentido amplo, um Tiguan menor.

Terá as medidas do sedã Virtus, a plataforma MQB-A0, também base para o Polo.

Não é para apresentação a curto prazo. Apesar de atração do estande da VW no Salão Internacional do Automóvel em S Paulo, novembro, imagina-se, divulgar pequenos detalhes consiga levantar o interesse dos consumidores, em especial porque, no Brasil, há uma dezena de concorrentes. VW diz, vendas em fevereiro.

Dado interessante, afirmativa do material de divulgação informando tratar-se de SUV global, não o será. A versão para a América Latina – a ser alimentada desde a produção em São José dos Pinhais, Pr. – difere da européia. Peculiaridades de mercado, a versão Mercosul terá 4,19 m de comprimento, e distância entre eixos igualmente maior. Na Europa, a do Polo, 2,56m. Mercosul, a do Virtus, 2,65m – quase 10 cm nesta dimensão será sólido argumento de conforto, importante entre tantos concorrentes, superando Citroën Cactus, 2,60m; Jeep Renegade, 2,57m; Chevrolet Tracker, 2,55m; Ford EcoSport, 2,52m.

Alterações indicam, pela segunda vez, preocupação da marca no adequar-se às características do mercado nacional e às similaridades dos vizinhos. up! nacional, mais comprido, com mais espaço para malas e tanque maior é primeiro exemplo.

Renault cede com successor do Lada Niva
Renault mostrou, na Russia, o sucessor do Lada Niva. Chama-o Vision 4x4, esperando percepção aos clientes sobre o nome indicando o futuro, uma visão sobre o mítico 4x4.

Em produção desde 1977, é dos projetos mais longevos, mítico por suas habilidades e resistência. Bela solução, um Fiat 127 (pai dos nosso 147), com mecânica de também Fiat 124, e sistema de tração 4x4 criado na antiga URSS.

Com a guinada capitalista, hoje a ex-estatal AUTOVaz, responsável pela motorização de Russia e seus satélites, já foi da GM/Opel, e ora controlada pela Renault. Por tal razão o substituto do Lada está muito mais para Duster, e a razão é simples: sua plataforma é a Dacia BZero, empregada nesta marca romena e seus desdobramentos Logan, Duster, Oroch, Captur brasileiro.

Tirar o mítico carrinho de produção tem razões industriais: dar mais velocidade à linha de produção, abduzindo produto criado há mais de quatro décadas, com processos antigos, hoje um verdadeiro freio industrial. Decisão difícil tirá-lo de fabricação. Afinal simboliza mundialmente a criatividade russa; foi o precursor da moda mundial do SUV pequeno – a Toyota aproveitou o conceito com o RAV-4, fazendo base de mania mundial. Questão automobilística ou de marketing, o presidente da Russia, multi media Vladimir Putin, tem unidade personalizada.

Museu e conserto

                                                                                             Roberto Nasser


Por incúria, irresponsabilidade, filosofia ou ato criminoso, pegou fogo o Museu Nacional, mas antiga instituição do ramo no país, em seus 200 anos. Prejuízo incalculável e de impossível reposição. Gente festiva e inadequada, assim como o omisso prefeito carioca prometeram reconstruí-lo. Pensam no continente, não no conteúdo – é uma radiografia de seus cérebros. Tertúlia flácida para acalentar bovino. Os primeiros sequer estarão no governo para as primeiras providências pós cuidados e avaliação de resgate dos escombros. O último parece neto de japonês, é um Nãosei.

Bravatas, promessas de apuração de responsabilidades, pululam nas glotes das autoridades, mas no depurar da situação, com grandes chances será a edição museal do incêndio da Boate Kiss – ceifou centenas de jovens e não há culpados.

Promessas passam por liberação de verbas, procura em arquivos de sugestões a respeito. Responsáveis (sic), como o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicado pelo PSOL, distribui culpas e responsabilidades, quando poderia dar aula de ética e respeito à teórica magnificiência de seu cargo, demitindo-se e à sua conivente diretoria, omissa no respeito à história, à cultura e à imagem do país de incultos, desidiosos no cuidar os tesouros da humanidade.

Mais positivo, e de ótima ocasião seria um projeto de mudança completa na forma de olhar os museus nacionais. Quantos estão fechados, e por que? Como induzir a manutenção dos existentes e o surgimento de novos? Como fomentar sua administração? Em Brasília, particular, sem verba pública, o Museu Nacional do Automóvel está lacrado há seis anos. Os autores da ação já não estão no governo; a razão do pedido perdeu-se no tempo; mas solução não há. Porque não começar pela sua reabertura? É rápida, fácil, seu custos. Basta uma caneta honesta.

(Roberto Nasser tem parte do acervo; paga as contas; e é o Curador do Museu Nacional do Automóvel).

Roda-a-Roda
JAC, lá – Na Argentina marca chinesa será representada pela SOCMA, empresa de familiares de Maurício Macri, o presidente. Família do ramo gere duas outras marcas chinesas.

Esforço – Na Citroën engenheiros, analistas de custos, formuladores e palpiteiros em geral estão reunidos em torno do recém-lançado Cactus. Objetivam, a partir da versão de entrada, a R$ 68.990, trocar o câmbio mecânico pelo automático, manter direção assistida, ar condicionado, vidros elétricos, equipamentos básicos de segurança, incluindo o estabilizador ESP.

Problema – É colocar o câmbio mais caro, e não deixar o preço passar de R$ 69.990. Teto de versão destinada a Pessoas com Deficiência, a quem incentivo oficial reduz impostos para veículos com custo até R$ 70 mil.

Minguando - Conceito é honesto, mas o teto oficial não é corrigido, e assim pouco a pouco os veículos elegíveis vão-se reduzindo.

Hermanos – Renault iniciou fazer seus picapes Oroch com opção de tração nas 4 rodas – modos 2W; 4W e 4W+Reduzida. Inicialmente sem vendas domésticas, mas para a Argentina. Lá, para concorrer com o Fiat Toro dotado desta opção. Na Argentina o Oroch vende acima do Toro.

II – Cada mercado, um comportamento. Na Argentina o Oroch é o quarto picape mais vendido, com o Toro na sexta posição, apenas com a versão diesel, transmissão automática e 4x4. Para aumentar sua posição, iniciará exportar com motor a gasolina, 1,8 litro, caixa automática de 6 velocidades, menor preço.

Razão - Mercado argentino está em forte descenso e preço menor é grande argumento às compras.

Registro – Enorme desvalorização do peso, atingiu nesta semana cotação de US$ 1 = 40 pesos; RS$ 1 = 10 pesos.

Síntese – Se você pensa ser a Volkswagen marca de automóveis, enganou-se. É um grupo, e sob sua copa frondosa estão três marcas muito conhecidas de caminhões: Scania, MAN, Volkswagen, e parcerias com Navistar – International -, Hino, japonesa, sociedade com a Toyota, e chinesa Sinotruck.

Mudança – Com leque tão amplo, a cobertura da marca, como Volkswagen Truck & Bus tornou-se curta. Optaram pelo nome Traton, para cuidar do referente aos pesados.

Freio – Corrida oficial para o Congresso apreciar e aprovar a Medida Provisória instituindo o Programa Rota 2030, sofreu frenagem: Comissão Mista encarregada de analisá-la, suspendeu reunião para conhecer e votar o relatório do Relator Alfredo Kaefer, PP/Pr. Mandatoriamente MP deve ser aprovada neste ano para vigir em 2019. Estabelece incentivos oficiais e contra partidas da indústria de veículos, autopeças, revendedores.

Rolls – Símbolo do poder presidencial, o raro e formidável Rolls-Royce Silver Wraith Formal Cabriolet, de 1952, não deverá ser utilizado para conduzir o Presidente da República durante a parada cívica do 7 de setembro.

Curriculum – Dos registros a respeito do governo Temer, a encerrar-se no dia 2 de janeiro, constará nunca ter desfilado no RR presidencial, carro semi exclusivo, de carroceria personalizada, construção quase artesanal, ecepcionalmente conservado.

História - Temer não teve posse comum, posterior á eleição e, ano passado declinou do uso do automóvel para evitar protestos, como os que mimaram a ex-Dilma Roussef. Para o dia 7 próximo, sua última parada como Presidente, dispensou o majestático automóvel, um dos símbolos do exercício do poder.

Gente – Fernão Silveira, comunicólogo, ex Ford, novo Diretor de Relações Corporativa e Sustentabilidade da FCA. OOOO Empresa mudou organograma, transferindo a diretoria, antes acumulada com a de Publicidade, então a cargo de João Ciacco. OOOO Ficará baseado em S Paulo. OOOO Jornalistas especializados com cara de paisagem. OOOO Na empresa anterior cuidava dos escrevedores não especializados, ditos influencers. OOOO Segmento em expansão turbinada pelo fabricantes e montadoras. OOOO  Stefan Mecha, alemão, mudança. OOOO Cuidava de vendas VW no norte da Alemanha e veio ao Brasil como Vice presidente de vendas e exportações SAM. OOOO Acróstico quer dizer região sul americana, e sua missão será manter o pujante esforço de vendas de VWs a países da América Latina. OOOO

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4717 - 24.11.2017 edita@rnasser.com.br 

Carta ao Og Pozzoli
*1930, Itaboraí, RJ
+2017, S Paulo, SP


Velho amigo,

                     sei, não me tomará por insensível a esta altura dos fatos, mas seu passamento trouxe-me e seus amigos a sensação de alívio. Seus últimos tempos por aqui não lhe foram fáceis nem tranquilos. O Fábio Amorim, meu editor na Gazeta de Alagoas, ligou-lhe ao seu aniversário e me sugeriu não chamá-lo: você estava hospitalizado. Fernando Siqueira, mesma função na Tribuna do Norte, foi visitá-lo e fez-me cenário pouco claro. Entendi, você estava aquecendo o velho motor para a passagem.

Cartas a amigos idos no usual têm acentos de perdas e lamúrias pelo que não foi feito. Não é o caso e peço entenda-a como ode a uma personalidade de ações indeléveis. Sei claramente, neste país sem memória, poucos se lembrarão você ter sido o remanescente do trio paulistano implantador do antigomobilismo no Brasil. Com o Roberto Lee e o Eduardo Matarazzo mostraram ser o colecionar automóveis atividade de agentes históricos culturais, longe do rótulo de rico ocioso. Juntaram outros sonhadores, como o Júlio Christiano e o Fernando Carneiro Leão no Rio, o Pacífico Mascarenhas na mineira BH, para espraiar a ideia. Meados dos anos ’60 auxiliaram criar o primeiro dos Veteran Car Club, no Rio de Janeiro e, a seguir em S Paulo. Este, com molde internacional, foi a semente disseminadora de tantos clubes assemelhados até na razão social.

Fluminense de Itaboraí, RJ, criado em Natal, RN, de nome peculiar – parto complicado, seu pai fazia palavras cruzadas, e não conseguiu fechá-las: faltava uma – Rei de Bazan, duas letras. Nascido, foi premiado com a descoberta ...

Com tal início você foi peculiar no colecionar, na opção mudar-se da Paulistânia para grande chácara na periferia, sobre carregando a querida Maú com toda a enorme logística envolvida para criar quatro meninos, pelo olhar profissional aplicado em sua bem sucedida vida de empreendedor. Distante, criou estrutura para restaurações em domicílio, uma vila abrigando os prestadores de serviço e de manutenção constante. Sua visão de preservar discrepava do inicialmente praticado, focando nos veículos especiais, de relevo, pouca produção, optando pelos muitos norte-americanos disponíveis. Você antevia, logo desapareceriam, trocados pelos novos produtos da então nascente indústria automobilística nacional.

Macio de convívio, modesto como enciclopédia de conhecimentos, em especial os produzidos nos EUA, garimpador de veículos e de sua história, você foi exemplo de seriedade às atividades do antigomobilismo no Brasil. Antes de conhecê-lo, o admirava: ao fim da década de ’60 para preservar o acervo nacional você e o Roberto Lee conseguiram ato federal vedando exportar veículos antigos – fosse válido atualmente impediria o dispersar da frota antiga brasileira. Por sua densidade no meio, em 1985, quando organizei a dita rematada maluquice, e na prática a pioneira longa viagem em carros antigos, no caso em Fords A entre São Paulo e Brasília, fui pedir sua presença, aval de importância e seriedade. Em Brasília, entregamos aos Ministros dos Transportes e da Justiça o pedido de criação da figura do veículo antigo no Código de Trânsito, o hoje dito Placa Preta. Criávamos ali, todos os 100 participantes, o Turismo Antigomobilístico, pois até então os antigos na estrada eram apreendidos por falta de equipamentos tornados obrigatórios posteriormente à produção. Um disparare jurídico, mas era o que se cometia. Logo em seguida, com a crise do Veteran Car Club SP, para manter vivo o movimento, você criou a SPAA, Sociedade Paulista de Automóveis Antigos, reunindo os colecionadores da capital.

Realizou a viagem de S Paulo-Natal, muitos quilômetros e efeito-demonstração de factibilidade dos clubes de veículos antigos, disseminando a atividade por infindável sequência de cidades.

Quando propus a criação da Federação Brasileira de Veículos Antigos e me indicaram presidente, condicionei-a a você aceitar ser o Vice – e sucessor-, para lastrear credibilidade aos antigomobilistas espalhados pelo país. Mesma razão, sua presença ajudou a formar a sólida base para o Encontro Nacional, em Araxá, tornar-se a grande referência nacional.

Faço um salto para reverência pessoal.
Há algum tempo, após 12 anos de tratativas, a Ford atendeu a solicitação minha para cancelar o contrato de comodato de cinco automóveis com o museu implantado pelo Roberto Lee em Caçapava, SP, incluindo um Overland 1906 e o único exemplar do Willys Capeta ao Museu Nacional do Automóvel, em Brasília. 

O Lee se fora, o Museu estava vilipendiado, peças e veículos desapareciam, os carros da Ford haviam sido saqueados. Cautela de advogado, para retirada e recebimento, preparei laudos descritivos, constando estado dos veículos e ausência de componentes. E convoquei-o para co-assiná-los. Que manhã, Alah.

Aberto o prédio, o ar era impregnado de mofo, unidade, matérias em decomposição, fezes de pássaros e de roedores, água empoçada. Os automóveis, degradados, pilhados, e deles muitos você participou da localização, restauração, revivificação para serem entronizados no Museu. 

Andávamos com dificuldade, e o ar nos era pesado física e emocionalmente pelas lembranças e pelo desprezo deste país e suas pretensas autoridades às tentativas particulares em formar acervo cultural para a posteridade. Eu examinava os carros sendo retirados, conferia os itens para entregar os laudos ao advogado da Ford, e me surpreendi ao procurá-lo, dando com você encostado num pilar, num choro silencioso e sentido. Foi para mim a maior declaração de amor à causa, de respeito à ideia que você ajudou a apresentar, praticar, manter viva, ante o retrato do desrespeito do Estado à Cultura. Entendi também, você, quase octagenário, me distinguia muito, dirigindo quase 300 km para me ajudar. E sabia, você estava nitidamente preocupado com o futuro seu acervo, pois a Secretaria de Cultura em S Paulo inflava esperanças de perpetuar sua coleção, adquirindo-a para implantar merecido e óbvio Museu do Automóvel em S Paulo – depois condensou a proposta em um valor: R$ 0. Queria recebe-los em comodato, sem custos …

Nada de história, cultura ou antigomobilismo, mas apenas marketagem politica barata. Nesta trilha da insensibilidade oficial, lamentei profundamente não ter tido êxito ao conduzir, junto à Presidência da República sua generosa proposta, de ceder e conduzir conversível antigo em uma das posses da má lembrada Presidente Dilma. Nas providências alguém acometido de ataque de idiotia considerou-o de pouca segurança, condicionando aceitar, com condução por motorista do Palácio do Planalto, impossível pela falta intimidade e de tempo para treino. Resultado, trapalhada óbvia – abriram mão do automóvel impactante, histórico, conduzido por um dos ícones do antigomobilismo, alugando adulterado Ford 1929, conduzido pelo dono, pois o tal de motorista não conseguiu dirigi-lo …

Há, evidentemente, muito mais, em especial pelo legado do seu exemplo de seriedade, confiabilidade e dedicação ao extremada ao tema, de seu jeito objetivo e prático para restauração e uso dos automóveis, pelo cultivar a história e conta-la, com riqueza de detalhes, a todos os interessados em beber em fonte tão privilegiada. Das muitas lembranças generosamente geradas por você, duas trazem-me especial registro: a férrea vontade em manter unidade da coleção, resistindo vende-la em partes, apesar de todas as dificuldades externas sinalizando como a mais óbvia das soluções; segunda, de orgulho pessoal, e você se lembra do telefonema que lhe dei em março do ano passado, desde o aeroporto de Orlando, Fla. Relatei-lhe minha surpresa e alegria, contando, indo ao Amelia Island Concours d’Élegance, em Jacksonville, no balcão da imigração o oficial perguntou o propósito da minha viagem. Expliquei-lhe o assistir ao evento em Amelia. E ele, surpreendendo, indagou se eu conhecia a certain mister Possoli (?!), a famous Brazilian cars collector. Foi a glória no país do mensalão, da lava jato, da descrença nos poderes da República, das dúvidas quanto ao futuro, da emigração: na terra do automóvel um brasileiro limpo, ético, era reconhecido!

Soube da sua última notícia ao fim de desafio a 4x4 nas serras mineiras, chegando a sinal para comunicação, recebi da Vera, mulher do nosso enciclopédico Zé Luiz Vieira, sintética mensagem: Og se encantou hoje à tarde.

Ela usava conceito do escritor e diplomata Guimarães Rosa – as pessoas não morrem, ficam encantadas. Delicada e adequado. Durante sua vida de estelares conquistas profissionais e pessoais, da implantação do antigomobilismo, do co-optar pessoas ao novo hobby, a localizar veículos e suas partes, contando histórias, descrevendo automóveis, implementando a ideia, encantou a todos. E ao final, coerente, encantou-se.

Fique em paz, velho amigo. Roberto Nasser

Jipe Lada pode ser paranaense

AutoVAZ, a grande fabricante russa hoje controlada pela união Renault-Nissan-Mitsubishi, anunciou atualizar o Niva, o quarentão jipe Lada. O brilhante projeto inicial, mesclando Fiats 124 e 127, foi revisto pela GM ao controlar a marca e, com assunção do controle pela líder francesa, novamente adequado aos métodos, processos e controles da Aliança. Resistente até em projeto, terá modificações totais, trocando plataforma e mecânica, de princípio nova carroceria sobre a base mecânica comum aos Renaults Logan, Sandero, Captur, Oroch, Duster, estes com opção de tração 4x4, sendo fácil faze-lo.

Possibilidade de produção no Brasil é grande. No Continente há demanda e inexiste produto para cumprir a função de jipe, mas apenas utilitários esportivos com tração nas quatro rodas. Factibilidade ficou patente há 15 dias em conversa entre Olivier Murguet, presidente da Aliança para operações no continente sul, e alguns jornalistas. Indagado da possibilidade de ter a nova geração do pequeno hatch Twingo, foi claro ao declarar, produtos no Brasil terão a plataforma multi aplicada do Logan. É base para serviço duro, desenvolvida na Romênia pela Dacia, sub marca de sub preços da Renault, adequada às exigências das condições terceiro-mundistas do mercado nacional.

2021, com a mesma aptidão, mas fugindo à simpática imagem de pequeno jipe.

Roda-a-Roda

De volta – Marco profundo na história da Toyota no Brasil, picape e jipe Bandeirante podem voltar ao mercado, por importação ou produção na Argentina. O espírito, a resistência, são atributos da atual linha T70.

Jogo duro – Parece veículo do início dos anos ’90, até pela motorização diesel antiga, V8, DOHC, 4,5 litros, 200 cv e 500 Nm de torque. Projeto em análise.

Mudança – Na Europa Uber negocia com a Volvo aquisição de 24 mil (!) veículos com tecnologia autônoma. Inicia mudar o negócio, deixando de ser apenas gestão de aplicativo.

Quando – Possibilidades de vir ao Brasil ? Remotas. Carro autônomo exige adequada infra estrutura urbana. Quer dizer, participação na via de rolamento com faixas, placas, sinalização a ser lida pelo pacote de eletrônica veicular.

Constatação – Buracos, asfalto de terceira categoria, sinalização ausente ou deficiente, placas encobertas por matos urbanos, espantam os autônomos. Só os teremos após mudança conceitual: quando houver respeito ao contribuinte.

Clareza – Tempo de confusão quanto a definições de morfologia – o que é um SUV? -, e de técnica, Bob Sharp, editor do ótimo sítio Autoentusiastas, baixou regra interna. O câmbio CVT – sigla de Continuous Variable Transmission - será tratado como Câmbio Automático de Polias Antagônicas.

Parabéns para o Compass
Ao completar um ano de produção o Jeep Compass, feito pela FCA em sua novíssima fábrica em Goiana, norte de Pernambuco, tem muito a comemorar, em especial enorme liderança: no disputado segmento domina 57% do mercado – a soma de todos os concorrentes. 

Até o início do mês havia emplacado 39.489 unidades, num crescendo com patamar mais elevado em outubro, ao faltar apenas 36 para atingir a plataforma de 5 mil vendas mensais. É o terceiro produto da fábrica pernambucana, segundo da marca Jeep, e sua performance de vendas fomentou crescimento de 57%, recorde dentre as 10 maiores marcas no mercado nacional. Superou previsão FCA/Jeep de 2.000/mês.

Projeto para mercados mundiais, o Brasil foi o primeiro país a produzi-lo e a iniciar exportar, pela Argentina, à América do Sul. Atualmente México, China e India o produzem e vendem a mais de 100 países. O desenho das vendas no mercado brasileiro é pela faixa superior de dotação e preço. No caso, 35% dos compradores optam pelo conjunto mecânico oferecido com exclusividade: motorização diesel, 2,0 litros, 170 cv de potência e 35,7 kgmf de torque, câmbio automático de 9 marchas, tração nas quatro rodas e reduzida. A opção mais vendida, 65%, emprega motor flex, dito TigerShark, 2,0 litros, 166 cv e 20,5 m.kgf de torque, eficiente transmissão automática Aisin de seis velocidades.

Melhor dotado dentre os nacionais, pode ser bem equipado, com sistemas de condução semi autônoma, controle adaptativo de velocidade (ACC); alerta de colisão com frenagem automática (FCWp), monitoramento de mudança de faixa de direção (LDW); indicador de veículo nas laterais; estacionamento semi autônomo (Park Assist).


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Aliança Renault-Nissan vendeu 8,5 milhões de veículos em 2015

A Aliança Renault-Nissan vendeu 8.528.887 veículos em 2015, em alta de quase 1% em relação a 2014, graças a vendas recorde nos Estados Unidos, China e Europa.


As vendas acumuladas da 4ª  maior fabricante globalde automóveis, que inclui o Grupo Renault, Nissan Motor Co., Ltd. e a russa AVTOVAZ, se mantiveram estáveis entre 2014 e 2015, apesar da forte retração dos mercados russo e brasileiro.

Renault, Nissan e AVTOVAZ, primeira montadora de automóveis na Rússia, comercializaram em torno de um veículo a cada dez no mundo.

O grupo Renault, terceira montadora europeia, vendeu  2.801.592 veículos em todo o mundo em 2015, um número recorde que apresentou alta de 3,3% em relação a 2014, em um mercado em alta de 1,6%. A Renault apresentou uma progressão em suas vendas pelo terceiro ano consecutivo. A Dacia vendeu um número recorde de 550.920 veículos, em alta de 7,7%.

A Renault é a marca que apresentou o maior crescimento na Europa, com uma participação de mercado de 10,1%, em um mercado em progressão de 9,4%. A Renault mantém sua posição de líder em veículos utilitários na Europa, pelo 18º ano consecutivo.

A Nissan Motor Co., Ltd. registrou vendas recorde, com 5.421.804 carros de passeio e utilitários comercializados no mundo, uma progressão de 2,1%. Em seus dois principais mercados, Estados Unidos e China, a Nissan vendeu pelo menos 1,25 milhões de unidades. A Infiniti registrou vendas recorde de 215.250 veículos, em alta de 16% em relação ao ano anterior, graças a volumes de vendas elevados em todas as principais regiões, inclusive América do Norte, Central e do Sul, bem como na China.

A AVTOVAZ, que comercializa veículos sob a marca LADA, vendeu 305.491 veículos, apresentando uma retração de 31,5% devido a uma brutal deterioração do mercado russo. A Aliança Renault-Nissan detém uma participação majoritária no capital da AVTOVAZ, através de uma joint venture com a estatal Rostec. Em torno de um veículo a cada três na Rússia foi vendido pela Aliança Renault-Nissan e a AVTOVAZ.

O mercado de automóveis russo como um todo recuou mais de 35%. A Aliança aumentou sua participação de mercado, passando de 30,7% em 2014 para 32,3%, em 2015.


Fatos relevantes dos mercados Renault-Nissan

Os países seguintes constituíram os 10 primeiros mercados da Aliança em 2015: Estados Unidos, China, França, Japão, México, Grã-Bretanha, Alemanha, Rússia, Brasil e Espanha.

Nos Estados Unidos, a Nissan registrou um recorde histórico, com 1.484.918 veículos vendidos, em progressão de 7,1%, que se traduziu por uma participação de mercado recorde de 8,5%. A Nissan apresentou vendas anuais excepcionais para seus modelos Rogue, Versa, NV e NV200. As vendas aumentaram 20% em relação a 2014 no segmento de utilitários leves.

Na China, a Nissan vendeu 1,25 milhão de veículos, em alta de 6,3%. A Nissan mantém sua posição de montadora japonesa número 1 na China, com uma participação de mercado de mais de 5%.

No início do mês, a Renault iniciou a produção do SUV Kadjar na fábrica localizada em Wuhan, por meio de sua joint venture com a Dongfeng Motor Corp. Este é o primeiro modelo fabricado pela Renault na China. A nova fábrica terá uma capacidade de produção inicial de 150.000 veículos por ano, podendo chegar posteriormente a 300.000 veículos por ano.

Na França, o mercado doméstico da Renault, a montadora vendeu 607.7173 veículos, em alta de 5,1%, atingindo uma participação de mercado de 26,4%. O compacto urbano Clio é o carro de passeio mais vendido pelo 6º ano consecutivo. O Renault ZOE é líder em carros de passeio elétricos, com uma participação de mercado de 60%.

No Japão, mercado nacional da Nissan, a montadora vendeu 589.046 veículos, em retração de 12,1%. A Nissan manteve sua participação de mercado em 11,7%.

No México, a Nissan apresentou vendas recorde de 348.941 veículos, em progressão de 19%. Com uma participação de mercado de 25,8% em 2015, a Nissan é a marca número 1 no México, pelo sexto ano consecutivo.

No Brasil, segundo mercado da Renault, a participação de mercado da montadora aumentou 0,2 pontos, chegando a 7,3%, em um mercado em recuo de 25,5%.

Na Índia, mercado que deve se tornar um importante pilar para o crescimento industrial e comercial da Aliança no futuro, a Renault é a marca europeia favorita, tendo comercializado 53.848 veículos, em alta de mais de 20%.

Mais de 80.000 clientes indianos já encomendaram o hatch compacto Renault Kwid desde o lançamento, em setembro. O Kwid é o primeiro veículo da Aliança construído sobre a plataforma Common Module Family-A. A Família de Módulos Comuns “A” é uma categoria de carros compactos e acessíveis, construídos a partir das CMF da Aliança. A marca Datsun lançará um modelo baseado na arquitetura CMF-A no decorrer do ano.



Fatos relevantes - veículos zero emissão


A Aliança vende em torno de um veículo 100% elétrico a cada dois no mundo. Ao final de dezembro, a Aliança vendeu um total de 302.000 veículos elétricos no mundo. Lançado em dezembro de 2010, o Nissan LEAF foi o primeiro veículo elétrico a ser comercializado em massa. Com mais de 201.000 unidades vendidas desde seu lançamento, o modelo continua sendo o veículo elétrico mais vendido no mundo.

Desde que começou a vender veículos elétricos em outubro de 2011, a Renault vendeu um total de 83.000 veículos elétricos no mundo (incluindo o quadriciclo urbano 100% elétrico Twizy). O Kangoo Z.E. se mantém como o veículo utilitário elétrico mais vendido na Europa.

Em 2015, a Aliança Renault-Nissan vendeu 85.000 veículos elétricos, em alta de mais de 2,5% em relação a 2014. Os emplacamentos de veículos elétricos da Nissan tiveram queda de 9,8%, enquanto que os da Renault tiveram aumento de mais de 45%. Em 2016, o Nissan LEAF será equipado com uma nova bateria, que terá capacidade para 30 kWh, proporcionando uma autonomia 20% superior à da versão anterior, de 24 kWh. Além do modelo LEAF, a Nissan também comercializa o furgão elétrico e-NV200.

Na Europa, as vendas de veículos elétricos da Nissan aumentaram 14,3% em 2015, representando quase 20.000 unidades. As vendas de veículos elétricos da Renault na Europa aumentaram 49%, totalizando aproximadamente 23.100 unidades (com exceção do Twizy). O Renault ZOE se destaca como o veículo elétrico mais vendido na Europa em 2015, representando quase 19% de participação de mercado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 4315 - 23.10.2015 - edita@rnasser.com.br

O Best Driver da Michelin
Um dos passos mais consistentes para melhorar a qualidade de direção e reduzir acidentes está sendo dado pela francesa de pneus Michelin. É o programa Best Driver, apoiado pela Federação Internacional de Automobilismo, FIA, e levado de 21 de outubro a 11 de novembro a três universidades – Tom Jobim, RJ; Estácio Uniseb, Ribeirão Preto, e UnB, Brasília.

Foco prático: nos acidentes fatais de trânsito mais de 25% envolvem jovens, diz Ana Paula Guimarães, Diretora de Marketing para Pneus de Passeio e Caminhonete da Michelin América do Sul.

Base está em talk shows apresentados por Felipe Solari, e participação do escritor, sociólogo e especialista em segurança no trânsito Eduardo Biavati, e do piloto profissional de motociclismo Leandro Mello. E será instalado um simulador para testar performance dos estudantes com cenas cotidianas.

Ação ampla, durante o Michelin Best Driver empresa promoverá campanha da OMS #SaveKidsLives, colherá assinaturas em www.savekidslives2015.org, e promoverá ação Pressão Certa indo à prática de demonstrar a importância da calibragem correta dos pneus para segurança, economia e ecologia.

Efeito demonstração, instalará no carro de 300 universitários aparelho medidor do nível de segurança da condução do motorista no período.
Parte do esforço é divulgar as Golden Rules, Regras de Ouro no Trânsito, da mesma FIA:

Regras de Ouro
1. Usar sempre o cinto de segurança (motorista e carona) 
2. Respeitar o código de trânsito 
3. Respeitar os limites de velocidade
4. Verificar regularmente os pneus (pressão, sem esquecer do estepe) 
5.
Sub efeitos de álcool ou de remédios, não dirigir (dirigir sempre em plena consciência) 
6. Usar cadeiras infantis para as crianças (assento apropriado - proteger as crianças)
 
7. Não usar o celular ao dirigir (manter a atenção, não se distrair)
 
8.
Parar quando estiver cansado 
9. De moto, sempre usar o capacete
10. Ser gentil e atencioso

Cinquentinha dispensa CNH
Questão antiga, a necessidade de permissão para conduzir motonetas de até 50 cm3 de cilindrada, e interpretações várias de diversificadas autoridades, sofreram freada de arrumação. A Juíza Nilcéa Maria Barbosa Maggi, da 5ª. Vara Federal em Pernambuco (Processo 0806701-69.2015.4.05.8300) concedeu liminar à Associação Pernambucana dos Usuários de Ciclomotores, permitindo ser conduzidas sem Autorização de Condução de Ciclomotor ou Carteira Nacional de Habilitação. Entendeu, com vigor para o território nacional, ter havido confusão de conceitos quando o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, fundiu motos até 125 cm3 com os motociclos para o efeito do exame de habilitação. E por entender que os primeiros exigem regra própria a ser definida pelo próprio Denatran, enquanto não ocorrer a regulamentação para obter a ACC, maiores de 18 anos estarão autorizados a conduzir, mesmo sem Carteira Nacional de Habilitação.

Roda-a-Roda
Existe – Os russos Lada continuam existindo, sem nada a ver com os sedãs aqui vendidos no início dos anos ’90 e prepara novo produto, o Vesta. Sedã médio, culto à aerodinâmica, painéis laterais marcados por desenho lembrando um clip, sugerindo prenunciar assinatura estética, e a curiosa marca registrada do ápice da altura do teto sobre a Coluna B, facilitando entrada e saída dos passageiros.

Mais - Tela por toque, funções ao volante de direção, vidros e espelhos com acionamento elétrico, ar condicionado. Versões Classic, Comfort, Suite, direção assistida, freios com ABS e auxiliar estabilizador ESP. Motores do recém lançado X-Ray, 1,6 e 1,8 litros, potencia da engenharia russa, 105 e 120 cv.

Volta – Iniciativa da FCA NV e o Guandzhou Automobile Group, GAC, nova fábrica em Changsha já produz Jeeps Cherokee na China. Curiosamente é um retorno. O Jeep foi o primeiro produto ocidental a ser feito na China há três décadas. Produção para mercado interno.

Ações – Após muitas idas e vindas, assertivas e retrocessos, Ferrari colocou à venda 10% de suas ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Abriu o pregão atingindo US$ 50/ação pouco acima dos cálculos iniciais. A Ferrari está fora do controle da FCA NV, que une Fiat, Alfa, Lancia, Inocenti, Chrysler, Jeep.

Muda ? – Questão básica da venda dos papéis é a internacionalização da marca, fuga aos paradigmas básicos da dedicação às corridas de automóveis e à restrita produção. Prospecto de lançamento fala em saltar produção de 7.000 unidades/ano para 9.000 em 2019. A disseminação dos papéis mostrará acionistas cobrando por mais lucros – e mais produção e menos exclusividade, base de seu bem construído projeto de marketing.

Mais um – Em Araquari, SC, BMW iniciou montar seu modelo 120i Sport e Sport GP Active Flex. Motor frontal 2.0, dois turbos, gerando 184 cv e 270 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades, tração traseira, é ágil: 0 a 100 km/h em 7,2s. R$ 109.950 na versão Sport. Sport GP mais R$ 10 mil. M em 2016.

Exemplo – Vésperas de eleições presidenciais na Argentina, candidato oficial Daniel Scioli compareceu ao lançamento de estudo prático para a volta do uso do álcool como aditivo da gasolina, miscela com 10 a 25% de álcool anidro, lá chamada Bioetanol. VW Voyage taxi rodara 24 meses testando.

Muda tudo – Citroën prepara atualização de seu peculiar modelo Aircross: grandes mudanças na aparência e no conjunto mecânico, tipo melhor afinação entre motor e relações de marcha na transmissão. Grupo mecânico é descombinado entre si e com o veículo.

‘Tamos aí – Estratégia da indústria automobilística em ano de crise é fazer movimento, deter compras de veículos de outras marcas e, se possível, arranjar compromissos para os seus. Renault aplica-a em seu próximo lançamento, o Kwid, tipo de sav a substituir o Clio em 2016. Diz ter 25 mil pré reservas.

Olhem para mim – Fiat segue a onda. Divulgou imagens definitivas de seu novo picape Toro, concorrente do Renault Duster Oroch, em leque mais amplo de características: carregará 1.000 kg, terá motores flex 1,8, 2,4 e diesel 2,0, tração simples e total, transmissões mecânicas e automáticas. Fevereiro. Nome para se identificar o touro, e como produto de exportação à América Latina.

História – Não é o primeiro Toro da indústria nacional. Anterior coube à Romi, hoje festejada fabricante de tornos e máquinas, mas no fim dos anos ‘40, tentativa fabricante de máquinas para necessidades nacionais.

To-Ro  - Américo Romi, fundador, ouviu proposta do professor André Tosello, do Instituto Agronômico de Campinas, e viabilizou a máquina agrícola para enorme e carente mercado.
Brasil - Não sensibilizou o governo para defender o pioneiro produto, e a concorrência com máquinas europeias entradas pós guerra inviabilizou o produto. Cabeças rústicas se incomodam com ideias avançadas.


Amarok – Volkswagen do Brasil fez comunicado à praça e proprietários de picapes Amarok, de sua produção: desenvolve chip na Alemanha para adequar o motor à lei de emissões. Chamará veículos para correção. Os da tabela:

VEICULO
ANO-MODELO
CHASSIS NÃO SEQUENCIAIS
Amarok

2011
2011
2012
BA000257 até BA000338
B8000200 até B8082605
CA001950 até CA026145

Regionalização – Primeiro polo dissidente das operações no ABC paulista, mineira Betim motiva seminário AutoData sobre a importância da indústria automobilística em MG. Presentes presidentes da Fiat, Iveco, Mercedes-Benz, autopartistas, governos. 19 de novembro.

Preferências – Em automóveis, a ditadura PP, preto e prata, agora é PB, prata e branco. Deste, estudo da fabricante de tintas PPG, dá 36% das preferências. Prata, 31%. Previsão para modelos estrangeiros em 2016 é crescimento dos azul, cobre e laranja. Levantamento excluiu mercado sul americano.

Pensar – Fábricas de veículos preocupadas com novos clientes, pelo desinteresse sobre automóveis e dirigir. Goodyear, de pneus, descobriu, os Millenials – os nascidos na virada do século – entre 18 e 30 anos, acreditam, se tiverem carro, será em 10 anos, sustentável, com tecnologia ecológica.

Desafio – É a provocação aos próximos anos. Compra delongada, desinteresse por marca, melhor convívio com o meio ambiente, mudará conceitos e ações hoje aplicadas para vender automóveis à maioria dos clientes que os quer. Nem cor, potência, satisfação ao dirigir, sensação de independência, mas apenas um bem de transporte de bom convívio. Não é desinteresse, mas nova opção.

Data – 19 de outubro foi o despercebido Dia Nacional da Inovação, para louvar o crescimento intelectual, científico, tecnológico. Data se referencia a Alberto Santos-Dumont, lembrando a data da façanha de voar em torno da Torre Eiffel.

Promoção – Cia. de Gás de São Paulo, Comgás, fomenta conversão ao uso de gás em taxis. Argumenta, menor custo km/rodado; pequena diferença em rendimento; acena com bônus de R$ 900 a taxistas.

Pouca perda – Atual 5ª. geração do sistema respeita a injeção eletrônica, sem alterar o mapeamento e tem perdas mínimas em relação ao rendimento original. Campanha irá até 29 de fevereiro, válido para área metropolitana de S Paulo, Alto Tietê, Vale do Paraíba, Baixada Santista, Campinas e região.

Películas – Para dar a conhecer alegadas vantagens do uso de películas em vidros, promover benefícios de uso e profissionalizar aplicação, 3M, fabricante, lança programa de aplicadores autorizados para afinar os melhores prestadores de serviço em veículos e arquitetura. No sítio www.3minovacao.com.br.

Pneus – Fornecedor exclusivo e fundamental para os resultados, os pneus da Fórmula 1 tem rigor administrativo próprio em logística. Produzidos, cada um recebe código de barras fornecido pela FIA, a federação de automobilismo.

Caminho – Prontos pneu e etiqueta, indicando data, tipo, composição, vulcanização, lista enviada, o centro de logística os agrupa em jogos de quatro unidades para ser escolhidos pela FIA para os treinos. A Pirelli garante a produção e todo o controle é pela entidade do automobilismo. Saber mais? www.pirelliftp.com/share/f1/2015/00_3dvideo/PIRELLI_BarCode_ENG.mp4

DPVAT – Irregularidades no seguro DPVAT, através da Seguradora Líder, centralizadora do negócio, investigadas por Polícia Federal e Ministério Público Federal. Para agilizar, Sérgio Wais, coordenador do Movimento Pró-Livre Iniciativa voluntariamente entregou documentos sobre as fraudes.

Pilha – Quer botar energia no negócio, pois a Seguradora Líder, apesar das denúncias não afastou os envolvidos, e a SUSEP, superintendência de seguros privados, enquadrou a situação como Fiscalização Especial.

Ferro Velho – Geraldo Alckmin, governador paulista, apresentou sistema On Line para controle de peças vindas de desmanches, com consulta por celular ou tablet, código QR afixado em cada peça, sabendo sua origem. Quer dar segurança ao comprador, e organizar o serviço, inibir furto e roubo de veículos.

Tradição – Lei paulista de controle de desmanches inspirou a similar nacional, e redução de 27% em furtos e roubos em S. Paulo é relacionada ao novo controle. Software está em Parceiros, www.detran.sp.gov.br para uso das empresas do setor. Em 30 dias, regra operacional a todos os desmanches e ferros velhos.

Processo – Regulamentação inclui mudança no processo de desmanchar veículos, focando no meio ambiente como, por exemplo, retirar todos os fluidos.
Gente – Cledorvino Belini, presidente da FCA América Latina, Prêmio José Costa. OOOO Reconhecimento das iniciativas de sustentabilidade das empresas que preside. OOOO A enorme fábrica em Betim foi a primeira empresa a não enviar resíduos a aterros. OOOO

Jeep, o preferido
Ter o Jeep como o veículo mais vendido no país pode ser sonho secreto da FCA NV, produtora do atual e bem aceito modelo Renegade em Goiana, Pe. Longe da realidade, porém isto já ocorreu em 1957, 1958 e 1959 o Jeep liderou vendas. Houve conjunção de fatores para tanto. A determinação da Willys-Overland, titular da marca, em mudar boa parte de sua operação para o Brasil, implantação de pioneira fábrica; compra de fundição habilitando-se a vasar, pioneiramente, o primeiro motor a gasolina no país; produção de boa parte de suas peças e desenvolvimento com fornecedores. E o país, à época um arquipélago sólido, sem estradas, era carente de veículos hábeis para ligar pessoas e lugares. A valentia do Jeep o credenciou a tais proezas e a tal demanda.

Tal situação de pioneiro e ferramenta de uso múltiplo, permitiu-lhe ocupar espaços. Em 1957, entre os apenas 12.074 aqui montados - picape Ford F 100, Vemag DKW Universal – a futura Vemaguet, iniciais jipes DKW, depois ditos Candango, Willys Rural, e VW Kombi - foi 76 % das escolhas. Ano seguinte, produção neste segmento mais que dobrou, indo a 25.683 veículos e incluía novidade do jipe Toyota e do sedã Vemag DKW. Das vendas, 51% eram os 13.099 Jeeps. Em 1959 o mercado iniciou pender aos veículos de uso familiar. A Simca iniciara fazer seu Chambord; a Willys o pequeno Renault Dauphine, e das 56.014 unidades vendidas, outro salto superando dobrar o ano anterior, 15.626 foram Jeeps, 28% nas vendas internas para o segmento.
Ao tempo era veículo de uso áspero, suspensões por eixos rígidos e molas em feixe de lâminas semi elípticas; motor de seis cilindros, 2,6 litros de cilindrada, 90 hp, transmissão de três velocidades à frente. Tinha o DNA da valentia, cunhado como equipamento para a vitória na II Guerra Mundial.