Mostrando postagens com marcador CITROEN. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CITROEN. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de julho de 2020

STELLANTIS: o nome do novo grupo que resulta da fusão entre FCA e Groupe PSA


Em um importante passo à medida que avançam para a conclusão de sua fusão 50:50, conforme definido no Acordo de Combinação anunciado em 18 de dezembro de 2019, Peugeot SA ("Groupe PSA") e Fiat Chrysler Automobiles NV ("FCA") anunciam hoje que o nome corporativo do novo grupo será STELLANTIS.

STELLANTIS tem sua raiz no verbo latino "stello", que significa "iluminar com estrelas". O nome se inspira nesse novo e ambicioso alinhamento de marcas automotivas renomadas e fortes culturas empresariais que, ao se unirem, estão criando um dos novos líderes na próxima era da mobilidade, ao mesmo tempo em que preservam todo o valor excepcional e os valores de suas partes constituintes. STELLANTIS combinará a escala de um negócio verdadeiramente global com uma excepcional amplitude e profundidade de talento, conhecimento e recursos capazes de fornecer as soluções de mobilidade sustentável para as próximas décadas. As origens latinas do nome homenageiam a rica história de suas empresas fundadoras, enquanto a evocação da astronomia captura o verdadeiro espírito de otimismo, energia e renovação que impulsionam essa fusão que está mudando o setor.

O processo de identificação do novo nome começou logo após o anúncio do Acordo de Combinação e a alta administração de ambas as empresas esteve intimamente envolvida ao longo do processo, com o apoio do Publicis Group.

O nome STELLANTIS será usado exclusivamente para se referir ao Grupo, como uma marca corporativa. O próximo passo no processo será a revelação de um logotipo, que juntamente com o nome se tornará a identidade da marca corporativa. Os nomes e os logotipos das marcas constituintes do Grupo STELLANTIS permanecerão inalterados.

Conforme mencionado anteriormente, a conclusão do projeto de fusão é esperada para ocorrer no primeiro trimestre de 2021, sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo a aprovação pelos acionistas de ambas as empresas em suas respectivas Assembleias Gerais Extraordinárias e a satisfação de análises antitruste e outros requisitos regulatórios.

sábado, 27 de junho de 2020

Portfólio Nakata contém mais de 160 itens para veículos comerciais leves


A Nakata, fabricante de autopeças com linha de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, undercar, oferece um amplo portfólio para diversos modelos de vans seja de transporte de carga ou passageiros.

Fabricados com altos padrões de qualidade para garantir durabilidade e performance, são 168 itens que garantem ampla cobertura da frota circulante de vans, com  portfólio que abrangem linhas de suspensão, freio, direção, motor e transmissão. Entre os produtos, há 19 referências para amortecedores HG pressurizados, 20 para pastilhas de freio, 10 para pivô de suspensão, 14 para semieixo homocinético, 11 para tulipas, 16 para cubo de roda, entre outros itens.

A linha Nakata garante cobertura completa aos modelos campeões de vendas das marcas Citröen, Fiat, Iveco, Mercedes-Benz, Peugeot e Renault.  Além de cubo de rodas, amortecedores pressurizados HG, bandejas de suspensão, a fabricante ainda fornece para vans como Ducato, Boxer, Jumper, Iveco Daily, Sprinter, Master bombas de água, bieletas, semieixo, terminais, juntas, pastilhas de freios, tulipas e kits de amortecedor.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Nakata oferece mais de 200 itens para modelos Citröen


A Nakata, fabricante de autopeças com linha de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, líder em componentes undercar, mantém seu compromisso em assegurar ampla cobertura da frota circulante e, por isso, oferece uma linha completa de itens para o mercado de reposição.

Para os veículos Citröen, a Nakata oferece portfólio com 211 itens dos sistemas de suspensão, freio, direção, motor e transmissão para atender os veículos mais vendidos da marca, como Berlingo, C3, C4, Picasso e Xsara.

Na linha de suspensão e direção, são mais de 130 produtos, entre amortecedores HG, convencionais e mola a gás, kits de amortecedor; kits de batentes; terminais axiais e de direção; bieletas; pivôs de suspensão; buchas de bandejas; coxins de amortecedor e do motor; bandejas de suspensão; e caixas de direção hidráulica que abrangem todos os veículos da marca.

Em transmissão, a Nakata também disponibiliza 42 referências que incluem juntas fixas, tulipas, semieixos homocinéticos, kits de reparo de junta homocinética e tripeças. Já a linha de freios soma 31 itens, formada pastilhas e sapatas de freios e cubos de roda, também garante cobertura completa para esses veículos.

No segmento de motor, há 8 referências para bombas de água e  bombas de óleo com ampla cobertura dos modelos mais produzidos pela montadora francesa.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 1050/350– 20/06/2019

Fernando Calmon

Exportar é fundamental
Apesar de todos os fatores de desestímulo, a indústria de veículos instalada no Brasil, incluindo veículos leves e pesados, tem programado investimentos de aproximadamente R$ 50 bilhões no período 2016-2024, segundo levantamento da Automotive Business. Isso, por si, não garante que todo esse capital será mesmo despendido. O mercado interno vem se recuperando mês a mês, porém as exportações vão cair este ano, um dado preocupante.

O impacto da queda de vendas à Argentina agravou o quadro. Basta lembrar que em 2005 fabricantes nacionais exportaram quase 900.000 unidades, cerca de 40% da produção daquele ano. Em 2019 o País venderá ao exterior pouco mais de 500.000 veículos, algo em torno de apenas 16% da produção. Situação insustentável porque haverá necessidade de aumentar importações de componentes caros nos próximos anos, sem o contrabalanço de faturamento externo. 

No Fórum Estadão Think, da semana passada, surgiu ideia de melhorar, em curto prazo, o volume de exportações em mais 1 milhão de unidades anuais. Seria por meio de aumento do porcentual de reembolso do programa Reintegra, criado pelo Governo Federal para compensar impostos embutidos nos veículos vendidos ao exterior. Sim, o Brasil exporta impostos, algo surreal. Hoje o Reintegra é de apenas 0,1% e há proposta de aumentar para 10%.

O problema está no orçamento deficitário do governo. Entretanto, estudo preliminar da consultoria AT Kearney estima 120.000 novos empregos para 1 milhão a mais de veículos. A geração indireta de impostos e encargos compensaria a aparente perda de receita fiscal. Nada fácil de convencer o Ministério da Economia. Porém, houve aceno do superintendente da Receita Federal, presente no evento, para estudar o assunto com foco apenas no volume adicional a exportar. Não resolve, porém, o reembolso do imposto estadual previsto em lei e não cumprido. 

No mesmo dia do fórum, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva organizou o Simpósio de Eficiência Energética e Emissões. O mundo está às voltas com um dilema: a demanda de energia crescerá 30% até 2040 e só depois desta década o petróleo dará sinais de recuo. Até lá, emissões de CO2 terão de ser reduzidas pelo Acordo Mundial do Clima. Se o cálculo for feito “do poço à roda” (da produção primária ao que sai pelo escapamento dos veículos), ficará ainda mais difícil fechar a conta. 

O Brasil está bem nesse cenário graças aos biocombustíveis: etanol (principalmente) e biodiesel. A meta de emissões de 91 g/km de CO2 para veículos leves é rigorosa, mas deve ser atendida. Haverá aumento da produção de etanol para 49 bilhões de litros, quase o dobro do nível atual. E com o programa RenovaBio poderemos vender créditos de carbono para outros países, em especial europeus. 

No mesmo seminário foi apresentada a próxima especificação da gasolina. Entre outras mudanças, finalmente se adotará a octanagem RON, de maior difusão no mundo, e manutenção de 27% de etanol. Dessa forma haverá maior transparência no processo de produção. Além disso, a referência RON é mais significativa para motores modernos, inclusive os que utilizam turbocompressores.

ALTA RODA

VOLKSWAGEN ainda não confirma, mas picape Tarok (concorrente da Toro) será produzida mesmo em General Pacheco, Argentina. Dividirá instalações com SUV Tarek (maior que T-Cross, menor que Tiguan). Ambos os projetos, no entanto, devem atrasar em razão da situação econômica do país vizinho. Início de produção do Tarek: 1º de janeiro de 2021. Picape fica para um ano depois. 

SEGUNDA geração do Range Rover Evoque estreia na versão topo de linha: R$ 312.900. Sem mudanças radicais no estilo, tem entre-eixos 2,1 cm maior, mas externamente não aumentou. Dos recursos eletrônicos destaca-se o "capô transparente", na verdade um conjunto de câmeras que forma imagem do solo e a transfere para a tela do console central. Útil em terrenos difíceis e vagas apertadas. 

MATERIAIS de acabamento, equipamento e espaço interno são pontos fortes do SUV grande JAC T80, para sete passageiros. Há seis saídas de ar no painel, mas multimídia não aceita pareamento Android Auto/Car Play. Suspensão e câmbio estão bem acertados, mas, sem injeção direta, o motor turbo tem consumo relativamente alto. Falta regulagem de distância do volante. 

CITROËN comemora centenário com edição especial Origins 100, de 550 unidades, distribuídas entre C3, Aircross, C4 Lounge e C4 Cactus. Evento em São Paulo deu chance de dar uma voltinha ao volante de um Citroën 11 B Normale, 1956. Carro de colecionador muito bem conservado, fácil de conduzir e com características quase intactas de boa relação conforto-estabilidade. 

JOINVILLE (SC) conseguiu melhorar o trânsito por meio de uma rotatória, especialmente construída, que teve origem na análise de dados armazenados em nuvem do aplicativo de rotas Waze. É possível estudar pontos críticos de congestionamentos e implantar obras dentro de custos razoáveis. Atualmente, 70 cidades brasileiras estão aptas a usar a ferramenta. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


terça-feira, 21 de maio de 2019

Goodyear faz parceria com Citroën em veículo autônomo elétrico que celebra os 100 anos da marca francesa


Para comemorar 100 anos de audácia e criatividade, a Citroën apresentou um veículo elétrico autônomo e conectado, o Citroën 19_19 Concept. Projetado para oferecer exclusividade, conforto e privacidade, o conceito está equipado com o pneu conceito Goodyear C100 em uma parceria firmada com a unidade europeia da Goodyear com objetivo de proporcionar conforto e o desempenho inteligente que este veículo exclusivo exige.

"O pneu conceito C100 da Goodyear foi projetado especificamente para o veículo Concept 19_19 da Citroën", disse Mike Rytokoski, diretor de marketing
de Consumer da Goodyear Europa. "Ele apresenta tecnologia para oferecer o máximo conforto e eficiência para a mobilidade elétrica e os recursos inteligentes necessários para suportar um veículo autônomo".

Entre as inovações do C100 conceitual que podem ser destacadas estão as seguintes:

-Estrutura com perfil baixo e banda larga: O C100 tem quase um metro de diâmetro, medida superior a maioria dos pneus oferecidos no mercado, que contam com algo próximo de 60 cm. Por ter um aro de 30 polegadas, a eficiência, o conforto e a performance são beneficiadas, assim como o melhor desempenho tanto em pisos seco como em molhados.

-Desenho exclusivo: O C100 apresenta um design de piso personalizado e inspirado na natureza que proporciona benefícios de conforto e manuseio. Com quase 100 gomos a mais em sua banda de rodagem
do que o pneu médio, o C100 proporcionaria um passeio muito mais silencioso, uma questão crucial para garantir o conforto em veículos elétricos. Além disso, o composto do C100 é inspirado nos atributos de uma esponja natural, com capacidade para endurecer no seco ou amolecer no molhado, adaptando-se melhor aos percursos e oferecendo maior aderência em diversas condições.

-Conectividade e
inteligência: O conceito C100 foi projetado para usar tecnologia avançada de sensores. Ele tem capacidade de detectar a superfície da estrada e prever as condições meteorológicas, se comunicando com o sistema autônomo Citroën 19_19 Concept. Ele também sugere avançada tecnologia de desgaste ativo para avaliar o estado do pneu, permitindo a manutenção proativa dos pneus.

Apesar de ser um pneu conceitual, muitas das tecnologias apresentadas no C100 já estão nos modelos comercializados pela Goodyear. Entre elas os pneus de perfil baixo e banda de rodagem larga e os sistemas de monitoramento.
"A Citroën é pioneira na mobilidade e ao longo de sua história desenvolveu veículos icônicos e novas tecnologias revolucionárias. 

Ao comemorar seu centésimo aniversário, a Goodyear tem a honra de fazer parceria com a Citroën ao escrever outro capítulo sobre o futuro da mobilidade", concluiu Rytokoski.

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1041/341– 18/04/2019


Fernando Calmon

Pontuação em discussão

A proposta de aumento de 20 para 40 pontos em multas que levem à suspensão temporária da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), enviada pelo Governo Federal ao Congresso, precisa ser mais bem discutida. Até quando se compara com outros países, é necessário estudar a sistemática que cada um adota. Não existe uma regra geral ou mais aplicada. No Brasil há algumas peculiaridades, entre elas uma fiscalização eletrônica rigorosa, muitas vezes em forma de armadilha, pois faz alguns anos que caiu a obrigatoriedade de sinalizar sua existência, ao contrário de vários países.

Entre as distorções está o próprio processo de atribuição de pontos, que mistura faltas administrativas e infrações de trânsito. Um exemplo é o rodízio veicular da cidade de São Paulo, onde não há indicações das ruas e dos finais de placas afetados. Outro problema é o aumento recente do período mínimo de suspensão da CNH de um para seis meses. Essa mudança foi feita sem alterar os 20 pontos para suspender a CNH e isso precisaria ser repensado. 

Fica sem sentido uma suspensão de seis meses por transgressões menores. O sistema anterior estava bem balanceado, quanto mais que as multas estão sujeitas, desde 2016, a sofrer correção de valores pela inflação, em clara oposição ao processo geral de desindexação da economia. 

O valor maior até já diminuiu o número de infrações e arrecadação das prefeituras. Estas não podem utilizar esse dinheiro fora do previsto pelo Código de Trânsito Brasileiro – educação e ações de segurança como sinalização –, mas se tornou letra-morta. Que, ao menos, se obrigue então a tapar buracos e melhorar as condições das vias. 

O critério utilizado na Itália parece o mais justo. Lá a pontuação apresenta o viés educativo de aumentar a margem para suspensão da carteira em razão do número de anos em que o motorista não recebe nenhuma multa. Nesse caso, seria aceitável aumentar o limite para até 30 pontos, por exemplo, se o motorista ficasse três ou quatro anos sem cometer infrações. Aqui cada pontuação prescreve depois de 12 meses, independentemente da gravidade: andar na contramão ou estacionar em local proibido. 

As chamadas lombadas eletrônicas, apesar de muitas vezes impingirem limites completamente abaixo da realidade, pelo menos estão à vista de todos, em totens. As aberrações aparecem quando determinado radar multa 20 ou 30 vezes mais que a média dos demais, como acontece com alguma frequência e sem estudos que embasem tal rigor. 

Países com maior número de carros por habitante que o Brasil apresentam trânsito mais seguro. Basta ver o número de mortos e feridos na Europa ou Estados Unidos em relação à frota registrada. A conscientização começa nas escolas, passa por um processo de habilitação bastante rigoroso e fiscalização justa, sem pegadinhas. 

Apesar disso, há alguma distorção, mesmo no exterior. Motoristas profissionais na França, por exemplo, podem dirigir sem cinto de segurança. Basta entrar em um táxi em Paris ou outra cidade. Se perguntados, eles confirmam, alegam o cinto incomodar, mas lembram com algum cinismo que motoristas de aplicativos são obrigados a usar.

PERFIL
TOYOTA
 acaba de confirmar que produzirá a nova geração do Corolla também na versão híbrida (pela primeira vez no mundo com motor flex), em Indaiatuba (SP). Lançamento está previsto para setembro. Haverá comercialização simultânea da versão convencional, que passa a utilizar, igualmente novos, motor de 2 litros (maior potência e torque) e câmbio CVT de melhor resposta. 

NOVO Onix sedã (produção, setembro; entregas, outubro) terá mesmo um novo motor turbo de 1 litro e três cilindros. Porte é quase o mesmo do Cobalt. Um mês depois virá o hatch que, por ser menor, oferecerá versão com motor de aspiração natural. Nome Onix, nascido no Brasil, agora se torna global. Antes, só EcoSport tinha saído daqui para o mundo. 

MOTOR 1,6 L aspirado, apesar de entregar 51 cv a menos que a versão turbo THP, deixa o Citroën C4 Cactus perfeitamente aceitável em termos de desempenho. O “segredo” é o ajuste fino do câmbio automático Aisin de seis marchas e a possibilidade de acionar o modo “S” para respostas imediatas ao acelerador. Ajudam também 46 kg a menos e 4 cv a mais que o C3 Exclusive. 

CARROS autônomos continuam em desenvolvimento, mas o presidente mundial da Ford, Jim Hackett, admitiu: “A tecnologia vai demorar mais para amadurecer do que o esperado”. Isso dentro de um programa de investimento de US$ 5 bilhões. Ele ainda tem planos de, em 2021, rodar uma frota de teste, mas dentro de limitações. “Tudo é muito complexo”, ressalvou. 

SEGUNDO estudo da Bright Consulting, o estímulo de 1 ponto percentual no IPI para fabricantes que superarem a meta obrigatória de consumo de combustível em 5,7% significa cerca de R$ 400 em um modelo com preço público de R$ 50.000. Para 10,8% de economia, ganham 2 pontos percentuais de IPI, em torno de R$ 800. Nada fácil: tecnologias envolvidas são caras. 

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3618 - 07.09.2018 edita@rnasser.com.br

Enfim a racionalidade: fim do estepe externo no EcoSport
Ford iniciou fazer os EcoSport sem o estepe pendurado na porta traseira. Já o faz no exterior em sua pioneira função de carro brasileiro produzido em vários outros lugares do mundo. Entretanto no Brasil, pesquisas indicaram desejos dos consumidores em ter tal pedúnculo atracado externamente na tampa posterior. Faz parte do formar a imagem intangível do produto: quem o dirige se sente superior e disposto como se num Land Rover, Hummer, etcccc.

Embutir o pneu de reserva dentro do pequeno espaço para bagagens traz como resultado óbvio reduzi-lo ainda mais, entretanto previsível ter a empresa adotado a solução praticada nos carros produzidos fora das fronteiras: o pneu de pequenas dimensões, para socorro temporário. Estepe pendurado na tampa traseira exige grande engenharia para conviver com o peso e os golpes ao ultrapassar irregularidades no piso, além de constituir-se em um problema de civilidade – é muito fácil ao motorista amassar a frente do carro estacionado em sua traseira, e ir-se sem perceber – ou percebendo...

Estará no Salão do Automóvel, S. Paulo, novembro, e à venda ao início do ano. Crê-se pode ser tratado como opcional até a racionalidade assumir.

Homeopatia para mostrar o VW T-Cross
Talvez inspirada por outro alemão, Samuel Hahnemann, criador da Homeopatia e suas doses pequenas e sequenciais, Volkswagen tem comandado, desde a Alemanha, divulgação em fila de dados e detalhes do T-Cross, um SUV do segmento B. Sentido amplo, um Tiguan menor.

Terá as medidas do sedã Virtus, a plataforma MQB-A0, também base para o Polo.

Não é para apresentação a curto prazo. Apesar de atração do estande da VW no Salão Internacional do Automóvel em S Paulo, novembro, imagina-se, divulgar pequenos detalhes consiga levantar o interesse dos consumidores, em especial porque, no Brasil, há uma dezena de concorrentes. VW diz, vendas em fevereiro.

Dado interessante, afirmativa do material de divulgação informando tratar-se de SUV global, não o será. A versão para a América Latina – a ser alimentada desde a produção em São José dos Pinhais, Pr. – difere da européia. Peculiaridades de mercado, a versão Mercosul terá 4,19 m de comprimento, e distância entre eixos igualmente maior. Na Europa, a do Polo, 2,56m. Mercosul, a do Virtus, 2,65m – quase 10 cm nesta dimensão será sólido argumento de conforto, importante entre tantos concorrentes, superando Citroën Cactus, 2,60m; Jeep Renegade, 2,57m; Chevrolet Tracker, 2,55m; Ford EcoSport, 2,52m.

Alterações indicam, pela segunda vez, preocupação da marca no adequar-se às características do mercado nacional e às similaridades dos vizinhos. up! nacional, mais comprido, com mais espaço para malas e tanque maior é primeiro exemplo.

Renault cede com successor do Lada Niva
Renault mostrou, na Russia, o sucessor do Lada Niva. Chama-o Vision 4x4, esperando percepção aos clientes sobre o nome indicando o futuro, uma visão sobre o mítico 4x4.

Em produção desde 1977, é dos projetos mais longevos, mítico por suas habilidades e resistência. Bela solução, um Fiat 127 (pai dos nosso 147), com mecânica de também Fiat 124, e sistema de tração 4x4 criado na antiga URSS.

Com a guinada capitalista, hoje a ex-estatal AUTOVaz, responsável pela motorização de Russia e seus satélites, já foi da GM/Opel, e ora controlada pela Renault. Por tal razão o substituto do Lada está muito mais para Duster, e a razão é simples: sua plataforma é a Dacia BZero, empregada nesta marca romena e seus desdobramentos Logan, Duster, Oroch, Captur brasileiro.

Tirar o mítico carrinho de produção tem razões industriais: dar mais velocidade à linha de produção, abduzindo produto criado há mais de quatro décadas, com processos antigos, hoje um verdadeiro freio industrial. Decisão difícil tirá-lo de fabricação. Afinal simboliza mundialmente a criatividade russa; foi o precursor da moda mundial do SUV pequeno – a Toyota aproveitou o conceito com o RAV-4, fazendo base de mania mundial. Questão automobilística ou de marketing, o presidente da Russia, multi media Vladimir Putin, tem unidade personalizada.

Museu e conserto

                                                                                             Roberto Nasser


Por incúria, irresponsabilidade, filosofia ou ato criminoso, pegou fogo o Museu Nacional, mas antiga instituição do ramo no país, em seus 200 anos. Prejuízo incalculável e de impossível reposição. Gente festiva e inadequada, assim como o omisso prefeito carioca prometeram reconstruí-lo. Pensam no continente, não no conteúdo – é uma radiografia de seus cérebros. Tertúlia flácida para acalentar bovino. Os primeiros sequer estarão no governo para as primeiras providências pós cuidados e avaliação de resgate dos escombros. O último parece neto de japonês, é um Nãosei.

Bravatas, promessas de apuração de responsabilidades, pululam nas glotes das autoridades, mas no depurar da situação, com grandes chances será a edição museal do incêndio da Boate Kiss – ceifou centenas de jovens e não há culpados.

Promessas passam por liberação de verbas, procura em arquivos de sugestões a respeito. Responsáveis (sic), como o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, indicado pelo PSOL, distribui culpas e responsabilidades, quando poderia dar aula de ética e respeito à teórica magnificiência de seu cargo, demitindo-se e à sua conivente diretoria, omissa no respeito à história, à cultura e à imagem do país de incultos, desidiosos no cuidar os tesouros da humanidade.

Mais positivo, e de ótima ocasião seria um projeto de mudança completa na forma de olhar os museus nacionais. Quantos estão fechados, e por que? Como induzir a manutenção dos existentes e o surgimento de novos? Como fomentar sua administração? Em Brasília, particular, sem verba pública, o Museu Nacional do Automóvel está lacrado há seis anos. Os autores da ação já não estão no governo; a razão do pedido perdeu-se no tempo; mas solução não há. Porque não começar pela sua reabertura? É rápida, fácil, seu custos. Basta uma caneta honesta.

(Roberto Nasser tem parte do acervo; paga as contas; e é o Curador do Museu Nacional do Automóvel).

Roda-a-Roda
JAC, lá – Na Argentina marca chinesa será representada pela SOCMA, empresa de familiares de Maurício Macri, o presidente. Família do ramo gere duas outras marcas chinesas.

Esforço – Na Citroën engenheiros, analistas de custos, formuladores e palpiteiros em geral estão reunidos em torno do recém-lançado Cactus. Objetivam, a partir da versão de entrada, a R$ 68.990, trocar o câmbio mecânico pelo automático, manter direção assistida, ar condicionado, vidros elétricos, equipamentos básicos de segurança, incluindo o estabilizador ESP.

Problema – É colocar o câmbio mais caro, e não deixar o preço passar de R$ 69.990. Teto de versão destinada a Pessoas com Deficiência, a quem incentivo oficial reduz impostos para veículos com custo até R$ 70 mil.

Minguando - Conceito é honesto, mas o teto oficial não é corrigido, e assim pouco a pouco os veículos elegíveis vão-se reduzindo.

Hermanos – Renault iniciou fazer seus picapes Oroch com opção de tração nas 4 rodas – modos 2W; 4W e 4W+Reduzida. Inicialmente sem vendas domésticas, mas para a Argentina. Lá, para concorrer com o Fiat Toro dotado desta opção. Na Argentina o Oroch vende acima do Toro.

II – Cada mercado, um comportamento. Na Argentina o Oroch é o quarto picape mais vendido, com o Toro na sexta posição, apenas com a versão diesel, transmissão automática e 4x4. Para aumentar sua posição, iniciará exportar com motor a gasolina, 1,8 litro, caixa automática de 6 velocidades, menor preço.

Razão - Mercado argentino está em forte descenso e preço menor é grande argumento às compras.

Registro – Enorme desvalorização do peso, atingiu nesta semana cotação de US$ 1 = 40 pesos; RS$ 1 = 10 pesos.

Síntese – Se você pensa ser a Volkswagen marca de automóveis, enganou-se. É um grupo, e sob sua copa frondosa estão três marcas muito conhecidas de caminhões: Scania, MAN, Volkswagen, e parcerias com Navistar – International -, Hino, japonesa, sociedade com a Toyota, e chinesa Sinotruck.

Mudança – Com leque tão amplo, a cobertura da marca, como Volkswagen Truck & Bus tornou-se curta. Optaram pelo nome Traton, para cuidar do referente aos pesados.

Freio – Corrida oficial para o Congresso apreciar e aprovar a Medida Provisória instituindo o Programa Rota 2030, sofreu frenagem: Comissão Mista encarregada de analisá-la, suspendeu reunião para conhecer e votar o relatório do Relator Alfredo Kaefer, PP/Pr. Mandatoriamente MP deve ser aprovada neste ano para vigir em 2019. Estabelece incentivos oficiais e contra partidas da indústria de veículos, autopeças, revendedores.

Rolls – Símbolo do poder presidencial, o raro e formidável Rolls-Royce Silver Wraith Formal Cabriolet, de 1952, não deverá ser utilizado para conduzir o Presidente da República durante a parada cívica do 7 de setembro.

Curriculum – Dos registros a respeito do governo Temer, a encerrar-se no dia 2 de janeiro, constará nunca ter desfilado no RR presidencial, carro semi exclusivo, de carroceria personalizada, construção quase artesanal, ecepcionalmente conservado.

História - Temer não teve posse comum, posterior á eleição e, ano passado declinou do uso do automóvel para evitar protestos, como os que mimaram a ex-Dilma Roussef. Para o dia 7 próximo, sua última parada como Presidente, dispensou o majestático automóvel, um dos símbolos do exercício do poder.

Gente – Fernão Silveira, comunicólogo, ex Ford, novo Diretor de Relações Corporativa e Sustentabilidade da FCA. OOOO Empresa mudou organograma, transferindo a diretoria, antes acumulada com a de Publicidade, então a cargo de João Ciacco. OOOO Ficará baseado em S Paulo. OOOO Jornalistas especializados com cara de paisagem. OOOO Na empresa anterior cuidava dos escrevedores não especializados, ditos influencers. OOOO Segmento em expansão turbinada pelo fabricantes e montadoras. OOOO  Stefan Mecha, alemão, mudança. OOOO Cuidava de vendas VW no norte da Alemanha e veio ao Brasil como Vice presidente de vendas e exportações SAM. OOOO Acróstico quer dizer região sul americana, e sua missão será manter o pujante esforço de vendas de VWs a países da América Latina. OOOO

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3318 - 17.08.2018 - edita@rnasser.com.br

Começar de novo. Missão do Citroën Cactus
PSA, holding das marcas Peugeot, Citroën, DS, das recém compradas Vauxhall, Opel e autopeças, iniciou produzir o novo Citroën C4 Cactus na fábrica de Porto Real, RJ. Em termos morfológicos lembra um Mercedes GLA, com bom conjunto mecânico, liderado por engenho L4, 1,6 litro, turbo, fazendo médios 170 cv.

Não é mais um ou apenas outro produto novo. O Groupe, como seus colaboradores o chamam, focou no Cactus o momento da virada da empresa, o ponto de inflexão à reconquista de espaço.

No Brasil ambas as marcas tiveram dias de vendas e glórias no mercado. 

Peugeot, por exemplo, monoproduto com o 206 representava 3% das vendas gerais. Citroën, com C3 Picasso, menos, mas ótimos resultados tratando-o como categoria Premium, acima dos Peugeot, líder dentre monovolumes, situação única no mundo. Depois, trapalhadas, economia besta, subtraindo o lançamento do 207 e transformando o 206 para ser tratado como novo produto, iniciou descer a ladeira das preferências. Mudanças, bons produtos não inverteram a mão do mercado, e as marcas pagaram caro pelas confusões, pelas elevadas contas cobradas pelos consertos nos concessionários, e as gestões por fugazes administradores. 

Há cinco anos o envio de Carlos Gomes, ex-Fiat Portugal, cooptado a peso de ouro, conseguiu um diagnóstico, fez mudanças, traçou parâmetros e, corajosamente fez incisão profunda no problema maior: mau conceito na assistência técnica, criando o maior pacote de proteção aos clientes. Ao mesmo tempo gestou processo de mudanças, incluindo centro de desenvolvimento e design, e conclusão: para mercado promissor, mas de uso áspero como o são as vias brasileiras, onde, a grosso modo, um sedã exige suspensão de utilitário esportivo, os produtos deveriam ser concebidos com especificações nacionais – e não europeias adaptadas. Abro espaço para comentar como as marcas de automóveis erram em olhar para a frente, sem prestar atenção no passado. Tivessem procurado os arquivos de uma das marcas sob sua tutela, teriam encontrado em sua fábrica de Poissy, onde era a sede da Simca, o árduo e bom trabalho realizado para dar resistência brasileira a um produto francês, como o foi o Chambord e seu pico de desenvolvimento local, o modelo Tufão.

Dentre as medidas, durante a gestão superior de Carlos Tavares, outro português, chamado a salvar a PSA, resolveu-se investir nas marcas no mercado sul americano, começando por passo mandatório: uso de plataforma comum. Definida, será base para os próximos produtos da marca, a começar pelo Cactus. Outros dela advirão: Gabriel Cordo Miranda, diretor da PSA na Argentina, há dias anunciou um sedã como produto a seguir o Cactus.

Na definição por este, em produção na Europa, estatuíram, o sucessor seria desenvolvido no Mercosul. Boa escolha, superou o original - e o substituiu.

Para fazer o Cactus, houve necessidade de grande mudança tecnológica na moderna fábrica da PSA no curioso e pouco conhecido município carioca de Porto Real – Pó Royal, como pronunciam os franceses... – com reformulação, controles digitais, conceitos Indústria 4.0 e moderno sistema de conferência das medidas das carrocerias por laser. Dos 300 milhões de euros demandados, Tavares concedeu 1/3, e por sobrevivência a operação foi realizada com economia, negociação, sério corte de pessoal, cumplicidade com fornecedores. 

O produto surpreendeu. Ao final terão sido gastos R$ 580 M, pouco acima do teto definido. A puristas seria um hatch de 4 portas, mas os traços finais fazem-no visto como utilitário esportivo – é, no Brasil, classificação tão etérea quanto o termo jipinho aplicado por alguns jornalistas -, e a morfologia de maior crescimento no mercado. 2,65m de distância entre eixos oferece ótimo espaço interno a passageiros dianteiros e posteriores.

A PSA calcula sucesso ao apostar no formato de maior crescimento no mercado e nos acertos de estilo e composição mecânica. Na prática, projeta vender 2.500 unidades mensalmente, 1% do mercado doméstico. Em termos, pouco menos ante a soma dos números de venda obtidos em junho, 2.900 unidades: 1.600 Peugeots e 1.300 Citroëns.

Relativamente ao modelo anterior, europeu, o projeto sul americano, gestado na PSA em S Paulo, é muito superior em estilo e conforto, incluindo exigência dos consumidores sul americanos, de os vidros das janelas traseiras baixar totalmente.

Pablo Averame, argentino, muitos anos de Peugeot, vice presidente de produto, marketing, mobilidade e serviços conectados na América Latina, entende, o Novo SUV C4 Cactus ilustra perfeitamente a nova assinatura “Inspired By You” da Citroën, uma marca inspirada pela vida das pessoas e pela sua maneira de viver o automóvel. Um veículo muito moderno e seguro, desenvolvido em torno de três pilares: o design, a tecnologia e o conforto. Em design, destaca-se sua silhueta moderna e repleta de personalidade, que integra os novos códigos da marca, com múltiplas possibilidades de personalização. Em termos de tecnologia, o modelo será equipado com os novos sistemas de assistência ao motorista para uma condução mais fácil e tranquila, com destaque para o “Active Safety Brake” que, até um limite de velocidade, aciona automaticamente os freios em caso de colisão iminente. Já no pilar de conforto, fiel ao programa Citroën Advanced Comfort®, será uma referência em sua categoria, destacando-se aqui o seu isolamento acústico e o conforto da suspensão.

A implementação tecnológica aplicada em Porto Real permeará para aos produtos ali montados: Cactus, Peugeots 208 e 2008, Citroëns C3 e Aircross.

Roda-a-Roda
Quanto ganhas ? –Pergunta pode parecer impertinente, mas tem fundo lógico. É para saber se você, apreciador de automóveis, cultor da história e da cultura, está apto a não se candidatar à aquisição de um dos 250 exemplares do livro Il fascino Ferrari.

? - Edição própria, primeiros 250 exemplares custarão aproximados US$ 30 mil – a grosso modo uns R$ 115 mil. Terá autógrafo do CEO recém desaparecido Sergio Marchionne, John Elkman, presidente, e Piero Ferrari, vice.

Mais – Virá num estojo de alumínio e terá mesinha inspirada num motor V12. Sei não ser o seu caso, mas haverá edição tipo mezza boca, os exemplares 251 a 1947, sem os agregados e assinado apenas por Piero Ferrari custarãm US$ 3 mil por 514 páginas, fotos e desenhos inéditos dos 71 anos de história da marca.

Eclipse Cross – Nome marcante, de esportivo surgido ao fim da década de ’90, preferido por jogadores de futebol e outros intelectuais, Eclipse foi aproveitado para marcar novo produto da mesma Mitsubishi. Desta vez nada de esportivo, mas na onda dos SUV e SAV, será o Eclipse Cross.

Como – Vertente do ASX, assemelhado em morfologia e uso, dele aproveita a plataforma, terá motor L4, 1,5 litro, turbo, 163 cv, transmissão CVT e tração nas 2 ou 4 rodas. É um ASX elegante, bem vestido, cheio de cromados. Setembro.

Muda – Jeep iniciou montar segunda geração do Renegade. Repete mudanças exibidas no modelo italiano: grade acompassada, para choques, faróis, lanternas traseiras, console, tela multimedia e infordiversão. Vendas em outubro

Mais – Setembro VW iniciará vender Novo Jetta. Coisas do comércio internacional, é produzido no México, mas o motor L4, 1,4 litros, turbo, 150 cv, é brasileiro, feito em São Carlos, SP. Transmissões automática e mecânica com seis velocidades. Também versão 2.0 e 220 cv, automático, sete velocidades.

Mercado - É construído sobre a plataforma MQB, mesma do Golf, Tiguan, Polo e Virtus, e relativamente à versão antiga cresceu milímetros em comprimento, e poderosos 12 cm entre eixos. No mercado ficará entre os VW Virtus e Passat.

Toyota – Mudanças no picape HiLux: grade, para choques, tomadas de ar, grupo óptico frontal, capô. Internamente novo sistema de infodiversão mais responsivo, tela maior. Apenas versões de topo, para lazer e transporte individual em asfalto. Segundo ciclo da atual geração, terá apresentações regionais. Vendas imediatas.

Ranch – FCA criou versão de topo para o líder Toro. É a Ranch, superior à Volcano. Tratamento automobilístico em decoração – couro marrom combinando com pintura prata –, faróis girando para curvas, acionamento do motor por controle remoto. A R$ 150 mil – conversáveis.

Festa – Renault festeja um ano do lançamento do Kwid com 56 mil unidades vendidas; 46% do segmento onde competia com Fiat Mobi e VW up!; exportação de 20 mil carros à América Latina. Superados os problemas iniciais de aclimatação do projeto indiano às condições nacionais, deve ascender no segundo ano.

Antigos – Sucesso a 3ª edição do Village Classic Cars promovido no Shopping Village Mall, Barra da Tijuca, RJ. Destaque para Mercedes 300 SL, o Asa-de-Gaivota, pintado em corajoso verde claro, completo com jogo de malas. Do colecionador paulistano Leo Steinbruch.

História – Não foi apenas bom encontro, atraindo público diversificado, mas corajoso resgatar do ânimo carioca. Organizado pelo Veteran Car Club RJ, mais antigo do país, a cada ano agrega novos expositores e interesse. Rio havia perdido eventos automobilísticos de porte.

… 2 - Organizadores do Encontro Paulista de Automóveis Antigos, em Águas de Lindóia, SP, aproveitam know how, estrutura e pesquisa de mercado: farão evento exclusivo a veículos esportivos. Mesma cidade, 24 a 26 de agosto. Informações sportcarsag@gmail.com

Gente – Viviane Mansi, comunicóloga, mudança. OOOO Deixou liderança de comunicação corporativa da Votorantim Cimentos, assumiu mesma área, na Toyota com amplitude para América do Sul. OOOO Ricardo Bastos passou a função e concentrar-se-á em Relações Governamentais. OOOO Brasil é base de comando continental. OOOO Carlos Ayala, mexicano, engenheiro, promoção. OOOO De Vice Presidente de Negócios a Presidente da DAF Brasil. OOOO Marca pouco conhecida, 3.500 unidades em circulação atuando no segmento acima de 40t, e é a primeira fábrica fora da Europa. OOOO Nicola Romeo, engenheiro, criador da Alfa Romeo, passou há 80 anos. OOOO Enzo Ferrari, engenheiro h.c., empreendedor em sua marca famosa, foi-se há três décadas. OOOO

Renegade baixa preços
Surpresa no mercado pelo retorno à produção no mesmo Pernambuco onde fora montado no meio dos anos ’60, o Jeep, em atualizada versão Renegade, cumpriu promessa aparentemente impossível, feita em sua apresentação ao Salão do Automóvel de 2014: seria líder de mercado. Foi. Ao primeiro ano de produção ultrapassou o Ford EcoSport e o Renault Logan, distanciando-se na liderança. Produto de sucesso, construído no Brasil, na Itália e na China, é um dos veículos responsáveis por transformar a marca na de maior faturamento e lucros na holding FCA – quando a Fiat assumiu a Chrysler, a Jeep foi uma das marcas recebidas, e a FCA soube aproveitar seu potencial.

Aproximando-se da importante referência de um quarto de milhão de unidades produzidas no Brasil, empresa reviu os preços de suas versões, reduzindo-os para não perder e incentivar vendas no período pré eleitoral, habitualmente redutor de negócios. Segundo o fabricante, não houve contração de conteúdo, mas apenas um ajuste sazonal.

O realinhamento minguou preços em até R$ 7 mil na versão de entrada, a Custom, motor flex 1,8 e câmbio manual de 5 marchas. Em julho encontrável por R$ 76.990, seu preço sugerido em tabela é de R$ 69.990. Em posição intermediária, a versão Sport 1,8 e câmbio manual sofreu corte de R$ 3.500, descendo a R$ 79.990. Com opção de câmbio automático, teve preço reduzido em R$ 2.500, chegando a R$ 86.490. Versão Longitude, superior, com transmissão automática, teve corte de R$ 3.500, atingindo R$ 90.490.