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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí


 
Coluna 1417 - 07.04.2017 edita@rnasser.com.br
up!, segunda edição, revisto e melhorado
Quem vir o Volkswagen up! com vendas a partir do próximo feriado, terá clara noção de maturidade de automóvel. Ícone da marca, atrevido em estilo e performance, a primeira revisão estética indica novos traços frontais e posteriores, para dar sensação de largura, frente com a atual assinatura familiar da maior das marcas alemãs. Para choques em maior porte, novo grupo óptico, friso cromado entre os faróis e equivalente assinando a fímbria inferior da tampa do porta malas. Mudanças nos anteparos geraram mais 8 cm em comprimento, agora 3,68m. Nova arte conseguiu tirar a cara de carrinho de brinquedo e deu-lhe mais personalidade.

Geral
Juristas usam expressão típica, própria, peremptória, para definir coisas: Prima Facie, dizem. Na prática do pé no chão é o “tá na cara”. Do tipo viu, entendeu.
O verbete dos juristas é claramente aplicável a esta 2a edição do up! Nela perceptível o ganho de qualidade por materiais, delicadezas tecnológicas para atender a novo padrão de exigência de consumidores jovens, maioria dos clientes do up!. Querem conectividade, e a Volkswagen criou solução muito interessante para combinar condução com o uso do celular, é o Composition Phone –que coisa cansativa este uso desenfreado de expressões em inglês para descrever automóvel feito no Brasil ... Todos os up! portam apoio sobre o painel para atracar o celular. Baixado um programa, o Maps+More enlaça rádio, up! e SmartPhone, cuja tela passa a ser a do sistema de som e adicionalmente permite controlar funções do celular via comandos do som; mostrar atalhos para agenda; fazer e receber ligações; escutar música arquivada; utilizar aplicativos como Spotify e Wase, e chamada para o Volkswagen Service, para serviços de apoio. Tem mais: navegação, com procura por desenho de uma letra na tela; condução econômica; computador de bordo; espelhar mostradores como o conta giros e o termômetro; busca de endereços, contatos, músicas salvos no telefone.

Up! grading
Com desculpas aos leitores pelo irrefreável trocadilho, o salto maior para o up! foi a agregação de tecnologia, conectividade, refinamento no interior, com itens inusuais em carros desta categoria, como o painel de mostradores maiores, a composição com uma faixa no painel, sem revestimento externo e a superior almofadada, um fio de luz percorrendo toda a extremidade inferior. Além deste item de luminosa presença à noite, há sensores indicativos para a abertura individualizada de portas, alerta sonoro de faróis acesos.

Virá apenas com 4 portas, em três versões de decoração e composição – take up!, move up!, e high up!, além da fugaz Connection. Duas opções de motores, ambos de 3-cilindros, 1,0 litro de deslocamento, 12 válvulas. Um, dito MPI, com aspiração atmosférica e 82 cv com álcool e 75 cv consumindo gasálcool. Outro, TSI, turbo, mesma conformação, mas gerando 101 cv.

Clientes
Insuspeitado marqueteiro, festejado Milton Nascimento canta, o artista deve ir onde o povo está. É a base do marketing ir atrás do cliente. Assim, indo, além da demanda por design, preço, condições, conectividade, VW percebeu outro item na conta de exigências dos compradores: recorde de consumo. É importante ser o mais econômico no mercado. Por isto implementou a nova geração, submetendo-a a nova avaliação do Inmetro para tê-la, ao momento, como de menor consumo no país.

Há adições importantes como vir equipado com engates Isofix e Top-Tether para retenção de cadeirinhas para crianças. Acima da versão de entrada,  bancos traseiros com cintos retráteis, três apoios para cabeça – coisa inexplicável: gente com renda menor pode ser expor a danos maiores em caso de acidente?
Atração lógica é o custo de conserto, dito Índice de Reparabilidade. O up! é o de consertos mais baratos no país.

Área de comunicação da Volkswagen ter-se-á inspirado em algum manual de aviamento de remédios homeopáticos, tratando lançamentos e apresentações em doses pequenas, contidas, como seriadas gotas e bolinhas. No up! está sendo assim. Nesta semana exibiu a nova versão Connect e os dados comuns às demais, conseguindo bom espaço de divulgação. Dia 17, apresentação das demais, e mais espaço gracioso sobre o produto. Após, test drives e mais cobertura sem custos. Fonte da marca prometeu versão inesperada, outro gerador de espaço sem ônus para divulgação.

Quer conhecer Renault Kwid e Amarok V6?
Vá ao Salão de Buenos Aires, 10-20.junho
Exposição será nas instalações múltiplo uso de La Rural, cujo pico é, como o batismo esclarece, exposições de semoventes. Na variedade dos cavalos de potência, dentre as novidades, duas serão antecipação ao mercado brasileiro: Renault Kwid e picape VW Amarok 3,0 V6.

Sétima edição de segunda fase, mercado local em recuperação, quer atingir 500 mil visitantes e superar os 270 veículos expostos na edição de 2015.
Renault Kwid será novidade da marca francesa, passo de entrada no mercado brasileiro, plotando tê-lo como o carro nacional mais barato do mercado, como foi o antecessor Clio. Mantido o foco, disputará com o sino paulista Chery QQ, a improváveis R$ 29.990. É hatch mas chama-lo-ão indevidamente suv ou simploriamente jipinho, mania da imprensa não especializada.

Pequeno, motorização 1,0 tri-cilíndrica, 75 cv. Tem a seu favor peso contido, pouco superior a 800 quilos, cabendo a cada cavalo deslocar poucos quilos. Consequências físicas, boa disposição e respostas com consumo reduzido. Não é o mesmo já em produção na Índia, porém com muitos reforços estruturais para passar na prova de impacto do LatiNCAP.

Será produzido no Brasil, mas o Salão portenho é ótima ocasião para apresentá-lo ao desejado mercado argentino. Lançamento local em julho.

Topo
O picape VW Amarok deveria surpreender o mercado com atualização estética, pois já na hora. Mas VW não o fará. Entende, criar opção com motor V6, diesel, por si só será atrativa à aquisição.

Motor é comum ao VW Touareg, Audi Q7 e Porsche Cayenne: diesel, seis cilindros em V, 3.000 cm3 de cilindrada, injeção direta, turbo, produz 220 cv e monumentais 55 m-kgf de torque. Dúvidas quanto à transmissão, com seis ou oito velocidades, automática. Será o picape deste porte com maior capacidade de aceleração, buscando clientes de topo do agro negócio, tipo usuários de botas sob medida, relógio Rolex Daytona, chapéu Stetson.
É argentino, mas tem no Brasil seu maior mercado.

Roda-a-Roda
Ambiente – Decisão legal do Dieselgate, irônico apelido do caso das emissões extra normas dos motores VW 2,0 diesel, criaram problema insolvível: Justiça dos EUA obrigou VW recomprar Golfs e Passats com tal motor.

Lixo de luxo – Enorme frota se acumula aos milhares, e VW não decidiu solução: vender a países sem ou com menores restrições a emissões poluentes, montando estrutura assistencial; ou desmontá-los a céu aberto, gerando poluição ambiental muito superior às emissões?

Papéis – Nissan iniciou construir escritórios de administração da marca na Argentina, dentro da pioneira fábrica de veículos implantada em 1955 pela IKA – braço da Willys-Overland – em Córdoba, 710 km de Buenos Aires.

Missão - Gerirá produção, vendas internas e externas do picape NP 300 Frontier, invulgar por apresentar-se como: Nissan, Renault e Mercedes-Benz.

Parafusos – Produção será na área da fábrica atualmente da aliada Renault, a partir de 2018. Fará 12ª geração de picapes Nissan, ora trazida do México.   

Gol fica – Com o anúncio pela Volkswagen em relançar linha Polo no Brasil, marca enfatiza ser novo produto, e não substituto do Gol. Família própria terá hatch até o final do ano; sedã Virtus ao início de 2018; sav T Cross ao final. VW mostrou-o como conceito no Salão do Automóvel ano passado.

De novo – Toyota vende nova geração do RAV4, conhecido sav da marca. Cortou a tração nas 4 rodas e simplificou mecânica para tração dianteira, motor 2,0, transmissão CVT, batizando-o RAV4 4x2 CVT Top. A R$ 159.290.

História – RAV4 factibilizou o uso urbano dos veículos com atributos de off road, e abriu caminho aos fabricantes ocidentais. Inspirou-se no Lada Niva, bem bolado jipinho russo, inventor do segmento.

Outra – Fosse feito por empresa com responsabilidade construtiva, o Niva teria passado o rodo no mercado. Mas na vigência e nos eflúvios da cabeça comunista da União Soviética, sem compromisso de qualidade com o mercado, mostrou a fórmula, o caminho, inspirou a quase todas as marcas no mundo.

Antigos -  8a edição do Auto Argentino, encontro a veículos de produção no vizinho país, organizada pelos sítios Autohistoria  e Coche Argentino, e o Rotary Club de Francisco Álvarez. Neste ano, comemorações de 60 anos da Peugeot na Argentina e de lançamento da Willys Rural, lá a IKA Estanciera.

Efervescência – Rumor no mercado de assessoria de comunicação profetiza mudanças em duas marcas. Lugares poucos, candidatos muitos.

Gente – Rogério Louro, carioca, jornalista, promoção. OOOO Novo Diretor de Comunicação da Nissan. OOOO Fez o impossível com equipe pequena: lançou o Kiks em meio à esmagadora e diuturna atividade de promover os Jogos Olímpicos e acompanhar a tocha símbolo. OOOO Mila Poli, executiva, ascensão. OOOO Gerente de Comunicação Externa da Nissan. OOOO   Estrutura de comunicação Nissan instiga pesquisa de administração. OOOO Escritórios espalhados pela América Latina, consultas, palpites e anuências em três cidades diferentes, idiomas diversos, burocracia com a lógica cartorial lusitana. OOOO Cauã Reymond, ator,  negócio. OOOO Embaixador da linha Range Rover no Brasil. OOOO Registro. 4.abril marcou a passagem de  Karl Benz, factibilizador do automóvel, em 1929. OOOO



sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4016 - 30.09.2016 - edita@rnasser.com.br 

Novidades Turbo: Golf 1,0, Tiguan e Variant 1,4
Volkswagen abre leque de produtos visando ascender em vendas e no mercado, deixando a, para ela, insólita 3ª posição. Três novas versões Flex: Golf 1,0; Tiguan 1,4; Golf Variant 1,4 de sua boa fórmula TSI de motores pequenos, turbo, injeção direta de combustível, líder de vendas na família up!.

De maior relevo, curitibano Golf 1,0 mescla de tecnologia alemã com acertos nacionais + flex, obtendo 125 cv de potência e respeitáveis 20,4 m-kgf em torque. Não é bobo: atracado a transmissão mecânica de 6 marchas acelera da imobilidade aos 100 km/h em 9,7 s e passa dos 190 km/h em velocidade final. Em economia, padrões oficiais, na estrada supera os 14 km/l de gasálcool. Relativamente ao tíbio 1,6 anda mais, gasta e custa menos.

É passo claro e corajoso, abrir o leque de produtos incorporando tecnologia para reduzir tamanho dos motores, potencia, consumo. E, caso do Golf, motor 1,0 agrega vantagem adicional: muda de faixa do IPI, caindo de 11% para 7%.
Reduzir preços é meta. No Golf Comfortline 1,0 TSI pelo menor custo do motor e reclassificação tributária recolhendo menos IPI, e seu efeito cascata de impostos calculados uns sobre os outros.

Conteúdo à altura, sete almofadas de ar, incrementos na conectividade, freios a disco nas 4 rodas e eletrônica conjugada, controle de tração, direção elétrica. Confortos e exigências atuais como infodiversão, tela com 17 cm, espelhamento do celular, comandos de som no volante. Câmera de ré, não.
Preço ? R$ 75 mil – menos R$ 3.100 relativamente ao 1,6.

Sem razão
Previa-se para o Tiguan 1,4 expressiva redução de preços por contração em conteúdo, acessórios, equipamentos, e tração nas rodas traseiras, reduzindo-o a 4x2. Mantidos itens de segurança, 6 almofadas de ar; sistema de arrancada em subidas; controles de tração e estabilidade; e, versão simples, estofamento em tecido. Sem redução nos impostos: veículos com motor 1,4 ou 2,0 pagam idênticos 11% de IPI, e trazido da Alemanha paga 35% de imposto de importação.

Pacote inicial superou previsões ao custar R$ 126 mil e equipado com o mínimo para a categoria, R$ 131 mil. Topo 1,4 R$ 140 mil.

Variant Golf, com o mesmo conjunto mecânico do Tiguan, motor 1,4 litro, 150 cv; 25,5 m.kgf de torque; transmissão automática de seis velocidades, ocupará, solitária, o mercado de station wagon, camionetes, peruas, no país. A decisão do uso da transmissão automática dita Tiptronic em lugar da mecânica de dupla embreagem DSG com sete velocidades, tem base técnica-mercadológica – evitar dores de cabeça, como ocorre com usuários de Fords com a problemática transmissão PowerShift.

Variant manter-se-á importada do México e sucesso de vendas estará atrelado à trinca exclusividade; conteúdo; preço. No caso, versão básica a R$ 102 mil; intermediária R$ 107 mil; topo de linha R$ 117 mil e com teto solar, R$ 124 mil.

Mudando a escrita
Grosso modo pode-se considerar o novo Compass um risco no chão: marca espaço, muda a história, e oferecerá parâmetro mundial sobre a aceitabilidade da mais mítica das marcas norte-americanas, a Jeep, ter sido substituída pela Fiat. Na prática das latas, porcas e parafusos o novo Compass emprega plataforma de origem italiana, com grupos moto propulsor da Itália, diesel de 9 marchas, e dos EUA, ciclo Otto, seis velocidades. Renegade usa a mesma base, mas não é substituição de produto, mas item adicional, entrada de mercado. Nos EUA missão de relevo o aguarda – repor os autênticos Jeep Compass e Patriot. Brasil é o mercado de entrada, com produção na moderna fábrica de Goiana, Pe.

Não fará feio. Ao contrário, boa formulação estética é realçada pelo uso da grade com sete barras verticais, a assinatura Jeep. E suas habilidades, o conjunto mecânico com tração nas 4 rodas e motor diesel, com certeza atenderá às necessidades do usuário em passar por trechos de estradas ruins ou, como demandado nos mercados acima do Equador, em usar a tração nas quatro rodas para obter dirigibilidade nas ruas e estradas com neve e gelo.

Entretanto, mercado interno como foco principal, potencialmente está fadado ao sucesso. Aparência, formulação, opções, motorização, porte, habitabilidade, e amplo leque de preços colocam-no em posição privilegiada. Entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, dependendo do interesse ou exigências, haverá um Compass para atender ao comprador. Na prática significa competir desde a base do mercado, com Hyundai i35, Kia Sportage, Suzuki Vitara, Volvo, GM Captiva, e quase toda a renca das demais marcas com veículos deste porte.

Duas motorizações, diesel, 2,0, 170 cv, transmissão automática 9 velocidades, tração nas 4 rodas e reduzida, pico da modelia. Demais, ciclo Otto flex, 2,0 dito Tigershark, 166 cv, tração dianteira, câmbio automático de 6 velocidades.
Amplo leque, 50% de variação em valor. Abre com versão Sport, a R$ 99.990, fecha em R$ 150 mil para Traillhawk – que dizem este nome, e Tigershark para o consumidor brasileiro?

Novidadosos olhos puxados
No comprimido período pré Salão do Automóvel, fabricantes e importadores agem para ter novidades – e conquistar espaço na mídia. Além de Volkswagen em linha TSI; FCA e Compass; Toyota criou series especiais para Corolla e Etios. Para um, manter liderança no segmento. Ao outro melhorar e contemporizar até próxima geração.

Outra japonesa, a Nissan, iniciou vender o GT-R, referencia tecnológica e esportiva.

Olhos daqui
Corolla versão Dynamic está entre a topo de linha Altis e a XEI a R$ 98.500, marcada por luzes diurnas LED, detalhes pintados em preto, revestimento interior em couro, tela 15 cm, multi função, com câmera de ré. Motor aspirado, 2,0, 154 cv. Transmissão CVT. Quer ocupar espaço em dias de concorrentes novidadosos como Chevrolet Cruze e Honda Civic 10.

Bom de bolso ?
Sem pretensões de volume o esportivo GT-R aprimou desenho e conjunto mecânico – chassis menos flexível, suspensão e motor. Este, V6 3,8 24 válvulas, bi turbo, dito Premium, 572 cv a 6.800 rpm e preciosismos como camisas por jato de plasma – em vez de fundidas -, monitoramento de cada ignição, troca de calor por uso de titânio no sistema de exaustão, tecnologias de carros de corrida. Transmissão de seis marchas acionado no volante.
Preço? R$ 900 mil. Por encomenda. Revendas interessadas serão perceptíveis pela mudança no visual.

Ready
Série especial contida em 250 unidades/mês, sobre versão hatchback XS, com motor L4 1,5, 107 cv e transmissão automática 4 marchas. Mudanças em para choques, detalhes pintados, internamente o sistema multi mídia. Outubro, R$ 59.600. Etios detém recordistas 65% de índice de fidelização e reduzido Custo de Propriedade – gastos em manutenção até 60 mil km – de R$ 2400,00, um dos menores do mercado.

Roda-a-Roda
From Russia – MIAS, o Salão de Moscou, mudou óptica de presenças. Antes atrações eram carros estrangeiros querendo vender no mercado doméstico. Neste, Ladas chamaram atenções.

Muda – Empresa, ex estatal e hoje controlada por Renault e Nissan, atingiu independência cortando 20 mil empregos e métodos estatais em administração e construção veicular. E novo foco: mercado externo.

Quem – Novo crossover, XCode – nem automóvel nem SAV, 20 cm de altura livre -, possivelmente montado na plataforma BZero, a do Logan e Duster, jogo duro, adequada às agruras russas.

Mais – Completará geração recente dos sedãs Vesta, com versão a SW Cross. E vende curiosa arrumação do Fluence, o Granda, aqui ideal para o Uber: sedã com quatro lugares, duas poltronas no espaço traseiro.

Mais – No Salão prêmio de “Off-roader of the Year”, ao Niva, em seu 40o. ano. Talvez o produto melhor desenvolvido: resistente e antigo motor Fiat, dos anos ’60, 1,7 litro, injeção simples, modestos 90 cv. E melhor relação entre custos e resultados: 14º mais vendido no mercado russo; usado de maior liquidez; inacreditáveis 85% do valor no terceiro ano de uso.

Ocasião – Ajustado por GM e Renault teria sido o mais adequado produto ao Brasil de verdade, fora das estradas lisas cercando capitais e grandes cidades. Multi prometido, não veio.

Paris – Dos mais tradicionais salões de automóvel no mundo, Paris Motor Show – out.1-16 - ausências serão mais notadas. Lamborghini, Bentley, Ford, Volvo e Aston Martin não participarão. Economia.

E … ? – VW tem gasto conta grande para fechar o caso das emissões de diesel burlando a lei, e aposta em caminho oposto: seu elétrico EV, autonomia de 600 km, muito superior ao atual queridinho Tesla e ao Chevrolet Volt. Quer ter 30 novos produtos elétricos até 2025.

Pode ser – Político hábil, vida limpa, pernambucano Marco Maciel exerceu a Presidência da República algumas vezes, substituindo o titular Fernando Henrique. Frasista, é dele a máxima de tudo pode acontecer, inclusive nada.

Será ? – Caso dos murmúrios sobre negócio entre chinesa Chery e polêmica Caoa Montadora, dita a Hyundai do B, do criador Carlos Alberto de Oliveira Andrade, o Dr CAOA, e Antônio Maciel Neto, ex-Ford, feito sócio para assumir a presidência da empresa.

E ? – Chery tem dois anos de implantação e contas descombinadas. Usina completa, não decola por causas externas, em especial atritos com sindicalistas de São José dos Campos – autores do minguar da GM no Vale do Paraíba.

Fórmula – Não é compra ou participação acionária, mas acordo para produzir novo carro à CAOA. Coluna noticiou isto há meses, mas negócio pouco evoluiu.

Questão – Delonga é razoável por falta de experiência negocial de comunistas em temas capitalistas; andar cauteloso nos ajustes com o grupo CAOA; e pós más notícias da República de Curitiba sobre seus líderes.

E? - Qual produto? Eis a questão. CAOA monta utilitários Hyundai em Goiás. Outra marca ? Será início da sempre especulada ruptura com os coreanos?

Outra – Sérgio Habib, presidente da operação local da chinesa JAC Motors, foi ao governo federal conversar: contrair planos. Em vez de produzir 100 mil unidades/ano do automóvel J2, montar 20 mil do utilitário J5. Industrial e comercialmente processo simples.

Porém – Antes, questão superior, acertar a dívida gerada por inscrever-se no Inovar-Auto e utilizar incentivos, não instalar fábrica.

Bão -  Renault demarrou produzir primeira série de motores de 3 cilindros, 1,0. Irão para o Kwid, sav – veículo de atividades esportivas - fazer razia no segmento compacto. Também em pré produção.

Ruim – Ocupará faixa de entrada da marca; não terá preço do Clio, menor dos Renault. É novidade; tem margem para aproveitá-la; mais equipado. 2a série com novo 1,6, L-4, levado ao primo Nissan Kicks quando de produção no país.

Jovem – SulAmerica conformou seguros e conseguiu 31% de adesões de clientes mais jovens, entre 26 e 35 anos, com veículos com valor até R$ 40 mil.

Objetividade – Em vez de pesquisas estrangeiras ou nacionais para saber de preferências de clientes a tintas, cores e nuances, AkzoNobel, da Sikkens e Wanda, se pegaram com o costumizador paulistano Fernando Batistinha.

Do ramo – Preparador de automóveis, midiático, criou cinco cores inéditas e exclusivas ao Brasil, baseadas em nossas pedras preciosas: Turqueza Acqua, Amarelo Aragonita, Verde Jade, Café Ágata e Quartzo Gray Fosco.

Aproveitamento – Engenheiros da Ford criaram processo de gerar água potável no interior do veículo a partir da condensação do ar condicionado. Média de quase 2 litros/hora. Economiza água e plástico para garrafas.

Projeto – Projeto incentivado pela empresa, prevê mais de seis mil invenções em 2016, afastando o automóvel da imagem de inimigo público nº 1.

De volta – Jeremy Clarkson, Richard Hammond e James May, ex programa Top Gear, volta por cima, nova atração, The Grand Tour. Cada edição em país diferente. Previsão, novembro,18.

Vivo – Embrapa Agroenergia pesquisa reagente químico por lipases, enzima aceleradora de reação entre álcool e óleo, gerando o biodiesel. Processo limpo, racional, orgânico, mais produtivo por reduzir etapas industriais. Podem ser reutilizados. Embrapa é dos orgulhos tecnológicos do país.

Antigos – Sobre retirada de exemplar do Mercedes-Benz C111 do Museu Fangio, em Balcarce, Argentina, fábrica informou ter sido cessão por prazo certo. Vencido, reunir-se-á às outras 14 unidades no Holy Halls, museu da empresa, em Stuttgart, Alemanha.

Gente – Wilson Ferreira, 73, empresário, ex piloto de automóveis, passou.  OOOO Nos gloriosos ’60 dirigiu ótimos automóveis – GT Malzoni, KG Porsche, Fitti Vê, Alfas Giulia e Zagato. OOOO Deste, talvez o mais charmoso, estorinha aqui: http://www.autoentusiastas.com.br/2015/11/de-alfa-zagato-volante-formula-1-e-o-futuro-dr-gulu/


A heráldica do Compass
É um veículo de uso familiar, recebe cinco pessoas e enorme quantidade de bagagem, supera dificuldades, anda bem, gasta pouco com motor de 4 cilindros e tração em duas rodas, vem com grade indicando o DNA da marca identificada com valentia e resistência.

A descrição soa familiar ao Compass, utilitário esportivo do segmento C, lançado com a marca Jeep nesta semana ? A referência mecânica faz a mesma indicação ? É para parecer. O texto se refere a um de seus antecedentes, o Jeep Station Wagon, mais conhecido no Brasil como Rural, onde produzido entre 1958 e 1977.

Carro mítico, o primeiro utilitário esportivo da história do automóvel. Aproveitava a aura de valentia e indestrutibilidade do Jeep, tido e havido como uma das ferramentas para a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial, e o trazia para o uso urbano, familiar, feminino – um dos desdobramentos de consumo advindo dos resultados do conflito bélico. Fórmula bem aviada, motor de 4 cilindros, 2,2 litros, 60 hp, tração simples no eixo traseiro, criou caminho próprio de tantos desdobramentos.

Hoje, em família paralela de Renegade, Compass, Cherokee, é um dos apoios sólidos da FCA, Fiat Chrysler Automobile, controladora da marca Jeep. No passado, foi-se a variados países, sendo base de produtos autônomos como os suv Mitsubishi e Mahindra, todos nascidos do Jeep Station Wagon, a Rural. E bisavó do novidadoso e bem formulado Compass.