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terça-feira, 11 de junho de 2019

Rainer Zietlow,motorista de longa distância, tentará quebrar seu próprio recorde mundial


Em meados de junho de 2019, o motorista de longa distância, Rainer Zietlow, tentará quebrar seu próprio recorde mundial. O piloto alemão, recordista mundial, planeja estabelecer um novo recorde mundial de longa distância na estrada mais longa do mundo, a Rodovia Pan-Americana, que se estende por mais de 16.000 milhas (22.500 km) através de 14 países, do Alasca à Argentina. Em menos de 11 dias e 17 horas, Rainer Zietlow e sua equipe pretendem quebrar seu próprio recorde mundial de 2011 na Pan-Americana a bordo de um Volkswagen Touareg. O carro do aventureiro alemão será uma Volkswagen Amarok V6 padrão com 224 cv produzido na Volkswagen Argentina. A única modificação é um tanque de combustível adicional de 120 litros.

A Textar está apoiando a equipe que tenta quebrar esse recorde e também apoiou Rainer Zietlow em sua tentativa anterior bem-sucedida de recorde de longa distância na rota Dakar-Moscou em 2017. A Volkswagen Amarok V6 foi equipada com pastilhas de freio da TMD Friction. O equipamento original e as pastilhas de freio sem cobre passaram por todos os testes necessários para lidar com os desafios especiais.

Em meados de junho de 2019, Rainer Zietlow e sua equipe iniciarão a tentativa de recorde mundial do Alasca à Argentina cruzando a Selva Darién entre o Panamá e a Colômbia em um avião de carga agendado, uma vez que a Pan-Americana é interrompida entre esses dois países. A viagem pode ser acompanhada “ao vivo” em: www.panamericanaworldrecord.com.

Desde 2005, Rainer Zietlow apoia a organização internacional “Aldeias Infantis SOS” com seus projetos. Para cada quilômetro percorrido durante a sua viagem de recorde mundial, ele doará 15 centavos de Euro para uma Aldeia Infantil SOS em Goioerê, Brasil.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Votação e Homenagens marcaram o 20º ano da Associação de jornalistas especializados


A Associação Brasileira da Imprensa Automotiva (ABIAUTO) distinguiu o Volkswagen Virtus com o Prêmio Imprensa Automotiva 2018, uma das mais tradicionais e avalizadas premiações anuais da indústria automobilística nacional. A solenidade aconteceu no Buffet Torres, em São Paulo (SP), durante almoço de comemoração de 20 anos da entidade que congrega jornalistas especializados no segmento. O Prêmio teve o apoio da Audi, Fiat, Ford, Honda, Jeep, Mercedes-Benz e Volkswagen.


Foram cinco montadoras contempladas no 20º Prêmio Imprensa Automotiva. A Volkswagen levou três troféus: O Virtus com o principal prêmio, além de Carro Nacional até 1,2 litro e a Amarok V6, entre as Picapes. A Mercedes-Benz levou dois: Carro Nacional Acima de 1,6 litro, com o Classe C200 e Melhor Stand no Salão do Automóvel de São Paulo 2018. A FCA também foi contemplada com dois prêmios: O Fiat Crono como Carro Nacional de 1,2 a 1,6 litro, e o Jeep Compass entre SUV/Crossover. A Ford venceu entre os Carros Importados como o Mustang. Finalmente, a escolha da Melhor Moto ABIAUTO ficou para a Triumph Tiger 1200.

Para marcar os 20 anos da Associação Brasileira da Imprensa Automotiva (Abiauto), o evento teve a presença de mais de uma centena de pessoas, entre empresários, executivos de montadoras e políticos, cabendo destacar o representante do Governador de São Paulo Márcio França, Jorge Perez, diretor presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, do Deputado Federal Carlos Sampaio - que mandou mensagem, pois estava em votação e se colocou à disposição para defender os interesses da ABIAUTO na esfera Federal -, e do Deputado Estadual Bruno Ganem.

A solenidade contou com diversas homenagens, começando pelos jornalistas consagrados pela sua colaboração ao setor automotivo, como José Luiz Vieira e Douglas Mendonça, e aos quatro ex-presidentes da entidade, Mário Pati Filho, Ivan de Oliveira, Paulo Rodrigues e Célia Murgel, além da lembrança de jornalistas especializados que faleceram recentemente, como o associado Roberto Nasser. Outra homenagem foi ao ex-piloto Wilson Fittipaldi Junior, um ícone das corridas e indústria do Motorsport nacional e mundial, acompanhado de seus colegas Bird Clemente, Paulo Loko e Washington Bezerra.


Como foi a votação
O colegiado responsável pela definição dos vencedores foi formado por 35 jornalistas especializados de jornais, revistas, rádios, programas de tv e portais da internet : 



Adalberto Vieira - Jornal Cruzeiro do Sul - Sorocaba - SP
Alex Ruffo- Jovem Pan - São Paulo - SP
Amauri Yamazaki- São Paulo – SP
Alexandre Akashi – Jornal do Farol - SP
Ana Célia Aragão-Motor Mais - Teresina - PI
Antonio Carlos Silva – TV Massa – Paraná
Antônio Fraga – Sport Motor – Campinas – SP
Carolina Vilanova– Revistas Oficina News- São Paulo – SP
Célia Murgel- MotorCar – São Paulo – SP
Chico Lelis – Coluna História e Estórias - São Paulo -SP
Edson Ragassi – Revista Carro – SP
Eduardo Abbas – Borracha TV – São Paulo – SP 
Ernesto Zanon –GuarulhosWeb - Guarulhos – SP
Evandro Magnusson Filho – Jornal Votura – SP
Fabiano Mazzeo–BlogAuto- Itu – SP
Fabio Amorim– Gazeta de Alagoas - Maceió - AL
Fernando Campos–Rodas e Motores – Goiânia – GO
João Otazu–Auto Jornal – SP
João Euclides – Jornal da Savassi – BH – MG
João Mendes– Memória Motor - Rio de Janeiro – RJ
Jorge Meditsch –AutoEstrada - Florianópolis - SC
Joaquim Rimoli – Auto Motori- SP
José Rosemilton – Campo e Motores-Natal - RN
Josias Silveira–Folha de SP e AutoEntusiastas- SP
Licinaira Barroso – AutoPista – MG
Luiz Peres – CarPress– São Paulo – SP
Marcondes Viana–Revista Chic- Fortaleza – CE
Norton Luiz Ferreira - Goiânia – GO
Paulo Brandão – TV Auto – Salvador – BA
Paulo Cruz– Agro Motor Brasil – Cuiabá - MS
Ricardo Vasconcellos–CBN Auto - Salvador - BA
Roberto Costa– Auto e Máquinas - Fortaleza - CE
Silvio Porto–MotorCar – São Paulo – SP
TarcisioDias Araújo – Mecânica Online – Recife - PE
Wanderley Faria – O Popular -Goiânia - GO

Motos
Antônio Fraga
Evandro Magnusson Filho
João Otazu
João Mendes
Silvio Porto
Josias Silveira

Na primeira fase da eleição, depois de testarem os veículos durante todo o ano, os jornalistas indicaram os finalistas do 20º Prêmio Imprensa Automotiva. Na segunda fase, momento antes da premiação, cada especialista apontou o seu modelo preferido e apuração foi feita no Buffet Torres.

Confira os vencedores escolhidos pelo colegiado da Abiauto:
CARRO ABIAUTO
Volkswagen Virtus
CARRO NACIONAL ATÉ 1,2 LITRO
Volkswagen Virtus
CARRO NACIONAL DE 1,2 A 1,6 LITRO
Fiat Cronos
CARRO NACIONAL ACIMA DE 1,6 LITRO
Mercedes-Benz Classe C200
PICAPES
Volkswagen Amarok V6
CARRO IMPORTADO
Ford Mustang
SUV/CROSSOVER
Jeep Compass
MELHOR STAND NO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SÃO PAULO 2018
Mercedes Benz
MELHOR MOTO ABIAUTO
Triumph Tiger 1200

O 20º Prêmio Abiauto teve o apoio da Audi, Fiat, Ford, Honda, Jeep, Mercedes-Benz e Volkswagen.


sexta-feira, 2 de março de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


 

Coluna 0918 – 02.03.2018 edita@rnasser.com.br
Amarok V6: mais potência, mais freios, mais clientes.

Volkswagen lançou comercialmente versão com motor V6 de seu picape Amarok. 3,0 litros de deslocamento, 225 cv e 550 Nm em torque – 56,1 kgmf pela medida antiga e mais conhecida. Se a anterior, mantida em linha, L4, 2,0 e 180 cv oferecia bom comportamento dinâmico, expandir o motor em 50% abre distância, e a união de características aproximam-no dos automóveis, distanciando dos caminhões. Para acelerar, 0 a 100 km/h em 8s – medida de automóvel de respeito; para frear, idem, em freios a disco nas 4 rodas, com exclusivo ABS off road.

Tração total automática, transmissão hidráulica com 8 velocidades. O sistema de direção, mais preciso, adequa-se ao conjunto de performance.

Não é para arrancar toco; levar mudas de café às beiradas das matas ciliares no Espirito Santo; carregar transformador para reparar linha de transmissão elétrica nas grimpas de algum morro; ou trabalhar em garimpo. Não há impedimento mecânico, mas o há pela configuração e preço: a versão V6 é apenas encontrada padrão elevado de decoração e conteúdo, bancos com regulagem elétrica, revestidos em couro, o sistema de infodivertimento mais completo do segmento, liderado por tela com 16 cm, câmera de ré, traçam seu destino. Não é para peão, mas para fazendeiro ou seu herdeiro agroboy. Este, alias, deve ser o maior usuário de outra habilidade do Amarok: ao premer um botão muda-se a pressão dos turbo compressores, obtendo-se 10 % adicional em potência. Dura apenas 10s, bastante para superar dificuldades imprevistas. Sistema foi pioneiramente aplicado nos picapes Mitsubishi L200 feitos no Brasil, e Fiats com motor 1,4 turbo, mas faz a maior presença.

Motor apresenta características modernas, com injeção direta de diesel sob elevada pressão e turbos com geometria variável. Nele, comandos acionados por corrente, afastando o pesadelo das quebras das correias dentadas nos motores L4.

É produto curioso, desafiando a lei da obsolescência do estilo, segundo a qual veículos devem mudar de carroceria a cada 8 anos. O Amarok tem mais e apenas passou por sutil mudança estética. A versão V6 não motivou alterações, e mesmo assim o picape VW levou, pela segunda vez, e com exclusividade, o IPUA 2018 – prêmio de picape internacional do ano. Fundiu a cuca dos formuladores de produto dos concorrentes, em especial os líderes de mercado neste segmento médio, Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger.

Empresa fez pré série com 450 unidades vendidas num dia, acertando em formulação e preço – R$ 185 mil, considerado excepcional se comparado com líder no mesmo padrão de decoração: Toyota HiLux a R$ 192 mil.

O argumento de ter força, rapidez e velocidade; aparato eletrônico de segurança, incluindo freios para descidas; volume de equipamentos e acessórios; excelentes bancos dianteiros, deve ser ouvido pelos interessados.

Do Amarok 7 versões, incluindo chassis, cabine simples, dupla, motores com 140 cv e 340 Nm, 180 cv e 42,8 kgfm, e o V6 com 225 cv de potência.

Não é produto para volume, versão V6 tem vendas projetadas de 30% do mix, mas Pablo Di Si presidente da VW na América Latina, crê num puxador de vendas pela exclusividade do V6, da potência e torque superiores aos concorrentes. Hoje o Amarok está em 4° lugar.

O bom Salão de Genebra
Quem conhece, reconhece: Genebra tem o melhor Salão de Automóveis da Europa. Contido, bem dividido, permite ser observado em dois dias sem maior sacrifício. Frankfurt ou Paris, em alternância, exigem fôlego para percorrer, em media, 14 km de alamedas.

Nesta edição, aberta ‘a imprensa na terça-feira 6, e a público de 8 a 18 de março, são esperados 10 mil jornalistas nos dois primeiros dias, e 700 mil visitantes interessados nos 180 exibidores, 900 veículos expostos, 110 em apresentação européia ou mundial, com ênfase à crescente onda de Super Carros. No dia de abertura, entrevistas com CEOs a cada 30 minutos, e as mais aguardadas são as do sempre novidadeiro Sergio Marchionne, da FCA; do presidente da Volkswagen sobre os efeitos do Dieselgate em sua companhia e, nesta edição, do número 1 da Mercedes, para explicar a venda de quase 10% da empresa a um chinês.

Dia 5, os 60 jornalistas integrantes do Car of the Year, mais prestigiosa láurea na indústria automobilística europeia, escolherão o veículo mais representativo do ano. Dos 37 veículos listados e aprovados na primeira semana de testes de estrada, numerosas avaliações, e a última bateria de avaliações nas proximidades de Paris, contando com os fabricantes para aclarar dúvidas – e fazer lobby -, depuraram-se sete finalistas: Alfa Romeo Stelvio; Audi A8; BMW Series 5; Citroën C# Aircross; Kia Stinger; Seat Ibiza; Volvo XC40. Resultado incógnito, mas a julgar pelos prêmios recentemente recolhidos, chances há de o SUV Alfa ser o vencedor.

Em outubro os elétricos Zotye
Prometida operação comércio/industrial da chinesa Zotye terá início em outubro com venda de dois modelos: o urbano E200 e o sedã 4 portas Z500 EV. Picape Stark, produzido pela catarino/cearense TAC, quase comprada pela Zotye, e motonetas elétricas como divulgado anteriormente, foram descartados. Aquisição da TAC não se viabilizou, e o projeto solitário tomou outro caminho.

Negócio principia com a homologação dos veículos junto ao governo brasileiro e pequena importação de lote completamente montado, à espera da definição conceitual do governo federal em nova legislação hoje gestada sob o carimbo de Rota 2030. Ali estarão os parâmetros para a indústria, desenvolvimento tecnológico, incentivos para alcançá-los, incluindo tributação sobre híbridos e elétricos. Após, incremento em volumes e, acredita, até o final de 2019 te-los-á montados no Brasil em crescente agregação de partes nacionais. Segundo Cadu Barbosa, diretor da Zotye para relacionamento governamental, tal índice deverá atingir 70% em 5 anos.

A fábrica em instalação em Goianésia, GO – a 180 km ao nordeste de Goiânia – galvaniza um processo industrial atraindo instalação de fornecedores de auto partes – baterias, eletrônicos, pneus, etcccc - e a formação do Parque Industrial Automotivo de Goianésia.

Os produtos
O E200 é um sub compacto – veja-o como o Smart Fortwo da Mercedes : 2,73 m de comprimento; 1,60m de largura; 1,81m entre eixos. Motor elétrico com 81 cv, velocidade final de 120 km/h, autonomia de 180km/carga, interior refinado em decoração e conectividade.

Quanto ao Z500, está em outro oposto do mercado. Grande para os padrões nacionais em 4,75m e 2,75m de entre eixos, tem motor com 128 cv, e autonomia de 250 km/carga.

Os chineses, quem diria, sócios da Mercedes
Notícia surpreendente, um chinês comprou 9,69% das ações da Daimler, controladora da Mercedes. É Li Shufu, comandante e principal acionista da China Zhejiagn Geely Holding Group, proprietário de, por enquanto, quatro marcas de veículos: Geely; London Taxi; Volvo; Lotus. Com US$ 9 Bi tornou-se o maior acionista individual do fabricante de Mercedes automóveis, caminhões e vans. Em segundo lugar no controle acionário da empresa está Kwait Investment Authority, com 6,8%.

Na prática conseguiu seu objetivo – ter acesso à tecnologia de carros elétricos Mercedes. Indelineável separação entre pessoa física, holding, e empresas controladas, quer lançar marca própria nos EUA, carro luxuoso, sob a marca Lynk&Co, e produzir veículos autônomos com base Volvo.

Os Xing-Ling, com insuspeitado poder, vem-se espraiando pelo mundo. Há dois anos propuseram assumir 30% da PSA – Peugeot Citroën DS -, forçando o governo francês a associar-se para evitar o controle estrangeiro sobre a pioneira marca. E neste turvo mundo das finanças empresariais, dizem-nos aptos a adquirir a FCA – Fiat Chrysler Automobiles, empresa assumindo feição financeira e controladora de dezena de marcas, nas quais a cada dia se percebe o fazer automóveis apenas como negócio sem causa.

Mas vale o registro da surpresa, de alguém preencher o cheque de US$ 9 Bi de sua conta pessoal. Não foi associação, fusão, troca de ações, mas negócio de compra, um saque da conta bancária.

Roda-a-Roda
SIM ? – Luca de Meo, executivo, carreira rápida na Fiat e atualmente na VW, onde preside a espanhola Seat, declarou ao jornal Expansión, estudos da marca para vender e produzir carros na América Latina. Seat vende no México e esteve na Argentina e Brasil ao início dos anos ’90, deixando os dois mercados sem maiores explicações e clientes pouco felizes.

Não – André Senador, diretor de assuntos corporativos na VW Brasil, consultado, desconhece a pretensão. Marca pertencente ao conglomerado VW, para produzir localmente seria em instalação industrial Volkswagen.

Difícil - Seat não está no radar de produtos da VW do Brasil, às voltas com muitos lançamentos. Importador independente não parece opção.

Começou – Citroën iniciou produzir na Argentina seu sedã C4 Lounge. Lançamento dia 14, vendas em seguida.

Dúvida – Renault inaugurará fábrica de peças e motores à base de alumínio. Até agora não conseguiu confirmar presença do Presidente Temer.

Mimo – Compradores da pré venda de Fords Mustang levarão brinde adicional: capacete cópia do utilizado pelo piloto Dan Gurney à apresentação do modelo em 1964. 

Opção – Décima quarta iniciativa de divulgar veículos e serviços elétricos entre 18 e 20 de setembro, no Transamérica Expo Center, S Paulo, SP.

Mercado - É o Salão Latino Americano do Veículo Elétrico, agora organizado pela NürbergMesse, mais uma empresa alemã de organização de eventos chegada ao Brasil.

Jogo duro – Nissan avisou produzir nova geração do utilitário esportivo Terra sobre chassis tradicional, de longarinas e travessas. Parece retrocesso, em especial pelas ásperas sensações de condução, mas empresa quer faze-lo a partir da China e suas descompromissadas condições. Com ele inicia nova divisão de negócios, de comerciais leves.

Melhor – Pirelli foi escolhida Fabricante de Pneus do Ano, na Expo Tecnologia de Pneus em Hannover, Alemanha. Pesaram para a depuração o foco nos pneus Prestige, para veículos de alto valor; maior número de homologações –circa 2.000 -; parcerias com 28 universidades; e o lançamento do Connesso.

Novidade – O Connesso é um pneu transmissor para celular ou nuvem, de informações com análise de dados de pressão, temperatura e desgaste.

Democradura – Parece descrição do fim do governo revolucionário, mas é apenas apreciação sobre as cores mais vendidas de automóveis em 2017. A ditadura do Preto e do Prata deu abertura ao Branco, agora líder. 78% dos veículos de 2017 foram pintados nestas cores.

Como é - Branco liderou com 40%; preto e prata em segunda posição, seguidos por marrom, verde e vermelho, segundo análise da fabricante BASF.

Verdade – Resumo do negócio, quanto menor o automóvel, mais viva a cor.

Mais luz - Phillips inicia vender lâmpadas com até 3 mil horas de vida – usuais oferecem apenas 700h. É a LongLife EcoVision, boa para veículos com larga rodagem diária. Há nos tipos H1, H4, H7 e H11, aplicáveis à grande maioria da frota nacional. Custa uns R$ 25, e as comuns em torno de R$ 17.

Negócio – BP/Castrol e Renault firmaram entendimento através da Renault Sport Racing, departamento esportivo da marca, incluindo Fórmula 1 e Alpine. Patrocínio, fornecimento de combustível e lubrificantes, desenvolvimento.

De cá – Óleos BP/Castrol serão primeiro abastecimento, como equipamento de fábrica, e recomendados nas trocas em todos os Renault, Nissan, Mitsubishi. Tremendo mercado, ano passado venderam 11 milhões de unidades.

E ? – Capital não tem coração ou patriotismo. A Renault é das mais antigas marcas francesas, mas o patrocínio é britânico…

Gente – Rodrigo Soares, executivo, desafio. OOOO De gerente de vendas a nº 1 em comunicação e imprensa Porsche. OOOO Boa base acadêmica, era da Mercedes-Benz onde implantou MB Challenge – as corridas com carros da marca. OOOO Do ramo, conhece o produto, exigências nem sempre consideradas na contratação de executivos como interface a público interessado, como o é o de jornalistas especializados. OOOO

Factory 56, o automóvel recomeça
Uma proposta com cunho histórico e atualização industrial iniciou ser tocada pela Mercedes-Benz Cars, a divisão de automóveis da corporação Daimler. Empresa fixou a pedra fundamental e em paralelo á construção principia moldar métodos e equipamentos direcionados ás novas exigências mundiais de ecologia e informatização no projeto e construção de automóveis. Pretende a Mercedes repetir fato gravado na história, a produção do primeiro veículo auto móvel o Patent Wagen, de 1886. Markus Schäfer, membro do Conselho da Mercedes-Benz Cars, Produção e Suprimentos, sintetizou a importância da empreita: Como inventora do automóvel, estamos reinventando a produção.

Vista como apta a ser a mais moderna do mundo, a Factory 56 engloba a síntese de três conceitos: Digital, Flexível, Verde, e com foco sobre as pessoas. O rótulo pretende identificar um novo conceito de construção dentro das exigências para a futuro, em meio á atual demanda por enormes mudanças quanto aos métodos de projeto e fabricação. Quer corporificar as três tendências, ser consistentemente digital, flexível, e com processos rotulados de verdes, criados e implantados com proteção à ecologia e meio ambiente.

A iniciativa recebeu, à cerimônia de fixação da pedra fundamental, importante manifestação de reconhecimento oficial. A Dra. Nicole Hoffmeister-Kraut, ministra da Economia, Trabalho e Construção Habitacional de Baden-Württenberg, estado no sudoeste alemão, a 35 km de Sindelfingen, onde está a sede da Mercedes, comemorou a entronização da pedra fundamental e a construção da nova usina no estado, como local privilegiado para a indústria a longo prazo, garantir a prosperidade do país através da função das indústrias em produção e mobilidade do futuro, ressaltando a tarefa do Estado em apoiar tal inovação.

sábado, 27 de janeiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0418 - 27.01.2018  edita@rnasser.com.br


VW regula Virtus para o mercado
É um automóvel invulgarmente bem acertado: espaçoso internamente, desenho muito feliz sugerindo atualidade e dinamismo, pioneiro no uso de inteligência artificial – tira, ao motorista, qualquer dúvida sobre o Manual do Proprietário -, motor pequeno, 1,0, turbo, 128 cv e 200 Nm de torque, transmissão automática, ou 1,6 aspirado, 117 cv, caixa mecânica de 5 velocidades. Tem dimensões assemelhadas ao Jetta, agora descontinuado. Anda rápido e no caso do motor 1,0 gasta pouco. Incomum reunião.

Projeto bem desenvolvido, com a marca dos irmãos Pavone, gêmeos designers em franca ascensão: um toca área internacional a partir da Alemanha, outro é responsável pelos produtos para a América Latina, como Virtus e Polo. Como explicação empregam plataforma modular MQB, uma espécie de grande Lego permitindo aduzir e retirar partes, de modo a conformar base de diferentes dimensões, como, por exemplo, aumentar a distância entre eixos ou o balanço traseiro para fazer o sedã Virtus ou reduzi-la para o Polo, aplicar soluções de informática, agregar sistemas de segurança. Por projetar, admite dois desdobramentos em desenvolvimento final: um SUV e um picape.

Bem situando a concorrência, além do estilo atual, flexibilizando conceitos estéticos alemães, oferece-se como maior ante concorrentes GM Prisma, Hyundai HB. Como noção, tem, sem aparentar, as dimensões do VW Jetta, agora descontinuado. Porta as condições para ser o queridinho do mercado.

Na área do charme, tentando seguir o programa interativo da GM adotou a inteligência artificial para dar mais facilidades aos usuários. Tem porte e segurança de veículos de classes superiores, graças ao emprego de aços de grande resistência, e itens de segurança como quatro bolsas de ar, frenagem pós-colisão, detector de fadiga do motorista e controle de estatilidade.

Focado no desejo do consumidor mecânica exibe a conformação prática e de menor preço com o motor 1,6 aspirado, ou o caminho do futuro aplicando 1,0 três cilindros. Suspensão para deseducadas ruas e estradas sul americanas. Rodas em três medidas: aro 15”, de ferro, versão de entrada; 16”como equipamento básico, e 17” opcional e para as de topo.

Parte de infodiversão com o atrativo sistema de interação das respostas ao Manual, tela de 20 cm. Segurança a mais recente geração do ESP, o programa de estabilidade.

Argumentos de venda, menor custo no pacote de peças para consertos, seguros, revisões, com atrativo aos compradores da primeira leva da versão Highline, sem custos para as três iniciais.


Quanto custa
VW Virtus

Versão
R$
MSI (motor 1,6, mecânico 5M)
59.990
Comforline 200 TSi  (turbo, auto 6M)
73.490    
Highline 200 TSI
79.990

Finalmente, o Amarok V6
Volkswagen no Brasil toma providências finais para festas de apresentação de nova versão de seu picape Amarok: motor V6, 3,0, diesel – o mais potente do segmento no país. Ao contrário do divulgado, linhas não sofrerão mudanças, sendo o produto exatamente idêntico ao já vendido na Argentina, onde produzido há seis meses.

Diferença para o modelo atualmente à venda, com motor diesel, L-4, 2,0 litros, 180 cv de potência e, a nova opção tem o mesmo ciclo operacional, mas o motor V6, deslocando 3,0 litros, produz 224 cv e porta auxiliar eletrônico capaz de gerar mais 20 cv por pequenos períodos. Transmissão idêntica à da versão de topo, automática com 8 marchas, primeira reduzida. Versões com diferentes decoração e conteúdo: Trendline, Highline, e Highline Extreme

Preço em torno da versão Highline estará em torno de R$ 215 mil. Fevereiro, 22.

Roda-a-Roda

Emodinâmico – Combinação alfa numérica SQ5 3,0, TFSI parece endereço em Brasília, mas descreve o novo Audi: SUV, tração 4 rodas pelo sistema Quattro, motor V6, 3,0 litros de capacidade. 354 cv em potência, e 500 Nm de torque.

Dinâmico – Complementando a feição emocional, dinamicamente se impõe: de 0 a 100 km/h em 5,4s. Velocidade final cortada a 250 km/h. Epicurismo mecânico, para melhorar a combustão, substituiu o compressor mecânico da geração anterior por dois turbos, e os coletores de escape das duas bancadas estão ligados diretamente à carcaça do turbo. Surpresa, preço R$ 397.990 e opcionais: pintura metálica/perolizada R$ 2.000; Sistema Side-assist e câmera 360 graus a R$ 12.000.

Velocidade – Na Argentina, consequência do ritmo imposto ao país por um presidente empresário, norma legal determina, licenças e homologações obrigatórias para novos veículos deverão demorar no máximo 50 dias. No Brasil tempo médio é de 180. Lá, homologação de testes e emissões correm junto. Aqui, separadas.

Tentativa – Indústrias automobilísticas do Mercosul tentam fazer a homologação por um associado valha para os outros. Órgãos nacionais não aderiram.

Lotus – Legendária marca inglesa, agora com controlada malaio, volta à Argentina inaugurando loja. Não será na cidade autônoma de Buenos Aires, mas em Martinez, San Isidro, beiradas da capital. Representante é Daniel Buteller, conhecido no Brasil: foi da GM; diretor da Mercedes; presidente da Audi.

Mais – Produtos e preços em grande arco: Elise Sport, 136 cv e Evora Sport, 410 cv, de US$ 90 mil a 240 mil. No Brasil, graças ao programa Inovar-Auto e à visão torta de tratar importados como inimigos, não há mais representante.

Surpresa – Sempre cercada de versões sobre sua inviabililidade, absorsão ou fracionamento para venda, a FCA, englobando Fiat e Chrysler apresentou balanço extremamente positivo.

O que ? - Reduziu à metade a dívida industrial, agora em E 2,4Bi; cresceu margem de lucro de 6,4%; lucro líquido de E 3,8Bi, 16% antes do EBIT, o resultado pré impostos. Nos EUA lucro de 7,9%; América Latina ajudou solidamente. Em marcas, Maserati cresceu 65%, cumprindo o Plano Quinquenal, agora em seu último ano de cumprimento.

Ocasião - Toyota fez encontro restrito para comemorar seus 60 anos de Brasil; falar de bons resultados em vendas e participação; dar oportunidade ao ministro Marcos Jorge de Lima, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços contar à imprensa sobre o projeto Rota 2030 e a decisão de reduzir os impostos sobre híbridos e elétricos 7% - como os 1,0.

Antecipação – Medida estava prevista no texto propositivo do Rota 2030, programa balizador para a indústria automobilística nos próximos 12 anos, e foi institucionalizada. Híbrido elétrico mais vendido no país é o Toyota Prius.

Yaris - De passagem anunciou iniciar produzir o Yaris em junho, vendendo-o em agosto. Hatch e sedã, concorrentes de Hondas Fit e City, motorização assemelhada – 1,5 litro, situado mercadologicamente entre o Etios e o Corolla.

Storm – Ford apresentará início fevereiro nova versão do EcoSport. Chama-la-á Storm, buscando sugerir habilidades para enfrentar situações difíceis. Será feita sobre a plataforma para tração 4x4, mas nada tem de especial, exceto decoração, faixas e, moda atual, detalhes em preto.
-
Mais – Ford apresentará versão entre SAV e Crossover sobre plataforma Ka.

Depois – Fiat adiou lançamento do Cronos. Agora, pós Carnaval, dia 22.

Segurança – Latin NCAP, organismo dedicado a avaliar segurança dos carros vendidos na América Latina, em sua mais recente rodada de testes, conferiu cinco estrelas a ocupantes adultos e infantis ao VW Virtus. Chevrolet Ônix, então reprovado, aplicou reforços estruturais, e requerendo submissão a novos testes, ascendeu a três estrelas nos testes de impacto para adultos e crianças.

Lição – A quem do ramo, bela aula de direito os votos contra o recurso do ex presidente Lula contra sua condenação. Linguagem clara, de conhecimento geral, longe do hermetismo das discussões e votos nos tribunais superiores, e de caminhar na perigosa trilha do exibicionismo, como vem fazendo seus ministros.

Levaram a sério o espanhol Ortega y Gasset, filosofando: clareza é uma cortesia do legislador com seu povo.

Jurisprudência – Se vitoriosa a argumentação lulo petista apresentada pós condenação pelo recebimento de um apto tríplex em vantagens indevidas, somente será considerado ladrão o que, após furto ou roubo de veículo, transferi-lo para seu nome... Tristes tempos, aparentemente em rota final.

Melhor ? – Estudo conduzido pela Ford Europa concluiu, com base e aferição científicas, dirigir um carro esportivo diariamente para, por exemplo, ir ao trabalho, oferece mais emoções que torcer pelo time de futebol; ver um episódio do Game of Thrones; beijar a pessoa amada. Explica alguns mal educados ricos.

Na veia – No mercado automobilístico atual, marca fora dos EUA ou da China estará com futuro comprometido. PSA – Peugeot, Citroën, DS, Opel, Vauxhall – tem negócios industriais na China e plano de, em 10 anos, estar no mercado norte-americano. Instalou-se em Atlanta.

Jogo duro – Para transitar com crianças em transporte escolar, em estradas de difícil trânsito, Marcopolo desenvolveu o miniônibus Volare V8L 4x4: tração 4x2, 4x4 com reduzida; maior altura do solo; proteção ao carter do motor e tanque de diesel. Motor Cummins 3,8 Euto V, 152 cv. Leva 31 estudantes.

Festa – Comemorando o 20 de janeiro, Dia Nacional de Fusca, mais de 1.000 colecionadores da marca reuniram-se no São Bernardo Plaza Shopping, na cidade onde foi montada a maioria dos fuscas no Brasil. Horácio, o Fusca verde Hippie, 1974, do colecionador Ervin Moretti, é o Fusca mais conhecido no meio.


Gente – Mudanças na PSA Brasil. OOOO Carlos Gomes, português responsável pela volta aos lucros, transferido. OOOO Promoção: número 1 na China, maior mercado mundial. OOOO Patrice Lucas, francês, o substituirá. OOOO Nas marcas Peugeot, Citroën e DS, quando operacional, contração. OOOO Paulo Solti, ex Citroën e quase DS será planejador de produto para a América Latina. OOOO Ana Theresa Borsari, então diretora geral da Peugeot assumirá as três marcas. OOOO Revendedores preocupados. OOOO Atribuem a Da. Theresa a criação do Peugeot 207 Mercosul, início da queda de vendas da marca, e pela participação na Stock Car, com publicidade enganosa atribuindo vitória de motor Chevrolet como se fosse Peugeot. OOOO Sir Stirling Moss, piloto inglês, 88, aposentadoria. OOOO Larga folha de vitórias em muitas categorias, incluindo Mille Miglia 1955 com Mercedes SLR. OOOO Sempre ativo em eventos de automóveis antigos, em férias em Singapura contraiu infecção toráxica e se recupera lentamente. OOOO

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Amarok é a primeira picape a ganhar o “International Pick-up 2018” pela segunda vez

A Volkswagen Nova Amarok ganhou o prêmio "International Pick-up Award 2018" (IPUA 2018). Como sua antecessora em 2010, a Nova Amarok, com motores V6 de alto torque, também conquistou o júri composto de jornalistas especializados na área de transportes. 

A Volkswagen Amarok venceu o IPUA em 2010 e, por isso, é a primeira picape a receber esse prêmio pela segunda vez.

O júri classificou a Nova Amarok como uma síntese do conceito “work hard, play hard (“trabalhe duro, jogue duro”), elemento central de todo o segmento das picapes, e descreveu a Nova Amarok como um “cavalo de batalha de alta linhagem”. O design limpo e o acabamento com qualidade próxima do artesanal foram citados especificamente pelo júri como fatores fundamentais para a vitória do modelo Volkswagen.

Os membros do júri foram especialmente
impressionados pelas capacidades on e off-road da Amarok V6, mencionando que “o refinamento e a elasticidade do motor estabeleceram um novo padrão no segmento.” Os jurados também acrescentaram em sua explicação sobre por que atribuíram o prêmio: “Desempenho não é um desafio para a Volkswagen Amarok V6".

O prêmio “International Pick-up Award é atribuído a cada dois ou três anos por uma seleção de membros do júri do IVotY (International Van of the Year), um grupo de renomados jornalistas especializados de 25 países. Dezesseis deles avaliam independentemente os veículos indicados ao prêmio segundo critérios pré-definidos.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí


 
Coluna 1417 - 07.04.2017 edita@rnasser.com.br
up!, segunda edição, revisto e melhorado
Quem vir o Volkswagen up! com vendas a partir do próximo feriado, terá clara noção de maturidade de automóvel. Ícone da marca, atrevido em estilo e performance, a primeira revisão estética indica novos traços frontais e posteriores, para dar sensação de largura, frente com a atual assinatura familiar da maior das marcas alemãs. Para choques em maior porte, novo grupo óptico, friso cromado entre os faróis e equivalente assinando a fímbria inferior da tampa do porta malas. Mudanças nos anteparos geraram mais 8 cm em comprimento, agora 3,68m. Nova arte conseguiu tirar a cara de carrinho de brinquedo e deu-lhe mais personalidade.

Geral
Juristas usam expressão típica, própria, peremptória, para definir coisas: Prima Facie, dizem. Na prática do pé no chão é o “tá na cara”. Do tipo viu, entendeu.
O verbete dos juristas é claramente aplicável a esta 2a edição do up! Nela perceptível o ganho de qualidade por materiais, delicadezas tecnológicas para atender a novo padrão de exigência de consumidores jovens, maioria dos clientes do up!. Querem conectividade, e a Volkswagen criou solução muito interessante para combinar condução com o uso do celular, é o Composition Phone –que coisa cansativa este uso desenfreado de expressões em inglês para descrever automóvel feito no Brasil ... Todos os up! portam apoio sobre o painel para atracar o celular. Baixado um programa, o Maps+More enlaça rádio, up! e SmartPhone, cuja tela passa a ser a do sistema de som e adicionalmente permite controlar funções do celular via comandos do som; mostrar atalhos para agenda; fazer e receber ligações; escutar música arquivada; utilizar aplicativos como Spotify e Wase, e chamada para o Volkswagen Service, para serviços de apoio. Tem mais: navegação, com procura por desenho de uma letra na tela; condução econômica; computador de bordo; espelhar mostradores como o conta giros e o termômetro; busca de endereços, contatos, músicas salvos no telefone.

Up! grading
Com desculpas aos leitores pelo irrefreável trocadilho, o salto maior para o up! foi a agregação de tecnologia, conectividade, refinamento no interior, com itens inusuais em carros desta categoria, como o painel de mostradores maiores, a composição com uma faixa no painel, sem revestimento externo e a superior almofadada, um fio de luz percorrendo toda a extremidade inferior. Além deste item de luminosa presença à noite, há sensores indicativos para a abertura individualizada de portas, alerta sonoro de faróis acesos.

Virá apenas com 4 portas, em três versões de decoração e composição – take up!, move up!, e high up!, além da fugaz Connection. Duas opções de motores, ambos de 3-cilindros, 1,0 litro de deslocamento, 12 válvulas. Um, dito MPI, com aspiração atmosférica e 82 cv com álcool e 75 cv consumindo gasálcool. Outro, TSI, turbo, mesma conformação, mas gerando 101 cv.

Clientes
Insuspeitado marqueteiro, festejado Milton Nascimento canta, o artista deve ir onde o povo está. É a base do marketing ir atrás do cliente. Assim, indo, além da demanda por design, preço, condições, conectividade, VW percebeu outro item na conta de exigências dos compradores: recorde de consumo. É importante ser o mais econômico no mercado. Por isto implementou a nova geração, submetendo-a a nova avaliação do Inmetro para tê-la, ao momento, como de menor consumo no país.

Há adições importantes como vir equipado com engates Isofix e Top-Tether para retenção de cadeirinhas para crianças. Acima da versão de entrada,  bancos traseiros com cintos retráteis, três apoios para cabeça – coisa inexplicável: gente com renda menor pode ser expor a danos maiores em caso de acidente?
Atração lógica é o custo de conserto, dito Índice de Reparabilidade. O up! é o de consertos mais baratos no país.

Área de comunicação da Volkswagen ter-se-á inspirado em algum manual de aviamento de remédios homeopáticos, tratando lançamentos e apresentações em doses pequenas, contidas, como seriadas gotas e bolinhas. No up! está sendo assim. Nesta semana exibiu a nova versão Connect e os dados comuns às demais, conseguindo bom espaço de divulgação. Dia 17, apresentação das demais, e mais espaço gracioso sobre o produto. Após, test drives e mais cobertura sem custos. Fonte da marca prometeu versão inesperada, outro gerador de espaço sem ônus para divulgação.

Quer conhecer Renault Kwid e Amarok V6?
Vá ao Salão de Buenos Aires, 10-20.junho
Exposição será nas instalações múltiplo uso de La Rural, cujo pico é, como o batismo esclarece, exposições de semoventes. Na variedade dos cavalos de potência, dentre as novidades, duas serão antecipação ao mercado brasileiro: Renault Kwid e picape VW Amarok 3,0 V6.

Sétima edição de segunda fase, mercado local em recuperação, quer atingir 500 mil visitantes e superar os 270 veículos expostos na edição de 2015.
Renault Kwid será novidade da marca francesa, passo de entrada no mercado brasileiro, plotando tê-lo como o carro nacional mais barato do mercado, como foi o antecessor Clio. Mantido o foco, disputará com o sino paulista Chery QQ, a improváveis R$ 29.990. É hatch mas chama-lo-ão indevidamente suv ou simploriamente jipinho, mania da imprensa não especializada.

Pequeno, motorização 1,0 tri-cilíndrica, 75 cv. Tem a seu favor peso contido, pouco superior a 800 quilos, cabendo a cada cavalo deslocar poucos quilos. Consequências físicas, boa disposição e respostas com consumo reduzido. Não é o mesmo já em produção na Índia, porém com muitos reforços estruturais para passar na prova de impacto do LatiNCAP.

Será produzido no Brasil, mas o Salão portenho é ótima ocasião para apresentá-lo ao desejado mercado argentino. Lançamento local em julho.

Topo
O picape VW Amarok deveria surpreender o mercado com atualização estética, pois já na hora. Mas VW não o fará. Entende, criar opção com motor V6, diesel, por si só será atrativa à aquisição.

Motor é comum ao VW Touareg, Audi Q7 e Porsche Cayenne: diesel, seis cilindros em V, 3.000 cm3 de cilindrada, injeção direta, turbo, produz 220 cv e monumentais 55 m-kgf de torque. Dúvidas quanto à transmissão, com seis ou oito velocidades, automática. Será o picape deste porte com maior capacidade de aceleração, buscando clientes de topo do agro negócio, tipo usuários de botas sob medida, relógio Rolex Daytona, chapéu Stetson.
É argentino, mas tem no Brasil seu maior mercado.

Roda-a-Roda
Ambiente – Decisão legal do Dieselgate, irônico apelido do caso das emissões extra normas dos motores VW 2,0 diesel, criaram problema insolvível: Justiça dos EUA obrigou VW recomprar Golfs e Passats com tal motor.

Lixo de luxo – Enorme frota se acumula aos milhares, e VW não decidiu solução: vender a países sem ou com menores restrições a emissões poluentes, montando estrutura assistencial; ou desmontá-los a céu aberto, gerando poluição ambiental muito superior às emissões?

Papéis – Nissan iniciou construir escritórios de administração da marca na Argentina, dentro da pioneira fábrica de veículos implantada em 1955 pela IKA – braço da Willys-Overland – em Córdoba, 710 km de Buenos Aires.

Missão - Gerirá produção, vendas internas e externas do picape NP 300 Frontier, invulgar por apresentar-se como: Nissan, Renault e Mercedes-Benz.

Parafusos – Produção será na área da fábrica atualmente da aliada Renault, a partir de 2018. Fará 12ª geração de picapes Nissan, ora trazida do México.   

Gol fica – Com o anúncio pela Volkswagen em relançar linha Polo no Brasil, marca enfatiza ser novo produto, e não substituto do Gol. Família própria terá hatch até o final do ano; sedã Virtus ao início de 2018; sav T Cross ao final. VW mostrou-o como conceito no Salão do Automóvel ano passado.

De novo – Toyota vende nova geração do RAV4, conhecido sav da marca. Cortou a tração nas 4 rodas e simplificou mecânica para tração dianteira, motor 2,0, transmissão CVT, batizando-o RAV4 4x2 CVT Top. A R$ 159.290.

História – RAV4 factibilizou o uso urbano dos veículos com atributos de off road, e abriu caminho aos fabricantes ocidentais. Inspirou-se no Lada Niva, bem bolado jipinho russo, inventor do segmento.

Outra – Fosse feito por empresa com responsabilidade construtiva, o Niva teria passado o rodo no mercado. Mas na vigência e nos eflúvios da cabeça comunista da União Soviética, sem compromisso de qualidade com o mercado, mostrou a fórmula, o caminho, inspirou a quase todas as marcas no mundo.

Antigos -  8a edição do Auto Argentino, encontro a veículos de produção no vizinho país, organizada pelos sítios Autohistoria  e Coche Argentino, e o Rotary Club de Francisco Álvarez. Neste ano, comemorações de 60 anos da Peugeot na Argentina e de lançamento da Willys Rural, lá a IKA Estanciera.

Efervescência – Rumor no mercado de assessoria de comunicação profetiza mudanças em duas marcas. Lugares poucos, candidatos muitos.

Gente – Rogério Louro, carioca, jornalista, promoção. OOOO Novo Diretor de Comunicação da Nissan. OOOO Fez o impossível com equipe pequena: lançou o Kiks em meio à esmagadora e diuturna atividade de promover os Jogos Olímpicos e acompanhar a tocha símbolo. OOOO Mila Poli, executiva, ascensão. OOOO Gerente de Comunicação Externa da Nissan. OOOO   Estrutura de comunicação Nissan instiga pesquisa de administração. OOOO Escritórios espalhados pela América Latina, consultas, palpites e anuências em três cidades diferentes, idiomas diversos, burocracia com a lógica cartorial lusitana. OOOO Cauã Reymond, ator,  negócio. OOOO Embaixador da linha Range Rover no Brasil. OOOO Registro. 4.abril marcou a passagem de  Karl Benz, factibilizador do automóvel, em 1929. OOOO