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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cummins celebra parceria e marco histórico da Foton Caminhões

A Cummins South America,  fabricante independente de motores Diesel e componentes, comemora a parceria e o marco histórico da Foton Caminhões no mercado brasileiro que apresentou no último dia 15, ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o protótipo nacional do caminhão de 10 toneladas, primeiro modelo a ser produzido na fábrica sediada no município gaúcho de Guaíba a partir de 2016.

O protótipo da Foton traz sob o capô o Cummins ISF 3.8, motorização que será nacionalizada pela Cummins a partir do ano que vem, e traz tecnologia de pós-tratamento SCR, desenvolvida e fornecida pela Cummins Emission Solutions.

A Cummins, por sua vez, também celebra a sua participação no índice de nacionalização do caminhão de 10 toneladas da Foton, que sairá da linha de produção com mais de 65% de seu conteúdo local, auxiliando o atendimento aos requisitos do programa Inovar Auto, do governo federal, além do FINAME.


A Foton Caminhões também planeja a produção de outros modelos em sua fábrica no Brasil, ou seja, caminhões que vão de 3.5 a 24 toneladas de PBT (Peso Bruto Total). Estes também receberão a motorização ISF 3.8 SCR, exceto a versão de 3.5 t que será equipada com o ISF 2.8 e tecnologia EGR, cuja nacionalização está prevista para o início de 2016, na fábrica da Cummins em Guarulhos (SP).

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Índice de nacionalização deverá ser escalonado




O novo regime automotivo vai fazer exigências em relação a tecnologia, com o objetivo de produzir um carro que possa ser exportado em condições de concorrer com os modelos modernos de outros países. E também exigências ambientais, entre elas o estabelecimento de um padrão de emissões de CO2.
Em relação ao índice de nacionalização, estabelecido em 65% no decreto que ampliou em 30% o IPI para importados (e deverá valer a partir do dia 15 de dezembro), ele deve ser alterado, beneficiando as montadoras que estão em processo de instalação de fábrica no Brasil.
Uma fonte da Anfavea disse que estão em estudos várias alternativas para o estabelecimento das regras no novo Regime Automotivo. Uma delas seria a devolução do IPI extra (30 pontos) de acordo com os investimentos feitos pela empresa na construção da fábrica no Brasil.
Mas a idéia que parece ser consenso do grupo de estudos e a exigência escalonada do índice de nacionalização. No primeiro ano os carros teriam que ter 45% de partes locais, no segundo ano 55% e no terceiro 65%.
Um dirigente do setor disse que o mais importante no estabelecimento de regras no Regime Automotivo é fazer com que o produto brasileiro seja competitivo lá fora.
"Não adianta resolver o problema do câmbio. Deixar o carro brasileiro mais barato não é o suficiente para fazer sucesso lá fora. É preciso que ele tenha tecnologia para concorrer em condições de igualdade", disse o executivo.
Segundo o dirigente, o governo brasileiro tem como objetivo destinar 22% da capacidade produtiva do País para a exportação.
A expectativa é de que nas novas regras estarão contempladas medidas de incentivo para os carros elétricos e afins, mas muita gente considera que o incentivo a carros com motor a combustão que reduzirem efetivamente as emissões é mais provável de estar considerado nas novas regras.
Não seriam modificados os incentivos especiais dados a algumas montadoras, como Hyundai e a Mitsubishi em Goiás (devolução do IPI), a Ford na Bahia a Fiat em Pernambuco.