quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Índice de nacionalização deverá ser escalonado




O novo regime automotivo vai fazer exigências em relação a tecnologia, com o objetivo de produzir um carro que possa ser exportado em condições de concorrer com os modelos modernos de outros países. E também exigências ambientais, entre elas o estabelecimento de um padrão de emissões de CO2.
Em relação ao índice de nacionalização, estabelecido em 65% no decreto que ampliou em 30% o IPI para importados (e deverá valer a partir do dia 15 de dezembro), ele deve ser alterado, beneficiando as montadoras que estão em processo de instalação de fábrica no Brasil.
Uma fonte da Anfavea disse que estão em estudos várias alternativas para o estabelecimento das regras no novo Regime Automotivo. Uma delas seria a devolução do IPI extra (30 pontos) de acordo com os investimentos feitos pela empresa na construção da fábrica no Brasil.
Mas a idéia que parece ser consenso do grupo de estudos e a exigência escalonada do índice de nacionalização. No primeiro ano os carros teriam que ter 45% de partes locais, no segundo ano 55% e no terceiro 65%.
Um dirigente do setor disse que o mais importante no estabelecimento de regras no Regime Automotivo é fazer com que o produto brasileiro seja competitivo lá fora.
"Não adianta resolver o problema do câmbio. Deixar o carro brasileiro mais barato não é o suficiente para fazer sucesso lá fora. É preciso que ele tenha tecnologia para concorrer em condições de igualdade", disse o executivo.
Segundo o dirigente, o governo brasileiro tem como objetivo destinar 22% da capacidade produtiva do País para a exportação.
A expectativa é de que nas novas regras estarão contempladas medidas de incentivo para os carros elétricos e afins, mas muita gente considera que o incentivo a carros com motor a combustão que reduzirem efetivamente as emissões é mais provável de estar considerado nas novas regras.
Não seriam modificados os incentivos especiais dados a algumas montadoras, como Hyundai e a Mitsubishi em Goiás (devolução do IPI), a Ford na Bahia a Fiat em Pernambuco.
   

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