quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Fábrica da Fiat em Betim está prestes a duplicar sua área física


Agora sim, a fábrica da Fiat, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está prestes a receber uma área de 1,96 milhão de metros quadrados, ou seja, o suficiente para quase duplicar o seu terreno atual de 2,25 milhões de metros quadrados. A expansão será possível porque nessa terça-feira foi concluído o processo de desapropriação que teve início em 2009, mas que permanecia com pendências na Justiça. Nessa terça-feira, o juiz da 2ª Vara Cível de Betim, Marcelo Trigueiro, liberou a emissão de posse de um terreno de 253 mil metros quadrados, depois que a Prefeitura do município fez um pagamento de mais de R$ 5 milhões para a Mil Distribuidora, então proprietária dessa área. Enquanto a pendência relacionada a essa parte não era concluída, não era possível finalizar o processo de doação para a montadora.
A concessão do espaço total envolve uma parceria dos governos municipal e estadual para o projeto de expansão da fábrica, que já tem procurado ampliar sua área de atuação. "O projeto da Fiat é passar de 800 mil carros produzidos por ano, para um 1 milhão. Isso é praticamente construir uma nova fábrica e um impulso muito grande para nossa economia", afirmou o secretrário de Desenvolvimento Econômico de Betim, Cleanto Pedrosa.
A maior parte do terreno a ser doado, cerca de 1,6 milhão de metros quadrados, foi negociada pelo governo de Minas Gerais depois de um acordo com a empresa Marcil. O valor pago não foi divulgado. Agora, com a liberação judicial do terreno que restava, o projeto de lei que oficializa a doação será formulado pela prefeitura e envido à Câmara. Mesmo com a necessidade de cumprimento dessa regra, o terreno já poderá ser repassado à Fiat, por meio de termo de cessão de área. "Acredito que amanhã (hoje) a perícia irá ao local cumprir a emissão de posse, repassando o terreno para o nome da prefeitura", enfatizou Pedrosa.

Polêmica - De acordo com Pedrosa, a novela envolvendo a doação do terreno para a expansão da Fiat é antiga. "Esse processo começou no fim de 2009, quando fizemos desapropriação da área. Naquela época, já era grande a necessidade dessa ampliação. Essa é uma garantia de muitos empregos e de um futuro promissor para o setor automotivo, que é fator-chave para varias outras indústrias", destacou.
A doação da área estava emperrada em função da briga judicial entre o proprietário da menor área envolvida no processo, que quis aumentar o valor do terreno ao saber o destino do mesmo. No entanto, com a definição judicial, a área saiu pelo valor já negociado desde o início.
   

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