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sábado, 20 de maio de 2017

BMW Group anuncia parceria com a Delphi

O BMW Group, juntamente com seus Parceiros Colaborativos Intel e Mobileye, anunciaram nesta terça-feira (16) a empresa norte-americana Delphi como seu novo parceiro de desenvolvimento para sua plataforma de condução autônoma em Estado de Arte. 

As quatro empresas pretendem implementar conjuntamente um modelo de cooperação com o objetivo de desenvolver e fornecer soluções para a indústria automobilística em geral e potencialmente para outros setores. A Delphi, que já forneceu um protótipo de plataforma computadorizada ao BMW Group, está trabalhando em conjunto com a Intel e a Mobileye nas áreas de percepção, fusão de sensores e computação autônoma de alto desempenho.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Motores - Centro do palco

 
Alta Roda nº 918/26830– 083– 0oda nº852/1211508– 2oda nº851/2016
Fernando Calmon
A forte guinada dos fabricantes de veículos em direção aos motores de três cilindros é reflexo direto das exigências de diminuição de consumo de combustível do programa Inovar-Auto (2013-2017). Considera-se como certa nova rodada de metas de eficiência energética a partir de 2018.

Entre as quatro marcas veteranas do mercado apenas a Chevrolet (ainda) não optou por essa alternativa. Kia Picanto (importado) e Hyundai HB20 (nacional, mas com motor importado) foram os pioneiros em 2011 e 2012. Depois vieram VW, Ford, Nissan, PSA (motor importado) e Fiat. Renault renova agora sua família de motores flex de 1 litro, 3-cilindros e 1,6 litro, 4-cilindros. 

O motor de 1 litro todo novo tem bloco de alumínio e pesa 20 kg menos que o anterior de quatro cilindros. Nada há em comum com o atual da Nissan, segundo a Renault. Batizado de SCe (Smart Control efficiency) é a primeira aplicação em um veículo, antes mesmo da França. Traz soluções atuais como duplo comando variável, quatro válvulas por cilindro e revestimento de baixo atrito em tuchos, pistões e polias do cabeçote. Para diminuir custo de manutenção a correia dentada de distribuição foi substituída por corrente. 

Potência e torque alcançam 79/82 cv e 10,2/10,5 kgfm (gasolina/etanol). O ganho de potência em relação à unidade motriz anterior foi de apenas 2 cv. O torque não aumentou, embora apresente valores até 15% maiores em rotações baixas. Consumo com gasolina de 14,2 e 11,9 km/l (estrada/cidade) do Sandero é o melhor na categoria dos hatches compactos, no programa oficial de etiquetagem. No entanto, ao usar etanol não se destaca: 9,5 e 8,1 km/l (estrada/cidade). No sedã Logan os números de consumo são semelhantes, pois há diferença de apenas 8 kg no peso em ordem de marcha, pela ficha técnica do fabricante. 

Direção assistida eletro-hidráulica, pneus “verdes” e gerenciamento de recuperação de energia ajudaram para que os dois compactos anabolizados ficassem até 19% mais econômicos. Um senão é manter o arcaico sistema de partida auxiliar com gasolina, quando há etanol no tanque em dias frios. 

Em circuito de uma hora de duração, no entorno de Curitiba, o 3-cilindros, mesmo sem coxim hidráulico, mostrou nível de vibração um pouco menor que a média dos motores atuais nessa configuração. Porém, diminuição de ruído dependeria de material fonoabsorvente adicional. Consumo foi o esperado, pelo computador de bordo. Comando do câmbio manual ficou bem melhor: finalmente, a Renault adotou o sistema por cabo. 

Embora estivesse indisponível para avaliação inicial, houve grande melhora no motor de 1,6 litro de quatro cilindros e 16 válvulas (origem Nissan). O ganho de peso foi ainda maior (30 kg) graças ao bloco de alumínio. Valores de potência subiram bastante: 115/118 cv (gasolina/etanol). Torque cresceu para bons 16 kgfm, estranhamente com ambos os combustíveis. Consumo em relação à antiga unidade de oito válvulas melhorou até 21%, com ajuda do sistema desliga-liga o motor (possibilidade de inibir por botão no painel).

Sandero vai de R$ 42.700 a 47.100 (1 litro; 70% do mix previsto) e R$ 49.790 a 54.620 (1,6 litro). No Logan, de R$ 46.300 a 48.200 (1 litro; 30% do mix) e R$ 52.770 a 56.400 (1,6 litro).

RODA VIVA

SEGUNDO o fabricante de processadores Intel, os primeiros carros autônomos em circulação, por volta de 2021, exigirão nada menos de 4.000 gigabytes (GB) de fluxo de dados diariamente. Essa quantidade colossal para plena conectividade estará distribuída entre cinco fontes: GPS, radar, sonar, lidar e câmeras de vários tipos. 

ESPECIALISTAS acreditam que essa quantidade de dados para tráfego pela internet móvel não é algo trivial. Até mesmo a quinta geração (5 G), já em teste em países avançados, seria insuficiente. No caso do Brasil, se o atual ritmo lento de expansão de redes móveis rápidas continuar, teríamos de esperar até 20 anos pela direção autônoma. 

EVOLUÇÃO mecânica do Cobalt é bem clara, tanto no tráfego de cidade como em estrada. Chevrolet optou por não apenas melhorar o consumo de combustível (agora nota A) do veteraníssimo motor de 1,8 litro. Torque de 17,7 kgfm (etanol), câmbio manual de seis marchas, diminuição de massa e melhora aerodinâmica o destacam entre sedãs compactos de maior porte. 

CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária, da MAPFRE) anunciou resultados de sua pesquisa em 90% dos veículos de passageiros à venda no País, em 2015. Centrou-se em itens de série quanto à segurança ativa, passiva e de proteção ao pedestre, além de assistência ao condutor. Focus, Renegade, Ranger, Civic, EcoSport e Golf ocuparam as primeiras posições. 

SEGURO de automóveis por quilometragem rodada, hoje disponível para caminhões no Brasil, parece pouco atraente para automóveis, segundo Eduardo Dal Ri, vice-presidente da SulAmérica. No entanto, ele acredita que o amadurecimento do motorista poderá levar à criação de apólices mais em conta para quem aceitar aplicativos de monitoramento da forma de dirigir. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

terça-feira, 5 de julho de 2016

BMW Group, Intel e Mobileye unem-se para tornar a mobilidade autônoma uma realidade em 2021

O BMW Group, a Intel e a Mobileye uniram forças com o propósito de desenvolver veículos totalmente autônomos e transformar em realidade conceitos de mobilidade para o futuro. As três líderes em suas respectivas áreas de atuação – indústria automotiva, tecnologia e sistemas de orientação para veículos auto-guiados – estão cooperando para criar soluções voltadas para condução totalmente autônoma, e que devem chegar às linhas de produção de automóveis em 2021.

Esta parceria foi anunciada nesta sexta-feira (1º), durante uma conferência de imprensa realizada na sede do BMW Group, em Munique, na Alemanha, e que contou com a presença das lideranças das três empresas. O evento selou cooperação e o compromisso de buscar um padrão para a indústria e definir uma plataforma aberta e comum para a condução autônoma.

Esta plataforma irá contemplar a direção automatizada de níveis 3 a 5, sendo esta última 100% isenta de intervenção humana. Posteriormente, ela será disponibilizada a fabricantes de automóveis e outras empresas que podem se beneficiar de máquinas autônomas ou de inteligência artificial.

Pelo acordo de cooperação, as três companhias estabeleceram um conjunto de metas e resultados, entre eles conceber automóveis totalmente independentes baseados em uma arquitetura em comum. No curto prazo, as empresas se comprometeram a apresentar um protótipo de condução altamente automatizada (HAD - Highly Automated Driving, em inglês). A partir de 2017, novos protótipos serão desenvolvidos e frotas deste tipo de veículo realizarão testes prolongados.

Juntamente com a Intel e a Mobileye, o BMW Group se comprometeu a criar soluções necessárias e sistemas inovadores para a condução altamente automatizada, com o objetivo de tornar essas tecnologias aptas para produção em série a partir de 2021. O carro-conceito BMW iNEXT servirá como base para a estratégia de condução autônoma do BMW Group e definirá o modelo para frotas de veículos totalmente autônomos, não só para as rodovias, mas também em ambientes urbanos como proposta para compartilhamento de veículos.

O BMW Group, a Intel e a Mobileye estão convencidos de que as tecnologias de condução autônoma tornarão as viagens mais seguras e fáceis. O objetivo da parceria é desenvolver soluções atemporais capazes de permitir aos motoristas não só a tirar as mãos do volante, mas tirar os olhos (nível 3) e, finalmente a mente (nível 4) da estrada, transformando o tempo gasto dentro de um carro em lazer ou parte do trabalho. Este nível de autonomia permitiria que o veículo atinja a meta final de se deslocar sem intervenção humana. Isto estabeleceria uma oportunidade para frotas de veículos totalmente autônomos a partir de 2021, o que estabeleceria as bases para novos modelos de negócios em um mundo amplamente conectado.

Com sua Estratégia Number One>Next, o BMW Group tem erguido uma estrutura para continuar a ser a força motriz por trás da mobilidade individual premium. Esta abordagem se tornará realidade por meio do BMW iNEXT, em 2021, anunciando uma nova era da mobilidade.


"No BMW Group, nós sempre dedicamos nossos esforços para uma liderança tecnológica. Essa parceria reforça a nossa Estratégia Number One>NEXT para moldar uma mobilidade individual do futuro", declarou Harald Krüger, presidente do Conselho Administrativo da BMW AG. 

"Após o nosso investimento em tecnologia de mapas de alta definição em tempo real da HERE, e a experiência combinada da Intel, Mobileye e o BMW Group serão o primeiro passo da estratégia que levará a tecnologia de condução totalmente automatizada para as ruas. Nós já apresentamos tais soluções inovadoras em nosso veículo conceito Vision NEXT 100. Com este salto tecnológico, estamos disponibilizando aos nossos clientes um novo patamar de prazer de condução pura na forma de novos padrões de mobilidade premium.".

domingo, 11 de janeiro de 2015

JAGUAR LAND ROVER, INTEL E SEEING MACHINES APRESENTAM SISTEMA DE ATENÇÃO DO MOTORISTA NO CES


A Jaguar Land Rover está trabalhando com a Intel e a Seeing Machines para desenvolver uma tecnologia sensível ao movimento dos olhos do motorista, de maneira a reduzir suas distrações e possível falha de atenção por sono.A Seeing Machines é a líder mundial em desenvolvimento de tecnologias relacionadas à visão, possibilitando que máquinas compreendam as reações faciais humanas, especialmente dos olhos.

Durante o International Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, que acontece nesta semana, a Seeing Machines demonstra o sistema Driver Monitor System (DMS), desenvolvido em um Jaguar F-TYPE protótipo. Esta é uma ação conjunta do novo centro de desenvolvimento da Jaguar Land Rover aberto em Portland, Oregon (EUA), com a Intel.

O DMS usa sensores que monitoram a atenção do motorista ao computador de bordo, detectando seus movimentos faciais (especialmente dos olhos), de maneira a identificar se ele perdeu atenção a um ponto importante da estrada, seja por sono ou distração. É uma tecnologia sofisticada que permite compreender o estado em que o motorista se encontra em situações reais de condução, incluindo luz solar exessiva no para-brisas ou uso de óculos de sol.

Nick Langdale-Smith, vice-presidente da Seeing Machines, disse: "O algoritmo que desenvolvemos para o DMS pode permitir, sem interrupções, uma série de características de segurança e condução autônoma, além de reduzir potenciais acidentes causedos pelo motorista desatento. O DMS é único, pois é o primeiro sistema do tipo que pode alcançar o movimento dos olhos mesmo se o motorista estiver de óculos escuros, ou ofuscado pelo brilho de sol no para-brisas”.

Para oferecer a potência exigida pelo sistema DMS, a Seeing Machines pediu à Intel que  instalasse um hardware no protótipo do Jaguar F-TYPE, baseado no Intel® Core™ i7 chips.

Elliot Garbus, vice-presidente de Soluções de Transporte da Intel, disse: “Ao escolhermos os chips da Intel para potencializar a tecnologia intensiva da Seeing Machines, podemos oferecer a montadoras como a Jaguar Land Rover uma experiência de segurança única para seus clientes no futuro”.

Dr. Wolfgang Ziebart, diretor de Engenharia da Jaguar Land Rover, comentou: "A tecnologia que monitora a atenção do motorista e que estamos mostrando aqui na CES tem enorme potencial para ser item importante de segurança. Se o motorista olha para o vidro lateral ou alguma tela de entretenimento do carro, o sistema aponta e o alerta de perigos à frente. O DMS também pode indicar o uso de sistemas existentes como o Freio de Emergência Automático, indicando ao motorista sua falta de atenção. Conforme o carro avança a uma situação de perigo, os freios podem automaticamente ser acionados antes, uma vez que o carro percebe que o motorista não está totalmente atento àquele perigo adiante”.

O DMS também ajuda o carro a compartilhar informações com o condutor de maneira eficaz. A Jaguar Land Rover está trabalhando neste momento as próximas gerações de heads-up display que possam ser utilizadas em todo o para-brisas dianteiro. A ideia é apresentar a informação correta ao motorista na hora certa, sem que ele precise tirar os olhos da estrada.


“Se estivermos projetando o capô transparente ou ajudando o motorista a navegar seguindo um carro fantasma (ambas tecnologias que apresentamos recentemente), o DMS será muito útil para entender exatamente o momento em que o motorista perde atenção na estrada para ver outra informação, às vezes do próprio carro", completa Dr Ziebart.