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domingo, 13 de novembro de 2016

PILOTOS DA RENAULT NA FÓRMULA 1 VISITAM SALÃO DE SÃO PAULO

O estande da Renault no Salão Internacional do Automóvel em São Paulo recebeu, na quinta-feira (10), a visita dos pilotos Jolyon Palmer e Kevin Magnussen, da equipe Renault Sport Formula One Team. A dupla agitou o público que esteve no espaço da marca francesa.

Os pilotos também tiraram fotos ao lado do R.S. 16, carro de F1 idêntico ao que a dupla dirige na atual temporada. Ao lado do monoposto está exposto o motor F1 Energy (1.6 V6 turbo), que leva o carro da dupla a mais de 300 km/h. 

Jolyon Palmer bateu um papo com os apresentadores do canal TopSpeed no Studio Renault, que tem parceria com o YouTube. O piloto ainda testou o HTC Vive, ativação que transporta os participantes para um mundo virtual no estilo “Matrix”, onde é possível conhecer o box da Renault na Fórmula 1. O piloto também conheceu de perto novos motores 1.0 SCe e 1.6 SCe, que levam tecnologias das pistas para as ruas.

Kevin Magnussen
Filho do também piloto Jan Magnussen, que competiu na Fórmula 1 na década de 90, Kevin, de 24 anos, começou sua carreira no kart. Competiu na Fórmula Renault, onde obteve grandes resultados, assim como na Fórmula 3 alemã. Participou de um programa interno de jovens pilotos da McLaren e foi contratado como piloto titular em 2014. Logo em sua corrida de estreia, na Austrália, subiu ao pódio e conquistou seus primeiros pontos no campeonato. Assumiu como piloto titular da Renault em 2016.

Jolyon Palmer
O piloto britânico de 25 anos começou a carreira no kart e outras corridas de monopostos. Em 2011 entrou na GP2, categoria da qual foi campeão em 2014, após uma temporada com disputa acirrada com o piloto brasileiro Felipe Nars. Ingressou na Fórmula 1 em 2015, como terceiro piloto da Lotus. Em 2016, já correndo pela Renault, foi anunciado como um dos pilotos titulares da equipe. Conquistou seus primeiros pontos da carreira no GP da Malásia, em outubro.

Renault na Fórmula 1 
A Fórmula 1 é a expressão máxima da paixão pelo automóvel. E a paixão constitui exatamente a identidade da Renault, expressa em sua assinatura, “Passion for life”. A Fórmula 1 é uma vitrine da expertise tecnológica que a Renault desenvolve para seus produtos em benefício de seus clientes. 

O preto e amarelo são cores institucionais da Renault por natureza, mas elas também fazem parte da herança da Renault Sport. Em 1977, o primeiro carro de F1 concebido pela Renault – o RS01 – utilizava estas mesmas cores. O visual do R.S. 16 presta uma homenagem àquele carro fantástico.

Com a volta da Renault como escuderia na F1 neste ano, a Renault Sport Racing passou a ser a responsável por todas as atividades de competição, com a Renault Sport Formula One Team, a Renault e.dams, a Fórmula Renault 2.0, a Renault Sport R.S.01 Trophy, e outros programas de “customer racing” em circuitos e rali. 

Já a Renault Sport Cars, que tem a sua origem na divisão Renault Sport Technologies, comanda o desenvolvimento e comercialização da gama de veículos de produção em série Renault Sport. A Renault Sport é reconhecida em todo o mundo pela excelência de seus hatches esportivos compactos, como o Sandero R.S., Megane R.S., Clio R.S., assim como pela eficácia e acessibilidade de seus GT, como o Novo Megane GT.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

CLIO R.S. 16: TODO O KNOW-HOW DA RENAULT SPORT EM UM CARRO-CONCEITO INÉDITO

Com a revelação de seu carro-conceito no circuito do Grande Prêmio de Mônaco nesta sexta-feira, 27 de maio, tendo ao volante Kevin Magnussen – piloto da Equipe Renault Sport de Fórmula 1 –, a Renault Sport destaca a vocação do Clio R.S. 16: ir para a pista, seja em circuito ou nas estradas!


Desenvolvimento em tempo recorde

“Queríamos fazer um carro-conceito mais técnico, com performances de tirar o fôlego” destaca Patrice Ratti, Diretor Geral da Renault Sport Cars, que conduziu o projeto à altura do entusiasmo das equipes. “Teoricamente, um Clio R.S. equipado com nosso motor mais performante – o 2.0 turbo de 275 cv e 360 Nm de torque – já seria fantástico, mas era necessário verificar a viabilidade deste transplante”.

Graças a uma nova forma de combinar o trabalho das equipes de produção em série e de competição, em apenas cinco meses surgiu o mais performante de todos os carros da Renault Sport de produção em série até hoje.

Inúmeros desafios técnicos
Equipar o carro com o motor, caixa de câmbio e sistema de resfriamento do Mégane R.S. 275 Trophy-R já é por si só um desafio. O escapamento também foi revisto, para satisfazer as necessidades de vazão do ar do motor e projetar sistemas de suspensão completos à altura do potencial do modelo. A acústica também foi retrabalhada, com a instalação de um silencioso de saída dupla Akrapovič.

Design inspirado na performance
A equipe soube tirar partido das restrições impostas pelas características técnicas (extensão da carroceria em 60 mm, passagem das rodas de 19 polegadas, e resfriamento otimizado do motor), para aumentar a pegada esportiva do design do Clio R.S. 16. O design também foi valorizado pela assinatura luminosa do sistema suplementar de iluminação de LED R.S. VISION em forma de quadriculado, baseado na exclusiva tecnologia de LED com multirrefletores.

Já a emblemática cor da Renault Sport – amarelo Sirius – se harmoniza perfeitamente com o preto brilhante, remetendo à carroceria dos monopostos R.S. 16 da Equipe Renault Sport de Fórmula 1.



Depois da primeira aparição pública em Mônaco, o próximo encontro já está marcado para acontecer na Grã-Bretanha, durante o Festival de Velocidade de Goodwood (23-26 de junho).

terça-feira, 1 de abril de 2014

Wagner Gonzalez - Conversa de pista

Calor e tensão em Sepang

Hamilton domina GP da Malásia, Massa revive trauma e novatos voltam a pontuar. Combustível pode ser uma das causas dos problemas na Red Bull e Lotus
O inglês Lewis Hamilton não demonstrou maiores dificuldades para dominar o Grande Prêmio da Malásia – segunda etapa do Campeonato Mundial de F-1 -, disputado domingo no circuito de Sepang: conquistou a pole position sob chuva, liderou praticamente de ponta a ponta e fez a melhor volta da prova, o conhecido barba-cabelo-e-bigode. 

Em um box não muito distante do ocupado pela equipe Mercedes – que conseguiu sua primeira dobradinha desde o GP da Itália de 1955, com Juan Manuel Fangio e Piero Taruffi -, teve gente que colocou as barbas de molho após Felipe Massa não respeitar “sugestões” da equipe para facilitar a vida de Valtteri Bottas. 

Atrás dos pilotos da Williams, que terminaram em sétimo e oitavo lugares, fecharam a zona de pontuação os estreantes Kevin Magnussen e Daniil Kvyat. Nico Rosberg, que chegou em segundo, segue liderando o campeonato, que prossegue domingo com a disputa do GP do Bahrein agora com um Sebastian Vettel revigorado após o pódio de Sepang, onde foi terceiro.
O primeiro impacto sugeriu o pior: a atitude do engenheiro Rod Nelson ao “sugerir” que Felipe Massa devesse facilitar a vida de Valtteri Bottas e permitir que fosse ultrapassado pelo finlandês fez muita gente lembrar dias tristes junto à famiglia de Maranello. A resposta do brasileiro, porém, mostrou que os tempos de Ferrari parecem ter ficado para trás.
Das 56 voltas da corrida em Sepang, Massa foi mais rápido que seu companheiro de equipe em 19 delas e recuperou cerca de 52 segundos na diferença que cada um gastou nas três paradas de box. Este cálculo foi feito somando-se a diferença de tempos de ambos entre a volta anterior à entrada nos boxes e a primeira volta lançada após a troca de pneus. Na linha de chegada a diferença entre ambos foi 461/1000 de segundo… Em resumo, fez o necessário para manter-se à frente do companheiro de equipe e principal rival. 
A diferença de resultado entre ambos pode ser atribuída à maior experiência de Massa em relação à Bottas. Tecnicamente é possível concluir que o carro do finlandês era mais rápido de reta, mas perdia velocidade no segundo trecho da mista, que demanda um carro mais equilibrado. Esta situação pode indicar um acerto focado em menor pressão aerodinâmica para compensar a perda de potência decorrente da tocada de recuperação que Valtteri impôs no GP da Austrália. Nas retas a diferença para Felipe era em torno de 5 km/h. No segundo setor a situação se invertia para 2,7 km/h a favor do brasileiro. 
Em outras palavras: Massa agiu como um piloto que entra para correr e vencer, atitude igualmente adotada por Bottas, e desta vez levou a melhor. Sinal que as horas de vôo que exibe em seu currículo ainda são suficientes para se impor frente ao companheiro de equipe que faz sua segunda temporada.
Um toque com Kevin Magnussen logo na primeira volta não ajudou Kimi Räikkönen a recuperar-se da atuação apagada no GP da Austrália. Fora dos pontos, o que é raro em sua carreira recente, o finlandês não consegue tirar dos carros de Maranello o mesmo rendimento de Fernando Alonso que, igualmente, também não repete as atuações que o fazem ser apontado por muitos como o melhor piloto da F-1 atual. O problema da Ferrari , concentrado no peso do motor, parece grave e grande o suficiente para a equipe perder espaço para a Red Bull e para a McLaren.
Novatos se destacam
Tal qual ocorreu no GP da Austrália os novatos Kevin Magnussen e Daniil Kvyat novamente marcaram pontos e mostraram rendimento surpreendente para a idade e experiência de ambos. Desta vez Magnussen foi mais lento que o companheiro Button, mas Kvyat marcou pontos enquanto Jean-Eric Vergne não terminou.
A coincidência de problemas nos carros da Lotus e da Red Bull levantaram a suspeita que a causa disto pode ser a formulação da gasolina fabricada pela Total e usada pelas duas equipes. Outra possibilidade seria a interferência provocada pelo software usado pela Renault nos sistemas eletrônicos da unidade de potência. Segundo Helmut Marko “o motor francês tem 60 hp a menos que o Mercedes-Benz. Nossa decisão é trabalhar a aerodinâmica para anular esse prejuízo enquanto o fornecedor não resolve o problema.”

Desmaio faz soar alerta
O assunto foi abafado a ponto de, por enquanto, não se saber o nome do piloto que teria desmaiado durante um evento promocional às vésperas do GP da Malásia. O tema, porém, colocou em cheque a imposição que algumas equipes  impõem aos seus volantes para perder peso e, desta forma, eliminar o prejuízo causado por carros que estão bem acima do peso. Os pilotos de maior estatura e peso, como Jenson Button, Nico Hulkenberg e Adrian Sutil seriam os nomes que se encaixam nesta situação e dos três o último foi o único que não concluiu a prova. A sugestão de que teria sido ele quem desmaiou na ação promocional, porém, é meramente especulativa.
O resultado do GP da Malásia você encontra aqui e a situação do campeonato pode ser vista nesta página. O Campeonato Mundial de F-1 prossegue neste final de semana com a disputa da terceira etapa, o GP do Bahrein. Na próxima semana as equipes de F-1 realizam dois dias de treinos livres nessa pista, sendo que Caterham, Mercedes e Williams cumprirão agenda de avaliação e desenvolvimento de pneus. A Sauber já anunciou que Giedo van der Garte e Sergey Sirotkin terão um dia de atividades cada um, provavelmente o primeiro pilotando na terça e o russo na quarta.
 GP da Austrália: Red Bull pode desistir de apelar
As recentes declarações de Sebastien Vettel contra o som dos atuais motores da F-1 poderão servir como moeda de troca na apelação da equipe Red Bull contra a desclassificação de Daniel Ricciardo, que terminou em segundo lugar em Melbourne. As declarações de Vettel não foram bem recebidas pela FIA e comenta-se que um acordo poderia ser conseguido entre a equipe e a entidade na base do você-não-apela-do-resultado-e-eu-não-processo-seu-piloto.
 Primeiro de abril
Massa anuncia que sai da Williams, Ross Brawn assina com a Sauber e outras de gosto duvidoso envolvendo Michael Schumacher foram as “notícias” que saíram nas páginas de F-1 na madrugada deste primeiro de abril de 2014. Já tivemos ocasiões mais criativas e engraçadas para essa data…