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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Schaeffler Mover e Nico Rosberg: nova parceria anunciada durante a CES 2019


Há uma previsão de que, no ano de 2050, dois terços da população mundial irão viver em cidades. A Schaeffler deseja possibilitar a mobilidade individual para as pessoas que vivem em cidades densamente povoadas. A empresa de tecnologia global está, portanto, trabalhando em conceitos inovadores, como o Schaeffler Mover. A Schaeffler apresentou seu veículo conceito em um evento denominado “o menor test-drive do mundo”, durante a CES em Las Vegas. Em um espaço de 49 metros, diferentes manobras comprovaram a exclusividade do veículo conceitual urbano.

O coração do Schaeffler Mover é o módulo de direção compacto chamado "Intelligent Corner Module". Todos os componentes de direção e do chassi são acomodados de uma maneira compacta em um único conjunto completo: o motor de tração no cubo de roda, a suspensão da roda, incluindo molas e a direção eletromecânica. Esse último é um sistema eletromecânico “drive-by-wire” (direção por fio) e é controlado pela tecnologia "Space drive".

Para desenvolver ainda mais o veículo urbano para uma direção totalmente autônoma, a Schaeffler estabeleceu uma parceria com a TRE Vehicle Dynamic GmbH. Com sua experiência em engenharia, a empresa de Neustadt/Weinstrasse (Alemanha) desempenhou um papel decisivo no desenvolvimento do "chassi giratório" do Schaeffler Mover. Ele consiste em um quadro de alumínio leve e estável, que abriga quatro "Intelligent Corner Modules".

Ainda durante a CES 2019 em Las Vegas, a Schaeffler anunciou a parceria com o ex-campeão de Formula 1 Nico Rosberg, Co-Presidente Executivo da TRE e sócio fundador do evento. "Estou muito feliz em apresentar nossa parceria na CES aqui em Las Vegas", disse Nico Rosberg durante uma demonstração realizada no estande da Schaeffler. "Eu amo inovações. Estou envolvido na TRE já há alguns anos e devo dizer que nunca tivemos um projeto tão empolgante como este em nossa empresa. Estamos moldando a mobilidade do amanhã e realizando um pequeno sonho com este projeto".

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

#HiFive: Hamilton homenageou Fangio em Interlagos


Depois da corrida disputada no México, na qual Lewis Hamilton alcançou o seu quinto campeonato mundial de Fórmula 1, o piloto da Mercedes teve um encontro especial no circuito de Interlagos, onde homenageou Juan Manuel Fangio.

Nesse momento, Juan Manuel Fangio II, o sobrinho do pentacampeão argentino e ex-piloto, reuniu-se com Hamilton e ambos trocaram presentes. Participaram, também, do encontro, Antonio Mandiola, responsável pelo Museu do Automobilismo Juan Manuel Fangio, Roland Zey, presidente da Mercedes-Benz Argentina e Gustavo Castagnino, diretor de Relações Institucionais da Mercedes-Benz Argentina.

Lewis recebeu uma réplica do troféu que a FIA deu a Juan Manuel Fangio depois de obter seu quinto título em 1957. A dedicatória dizia: “Da Fundação Juan Manuel Fangio a Lewis Hamilton pela obtenção de seu Quinto Campeonato de Fórmula 1”. O novo pentacampeão, também presenteou o Museu Fangio com uma réplica do capacete com o qual conseguiu o campeonato há duas semanas. Na viseira está escrito: "Para Fangio, o padrinho. Lenda". Lewis também recebeu, como presente, um retrato de Fangio feito com caneta esferográfica por um menino de Balcarce, a cidade natal de Fangio.

"Você é muito parecido com o seu tio!", disse Hamilton, ao conhecer o sobrinho de Fangio; e acrescentou: "Como sempre digo, seu tio é como o padrinho do nosso esporte". Durante a conversa, Fangio II comentou: "Acredito que vocês
têm muitas coisas em comum. O ídolo de Lewis é Ayrton Senna e Fangio queria que Senna ganhasse cinco campeonatos. E Lewis conseguiu fazê-lo, e o ciclo se concretizou".

Toto Wolff, diretor executivo da Equipe Mercedes na F1, também esteve presente no encontro e destacou, que somente cinco pilotos ajudaram a equipe vencedora a atingir as 100 poles position na máxima categoria: Fangio (7), Stirling Moss (1), Hamilton (56), Nico Rosberg (30) e Valtteri Bottas (6). “É algo muito especial pilotar um Mercedes e ganhar corridas e campeonatos”, disse Wolff.

Ao final do encontro, os presentes compartilharam um vídeo especial, no qual Hamilton e Fangio "correm lado a lado", que foi publicado no Twitter oficial da equipe. As imagens fazem referência a Juan Manuel Fangio e a Lewis Hamilton por suas cinco estrelas na Fórmula 1. “Dois pentacampeões do mundo da Fórmula 1, separados por gerações, mas conectados por um mesmo legado”, expressa o tweet da conta da equipe Mercedes. O vídeo pode ser visto em https://twitter.com/MercedesAMGF1

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
A LIBERDADE DE ESCOLHA DE UM CAMPEÃO
 A decisão de Nico Rosberg em anunciar sua precoce aposentadoria três dias após conquistar o título deste ano deixou no ar a questão sobre a liberdade de escolha de um campeão.

Na história da F-1 apenas os ingleses Mike Hawthorn, em 1958, e Nigel Mansell, em 1992 tiveram ousadia semelhante à praticada pelo alemão Nico Rosberg, ambos apresentando motivos diferentes mas nenhum deles impactantes o suficiente como o visto este ano. A decisão do alemão já suscitou até mesmo possíveis ligações com a prática do budismo, algo considerado a julgar pela decoração do capacete e até mesmo o nome de sua filha, Alläia. A verdade, porém, permanece por hora tão desconhecida quanto a identidade de quem vai sucedê-lo.

Morte quase súbita
Mike Hawthorn e seu compatriota Peter Collins, e o italiano Luigi Musso, eram os três principais pilotos da Ferrari para a temporada de 1958, ano dominado pela equipe britânica Vanwall, que venceu sete das onze provas do campeonato, em que os ingleses Stirling Moss (4) e Tony Brooks (3) dominaram. O francês Maurice Trintignant (Cooper Climax) venceu uma vez (Mônaco), assim como Hawthorn (França) e Collins (Grã-Bretanha). Musso, que era ignorado pelos dois ingleses, foi uma das muitas perdas do esporte na temporada: ao perder o controle do seu carro na curva 1 de Reims, na França, foi jogado para fora do habitáculo do seu Dino 246 (um monoposto baseado na Lancia de F-2) e faleceu no hospital.

Esta temporada foi a que se criou o título de Construtores, que foi para a Vanwall. Uma das etapas do campeonato era a 500 Milhas de Indianápolis, vencida pelo americano Jimmy Bryan com um Epperly-Offenhauser de motor dianteiro.

Apesar das quatro vitórias de Moss, a decisão do título foi no GP do Marrocos de 1958, num circuito de 7.618 metros nas ruas de Casablanca: o piloto da Vanwall venceu e o da Ferrari chegou em segundo, suficiente para garantir o título por um ponto. Marcado pela morte do amigo Peter Collins no GP da Alemanha e problemas de saúde que já haviam paralisado as funções de um rim, Hawthorn anunciou sua aposentadoria no final do ano. Ironicamente, veio a falecer em consequência de um acidente de trânsito dirigindo um Jaguar, supostamente quando disputava um racha com Rob Walker no trecho da rodovia A3 em Guildford.

Firme como uma rocha
A temporada de 1992 foi marcada pelo domínio da equipe Williams e Nigel Mansell, consequência do desempenho superior do Williams FW-14B-Renault equipado com suspensão ativa. A diferença para os demais carros era tamanha que Mansell garantiu o título na décima-primeira das 16 etapas da temporada, o GP da Hungria, recorde que persiste até hoje. Ocorre que a relação entre o piloto e a equipe deteriorou-se a cada volta desde o GP do México (segunda etapa da temporada), quando ele descobriu que Alain Prost seria seu companheiro de equipe em 1993.

Nas entrevistas após as corridas as primeiras palavras de Mansell eram, invariavelmente com a declaração que se tornou seu bordão: “My team did a fantastic job” (“Minha equipe fez um trabalho fantástico”). A exceção a esse trabalho fantástico foi descoberta durante uma coletiva em Monza, quando prestes a anunciar que iria disputar a F-Cart em 1993, Sheridan Thynne invadiu a sala de imprensa e cochichou uma última oferta para dissuadir o inglês dessa ideia. A manobra não funcionou e Thynne igualmente abandonou a F-1 ao final de 1992.

Rosberg e o budismo
Até a semana passada ninguém, ou praticamente ninguém, havia escrito uma linha sequer sobre o que até agora era apenas “um desenho” na parte frontal do seu capacete. Estou falando do que o budistas chamam de “nó infinito”, que ao configurar uma linha contínua e entrecruzada representa a inter-relação entre tudo que envolve a existência humana. Ou, como dita uma definição mais clássica, “representa a origem dependente e a inter-relação de todos os fenômenos. Significa também causa e efeito da união de compaixão e sabedoria.

Outro detalhe que pode ser invocado é que o nome da filha de Nico e Vivian, Alläia, deriva da palavra que define a primeira das oito consciências budistas,Ãlayavijña. O trema no primeiro “a” pode ser uma alusão às origens do pai de Nico, Keke, nascido na Suécia mas filho de finlandeses e criado nesse país. Na interpretação budista,  ?layavijñ?na leva ao renascimento.

Um número ligeiramente maior de pessoas, no entanto, conseguiu enxergar na atitude de Nico Rosberg a coragem de assumir uma atitude que ele garante ser sua vontade, seu desejo. O que pode parecer uma pá de cal no conceito que pilotos de F-1 são super-heróis pode muito bem ser o início de uma era onde fica claro que existe vida fora da categoria mais badalada do automobilismo mundial. Se Rosberg vai voltar atrás em sua decisão, se o destino lhe reserva algo semelhante ao que aconteceu com Mike Hawthorn ou Nigel Mansell, isso não importa. O filho de Keke já deixou claro que conquistou algo que sonhava desde quando tinha seis anos de idade e agora, aos 31, espera o tempo mostrar qual será o próximo passo de sua vida.

Paul Ricard de volta
Enquanto no Brasil a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) ainda sequer divulgou um esboço de calendário para a temporada de 2017, organizadores franceses já anunciaram a volta do GP da França para o Campeonato Mundial de F-1 de… 2018. A competição será no circuito de Paul Ricard, em Le Castellet, local situado a meio caminho entre as cidades de Marselha e Nice.

Stock Car define campeão 2017
O Campeão Brasileiro da Stock Car desta temporada será conhecido domingo em Interlagos (SP), prova que terá pontuação dobrada. O líder do campeonato é o jovem tocantinense Felipe Fraga, que soma 282 pontos, contra 245 do segundo colocado, Rubens Barrichello. O internauta cadastrado na página oficial da categoria no Facebook pode eleger seu piloto preferido entre os cerca de 30 que disputaram a temporada. Os critérios de escolha são baseados em vários quesitos, como simpatia, pilotagem, interação com os fãs, entre outros fatores.

Christian vai de Cadillac em 2017
Christian Fittipaldi vai disputar a temporada 2017 com um novo carro, o Cadillac DPI-V.R., um chassi biposto construído pela Dallara e equipado com motor 6,2 V-8 capaz de produzir mais de 600 Cv. A sigla DPI vem de Daytona Prototype International, categoria da IMSA que permite maior liberdade de criação na carroceria para facilitar a identificação dos carros de corrida com modelos fabricados em série.

No caso do protótipo que será usado pelas equipes Action Express e Wayner Taylor Racing, isso é notado pelo formato dos faróis duplos nos para-lamas dianteiros.  A última aparição da marca premium da GM em competições foi na 24 Horas de Le Mans de 2002; a estreia dos novos carros está marcada para a 24 Horas de Daytona, que será disputadas nesse circuito nos dias 28 e 29 de janeiro de 2017.

WG



terça-feira, 15 de novembro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
MAX, MASSA E PNEUS…


GP do Brasil marcado por chuva consagrou Max Verstappen, aplaudiu Felipe Massa e teve outra pérola de Kimi Räikkönen.



Em uma prova que teve duas interrupções, o público presente ao GP do Brasil vaiou o safety-car, consagrou Max Verstappen e o box inteiro aplaudiu Felipe Massa. Kimi Räikkönen, conhecido por seu poder de síntese, declarou após bater na reta dos boxes: “Os pneus de 10 anos atrás eram melhores”

Não foi a primeira vez que choveu em Interlagos, tampouco foi o primeiro GP disputado em pista molhada. Dito isso, por que o problema de aquaplanagem persiste e, segundo Kimi Räikkönen , “os pneus de dez anos atrás eram melhores”? Difícil apontar o dedo para uma única causa: os carros evoluíram, a velocidade média por volta aumentou quase que exponencialmente, tal qual as exigências de segurança e outras necessidades menos explícitas. Não tivesse Max Verstappen dado o show que deu, tudo estaria resolvido; o desempenho do jovem holandês, porém, mostrou que é possível descobrir que o limite está um pouco mais adiante e que há espaço para emoção no mundo da F-1. Leia a declaração do finlandês domingo à tarde, no paddock de Interlagos:

“Os pneus de chuva mais intensa (full wet) aquaplanam com facilidade. Nós já falamos isso uma porção de vezes, mas isso obviamente depende do circuito e várias outras coisas. Se eu comparar com o que tínhamos 10, 12 anos atrás, os pneus aguentariam a chuva que tivemos (em Interlagos). A aquaplanagem é o pior problema, basta uma pequena poça e a gente fica com zero grip.”

Tal declaração expõe a posição até certo ponto submissa adotada pela Pirelli em função de argumentos que certamente incluem os de ordem mercadológica, da mesma forma valorizam a atuação de Max Verstappen. O holandês mostrou habilidade rara para controlar seu carro em várias situações, particularmente quando ficou atravessado na saída da curva do Café e manteve o controle do carro com destreza raras vezes vista na categoria. Foi uma manobra que garantiu a visa de entrada no reino dos heróis, com direito a ouvir a ovação das arquibancadas:

“Eu consegui ouvir a gritaria dos fãs quando meu engenheiro me chamou pelo rádio. Quero agradecer a essa galera pelo apoio. Quando cruzei a linha de chegada (em terceiro lugar) a sensação era de vitória, quase igual ao que senti quando recebi a bandeirada em Barcelona.”

Para Felipe Massa a bandeirada de vitória era algo fora dos planos para sua última apresentação no GP do Brasil de F-1, mas nem por isso a emoção que ele sentiu foi menor que aquela vivida por Verstappen. 

Massa completava uma volta na qual seu carro já não estava nas melhores condições quando escapou feio e foi de encontro ao muro da curva do Café e bateu forte no guard-rail do lado oposto. Os longos segundos necessários para colocar a respiração em ritmo normal e ficar seguro de que podia descer do carro sem maiores riscos anteciparam uma caminhada que vai durar até o final de sua vida: mecânicos da Mercedes, da Ferrari e da Williams perfilaram-se diante de seus boxes, em plena corrida, para aplaudir o brasileiro. Quem sabe uma coincidência que registra as marcas que ele vai representar, representou e representa…

Criticado por quem acredita que alguém só tem valor se vence e está sempre entre os primeiros de toda e qualquer coisa, Felipe Massa pode sair de cabeça erguida da F-1 e seguir assim como profissional e ser humano. Sempre educado e disponível para apoiar e ajudar quem se aproxime, é um dos maiores vencedores da Scuderia, onde competiu ao lado de nomes como Räikkönen e Alonso. Consciente que é preciso apoiar quem começa no esporte que o consagrou, investiu nome e recursos para criar uma categoria de base, projeto que poderia ter gerado resultados mais profundos caso a ineficiente Confederação Brasileira de Automobilismo não vivesse em perene letargia e inoperância.

Outro crédito de Massa vem do seu bate-papo durante o desfile dos pilotos, horas antes da prova de Interlagos. Lado a lado com Felipe Nasr, ele incentivou o jovem brasiliense a não se render às dificuldades vividas nesta temporada e acreditar em seu potencial. 

Deu certo: com uma pequena ajuda da meteorologia e uma dose de concentração das mais altas para um piloto jovem, Nasr soube levar seu carro até o fim entre os dez primeiros — chegou a andar em sexto por várias voltas — até receber a bandeirada em 9ºlugar. Posição equivalente a dois pontos no Campeonato de Pilotos e resultado que pode garantir à Sauber o décimo lugar entre os Construtores, uma ajuda de custo que pode chegar a cerca de US$ 50 milhões de bônus. Inesperado resultado muito bem-vindo ao anêmico caixa da equipe suíça e ao brasileiro, que ganha fôlego para se manter na categoria no ano que vem.

O resultado do GP do Brasil, que você encontra aqui, mostrou a sétima dobradinha da equipe Mercedes nesta temporada e a 62a vitória de Lewis Hamilton, combinação de resultados que adiou a decisão do título para o GP de Abu Dhabi, dentro de duas semanas. Para sagrar-se, finalmente, campeão, Rosberg (367 pontos) precisa chegar em terceiro nessa corrida; já Hamilton (355) sonha com a vitória e o alemão classificado no máximo em quarto luga

Se no Brasil as propostas de categorias de base engatinham e seus promotores procuram consolidar seus projetos na base do esforço individual, na Argentina os organizadores da categoria Fórmula Renault 2.0, os mesmos que promovem a TC 2000 e a Super TC 2000, selecionaram 31 jovens pilotos locais para um treino gratuito visando sua adaptação a esses monopostos. É a segunda rodada desse programa, que facilita a evolução de jovens valores e garante a renovação e sustentação de todo modelo econômico de um automobilismo dos mais tradicionais e criativos do mundo.

Buemi continua com carga total
O suíço Sebastien Buemi repetiu o resultado de Hong Kong e venceu a segunda etapa do Campeonato Mundial de F-E, a categoria de monopostos elétricos, disputada sábado em Marrakesh, no Marrocos. Com esse resultado ele soma 50 pontos, contra 285 do segundo colocado, Lucas Di Grassi e 24 do francês Nico Prost, quarto colocado nessa prova, à frente do brasileiro. O pódio foi completado por Sam Bird e Felix Rosenqvist, que largou na pole position. Entre as equipes a Renault e.DAMS lidera com 47 pontos, contra 36 da ABT Schaeffler Audi e Mahindra Racing.

WG

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
 GP DO MÉXICO: MUITOS PESOS E MUITAS MEDIDAS



Grande Prêmio do México teve lista tríplice para definir o terceiro lugar. Hamilton venceu e Rosberg, segundo, segue líder do campeonato após corrida decidida com vários pesos e várias medidas.


O resultado do GP do México, a antepenúltima etapa da temporada 2016 da F-1, já entrou para o folclore da categoria e não foi apenas por causa das manobras discutíveis de Max Verstappen e Sebastian Vettel. Os comissários desportivos da FIA certamente erraram mais do que os próprios pilotos e usaram pesos e medidas diferentes para punir ou inocentar quem saiu da pista e manteve a posição, particularmente Lewis Hamilton e Nico Rosberg.  Os dois pilotos da Mercedes saíram da pista logo na primeira curva, um “S” direita-esquerda-direita, como você pode ver aqui: o inglês porque perdeu o ponto de freada e inaugurou uma via expressa entre o início e o final do trecho em questão; o alemão saiu da pista empurrado por Max Verstappen.

O caso de Hamilton sequer foi levado em consideração, enquanto no outro os comissários Garry Connelly, Silvia Bellot, Danny Sullivan e Jorge Rodriguez entenderam que nem Rosberg nem Verstappen poderiam ser considerados total ou parcialmente culpados pelo incidente. Nesse mesmo vídeo é possível ver o acidente provocado por Estebán Gutiérrez, que ao tocar no carro de Esteban Ocón provocou uma colisão do francês contra o do sueco Marcus Ericsson. Igualmente, foi julgado que “nenhum piloto poderia ser considerado total ou parcialmente culpado pelo incidente”.

A série de discussões sobre toques e batidas em disputas de freadas ou ultrapassagens tem ganho protagonismo nesta temporada, cortesia do estilo arrojado de Max Verstappen. Dentro do clima atual o antológico GP da França de 1979 jamais terminaria sem desclassificações ou punições. Pouca gente se lembra que essa prova marcou a primeira vitória de Jean-Pierre Jabouille e de um Renault turbo, mas quase todos lembram da eletrizante batalha entre Gilles Villeneuve e René Arnoux, que bateram rodas várias vezes nas últimas voltas da corrida disputada em Dijon-Prenois.

O lado negro da força dos regulamentos esportivos atuais é que sua aplicação se dá em 50 tons de cinza e dentro de um contexto onde o politicamente correto dita a moda de quem é mocinho e quem é bandido. Nomes como Jody Scheckter, Riccardo Patrese, Ayrton Senna, Michael Schumacher e, mais recentemente, Sebastian Vettel e Romain Grosjean causaram episódios que terminaram em circunstâncias nem sempre isentas de trabalhos de funilaria e pintura, alguns desses trabalhos demandando empenhos braçais e econômicos em grau considerável. O fator recorrente nessa história é a renovação necessária de pilotos e aqui entra a questão do milhão de dólares: porque os métodos de trabalho dos comissários esportivos não evoluem na mesma proporção. É necessário evitar que se repita o que aconteceu após a bandeirada do GP do México.

As voltas finais da corrida mostraram uma bela disputa pelo terceiro lugar, com Verstappen se defendendo dos ataques de Vettel, que por sua vez via o carro de Daniel Ricciardo cada vez mais nítido nos retrovisores do seu Ferrari. Já famoso por sua relutância em permitir uma ultrapassagem por quem quer que seja, o holandês travou rodas e saiu reto na curva 1, na penúltima volta e “obteve vantagem indevida para manter sua posição”, conforme decisão dos comissários desportivos. Não demorou nada para Vettel começar a resmungar e cobrar punição ao adversário; demorou menos ainda para replicar iradamente a mensagem vinda do box que Charlie Whiting estava tomando providências. O alemão nem havia recuperado o fôlego quando se viu lado a lado com Daniel Ricciardo quando os dois se aproximavam do estádio.

Quando a bandeirada baixou Verstappen juntou-se a Lewis Hamilton e Nico Rosberg para a cerimônia no pódio. O entrevero entre o jovem da Red Bull e o já veterano da Ferrari pareceu ter sido resolvido quando Vettel foi chamado às pressas para ocupar o terceiro lugar no pódio, e, logo em seguida, receber o troféu de terceiro colocado. Três minutos mais tarde e os 15 pontos do terceiro lugar mudavam de mãos mais uma vez: o piloto da Ferrari foi punido com dez segundos (o dobro da penalização imposta a Verstappen), e caiu para quinto lugar. Neste vídeo você pode se inteirar de quanto pano sobrou para fazer mangas ao acompanhar as declarações dos três pilotos sobre o que aconteceu nessas emocionantes voltas.

Em resumo, uma série de acontecimentos frustrantes para o público, para os pilotos e para os patrocinadores que perderam a oportunidade de subir ao pódio por uma decisão burocrática. Se usar uma lista tríplice para definir o terceiro colocado, qual a consequência que semelhante falha provocaria se a colocação em jogo fosse a vitória?

Indiferente a isso, os dois pilotos da Mercedes seguiram sua toada e ao final da corrida trocaram gestos há muito esquecidos na disputa pelo título: conversaram e trocaram cumprimentos. Foi uma cena que, por pouco, não aconteceu. Ao travar roda na freada para a primeira curva, os pneus do carro de Hamilton ovalaram e quase custou um pit stop para troca de pneus. Uma breve análise entre Toto Wolff e o engenheiro Simon Cole evitou a parada. “Se a decisão do título não estivesse em jogo teríamos chamado Lewis para trocar pneus”, disse o austríaco após a prova, cujo resultado e informações você vê aqui.

Com o resultado do México Hamilton tornou-se o segundo maior vencedor da história da F-1 (51), junto com Alain Prost e atrás apenas de Schumacher (91). O título deste ano, porém, parece mais próximo de acabar nas mãos de Nico Rosberg: na análise mais simples de combinações possíveis, a vitória no GP do Brasil, permitirá a ele igualar o feito de Damon Hill, o primeiro filho de campeão mundial a repetir o feito do pai. Keke Rosberg, pai de Nico Rosberg, foi o melhor da temporada de 1982.

500 Milhas de Londrina já tem 33 inscritos
A 25a edição da 500 Milhas de Londrina já tem 33 inscritos confirmados para a competição que será disputada no sábado 26 de novembro no autódromo da cidade. Segundo o organizador da prova, Daniel Procópio, a corrida deste ano deverá ser uma das mais disputadas dos últimos tempos:

“Temos a adesão maciça de pilotos do Rio Grande do Sul e de várias equipes de São Paulo, o que vai garantir um grande espetáculo. A programação terá várias outras atrações, incluindo uma prova do campeonato regional e outra da Fórmula 1600.”

O público terá entrada franca e mais informações sobre a competição podem ser obtidas no site www.500milhasdelondrina.com.br.

WG

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

ROSBERG PODE SER CAMPEÃO NO MÉXICO



Definição acontece domingo, no autódromo Hermanos Rodrigues, na Cidade do México: Nico Rosberg pode ser campeão lá e para isso precisa vencer e Lewis Hamilton terminar em décimo lugar.  

Essa combinação de resultados criaria um cenário onde mesmo sem pontuar nas outras duas corridas, Brasil e Abu Dhabi, Rosberg seria campeão mesmo que Hamilton vencesse ambas. Neste quadro, ambos ficariam empatados com 356 pontos e a definição favoreceria o filho de Keke pelo número de vitórias: 10 a 9.

Considerar essa hipótese para os dois pilotos que há três temporadas têm dominado o cenário da F-1 pode soar estranho, mas, o universo conspira ao sabor dos ventos e vez ou outra joga poeira cósmica nos olhos de quem insiste em não acreditar que enquanto há vida, tudo é possível. No último fim de semana, em Austin, os mesmos Hamilton e Rosberg se engalfinharam pela primazia de largar na pole position e pela vitória, ambas conquistadas pelo inglês.

Consciente de que uma série de quatro segundos lugares até o final da temporada garante o título por cinco pontos, Nico parece estabilizado emocionalmente e prova disso foi ter mantido a calma na fase inicial da prova e não se impressionar com o ritmo de Daniel Ricciardo, que largou com pneus mais macios e assumiu o segundo lugar logo na primeira curva. Foi uma atitude digna de quem merece o título. Veja todos os números e informações oficias do GP dos EUA aqui.

Nos próximos dias Rosberg certamente vai sonhar várias vezes com a combinação de resultados em que ele saia vencedor no domingo e Hamilton termine, no máximo, em décimo lugar. A julgar pelo retrospecto, isso parece pouco provável: o pior resultado do inglês este ano nas provas que conseguiu completar foi um sétimo lugar na China. Ainda nesta linha de raciocínio, mais provável é que Hamilton não termine a prova, tal qual aconteceu na Malásia (quebra de motor) e na Espanha, quando ele e seu inimigo de equipe se eliminaram da prova aos 39 segundos de uma corrida que durou 1h49’40”017 e marcou a primeira vitória de Max Verstappen na F-1.

Foi a estreia de Verstappen pela equipe Red Bull e o início de um calvário para o russo Daniil Kvyat, rebaixado para o lugar que o holandês deixou vago na Toro Rosso. Sexta-feira passada Kvyat descobriu que o Universo dá um jeito em quase tudo e sentiu-se com sorte: ele, junto com Carlos Sainz Jr., foi confirmado que na equipe júnior da Red Bull por mais uma temporada. Quem não teve a mesma sorte foi o francês Pierre Gasly: além de ter sido preterido na disputa da vaga que seguirá sendo do russo, ainda teve que ler uma explicação pouco animadora de Christian Horner:

Em tempos do politicamente correto, Horner poderia ter marcado pontos ao mencionar “jovens” em lugar de “garotos”: pelo menos não teria despertado a ira do número cada vez menos insignificante de meninas que praticam automobilismo…



Ruim para Pierre Gasly, pior para os e as jovens americanos (as) com esperanças de desembarcar na F-1 defendendo as cores da Haas — única equipe americana da categoria, que farão companhia ao francês. Perguntado sobre as chances de contratar um(a) piloto dos Estados Unidos para sua equipe, Gene Haas deixou claro que a fila de espera vai se estender por uns tempos:

“Bem, estamos de olho em alguns pilotos americanos, mas nosso foco agora é ter pilotos experientes e, a bem da verdade, não temos nenhum que preencha esse requisito. Hoje em em dia apenas as grandes equipes podem se dar ao luxo de ter um piloto novato.”

É o caso da Williams, que luta para garantir a mescla com um piloto amadurecido para 2017.  Por enquanto, 50% da equação está resolvida: o canadense Lance Stroll vai estrear pela equipe no ano que vem; já segurar Valteri Bottas, no time desde 2013, nem tanto, a julgar pelas palavras do finlandês:


“Eu curti muito essas quatro temporadas com a Williams e no final do anocompleto 77 GPs na equipe, o número do meu carro… Gostaria de ficar mais tempo, mas vamos ver o que vai rolar…”


Não bastasse esse problema, Pat Symmonds, o atual responsável pela operação F-1 em Grove, não poupou críticas ao rendimento da equipe ao construir o carro deste ano, principal causa da queda de desempenho, que de terceiro em 2014 e 2015 está agora em quinto lugar entre os construtores. “Estamos muito distantes do que eu esperava”, detonou Symmonds, que vai se aposentar no final do ano que vem. Já se pode prever o estado de espírito da equipe no futuro próximo, algo que deve deixar Bottas pensando qual caminho deve seguir.

Como a Ferrari nunca fica de fora de qualquer comentário sobre a F-1 envolvendo crise, desta vez o petardo foi disparado por alguém que conhece muito bem o ambiente de Maranello, o italiano Luca Baldiserri:

“Infelizmente nem Sergio Marchionne nem Maurizio Arrivabene têm experiência na gestão de competição. O clima na fábrica é de muita pressão e ninguém tem coragem de arriscar ou descobrir novos caminhos por medo de ser crucificado.”

Ainda no tema futuro próximo, tem gente que não deverá estar no grid da Austrália em 2017 para checar o final dessa história. Um deles é Felipe Massa, que já anunciou sua aposentadoria para o final deste ano e se for para Melbourne não vai levar capacete ou macacão… 

Outro é Ron Dennis: são cada vez mais numerosos os rumores que ele está para ser afastado do comando da McLaren Applied Technologies (braço do grupo que controla as atividades de F-1, Saúde e Bem-estar, Energia, Consumíveis e Transporte). Dennis e outras fontes da McLaren negam, mas Martin Brundle, que já trabalhou lá e hoje não deve satisfações ao todo poderoso da escuderia, não nega que essa possibilidade existe.

Se é para olhar o futuro, não há como deixar de falar do GP do Brasil e, por tabela, o da Malásia. Semana passada houve uma reunião entre Thamas Rohony e as autoridades de Brasília, tipo de encontro que sempre acontece quando se começa a falar na renovação do contrato de Interlagos com os responsáveis pelos direitos comerciais da F-1. Não é difícil ligar essa visita com o asterisco que a FIA colocou ao lado da data reservada à etapa brasileira da próxima temporada. Asterisco que indica um “a confirmar”.

Rohony foi falar dos muitos reais que a F-1 gera para o comércio e cofres da municipalidade paulistana. Chegou-se a falar até mesmo na possibilidade de um segundo GP em Terra Brasilis e que o autódromo da Capital Federal seria reformado para tal. 

Será que a situação econômica do País permite pensar em duas corridas de F-1 no Brasil? Será que a eficiência da indústria da construção brasileira conseguiria reformar as instalações do autódromo de Brasília cumprindo prazos e exigências para realizar um possível GP do Mercosul no ano que vem? Prefiro pensar que se trata de um projeto a longo prazo e, mais ainda, uma forma de pressionar o novo prefeito de São Paulo a refletir sobre suas ideias de interferir no modo como Interlagos é administrado atualmente, algo sombrio e pouco claro. Mesmo porque é sabido que o caixa do DF anda bastante depauperado e, nesse quadro de penúria, gastar no autódromo e pagar a alta fatura de um GP não seria uma solução inteligente.

Mais até, seria um jeito de capitalizar em cima da possível transferência de Felipe Nasr para a equipe Force India, notícia que esta coluna publicou na terá feira passada, muito antes de ser divulgada na tarde domingo passado…

Se a situação econômica do GP do Brasil desperta preocupações e movimentos estratégicos, o clima está muito pior na Malásia: por lá os dirigentes esportivos locais já tornaram público que a renovação do contrato atual com a FOM (Formula One Administration), documento que expira em 2018, não está garantida. Baixo interesse do público local e o fato de ser realizado no fim de semana seguinte à corrida em Cingapura não ajuda a pagar as contas, muito pelo contrário…

WG


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista



ROSBERG FIRME, VETTEL NEM TANTO
A vitória de Nico Rosberg no Grande Prêmio do Japão, disputado domingo, em Suzuka, deixou o piloto alemão mais perto do seu primeiro título mundial enquanto seu compatriota Sebastian Vettel viveu um fim de semana pouco auspicioso. O tetracampeão mundial não conseguiu subir ao pódio e ainda ouviu Maurizio Arrivabene declarar que a renovação de seu contrato, que acaba em 2017, depende dos resultados que ele apresentar até lá. Terminado o tour da F-1 no Extremo Oriente, viu-se Rosberg firme, Vettel nem tanto…Falando nesse assunto, a Renault e Nico Hulkenberg estariam em fase final de negociação. Se confirmado o acordo vai gerar boa movimentação no mercado: deixará em aberto uma vaga na quarta melhor equipe da temporada, a Force India.

Alheia a tudo isso, a Mercedes comemorou seu terceiro título consecutivo entre os construtores com quatro provas de antecipação. Neste vídeo postado nas redes sociais, a marca alemã mostra como compartilhou a conquista com os funcionários na Inglaterra, certamente um case sobre como manter todos motivados e focados na conquista de mais um título em 2017. Vale a pena ver.

Se Rosberg saiu de Suzuka com uma confortável margem de 33 pontos na liderança do campeonato, boa parte desse resultado se deve à catastrófica largada de Lewis Hamilton, que caiu de segundo para oitavo e terminou em terceiro, após grande disputa com o holandês Max Verstappen. Com esse resultado, o inglês agora agora tem 280 pontos, contra 313 do líder. Para quem gosta de números frios e calculistas essa diferença permite ao alemão chegar ao tão esperado primeiro título terminando em segundo lugar todas as as quatro corridas restantes deste ano: Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi. Verdade que o campeonato deste ano já teve suas reviravoltas, mas o favoritismo agora é francamente de Rosberg.

Outro alemão, também chamado Nico, igualmente é apontado como favorito. No caso do Nico Hulkenberg suas chances de vitória seria fechar contrato com a Renault na condição de primeiro piloto. A imprensa alemã noticiou que até mesmo a minuta do contrato teria sido aprovada pelas partes envolvidas.Verdade que ele está confirmado na equipe Force India, ao lado de Sérgio Pérez, mas dois fatores ajudam a dar força a essa possibilidade bastante comentada no paddock de Suzuka: 1) Vijay Mallya, dono da equipe, já declarou que jamais impediria Hulk de aproveitar um bom convite; 2) Todos sabem que a vaga aberta pode ser convertida em um bom dinheiro, seja através de um piloto que traga patrocinadores ou através do piloto que a Mercedes escolher para preencher esse lugar. E dinheiro é sempre bem-vindo em qualquer equipe da F-1… Neste caso os primeiros da lista são Pascal Wehrlein e Esteban Ocon.

Já na Ferrari a situação não é nova, não é boa e nem deve melhorar em breve. A falta de resultados que eram esperados para este ano — Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen lutando por vitórias com os pilotos da Mercedes —, e a perda do segundo lugar entre os construtores para a Red Bull não ajuda em nada a solucionar os problemas que a imprensa italiana colabora para ficarem maiores. O contrato atual de Vettel termina no final de 2017 e há um acordo para renovar por mais dois anos.

Questionado sobre essa extensão em entrevista ao jornalista Carlo Vanzini, da Sky Italia, Arrivabene destacou que tanto Vettel, quanto a equipe como qualquer pessoa tem objetivos na vida e lembrou que o piloto tende a extrapolar as atribuições do seu cargo, ou como está na moda, do seu “job description”, para ser confirmado:

“Vez ou outra precisamos lembrar Vettel para se concentrar na sua tarefa, que é pilotar. Sobre sua renovação, ele precisa mostrar resultados como todos…”
A declaração de Arrivabene está longe de ser a descoberta da pólvora ou a reinvenção da roda: todo piloto campeão se enfronha em todas as áreas da equipe para saber o que está acontecendo, motivar seus colaboradores diretos e ter o equipamento que vai permitir obter melhores resultados. 

Ocorre que em estruturas menos rígidas, como é o caso da Ferrari, isso gera desequilíbrios exacerbados quando os resultados não vêm. E a Ferrari não vence desde desde… o GP de Cingapura de 2015, uma eternidade para os tifosi e para os executivos da FCA, a holding que, no final das contas, tem ingerência maior sobre o orçamento e as nomeações da equipe.

O resultado final e todas as informações do GP do Japão você encontra aqui e os melhores momentos da corrida neste vídeo.

Renault na F-E
O suíço Sebastién Buemi foi o grande sobrevivente da corrida repleta de acidentes e incidentes que serviu como abertura da temporada 2016/2017 da F-E, sábado, em Hong-Kong, como você pode conferir neste vídeo. O brasileiro Nelsinho Piquet largou na pole-position mas foi traído por um trecho da pista onde vários pilotos acabaram batendo nas barreiras de proteção. O americano Sam Bird assumiu a liderança mas ao trocar de carro o sistema de transmissão não funcionou e ele acabou se atrasando em quase uma volta. Lucas di Grassi parou para trocar o bico do seu carro e acabou fazendo uma boa recuperação, para terminar em segundo lugar.

Nelsinho Piquet fez a Pole Position
Resultado de Hong-Kong:
1) Sebastien Buemi, Renault e.dams, 53’13”298; 2) Lucas di Grassi, ABT Schaeffler-Audi Sport, a 2”477; 3) Nick Heidfeld, Mahindra Racing, a 5”522; 4) Nico Prost, Renault e.dams, a 7”360; 5) Antonio Felix da Costa, Andretti Formula E, a 17”987; 6) Robin Frijns, Andretti Formula E, a 21”161.
Posições no campeonato
Pilotos – 1) Buemi, 25; Di Grassi, 18; 3) Heidfeld, 15; 4) Prost, 12; 5) Felix da Costa, 10; 6) Frijns, 8.
Equipes – 1) Renault e.dams, 37; 2) ABT Schaeffler Audi Sport, 18; 3) Andretti Formula E, 18; 4) Mahindra Racing, 16; 5) NEXTEV NIO, 7; 6) Faraday Future Dragon Racing, 6.
A temporada prossegue dia 12 de novembro em Marrakesh, Marrocos.


WG