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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

.FIA Fórmula E se apresenta na África pela primeira vez com ePrix de Marraquexe



A temporada 2016-17 da FIA Fórmula E, campeonato de carros elétricos de um único assento, marca a corrida inaugural da categoria na África. Neste fim de semana (12 de novembro), ocorre a segunda rodada da temporada no ePrix de Marraquexe, no Circuito Automobilístico Internacional de Moulay El Hassan, em Marrocos.

Pela primeira vez na história, na mesma pista de corrida que sediou a Corrida de Marrocos no Campeonato Mundial de Carros de Turismo (World Touring Car Championship - WTCC), os pilotos da Fórmula E vão competir em um circuito de ruas anti-horário, perfazendo 2,97 quilômetros. Vai ser a primeira vez que a Fórmula E visita o continente africano, refletindo a demanda global crescente por soluções de mobilidade elétrica (e-mobilidade). Marraquexe faz parte dos cinco novos circuitos inclusos na temporada 2016-17 da Fórmula E, juntamente com Hong Kong, Bruxelas, Nova York e Montreal.

O ePrix de Marraquexe é o evento esportivo oficial da COP22 - a 22ª sessão da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP22) - que também ocorrerá em Marraquexe, de 7 a 18 de novembro, juntamente com a corrida da Fórmula E.

Alejandro Agag, CEO da Fórmula E, disse: "Estamos muito contentes de sediarmos nossa corrida em Marraquexe - sendo a primeira vez que uma das corridas da Fórmula E é sediada no continente africano, mostrando o quanto evoluímos e nos tornamos um campeonato verdadeiramente global. O evento tem um significado ainda maior, tendo em vista que estamos aqui como um dos parceiros oficiais da COP22. A Fórmula E entende perfeitamente os desafios e os riscos que as mudanças climáticas representam e é uma grande honra fazer parte do fórum mais importante para solucionar este problema".

O piloto argentino, Jose Maria Lopez, três vezes campeão da WTCC e piloto da DS Virgin Racing, disse: "Eu já competi em Marraquexe por três anos na WTCC. Assim como em qualquer circuito de ruas, sei que vai ser bem complicado. Estou acostumado com os carros do WTCC que precisam de mais espaço, portanto, na Fórmula E a pista vai parecer maior. Não há muitas linhas retas aqui, então vai haver muitas brigas por pequenas falhas de ultrapassagem - estou bem ansioso por isso. Competir em uma pista conhecida com um carro de Fórmula E vai trazer uma nova dinâmica para minha experiência de corrida - espero que isso me leve a ser bem-sucedido!"

Um dos principais objetivos da Fórmula E é promover o uso de carros elétricos. A Fórmula E acredita que o aumento do uso de carros elétricos irá beneficiar significativamente a qualidade do ar das cidades para as gerações futuras, o que, por sua vez, levará a uma melhor qualidade de vida. 

Tendo em vista que a Fórmula E quer desempenhar um papel fundamental no avanço da tecnologia relacionada à propriedade dos carros elétricos, e não apenas dos carros em si, a categoria exige que todos os carros de corrida do campeonato sejam recarregados de forma sustentável. Como parte dessa exigência de carros sustentáveis, geradores são enviados especificamente para cada corrida, fornecendo 42kw de energia elétrica por carro e mantendo todos carregados.

Um documentário especial com o objetivo de detalhar a forma que a Fórmula E recentemente conseguiu realizar o grande feito de enviar um carro Fórmula E para uma calota de gelo na Groenlândia, para conscientizar a todos com relação às mudanças climáticas, vai estrear no dia 13 de novembro, no EMOTION Club, no circuito.
  
Os pilotos brasileiros Lucas di Grassi e Nelsinho Piquet chegarão em Marraquexe nas 2ª e 9ª posições, respectivamente, na classificação de pilotos da Fórmula E. A terceira rodada da temporada 2016-17 da Fórmula E ocorre na América Latina, em Buenos Aires, no dia 18 de fevereiro.



Classificação dos Pilotos 2016 - após a HKT Hong Kong ePrix (Rd 1)
 Sebastien Buemi, Renault e.dams - 25
Lucas di Grassi, ABT Schaeffler Audi Sport - 18
Nick Heidfeld, Mahindra Racing - 15
Nico Prost, Renault e.dams - 12
Antonio Felix da Costa, Andretti Formula E - 10
Robin Frijns, Andretti Formula E – 8

Classificação das Equipes 2016 - após a HKT Hong Kong ePrix (Rd 1)
 Renault e.dams - 37
ABT Schaeffler Audi Sport - 18
Andretti Formula E - 18
Mahindra Racing - 16
NEXTEV NIO - 7
Faraday Future Dragon Racing - 6
Venturi Formula E - 3
DS Virgin Racing - 0
Panasonic Jaguar Racing - 0
TECHEETAH - 0


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista



ROSBERG FIRME, VETTEL NEM TANTO
A vitória de Nico Rosberg no Grande Prêmio do Japão, disputado domingo, em Suzuka, deixou o piloto alemão mais perto do seu primeiro título mundial enquanto seu compatriota Sebastian Vettel viveu um fim de semana pouco auspicioso. O tetracampeão mundial não conseguiu subir ao pódio e ainda ouviu Maurizio Arrivabene declarar que a renovação de seu contrato, que acaba em 2017, depende dos resultados que ele apresentar até lá. Terminado o tour da F-1 no Extremo Oriente, viu-se Rosberg firme, Vettel nem tanto…Falando nesse assunto, a Renault e Nico Hulkenberg estariam em fase final de negociação. Se confirmado o acordo vai gerar boa movimentação no mercado: deixará em aberto uma vaga na quarta melhor equipe da temporada, a Force India.

Alheia a tudo isso, a Mercedes comemorou seu terceiro título consecutivo entre os construtores com quatro provas de antecipação. Neste vídeo postado nas redes sociais, a marca alemã mostra como compartilhou a conquista com os funcionários na Inglaterra, certamente um case sobre como manter todos motivados e focados na conquista de mais um título em 2017. Vale a pena ver.

Se Rosberg saiu de Suzuka com uma confortável margem de 33 pontos na liderança do campeonato, boa parte desse resultado se deve à catastrófica largada de Lewis Hamilton, que caiu de segundo para oitavo e terminou em terceiro, após grande disputa com o holandês Max Verstappen. Com esse resultado, o inglês agora agora tem 280 pontos, contra 313 do líder. Para quem gosta de números frios e calculistas essa diferença permite ao alemão chegar ao tão esperado primeiro título terminando em segundo lugar todas as as quatro corridas restantes deste ano: Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi. Verdade que o campeonato deste ano já teve suas reviravoltas, mas o favoritismo agora é francamente de Rosberg.

Outro alemão, também chamado Nico, igualmente é apontado como favorito. No caso do Nico Hulkenberg suas chances de vitória seria fechar contrato com a Renault na condição de primeiro piloto. A imprensa alemã noticiou que até mesmo a minuta do contrato teria sido aprovada pelas partes envolvidas.Verdade que ele está confirmado na equipe Force India, ao lado de Sérgio Pérez, mas dois fatores ajudam a dar força a essa possibilidade bastante comentada no paddock de Suzuka: 1) Vijay Mallya, dono da equipe, já declarou que jamais impediria Hulk de aproveitar um bom convite; 2) Todos sabem que a vaga aberta pode ser convertida em um bom dinheiro, seja através de um piloto que traga patrocinadores ou através do piloto que a Mercedes escolher para preencher esse lugar. E dinheiro é sempre bem-vindo em qualquer equipe da F-1… Neste caso os primeiros da lista são Pascal Wehrlein e Esteban Ocon.

Já na Ferrari a situação não é nova, não é boa e nem deve melhorar em breve. A falta de resultados que eram esperados para este ano — Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen lutando por vitórias com os pilotos da Mercedes —, e a perda do segundo lugar entre os construtores para a Red Bull não ajuda em nada a solucionar os problemas que a imprensa italiana colabora para ficarem maiores. O contrato atual de Vettel termina no final de 2017 e há um acordo para renovar por mais dois anos.

Questionado sobre essa extensão em entrevista ao jornalista Carlo Vanzini, da Sky Italia, Arrivabene destacou que tanto Vettel, quanto a equipe como qualquer pessoa tem objetivos na vida e lembrou que o piloto tende a extrapolar as atribuições do seu cargo, ou como está na moda, do seu “job description”, para ser confirmado:

“Vez ou outra precisamos lembrar Vettel para se concentrar na sua tarefa, que é pilotar. Sobre sua renovação, ele precisa mostrar resultados como todos…”
A declaração de Arrivabene está longe de ser a descoberta da pólvora ou a reinvenção da roda: todo piloto campeão se enfronha em todas as áreas da equipe para saber o que está acontecendo, motivar seus colaboradores diretos e ter o equipamento que vai permitir obter melhores resultados. 

Ocorre que em estruturas menos rígidas, como é o caso da Ferrari, isso gera desequilíbrios exacerbados quando os resultados não vêm. E a Ferrari não vence desde desde… o GP de Cingapura de 2015, uma eternidade para os tifosi e para os executivos da FCA, a holding que, no final das contas, tem ingerência maior sobre o orçamento e as nomeações da equipe.

O resultado final e todas as informações do GP do Japão você encontra aqui e os melhores momentos da corrida neste vídeo.

Renault na F-E
O suíço Sebastién Buemi foi o grande sobrevivente da corrida repleta de acidentes e incidentes que serviu como abertura da temporada 2016/2017 da F-E, sábado, em Hong-Kong, como você pode conferir neste vídeo. O brasileiro Nelsinho Piquet largou na pole-position mas foi traído por um trecho da pista onde vários pilotos acabaram batendo nas barreiras de proteção. O americano Sam Bird assumiu a liderança mas ao trocar de carro o sistema de transmissão não funcionou e ele acabou se atrasando em quase uma volta. Lucas di Grassi parou para trocar o bico do seu carro e acabou fazendo uma boa recuperação, para terminar em segundo lugar.

Nelsinho Piquet fez a Pole Position
Resultado de Hong-Kong:
1) Sebastien Buemi, Renault e.dams, 53’13”298; 2) Lucas di Grassi, ABT Schaeffler-Audi Sport, a 2”477; 3) Nick Heidfeld, Mahindra Racing, a 5”522; 4) Nico Prost, Renault e.dams, a 7”360; 5) Antonio Felix da Costa, Andretti Formula E, a 17”987; 6) Robin Frijns, Andretti Formula E, a 21”161.
Posições no campeonato
Pilotos – 1) Buemi, 25; Di Grassi, 18; 3) Heidfeld, 15; 4) Prost, 12; 5) Felix da Costa, 10; 6) Frijns, 8.
Equipes – 1) Renault e.dams, 37; 2) ABT Schaeffler Audi Sport, 18; 3) Andretti Formula E, 18; 4) Mahindra Racing, 16; 5) NEXTEV NIO, 7; 6) Faraday Future Dragon Racing, 6.
A temporada prossegue dia 12 de novembro em Marrakesh, Marrocos.


WG

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2715 - 03.07.2015 edita@rnasser.com.br  

Máquina do tempo, o Alfa Romeo 4C
Ele é instigante, reativo, feito quase artesanalmente e, melhor dos mundos, produzido agora já é considerado um futuro Clássico. Claro, tal rótulo não em proveniência nacional, de repórteres mal informados ou comerciantes descompromissados, assim chamando qualquer lata velha cuja característica maior é o peso dos anos.

Clássico, para quem do ramo, é produto com projeto individual reunido a melhor mão de obra, os melhores processos e materiais, caro e de produção contida. Quer um exemplo ? Os mito-marquetados Ferraris candidatam-se a tal rótulo, apenas se com motor 12 cilindros. Automóvel criado de supetão, em poucos dias, produção extra Fiat e limitada pela pequena capacidade da empresa fornecedora do monocoque em fibra de carbono. Construção típica de carros de corrida, congrega resistência com baixo peso, um dos segredos de sua performance. Com pequeno motor, de produção igualmente especial, porém base para futura família, 4 cilindros em linha, construção em alumínio, 16 válvulas, gasolina injetada diretamente e turbo compressor. Seus 1,75 litros produzem 240 cv de potência. O baixo peso, 895 kg, permite ótimo rendimento, um comportamento arisco. A colocação entre eixos traseira ajuda muito na estabilidade.

O Alfa Romeo 4C, no caso aqui relatado, é a recente versão Spyder, conversível – já dirigira, contidamente, a versão Coupé, inaugurando a família. Baixo, relativamente confortável para entrar e sair, oferece a sensação de vestir os ocupantes. 

Não há espaço de sobra e, pela ambiência, a proximidade do solo, o nervosismo na reatividade, lembram os Lotus dos tempos de Colin Chapman.
Não é automóvel para ser o único da família; não serve para levar meninos ao colégio; sequer para fazer compras no mercado. Também não o é para moças, exceto para as que efetivamente gostam de conduzir e entendem do produto, até porque, a noção de rodagem confortável é-lhe antagônica. Como passageiras, reclamarão. O ar condicionado é atravessado sob o painel em couro pespontado em vermelho e, no espaço exíguo, disputa com o joelho esquerdo da, do acompanhante. Para manter-se no solo tem a suspensão endurecida, e a direção é mecânica, exigindo braços e músculos peitorais dispostos. Para os de boa memória, o rodar de um Puma VW, perto do 4C, é de Rolls-Royce.

Acomodado – ou vestindo o automóvel -, pedaleira esportiva, sem alavanca de marchas, apenas botões no console. A alavanca de marchas e seu engatar, característica Alfa, inexistem. Mudanças automáticas no câmbio de seis velocidades e dupla embreagem. No console, botão rotativo em alumínio recartilhado, permite quatro tipos  de regulagens para motor, faixa de mudança de marchas, reatividade da suspensão.

Ronco másculo, elaborado – a Alfa Romeo tem se especializado em manter sua assinatura sonora – avisa logo de sua personalidade. Anda como quiser o freguês. Desde mudar marchas em baixas rotações, como fazê-lo em seu limite, com o motor viril troando pouco atrás de seus ouvidos, e com a música física do turbilhonamento da transformação da queima de ar e gasolina, em energia e ruído. Há artifício eletrônico típico do câmbio – um ruído de aceleração do motor, como se fosse automóvel com caixa de marchas sem sincronização, exigindo ao motorista uma acelerada para compatibilizar velocidade, rotação do motor e do câmbio. Quem ouve tributa homenagens.

Freia muito, e o ABS só opera no limite da irresponsabilidade, curva muito bem, mas lembra a toda hora ser um brinquedo a exigir identidade. Bobeou, ele tende a sair de traseira, demandando contra esterço e cautela para acelerar na correção. É daqueles automóveis que resgatam a exigência de cumplicidade para conduzi-lo. Pista de Balocco, a grande fazenda ex Alfa, ex Fiat e agora FCA nas proximidades de Milão, e pomposamente chamada FCA Prooving Ground, com emaranhado de pistas para avaliação, incluindo o circuito escolhido, reproduzindo curvas famosas de autódromos da Fórmula 1. Meu guia na pista, piloto de testes, estava em casa. Andava rápido, contido – limitava a 200 km/h a velocidade máxima -, mas desenhava o circuito invejavelmente, instigava segui-lo. Um professor. Você se sentia como ele – mas sabia, o limite do mestre estava muitíssimo acima dos seus esforços.

É um carro de marketing, como o antecessor 8C, dirigido no mesmo circuito. 
Feitos para manter vivos, instigantes, tema de assuntos e dúvidas, a imagem e o interesse pela marca no deserto de produtos quase ao final. Produção limitada pela pequena capacidade industrial do produtor do monocoque, embora sempre aumentada pois a demanda superou a capacidade de entrega. E não virá para o Brasil. À Argentina, onde não se exige adaptações para funcionar com a mistura de gasálcool, prometem-se três unidades. Custa
Como eram o MiTo e a Giulietta 1.4 turbo também à disposição no circuito ? Não sei. Em dia de caviar você não deve misturá-lo com sardinhas...
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Roda-a-Roda
Cruze – Apresentado nos EUA, previsto para início de 2016. Aqui, Salão do Automóvel do mesmo ano, e vendas como modelo 2017. Relativamente às unidades atuais, cresceu 7,5 cm, baixou 2,5 cm, adelgaçou 110 kg, tornou-se mais fluído e o mais aerodinâmico dos sedãs GM.

Trilha - Segue caminho de mudança de gosto do consumidor, automóveis menores, com menor consumo. Motor dianteiro, transversal, em alumínio, quatro cilindros e modesta cilindrada, 1,4 litro, 16 válvulas, abertura variável, injeção direta, turbo alimentado. Potência imaginada para o Brasil circa 150 cv. Motor e Cruze serão argentinos.


Surpresa - Cruze é fenômeno nos EUA. Em 2014, dentre os compactos foi o terceiro mais vendido, 273 mil unidades, atrás de Toyota Corolla, 340 mil, e Honda Civic, 326 mil. Curiosidade é ser projeto coreano, herdeiro da Daewoo.


Mudança – No limbo gerado pelo pedido de demissão de Ferdinand Pïech, ex CEO do VW Group, e a posse de novo membro da mesa diretora, Martin Winterkorn, há clima de fim de festa – o encerrar do atual projeto de gestão -, e o início da proposta do novo diretor e novo condutor.

Foco – No caminho das obviedades está sacudir a estrutura e fazer crescer vendas nos EUA e no Brasil, onde a marca caiu; cortar custos para aumentar lucros; retomar velocidade de crescimento para assumir a liderança mundial.

Fofoca – Jornalistas europeus e norte-americanos insuflam tese de remoção de Christian Kingler, chefe de vendas do grupo, nomeador dos diretores de vendas, incluindo EUA e Brasil, mercados em queda. Na prática presidentes locais convivem com subordinado hierárquico, porém autônomo no acatar ordens diretas do diretor alemão.

Aqui – Atribui-se a Klinger a substituição de executivos brasileiros por alemães sem conhecimento do mercado nacional, e as quedas de vendas e participação.

Idem – Localmente a recente nomeação do argentino Jorge Portugal como no 1 em vendas foi exigência de David Powels, novo presidente da VW Brasil, batendo com algum instrumento poderoso na mesa, dizendo, se mandassem outro alemão para vendas, que fossem dois – outro para substituí-lo na presidência.

Questão – Mundo globalizado, competitivo, dispensar gente não é problema, exceto em feudos familiares, como no caso do controle de VW AG e de sua controladora a holding Porsche SE. Ele é chairman da Porsche Salzburg, maior rede de concessionários na Europa, criada por Louise, mãe do demissionário Pïech – e filha do professor Porsche. E casado com sobrinha da família.

Festa – Um ano de mercado, e o pequeno picape chinês Lifan Foison, em vendas supera a soma dos concorrentes. Razão, ter motor com 1,3 litro de deslocamento, 85 cv e maior caçamba da categoria.


Prévia – Na Internet fotos do novo picape Fiat na linha de produção da FCA em Gravataí, Pe. E desenho do produto. O nome, Toro, é de sonoridade e imagem aos visados mercados latino americanos – confirmado por fonte acreditada.



Caminho – VW iniciou produzir o motor 1.0 TSI – o up! turbo. Três cilindros, 101 cv a gasálcool e 105 a etanol – sem turbo 75 e 82cv. Torque saltou de 95 para 165 Nm. Disponível a partir da versão Move up!

Tratamento -  Você anda triste, sem graça ? A Volkswagen pensou em você. O up!, muda conceito sobre tamanho, performance e agradabilidade de dirigir, será lançado em dias.

Mais – Anunciou investir R$ 460M na fábrica de São Carlos, SP, para produzir nova família TSI, os motores com injeção direta, abertura variada de válvulas e turbo. Moverão VWs, como up!, Jetta, Golf, e Audis, como A3 e Q3.

Aqui, não - O LatiNCAP entidade aferidora de segurança em veículos, cancelou os pontos dados ao Renault Clio montado na Colômbia com partes brasileiras e argentinas. Motivo, num primeiro teste caiu em exigência e a marca prometeu compor o veículo, não o fazendo. Renault brasileira explicita, a versão aqui vendida tem legalmente o ABS e almofadas de ar. Lá, não.

Inverno – Carro a álcool dependente do jurássico tanquinho não gosta de partida no inverno. Ao combustível vegetal falta capacidade energética para ignitar em baixa temperatura, daí o auxílio do gasálcool para iniciar funcionar. 

Preparação - Para melhorar o processo, gasolina nova no tanquinho – use Petrobras Podium ou Shell Racing, mais duráveis; bateria em bom estado com bornes e terminais limpos; velas em boa operação, eletrodos regulados; cabos de velas limpos e com boa conectividade. E, conselho de mecânico velho, coloque 15% de gasolina no álcool. Mistura não é chocolate, mas é uma alegria.

Volta – Nelson Ângelo Piquet, o segundo na atual geração da família, venceu o Campeonato FIA de Fórmula E – uma espécie de fórmula 1 com motor elétrico. Seu carro utilizava motorização Renault, então padrão na categoria. Bom retorno. Nelson havia deixado a Fórmula 1.

Categoria – É uma incógnita. Neste ano cada prova foi ganha por piloto diferente. Na próxima temporada, com a liberação de fornecedor, a disputa terá mais uma variável: motores e eletrônica, além de chassis e piloto.

Mais – DS, marca de luxo da Citroën, associou-se à inglesa Virgin Racing Engineering na Fórmula E FIA. Apostam na vitrine de tecnologia e na atração pelas disputas. Desenvolvimento e a imagem da tecnologia de vanguarda muito interessam aos fabricantes de automóveis na transição de matriz energética.

Negócio – Atual mercado automobilístico não vende preferências, fidelidade, agrado: compras são por condições de pagamento. Ágil, o Banco Rodobens estimulou vendas das concessionárias do grupo, com proposta atrativa.

E ? –Trocar semi novo por O Km, refinanciando com parcelas iguais ou menores ao contrato original. Em dois meses, com negócios em casa, gerou mais de R$ 1M em vendas e metade deste valor em financiamento.

Cuidado – Veículos de transporte escolar serão obrigados a utilizar cadeira de bebê para crianças até 7 anos e meio. São três modelos: “bebe conforto” entre 1 e 4 anos; daí aos 7, cadeiras com acento de elevação, encosto e cinto próprio. Descumprimento gerará multa de R$ 191,54 e 7 pontos na CNH. A partir de fevereiro de 2016.

História – Quatro de julho marca a operação que transformou a franco-italiana Simca em dono das operações Ford na França, e segunda maior fabricante do país. Também, o início do fim da marca.

Afinação – Legisladores de Portugal criaram conta ao contrário: em vez de perder pontos por infrações de trânsito, motoristas podem ganhá-los assistindo aulas sobre o Código e procedimentos, e poderão abate-los de outras penalidades. Negócio objetiva reduzir elevada acidentalidade.

Negócio – Enquanto os aficionados veem a Fórmula 1 como disputa esportiva, a bilionária movimentação não passa de atividade comercial bem explorada pela detentora de seus direitos, incluindo transmissão.

Interesse - Empresário norte-americano, Stephen Ross, 75, investidor e dono do time de futebol Miami Dolphins, associado à Quatar Sports, querem assumir o negócio, comprando 35,5% das cotas da CVC Capital Partners, e os 5% detidos por Bernie Ecclestone, 84, mandão da Fórmula 1. Valor da proposta, 6,2B Euros.

Gente  Domingos Boragina, 57, advogado, especialização em marketing e finanças, mudança. OOOO Saiu da mesa da Citröen onde comandou a expansão da rede concessionária e mudou de sala para assumir a direção comercial da Peugeot. OOOO Substitui Abelardo Pinto, agora do outro lado do balcão, diretor comercial do Group 1 Automotive  OOOO Osamu Suzuki, 85, Presidente e CEO na marca, indicou sucessor. OOOO Toshihiro Suzuki, 56, filho. OOOO Não assume agora os cargos do pai, apenas quando do afastamento do mais longevo condutor de indústria automobilística. OOOO Olimpio Jayme, 86, antigomobilista, passou. OOOO Ativo, movimentado, advogado estelar, foi referência e base para a criação do antigomobilismo em Goiás, e a solidificação de relações com o movimento brasiliense. OOOO Do ramo, mesmo antes do movimento, preservou o Ford Modelo A, de 1929, com o qual, à falta de estradas, atendia à clientela no Goiás. OOOO


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fórmula 1: Pupo Moreno pediu adequação do autódromo de Brasília para receber F1


Depois de uma reunião na última sexta-feira (13/12), quando o ex-piloto de Fórmula 1 e Fórmula Indy Roberto Pupo Moreno pediu ao Governador de Brasília, Agnelo Queiroz, a adequação do Autódromo Internacional Nelson Piquet para receber provas de Fórmula 1 e Fórmula Indy, a reação foi positiva e imediata.

"Gostaria de agradecer ao Governador o encontro na Cidade do Gama e a atenção que ele está dando ao nosso Automobilismo, Kartismo e Motociclismo, com reação positiva e imediata. Tenho que destacar também o empenho da engenheira Maruska Lima de Sousa Holanda, Diretora de Obras Especiais da Novacap", enalteceu Pupo Moreno. 

"Ela já apresentou um projeto modificado e ainda recebeu a sugestão de todos, respondeu, e permitiu que eu dirigisse algumas palavras aos presentes e oficializasse em ata o meu pedido, mostrando a minha preocupação sobre os rumos da adequação do autódromo, para que atenda além de Grandes Prêmios de Motociclismo, à eventuais provas de Fórmula 1 e Fórmula Indy. E principalmente sobre a necessidade de um novo kartódromo de padrão internacional, que ela prontamente compreendeu e aceitou", continuou o piloto que começou sua carreira correndo em circuitos improvisados em Brasília.

No pré-projeto apresentado, o autódromo terá uma pista principal no sentido anti-horário com cerca de 5 km, com uma reta de 1 km, e pelo menos mais quatro opções de traçados, inclusive com possibilidade de utilização simultânea para eventos diversos. 

"Outra coisa importante que conseguimos foi a definição da área do novo kartódromo, no Complexo Poliesportivo Ayrton Senna. Estou orgulhoso e realizado de termos conseguido este primeiro passo muito importante para o kartismo e automobilismo de Brasília. Outras mudanças ainda poderão ocorrer neste projeto que será vitorioso, mas o importante é temos o apoio do Governador e agora a responsável por esta obra esta a par das necessidades do automobilismo", completou o piloto, que saiu do kartismo de Brasília diretamente para as categorias internacionais.

Além de Pupo Moreno e Alex Ribeiro - o primeiro representante de Brasília na Fórmula 1, a Capital Federal revelou Nelson Piquet - tricampeão mundial de F1 - e Nelson Angelo Piquet. Os pilotos Felipe Nasr, Lucas Foresti e Felipe Guimarães são outros que já estão próximos da categoria máxima.