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terça-feira, 15 de outubro de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Bottas vence com uma mãozinha da Mercedes

Não faltou quem questionasse a decisão da equipe Mercedes em chamar Lewis Hamilton nas voltas finais do GP do Japão para uma troca de pneus que sempre parecerá ter sido desnecessária. Com um resultado que garantia o sexto título consecutivo de Construtores, Toto Wolff, chefe do time alemão, preferiu trabalhar em prol de Valtteri Bottas (foto de abertura/Mercedes) por razões óbvias: prolongou o show para expor sua marca por mais tempo.  

A vitória do finlandês aumentou sua vantagem sobre o monegasco Charles Leclerc – seu principal concorrente na disputa pelo vice-campeonato -, e estendeu a escalada de Lewis Hamilton rumo ao seu sexto título. Quanto mais tempo Hamilton demorar para consolidar essa conquista, maior o retorno publicitário.

Verdade que em números frios e calculistas somente Valtteri Bottas (que tem 274 pontos) ainda pode  superar Lewis Hamilton, cujo saldo após Suzuka é de 338 pontos. Ocorre que Charles Leclerc (221), Max Verstappen e Sebastian Vettel (ambos com 212), ainda têm chances de chegar ao vice-campeonato de 2019, já que com quatro corridas por disputar um deles poderia marcar 104 pontos e, portanto, superar o finlandês. A matemática para tal resultado leva em conta a combinação de vitória (25 pontos) e volta mais rápida (um ponto) em cada um dos quatro GPs restantes desta temporada: México, Estados Unidos, Brasil e Emirados Árabes Unidos. A pontuação por corrida é 25/18/15/12/10/8/6/4/2 e um ponto do primeiro ao décimo, mais um ponto pela volta mais rápida se ela for marcada por algum dos dez primeiros classificados

Os resultados deste ano indicam que o sexto título de Hamilton será consolidado, no máximo, no GP do Brasil caso ele e o finlandês mantenham a pontuação média registrada nas 17 corridas disputadas até agora. 

O inglês pontuou em todas elas, equivalente a 19,4 pontos por GP enquanto o finlandês, por sua vez, só ficou fora dos top 10 na Alemanha, o que quer dizer 16,1 pontos por corrida. Como não há colocação que garanta esses pontos por prova é valido fazer um cálculo a partir da base que a Mercedes já venceu 12 das 17 corridas, oito delas com dobradinhas

Um pódio mexicano com Hamilton em primeiro e Bottas em segundo aumentaria a diferença entre ambos dos atuais 64 pontos para 77 pontos, um ponto a mais ou a menos. 

Se o inglês fizer a volta mais rápida, o título estará consolidado graças ao ponto extra, mesmo que o finlandês vença e faça a melhor volta nas três etapas derradeiras. Neste caso ambos terminarão empatados em pontos, mas Hamilton levará vantagem por ter acumulado nove vitórias contra seis do adversário.

O histórico da Mercedes na pista mexicana, porém, não reflete os seis títulos de construtores que o time conquistou nas últimas seis temporadas: nas quatro edições do GP do México que aconteceram nesse período Hamilton tem uma vitória (2016) e um segundo lugar (2015), enquanto Bottas tem um segundo lugar (2017) e um terceiro (2015, com Williams). 

Juan Manuel Fangio, o penta-campeão argentino da década de 1950 consagrou a expressão “Carreras son carreras, nada mas que carreras...” (Corridas são corridas, nada mais que corridas...), uma forma de lembrar que o resultado só é conhecido quando elas terminam. Dentro de duas semanas os números acima, tão frios quanto calculistas, serão provados corretos ou simplesmente inúteis...

O resultado completo do Grande Prêmio do Japão você encontra aqui.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

JOGOS DE PNEUS SELECIONADOS POR PILOTO PARA O GRANDE PRÊMIO DO JAPÃO

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) informou à Pirelli as escolhas de pneus de cada equipe para o Grande Prêmio do Japão, que será realizado entre os dias 11 e 13 de outubro de 2019.


terça-feira, 8 de outubro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
A febre dos Japoneses

fãs japoneses da F-1, os mais espontâneos e fervorosos que a categoria possui ao redor do mundo, têm na volta de um piloto local, ainda que em apenas uma sessão de treinos, um motivo enorme para produzir um colorido extra nas arquibancadas de Suzuka. Em nenhum lugar do mundo vendem-se tantos suvenires da categoria, incluindo o icônico boné azul, com o logotipo do Banco Nacional usado por Ayrton Senna. Nas tendas locais do circuito situado 380 quilômetros da capital Tóquio pode-se comprar até macacões usados pelos pilotos,
indumentária que muitos não hesitam em desfilar com ela pelo autódromo.

A maior responsável por essa febre é a Honda e o seu programa de competição iniciado na segunda metade dos anos 1980 e que chegou a movimentar mais de 20 publicações regulares voltadas à categoria ou com conteúdo majoritariamente
voltado a ela. Não foi a primeira investida da marca na F-1, mas sem dúvida foi a mais impactante. Eu mesmo dediquei boa parte de minha passagem pela F-1 a escrever para publicacões nipônicas como as revistas GPS e Sokuho e jornais como o Sports Nippon e o IPC, este último voltado à colônia brasileira que naquela época preenchia milhares de vagas em fábricas variadas.

O programa esportivo da Honda sempre foi igualmente intenso no Japão, onde a marca participa ativamente do automobilismo local enfrentando marcas variadas em campeonatos de diversas categorias. A mais importante nos anos 1990 era a F-Nippon, uma derivação da F-3000 que graças ao envolvimento dos fabricantes de pneus Brigdestone e Yokohama permitia que os carros mais rápidos marcassem tempos que garantiriam um lugar destacado no grid do GP do Japão. A disputa era tão intensa que vários estrangeiros eram contratados a peso de ouro para competir nos campeonatos mais importantes como forma de amadurecer para vôos mais altos. Maurizio Sala e Paulo Carcasci, que em 1991 venceu quatro corridas e sagrou-se campeão da F-3 local, são dois nomes que
brilharam por lá. Posso afirmar que a recusa de Tarso Marques em aceitar uma proposta de Flávio Briatore para correr um ano na terra dos samurais atrapalhou seus planos de consolidar sua carreira na F-1

Nesse processo nunca faltou apoio a pilotos locais e Satoru Nakajima foi o primeiro a disputar uma temporada inteira na F-1, estreando pela  pela equipe Lotus, em 1987, ao lado de Ayrton Senna, e acumulando 74 largadas até 1991. Seu filho Kazuki seguiu os passos do pai e disputou graças à associação da Toyota com a equipe Williams participou de 36 corridas entre 2007 e 2009.

Apesar dos resultados esparsos e pouco destacados, as empresas locais continuam apoiando pilotos da casa e o exemplo mais recente é Naoki Yamamoto, que tem 31 anos e atualmente compete nos campeonatos Super GT e Super Formula, esta última sucessora da F-Nippon. Atual campeão de ambas, este ano Yamamoto está em oitavo na primeira e lidera a segunda, resultados que o colocam mais perto da F-1 que seu compatriota Nobuharu Matsuhita, este ano em sua terceira temporada na F-2 (cujos carros são a base da Super Formula), mas ainda não obteve o mesmo destaque.

Matsushita e Yamamoto são apoiados pela Honda, que fornece motores às duas equipes da Red Bull, mas o último foi é que foi escolhido para disputar a primeira sessão de treinos livres, sexta-feira pela manhã. A notícia certamente não é boa para o francês Pierre Gasly, que vai ceder o carro para o japonês, cujos resultados de 2018 já lhe garantem 50 pontos no sistema de graduação da FIA, cinco a mais que os 40 necessários
para poder solicitar a super-licença. O piloto francês começou este ano como companheiro de equipe de Max Verstappen, foi rebaixado para a Toro Rosso e viu seu substituto Alexander Albon conseguir resultados bem mais expressivos pela Red Bull. Como ter um piloto japonês na equipe significa pagar menos pelos motores Honda tal ingrediente significa que Gasly poderá acabar disputando a segunda vaga da equipe contra o russo Daniil Kvyat

Pelo horário de Brasília os treinos para o GP do Japão começam na noite desta quinta-feira e seguem o seguinte cronograma:
10/10 – Quinta-feira – Treino Livre 1 – 22:00-23:30
11/10 – Sexta-feira – Treino Livre 2 – 02:00-03:30
12/10 – Sábado – Treino Livre 3 – 00:00-01:00
12/10 – Sábado – Classificação – 03:00-04:00
13/10 – Domingo – Corrida – Largada 02:10

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista



ROSBERG FIRME, VETTEL NEM TANTO
A vitória de Nico Rosberg no Grande Prêmio do Japão, disputado domingo, em Suzuka, deixou o piloto alemão mais perto do seu primeiro título mundial enquanto seu compatriota Sebastian Vettel viveu um fim de semana pouco auspicioso. O tetracampeão mundial não conseguiu subir ao pódio e ainda ouviu Maurizio Arrivabene declarar que a renovação de seu contrato, que acaba em 2017, depende dos resultados que ele apresentar até lá. Terminado o tour da F-1 no Extremo Oriente, viu-se Rosberg firme, Vettel nem tanto…Falando nesse assunto, a Renault e Nico Hulkenberg estariam em fase final de negociação. Se confirmado o acordo vai gerar boa movimentação no mercado: deixará em aberto uma vaga na quarta melhor equipe da temporada, a Force India.

Alheia a tudo isso, a Mercedes comemorou seu terceiro título consecutivo entre os construtores com quatro provas de antecipação. Neste vídeo postado nas redes sociais, a marca alemã mostra como compartilhou a conquista com os funcionários na Inglaterra, certamente um case sobre como manter todos motivados e focados na conquista de mais um título em 2017. Vale a pena ver.

Se Rosberg saiu de Suzuka com uma confortável margem de 33 pontos na liderança do campeonato, boa parte desse resultado se deve à catastrófica largada de Lewis Hamilton, que caiu de segundo para oitavo e terminou em terceiro, após grande disputa com o holandês Max Verstappen. Com esse resultado, o inglês agora agora tem 280 pontos, contra 313 do líder. Para quem gosta de números frios e calculistas essa diferença permite ao alemão chegar ao tão esperado primeiro título terminando em segundo lugar todas as as quatro corridas restantes deste ano: Estados Unidos, México, Brasil e Abu Dhabi. Verdade que o campeonato deste ano já teve suas reviravoltas, mas o favoritismo agora é francamente de Rosberg.

Outro alemão, também chamado Nico, igualmente é apontado como favorito. No caso do Nico Hulkenberg suas chances de vitória seria fechar contrato com a Renault na condição de primeiro piloto. A imprensa alemã noticiou que até mesmo a minuta do contrato teria sido aprovada pelas partes envolvidas.Verdade que ele está confirmado na equipe Force India, ao lado de Sérgio Pérez, mas dois fatores ajudam a dar força a essa possibilidade bastante comentada no paddock de Suzuka: 1) Vijay Mallya, dono da equipe, já declarou que jamais impediria Hulk de aproveitar um bom convite; 2) Todos sabem que a vaga aberta pode ser convertida em um bom dinheiro, seja através de um piloto que traga patrocinadores ou através do piloto que a Mercedes escolher para preencher esse lugar. E dinheiro é sempre bem-vindo em qualquer equipe da F-1… Neste caso os primeiros da lista são Pascal Wehrlein e Esteban Ocon.

Já na Ferrari a situação não é nova, não é boa e nem deve melhorar em breve. A falta de resultados que eram esperados para este ano — Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen lutando por vitórias com os pilotos da Mercedes —, e a perda do segundo lugar entre os construtores para a Red Bull não ajuda em nada a solucionar os problemas que a imprensa italiana colabora para ficarem maiores. O contrato atual de Vettel termina no final de 2017 e há um acordo para renovar por mais dois anos.

Questionado sobre essa extensão em entrevista ao jornalista Carlo Vanzini, da Sky Italia, Arrivabene destacou que tanto Vettel, quanto a equipe como qualquer pessoa tem objetivos na vida e lembrou que o piloto tende a extrapolar as atribuições do seu cargo, ou como está na moda, do seu “job description”, para ser confirmado:

“Vez ou outra precisamos lembrar Vettel para se concentrar na sua tarefa, que é pilotar. Sobre sua renovação, ele precisa mostrar resultados como todos…”
A declaração de Arrivabene está longe de ser a descoberta da pólvora ou a reinvenção da roda: todo piloto campeão se enfronha em todas as áreas da equipe para saber o que está acontecendo, motivar seus colaboradores diretos e ter o equipamento que vai permitir obter melhores resultados. 

Ocorre que em estruturas menos rígidas, como é o caso da Ferrari, isso gera desequilíbrios exacerbados quando os resultados não vêm. E a Ferrari não vence desde desde… o GP de Cingapura de 2015, uma eternidade para os tifosi e para os executivos da FCA, a holding que, no final das contas, tem ingerência maior sobre o orçamento e as nomeações da equipe.

O resultado final e todas as informações do GP do Japão você encontra aqui e os melhores momentos da corrida neste vídeo.

Renault na F-E
O suíço Sebastién Buemi foi o grande sobrevivente da corrida repleta de acidentes e incidentes que serviu como abertura da temporada 2016/2017 da F-E, sábado, em Hong-Kong, como você pode conferir neste vídeo. O brasileiro Nelsinho Piquet largou na pole-position mas foi traído por um trecho da pista onde vários pilotos acabaram batendo nas barreiras de proteção. O americano Sam Bird assumiu a liderança mas ao trocar de carro o sistema de transmissão não funcionou e ele acabou se atrasando em quase uma volta. Lucas di Grassi parou para trocar o bico do seu carro e acabou fazendo uma boa recuperação, para terminar em segundo lugar.

Nelsinho Piquet fez a Pole Position
Resultado de Hong-Kong:
1) Sebastien Buemi, Renault e.dams, 53’13”298; 2) Lucas di Grassi, ABT Schaeffler-Audi Sport, a 2”477; 3) Nick Heidfeld, Mahindra Racing, a 5”522; 4) Nico Prost, Renault e.dams, a 7”360; 5) Antonio Felix da Costa, Andretti Formula E, a 17”987; 6) Robin Frijns, Andretti Formula E, a 21”161.
Posições no campeonato
Pilotos – 1) Buemi, 25; Di Grassi, 18; 3) Heidfeld, 15; 4) Prost, 12; 5) Felix da Costa, 10; 6) Frijns, 8.
Equipes – 1) Renault e.dams, 37; 2) ABT Schaeffler Audi Sport, 18; 3) Andretti Formula E, 18; 4) Mahindra Racing, 16; 5) NEXTEV NIO, 7; 6) Faraday Future Dragon Racing, 6.
A temporada prossegue dia 12 de novembro em Marrakesh, Marrocos.


WG

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Pirelli F1: com pista molhada, apenas os pneus intermediários e os de chuva foram usados hoje em Suzuka‏


Pela segunda etapa consecutiva, Daniil Kvyat foi o mais rápido no combinado dos tempos das duas sessões de Treinos Livres realizados nesta sexta-feira. O piloto da Red Bull fez a sua melhor passagem em 1min48s277, mesmo com o dia todo em Suzuka tendo sido afetado pela chuva que variou de leve a pesada na região do circuito. Por isso, todos os pilotos usaram apenas os compostos Cinturato Azul de chuva e o Cinturato Verde intermediário, resultando em tempos de volta que são, geralmente, 15 segundos mais lentos do que os obtidos com os pneus usados para pista seca. Na sessão de treinos livres da manhã, Carlos Sainz, da Toro Rosso, foi o mais rápido pela primeira vez em sua carreira na Fórmula 1.

A expectativa, agora, é que a pista esteja um pouco mais seca para o restante do fim de semana – embora a ameaça de chuva permaneça. Tanta água acabou tornando o trabalho das equipes extremamente difícil hoje, deixando-as sem condições de avaliar precisamente as melhores estratégias para a corrida, que é o que os times normalmente fazem com as avaliações e os dados obtidos nos dois primeiros treinos livres.

Muitas das equipes limitaram muito as saídas de seus carros para a pista, de modo a evitar riscos desnecessários. Este é um procedimento padrão, adotado em períodos de chuva muito intensa. No entanto, os times foram capazes de obter algumas informações úteis sobre o potencial do circuito e de seus carros em condições de pista molhada, no caso de os pneus intermediários ou de chuva ainda serem necessários nas sessões restantes.

Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli: “Para os pilotos e fãs foi um dia um pouco frustrante e inconclusivo das sessões de treinos livres, embora o clima não tenha diminuído o entusiasmo do público japonês. Os pilotos tiveram a oportunidade de usar os dois tipos de pneus, intermediários e de chuva, o que significa que as equipes puderam avaliar aquilo que chamamos de ‘pontos de passagem’: em outras palavras, o momento ideal em que a pista muda e deve-se trocar os pneus intermediários para os de chuva, ou vice-versa. O fato de as sessões de hoje terem sido bastante interrompidas significa que o Treino Livre 3, de amanhã cedo, terá uma importância muito maior, com as equipes tentando definir as melhores estratégias para a corrida, ou mesmo o acerto ideal para o Treino Classificatório.”

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Pirelli F1: os dois pneus mais duros para o GP de Suzuka, umas das provas mais velozes e épicas do ano

Logo após a prova de rua de Cingapura, onde os dois pneus mais macios foram os escolhidos, a Fórmula 1 segue direto para o Japão neste fim de semana, com os dois pneus mais duros: o P Zero Laranja duro e o P Zero Branco médio. 

Isso, porque o circuito de Suzuka contém algumas das curvas mais rápidas e exigentes para a categoria, como, por exemplo, a lendária 130R, que já faz parte da história da Fórmula 1. Como resultado disso, algumas das mais extremadas cargas de energia passam pelos pneus, o que ajuda a aquecê-los mais rapidamente. Isso requer os dois compostos mais duráveis da gama de maneira a manter a aderência mais consistente.

Devido ao clima notoriamente variável de Suzuka, os pneus Cinturato para pista molhada e intermediário devem ser vistos em ação nestes três dias, mesmo considerando que a prova será disputada uma semana mais cedo do que o habitual. As equipes devem estar bem preparadas para quaisquer situações, nesta pista que outrora foi palco da coroação de muitos campeões.

Paul Hembery, diretor de automobilismo da Pirelli: “Do ponto de vista dos pneus, Suzuka é um dos circuitos mais agressivos do calendário da Fórmula 1. Ele é comparável aos de Silverstone e Spa-Francorchamps. Como foi recapeado algumas vezes nos últimos anos, a tradicional rugosidade dos últimos anos foi reduzida um pouco. Mas isso não o torna mais fácil, nem menos desafiador. Também não é incomum enfrentar problemas com o clima, aqui em Suzuka. 

Às vezes, ele é extremamente chuvoso e, outras, dramaticamente quente. Nos últimos anos, tivemos estas duas situações aqui – e, algumas vezes, até as duas no mesmo fim de semana. Por isso, é um circuito muito difícil de modo geral. 

Os pilotos definitivamente adoram a experiência de pilotar aqui, e ao longo das atividades do fim de semana nós sempre temos o privilégio de encontrar alguns dos mais apaixonados e dedicados fãs que acompanham a temporada em diversas etapas. Eles são uma parte vital daquilo que torna Suzuka tão especial. Claro, como para todo mundo, Jules Bianchi estará em nossos pensamentos, mais do que nunca neste Grande Prêmio do Japão.”

Os maiores desafios para os pneus
Suzuka é um circuito muito rápido e sinuoso. Na medida que tem cargas muito elevadas de energia (por causa de suas curvas de alta), possui também uma das menores exigências longitudinais do ano, graças poucas alternâncias entre acelerações e frenagens. Por outro lado, os pilotos mantêm a aceleração no limite quase que durante toda a volta, inclusive em curvas muito longas, como a 130R (que foi batizada assim em homenagem ao seu raio) e a Spoon, que demandam muita energia dos pneus. A 130R é totalmente feita de pé-cravado em sétima marcha a uma velocidade acima dos 300 km/h, resultando o maior trecho de força G contínua do ano.

Ainda que Suzuka tenha sido recapeada várias vezes nos últimos anos, o seu asfalto ainda é bastante abrasivo. Há um relativo alto grau de evolução da pista ao longo do fim de semana: na sexta-feira, em particular, o circuito ainda está muito “verde”, pouco emborrachado, o que faz com que a degradação dos pneus gere alguns riscos, já que o nível de aderência ainda está longe do ideal.

Suzuka é, tradicionalmente, exigente quando se fala em desgaste e degradação, fazendo com que o gerenciamento dos pneus seja ainda mais importante do que normalmente. Com os riscos de chuva e de entradas do Safety Car, além das muitas oportunidades de ultrapassagens, esta é uma corrida onde as estratégias estão extremamente abertas, e dependem das circunstâncias que se apresentam.

A estratégia do ano passado e como a corrida foi ganha: A prova começou com Safety Car e foi disputada com chuva do começo ao fim. Lewis Hamilton venceu pela Mercedes largando da 2ª colocação, com pneus Cinturato Azul para chuva e parando nas voltas 14 e 35 para colocar os intermediários.


Expectativa de performance entre os dois compostos: 0s6 a 0s8, por volta.