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sexta-feira, 17 de julho de 2015

JEEP RENEGADE É O MAIS SEGURO CARRO NACIONAL




O Programa de Avaliação de Carros Novos para América Latina e o Caribe, Latin NCAP, acaba de divulgar os resultados das colisões frontal e lateral do Jeep Renegade produzido e comercializado no Brasil. E confirma o compromisso da marca Jeep em vender modelos da mais alta segurança, sem falar da sofisticação, exclusividade, conforto e capacidade off-road. O Renegade foi o primeiro modelo nacional testado a obter cinco estrelas para todos os ocupantes, incluindo crianças.

O Latin NCAP é um programa independente que faz avaliações de segurança em veículos utilizando métodos de provas internacionalmente reconhecidos, qualificando entre zero e cinco estrelas (pontuação máxima) a proteção oferecida para adultos e crianças. Segundo o Latin NCAP, o Jeep Renegade tem uma “estrutura forte”. Enquanto os airbags e cintos de segurança protegem corretamente os ocupantes no impacto frontal, o veículo ainda proporciona boa proteção no impacto lateral. O modelo avaliado foi o Jeep Renegade Sport (versão de entrada), com os dois airbags de série (portanto, sem as cinco bolsas opcionais).

Esses resultados não só conferem ao Jeep Renegade o título de mais seguro carro brasileiro, mas também confirmam o compromisso da marca no processo construtivo de seus modelos e na qualidade dos materiais empregados no projeto. E comprovam que o Polo Automotivo Jeep, em Goiana, Pernambuco, segue à risca os rígidos padrões de qualidade estabelecidos para os produtos da marca.

“Já na apresentação do Jeep Renegade, no Salão do Automóvel, havíamos assumido o compromisso de reinventar o segmento dos SUVs compactos, com um modelo autêntico, de qualidade global. Ter o veículo mais seguro da categoria fazia parte desse pacote, daí a oferta de mais de 60 itens de segurança ativa e passiva. Por isso comemoramos muito esse espetacular resultado de um instituto isento e respeitado como o Latin NCAP. Ele comprova que o Renegade não é apenas o mais seguro de seu segmento, mas entre todos os carros produzidos no Brasil”, afirma Sérgio Ferreira, diretor-geral da Chrysler do Brasil e da Jeep para a América Latina.

Como em todo veículo da Jeep, a segurança é primordial. O Renegade conta com mais de 60 itens relacionados a esse aspecto. Indo muito além dos obrigatórios airbags dianteiros e freios ABS, os controles de tração e de estabilidade, por exemplo, são equipamentos de série em todas as versões, bem como os controles anticapotamento e de estabilidade de trailer. Todos os passageiros traseiros contam com cinto de três pontos e encosto de cabeça. Atrás, há pontos Isofix para fixação segura de assentos infantis.

Para aumentar a visibilidade do motorista, os faróis de neblina e os sensores de estacionamento traseiro equipam todas as unidades do Renegade. E os repetidores laterais nos retrovisores também são de série desde a versão Sport. 
Completando, um dos pacotes de opcionais, o Safety, adiciona ainda airbags laterais, de cortina e de joelhos (totalizando sete bolsas de proteção) e sistema de monitoramento da pressão dos pneus.




sexta-feira, 3 de julho de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2715 - 03.07.2015 edita@rnasser.com.br  

Máquina do tempo, o Alfa Romeo 4C
Ele é instigante, reativo, feito quase artesanalmente e, melhor dos mundos, produzido agora já é considerado um futuro Clássico. Claro, tal rótulo não em proveniência nacional, de repórteres mal informados ou comerciantes descompromissados, assim chamando qualquer lata velha cuja característica maior é o peso dos anos.

Clássico, para quem do ramo, é produto com projeto individual reunido a melhor mão de obra, os melhores processos e materiais, caro e de produção contida. Quer um exemplo ? Os mito-marquetados Ferraris candidatam-se a tal rótulo, apenas se com motor 12 cilindros. Automóvel criado de supetão, em poucos dias, produção extra Fiat e limitada pela pequena capacidade da empresa fornecedora do monocoque em fibra de carbono. Construção típica de carros de corrida, congrega resistência com baixo peso, um dos segredos de sua performance. Com pequeno motor, de produção igualmente especial, porém base para futura família, 4 cilindros em linha, construção em alumínio, 16 válvulas, gasolina injetada diretamente e turbo compressor. Seus 1,75 litros produzem 240 cv de potência. O baixo peso, 895 kg, permite ótimo rendimento, um comportamento arisco. A colocação entre eixos traseira ajuda muito na estabilidade.

O Alfa Romeo 4C, no caso aqui relatado, é a recente versão Spyder, conversível – já dirigira, contidamente, a versão Coupé, inaugurando a família. Baixo, relativamente confortável para entrar e sair, oferece a sensação de vestir os ocupantes. 

Não há espaço de sobra e, pela ambiência, a proximidade do solo, o nervosismo na reatividade, lembram os Lotus dos tempos de Colin Chapman.
Não é automóvel para ser o único da família; não serve para levar meninos ao colégio; sequer para fazer compras no mercado. Também não o é para moças, exceto para as que efetivamente gostam de conduzir e entendem do produto, até porque, a noção de rodagem confortável é-lhe antagônica. Como passageiras, reclamarão. O ar condicionado é atravessado sob o painel em couro pespontado em vermelho e, no espaço exíguo, disputa com o joelho esquerdo da, do acompanhante. Para manter-se no solo tem a suspensão endurecida, e a direção é mecânica, exigindo braços e músculos peitorais dispostos. Para os de boa memória, o rodar de um Puma VW, perto do 4C, é de Rolls-Royce.

Acomodado – ou vestindo o automóvel -, pedaleira esportiva, sem alavanca de marchas, apenas botões no console. A alavanca de marchas e seu engatar, característica Alfa, inexistem. Mudanças automáticas no câmbio de seis velocidades e dupla embreagem. No console, botão rotativo em alumínio recartilhado, permite quatro tipos  de regulagens para motor, faixa de mudança de marchas, reatividade da suspensão.

Ronco másculo, elaborado – a Alfa Romeo tem se especializado em manter sua assinatura sonora – avisa logo de sua personalidade. Anda como quiser o freguês. Desde mudar marchas em baixas rotações, como fazê-lo em seu limite, com o motor viril troando pouco atrás de seus ouvidos, e com a música física do turbilhonamento da transformação da queima de ar e gasolina, em energia e ruído. Há artifício eletrônico típico do câmbio – um ruído de aceleração do motor, como se fosse automóvel com caixa de marchas sem sincronização, exigindo ao motorista uma acelerada para compatibilizar velocidade, rotação do motor e do câmbio. Quem ouve tributa homenagens.

Freia muito, e o ABS só opera no limite da irresponsabilidade, curva muito bem, mas lembra a toda hora ser um brinquedo a exigir identidade. Bobeou, ele tende a sair de traseira, demandando contra esterço e cautela para acelerar na correção. É daqueles automóveis que resgatam a exigência de cumplicidade para conduzi-lo. Pista de Balocco, a grande fazenda ex Alfa, ex Fiat e agora FCA nas proximidades de Milão, e pomposamente chamada FCA Prooving Ground, com emaranhado de pistas para avaliação, incluindo o circuito escolhido, reproduzindo curvas famosas de autódromos da Fórmula 1. Meu guia na pista, piloto de testes, estava em casa. Andava rápido, contido – limitava a 200 km/h a velocidade máxima -, mas desenhava o circuito invejavelmente, instigava segui-lo. Um professor. Você se sentia como ele – mas sabia, o limite do mestre estava muitíssimo acima dos seus esforços.

É um carro de marketing, como o antecessor 8C, dirigido no mesmo circuito. 
Feitos para manter vivos, instigantes, tema de assuntos e dúvidas, a imagem e o interesse pela marca no deserto de produtos quase ao final. Produção limitada pela pequena capacidade industrial do produtor do monocoque, embora sempre aumentada pois a demanda superou a capacidade de entrega. E não virá para o Brasil. À Argentina, onde não se exige adaptações para funcionar com a mistura de gasálcool, prometem-se três unidades. Custa
Como eram o MiTo e a Giulietta 1.4 turbo também à disposição no circuito ? Não sei. Em dia de caviar você não deve misturá-lo com sardinhas...
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Roda-a-Roda
Cruze – Apresentado nos EUA, previsto para início de 2016. Aqui, Salão do Automóvel do mesmo ano, e vendas como modelo 2017. Relativamente às unidades atuais, cresceu 7,5 cm, baixou 2,5 cm, adelgaçou 110 kg, tornou-se mais fluído e o mais aerodinâmico dos sedãs GM.

Trilha - Segue caminho de mudança de gosto do consumidor, automóveis menores, com menor consumo. Motor dianteiro, transversal, em alumínio, quatro cilindros e modesta cilindrada, 1,4 litro, 16 válvulas, abertura variável, injeção direta, turbo alimentado. Potência imaginada para o Brasil circa 150 cv. Motor e Cruze serão argentinos.


Surpresa - Cruze é fenômeno nos EUA. Em 2014, dentre os compactos foi o terceiro mais vendido, 273 mil unidades, atrás de Toyota Corolla, 340 mil, e Honda Civic, 326 mil. Curiosidade é ser projeto coreano, herdeiro da Daewoo.


Mudança – No limbo gerado pelo pedido de demissão de Ferdinand Pïech, ex CEO do VW Group, e a posse de novo membro da mesa diretora, Martin Winterkorn, há clima de fim de festa – o encerrar do atual projeto de gestão -, e o início da proposta do novo diretor e novo condutor.

Foco – No caminho das obviedades está sacudir a estrutura e fazer crescer vendas nos EUA e no Brasil, onde a marca caiu; cortar custos para aumentar lucros; retomar velocidade de crescimento para assumir a liderança mundial.

Fofoca – Jornalistas europeus e norte-americanos insuflam tese de remoção de Christian Kingler, chefe de vendas do grupo, nomeador dos diretores de vendas, incluindo EUA e Brasil, mercados em queda. Na prática presidentes locais convivem com subordinado hierárquico, porém autônomo no acatar ordens diretas do diretor alemão.

Aqui – Atribui-se a Klinger a substituição de executivos brasileiros por alemães sem conhecimento do mercado nacional, e as quedas de vendas e participação.

Idem – Localmente a recente nomeação do argentino Jorge Portugal como no 1 em vendas foi exigência de David Powels, novo presidente da VW Brasil, batendo com algum instrumento poderoso na mesa, dizendo, se mandassem outro alemão para vendas, que fossem dois – outro para substituí-lo na presidência.

Questão – Mundo globalizado, competitivo, dispensar gente não é problema, exceto em feudos familiares, como no caso do controle de VW AG e de sua controladora a holding Porsche SE. Ele é chairman da Porsche Salzburg, maior rede de concessionários na Europa, criada por Louise, mãe do demissionário Pïech – e filha do professor Porsche. E casado com sobrinha da família.

Festa – Um ano de mercado, e o pequeno picape chinês Lifan Foison, em vendas supera a soma dos concorrentes. Razão, ter motor com 1,3 litro de deslocamento, 85 cv e maior caçamba da categoria.


Prévia – Na Internet fotos do novo picape Fiat na linha de produção da FCA em Gravataí, Pe. E desenho do produto. O nome, Toro, é de sonoridade e imagem aos visados mercados latino americanos – confirmado por fonte acreditada.



Caminho – VW iniciou produzir o motor 1.0 TSI – o up! turbo. Três cilindros, 101 cv a gasálcool e 105 a etanol – sem turbo 75 e 82cv. Torque saltou de 95 para 165 Nm. Disponível a partir da versão Move up!

Tratamento -  Você anda triste, sem graça ? A Volkswagen pensou em você. O up!, muda conceito sobre tamanho, performance e agradabilidade de dirigir, será lançado em dias.

Mais – Anunciou investir R$ 460M na fábrica de São Carlos, SP, para produzir nova família TSI, os motores com injeção direta, abertura variada de válvulas e turbo. Moverão VWs, como up!, Jetta, Golf, e Audis, como A3 e Q3.

Aqui, não - O LatiNCAP entidade aferidora de segurança em veículos, cancelou os pontos dados ao Renault Clio montado na Colômbia com partes brasileiras e argentinas. Motivo, num primeiro teste caiu em exigência e a marca prometeu compor o veículo, não o fazendo. Renault brasileira explicita, a versão aqui vendida tem legalmente o ABS e almofadas de ar. Lá, não.

Inverno – Carro a álcool dependente do jurássico tanquinho não gosta de partida no inverno. Ao combustível vegetal falta capacidade energética para ignitar em baixa temperatura, daí o auxílio do gasálcool para iniciar funcionar. 

Preparação - Para melhorar o processo, gasolina nova no tanquinho – use Petrobras Podium ou Shell Racing, mais duráveis; bateria em bom estado com bornes e terminais limpos; velas em boa operação, eletrodos regulados; cabos de velas limpos e com boa conectividade. E, conselho de mecânico velho, coloque 15% de gasolina no álcool. Mistura não é chocolate, mas é uma alegria.

Volta – Nelson Ângelo Piquet, o segundo na atual geração da família, venceu o Campeonato FIA de Fórmula E – uma espécie de fórmula 1 com motor elétrico. Seu carro utilizava motorização Renault, então padrão na categoria. Bom retorno. Nelson havia deixado a Fórmula 1.

Categoria – É uma incógnita. Neste ano cada prova foi ganha por piloto diferente. Na próxima temporada, com a liberação de fornecedor, a disputa terá mais uma variável: motores e eletrônica, além de chassis e piloto.

Mais – DS, marca de luxo da Citroën, associou-se à inglesa Virgin Racing Engineering na Fórmula E FIA. Apostam na vitrine de tecnologia e na atração pelas disputas. Desenvolvimento e a imagem da tecnologia de vanguarda muito interessam aos fabricantes de automóveis na transição de matriz energética.

Negócio – Atual mercado automobilístico não vende preferências, fidelidade, agrado: compras são por condições de pagamento. Ágil, o Banco Rodobens estimulou vendas das concessionárias do grupo, com proposta atrativa.

E ? –Trocar semi novo por O Km, refinanciando com parcelas iguais ou menores ao contrato original. Em dois meses, com negócios em casa, gerou mais de R$ 1M em vendas e metade deste valor em financiamento.

Cuidado – Veículos de transporte escolar serão obrigados a utilizar cadeira de bebê para crianças até 7 anos e meio. São três modelos: “bebe conforto” entre 1 e 4 anos; daí aos 7, cadeiras com acento de elevação, encosto e cinto próprio. Descumprimento gerará multa de R$ 191,54 e 7 pontos na CNH. A partir de fevereiro de 2016.

História – Quatro de julho marca a operação que transformou a franco-italiana Simca em dono das operações Ford na França, e segunda maior fabricante do país. Também, o início do fim da marca.

Afinação – Legisladores de Portugal criaram conta ao contrário: em vez de perder pontos por infrações de trânsito, motoristas podem ganhá-los assistindo aulas sobre o Código e procedimentos, e poderão abate-los de outras penalidades. Negócio objetiva reduzir elevada acidentalidade.

Negócio – Enquanto os aficionados veem a Fórmula 1 como disputa esportiva, a bilionária movimentação não passa de atividade comercial bem explorada pela detentora de seus direitos, incluindo transmissão.

Interesse - Empresário norte-americano, Stephen Ross, 75, investidor e dono do time de futebol Miami Dolphins, associado à Quatar Sports, querem assumir o negócio, comprando 35,5% das cotas da CVC Capital Partners, e os 5% detidos por Bernie Ecclestone, 84, mandão da Fórmula 1. Valor da proposta, 6,2B Euros.

Gente  Domingos Boragina, 57, advogado, especialização em marketing e finanças, mudança. OOOO Saiu da mesa da Citröen onde comandou a expansão da rede concessionária e mudou de sala para assumir a direção comercial da Peugeot. OOOO Substitui Abelardo Pinto, agora do outro lado do balcão, diretor comercial do Group 1 Automotive  OOOO Osamu Suzuki, 85, Presidente e CEO na marca, indicou sucessor. OOOO Toshihiro Suzuki, 56, filho. OOOO Não assume agora os cargos do pai, apenas quando do afastamento do mais longevo condutor de indústria automobilística. OOOO Olimpio Jayme, 86, antigomobilista, passou. OOOO Ativo, movimentado, advogado estelar, foi referência e base para a criação do antigomobilismo em Goiás, e a solidificação de relações com o movimento brasiliense. OOOO Do ramo, mesmo antes do movimento, preservou o Ford Modelo A, de 1929, com o qual, à falta de estradas, atendia à clientela no Goiás. OOOO


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 1915-08.maio.2015- edita@rnasser.com.br
Elegante, agradável, o Peugeot 2008 THP
Fórmula para satisfazer comprador de automóveis é simples de aviar: linhas agradáveis, uso confortável, boa acomodação ao condutor, espaço para gentes e coisas, causar boa impressão aos de fora do automóvel, boa performance, confiabilidade e preço. O novo 2008 cumpre isto. Elegante, bem dotado em linhas, confortos e segurança, a versão THP indica o uso do motor 1,6 litro, quatro cilindros, 16 válvulas, injeção direta e turbo. Produz 173 cv e oferece 24,5 mkgf de torque a partir de 1.750 rpm – logo acima da marcha lenta. Transmissão mecânica com 6 velocidades.

No andar, tanto arranca muito bem, permitindo utilizar as marchas superiores em grande faixa, reage nas acelerações, quanto atinge velocidade final em torno de 180 km/h, garroteada pela transmissão para impedir folguedos desnecessários. Tal número é bastante ao tipo familiar do 2008.

Esteticamente é muito bem formulado, com a interessante solução de pequena elevação no teto, logo após a Coluna B, para maior conforto aos usuários traseiros. Para marcá-la, placas cromadas curiosamente apostas sobre as janelas posteriores. Bem arrumado.

Utiliza a base do sedã 208, e sua característica de oferecer a melhor ergonomia ao condutor, com todos os comandos à mão, volante de pequeno diâmetro, instrumentos em linha baixa. O conjunto com direção assistida eletricamente, é macio, preciso, e combina com o restante da performance.
Para entender

Peugeot Brasil está em reinvenção, centrando produzir veículos elegantes, com requinte de construção e decoração, após perder muitas vendas e cair de participação no mercado. Nada de carros pelados e baratos, mas de bom conteúdo. Consequência desta postura de elevar preços, redução de vendas, contração e apertos para a rede de revendedores mas, como diz o mexicano Miguel Figari, diretor geral da marca, foco é o lucro operacional.

Nesta trilha de charme e grife, o 2008 é o primeiro passo de refinamento para a nova imagem, logo seguido pelos 308 e 408 argentinos, revistos e implementados, e do novo 3008, importado, todos no segundo semestre.
Andando

Muito agradável. Bem instalado, comandos à mão, espaçoso na frente, atrás nem tanto. Área para bagagens dentro do padrão normal. É rápido para andar e em reações. O amplo torque do motor exige atenção para as rodas frontais não patinar, consequência do elevado torque em baixa rotação e pouco peso. Há cautela eletrônica no bem composto console, botão giratório para regulagens entre neve e lama.

Estável, bom nos freios a disco nas 4 rodas, ABS+AFU, programa de estabilidade, econômico. Consumo em estrada livre em torno de 10 km/litro. Cidade limpa, pico de 13,3 km/litro de gasálcool. Preço do pacote completo arranha os R$ 80 mil. Versões com motor 1,6 litro, 115/122 cv, aspirado, flex, inicia em R$ 67.190, versão mais simples; por R$ 70.890 câmbio automático antigo com 4 velocidades; R$ 71.290 inclui o charmoso e estrutural teto de vidro com cortina elétrica.

Em época de opção crescente por transmissão automática, a versão de topo não a oferece. Razões físicas: o espaço na carroceria é pequeno para receber a de modelo atualizado. Assim, para não utilizar a versão antiga – opcional nas versões inferiores -, optou-se por mecânica de seis velocidades.

Gostei
Não Gostei
Estética
Composição
Rendimento
Consumo
Habitabilidade


Economias bestas:
Vidro automático apenas para motorista
Exigência de chave mecânica para ligar
Freio de mão mecânico
Espelho interno mecânico
Tampa do tanque com chave
Ausência de fixadores Isofix para crianças

Roda-a-Roda

Reflexo – O arrepio no elevado escalão da Volkswagen trouxe o resultado previsto: ações da empresa caíram 8%. Dentre medidas para o futuro, a holding criará empresa específica para gerir suas controladas MAN e Scania.

Curiosidade – O pequeno Uruguai é o único integrante do Mercosul a crescer em produção e vendas no primeiro quadrimestre: 3,2%, e recordes 16.454 unidades. Brasil encolheu uns 20%, Argentina 22%, Venezuela 16,4%. Paraguai não produz veículos, apenas auto peças.

Crescimento – Para a FCA, junção de Fiat e Chrysler, abril mostrou crescer vendas mundiais em 6% relativamente a abril de 2014. Grupo mantém crescimento.

Novos – Peugeot 308 e 408 com aparência e conteúdo refrescados estarão no
Salão do Automóvel de Buenos Aires, junho. Após, vendas no Brasil. Caminho é o adotado pela marca, maior refinamento, marcado pelo charme.

Surpresa – Mercado entendia como estabilizada a queda de 20% nas vendas dos automóveis O Km, entretanto o mês de abril surpreendeu e aumentou a distância para 25%. A aprovação do ajuste fiscal e algum sinal de direção do país devem melhorar o clima econômico e as vendas.

Freio – Indústria automobilística dá férias a funcionários para deter produção e forçar venda dos elevados estoques. Na Chery, inaugurada com greve dos metalúrgicos, situação diferente: concessionários não tem veículos à venda.

Revendas – Terminais do segmento, rede de revendedores já viu fechar 250 lojas, despedir 12 mil pessoas, e acompanha contração de negócios, com mudança para lojas menores para reduzir custos operacionais.


Solução – Para sobreviver Suzuki mudou o processo produtivo. Agora produção e distribuição do nacional Jimny e importados se farão totalmente nas instalações da Mitsubishi, em Catalão, Go. Ali antes realizava parte, com montagem final na também goiana Itumbiara, a 200 km de distância. Na prática significa reduzir 60 empregos.


Planejamento – Apesar dos tropeços, planos de médio prazo se mantém, como o da Mercedes e sua fábrica de automóveis em Iracemápolis, SP.

Movimentou 1M de m3 de terra, e iniciou erigir 140.000 m2 de construção no terreno de 2,5 milhões de metros quadrados.

Futuro - Lá fará sedã Classe C e o novo GLA. Fábrica integra projeto de liderar
mundial em vendas Premium até 2020. Para formar mão de obra local, acordo com o Senai.

RS – Renault terá versão Sandero RS, com personalidade esportiva. Simbiose de experiência e tecnologias entre as Renault Sport, francesa, com técnicos e engenheiros do Brasil e Argentina moldaram os acertos. Motor 2.0 e 148 cv; câmbio com seis velocidades; suspensão, direção e freios adequados ao espírito.

E ? – RS indica a Renault Sport, braço esportivo desta marca francesa. Não é a aposição de um embleminha, mas fazer trabalho de desenvolvimento e ajuste com foco esportivo. Produção no Paraná, apresentação no Salão de Buenos Aires, vendas segundo semestre.

Mercado – Abril fechou com disputa insólita pelo mercado: quatro veículos embolados na liderança. Ao final Fiat Palio hatch vendendo 8.841 unidades, apenas 58 sobre GM Onix; 88 além de Hyundai HB 20. Picape Strada 8.598, e
Uno vendeu exatos 8 mil unidades. Sorri-se na Fiat: dos cinco mais vendidos, três são da marca.

E você ? – O mercado já sinalizou como está. Vendas de carros usados tem subido, de novos caído. Significa, se afim de O Km, barganhe.



? – No disputado mercado dos SAV e assemelhados, o HR-V da Honda, em abril vendeu quase duas vezes mais sobre Ford EcoSport, então líder: 4.958 x 2.290. Duster, em processo de mudança, entregou 2893. Renegade, Peugeot 2008, e JAC T6 fora da conta sem mês cheio para as vendas.



Enquadramento – Em documento interno, conta o bom sítio Autoblog.ar, GM indica série de mudanças estruturais em Onix, Prisma, Cobalt e Spin. Soldas, reforços, partes com maior capacidade de absorver pancadas. Razão aparente, ter melhores resultados nos testes de impacto realizados pelo LatinNCAP.

Quem – Quando mudam? Cobalt - a partir do VIN FB226125; Spin - após VIN GB109191; Onix – depois do VIN FG412844; Prisma - idem VIN FG413929. Vai comprar? Prefira os posteriores. Mais seguros.

LatinNCAP – Entidade com patrocínio mundial submete veículos a testes de impactos para mensurar índices de danos físicos e a ocupantes. Nota baixa fez
Hyundai aplicar os engates Isofix nos HB20, Renault reforçar a porta esquerda do Clio, mesmo passeando à beira do telhado.

Bruto – 15 meses pós lançamento, motor R22, diesel, 2.2 litros, três cilindros da FPT Industrial equipando pequeno trator New Holland Boomer, é “Máquina do Ano” por suas características, em especial quanto a emissões. Ao Brasil só com endurecimento da legislação de emissões.

Roda Dura – Pesquisa conduzida pela YouGov na Europa indicou, um a cada três motoristas tem problemas e pequena colisão nas manobras em marcha a ré. Para ajudar a reduzir tais números, Nissan auxiliou desenvolver câmara com visão de 360 graus. Seguradoras agradecem.

Mimo – Em época de bolso fechado, Shell incentiva trocar óleo lubrificante. Até 30 de junho comprador de 4 litros de Helix Ultra ou HX8, ganhará estojo com seis ferramentas.

Ecologia – Revendas VW fazem higienização ecológica. Em 30 minutos máquina de oxi sanitização liquida fungos, bactérias, vírus – e tira cheiros dos veículos. R$ 89 pelo uso do equipamento, mais algum para a concessionária.

Pneu – Nova marca no mercado: Aeolus, chinesa, do conglomerado comprador da Pirelli. Inicia com produtos para automóveis, com aros de 13”a 18”, leque para maiores representantes da frota. Diz ter mesma qualidade das marcas mais conhecidas, e preços menores entre 10 e 40%.

Imprensa – Em bancas seletas, segundo número de Top Carros, mais charmosa das revistas nacionais de automóveis. Tratamento gráfico e visual relevantes, textos optando por informações, sem a ditadura do espaço. E intensa mídia.

Antigos, 1 – Após bons resultados no oferecer serviços, peças e cuidados para Jaguar com mais de 10 anos de produção, Land Rover resolveu fazer o mesmo.
Cálculos da empresa indiana exibem, cerca de 70% dos 6M de LR produzidos desde 1948 ainda existem. A operação não atinge o Brasil.

Antigo, 2 – Guia Partes & Peças, do editor Roberto Haruo, em 13ª. edição.
Quase 140 endereços de vendedores e prestadores de serviços em veículos antigos, alento a colecionadores de automóveis antigos, em especial aos não residentes em São Paulo, maior concentração destes especialistas.

Afim – Querendo facilitar sua vida de colecionador ou aficionado ? É o melhor investimento no setor ao custar R$ 4. Para tratar, partesepecas@ig.com.br

Só alegria – Mais divertido evento para veículos antigos, o Pé Na Tábua,
corrida de calhambeques, fechou 5ª. edição com recorde de público e participantes – 45. Tri campeão Nelson Piquet venceu em duas categorias;
Pedro, seu filho mais novo, 16, na classe Modificados, e outro representante de Brasília, Luiz Carlos Peixoto, ganhou a Prova da Marcha Lenta.

Gente Cristian Malevic, paulista, engenheiro mecânico com MBA, promoção.
OOOO Diretor técnico na MWM International de motores. OOOO