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segunda-feira, 8 de junho de 2020

CAOA CHERY exporta Tiggo 2 para o Paraguai


A CAOA CHERY iniciou a exportação de veículos fabricados no Brasil para os países do Mercosul. Nesta primeira fase, foram enviadas 10 unidades do Tiggo 2 para o Paraguai. O modelo foi escolhido por atender às exigências do consumidor paraguaio.

Equipado com motor 1.5 Flex, o Tiggo 2 é um SUV de alto valor agregado, graças ao amplo pacote de equipamentos, o bom desempenho e o design atraente. O consumidor pode optar pelo câmbio manual e automático, nas versões Look e ACT.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

ARRIZO 5: Performance e Economia de Combustível


Um sedan que alia performance, sem perder em consumo de combustível. Esse é o novo CAOA CHERY Arrizo 5. O modelo, que chegou ao mercado em março deste ano, traz ao segmento de sedans uma combinação única entre motor 1.5L Turbo Flex com câmbio CVT de 9 velocidades simuladas, proporcionando ótima capacidade de torque, eficiência energética e uma dirigibilidade que vai ao encontro da expectativa do consumidor brasileiro.

O Arrizo 5 modelo 2021 possui 21,4 Kgfm de torque para etanol ou gasolina, ante os 19,4 Kgfm do modelo 2020. Além disso, a atualização e a nova calibração do conjunto de powertrain possibilitou que o veículo reduzisse o consumo médio em 11%, também em relação ao modelo anterior. A potência máxima é de 150 cv para etanol e 147 cv para gasolina.
Nova transmissão

O consumo de combustível também foi favorecido. De acordo com dados do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), o Arrizo 5 2021 tem consumo médio de 7.6 km/l e 9.6 km/l quando abastecido com etanol, na cidade e estrada, respectivamente. No abastecimento com gasolina o consumo médio é de 11 km/l na cidade e de 12.9 km/l na estrada.

Recém-chegado às lojas da CAOA CHERY de todo o Brasil, o Arrizo 5 2021 está disponível em toda a Rede de Concessionárias. Nas localidades em que as lojas permanecem fechadas devido à pandemia da COVID-19, é possível testar o modelo de maneira segura com atendimento em domicílio. Para isso, basta que o cliente entre em contato com o número 0800 772 4379 para ser direcionado a um vendedor.

terça-feira, 17 de março de 2020

João Oliveira é o novo presidente da ABEIFA


João Henrique Garbin de Oliveira
João Henrique Garbin de Oliveira, diretor geral de Operações e Inovação para o Brasil da Volvo Cars, foi eleito na última quarta-feira, 11/3, presidente da Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, em chapa única formada por seu vice-presidente Divanildo Albuquerque (Jaguar Land Rover) e Julia Boch Rios (Porsche), para o mandato de 2020-2022.

João Oliveira substitui José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, que encerrou seu quarto mandato, em dois períodos distintos de quatro anos.

O executivo da Volvo Cars é o nono presidente da Abeifa, fundada em 15 de março de 1991 e que chegou a ter em seus quadros 32 montadoras internacionais, das quais 14 delas passaram a constituir unidades fabris no País a partir de 1996. Hoje, a entidade representa 15 associadas: BMW, BYD, CAOA Chery, Ferrari, JAC Motors, Jaguar, Kia Motors, Lamborghini, Land Rover, Maserati, Mini, Porsche, Rolls-Royce, Suzuki e Volvo.

Na avaliação do novo presidente, “em 29 anos de história da Abeifa, o impacto negativo do imposto de importação de 35% e da elevada cotação do dólar e do euro no setor de veículos importados não tem precedentes. Por isso, vamos dar continuidade à gestão anterior nesse quesito, no sentido de negociar junto ao Governo Federal a redução do imposto de importação dos quais 35% para 20%, alíquota equivalente à TEC – Tarifa Externa Comum do Mercosul”.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1066/366– 10/10/2019


Fernando Calmon
Caminhos da eletrificação
Um salão discreto, focado em várias palestras e participação bastante limitada do público (6 mil visitantes) se realiza anualmente, no começo de outubro, por três dias. No entanto, já completou 15 edições. Trata-se do Veículo Elétrico Latino-Americano, em São Paulo. Este ano três dos cinco fabricantes que vendem esse tipo de automóvel no Brasil (CAOA Chery, JAC e Renault) montaram estandes no evento. Bicicletas, patinetes e scooters, além de fornecedores de equipamentos de recarga, serviços e fabricantes de baterias, formaram o conjunto de expositores.


Sempre merecem especial atenção as baterias. Por isso, se ouviu com maior interesse o executivo suíço Julian Tanner, da empresa alemã Innolith. Ele anunciou um alcance de até 1.000 km para automóveis elétricos, com baixo risco de incêndio e alta densidade energética, sem revelar a matéria-prima utilizada. A Innolith ainda procura parceiros para iniciar a produção, sinal de que falta convencê-los sobre a viabilidade econômica.

Tanner até praticou “sincericídio” (suicídio por sinceridade) ao reconhecer a resistência do consumidor em sair dos carros convencionais, apesar da pressão dos governos da China e da Europa. Os problemas são recorrentes e bem conhecidos: demora em recarga, poucos eletropostos, alcance limitado, alto custo, peso, volume, durabilidade e reciclagem.

A empresa de pesquisas de opinião Ipsos divulgou o resultado de um estudo de como se poderia estimular a demanda por veículos elétricos no Brasil. Os percentuais somam mais de 100% porque os entrevistados puderam dar mais de uma resposta:
• 35% opinaram que não há facilidade para encontrar modelos elétricos no mercado
• 33% afirmaram a dificuldade de encontrar estações de carregamento
• 32% apontaram o alto custo geral (valor de revenda, reposição da bateria e mercado limitado)
• 30% disseram que os modelos são muito caros
• 29% consideraram o alcance inadequado para percorrer longas distâncias

Há também os otimistas que confiam no estudo da BloombergNEF. Esta consultoria foi citada por Raul Beck, do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, por prever que em 2025 os carros elétricos deverão se equiparar em preço aos convencionais com ajuda dos subsídios dos governos. Há dúvidas sobre isso pois significa que a matéria-prima da bateria, o lítio, continuaria a cair de preço de forma acelerada na medida em que a demanda subiria consideravelmente. Não tem muita lógica econômica, quando se considera a lei da oferta e procura.

Os híbridos também tiveram espaço no evento, embora não se classifiquem formalmente como elétricos. A Toyota e sua subsidiária de luxo Lexus foram pioneiras nesta solução que deveria representar um caminho mais prudente até se alcançar uma solução viável para as baterias. Se o motor a combustão for flex e usar etanol, as emissões de CO2 são mais baixas do que em um veículo 100% elétrico recarregado em uma rede cuja geração depender de fontes térmicas de origem fóssil ou não renováveis.

Para Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota, “é necessário uma visão de 360° de produto, tecnologia e infraestrutura em qualquer estratégia de eletrificação”. Não há como não concordar.

ALTA RODA

RECUPERAÇÃO
 do mercado interno de veículos leves e pesados perdeu um pouco de fôlego nos primeiros nove meses do ano. Ritmo de expansão caiu de 12,1% para 9,9% em relação ao mesmo período de 2018. Previsões da Anfavea para o ano cheio de 2019 foram reduzidas: vendas (mais 9,1%), produção (mais 2%) e exportação (menos 33%) em razão do forte tombo argentino.


ESTOQUES nos pátios das fábricas e concessionárias continuam a subir. De agosto para setembro passaram de 44 para 45 dias, mas tudo indica que começarão a cair neste último trimestre em razão de juros menores de financiamento e aquecimento tradicional de fim de ano. Normal seria estocar 35 dias de vendas. Então há espaço para continuar a negociar descontos.

JETTA GLI é um sedã impressionante a cada vez que se exige dele: basta selecionar pela alavanca de câmbio e na tela multimídia a posição Sport. Os 230 cv e os 35,7 kgfm (a apenas 1,500 rpm) não deixam dúvidas. Ao mesmo tempo oferece conforto – dois bancos dianteiros elétricos – e acabamento coerente à proposta. Além de ótimo porta-malas de 510 litros.

ALGUMAS exigências descabidas, que só aumentam custos de produção no Brasil, começam a desaparecer. Anfavea convenceu o governo a revogar antiga ação burocrática que colocava sob controle do Exército a importação de cintos com pré-tensionador e airbags. De fato, tais equipamentos contêm pequenas cargas pirotécnicas, mas nada a merecer controle rígido.

CAMPANHAS de recall passam a ser mais efetivas. Desde março de 2011 se previa que a informação sobre não atendimento estaria no certificado de registro anual dos veículos. Só agora começou a valer. As fabricantes deverão fornecer um comprovante para quem perdeu o prazo, mas efetivou o conserto. No ano seguinte, a ressalva será retirada do certificado.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1043/343– 02/05/2019
Fernando Calmon

Automec aponta bom sinal

A 14ª edição da Automec, feira internacional bienal de autopeças realizada semana passada em São Paulo, superou as expectativas. Ocupou todo espaço disponível de 90 mil m², além de 20 mil² de área de interação. Atraiu 75 mil visitantes, a grande maioria de profissionais, e se transformou na segunda maior deste setor no mundo. É o maior evento comercial da América Latina, segundo a Reed Exhibitions, pois as rodadas de negócios nacionais e internacionais somaram R$ 77 milhões. 


O setor de reposição de autopeças espera movimentar até 2022 cerca de R$ 142 bilhões, segundo estudo da consultoria McKinsey. Em 2017 foram R$ 95 bilhões. 

Embalada com o crescimento no faturamento de 12,8% no primeiro bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2018, a indústria brasileira de autopeças não perdeu a oportunidade de “marcar terreno” para enfrentar forte concorrência do exterior, em especial da China, Turquia, Índia e Coreia do Sul, além de fabricantes da América do Sul. 

O pavilhão internacional atraiu 580 marcas de 26 países, 200 a mais do que em 2017. China liderou com 10% do total dos estandes. Além de Índia, Turquia e Coreia do Sul os alemães vieram pela primeira vez. Estrangeiros representaram mais de um terço dos 1.500 expositores. 

Um evento importante foi o Encontro da Indústria de Autopeças. “Vivemos momentos de disruptura em todas as atividades. Na nossa área, isso é ampliado pela forte concorrência mundial e novos rumos da mobilidade, conectividade, automação e eletrificação dos automóveis”, afirmou Dan Iochpe, presidente do Sindipeças. 

Herbert Demel, CEO da canadense Magna e ex-presidente da VW do Brasil, ressaltou que o poder de compra no Brasil triplicou desde 1980. “Os negócios vão florescer principalmente porque o País tem o etanol, que poderá ser muito bem utilizado em motores híbridos.” 

Sobre o futuro da eletrificação, continua a falta de consenso. Volker Barth, ex-presidente da Delphi do Brasil e hoje diretor da consultoria americana The Horizons Group, enfatizou: “Eu não acredito que o futuro seja o automóvel elétrico com bateria. Acho que muita gente corre depressa demais por esse caminho.” 

Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, destacou que sua empresa investe na eletrificação, mas dá um passo de cada vez. “Acreditamos que híbridos flex, como nosso Corolla, proporcionarão escala de produção mais imediata. Não seria tão viável iniciar com um produto totalmente elétrico.” 

Para Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul, a indústria brasileira precisa fugir de amarras tributárias. “Nossos custos de produção são inferiores cerca de 10% em relação a um modelo equivalente nos EUA. Mas quando chega às concessionárias aqui, o carro custa até 35% mais caro. Não é possível ser competitivo com uma carga tributária de 40% a 50% do preço final de um veículo.” 

Entre muitas novidades que foram apresentadas nesta Automec, o revolucionário filtro sem papel da italiana UFI, o óleo lubrificante sintético da brasileira Petrol e o adesivo universal da alemã Loctite para restauração de rodas de liga leve trincadas em menos de meia hora. 

ALTA RODA

DISCRETAMENTE, Mercedes-Benz anunciou que sua picape média Classe X não será mais fabricada na Argentina. A empresa realocou investimentos e não garantiu que importará o modelo produzido na Espanha. Situação econômica do país vizinho pode ser uma das causas. Fica no limbo a picape Renault Alaskan, já adiada para 2020. Nissan Frontier, já produzida em Córdoba, é base das três picapes. 

ALTURA de rodagem elevada em 4 cm deixou a versão aventureira Trekking, do Fiat Argo, pronta para incursões leves fora de estrada e enfrentar obstáculos “naturais” de ruas e estradas. São 21 cm de vão livre com pneus de uso misto e perfil alto. Teto pintado de preto e aplique da mesma cor no capô chamam atenção. Entre quatro concorrentes diretos, preço competitivo: R$ 58.990. 

FORD importa, agora, o SUV médio Edge apenas na versão esportivada ST. Os 335 cv (51 a mais) e 54,4 kgfm trazem boas sensações. Câmbio automático de oito marchas, rodas de 21 pol., molas até 20% mais firmes e barra estabilizadora de maior diâmetro estão coerentes com a proposta. Carrega celular por indução e oferece nível 2 de condução autônoma. R$ 299.900. 

MUDOU bastante o estilo do novo Mitsubishi Pajero Sport, importado da Tailândia. Ficou melhor, porém lanternas traseiras são audaciosas demais. Conforto interno (sete lugares) melhorou com 10 saídas de ar-condicionado. Suspensão traseira manteve eixo rígido e adota molas helicoidais com três braços. Avançou em eletrônica de bordo e também no preço: R$ 265.990. 

ESPAÇO para estimular novas ideias e criação de aplicativos para carros compartilhados (inicialmente para funcionários da fábrica) são as primeiras ações desenvolvidas pelo Renault Lab, no Cubo Itaú, em São Paulo. A marca francesa aposta na criatividade brasileira. 

RESSALVA: SUV de topo da Chery é o Tiggo 8 e não T8, como publicado semana passada. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Venko Motors impulsiona vendas da SsangYong no Brasil


No primeiro ano de operação no País sob o comando dos negócios da SsangYong Brasil, a Venko Motors dá continuidade a expansão da marca sul-coreana no País, com a abertura de novas lojas e oficinas, a vinda de um novo lote de veículos e anúncio de mais dois modelos inéditos para o consumidor brasileiro em 2019. A empresa mostra expertise e know-how de importadora, com quase 10 anos de tradição; foi ainda a grande responsável pela introdução da linha de veículos de passeio da Chery no Brasil, em 2009.


A expertise adquirida no período em que representou a Chery e a confiança no futuro do País levaram à retomada dos negócios de importação de veículos da sul-coreana SsangYong anunciada no final de 2017. O início das operações foi marcado pela retomada do atendimento aos antigos clientes da marca e pela montagem de um centro de distribuição de peças de reposição.

Atualmente, a SsangYong Brasil possui instalações em Salto, onde está o Centro de Operações e Distribuição de Peças; em Vitória (ES), área com capacidade para 12 mil veículos, onde são desembarcados e nacionalizados, e em Itajaí (SC), onde mantém uma área portuária alternativa.

A marca mais antiga de carro da Coréia do Sul estreou no País junto à Venko Motors com quatro modelos de veículos de uma só vez: o SUV compacto Tivoli, os SUVs Korando e XVL e a picape Actyon Sports, sendo que cada veículo é oferecido em duas versões, STD (Standard) e DLX (versão Deluxe). “Para 2019, teremos mais dois novos modelos Premium para o consumidor brasileiro e o compromisso em manter sempre o mercado brasileiro atualizado no que diz respeito a tecnologia e lançamentos”, diz Marcelo Fevereiro, diretor de Operações da SsangYong Brasil.

sábado, 6 de outubro de 2018

Venda de veículos importados retrai 23,4% em setembro


As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 2.912 unidades, anotaram em setembro queda de 23,4% em relação a agosto último, quando foram vendidas 3.800 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de setembro é 22,4% maior. Foram 2.912 unidades contra 2.379 veículos emplacados em setembro do ano passado.

No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 27.761 unidades importadas licenciadas, alta de 30,9% em relação às 21.201 unidades emplacadas de janeiro a setembro de 2017.

“O efeito eleições, a alta do dólar e o fato de setembro ter tido 19 dias úteis, contra 23 em agosto, influenciaram diretamente na queda de vendas. Esperamos que, no último trimestre do ano, o setor possa alavancar suas vendas, em especial no último bimestre quando as eleições já estiverem definidas”, explica José Luiz Gandini, presidente da Abeifa.

Para Gandini, “em novembro, com o Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, o mercado deve reagir até porque as associadas à Abeifa vão mostrar muitas novidades e, aliado a isso, os dias que antecedem ao final do ano são mais propícios para a compra e venda de automóveis zero quilômetro”.

As cinco marcas que mais venderam, de janeiro a setembro de 2018, ante igual período de 2017, foram a Kia Motors (8.908 unidades / +43,4%), Volvo (4.536 / +82%), Jac Motors (3.106 / +22,9%), BMW (2.074 / +33,9%) e Suzuki (1.900 / +0,1%). No mês de setembro, comparado a agosto último, Kia Motors (945 / -11,2%), Volvo (486 / -37,4%), Jac (241 / -33,6%), BMW (232 / -20,3%) e Land Rover (212 / -18,1%) formam o quadro das cinco marcas que mais licenciaram.

Participações – Em setembro último, o total de 2.912 unidades importadas da Abeifa significou 1,42% do mercado interno, que emplacou 204.733 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 11,3% (do total de 25.767 unidades importadas).

Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 5.090 unidades licenciadas em setembro. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa subiu para 2,49% do mercado interno de autos e comerciais leves (204.733 unidades).

Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover e Suzuki fecharam o mês de setembro com 2.178 unidades emplacadas, total que representou queda de 8,4% em relação a agosto de 2018. Comparado a setembro do ano passado, a alta é de 29,6%, quando foram emplacadas 1.681 unidades nacionais.

No acumulado do ano, contra igual período de 2017, a BMW cresceu 10,9% ( 6.212 unidades em 2018 ante 5.603 unidades em 2017), a CAOA Chery aumentou sua produção em 86,4% (5.047 unidades em 2018 ante 2.707), a Land Rover obteve alta de 3,1% ( 3.522 x 3.415 unidades) e a Suzuki, 26,8%, com 1.705 unidades este ano contra 1.345 unidades em 2017.

No mês de setembro, comparado a agosto último, as marcas que mais venderam, de produção nacional, foram a CAOA Chery (1.006 / -4,2%), BMW (702 / -16%), Land Rover (236 / -16,6%) e Suzuki (234 / +11,4%).

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2518 -22.06.2018 - edita@rnasser.com.br


Uma Automundo ?
Anúncio de Volkswagen e Ford prometendo estudar sinergias e negócios, em especial quanto a veículos comerciais, instam lembrar da Autolatina, empresa reunindo as duas marcas no Brasil e Argentina, tentativa de salvação, entre 1987 e 1995. Modelo atual será diferente. Chamam tal avença – acordo, combinação - de Aliança e não será joint-venture, a união de duas empresas criando uma terceira. Também não haverá troca de ações - uma ficaria com percentual da outra -, nem fusão ou incorporação. Prometem sinergia e, como primeiro plano, caminho conjunto para veículos comerciais.

Comunicado frio, seco, com mínimas informações, sugere ter sido solução dez-p’ras-cinco, em cima da hora, talvez para evitar ser furada pela imprensa, causando queda de valor da ações ou desgastes com acionistas. Na prática aparenta ser promessa de troca de ideias sobre pontos de vista; potencialidades; ociosidade em instalações industriais, para fabricar veículos de uma em fábrica de outra; sinergia para desenvolvimentos comuns de produtos, partes; união para os futuros passos da autonomia, industrialização em direção ao modelo 4.0 de intensa mudança industrial em métodos e equipamentos.

Será período de muita conversa e muitíssima especulação, boatos, terrorismo interno e externo sobre passos da nova aliança. (Ontem recebi uma chamada: para saber quem lideraria a área de comunicação no Brasil – VW ou Ford. Tema pequeno, longínquo, porém bom exemplo do varejo de muitas dúvidas.

De real
Coluna antecipou em fevereiro, Ford está em quarto minguante, período de corta-custos. Em maio, situação se acendrou – refinou, purificou -, e a matriz norte-americana deu o norte: retirou sedãs de produção, faz dispensas mundiais, corta investimentos, avisou sair de países sem retorno em lucros, minguar operações, e direcionar-se a operações com suvs e comerciais – caminhões são produzidos apenas no Brasil e na Turquia. Quer salvar-se. E ainda encontra inconvenientes: não tem bons resultados na Europa e na China, hoje maior mercado mundial. Mas detém título invejável: é o maior vendedor mundial de picapes, como o F 150.

Em contraposição VW é a maior do mundo na área, lidera na Europa e China, porém sem boa performance nos EUA, apesar de lá ter fábrica.
São dificuldades e facilidades se engrenando.

O que
Possivelmente, como referência fática, um picape VW seja o veículo de acerto inicial entre as duas marcas, considerando a facilidade industrial – é veículo bruto, com chassis. Dizem os expertos, até macaco ensinado monta ... Em tal caminho VW exibiu, no recente março, no Salão de New York, seu conceito sobre picape. Maior relativamente ao Amarok, do porte consumido nos EUA, fornecido por Ford, GM, RAM, Honda, Toyota, é o Atlas Tanoak.

Em paralelo, muitas dúvidas internas e externas, sobre departamentos a serem somados, pessoas dispensadas, revendedores tensos. Não se compare com a Autolatina: era regional e joint venture. E deu certo apenas como solução de sobrevivência. Questão foi participação de mercado, VW detinha 40%, Ford apenas 20%. VW saiu com percentual assemelhado, e Ford desabou a insuperáveis 9% - perdeu – e nunca recuperou – metade de sua presença.

Salão: menos expositores
Salão do Automóvel é evento importante, secular, ponto de encontro entre expositores de bens ou serviços e visitantes para conhecê-los e eventualmente adquiri-los. É assim é praticado no largo prazo de convívio com o automóvel. 

Mostrar-se num Salão é operação onerosa, pois a locação do espaço – no usual a preços beirando o valor de aquisição ... -, é apenas um dos componentes da conta. Há produção especial dos veículos – muito mais cuidados e às vezes em cores especiais -, recepcionistas, material informativo, coquetéis, e mais ampla relação de parcelas. Não dá para avaliar acerto do investimento, pois não há vendas para mensurar o resultado.

Há anos, por custos, o empresário Sérgio Habib, dirigindo a Citroën, não a levou à mostra, mas fez pesquisa à saída, indagando opinião dos visitantes sobre carros e stand. Multidão respondeu ter gostado muito – do que não viu. Uma lição.

Ausência à mostra não é exclusividade local. Neste ano, no Salão de Paris, um dos mais tradicionais do mundo, alternando com Frankfurt no exibir novos produtos a consumidores europeus, marca Volkswagen decidiu não ir, como informou a Coluna 2018 aos 17.maio. Marca é líder mundial e provocou fazer contas, e deflagrou desistências em sequencia: Ford, Infiniti, Mazda, Mitsubishi, Nissan, Opel, Volvo e Subaru. Quase todas, exceto esta, integram conglomerados diversos, e estes levarão associadas Por exemplo, Sköda, Seat, Porsche, Audi, Lamborghini, controladas pela VW, irão. Mitsubishi e Nissan, ausentes, mas Renault, companheira de Aliança, dirá presente. Opel, agora Peugeot, não aderiu – mas essa irá, assim como a Geely, controladora da Volvo. 

Para o Salão Internacional do Automóvel, nosso representante no rol de eventos do setor, S. Paulo, 8-18/novembro, ausências em quantidade. Sem Jaguar Land Rover; Citroën; Peugeot; JAC Motors e Volvo – por enquanto. Razão comum, gastos e custos sem recuperação imediata – ou o ciclo de desinteresse pelo automóvel, fenômeno em curso e não enfrentado pelos seus fabricantes.

Previsão de visitas nos 10 dias de Salão, 700 mil pessoas. Muito? Não. Há décadas o quantitativo não cresce, independentemente da expansão dos habitantes de S Paulo, do crescimento da frota, aumento de número de marcas, da democratização do automóvel, da mudança do Salão a área maior e de mais conforto.

Livro. Operação Abacaxi
Nome gaiato, tanto quanto a ideia, consecução, participantes: em 1955 três escoteiros, com 19 anos, propõem – e têm aceita – ideia de ir de S Paulo ao Canadá participar de um Jamboree, encontro internacional, e o fizeram em O Km

Jeep Willys de produção nacional pioneira recém iniciada. (Para pensar: tinham quase 50% de nacionalização – mais que alguns carros nacionais de hoje …)

Concordância e apoio não foi da Willys-Overland do Brasil, fabricante do veículo, mas da Agromotor, revenda da marca e uma das pioneiras distribuidoras e sócia da empresa nacional montada para importar, montar e distribuir Jeeps no Brasil.

Chave do negócio, os rapazes foram fazer fundo de manutenção procurando fabricantes de auto peças para, durante a viagem, realizar efeito demonstração da existência de corajosa indústria de componentes e de sua resistência ao insólito e árduo trabalho. Reuniram US$ 2.000 – hoje uns R$ 70 mil -, elegeram um tesoureiro – á época não existiam facilidades de comunicação para transferir numerário -, usaram as regras do escotismo para comportamento pessoal e organização de funções, e foram-se ao mundo no Jeep Willys brasileiro, modelo CJ3B. Nele aplicaram as peças produzidas pelos patrocinadores, pintaram-no de Verde e Amarelo. Na prática a teoria do orçamento foi outra: a viagem custou US$ 4.500 de então – uns R$ 150 mil.

Cumpriram o desiderato – desejado, aspirado -, enfrentaram toda a falta de estradas, as limitações do Jeep, e pioneiro motor com válvulas em F – adaptação de baixo custo sobre antigo motor da marca – 2.148 cm3 e modestos 75 cavalos de força-, câmbio semi sincronizado em 2ª e 3ª marchas, reduzida, e a contida velocidade de cruzeiro em torno de  70 km/h. Enorme conquista pessoal, reconhecida e festejada por todo o caminho.

Exemplo típico, quase épico, da ignorância como a mãe da coragem.

Parte prática, Hugo Vidal, agora 85, empresário aposentado, autor das pequenas passagens formando o livro, exibiu jovem vertente negocial: na viagem foi a oficina/pequena indústria, fabricante de roda livre – mecanismo para desacoplar os semi eixos dianteiros, deixando-o sem tração, melhorando direção, reduzindo consumo -, e obteve a representação e industrialização do sistema AVM. Como àquela época o Jeep foi o veículo mais vendido do país, dá para entender o acerto da coragem em propor e conquistar a representação.

Da viagem, em números, ida e volta, 73 mil km, 377 dias, 19 países.

Operação Abacaxi – Flashes de uma Aventura, é agradável de ler, com foco em públicos vários – apreciadores e colecionadores de Jeeps, de viagens, história e as limitações de então. 180 pags, R$ 95. A fim? www.overlanderbrasil.com

Roda-a-Roda

Lenços – Para os viúvos de Alfa Romeo: Argentina iniciou vender primeiro lote de Giulias e Stelvios – o SUV da marca -, com motorizações 4 cilindros, 2 litros, 200 cv; 2 litros 280 cv, tração total, e V6 2,9 litro e 510 cv, todos com transmissão automática 8 velocidades.

Uau ! – Giulia 200 cv, 41.689 Euros (+- R$ 183.193); Giulia 280 cv 56.579 E (+- R$  248.625); Giulia V6 510 cv 115.448 E (+- R$ 507.313). Stelvio 200 cv 46. 879 E (+- R$ 206.000); 280 cv 92.458 E (+- R$ 406.288 ). Stelvio 510 cv – sem preço definido.
Alfa tem representante oficial na Argentina e três revendas.
Para o Brasil, possível – mas por enquanto improvável.

Já vi – Assumindo a operação Chery no Brasil, CAOA faz ofensiva publicitária no jornal Folha de S Paulo. Sobre o QQ, o menor da marca, e até há pouco o mais inadequado dos estrangeiros no país, arranjou referência. Trata-o como A Pequena Maravilha. Coisa antiga. Era dos DKW.

Caminho – BMW voltou a importar o elétrico i3. Mudanças estéticas; agregou o REX, pequeno motor a gasolina dito pomposamente Extensor de Autonomia - 380 km. Apenas elétrico a R$ 200 mil e com REX R$ 212 mil e R$ 240 mil.

Monozukuri – Expressão japonesa indica atingir todos os parâmetros de qualidade para execução de um trabalho perfeito. Foi a utilizada pelos auditores japoneses da Nissan ao examinar protótipos e aprovar máquinas e processos destinados à produção do picape Frontier – e também Renault Alaskan e Mercedes Classe X -, em parte da fábrica da Renault em Santa Isabel, Córdoba.

Muda – Deve corrigir isolamento termo acústico e fazer pequenas mudanças estéticas para distinguir do produto mexicano ora vendido no Mercosul.Produção no segundo semestre. Quanto a preço, se será reduzido em razão da produção Mercosul, não há notícias.

Elas – Mulheres sabem mais e ganham menos da indústria automobilística. Constatação, a merecer atenção geral, surgiu com Paula Braga, no VI Fórum RH promovido pelo portal Automotive Business. Em dados, a força de trabalho feminina cresceu 2%, sendo hoje 17% da indústria – 1 mulher x 6 homens, mas crescimento está relacionado a contratação via redução de custos.

Números – Mulheres ganham até 33,8% menos ante-homens, apesar de 45% das profissionais ter ensino superior ou especialização. Com eles desaba a 29%.

Questão - Enquanto a indústria não perceber que homem é apenas protótipo e mulher o produto final, não evoluirá. O mesmo para administração municipal. Exceto uma ou outra gatuna, no geral fazem melhor serviço nas prefeituras.

Problema – Em nome de uma segurança interna por disfunções em veículos e peças estrangeiras, e outras razões desconhecidas, o Departamento de Comércio dos EUA quer tributar em 25% todos os veículos rodoviários importados – de motos a caminhões - e suas peças. Abriu consulta pública sobre o tema.

Razão – Em política, para entender a razão das coisas, na medida da seriedade do governo – ou falta de -, procure no recolhimento de impostos ou orçamento majorado, e achará a resposta. No caso parece forçar instalação de fábricas nos EUA; reduzir disputa com produtos locais; aumentar recolhimento de impostos.

Mulher – Tema estava restrito a indústria e importadores, quando dona Sandra Button, organizadora do Pebble Beach Concours d’Élegance, para automóveis antigos, tocou a buzina em seu mailling mundial pedindo socorro contra a medida, capaz de alterar o mercado e comprometer a atividade de restauração.

Fim – Brasil fez sobre taxa no governo (sic) petolulista pelo ora processado Fernando Pimentel, governador (?) de Minas Gerais – semana passada, para não ser citado judicialmente, estava em lugar incerto e não sabido. Gente finíssima.

Á ré - Seu Inovar-Auto dizimou o segmento de importados, empresas, empregos. E ao final deixou processos de montagem de veículos em índices de nacionalização pré-governo JK.

Rede – Em meio às investigações sobre mascaradas emissões poluentes em carros Volkswagen, o Dieselgate, Rupert Stadler, presidente da Audi, foi preso. O governo alemão o acusa de fraude, falsidade documental, publicidade enganosa.

E – Audi o suspendeu das funções, nomeando interino Adrian Shot, holandês, diretor de vendas. Questão pode provocar alterações de governança na corporação porque a defesa isentava diretoria da trapalhada, mas as investigações da justiça alemã chegaram ao topo. Não apostaria no retorno de Stadler, mesmo inocentado, ao cargo. Cachorros grandes visam seu posto.

Fora – Em seu sítio, BNDES publicou estudo sobre a falta de evidência de sua co responsabilidade para a greve dos caminheiros. Alguns economistas indicam os mecanismos de financiamento como responsável pelo excesso de veículos ante a redução de frete causada pela retração econômica.

Gente – Douglas Mendonça, jornalista, outro olhar. OOOO Encerrou relação de 24 anos com a revista Motor Show, da qual foi diretor e alavancador. OOOO Mantém seu Blog Papo de Garagem, no sítio da Motor Show e a coluna Carros e Causos no portal Auto Papo, e inicia colaborar no Autoentusiastas. OOOO Gustavo Ruffo, jornalista, bi premiado. OOOO Prêmio pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva com reportagem RenovaBio sobre produção de etanol. OOOO Do ramo. OOOO Ronaldo Berg, automobilista, ex VW e Audi em assistência ao cliente e competições, ex-aposentado. OOOO Contratado pela Caraigá, grande revenda paulistana das duas marcas para supervisionar satisfação dos clientes com produtos e serviços. OOOO Grande aquisição. OOOO Philippe de Rovira, economista, sobe. OOOO Era o número 1 de finanças na GM Opel e, com a aquisição pela PSA, ascendeu a CFO do grupo. OOOO Dhivya Suryadevara, nova CFO da corporação GM. OOOO Reportar-se-á diretamente a Mary Barra, CEO, enxugando a empresa. OOOO Num comparativo, o antigo General hoje mal é Major, e dona Barra tenta não perder patentes. OOOO Mathias Hofmann, doutor em engenharia, mudança. OOOO Novo responsável pela montagem de BMWs. OOOO Não se reporta à presidência da empresa no Brasil, mas á área de engenharia na Alemanha. OOOO

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Caoa poderá ser marca única

Alta Roda nº 987/337 30– 0514 023– 0oda nº852/0411508– 2oda nº851/2018

Fernando Calmon
O lançamento do Tiggo2, semana passada em Itupeva (SP), trouxe uma pequena surpresa. No palco, durante a apresentação à imprensa, havia uma unidade azul com uma singela folha de papel branco encobrindo pequena área do lado direito da traseira do crossover/SUV sino-brasileiro. 



Ao se retirar a folha, apareceu um novo logotipo, Caoa Chery (mesma tipologia), que não estava em nenhum dos carros entregues para avaliação aos jornalistas.

O significado vai além do puro simbolismo. Afinal, estavam presentes para dar o aval dois diretores chineses da Chery: o presidente, Anning Chen, e o presidente de operações internacionais, Pan Yanlong. O grupo brasileiro havia anunciado, em novembro do ano passado, que se tornou um fabricante de origem local – o único, atualmente – ao comprar por US$ 63 milhões (R$ 200 milhões) 50% da filial nacional da empresa fundada na China há apenas 16 anos. 

É possível, se alcançada participação de mercado mais substancial, que os modelos estampem apenas Caoa no futuro. Há caso semelhante na Índia, onde a japonesa Suzuki utiliza também o nome local Maruti. 

O País já teve marcas próprias. A primeira foi a Puma, especializada em automóveis esporte. Também abrigou cerca de duas dezenas de pequenos fabricantes de bugues, utilitários e carros esporte. 

Focaram em produzir veículos com componentes mecânicos, na maior parte, de origem VW. Gurgel foi mais longe ao projetar, além de utilitários, o próprio motor de dois cilindros e o minicarro BR-800. 

Todas acabaram sucumbindo por falta de capital, erros administrativos e impossibilidade de competir com filiais de fabricantes consagrados no exterior. Não se pode esquecer, ainda, que nos primórdios da indústria em 1956 havia uma marca, Romi-Isetta, que combinava também um nome brasileiro e um italiano. 

Os planos da Caoa Chery são audaciosos. A empresa promete investir R$ 2 bilhões nos próximos anos e aumentar a participação de mercado de 0,6%, em 2018 para 2%, em 2020. Até o fim deste ano o número de concessionárias saltará de atuais 25 para 55. 

Há outros três lançamentos até o fim do ano, todos com produção local, mas de baixo índice de localização. Fontes da Coluna indicam que, além do sedã Arrizo 5 (mesmo porte de VW Virtus e Honda City), estreará o Tiggo 4, SUV médio que acaba ser lançado no Chile. 

Serão produzidos ao lado do QQ e Tiggo 2, em Jacareí (SP), onde os Celler hatch e sedã foram descontinuados. O Tiggo 7, SUV de maior porte, está reservado para a fábrica da Caoa, em Anápolis (GO). 

O atual Tiggo 2 evoluiu em termos de dirigibilidade, acabamento e qualidade de montagem. Seus pontos altos: estilo mais refinado e o motor quatro-cilindros de 1,5 litro, 110/115 cv (gasolina/etanol). Distância entre eixos é de 2,55 m (quase igual à do Polo, de 2,56 m). Ótimo porta-malas de 420 litros. 

Apesar de ser o mais alto dos atuais SUVs compactos, suspensões dão conta do recado. Mas há muito ruído aerodinâmico em estrada, isolamento acústico fraco em velocidades mais altas e posição de guiar excessivamente elevada, que deixa a alavanca do câmbio manual distante do motorista. Câmbio automático de quatro marchas estará disponível em junho. 
Preços de lançamento, entre R$ 55.900 e 66.490, ficam dentro do esperado. 


RODA VIVA

DOIS acidentes letais recentes com Tesla S e X semiautônomos, nos EUA, abriram os olhos dos órgãos de segurança de trânsito. Há preocupação sobre motoristas que não reassumem o controle, mesmo após avisos do sistema AutoPilot (nome infeliz ao sugerir piloto “automático”). Poderá levar resistências à homologação do nível 3 de autonomia, como já ocorre na Alemanha. 


VOLKSWAGEN confirmou seu primeiro SUV produzido no Brasil para a fábrica de São José dos Pinhais (PR), de onde também saem os Audi A3 sedã e Q3, Golf e Fox. O T-Cross, segundo fonte da Coluna, terá arquitetura do Virtus e início de produção em 1º de janeiro próximo. A empresa informou, apenas, que estará à venda no primeiro semestre de 2019. 

PORSCHE 911 GTS subiu de patamar ao trocar o último motor aspirado (3,8 litros) por um turbo de 3 litros, 450 cv e nada menos de 56,1 kgfm de torque. Respostas ao acelerador são imediatas, praticamente sem atrasos dos antigos motores com turbocompressor. Decisão acertada porque o 911 cresceu muito em dimensões e isso fica demonstrado pelo habitáculo espaçoso. 

HONDA decidiu começar a produzir seus automóveis na nova fábrica de Itirapina (SP), a partir do início de 2019. Essa unidade, que consumiu R$ 1 bilhão, está pronta e fechada desde abril de 2015. Receberá paulatinamente toda a produção de Sumaré (SP). Fábrica mais antiga manterá centro de engenharia e fornecerá motores e componentes à unidade mais moderna. 

FÁBRICA de motores da Ford em Taubaté (SP) começa a produzir o equilibrado três-cilindros de 1,5 litro do EcoSport e, em breve, também para o Ka Freestyle. Motor vem sendo importado da Índia, mas desde o início previu-se a nacionalização. Demora ocorreu em razão de o governo de São Paulo ter atrasado a devolução de créditos fiscais gerados por exportações. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

CHERY LANÇA SUA NOVA CAMPANHA PARA O CHERY NEW QQ SMILE

A Chery Brasil apresentou sua nova campanha para o New QQ Smile. De forma descontraída, a ação traz uma referência mais jovem e urbana apresentando o motor super econômico e o amplo espaço interno do modelo.  

Mais uma vez, a Chery derruba a concorrência na relação custo x benefício, com oferta de modelos completos e preços a partir de R$26.690,00.

O New QQ está disponível em três versões: Smile, Look e ACT. O New QQ Smile, vem equipado com vidros elétricos dianteiros, rádio AM/FM com entrada USB, regulagem de altura dos faróis e abertura interna do porta-malas. 

O subcompacto é conhecido por ser um dos carros mais econômicos do mercado nacional, tendo alcançado a nota mais alta (AA) no selo Conpet, concedido pelo Inmetro.


Para mais detalhes da ação, basta acessar o site: http://cherybrasil.com.br ou as redes sociais da marca.