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segunda-feira, 20 de julho de 2020

Primeiro Jeep civil, CJ-2A completa 75 anos




Há 75 anos, em 17 de julho de 1945, nascia o primeiro veículo civil da Jeep, o CJ-2A. O modelo também foi o primeiro a exibir grade dianteira com sete fendas, marca registrada dos veículos da marca até hoje. O CJ-2A não teve uma vida tão longa: sua produção durou quatro anos e terminou em 1949. No entanto sua importância histórica é enorme e ele acabou dando origem à família CJ (abreviação de civilian jeep – Jeep civil) que seguiu até a década de 1980 e cuja tradição continua viva até hoje no Wrangler e na Gladiator.

Com 215 mil unidades fabricadas, o CJ-2A se parecia muito com o Jeep pioneiro, o Willys MB. No entanto, certas características o distinguiam: a porta traseira que, por sua vez, jogou o estepe para a lateral, os faróis maiores e a grade com sete fendas, duas a menos que no MB. Ele também contava com tampa de combustível externa, além de outros itens não incluídos no antecessor militar. A transmissão T-90 substituiu a T-84 do MB, mas o motor "Go-Devil" foi mantido. Vários recursos do CJ-2A, como o sistema propulsor, a caixa de transferência Spicer 18 e os eixos flutuantes (Dana 25 na frente e Dana 23-2 atrás) foram encontrados em diversos veículos Jeep nos anos seguintes.

Os anúncios da Willys da época divulgavam o modelo como um veículo de trabalho para agricultores e trabalhadores da construção. O CJ-2A podia ser equipado com assentos extras (de passageiro na frente e traseiros), tomadas de força para implementos agrícolas, guincho, removedor de neve e outras ferramentas. Outras opções ainda eram espelho retrovisor central, capota de lona, ​​guincho, elevador hidráulico traseiro, cortador de grama, limpadores de para-brisa duplos a vácuo, lanternas traseiras duplas, aquecedor, degraus laterais e protetor da escova do radiador.

O CJ-2A ainda tem mais um destaque em seu currículo. Ele deu origem à extensa família CJ, veículos off-road de carroceria compacta, construídos e vendidos por várias gerações sucessivas da Jeep por mais de 40 anos (de 1945 a 1986). Em 1949 foi introduzido o segundo membro da linhagem, o CJ-3A, que passou a ter para-brisas de peça única e eixo traseiro mais forte, mantendo o motor original, de quatro cilindros com cabeçote em L.

O modelo foi atualizado em 1953, tornando-se o CJ-3B. Um ano depois, começou a ser montado em São Bernardo do Campo (SP) pela Willys-Overland do Brasil. Tinha grade frontal e capô mais altos que o antecessor militar, a fim de acomodar o novo motor de quatro cilindros Hurricane. O CJ-3B permaneceu em produção até 1968 e um total de 155.494 unidades foram fabricadas nos Estados Unidos.

Em 1953, a Willys-Overland foi vendida para Henry J. Kaiser por US$ 60 milhões. A Kaiser Company iniciou um extenso programa de pesquisa e desenvolvimento que ampliaria a gama de produtos Jeep. Dois anos depois, a companhia introduziu o CJ-5, baseado no M-38A1 de 1951, usado na Guerra da Coreia. Em relação ao CJ-3B tinha distância entre eixos e comprimento total maiores.

Além disso, melhorias no motor, eixos, transmissões e conforto fizeram do CJ-5 um veículo ideal para o crescente interesse do público em veículos off-road. As linhas de estilo eram mais suaves, incluindo contornos arredondados da carroceria. Mais de 600 mil unidades foram contabilizadas até o final da produção em 1983, um dos maiores sucessos da marca Jeep. No Brasil, o CJ-5 foi fabricado de 1957 a 1982. Houve também o CJ-6, com entre eixos alongado (2,56 m), introduzido em 1956 e produzido até 1975. Quase idêntico ao CJ-5, ele podia ter quatro portas e entre os brasileiros, ganhou o apelido de “Bernardão”, em referência à cidade paulista onde era fabricado.

Nos 16 anos de propriedade da Kaiser, fábricas foram estabelecidas em 30 países e veículos Jeep foram comercializados em mais de 150 nações. Em 1965, o novo motor V6 Dauntless foi introduzido como opção tanto para o CJ-5 quanto para o CJ-6. Com 155 cv, quase dobrou a potência do propulsor padrão, de quatro cilindros. Foi a primeira vez que um Jeep CJ pôde ser equipado com um V6.

Em 1970, a Kaiser Jeep foi adquirida pela American Motors Corporation (AMC). Os veículos com tração 4x4 estavam mais populares do que nunca. Em 1978, a produção total de veículos Jeep chegaria a 600 veículos por dia – mais de três vezes a produção no início da década. A partir de 1973, todos os CJs tinham motor V8 da AMC, de 5 litros ou 5,9 litros. O CJ-5 e o CJ-6 receberam ainda eixos mais robustos, freios maiores e bitola mais larga.

A primeira grande mudança no design da Jeep em 20 anos veio em 1976, com o CJ-7. A distância entre eixos era 25 cm maior que o CJ-5 a fim de permitir espaço para uma transmissão automática. Pela primeira vez, o CJ-7 ofereceu teto de plástico moldado e portas de aço como opcionais. O CJ-7 com entre eixos de 2,37 m e o CJ-5 com 2,12 m foram produzidos até 1983, quando a demanda pelo modelo maior deixou a AMC sem escolha a não ser descontinuar o CJ-5, após 30 anos de produção.

O Scrambler, introduzido em 1981, era ​​semelhante ao CJ-7, mas com maior distância entre eixos. Conhecido internacionalmente como CJ-8, estava disponível nas versões com teto removível ou com capota. Menos de 30 mil Scramblers foram fabricados até 1985, tornando-os extremamente populares entre colecionadores. 

O Jeep CJ-7 foi substituído em 1986 pelo Jeep Wrangler, que trouxe mais tecnologia preservando o estilo tradicional, para seguir na mesma trilha. O modelo segue evoluindo no mercado até hoje,
estando na quarta geração. Vale lembrar ainda que o CJ-8 tem na nova picape Gladiator uma digna herdeira, desde 2018.

No total, foram produzidos mais de 1,5 milhão de veículos CJ, mantendo não apenas o estilo básico de carroceria por 40 anos desde que apareceu pela primeira vez, como também a capacidade off-road e o espírito de liberdade.

quinta-feira, 7 de março de 2019

A e-volução Jeep é apresentada em Genebra


Este ano, a marca Jeep continua a surpreender o público no Salão Internacional do Automóvel de Genebra. Depois de estabelecer um novo recorde mundial de vendas em 2018, a marca Jeep recebe 2019 como o ano de uma evolução que continua fiel aos valores fundamentais que representaram a marca por quase 80 anos.

A marca Jeep sempre foi pioneira em novos segmentos e novas tecnologias: a sua lenda começou em 1941 com o Willys-Overland MB, o primeiro veículo 4x4, seguido em 1946 pela Willys Wagon, que introduziu o conceito de veículo utilitário-esportivo (SUV). Sua lendária reputação em situações off-road durou desde então.

Conforto, manobrabilidade e conectividade aumentaram ao longo do tempo, em paralelo com o desempenho em qualquer superfície dos SUVs Jeep. Agora, a marca Jeep está dando mais um grande passo evolutivo em direção ao respeito ao meio ambiente e reduzindo o custo total de propriedade, apresentando seus novos modelos de veículos híbridos plug-in (PHEV).

Esta solução híbrida que integra a configuração técnica única de cada SUV Jeep, alimentará tanto o Jeep Renegade como o Jeep Compass, dando-lhes e liberdade absoluta e aumentando suas capacidades para um novo nível, por meio de algumas das mais avançadas tecnologias ecológicas.

Foco de atenção no estande da Jeep em Genebra, estes novos modelos híbridos plug-in estão equipados com baterias que podem ser recarregadas por uma tomada externa e, portanto, possibilitam armazenar mais energia. Esta opção permite o uso de motores elétricos mais poderosos, o que se traduz em autonomia elétrica pura de aproximadamente 50 km e uma velocidade máxima ao redor de 130 km/h, tanto para o Renegade quanto para Compass.

As unidades elétricas trabalham em sinergia com o novo motor a gasolina de 1,3 litro com turbocompressor para aumentar a eficiência e a potência total. Para o Renegade, a potência varia entre 190 e 240 cv, gerando desempenho excepcional: a aceleração de 0 a 100 km/h é feita em cerca de 7 segundos. Os mesmos números, apesar de ainda aguardarem homologação, são alcançados com o primeiro híbrido plug-in Compass. Nele, a ação simultânea dos motores de combustão interna (ICE) e elétrico desenvolve até 240 cv de potência.

Os novos Jeep com tecnologia PHEV também são mais divertidos de dirigir, graças à maior aceleração e à rápida resposta do motor. Os SUVs também são extremamente silenciosos e ecologicamente corretos, com emissões de CO2 abaixo de 50 g/km.

Mas acima de tudo, graças a eletrificação, a gama Jeep aumenta ainda mais a sua capacidade off-road lendária graças ao maior torque desenvolvido pelo motor elétrico e à capacidade de ajustá-lo com extrema precisão durante a arrancada e ao dirigir em superfícies desafiadoras, onde é necessária uma relação de transmissão muito baixa.

Com a nova tecnologia elétrica de tração para as quatro rodas (eAWD), a tração no eixo traseiro não é fornecida por eixo de transmissão, mas por motor elétrico específico. Isso possibilita separar os dois eixos e controlar o torque de forma mais eficaz e independente do que em um sistema mecânico. Os Renegade e Compass PHEV também apresentam quadro de instrumentos dedicado e tela multimídia atualizados para auxiliar o cliente com informações relacionadas à condução híbrida diária.

Dirigindo um Jeep Renegade e  Compass com tecnologia híbrida plug-in, a diversão ao volante se torna mais eficiente e, pela primeira vez, será possível enfrentar as trilhas fora de estrada mais extremas não só com a máxima segurança, mas também ouvindo os sons da natureza.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2518 -22.06.2018 - edita@rnasser.com.br


Uma Automundo ?
Anúncio de Volkswagen e Ford prometendo estudar sinergias e negócios, em especial quanto a veículos comerciais, instam lembrar da Autolatina, empresa reunindo as duas marcas no Brasil e Argentina, tentativa de salvação, entre 1987 e 1995. Modelo atual será diferente. Chamam tal avença – acordo, combinação - de Aliança e não será joint-venture, a união de duas empresas criando uma terceira. Também não haverá troca de ações - uma ficaria com percentual da outra -, nem fusão ou incorporação. Prometem sinergia e, como primeiro plano, caminho conjunto para veículos comerciais.

Comunicado frio, seco, com mínimas informações, sugere ter sido solução dez-p’ras-cinco, em cima da hora, talvez para evitar ser furada pela imprensa, causando queda de valor da ações ou desgastes com acionistas. Na prática aparenta ser promessa de troca de ideias sobre pontos de vista; potencialidades; ociosidade em instalações industriais, para fabricar veículos de uma em fábrica de outra; sinergia para desenvolvimentos comuns de produtos, partes; união para os futuros passos da autonomia, industrialização em direção ao modelo 4.0 de intensa mudança industrial em métodos e equipamentos.

Será período de muita conversa e muitíssima especulação, boatos, terrorismo interno e externo sobre passos da nova aliança. (Ontem recebi uma chamada: para saber quem lideraria a área de comunicação no Brasil – VW ou Ford. Tema pequeno, longínquo, porém bom exemplo do varejo de muitas dúvidas.

De real
Coluna antecipou em fevereiro, Ford está em quarto minguante, período de corta-custos. Em maio, situação se acendrou – refinou, purificou -, e a matriz norte-americana deu o norte: retirou sedãs de produção, faz dispensas mundiais, corta investimentos, avisou sair de países sem retorno em lucros, minguar operações, e direcionar-se a operações com suvs e comerciais – caminhões são produzidos apenas no Brasil e na Turquia. Quer salvar-se. E ainda encontra inconvenientes: não tem bons resultados na Europa e na China, hoje maior mercado mundial. Mas detém título invejável: é o maior vendedor mundial de picapes, como o F 150.

Em contraposição VW é a maior do mundo na área, lidera na Europa e China, porém sem boa performance nos EUA, apesar de lá ter fábrica.
São dificuldades e facilidades se engrenando.

O que
Possivelmente, como referência fática, um picape VW seja o veículo de acerto inicial entre as duas marcas, considerando a facilidade industrial – é veículo bruto, com chassis. Dizem os expertos, até macaco ensinado monta ... Em tal caminho VW exibiu, no recente março, no Salão de New York, seu conceito sobre picape. Maior relativamente ao Amarok, do porte consumido nos EUA, fornecido por Ford, GM, RAM, Honda, Toyota, é o Atlas Tanoak.

Em paralelo, muitas dúvidas internas e externas, sobre departamentos a serem somados, pessoas dispensadas, revendedores tensos. Não se compare com a Autolatina: era regional e joint venture. E deu certo apenas como solução de sobrevivência. Questão foi participação de mercado, VW detinha 40%, Ford apenas 20%. VW saiu com percentual assemelhado, e Ford desabou a insuperáveis 9% - perdeu – e nunca recuperou – metade de sua presença.

Salão: menos expositores
Salão do Automóvel é evento importante, secular, ponto de encontro entre expositores de bens ou serviços e visitantes para conhecê-los e eventualmente adquiri-los. É assim é praticado no largo prazo de convívio com o automóvel. 

Mostrar-se num Salão é operação onerosa, pois a locação do espaço – no usual a preços beirando o valor de aquisição ... -, é apenas um dos componentes da conta. Há produção especial dos veículos – muito mais cuidados e às vezes em cores especiais -, recepcionistas, material informativo, coquetéis, e mais ampla relação de parcelas. Não dá para avaliar acerto do investimento, pois não há vendas para mensurar o resultado.

Há anos, por custos, o empresário Sérgio Habib, dirigindo a Citroën, não a levou à mostra, mas fez pesquisa à saída, indagando opinião dos visitantes sobre carros e stand. Multidão respondeu ter gostado muito – do que não viu. Uma lição.

Ausência à mostra não é exclusividade local. Neste ano, no Salão de Paris, um dos mais tradicionais do mundo, alternando com Frankfurt no exibir novos produtos a consumidores europeus, marca Volkswagen decidiu não ir, como informou a Coluna 2018 aos 17.maio. Marca é líder mundial e provocou fazer contas, e deflagrou desistências em sequencia: Ford, Infiniti, Mazda, Mitsubishi, Nissan, Opel, Volvo e Subaru. Quase todas, exceto esta, integram conglomerados diversos, e estes levarão associadas Por exemplo, Sköda, Seat, Porsche, Audi, Lamborghini, controladas pela VW, irão. Mitsubishi e Nissan, ausentes, mas Renault, companheira de Aliança, dirá presente. Opel, agora Peugeot, não aderiu – mas essa irá, assim como a Geely, controladora da Volvo. 

Para o Salão Internacional do Automóvel, nosso representante no rol de eventos do setor, S. Paulo, 8-18/novembro, ausências em quantidade. Sem Jaguar Land Rover; Citroën; Peugeot; JAC Motors e Volvo – por enquanto. Razão comum, gastos e custos sem recuperação imediata – ou o ciclo de desinteresse pelo automóvel, fenômeno em curso e não enfrentado pelos seus fabricantes.

Previsão de visitas nos 10 dias de Salão, 700 mil pessoas. Muito? Não. Há décadas o quantitativo não cresce, independentemente da expansão dos habitantes de S Paulo, do crescimento da frota, aumento de número de marcas, da democratização do automóvel, da mudança do Salão a área maior e de mais conforto.

Livro. Operação Abacaxi
Nome gaiato, tanto quanto a ideia, consecução, participantes: em 1955 três escoteiros, com 19 anos, propõem – e têm aceita – ideia de ir de S Paulo ao Canadá participar de um Jamboree, encontro internacional, e o fizeram em O Km

Jeep Willys de produção nacional pioneira recém iniciada. (Para pensar: tinham quase 50% de nacionalização – mais que alguns carros nacionais de hoje …)

Concordância e apoio não foi da Willys-Overland do Brasil, fabricante do veículo, mas da Agromotor, revenda da marca e uma das pioneiras distribuidoras e sócia da empresa nacional montada para importar, montar e distribuir Jeeps no Brasil.

Chave do negócio, os rapazes foram fazer fundo de manutenção procurando fabricantes de auto peças para, durante a viagem, realizar efeito demonstração da existência de corajosa indústria de componentes e de sua resistência ao insólito e árduo trabalho. Reuniram US$ 2.000 – hoje uns R$ 70 mil -, elegeram um tesoureiro – á época não existiam facilidades de comunicação para transferir numerário -, usaram as regras do escotismo para comportamento pessoal e organização de funções, e foram-se ao mundo no Jeep Willys brasileiro, modelo CJ3B. Nele aplicaram as peças produzidas pelos patrocinadores, pintaram-no de Verde e Amarelo. Na prática a teoria do orçamento foi outra: a viagem custou US$ 4.500 de então – uns R$ 150 mil.

Cumpriram o desiderato – desejado, aspirado -, enfrentaram toda a falta de estradas, as limitações do Jeep, e pioneiro motor com válvulas em F – adaptação de baixo custo sobre antigo motor da marca – 2.148 cm3 e modestos 75 cavalos de força-, câmbio semi sincronizado em 2ª e 3ª marchas, reduzida, e a contida velocidade de cruzeiro em torno de  70 km/h. Enorme conquista pessoal, reconhecida e festejada por todo o caminho.

Exemplo típico, quase épico, da ignorância como a mãe da coragem.

Parte prática, Hugo Vidal, agora 85, empresário aposentado, autor das pequenas passagens formando o livro, exibiu jovem vertente negocial: na viagem foi a oficina/pequena indústria, fabricante de roda livre – mecanismo para desacoplar os semi eixos dianteiros, deixando-o sem tração, melhorando direção, reduzindo consumo -, e obteve a representação e industrialização do sistema AVM. Como àquela época o Jeep foi o veículo mais vendido do país, dá para entender o acerto da coragem em propor e conquistar a representação.

Da viagem, em números, ida e volta, 73 mil km, 377 dias, 19 países.

Operação Abacaxi – Flashes de uma Aventura, é agradável de ler, com foco em públicos vários – apreciadores e colecionadores de Jeeps, de viagens, história e as limitações de então. 180 pags, R$ 95. A fim? www.overlanderbrasil.com

Roda-a-Roda

Lenços – Para os viúvos de Alfa Romeo: Argentina iniciou vender primeiro lote de Giulias e Stelvios – o SUV da marca -, com motorizações 4 cilindros, 2 litros, 200 cv; 2 litros 280 cv, tração total, e V6 2,9 litro e 510 cv, todos com transmissão automática 8 velocidades.

Uau ! – Giulia 200 cv, 41.689 Euros (+- R$ 183.193); Giulia 280 cv 56.579 E (+- R$  248.625); Giulia V6 510 cv 115.448 E (+- R$ 507.313). Stelvio 200 cv 46. 879 E (+- R$ 206.000); 280 cv 92.458 E (+- R$ 406.288 ). Stelvio 510 cv – sem preço definido.
Alfa tem representante oficial na Argentina e três revendas.
Para o Brasil, possível – mas por enquanto improvável.

Já vi – Assumindo a operação Chery no Brasil, CAOA faz ofensiva publicitária no jornal Folha de S Paulo. Sobre o QQ, o menor da marca, e até há pouco o mais inadequado dos estrangeiros no país, arranjou referência. Trata-o como A Pequena Maravilha. Coisa antiga. Era dos DKW.

Caminho – BMW voltou a importar o elétrico i3. Mudanças estéticas; agregou o REX, pequeno motor a gasolina dito pomposamente Extensor de Autonomia - 380 km. Apenas elétrico a R$ 200 mil e com REX R$ 212 mil e R$ 240 mil.

Monozukuri – Expressão japonesa indica atingir todos os parâmetros de qualidade para execução de um trabalho perfeito. Foi a utilizada pelos auditores japoneses da Nissan ao examinar protótipos e aprovar máquinas e processos destinados à produção do picape Frontier – e também Renault Alaskan e Mercedes Classe X -, em parte da fábrica da Renault em Santa Isabel, Córdoba.

Muda – Deve corrigir isolamento termo acústico e fazer pequenas mudanças estéticas para distinguir do produto mexicano ora vendido no Mercosul.Produção no segundo semestre. Quanto a preço, se será reduzido em razão da produção Mercosul, não há notícias.

Elas – Mulheres sabem mais e ganham menos da indústria automobilística. Constatação, a merecer atenção geral, surgiu com Paula Braga, no VI Fórum RH promovido pelo portal Automotive Business. Em dados, a força de trabalho feminina cresceu 2%, sendo hoje 17% da indústria – 1 mulher x 6 homens, mas crescimento está relacionado a contratação via redução de custos.

Números – Mulheres ganham até 33,8% menos ante-homens, apesar de 45% das profissionais ter ensino superior ou especialização. Com eles desaba a 29%.

Questão - Enquanto a indústria não perceber que homem é apenas protótipo e mulher o produto final, não evoluirá. O mesmo para administração municipal. Exceto uma ou outra gatuna, no geral fazem melhor serviço nas prefeituras.

Problema – Em nome de uma segurança interna por disfunções em veículos e peças estrangeiras, e outras razões desconhecidas, o Departamento de Comércio dos EUA quer tributar em 25% todos os veículos rodoviários importados – de motos a caminhões - e suas peças. Abriu consulta pública sobre o tema.

Razão – Em política, para entender a razão das coisas, na medida da seriedade do governo – ou falta de -, procure no recolhimento de impostos ou orçamento majorado, e achará a resposta. No caso parece forçar instalação de fábricas nos EUA; reduzir disputa com produtos locais; aumentar recolhimento de impostos.

Mulher – Tema estava restrito a indústria e importadores, quando dona Sandra Button, organizadora do Pebble Beach Concours d’Élegance, para automóveis antigos, tocou a buzina em seu mailling mundial pedindo socorro contra a medida, capaz de alterar o mercado e comprometer a atividade de restauração.

Fim – Brasil fez sobre taxa no governo (sic) petolulista pelo ora processado Fernando Pimentel, governador (?) de Minas Gerais – semana passada, para não ser citado judicialmente, estava em lugar incerto e não sabido. Gente finíssima.

Á ré - Seu Inovar-Auto dizimou o segmento de importados, empresas, empregos. E ao final deixou processos de montagem de veículos em índices de nacionalização pré-governo JK.

Rede – Em meio às investigações sobre mascaradas emissões poluentes em carros Volkswagen, o Dieselgate, Rupert Stadler, presidente da Audi, foi preso. O governo alemão o acusa de fraude, falsidade documental, publicidade enganosa.

E – Audi o suspendeu das funções, nomeando interino Adrian Shot, holandês, diretor de vendas. Questão pode provocar alterações de governança na corporação porque a defesa isentava diretoria da trapalhada, mas as investigações da justiça alemã chegaram ao topo. Não apostaria no retorno de Stadler, mesmo inocentado, ao cargo. Cachorros grandes visam seu posto.

Fora – Em seu sítio, BNDES publicou estudo sobre a falta de evidência de sua co responsabilidade para a greve dos caminheiros. Alguns economistas indicam os mecanismos de financiamento como responsável pelo excesso de veículos ante a redução de frete causada pela retração econômica.

Gente – Douglas Mendonça, jornalista, outro olhar. OOOO Encerrou relação de 24 anos com a revista Motor Show, da qual foi diretor e alavancador. OOOO Mantém seu Blog Papo de Garagem, no sítio da Motor Show e a coluna Carros e Causos no portal Auto Papo, e inicia colaborar no Autoentusiastas. OOOO Gustavo Ruffo, jornalista, bi premiado. OOOO Prêmio pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva com reportagem RenovaBio sobre produção de etanol. OOOO Do ramo. OOOO Ronaldo Berg, automobilista, ex VW e Audi em assistência ao cliente e competições, ex-aposentado. OOOO Contratado pela Caraigá, grande revenda paulistana das duas marcas para supervisionar satisfação dos clientes com produtos e serviços. OOOO Grande aquisição. OOOO Philippe de Rovira, economista, sobe. OOOO Era o número 1 de finanças na GM Opel e, com a aquisição pela PSA, ascendeu a CFO do grupo. OOOO Dhivya Suryadevara, nova CFO da corporação GM. OOOO Reportar-se-á diretamente a Mary Barra, CEO, enxugando a empresa. OOOO Num comparativo, o antigo General hoje mal é Major, e dona Barra tenta não perder patentes. OOOO Mathias Hofmann, doutor em engenharia, mudança. OOOO Novo responsável pela montagem de BMWs. OOOO Não se reporta à presidência da empresa no Brasil, mas á área de engenharia na Alemanha. OOOO

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

JEEP CELEBRA 75 ANOS DE HISTÓRIA LENDÁRIA COM EDIÇÃO ESPECIAL PARA TODA A LINHA

Nascida em 1941, a marca Jeep está celebrando 75 anos de liderança em tração 4x4, aventura e liberdade. Como um tributo a este aniversário de diamante, a Jeep criou séries especiais para cada modelo da linha: Compass, Cherokee, Grand Cherokee, Renegade, Wrangler e Wrangler Unlimited.

“Os veículos Jeep definiram o autêntico SUV e estabeleceram a referência de capacidade off-road e liberdade desde que foram produzidos pela primeira vez, em 1941,” disse Mike Manley, presidente e CEO mundial da Jeep. “Hoje, os SUVs da Jeep continuam a oferecer a liderança 4x4, bem como eficiência de combustível, manufatura de classe mundial e excelente comportamento dinâmico on-road. Em honra ao 75º aniversário da marca, desenvolvemos uma edição especial de cada veículo em nossa gama, que celebra a história sem paralelo da lendária marca Jeep,” acrescentou Manley.


Todos os modelos de edição especial do 75º aniversário estarão disponíveis em exclusivos tons de verde para a carroceria (Verde Sarge, Verde Recon ou Verde Jungle, dependendo do veículo) e outros diferenciais. Como rodas com acabamento bronze acetinado, detalhes externos em bronze e laranja, emblemas “1941 - Seventy Five Years” e interiores únicos, incluindo bancos de couro com o símbolo da efeméride em relevo, ou bordado com tecido especial. Essas séries especiais serão apresentadas no Salão de Detroit (EUA), de 11 a 24 de janeiro, e chegarão às concessionárias dos EUA ao longo deste trimestre.Mais de sete décadas do nome que criou o segmento 4x4 e virou sinônimo de fora de estrada.

Em julho de 1940, o exército dos Estados Unidos informou às fabricantes automobilísticas do país que precisava de um “veículo leve de reconhecimento” para substituir motocicletas e veículos derivados do Ford Modelo T. O exército convidou 135 montadoras a se candidatar ao projeto, passando uma longa lista de especificações. Entre elas estavam: 
Capacidade para carregar 272 kg
Distância entre-eixos inferior a 190 cm
Altura menor que 91,4 cm (com o para-brisa rebatido)
Motor de funcionamento suave entre 5 e 80 km/h
Carroceria de formato retangular
Tração nas quatro rodas com caixa de transferência de duas velocidades
Para-brisa rebatível
Três bancos individuais
Peso bruto total de até 590 kg

De início, a Willys-Overland e a American Bantam Car Manufacturing Company foram as únicas companhias a assumir o desafio. Contudo, logo a Ford Motor Company entrou no jogo e a briga começou entre as três fábricas para conquistar o lucrativo contrato governamental. Cada empresa produziu protótipos para testes em tempo recorde. O engenheiro-chefe da Bantam, junto com uma equipe de executivos da marca, criou o projeto e a montadora construiu o primeiro carro em 49 dias.

O vice-presidente de Engenharia da Willys, Delmar G. Roos, desenhou o Willys Quad. A Ford desenvolveu seu Modelo GP (de General Purpose, uso geral), conhecido como Pygmy, que usava um motor adaptado de um trator Ford/Ferguson. Cada companhia entregou seu protótipo ao governo menos de dois meses depois da encomenda e recebeu a aprovação para montar 70 unidades de amostra.

O exército tomou posse desses veículos em novembro de 1940 no Campo Holabird, em Maryland. Os três projetos excederam o peso estipulado de 590 kg, mas logo os militares perceberam que esse limite era baixo demais e o aumentaram para a próxima leva de veículos.O exército expediu os contratos seguintes em março de 1941. A Bantam produziria 1.500 unidades do Modelo 40 BRC; a Ford construiria 1.500 de seu melhorado GP Pygmy; e a Willys faria 1.500 exemplares do Quad. Testes e avaliações seguintes levaram o exército a escolher a Willys-Overland como a montadora principal.

Em seguida, a maioria dos Bantam e dos Ford produzidos foram enviados à Grã-Bretanha e Rússia, como parte de um programa de empréstimo. Entre os britânicos, o modelo da Ford ficou conhecido popularmente como “Blitz Buggy”.

Com modificações e melhorias, o Willys Quad se tornou o MA e, posteriormente, o MB. Mas o exército, e o mundo, viria a conhecê-lo como o Jeep.

Alguns argumentam que o nome derivou da pronúncia inglesa das letras GP, a sigla para General Purpose (uso geral). Outros dizem que o veículo tomou o nome de um personagem popular chamado “Eugene the Jeep”, da turma do Popeye, das histórias em quadrinhos.

Seja qual for a origem, o termo Jeep entrou no léxico norte-americano e, depois global, servindo de sinônimo para veículos fora de estrada – no Brasil, por exemplo, o termo “jipe” está no dicionário – enquanto o próprio Jeep virou um ícone da Segunda Guerra Mundial. Nas escolas dos EUA, a palavra Jeep passou a ser usada para ensinar a letra “J” às crianças.

O Willys MA tinha a alavanca do câmbio na coluna de direção, recortes baixos nas laterais, dois quadros de instrumentos circulares no painel e o freio de mão no lado esquerdo. A Willys-Overland relutou em reduzir o peso para a nova especificação do exército, de 980 kg. Os itens removidos para que o MA atingisse essa meta foram reinstalados na geração seguinte, chamada de MB, resultando em um peso final 181 kg superior ao estipulado.

A Willys produziria mais de 368 mil exemplares para o exército americano, e a Ford, sob licença, outros 277 mil. O rústico e confiável veículo verde-oliva seria para sempre conhecido por ajudar a vencer uma guerra mundial. A Willys-Overland registrou a marca “Jeep” depois da guerra e planejou transformar o veículo militar em um utilitário off-road para a fazenda: o Jeep Universal civil. Um dos slogans da época era “O Sol Nunca se Põe para o Poderoso Jeep”, e a Willys garantiu que o mundo a reconhecesse como a criadora do veículo.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí

edita@rnasser.com.br - 61.3225.5511 Coluna 1213  20.03.2013


A Peugeot, com o 208, de volta.
Correndo para recuperar espaços e vendas, a Peugeot inicia vender seu novo modelo, o 208. Agressivo em estilo, detalhista em construção, bem equipado, virá em três versões de decoração e equipamentos, duas motorizações locais, flex sem tanquinho, 1.5 e 1.6 neste a opção do câmbio automático, de 4 velocidades.
Bem situado na categoria, lançado há um ano na Europa multi premiado em design, atualizado, tem boa capacidade de porta malas e a maior distância entre eixos no segmento, superando o Hyundai HB20, atual referência.
O design é confortável aos olhos e detalhes simpáticos, como lanternas que lembram partes do leãozinho da logomarca ou as luzes de LED em trilhos, a assinatura da marca em placa cromada na tomada de ar frontal e na tampa do porta malas, os elementos que se combinam no teto, como a larga faixa cromada, com elemento central com o mesmo formato dos letreiros, denotam cuidados.
A Peugeot equipou-o para diferenciá-lo. A versão intermediária contém equipamentos de segurança – almofadas de ar, ABS com EBD, sistema de navegação em tela confortável, muita eletrônica para confortos. Não é apenas mais um concorrente no disputado segmento B Hatch, mas opção diferenciada e das principais opções.
A base é a plataforma utilizada no novo Citroën C3 mas a Peugeot acertou-o fina e competentemente. A reatividade da suspensão está exatamente no ponto de equilíbrio de rolagem confortável, sensação e performance em estabilidade. Nestes porte e preço será, possivelmente, o de comportamento mais harmônico, desde o motor 1.5 8V, com 14 quilos de torque, com 80% ocorrendo em baixa rotação, ao acerto entre as engrenagens do câmbio, freios e direção. O trabalho será referência.
A mescla de design, espaço interno e formulação do automóvel exibe a competência histórica e familiar da Peugeot, marca secular. Em crise, talvez a montadora com maiores perdas em vendas e prejuízos, bancou investimentos no criar um grande e perceptível diferencial no 208 – deu resultado prático, tendo vendido quase 300 mil em seu primeiro ano de produção europeia.
Na prática, quando você se acomoda, ajusta o volante em altura e profundidade, os bancos, a posição dos pedais, encontra a alavanca de marchas, olha para a frente e descobre que o painel está na fímbria inferior do para brisas, aspergindo informações sem necessidade de mexer os olhos para procurá-las,  você tem a sensação de grande conforto e habitabilidade.  E se pergunta porque todos os carros não são assim. Ergonomia é um dos pilares do projeto.
Mercado
Frédéric Drouen, diretor geral da Peugeot, larga experiência na marca e no país, diz que a produção inicial será de 3.000 unidades mensais. Paralela ao modelo 207, atrativo por preço inferior em R$ 10 mil à versão de entrada, Allure, R$ 39.990. Bem composta, Allure mais GPS e o teto em vidro, com 1 m2 de superfície, R$ 45.990. Acima, Griffe, motor 1.6. Câmbio mecânico de cinco marchas, R$ 50.690. Opção automática, 4 velocidades, R$ 54.690.
Em resumo, análise curta, impressiona aos olhos e aos sentidos. Peugeot e revendedores deveriam criar atrativos para os interessados dirigir. Surpreende, agrada, e andando não parece carro francês. Parece o pico da tecnologia de adaptação à realidade da dicotomia automobilística brasileira: impostos suecos, pisos africanos. A experiência será bem adotada no 2008, com lançamento em 2014, dentro do nacional padrão Adventure, jeito brasileiro de prometer aventuras sobre rodas.

Muda o presidente da Mercedes
Mudanças em comando de empresas grandes são como pedra atirada em águas plácidas: provocam círculos concêntricos. Dieter Zetsche, CEO da Daimler teve seu contrato renovado para cumprir o projeto de fazer os automóveis Mercedes liderar o segmento Premium.
Um destes anéis envolve o Brasil. Philipp Schiemer, agitado, economista, 48, vice presidente de Marketing de Automóveis na matriz  será o novo presidente da Mercedes-Benz daqui. Substituirá Jürgen Ziegler, engenheiro, asceta, 55, especialista em BRICS, fez bom trabalho na Índia. No Brasil, corajoso, mudou toda a linha de comerciais, exumou a jovem fábrica em Juiz de Fora, trocou a vocação automobilística pela de caminhões, incluindo a produção do Actros, o maior e de maior tecnologia - caminhão é o que paga a operação da Mercedes, viabilizou o maior pacote de investimentos locais em veículos comerciais. Ainda não tem posto definido na estrutura mundial.
Aqui
Função importante do novo CEO da Mercedes Brasil a partir de 1º. de julho. Comandar 14 mil colaboradores; fábrica de motores, transmissões – é mais fábrica que montadora; gerir a mudança operacional na Argentina, onde fará veículos de transporte de passageiros, muito ampliando seu leque e exportações; recuperar mercado para seus caminhões; ampliar as vendas de automóveis; definir onde e como será produzido o novo CLA, grande ferramenta para expandir presença marca no segmento inferior. 
De fato
Salão de Genebra há uns 15 dias, o Philipp Schiemer se dirige a três jornalistas brasileiros no stand  da ..... Volkswagen. Cumprimentos rápidos, vai-se, comentei com o jornalista mineiro Boris Feldman – Eu, heim ? E ele respondeu, - De Fato.
Entendemos ser o Schiemer adepto dos filmes do John Ford, onde não há cena à toa. Daí, o passar não era para ver, mas para ser visto. Aí, tinha.
O eng Mario Laffitte, diretor de relações corporativas da Mercedes, na sala VIP da Lufthansa, aeroporto de Zurich, nada definiu - sem confirmar, confirmou.
Existirão diferenças. Desde o prazo para dar resultados - os três anos do renovado contrato de trabalho do CEO mundial, e por ter servido no Brasil por 14 anos, em automóveis, vans, ônibus e caminhões, falar a linguagem local, dão-lhe entrosamento com o desafio. Ziegler, um asceta, nada em piscina fria às 5h da manhã, é vegetariano, almoça folha de alface e rodela de tomate. Schiemer menos esportista, é da alimentação mais variada, quente e tropical.

Roda-a-Roda
Descendo – Vendas de importados, 7.185, caíram 31% em relação a fevereiro de 2012 – 10.427. Mesmo mês mercado geral desceu 5,6%. A participação dos importados atipicamente cresceu de 2,9 para 3,2% pelo esgotar das cotas de importados mexicanos. Mais importante é que em cenário idêntico entre janeiro e fevereiro deste ano as vendas desceram 16,7%. Importados se dividem entre os trazidos pelas montadoras, 85% e pelas importadoras, 15%.

Caminho – Criadora nacional dos picapes pequenos derivados de automóveis, a Fiat lidera o segmento. E quer continuar. Prepara nova série: mudanças externas, atualização dos motores – sem aplicar o futuroso cabeçote Multi Air, enorme diferencial tecnológico -, e a novidade de três portas.

Assim - Busca facilitar uso do banco traseiro a merecer trabalhos para melhor acomodar os passageiros. Como usual, abrirá ao contrário, fechando contra a dianteira, com a junção formando pilar de resistência.

Lembrança – Para lembrar o 18 de março, o Dia J, ocorrido há dois anos quando a JAC iniciou operar no Brasil, a marca sorteará duas unidades do J2 entre seus interessados em homepages nos principais sítios do país.

Escoteiro – Desde 1978 o Brasil não vai à Fórmula 1 com solitário representante. No caso, Felipe Massa, na Ferrari e com bons resultados na metade final da temporada 2012. Difícil imaginar tal penúria em país com três campeões mundiais, mas passa pela soma de talento, articulação para se vender como produto, paitrocínio ou patrocínio.

Super Massa – O bom Massa recebe tensão adicional, sabendo que resultado na temporada 2013 definirá seu futuro na Ferrari. Se mau, o Brasil corre o risco de não estar representado em 2014. Outro Felipe, o Nasr, é sólida esperança, porém ainda ainda lhe falta mais vivencia.

Lançamento – Para falar a linguagem e costumes locais, a Ford marcará o início da produção do Fiesta hatch com show público da cantora Cláudia Leitte.

Entrosamento – O lançamento palanqueiro é porque os moradores de São Bernardo do Campo, SP, onde fica a pioneira instalação, tem intimidade com os movimentos políticos da terra. Mas este é do bem: diverte e firma empregos na cidade, onde seus líderes populares se esforçam e conseguiram reduzir a atividade, expulsando montadoras e empregos a outras cidades.

Fica – A utilização de espaço dentro da pioneira fábrica da Willys-Overland não inviabiliza, de imediato, a produção do Ka e do picape Courier. Sob o mesmo teto a Ford produz caminhões.

Segurança – Toda a linha de caminhões Cargo Ford adotou freios ABS, sistema que diminui a distância de frenagem e permite desviar enquanto freia.

Tecnologia – Para consumir e emitir menos, fabricantes pesquisam opções. Mais recente, chapas para construir plataformas e carrocerias. Após conquista da Honda prensando juntas chapas de alumínio e de aço, a Nissan desenvolveu o AHSS, aço mais leve, resistente e moldável.

Por perguntar – Projeta reduzir, em surpreendentes 17% o peso total dos veículos. Primeiro no sedã esportivo Q50 e em toda a linha até 2017.
Mas suas partes de fixação e pontos de tensão resistirão aos esforços do rallye  diário que é circular por ruas e estradas brasileiras, capazes de desmoralizar qualquer automóvel ?

Vacância – Vaga a presidência da General Motors no Brasil. A eng Grace Lieblied não aguentou o repuxo e foi-se após 11 meses. Cotada ao lugar, outra engenheira, Isella Costatini, brasileira e presidente da GM na Argentina. Presidente da GMB é hoje o cargo de maior rotatividade da indústria no Brasil: quatro mudanças em dois anos.

Gente – Antonio Maciel Neto, engenheiro, 56, volta. OOOO Foi da então Secretaria de Indústria e Comércio, com status de ministério, onde coordenou, com brilho, as Câmaras de Competitividade. OOOO Após, presidiu o Grupo Itamaraty, a Cecrisa e a Suzano de Papéis. No CAOA dirigirá – importação Hyundai, montagem superficial em Anápolis, importação de Suzuki. OOOO Maciel, que foi o homem certo para a Ford e não fez carreira na matriz para não sair do Brasil, aparentemente nada tem a ver com o, digamos, peculiar Dr CAOA. OOOO Edison Lino Duarte, 56, engenheiro, desafio. OOOO Novo presidente da Magneti Marelli para o Mercosul.OOOO A MM faz larga lista de produtos, de amortecedores a injeção de combustível e o mercado da região é esperança de crescimento em faturamento e lucros. OOOO


Fórmula da Fiat no Brasil faz 40 anos
Para vir ao Brasil a Fiat amineirou-se em caminho e local. Difícil imaginar, mas por obscura razão proibia-seinstalar novas fábricas estrangeiras no Brasil. A Fiat tentara anos antes em associação com a nacional IBAP, Indústria Brasileira de Automóveis Presidente, mas o governo federal não deu maior atenção.
Fórmula montada pelo ex ministro do Gabinete Civil da Presidência e então governador mineiro Rondon Pacheco, levou a montadora a Minas por sociedade entre a marca italiana e o governo mineiro. Escudo forte, suportou protestos, e aos 14 de março de 1973 Gianni Agnelli, neto do fundador, assinou com Rondon pelo estado de Minas, um Acordo de Comunhão de Interesses. Ambos sabiam o que pretendiam. A Fiat corrigir o erro tático de não vir ao Brasil à implantação da indústria automobilística. Pacheco, dar empregos e arrecadação pela criar novas empresas fornecedoras em Minas.
Corajosamente a Fiat conseguiu mineirizar seus veículos atraindo fornecedores para a sua volta, industrializando o estado e baixando custos com as auto partistas locais.
Da fazenda ondulada, transformada em área plana, saiu uma fábrica para 200 mil unidades anos. Cresceu, ampliou-se, hoje faz 800 mil e está em obras para atingir 950 mil unidades ao ano, a maior fábrica da Fiat no mundo e líder de mercado há 11 anos. Transformou bucólico pasto em fábrica e a pequena e desconhecida Betim na 2ª. arrecadação de impostos em Minas.