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terça-feira, 7 de julho de 2020

ANFAVEA: Produção de autoveículos cai pela metade no primeiro semestre.


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou o balanço da indústria automobilística nos seis primeiros meses do ano. Com fortíssimo impacto da pandemia de Covid-19 nos últimos três meses, a produção acumulada de 729,5 mil veículos representou uma queda de 50,5% na comparação com o primeiro semestre de 2019. Em junho, a produção de 98,7 mil unidades foi 129,1% superior à de maio, mas 57,7% inferior à de junho do ano passado. Com esses dados e com base nas expectativas econômicas do país para o segundo semestre, a associação projeta produção de 1.630 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus em 2020, volume 45% inferior ao de 2019.

"Trata-se de uma estimativa dramática, mas muito realista com base no prolongamento da pandemia no Brasil e na deterioração da atividade econômica e da renda dos consumidores", afirmou o Presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. A perspectiva de produção é lastreada num mercado interno projetado de 1.675 milhão de unidades vendidas no ano (queda de 40%) e uma exportação de 200 mil unidades (queda de 53%), além de levar em conta a variação de estoques e as importações de veículos.

Com o licenciamento de 132,8 mil unidades em junho, o acumulado do semestre foi de 808,8 mil autoveículos, recuo de 38,2% sobre o mesmo período de 2019. As exportações em junho fecharam em 19,4 mil unidades, totalizando 119,5 mil no semestre, uma queda de 46,2%.

Caminhões e máquinas caem menos
O setor de caminhões também foi fortemente afetado pela pandemia, embora as quedas não tenham sido tão drásticas quanto as dos veículos leves. A produção no semestre (34,8 mil) foi 37,2% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Os licenciamentos (37,9 mil) recuaram 19,1%, enquanto as exportações (4,8 mil) encolheram 19,2%. Parte do alívio nas vendas de caminhões deve ser creditada aos bons resultados da safra agrícola, que também ajudou o setor de máquinas a não sofrer tanto com os efeitos da pandemia. A produção acumulada no semestre (19,1 mil) foi 22,6% inferior à dos seis primeiros meses de 2019. Já as vendas de 19,6 mil máquinas caíram apenas 1,3% no primeiro semestre, enquanto as exportações (4,2 mil) tiveram retração de 31%.

"A situação geral da indústria automotiva nacional é de uma crise maior que as enfrentadas nos anos 80, 90 e essa mais recente de 2015/16. Ela veio num momento em que as empresas projetavam um crescimento anual de quase 10%. Um recuo dessa magnitude no ano terá impactos duradouros, infelizmente. Nossa expectativa é que apenas em 2025 o setor retorne aos níveis de 2019, ou seja, com atraso de seis anos", avaliou Luiz Carlos Moraes.

sábado, 9 de novembro de 2019

Maior nível de produção do ano é destaque no balanço de outubro da Anfavea

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou o balanço da indústria automobilística em outubro e no acumulado dos 10 primeiros meses do ano. “Todos os números deste mês estão de acordo com nossa projeção para o fechamento do ano. Os resultados indicam o terceiro ano de recuperação do setor automotivo como um todo, mesmo com a queda nas exportações”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.



Produção - Para o setor de veículos, o resultado mensal de 288,5 mil unidades apontou para uma alta de 16,6% na comparação com setembro, e de 9,6% em relação a outubro do ano passado. Foi o melhor mês de produção neste ano, e recorde desde agosto de 2018. O acumulado do ano, de 2,55 milhões de unidades, representa alta de 3,6% sobre o mesmo período do ano passado.

Licenciamento - O mercado interno, com 253,4 mil unidades, também registrou alta na comparação com o mês anterior, de 7,9%. Houve ligeira queda de 0,5% em relação ao mesmo mês de 2018. Mais uma vez os caminhões se destacaram com 9,4 mil emplacamentos, melhor outubro desde 2014. No acumulado do ano, de 83,7 mil unidades, o crescimento é de 37,9% em relação ao ano passado. O setor de ônibus já tem em 10 meses mais vendas do que nos 12 meses dos últimos três anos.

Além do balanço mensal, a Anfavea compartilhou com a imprensa os ótimos resultados da Fenatran 2019, que teve recorde de público, de expositores, de visitantes internacionais, de test-drives e de negócios gerados.


“Foi a maior Fenatran de todos os tempos, e isso é uma prova da recuperação do mercado brasileiro. O interesse por caminhões sinaliza a aposta de vários setores da economia em um aquecimento dos negócios para 2020, e isso é positivo para todos”, comemorou o presidente da Anfavea.


Luiz Carlos Moraes também fez questão de lembrar do primeiro ano de vigência do Rota 2030, regime automotivo brasileiro que teve seu decreto assinado em 8 de novembro de 2018 pelo então presidente Michel Temer. “Após meses de intensas negociações, o Rota 2030 surgiu como uma conquista para todo a cadeia automotiva, um modelo de organização e previsibilidade que serve de modelo para outros setores industriais e até para outros países”.

Nesse primeiro ano, todos os fabricantes já estão adequando seus produtos para níveis de emissões mais rigorosos que entrarão em vigor nos próximos anos, e também para atender ao cronograma de itens de segurança obrigatórios que já terá início em 2020. Além disso as duas frentes de incentivo a pesquisa e desenvolvimento do Rota 2030 estão recebendo várias adesões.

O primeiro é o dos próprios fabricantes, e o segundo, batizado de Programas Prioritários, vem direcionando cerca de R$ 200 milhões por ano ao fomento de startups e outras empresas da cadeia automotiva. Desde setembro, cinco instituições escolhidas pelo Comitê Gestor estão gerindo o direcionamento desses recursos às empresas que apresentarem projetos de P&D.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Anfavea revisa projeções para 2019


A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou suas novas projeções para o fechamento do ano, com expectativa de crescimento na produção, e sobretudo nas vendas ao mercado interno. De acordo com o levantamento da equipe econômica da entidade, as vendas internas deverão fechar o ano com 2,8 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 9,1% sobre 2018.


O destaque positivo é o setor de pesados, com importante crescimento estimado de 35%, ultrapassando a marca das 100.000 unidades vendidas -- número que não era alcançado desde 2014. Já a produção deverá crescer menos, em função da queda de 33,2% nas exportações, provocada em grande parte pela crise da Argentina. Estima-se a alta em 2,1%, o que representará o terceiro ano consecutivo de recuperação na produção.

“As estimativas feitas no início do ano levavam em conta um crescimento maior do PIB, câmbio mais estável e maior agilidade na aprovação das reformas da Previdência e Tributária. Além disso, o cenário na Argentina ficou pior do que o imaginado. Na revisão feita agora, 85% da redução da expectativa de produção se deveu à queda de embarques aos nossos vizinhos argentinos”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. “O mais importante é que manteremos o terceiro ano seguido de crescimento no mercado interno e na produção, com boas expectativas para 2020”.

Resultados do setor em setembro

No fechamento de setembro, destaque para a marca de mais de 2 milhões de autoveículos licenciados em nove meses, melhor resultado do período desde 2014 e mais do que todo o volume de 2016. Este foi o segundo melhor mês do ano em média diária de vendas, o que comprova o aquecimento do mercado neste segundo semestre, como é comum no setor automotivo. Mais uma vez, o melhor desempenho é o do setor de caminhões, que em nove meses praticamente atingiu todo o volume de vendas do ano passado.


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sexta-feira, 1 de março de 2019

Anfavea e Sinfavea elegem sua nova diretoria


Ocorreu ontem, 28 de fevereiro, eleição para definição da nova diretoria da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, e do Sindicato Nacional da Indústria de Tratores, Caminhões, Automóveis e Veículos Similares, Sinfavea, para o triênio 2019-2022.
 
Luiz Carlos Moraes foi nomeado presidente das entidades e Fabricio Biondo será o 1º vice-presidente. 
 
Sobre os executivos
Luiz Carlos Moraes é economista e atua como vice-presidente da Anfavea desde 2012. Ingressou no setor automotivo em 1978 e iniciou sua carreira na Mercedes-Benz do Brasil na área de contabilidade, passando por diversas setores da empresa, como relações governamentais e comunicação corporativa.
 
É graduado pela Fundação Santo André e possui pós-graduação na FGV, MBA no IBMEC e pós-graduação no INSEAD/França. Com anos de experiência trabalhando no setor automotivo, Luiz Carlos participou de fatos relevantes para o segmento como discussões de regimes automotivos, reuniões com esferas governamentais relativas às normas de emissões, segurança e comércio exterior.
 
Fabricio Biondo é graduado em engenharia de produção pela Universidade Metodista de Piracicaba e pós-graduado em marketing pelo INPG Business School. Possui ainda cursos na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade da Califórnia. 
 
O executivo atua há mais de 20 anos no setor automotivo com passagens por grandes empresas e pelas áreas de vendas e marketing. Atualmente é vice-presidente de comunicação, relações externas e digital da América Latina do Grupo PSA.