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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

FORD TERÁ TRÊS VEÍCULOS ELÉTRICOS NO MERCADO EUROPEU EM 2014


A Ford anunciou que vai oferecer três veículos elétricos no mercado europeu até 2014, complementando a sua linha de carros com motores a gasolina e diesel. No ano que vem, a marca vai lançar o híbrido plug-in C-MAX Energi e o Mondeo Hybrid, além do Focus Electric que começou a ser produzido agora na Alemanha."A Ford está utilizando a sua experiência global para produzir uma linha de veículos elétricos que dá amplo poder de escolha aos consumidores", diz Barb Samardzich, vice-presidente de Desenvolvimento do Produto da Ford Europa. "Os consumidores europeus dão muita importância ao meio ambiente e os veículos elétricos são vistos cada vez mais como um meio de equilibrar essa preocupação com a posse responsável de um veículo."

A Ford é a fabricante com o segundo maior número de modelos híbridos no mundo. No ano passado, ela quadruplicou a sua participação no mercado de veículos elétricos nos Estados Unidos, onde vendeu este ano cerca de 46.000 unidades até junho - um aumento de mais de 400% comparado ao ano passado.Há exatos 100 anos, a Ford produziu seu primeiro veículo elétrico: uma versão elétrica do Modelo T. O projeto conjunto de Henry Ford e Thomas Edison para criar um "automóvel elétrico barato e prático" foi inviabilizado pela tecnologia limitada das baterias da época. Hoje, a marca oferece uma das linhas mais completas usando essa tecnologia.

Opções
O Focus Electric conta com um motor elétrico de 142 cv e atinge velocidade máxima de 137 km/h. Sua bateria de íons de lítio, de 23 kWh, pode ser recarregada em cerca de 3 a 4 horas e tem autonomia de 162 km.

 O C-MAX Energi, primeiro híbrido plug-in de produção em série da Ford, deve gerar emissões de menos de 50 g/km de CO2, com uma autonomia de 30 km usando somente eletricidade. Sua bateria de íons de lítio de alta voltagem (7,6 kWh) pode ser recarregada em menos de 3 horas.

O Fusion Hybrid combina um motor de combustão interna com motor elétrico a bateria. O motor elétrico é usado para mover o veículo até a velocidade de 136 km/h. O motor a combustão entra em funcionamento em velocidades maiores e para recarregar a bateria. Ele será lançado na Europa como Mondeo Hybrid, com um consumo abaixo de 22 km/h e emissões de CO2 de menos de 99 g/km.

O Focus Electric e o C-MAX Energi plug-in fazem parte do projeto de pesquisa "colognE-mobil", da cidade de Colônia, na Alemanha, cujo objetivo é criar um padrão de infraestrutura para veículos elétricos nas cidades alemãs.

Pesquisa
Uma pesquisa patrocinada pela Ford mostra que a maioria dos europeus se preocupa com o meio ambiente e considera a mudança climática o maior problema do mundo hoje. A pesquisa feita com 6.000 pessoas em toda a Europa revela também que muitas estão inseguras sobre como adotar um estilo de vida mais sustentável e considera os veículos elétricos melhores para o meio ambiente.A pesquisa foi realizada pela "The Futures Company", empresa de consultoria líder de mercado, para entender melhor a opinião e as atitudes do público sobre questões da mobilidade. Os resultados mostram que:

72% acreditam que os veículos elétricos são melhores para o meio ambiente;

54% acreditam que a mudança climática é hoje o maior problema a ser enfrentado no mundo;

52% afirmam que sua vida seria impossível sem um carro;

38% estão incertos sobre como adotar um estilo de vida ambientalmente consciente;

28% considerariam comprar um veículo elétrico;

23% querem mudar seu padrão de mobilidade no futuro para torná-lo mais sustentável.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fernando Calmon - Alta Roda - CAPACIDADE DE OUSAR

 
Alta Roda nº 745/94– 08/08/2013

Fernando Calmon
No ano passado foram vendidos em todo o mundo cerca de 150.000 carros elétricos puros (a bateria) que corresponderam a apenas 0,2% do total. Por isso, surpreende a aposta de US$ 2,7 bilhões (R$ 6,2 bilhões) da BMW em sua nova submarca “i” (de inovação, integração e inspiração), cujos primeiros produtos são o i3 e o híbrido i8 (dentro de alguns meses). Capacidade de produção inicial será de 40.000 unidades/ano.

Com pré-estreia simultânea em Nova York, Londres e Beijing, o i3 representa um conceito ainda mais ousado por não aproveitar componentes já existentes em veículos convencionais. Até agora, apenas a californiana Tesla abraçou a mesma estratégia, mas seu carro é caríssimo e vendido só em alguns estados americanos. Já o elétrico da marca alemã partiu para outro conceito. Usa, pela primeira vez em grande série, estrutura total da carroceria em fibra de carbono, aparafusada/colada a um chassi de alumínio. É material caro, extremamente leve e 50% mais resistente que o aço.

Todo o carro foi pensado para uso preponderantemente urbano. Seu porte é de um BMW Série 1 com espaço interno do Série 3 e porta-malas de 260 litros equivalente a de um compacto. Monovolume, sem coluna central, suas duas portas traseiras são menores e têm abertura em sentido oposto ao convencional. No estilo chamam atenção a reentrância das janelas traseiras (vidros não baixam) para melhorar visibilidade, o desenho das colunas traseiras e a porta de carga de vidro com lanternas integradas.

Entrar e sair do banco traseiro exige certa adaptação. Sentado atrás, há bom espaço para pernas de dois passageiros (sem previsão para um terceiro), mas há limitações para os pés sob os bancos dianteiros. Na frente, o console não se estende até o painel justamente para facilitar a saída do motorista pela porta direita, conveniente em cidades.

Como se tratava de pré-estreia, não foi possível guiar o carro em Nova York. Ao analisar a ficha técnica, porém, fácil concluir que será extremamente ágil no trânsito. Motor traseiro de 170 cv, peso de apenas 1.195 kg, aceleração de 0 a 100 km/h em 7,2 s e diâmetro de giro de 9,9 m (ótimo em manobras). Distribuição de peso de 50-50% por eixo não deixa dúvida de que se trata de um BMW. Segundo um engenheiro da fábrica, retomar de 30 a 70 km/h (típica de uso urbano) leva pouco mais de 4 s. Centro de gravidade baixo e cambagem negativa nas rodas motrizes traseiras indicam que vencer curvas será puro prazer, apesar dos pneus finos.

Quanto à autonomia, discurso da fábrica é honesto: de 130 a 160 km (até 200 km, em modo de supereconomia); 12 horas para recarga normal a 110 V; carga rápida dedicada de 30 minutos repõe 80% da autonomia (mais de uma vez por mês compromete a vida da bateria). Solução interessante é um motogerador opcional, a gasolina (dois cilindros/34 cv), também traseiro, para estender a autonomia em 140 km. Tanque de nove litros, na frente, reequilibra os 50% de peso em cada eixo.

Vendas do BMW i3 começam na Europa em novembro próximo e a importação para o Brasil, um ano depois. Mantida a tradição premium da marca, esse compacto deve se situar aqui na faixa dos US$ 100 mil (R$ 230.000), se mantida carga fiscal de hoje.

RODA VIVA

LANÇADO em maio de 2010, novo Uno completará quatro anos, em 2014, com tradicional reestilização de meia geração. Início de produção – coluna antecipa – será em maio e vendas, dois meses depois. Mudanças maiores na parte dianteira e, maior novidade, motor de três cilindros. Esta configuração, inexistente até mesmo nos Fiats europeus, estreia no Brasil.

SEMPRE desmentida pela VW, há dúvidas sobre produção no Brasil do Santana chinês (versão esticada do Polo sedã de nova geração). Alguns fornecedores indicaram que a produção só começaria em 2015, outros em meados de 2014. Esta semana, porém, fontes acenaram que a fábrica teria congelado o projeto. Trabalhos estão suspensos e, há quem diga, cancelados.

NOVO Fusion Hybrid evoluiu. Agora baterias de íon de lítio (mais leves, compactas e de maior densidade energética), permitiriam acelerar até 100 km/h em modo puramente elétrico, em teoria. Na prática, só em condições muito especiais. Com motor a combustão de 2 litros/145 cv, preço baixou R$ 9.000,00, para R$ 124.990,00. Consumo Inmetro, cidade: 16,8 km/l com gasolina.

ANFAVEA (fabricantes) e Fenabrave (concessionárias) mantêm números divergentes sobre previsão de vendas este ano. A primeira sustenta possibilidade de crescimento de 3,5 a 4,5%, sobre 2012, se considerados autos e comercais leves e pesados. Mais cautelosa, a segunda acha difícil passar de 2% ou pouco mais, incluídos caminhões e ônibus.

CASO Brasil cresça só 2% este ano, como prevê maioria dos economistas, a bola de cristal da Anfavea pode falhar. Afinal, em julho, média diária de vendas caiu 6,6% sobre junho; estoques totais tiveram só leve melhora de 39 para 35 dias. Positivo foi aumento de exportações graças à reação de mercados externos.

PERFIL

   

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                           

domingo, 9 de junho de 2013

FORD: HÍBRIDOS CRESCEM NOS EUA E NOVA TECNOLOGIA DO FUSION DEVE CHEGAR AO BRASIL


O lançamento da nova geração do Fusion Hybrid é um dos principais responsáveis pelo crescimento da Ford no segmento de veículos híbridos, que se encontra em expansão nos Estados Unidos. O modelo atingiu a participação mais alta dentro do mix de vendas da linha, com 15%.Recém-lançado nos Estados Unidos, o Fusion Hybrid tem alcançado um sucesso sem precedentes e contribuído para a Ford bater recordes de vendas nesse segmento, o que aumenta a expectativa da sua chegada ao mercado brasileiro, trazendo uma nova tecnologia híbrida.No mercado americano, o modelo registra hoje uma das rotatividades mais altas nos distribuidores da marca, com uma média de 14 dias na loja (e menos ainda, 10 dias, na Califórnia). Outra constatação da Ford é que o Fusion está atraindo novos consumidores para a marca: nada menos que 67% dos seus compradores são clientes vindos de outras marcas, principalmente as japonesas.
 
 
Somente nos cinco primeiros meses de 2013 a Ford já superou o total de carros híbridos vendidos do ano passado. As 37.000 unidades vendidas de janeiro a maio de 2013 representam um crescimento de mais de 375% sobre o mesmo período do ano passado - e superam o recorde anual de 35.496 unidades de 2010. Esse desempenho está sendo impulsionado pela nova linha da marca, formada pelos modelos Fusion Hybrid, Fusion Energi, C-MAX Hybrid e C-MAX Energi, além do Lincoln MKZ Hybrid. A Ford aumentou a sua participação no segmento de híbridos nos Estados Unidos de 3% no ano passado para o recorde de 15,5% em abril deste ano e tornou-se vice-líder da categoria.

 
Inovação e economia
A Ford foi a pioneira em comercializar veículos com a tecnologia híbrida em escala comercial no Brasil. A primeira versão causou impacto na mídia e foi importante para mostrar os novos caminhos de fontes sustentáveis de energia.Previsto para lançamento no País este ano, o Novo Fusion Hybrid tem como grande inovação o uso de bateria de íons de lítio, que entre outros avanços garante maior autonomia do motor elétrico. O novo híbrido já foi testado pelo programa do Inmetro/Conpet e é classificado hoje como o automóvel mais econômico do País.