Mostrando postagens com marcador AGENCIA ESTADO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AGENCIA ESTADO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de abril de 2012

Com Cide menor, cai a carga tributária da gasolina e do diesel


Agência Estado
Via: www.automotivebusiness.com.br
A carga tributária sobre a gasolina e o diesel recuou no último trimestre de 2011 no Brasil. A queda foi motivada pela diminuição do valor da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), medida tomada pelo governo para evitar o repasse ao consumidor dos reajustes sobre os combustíveis de petróleo. Estudo da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da Universidade de São Paulo (FEA-USP) aponta que a carga média sobre a gasolina recuou para 36,79% no País entre outubro e dezembro do ano passado, ante uma média de 40% nos três meses anteriores, quando o levantamento começou a ser feito. 




Coordenado pelo Núcleo de Estudos em Controladoria e Contabilidade Tributária da FEA-USP, em Ribeirão Preto (SP), o levantamento aponta ainda que a carga de tributos sobre o diesel caiu de uma média de 26,2% para 25,24% no País entre os períodos analisados. Entre outubro e novembro do ano passado, o governo reduziu duas vezes a Cide da gasolina: de R$ 0,23 para R$ 0,19 e para R$ 0,09, por litro. Já a baixa do diesel foi em novembro, de R$ 0,07 para R$ 0,047, por litro. A Região Sudeste do Brasil tem a maior carga tributária incidente na gasolina, de 38,55%, sobre o preço comercializado na bomba. Registra ainda os dois estados cujos consumidores pagam mais impostos sobre a gasolina: Rio de Janeiro, com 40,75% de carga e o Espírito Santo, com 40,32% de carga. A Região Norte, com 35,33% de carga, é que possui menor tributação média sobre a gasolina, entre as cinco do País. Rondônia e Acre, com 34,54% e 34,60%, respectivamente, são os Estados com menor tributação sobre a gasolina. 

A Região Nordeste é que mais tributa o diesel, com uma carga média de 29,82% sobre o preço final e a Bahia é o estado líder, com 38,21% de incidência de impostos no combustível de petróleo. As menores cargas tributárias sobre o diesel são no Sul, entre as regiões brasileiras, com 21,15%, em média, e no Rio Grande do Sul, entre os estados, com 19,94%, segundo o estudo da FEA-USP. 

ETANOL

Já a carga tributária sobre o etanol hidratado permaneceu praticamente estável nos períodos avaliados e fechou o último trimestre de 2011 com uma média de 31,92%. Sobre o etanol não há a incidência da Cide, cuja criação ocorreu, entre outros fatores, para que gasolina e diesel financiassem estoques de álcool. Sobre o etanol incidem PIS/Cofins e o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cuja alíquota varia de 12% a 29% entre os estados brasileiros.A carga tributária do etanol chega a 33,51% no Centro-Oeste, a maior do País. Goiás, cuja alíquota do ICMS sobre o etanol saiu de 20% para 29% no ano passado, tirou do Rio de Janeiro o posto de estado que mais tributa o combustível. Os consumidores goianos pagam 37,89% de carga sobre o álcool hidratado e os fluminenses, 37,74%. São Paulo, com 21,26%, e o Sul, com 30,93%, são, respectivamente, o estado e a região com as menores cargas tributárias sobre o etanol. 

terça-feira, 3 de abril de 2012

EUA aprovam gasolina com 15% de etanol


FONTE:Agência Estado 


Nota da Agência Estado, assinada por Renato Martins, com base em informações da Dow Jones, registra que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) aprovou os pedidos de licenciamento de vinte empresas para que passem a produzir gasolina com 15% de etanol, a chamada E15. A maior parte da gasolina usada nos EUA atualmente contém 10% de etanol. A decisão da EPA abre caminho para uma expansão do mercado de biocombustíveis que os produtores buscavam há anos. A Associação de Combustíveis Renováveis disse que o produto com maior teor de etanol poderá chegar ao mercado em meados deste ano. Segundo a EPA, a maioria dos carros mais novos pode usar a E15 com segurança. A E15 foi aprovada para uso em automóveis fabricados em 2001 ou depois, mas não para veículos mais velhos, barcos ou snowmobiles. A associação de produtores American Fuel & Petrochemical Manufacturers abriu um processo contra a EPA por causa dessa decisão, argumentando que a agência não tem autoridade para permitir um determinado tipo de combustível para alguns tipos de veículos, mas não para outros. 


__________________
NOTA DO BLOG:
Com o crescente consumo de Etanol nos Estados Unidos e a falta de um política real de combustíveis no Brasil corremos o risco de ter toda a produção exportada inviabilizando a utilização do Etanol exatamente no país do Etanol!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Safra de cana-de-açúcar terá atraso


Agência Estado 

A safra de cana-de-açúcar 2012-2013 do Centro-Sul vai começar com atraso. Normalmente, ela se inicia nos meados de março, mas as usinas ligarão suas caldeiras a partir da segunda quinzena de abril na maioria das regiões produtoras em razão das adversidades climáticas registradas no fim de 2011 e no início de 2012. A forte estiagem registrada em dezembro atrasou o desenvolvimento da cana, que, depois de um período de chuvas em janeiro, volta a sofrer com novo período de seca, que está reduzindo a massa e, consequentemente, a produtividade da planta. 

Além do atraso da colheita, o setor está preocupado com a repetição, nesta safra, do cenário de 2011, quando um menor volume de cana fez com que tanto a produção de açúcar como a de etanol fossem afetadas. O setor já trabalha com uma capacidade ociosa de mais de 100 milhões de toneladas. Com o atraso da safra nova, os preços elevados do açúcar e do etanol da entressafra podem vigorar no mercado por mais tempo. 

Na região noroeste do Estado de São Paulo, onde estão as usinas da Guarani, a expectativa é de que a colheita tenha início em torno do dia 15 de abril, um atraso de até 15 dias. “Toda a região está sofrendo muito com a falta de chuvas, o que atrasou o desenvolvimento da cana”, explica o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho. 

A região mais próxima do centro do Estado, em torno de Catanduva e Promissão, está registrando maiores efeitos da seca, o que deve levar a um atraso maior no início da safra. “As usinas da região de Catanduva vão entrar em operação a partir da segunda quinzena de abril, estendendo-se até maio”, explica Carmen Ruete de Oliveira, diretora do grupo Virgolino de Oliveira, com usinas na região. Segundo ela, uma definição maior dos efeitos do clima e da seca apenas estará disponível a partir do fim de março. “Mas, neste momento, o quadro que se mostra é de uma safra com menor produtividade”, disse. 

O presidente da Renuka do Brasil, Humberto Junqueira de Farias, disse que a colheita da cana de suas usinas também começará mais tarde. A empresa, que tem unidades em Promissão e em Brejo Alegre, as duas no interior paulista, irá começar a colheita na segunda quinzena de abril em uma unidade e em maio na outra. 

No Pontal do Paranapanema, a seca afetou menos o desenvolvimento da cana e o atraso será de apenas alguns dias. Segundo o presidente da Umoe Bioenergy, Rubens Approbato Machado Júnior, a moagem da usina, localizada em Sandovalina, deve ter início na primeira metade de abril com uso mais agressivo de maturador e moendo áreas de reforma. 

Já nas usinas da São Martinho, localizadas mais na parte central do Estado de São Paulo, as chuvas têm sido mais frequentes, minimizando os efeitos da estiagem. Para o presidente da São Martinho, Fábio Venturelli, a colheita deve começar em torno do início da segunda quinzena de abril. “Em relação ao plantio, o clima não ajudou na região de Araçatuba, foi satisfatório em Ribeirão Preto e muito favorável em Piracicaba”, disse Venturelli. 

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve divulgar sua primeira estimativa para a safra de cana 2012-2013 do Centro-Sul no fim de março. Na média, executivos do setor estimam uma safra em torno de 520 milhões a 530 milhões de toneladas, crescimento de 5% a 7% em relação aos 495 milhões de toneladas registrados em 2011-2012. Se concretizado, o crescimento será insuficiente para atender à capacidade ociosa do setor. 

quinta-feira, 8 de março de 2012

Governo adia publicação de edital do trem-bala


Agência Estado 
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, explicou nesta quarta-feira, 7, que a mudança na data da publicação do edital e do contrato do trem-bala (de março para 15 de junho) foi tomada por precaução. "Preferimos o que pode parecer uma perda de tempo agora para não termos problemas no futuro", disse Miriam, ao final da cerimônia de divulgação do balanço da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Apesar disso, foi mantida a data de realização do leilão até 31 de novembro deste ano. A aprovação pelo Conselho Nacional de Desestatização da nova modelagem terá de ser realizada até o fim deste mês.

"Estamos discutindo todos os detalhes para que não ocorra um problema de gestão no futuro", acrescentou. O Trem de Alta Velocidade (TAV) ligará as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Os investimentos previstos para o período de 2011 a 2014 são de R$ 33,2 bilhões.

A ministra também afirmou que cobrou, no ano passado, representantes de empresas estatais de energia para que fizessem mais investimentos. Ela afirmou que houve uma mudança na lógica do governo. "A lógica antiga era não fazer investimento. No ano passado, chamei as estatais de energia para dizer: ‘E aí? Estou vendo qual sua execução (de investimentos)’”, afirmou. Miriam disse também que representantes do governo em conselhos de estatais estão sendo orientados a cobrar a execução de projetos. 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Brasil se consolida como 3º maior mercado de computadores do mundo

Fonte: Agencia Estado


 O mercado de computadores apresentou um crescimento de 12% no ano passado, com a comercialização de 15,4 milhões de notebooks, netbooks e desktops, segundo o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, divulgado hoje pela consultoria IDC Brasil. Segundo a consultoria, o ano passado consolidou o Brasil como o terceiro maior mercado de computadores, atrás apenas de China e Estados Unidos.
Apenas no quarto trimestre do ano passado foram vendidos 4,2 milhões de computadores, sendo 40,8% de desktops e de 59,2% notebooks e netbooks. Isso representou um aumento de 10% sobre o mesmo período de 2010. "O quarto trimestre foi bom, mas poderia ter sido ainda melhor se não fosse a alta do dólar e dificuldade para a aquisição de hard disk (HD), devido às enchentes na Tailândia", disse, em nota, o IDC.
No ano passado, o segmento doméstico representou 70% do total comercializado e o corporativo (empresas, governo e educação), 30%. As vendas do segmento doméstico e corporativo cresceram, respectivamente, 20% e 10% no ano passado em relação a 2010. Desconsiderando governo e educação, o mercado corporativo apresentou queda de 24% das vendas em 2011.
O levantamento da consultoria apontou que as vendas de netbooks recuaram 18% em relação ao ano de 2010, principalmente por conta do crescimento do mercado de tablets e de notebooks. No início de 2011, a IDC previa que o mercado chegaria à marca de 15,3 milhões de computadores comercializados.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cosan: Flórida poderá usar etanol brasileiro

Agência Estado

O etanol brasileiro poderá, no médio prazo, abastecer o mercado da Flórida e da costa leste norte-americana, de acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz. Segundo ele, a Flórida está mais perto do Brasil do que a região de produção de etanol de milho dos Estados Unidos, que fica no centro-oeste do país, o que daria ao Brasil vantagem competitiva. Essa competitividade já foi beneficiada com o fim do imposto de importação sobre o álcool combustível nos Estados Unidos, eliminada em 31 de dezembro passado.

Lutz ressalta, contudo, que o maior ganho com o fim do imposto foi a abertura para a indústria mundial de biocombustível: “O comércio mundial ficará mais afinado e tanto as importações como as exportações de etanol dos Estados Unidos irão aumentar”, explica. Segundo o executivo, hoje a Raízen tem clientes cativos de longo prazo para quem exporta etanol para fins químicos e alimentares.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Argentina complica as importações


Agência Estado 

Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado em Buenos Aires, registra que ao final da primeira semana de aplicação do sistema burocrático para as importações na Argentina, a Administração Federal de Rendas Públicas (Afip), equivalente à Receita Federal, recebeu cerca de 16 mil Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI), mas apenas 4.700 foram aprovadas. Outras 2.900 foram negadas e as demais estão sob análise da secretaria de Comércio Interior, liderada por Guillermo Moreno, segundo dados da Câmara de Importadores da República Argentina (Cira). 

Segundo a a jornalista, as DJAI são apresentadas junto à Afip, mas precisam ser aprovadas também por Moreno. Além disso, o secretário exige um formulário paralelo, denominado Nota de Pedido, que deve ser enviado por email, informando sobre cada um dos itens que o importador deseja comprar e está sujeito à aprovação ou veto. 

"O sistema é muito complicado e, por enquanto, está prejudicando os grandes importadores", afirmou o presidente da Cira, Diego Pérez Santiesteban. Ele disse que as empresas que importaram um valor máximo de US$ 500 mil em 2011 não estão tendo problemas para receber aprovação de suas compras. 

Santiesteban afirmou que as declarações apresentadas estão se acumulando, mas "ainda não venceram os 13 dias de demora, prometidos pela Afip e não sabemos bem quais são os critérios para analisar os pedidos".

Entre os empresários persistem muitas dúvidas sobre o funcionamento do sistema. A principal delas diz respeito ao critério que o governo está usando para aprovar ou não as importações. Também preocupa o fato da duplicidade de aprovações requeridas. Outra situação apontada pelos empresários é a exigência para que assinem um documento se comprometendo a exportar o mesmo valor que importam. 

No ano passado, a Cira verificou 835 mil operações de compras do exterior. Com as medidas que entraram em vigor no dia primeiro de fevereiro, estima-se que haverá importante redução desse volume. As importações aprovadas na última semana foram de insumos para a indústria, material hospitalar e um carregamento de frangos do Brasil. 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Venda de carros é recorde para o mês de janeiro


O Estado de S.Paulo
Faltando ainda o resultado de ontem, que será computado hoje, o mês que terminou foi o melhor janeiro da história em vendas de veículos novos. Até o dia 30, os licenciamentos já somavam 251,1 mil unidades (com caminhões e ônibus), ante 244,8 mil registrados em todo o mês de janeiro de 2011, até então recorde para o período. Na comparação com dezembro, houve queda de 27,2%. Dezembro foi o mês em que mais se vendeu carros em 2011, com 348,3 mil unidades, e janeiro tradicionalmente é mais fraco, dizem analistas do setor.
Este janeiro foi marcado por feirões, sorteios de carros e o não repasse integral do aumento de 30 pontos porcentuais d o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos importados - que ainda assim tiveram despenho abaixo do resultado do mercado total.
"Houve um festival de descontos", diz Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK. Os estoques estavam elevados no início do ano e as empresas queriam desovar modelos da linha 2011.
O ano também começou com mudança no ranking de vendas dos automóveis e comerciais leves. Até dia 30, a General Motors liderava o mercado, com 21,2% de participação nas vendas. A disputa pelo segundo lugar estava acirrada, com a Volkswagen à frente da Fiat por apenas 145 carros, e ambas com 20,6% de participação nas vendas.
Lista. O governo divulgou ontem a lista definitiva das montadoras que estão livres do pagamento do IPI mais alto por cumprirem regras de produção nacional e investimento. Estão na relação 18 empresas com fábricas no País, que comprovaram utilizar 65% de conteúdo regional na produção local. A única fora da lista é a indiana Mahindra. Carros que essas marcas importam de fora do Mercosul e do México vão pagar IPI maior até dezembro, a exemplo dos importadores independentes. O governo ainda não definiu se abrirá exceção para empresas com projeto de construção de filiais no País, como a chinesa JAC./CLEIDE SILVA e EDUARDO CUCOLO

Temor de calote faz cair crédito para a compra de veículos


O Estado de S.Paulo
O consumidor tem encontrado mais dificuldade para financiar a compra do carro novo. Apesar da queda nos juros, os clientes têm visto suas propostas de financiamento sendo recusadas pelos bancos por questões de renda.
A contratação de novos empréstimos para compra de veículos, por parte de pessoas físicas, caiu 3% em 2011 em relação ao ano anterior, primeiro resultado negativo anual desde 2008. O recuo mais forte ocorreu no último trimestre, de 17% em relação ao mesmo período de 2010.
De acordo com os bancos de montadoras, essa retração está relacionada ao aumento da inadimplência, que dobrou no ano passado, e à piora no perfil de renda dos clientes que buscam crédito. Os atrasos acima de 90 dias, período em que o cliente começa a ser considerado inadimplente, passaram de 2,5% em dezembro de 2010 para 5% no final de 2011. A taxa está próxima do recorde de 5,45% de junho de 2009./EDUARDO CUCOLO

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Real está entre as moedas mais caras de emergentes, calcula ING


Fonte: Agência Estado
Via: Abrac Online


Já o peso mexicano é a mais barata entre os países emergentes, segundo levantamento do banco
O peso mexicano é a moeda mais barata entre os países emergentes atualmente, enquanto o real, apesar da desvalorização de 11% frente ao dólar em 2011, está entre as mais caras, juntamente com a lira turca e o peso argentino. O cálculo foi feito pelos estrategistas de câmbio do banco ING e tomou como base a paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês) para uma cesta de 25 produtos e serviços que correspondem a um valor de 100 euros.
O PPP é um índice que ficou mais conhecido desde 1986 quando a revista inglesa The Economist passou a fazer comparações entre as moedas mundiais tomando como base o preço em dólar americano de um sanduíche Big Mac. A diferença do estudo do banco ING é que a moeda de referência é o euro e, em vez de sanduíche, utiliza uma cesta de produtos e serviços. "Ao tomar o euro como a moeda-base da cesta de produtos, quase todas as moedas atreladas à órbita do dólar, como o real, podem parecer mais caras, uma vez que com a crise na Europa, o euro sofreu uma desvalorização ao longo do ano passado", disse à Agência Estado Chris Turner, o estrategista-chefe de câmbio do banco ING em Londres e autor do estudo.
O conceito de paridade do poder de compra foi elaborado pelo economista sueco Karl Gustav Cassel em 1918 e calcula a quantia que pessoas em diferentes países gastam para comprar uma mesma cesta de produtos e serviços, refletindo, portanto, uma taxa de câmbio que leva em conta fatores como, por exemplo, o nível de renda e a inflação. "Ao calcular quantas cestas de produtos e serviços uma quantia de 100 euros poderia comprar, chegamos a uma medida de quais moedas mundiais estão caras ou baratas, especialmente num horizonte de longo prazo", afirmou Turner. Segundo ele, o cálculo foi feito no final de 2011.
Com 100 euros, qualquer pessoa poderia comprar 1,3 cesta dos 25 produtos e serviços no México, enquanto os brasileiros e os turcos comprariam o equivalente a um pouco mais de 0,7 cesta. Além do peso mexicano, as moedas dos países do Leste Europeu foram as que ficaram mais baratas em 2011. Os poloneses, por exemplo, compravam um pouco menos de 1,1 cesta em março de 2011. No final do ano, seria possível comprar 1,2 cestas com os mesmos 100 euros. A depreciação cambial no México e nos países do Leste Europeu foi o principal motivo para deixar as cestas de produtos mais baratas. Por outro lado, as moedas da Índia, de Hong Kong e da Ucrânia foram as que ficaram mais caras no ano passado. "Uma elevada inflação explica por que as moedas da Índia, Hong Kong e Ucrânia ficaram mais caras", disse Turner.
Em relação ao real, Turner acredita que há um grande potencial para maior desvalorização frente ao dólar devido à perspectiva de cortes adicionais da taxa básica de juros. No final de 2011, os estrategistas do ING projetavam que seriam necessários até R$ 2 para comprar US$ 1 no primeiro semestre deste ano, em razão do agravamento da crise da zona do euro e também dos cortes adicionais da taxa Selic. "Hoje, essa estimativa parece menos provável do que no final do ano passado", comentou Turner. O dólar comercial fechou essa terça-feira, 24, cotado em R$ 1,77.
No dia 18 de janeiro, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual para 10,5%. Os analistas do ING projetam um total de cortes em todo o ano de 2012 de 2 pontos porcentuais, ou seja, haveria, nas estimativas deles, uma redução adicional de 1,5 ponto porcentual para acontecer, com a Selic caindo para 9%
   

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Brasil importa etanol de milho e exporta o de cana


O Brasil importou 1,1 bilhão de litros de etanol dos Estados Unidos em 2011, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O volume é recorde e muito superior aos 74 milhões de litros importados em 2010. 


Segundo a Secex, as importações de etanol dos Estados Unidos representaram 96,7% do total importado pelo Brasil em 2011, que atingiu perto de 1,14 bilhão de litros. As operações foram realizadas principalmente via Região Nordeste, onde o preço menor do frete garante margem maior para a operação. Em dezembro, a importação foi recorde histórico para um único mês, atingindo 279,71 milhões de litros, ante 152,2 milhões em novembro e 132,32 milhões em outubro. A menor produção de etanol em 2011/12 levou ao aumento das importações do biocombustível. 

Já as exportações do produto caíram 54,7%, para 1,96 bilhão de litros, de acordo com a Secex. Já as exportações de etanol para os Estados Unidos subiram de 313,4 milhões de litros em 2010 para 663,925 milhões. O aumento foi impulsionado pelos prêmios pagos pelos Estados Unidos para o etanol avançado, categoria em que o etanol de cana-de-açúcar está incluído, por ter ciclo de emissões reduzidas em relação ao álcool de milho, graças à maior produtividade da cana e reabsorção de CO2 nas plantações. Com o prêmio pago pelo produto brasileiro, o Brasil pôde exportar etanol de cana e importar etanol de milho e ainda ganhar um prêmio na operação. Em 2012, a expectativa é de que as exportações para os Estados Unidos podem crescer ainda mais com a queda da tarifa de importação a partir de 31 de dezembro de 2011.


FONTE: AGENCIA ESTADO
VIA: www.automotivebusiness.com.br

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Desvantagem do etanol cresce de outubro para novembro

Agência Estado

A desvantagem do etanol em relação à gasolina acentuou-se em novembro ante outubro na cidade de São Paulo e está próxima a 71%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados nesta sexta-feira, 2. De acordo com a instituição, a relação entre o preço dos dois combustíveis atingiu 70,94% no mês passado, ante 70,23% em outubro. Em novembro de 2010, a relação estava em 64,79%.

“A taxa não só está acima de 70% como é a mais alta dos últimos quatro anos. Este ano foi ruim para o motorista que prefere abastecer o carro com etanol. Tivemos uma safra de baixa produtividade. Tanto que, em abril, a relação entre o combustível de origem vegetal e a gasolina ficou acima de 80% (80,80%)”, observa o coordenador-adjunto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima.

O uso do etanol deixa de ser vantajoso quando seu preço representa mais de 70% do valor da gasolina. O cálculo é feito considerando que o poder calorífico etanol equivale a 70% do poder da gasolina. Entre 70% e 70,50% considera-se indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

De acordo com a Fipe, o preço médio do etanol apresentou variação positiva de 1,52% no fechamento do IPC de novembro. A gasolina subiu menos, 0,48%. Ambos colaboraram para a inflação de 0,24% do grupo Transportes em novembro. A alta dos combustíveis é normal neste período do ano, segundo o coordenador adjunto do IPC. “O etanol geralmente sobe nesta época por causa da entressafra da cana”, diz Lima.

De acordo com Costa Lima, apesar da expectativa de chegada da nova safra de cana-de-açúcar em meados de maio, a relação deve continuar desfavorável ao álcool nas bombas. “Só talvez não chegue a 80% como em abril, quando houve desabastecimento de etanol”, conclui o coordenador-adjunto da Fipe. 

domingo, 28 de agosto de 2011

Brasil é o país que atrai mais montadoras

Cleide Silva, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O Brasil é hoje o país que mais atrai as montadoras. Nove fábricas já estão em construção ou em projetos, mesmo número de unidades em obras na China. Esse novo ciclo de investimentos dos fabricantes de veículos vai despejar US$ 5 bilhões no País até 2014.
Entre os interessados em desembarcar no País há marcas de carros populares, como os chineses, até luxuosas como os da alemã BMW. As empresas que já definiram projetos vão adicionar capacidade produtiva extra de 820 mil veículos ao ano e, segundo anúncios feitos pelas companhias, cerca de 14 mil empregos diretos. Hoje, a capacidade total é de quase 5 milhões de veículos.
O Brasil é o quinto país com maior número de montadoras já instaladas. São 26 fábricas de 19 marcas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.
A Effa, do uruguaio Eduardo Effa, a última a anunciar investimento, pretende construir duas fábricas, uma para a produção de carros da chinesa Lifan, com quem tem parceria, e outra com a própria marca Effa, que importará componentes da chinesa Hafei. Cada projeto terá investimento de US$ 100 milhões, valor modesto diante de outros já anunciados. A Effa negocia as instalações com os governos de Santa Catarina e Goiás.
As duas unidades estão previstas para 2013. "Quando as importações se aproximam de 20 mil veículos ao ano, o melhor é ter fábrica local por causa da complexa logística de importação", justifica ele, que tem uma linha de montagem no Uruguai, que traz conjuntos da China.
As outras novas instalações anunciadas, algumas já em construção, são da Fiat (investimento de US$ 2,3 bilhões), Toyota (US$ 600 milhões), Hyundai (US$ 600 milhões), JAC (US$ 600 milhões), Chery (US$ 400 milhões), Suzuki (US$ 60 milhões) e Nissan, que ainda não divulgou valor.
"Se o mercado é grande, com consumo acima de 3 milhões de veículos, a empresa tem de estar presente para reagir rapidamente às necessidades momentâneas e evitar a volatilidade das moedas internacionais", diz Toshiyuki Shiga, presidente mundial da Nissan.
Empregos
Shiga ressalta a importância de contribuir com a economia local e a geração de empregos. A Nissan já atua em parceria com a Renault no Paraná. A segunda unidade será independente do grupo francês, mas pode ter outro parceiro. Um dos grupos com quem Shiga negocia é o do empresário Eike Batista. "É uma opção, mas temos outras", diz.
Quase todas as montadoras já instaladas no País também estão ampliando capacidade. A Fiat, além da nova fábrica em Pernambuco, vai aumentar a linha de Betim (MG) de 800 mil para 950 mil carros/ano, o equivalente a uma fábrica da Hyundai, com capacidade de 150 mil unidades. Volkswagen, GM, Ford, Renault, Peugeot/Citroën, Mitsubishi, Iveco e Mercedes-Benz também ampliarão a produção.