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segunda-feira, 22 de julho de 2019

JAGUAR LAND ROVER TESTA NOVO PROCESSO DE RECICLAGEM PARA MINIMIZAR O PROBLEMA DE RESÍDUO PLÁSTICO NO MUNDO


A Jaguar Jaguar Land Rover está testando um novo processo inovador de reciclagem que converte resíduo plástico em um novo material de alta qualidade, que pode fazer parte de futuros modelos da montadora.Estima-se que a quantidade de resíduo plástico irá ultrapassar, globalmente, as 12 milhões de toneladas, até 2050. Hoje, nem todo este plástico pode ser reciclado para uso em aplicações automotivas – especialmente em peças que precisam seguir os padrões de segurança e qualidade.

Trabalhando em conjunto com a multinacional química, BASF, a Jaguar Land Rover faz parte do projeto piloto chamado ChemCycling, que recicla lixo plástico doméstico, geralmente levados para aterros ou incineradoras, e os transforma em novos materiais de alta qualidade.

O plástico é transformado em óleo de pirólise usando processos termoquímicos. Este segundo material bruto é, na sequência, introduzido na linha de produção da BASF como um substituto do material fóssil; criando, finalmente, uma liga de nível elevado que replica a performance e qualidade de plásticos “virgens”. Finalmente, ele pode ser temperado e pintado, se tornando uma solução ideal para o design de novos acabamentos internos e painéis externos em modelos da Jaguar e da Land Rover.

A Jaguar Land Rover e a BASF estão testando a fase piloto do material em um molde da face frontal do Jaguar I-PACE para verificar se segue à risca os requisitos de segurança da peça original já existente.

Com o resultado dos testes e a evolução no uso de reciclagem química no mercado, a adoção do novo material faz com que a Jaguar Land Rover possa usar plástico doméstico reciclado em toda sua gama de modelos sem quaisquer perdas em qualidade e segurança.

A Jaguar Land Rover já está pronta para alcançar em 2020 a meta de zero resíduos em aterros para as operações no Reino Unido. Isso inclui a remoção de 1.3 milhão m² - equivalente a 187 campos de futebol – de plástico das linhas de montagem, substituindo 14 milhões de itens de plástico de uso único nas operações de negócio.

Em conjunto, esses esforços estão levando a Jaguar Land Rover para o Destino Zero; um desejo de transformar a sociedade em um lugar mais seguro, saudável e com um meio ambiente mais limpo, tudo isso por meio de um processo de inovação contínuo para adaptar seus produtos e serviços com o mundo em constante mudança. O foco da empresa é de alcançar um futuro com zero emissões, zero acidentes e zero congestionamentos.

sábado, 29 de junho de 2019

Dana conquista Prêmio Benchmarking Brasil 2019 com reciclagem de 100% de borracha


A Dana, uma das principais empresas do setor automotivo brasileiro e com mais de 70 anos de atividades, acaba de conquistar pela terceira vez, o Prêmio Benchmarking Brasil. A fabricante ficou em primeiro lugar com o case de Reciclagem de 100% de toda a borracha utilizada em seus processos produtivos, “O nosso case de reciclagem de borracha ser o vencedor do Prêmio Benchmarking Brasil é motivo de muito orgulho. 

O ineditismo do nosso programa já havia sido reconhecido, em 2015, quando alcançamos a reciclagem de 50% de toda a borracha processada. Mesmo sem que existisse uma cadeia de suprimento desenvolvida como a de pneus para reciclar a borracha, os profissionais da Dana buscaram por anos uma solução que nos permitisse chegar mais perto dos nossos objetivos. Isto nos inspira e fortalece em nosso caminho”, enfatiza e comemora Raul Germany, Presidente da Dana Brasil.

sábado, 22 de setembro de 2018

Cummins Brasil promove eficiência em processos já sustentáveis


A área de Operações do Centro Logístico da Cummins Brasil vem promovendo melhorias em processos de reciclagem dos materiais, tornando o destino deles ainda mais produtivo e eficiente. Além de adotar o uso do plástico vegetal há três anos e ampliar sua utilização de forma gradual, os pallets – antes transformados em bioenergia, agora são compartilhados com a Cooperativa de artesanato em marcenaria Unindo Forças.

Antes transformada em bioenergia por meio de um processo de incineração, agora parte dos pallets que desembarcam no Centro Logístico da Cummins Brasil e vêm de diversas regiões do mundo, são doados para Cooperativa de artesanato em marcenaria Unindo Forças. O fornecedor dos filmes plásticos vegetais, Roma Indústria e Comércio de Embalagens Industriais, é também parceiro voluntário nesta empreitada, responsável por encaminhar os pallets até a cooperativa. 

A primeira doação ocorreu em junho deste ano e a segunda no mês seguinte, sendo que até agora já foram entregues 3,6 toneladas de madeira. Neste processo, os artesãos da Unindo Forças transformam os pallets em caixinhas de feira que são comercializados para a linha feirinha da empresa varejista de móveis Tok&Stok.

Plástico vegetal – Outra medida que vale destacar é o uso do plástico vegetal utilizado nas embalagens das peças que saem do Centro Logístico da Cummins Brasil e são enviados para os clientes da companhia. Reconhecido pela ABNT e Inmetro como rotulagem ambiental, o produto é utilizado pela área há três anos e se decompõem em 120 dias. Trata-se de um matéria plástico biodegradável a base de cana de açúcar. No total 2,8 mil quilos ao mês, além de uma outra mudança implementada a 4 meses que 40 mil sacos utilizados mensalmente recebem a tecnologia biodegradável, permitindo a Cummins ser ainda mais sustentável.

Mais ações da área de Operações do Centro Logístico da Cummins Brasil:

* Uso do papel - antes de celulose, a 2 anos o papel utilizado para as impressões foi substituído por uma versão produzida com bagaço de cana

* Papelão – adoção de maquinário na CGL que transforma o material em suporte para acomodar as cargas dentro de caixas no lugar de plástico bolha, por exemplo.

*Pellets – são produzidos mini pellets madeira, biocombustíveis sólidos, que incinerados servem como combustível para bioenergia.

*Pallets – são doados para Corporativa Unindo Forças que transforma a madeira em caixas de feira comercializados para a Tok&Stok.

*Plástico vegetal - no total 2.800 kg de filme plástico por mês, além de 40 mil sacos plásticos vegetais são usados pela Cummins e utilizam tecnologia biodegradável. 

*EPI – são utilizados pelos funcionários capacetes de proteção feitos de plástico 100% vegetal a base de cana de açúcar..

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Tarcísio Dias em Mecânica Online

Polo Automotivo Jeep: marco da Indústria 4.0

A tão esperada transformação pela chegada do Polo Automotivo da Jeep, localizado em Goiana, Pernambuco, é visível pelas novas oportunidades de trabalho e também pelo conjunto de inovações que são apresentadas em seu processo produtivo.

Já são três anos de operação e os resultados são animadores. Em 2017 foram produzidos 179 mil veículos entre Jeep® Renegade e Compass e a picape Fiat Toro. No mesmo perímetro do Polo Industrial temos 16 empresas que formam o parque de fornecedores.

Atualmente, desde a abertura do terceiro turno, o número de trabalhadores do polo subiu para mais de 13.600, sendo 4.850 colaboradores na planta automotiva Jeep, 5.660 no parque de fornecedores e outros 3.100 terceirizados.
A planta Jeep conta com um Centro de Processos dedicado à capacitação de funcionários focado na identificação e no desenvolvimento das habilidades individuais, onde são simuladas todas as operações presentes na linha de montagem real.

Durante o treinamento todos passam por um percurso de desenvolvimento no qual aprendem sobre a produção de veículos e as diversas áreas de competência do WCM, sistema de manufatura de classe mundial adotado globalmente no grupo FCA.

Assim, é possível identificar habilidades e características pessoais de cada um, o que possibilita colocar a pessoa certa no lugar certo, além de criar um ambiente favorável para que cada funcionário possa contribuir para o aprimoramento dos processos com o estímulo à apresentação de ideias para a melhoria do trabalho.
Uma vez identificadas as funções dos novos colaboradores, eles são treinados intensamente de forma que, quando assumem seus postos de trabalho, já são experientes na operação, que conheceram em profundidade no Centro de Processos.

Em 2017, foram realizadas 775 turmas de treinamento dentro do conceito de WCM com mais de 2.500 participantes, entre novos contratados e profissionais que já faziam parte da equipe. No total, foram mais de 12 mil horas de treinamento no Polo Automotivo Jeep em 2017.

Parque de Fornecedores integrado - Ocupando uma área de 270 mil metros quadrados no perímetro fabril, o Parque de Fornecedores é composto por 16 empresas que são responsáveis pela fabricação de 17 linhas estratégicas de produtos para a produção dos três modelos da FCA.

A formação do Parque de Fornecedores estabeleceu junto à planta linhas estratégicas de insumos e componentes, que impactam nos custos e riscos logísticos e na qualidade.

A integração também assegura maior flexibilidade ao processo produtivo, com a adoção dos sistemas just in time e just in sequence. Além disso, esta opção estreita e consolida ainda mais a relação com os fornecedores, permitindo o compartilhamento de processos.

Os investimentos no Parque de Fornecedores ultrapassaram os R$ 2 bilhões. Estão instalados lá fornecedores de conjuntos estampados e soldados, pintura, pelas injetadas de acabamento interno e externo, montagens (como bancos, mecanismos, suspensão, pneus/rodas, vidros, entre outros), além de sistemas complexos como painéis de instrumentos, sistema de arrefecimento do motor e ar condicionado.

Estão em andamento estudos para a implantação de um novo parque de fornecedores, em um raio de 20 quilômetros de distância do Polo Jeep. O novo empreendimento pode duplicar o número de fornecedores instalados na Zona da Mata Norte nos próximos anos.

Um polo exportador - Dos 179 mil veículos produzidos no Polo Automotivo Jeep em 2017, cerca de 35 mil foram exportados, principalmente para a Argentina, México, Caribe Peru, Colômbia e Costa Rica.

Modelo de industrialização - Instalando-se em uma região tradicionalmente ocupada pela monocultura da cana-de-açúcar, tornou-se o centro de um polo industrial e exportador, que gera empregos de qualidade. A instalação da planta e o lançamento da marca Jeep no Brasil constituem um caso de sucesso.

Sendo a planta mais moderna do grupo no mundo, o Polo Automotivo Jeep já nasceu dentro do conceito de Indústria 4.0, que é a fronteira da inovação da manufatura. É um conceito que está presente na FCA de forma global, orientando investimentos nas plantas da América Norte, América Latina, Europa, África e Ásia.

No Brasil, o marco da Indústria 4.0 foi a inauguração do Polo Automotivo Jeep, que iniciou suas atividades já com um grande conjunto de tecnologias digitais de ponta, além de todos os processos de produção possuírem intensa conexão entre pessoas, máquinas e sistemas.

A planta Jeep foi concebida utilizando ferramentas de simulação virtual de processos, equipamentos de última geração e soluções de ergonomia. É ainda totalmente integrada aos fornecedores e todos operam sob o mesmo sistema de comunicação em tempo real para garantir o fluxo logístico, reduzindo o nível de estocagem.

Pesquisa e desenvolvimento - Pernambuco também foi o local escolhido pela FCA para instalar um novo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Engenharia Automotiva. O centro é formado por quatro unidades de diferentes áreas de inteligência automotiva que trabalham em sintonia entre si e com os Centros de P&D grupo no Mundo.

Em Pernambuco, estão as seguintes unidades:
- Software Center: localizado no Porto Digital, é dedicado exclusivamente ao desenvolvimento de softwares automotivos para controle de motores e transmissão (powertrain) que proporcionam maior eficiência energética, redução do consumo de combustível e da emissão de gases, além de maior dirigibilidade, aprimorando o desempenho do conjunto motor-transmissão e melhorando a resposta aos comandos executados pelo motorista.  Esta é a primeira unidade da FCA com foco no desenvolvimento de softwares na América Latina.

- Projetos: é a unidade responsável pela concepção e elaboração dos desenhos dos componentes, motores e transmissões através de operações computadorizadas.

- Centro de Testes Veiculares: é o local onde os veículos destinados ao desenvolvimento (veículos não comerciais) e os protótipos, já com os componentes e softwares desenvolvidos previamente no Centro de Software e de Projetos, são testados, passando por avaliações no tráfego das ruas, análises de materiais e de sistemas nas oficinas, bem como ensaios nos laboratórios.

- Campo de provas: localizado no perímetro do Polo Automotivo Jeep em Goiana, o Campo de Provas permite o aprimoramento e a garantia do desempenho dos veículos da FCA ainda na fase de desenvolvimento. Por meio de tecnologias inovadoras, o Campo contribui para o processo de desenvolvimento de novos produtos em menor tempo e com maior precisão e resguardando o sigilo. Além disso, vai possibilita diversas simulações de condições às quais os veículos podem ser submetidos, avaliando itens como consumo de combustível, desempenho na frenagem e dinâmica veicular.

Sustentabilidade - De forma pioneira no setor automotivo na América Latina, o Polo Automotivo Jeep alcançou o selo de Carbono Neutro com o desenvolvimento de processos para reduzir e neutralizar emissões de gases de efeito estufa (escopos 1 e 2) geradas pela manufatura ao longo do ano de 2016, com amplo envolvimento dos empregados. O projeto é benchmark no Grupo FCA no mundo.

Para potencializar o engajamento, são realizadas capacitações para ampliar a capacidade perceptiva dos empregados em relação às possíveis perdas de energia e identificação de soluções. Para emissões não possíveis de serem eliminadas, realizou-se um plano para compensação, com o investimento proporcional em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), geradores de crédito de carbono, cadastrados na ONU.

A planta, que utiliza energia de fonte 100% renovável, teve como desafio, para o ano de 2017, reduzir as emissões de GEE no comparativo com o ano anterior. Os fornecedores que mais contribuem para as emissões, como os procedimentos logísticos, também estão envolvidos no projeto.

Atualmente, o Inventário de Emissões, ano base 2017, está em processo de verificação, mas pode-se estimar que a quantidade total de Gases de Efeito Estufa foi reduzida em aproximadamente 9%, considerando o volume de produção.

Aterro Zero - A fábrica Jeep é a primeira planta do Nordeste a ser “Aterro Zero”. Desde outubro de 2015, 100% dos resíduos gerados são enviados para reciclagem e reutilização.

Em menos de dois anos de operação, o Polo alcançou a meta como resultado de esforços contínuos para o correto gerenciamento dos resíduos, seguindo a hierarquia dos 5Rs: Reuse, Reduza, Reutiliza, Recicle e Recupere.
Todos os resíduos gerados no Polo Automotivo Jeep, incluindo o Parque de Fornecedores, vão para a Ilha Ecológica, uma área de 3 mil metros quadrados onde os materiais têm destino certo.

Após triagem, compactação ou trituração, são enviados para reciclagem e reutilização. São 70 profissionais, em três turnos de operação, que atuam no gerenciamento de 6,4 mil toneladas mensais de 114 tipos de resíduos diferentes.

Um diferencial da Ilha Ecológica é a reciclagem de isopor. A tecnologia, criada pela FCA há 20 anos, reduz o volume do material 50 vezes. O isopor transforma-se em pequenas peças de plásticos que, enviados para uma empresa de reciclagem, são matéria-prima para a fabricação de canetas e capas de CDs.

Ainda, como resultado da metodologia do WCM, os processos de todas as unidades, seja industrial ou administrativa, são analisados detalhadamente para identificar soluções que gerem menos resíduos. Na unidade de Prensas, por exemplo, retalhos de chapas de aço passaram a ser reaproveitados. O material é transformado em peças menores que compõem as carrocerias. De resíduos, transformam-se em matéria-prima.

Paralelo aos avanços na manufatura, o trabalho da equipe de Meio Ambiente é intenso para ampliar, cada vez mais, os índices de reciclagem e reaproveitamento. Resíduos de tintas, por exemplo, passam por processos químicos e transformam-se em nutrientes usados na plantação da cana-de-açúcar.

Atualmente, são 27 contratos de destinação de resíduos. A maioria é de empresas da região. O “Aterro Zero” impulsionou no entorno do Polo o desenvolvimento da cadeia da reciclagem, com a criação de oportunidades de novos negócios.

Desde o início da operação, com a reciclagem de cerca de 1.500 toneladas de papelão, cerca de 300 mil árvores deixaram de ser cortadas.

Coluna Mecânica Online® 

Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Fábrica da GM em Gravataí (RS) é destaque internacional por eficiência energética


A unidade de Gravataí (RS) da General Motors Mercosul recebeu a Certificação Internacional Energy Star. Concedida pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (U.S Environmental Protection Agency), a certificação destaca mundialmente empresas que reduziram seu consumo energético em 10% num período de cinco anos e são referência na utilização de recursos naturais.

A unidade gaúcha foi destaque pela primeira vez em 2014, referente ao período 2009/2013 e agora conquistou novamente a certificação referente ao ciclo 2013/2017, atingindo 10,2% de redução; economia equivalente ao consumo de energia de cerca de 9.550 residências durante o período de um ano.

A meta foi atingida através de uma série de ações em diversas áreas e etapas da produção da unidade gaúcha, que incluíram desligamentos programados de energia elétrica, substituição dos queimadores da pintura de veículos, melhorias na iluminação interna e externa e de processos associados à implantação de projetos, entre outras iniciativas. Como resultado, a planta de Gravataí se mantém como referência global dentro da companhia em relação à sustentabilidade e preservação do meio ambiente.

Com foco na sustentabilidade, a fábrica de Gravataí segue os parâmetros e padrões de qualidade em conformidade com a legislação ambiental. Além de manter uma área de preservação de 50,3 hectares anexa ao complexo, a fábrica tornou-se a primeira da companhia no país a reciclar 100% dos resíduos industriais gerados a partir do seu processo produtivo, por meio da implementação do Programa Zero Aterro (LandfillFree)

O Complexo conta com uma Comissão Interna de Conservação de Energia (CICE), formada por representantes de diversas áreas, que se reúnem periodicamente para discutir práticas e apontar novas soluções para a economia das chamadas utilidades (energia elétrica, gás natural, água e ar comprimido). Em cada um dos pontos da produção (estamparia, funilaria, pintura e montagem) há um centro de informações que segue um plano de negócio dividido em seis partes: segurança, desenvolvimento das pessoas, qualidade, capacidade de resposta, custo e meio ambiente. Esses conceitos são aplicados à produção e buscam aprimorar ainda mais a redução do consumo de energia com novos métodos e técnicas. Mundialmente, a GM está trabalhando com o comprometimento de reduzir o consumo de energia e as emissões de carbono em 20%, até 2020.

quarta-feira, 14 de março de 2018

FÁBRICA DE MOTORES DA FCA DE CAMPO LARGO COMPLETA 10 ANOS


A FCA Planta Motores Campo Largo (PR) completa, neste mês de março, dez anos desde sua incorporação ao grupo Fiat Chrysler Automóveis (FCA) e se destaca como modelo de produção industrial e de gestão ambiental. É responsável por fornecer motores E.TorQ de 1.6 e 1.8 litro para os principais modelos das marcas Fiat e Jeep produzidos no Brasil, além de exportar cerca de 35% de sua produção para Argentina, Itália e Turquia. A planta emprega atualmente mais de 400 pessoas, possui capacidade instalada para produzir 330 mil motores por ano e está localizada em um terreno de 125 hectares, dos quais 106 hectares são de mata preservada.

Ao completar dez anos como parte do grupo FCA, a empresa também celebra a produção de 1,2 milhão de motores no período. “Esse é um desempenho muito positivo de uma fábrica que se orgulha de seus processos e instalações exemplares e de seus colaboradores altamente capacitados”, afirma Querlem Saraiva, gerente-geral da planta de Campo Largo.

Ao longo dos últimos cinco anos, foram investidos mais de R$ 78 milhões para a modernização do parque industrial e de sua linha de produtos. A modernização de equipamentos é perceptível em muitas áreas da planta. A fábrica foi pioneira na América Latina em utilizar robôs colaborativos no processo produtivo de motores, além de incorporar os princípios da Indústria 4.0 à organização da produção.

Outras áreas, como o almoxarifado, são referência entre as plantas da FCA na América Latina, por se destacarem pelo uso de modernos veículos de movimentação de materiais, que possibilitam um processo mais eficiente e operações com melhor ergonomia, garantindo a segurança e a qualidade no processo e no produto.

O processo produtivo da planta segue os padrões internacionais de excelência da FCA, através do sistema World Class Manufacturing (WCM), que busca a melhoria contínua de processos produtivos, eliminando desperdícios e criando produtos de maior qualidade. Todos os colaboradores da empresa – do gerente-geral ao chão de fábrica – estão envolvidos no processo de melhoria contínua, com avaliação e mensuração constantes. Periodicamente, as plantas passam por auditoria, para averiguação de qual estágio alcançaram.

Em 2013, a planta alcançou a categoria bronze e, três anos depois, já alcançou o WCM Prata. Foi a segunda fábrica a conseguir tal classificação na América Latina. 

Referência em sustentabilidade, Campo Largo é considerada uma planta de zero impacto ambiental. Essa conquista é resultado de um conjunto de ações que passam pelo reaproveitamento e reciclagem dos resíduos, preservação de nascentes e da biodiversidade local, uso consciente de água, através do projeto de captação de água de chuva, projetos de eficiência energética e neutralização das emissões de gases de efeito estufa (GEE). 

Na busca por respostas, o primeiro passo foi intensificar os trabalhos de preservação da biodiversidade. A planta possui uma área natural com cerca de 106 hectares de floresta com araucária, que corresponde a 0,16% da área total preservada no Paraná, que é a Floresta com Araucária. Com rica diversidade de fauna e flora, o local abriga mais de 50 diferentes espécies vegetais, algumas ameaçadas de extinção como a araucária (Araucaria angustifolia) e o cedro rosa (Cedrela fissilis), além de 82 espécies de aves, como pica-pau (Piculus aurulentus), coruja-buraqueira (Athene cunicularia)  e tucano de bico verde (Ramphastus dicolous) , e seis espécies de mamíferos, entre elas o veado-catingueiro (Mazama gouzazoubira) que é citado no “Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção no Paraná”.

A mata, que possui trilha ecológica e recebe funcionários e crianças da região para atividades de educação ambiental, também tem como diferencial a presença de cinco nascentes preservadas. A geração de água dessas nascentes representa 10 vezes o consumo de água da fábrica.Cerca de 24% da água consumida no nosso processo é proveniente das chuvas.

A fábrica paranaense é também Aterro Zero, ou seja, todos os resíduos gerados são encaminhados para reaproveitamento e reciclagem. Nada vai para aterros. Paralelo à correta destinação dos resíduos, a planta desenvolve projetos para reduzir a geração de rejeitos. Cerca de 98% das embalagens nacionais são retornáveis. Os pallets são reutilizados diversas vezes.

No combate às mudanças climáticas, Campo Largo usa energia 100% renovável, além de desenvolver projetos de eficiência energética. De 2015 a 2017, a queda do consumo de energia na planta foi de 11%.

A planta de Campo Largo é certificada com base nas normas ISO 9.001 (Gestão de Qualidade), ISO 14.001 (Gestão Ambiental), OHSAS 18.001 (Saúde e Segurança no Trabalho) e ISO 50.001 (Gestão de Energia).

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Fábrica da GM em Mogi das Cruzes completa 15 anos

O complexo industrial da General Motors em Mogi das Cruzes completa quinze anos como referência global em qualidade e sustentabilidade. De uma estamparia que produzia apenas peças de reposição para veículos descontinuados, passou a fazer também componentes para modelos de automóveis atuais e para exportação, após diversas expansões.
Desde sua inauguração, no dia 05 de novembro de 1999, a fábrica já produziu mais de 80 milhões de peças. Atualmente, a capacidade é de 15 milhões de componentes e subconjuntos por ano.

A localização estratégica facilita o processo logístico. O complexo fica, por exemplo, a 58 km de distância da linha de montagem da GM em São Caetano do Sul e a 45 km da de São José dos Campos. Está próximo ainda de outros pontos estratégicos, como a 20 km do Aeroporto Internacional de Guarulhos e a pouco mais de 100 km do porto de Santos e São Sebastião.A moderna e eficiente estrutura de produção foi atestada com o reconhecimento de qualidade da GM global, recebendo o certificado de BIQ III (Built In Quality, ou Feito com Qualidade) em maio de 2013. Esse reconhecimento só é conferido às plantas que apresentam altos níveis de qualidade em seus processos.

A unidade surgiu como parte de um plano de expansão da GM do Brasil anunciado em 1996 e serviu inicialmente para suprir a crescente demanda do mercado brasileiro por peças de reposição para veículos fora de linha. Na época, poucas montadoras no mundo possuíam estamparias exclusivas para a função.

A General Motors do Brasil há décadas contribui para a preservação do meio ambiente como uma de suas prioridades estratégicas, e a preocupação com a sustentabilidade está presente na fábrica de Mogi das Cruzes desde sua concepção. Mesmo antes de sua inauguração oficial, o complexo recebeu 3 mil mudas de árvores frutíferas e nativas da Serra do Mar e da Mata Atlântica, além de uma estação de tratamento de efluentes, que devolve límpida a água utilizada na fábrica para a natureza.


Nesses últimos 15 anos, o cuidado ambiental se desenvolveu, mostrou resultados e colheu frutos, a exemplo da conquista do certificado internacional do programa Zero Aterro (Landfill Free) em dezembro de 2013. O certificado foi concedido após a fábrica de Mogi das Cruzes desenvolver processos que destinam 100% dos resíduos industriais para a reciclagem.