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terça-feira, 8 de maio de 2018

NOVO CITROËN C4 CACTUS: O HYPE TECH SUV


Depois do início de sua ofensiva VUL, da chegada do Novo C4 Lounge e de uma nova visão de Experiência Cliente, a Citroën apresenta as primeiras imagens de seu inovador SUV C4 CACTUS. O modelo, que tem previsão de chegada ao mercado brasileiro no segundo semestre de 2018, quebra paradigmas no segmento SUV ao oferecer o melhor do design, da tecnologia e do conforto.


Fruto de um projeto global, com desenvolvimento e produção realizados na América Latina, o Citroën C4 Cactus representa com exatidão anova assinatura “Inspired By You”, inspirada pela vida e atitude das pessoas.

Com uma silhueta marcante, o Novo C4 Cactus nasce da inspiração das equipes de design do Groupe PSA da América Latina para atender as demandas e o gosto dos clientes latino-americanos.

Idealizado e desenvolvido no Brasil – e posteriormente exportado para outros mercados mundiais –, o C4 Cactus honra a tradição Citroën na produção de veículos icônicos e à frente de seu tempo.

Logo no primeiro olhar, o modelo seduz por seu estilo moderno e disruptivo, caracterizado por linhas orgânicas e pela frente alta, expressiva. Um design ao mesmo tempo forte e equilibrado, mas que ousa ao reinterpretar os códigos tradicionais do universo SUV, propondo uma silhueta mais dinâmica.

Assim como os últimos lançamentos da marca, a frente se destaca pelo grupo ótico em dois níveis, que valorizam a expressão e a identidade.

No perfil, uma silhueta com um equilíbrio moderno que propõe uma nova visão do segmento, aliando os principais elementos do universo SUV. Destaque para o exclusivo teto “flutuante”, as belas e funcionais barras de teto, as rodas aro 17“ diamantadas com pneus de uso misto e os protetivos Airbump, verdadeira assinatura estilística do modelo.

Na traseira, reconhecível por suas formas musculosas, destaque para o aerofólio integrado e para os módulos em LED com efeito 3D, que asseguram uma assinatura luminosa gráfica e tecnológica.

Um modelo, enfim, que reinterpreta os códigos do território SUV e que vai permitir aos consumidores serem o centro de novas experiências, ligadas à essência de cada um.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Fernando Calmon - Alta Roda - Peugeot e Citroën tentam virar o jogo


Alta Roda nº 985/335 30– 2214 023– 0oda nº852/0311508– 2oda nº851/2018


Fernando Calmon
Dificuldades na matriz costumam ter reflexos nas filiais e o Grupo PSA (Peugeot, Citroën, DS e Opel) não é exceção. Novo administrador, ajuda do governo francês e um sócio chinês (Dongfeng) levaram à recuperação financeira da empresa. Líder do processo, o português Carlos Tavares trouxe resultados e enfrenta novos desafios ao acomodar as quatro marcas do grupo (cinco ao incluir a Vauxhall, filial inglesa da Opel). 


Tavares é também o atual presidente da Acea (Associação dos Construtores Europeus de Automóveis) e recentemente chamou atenção ao questionar os pesados investimentos em carros elétricos e baterias, induzidos pelos governos europeus, sem atentar se fabricantes e consumidores, que pagam os impostos, podem arcar com os custos. 

Ele nomeou para liderar no Brasil as operações das marcas a brasileira Ana Theresa Borsari, primeira mulher a exercer essa função no País. As francesas Peugeot e Citroën perderam espaço no mercado brasileiro e recuperá-lo está entre as prioridades. Embora sem anúncio oficial, 12 concessionárias Citroën e duas Peugeot acabam de encerrar atividades. Pertenciam ao empresário Sergio Habib, que começou como importador Citroën, chegou a concentrar a maioria das lojas e oficinas, além de ajudar na construção da imagem desta marca no Brasil. 

Borsari monta um reposicionamento, conforme orientação da matriz. “Peugeot está mais próxima dos fabricantes premium, sem tirar espaço da DS voltada para a alta gama. Citroën continuará sua trajetória de produtos audaciosos, como C4 Cactus, porém direcionados aos altos volumes”, declarou à Coluna. 

Para recuperar participação, dois produtos foram lançados com intervalo de cinco dias. Primeiro veio a revitalização do Citroën C4 Lounge. Nasceu como C4 Pallas há 10 anos e adotou o nome atual em agosto de 2013. Sempre produzido na Argentina, o sedã médio-compacto recebeu agora uma nova frente. Tecnologia LED está nos faróis, nas luzes de uso diurno e nas lanternas traseiras. 

A empresa investiu mais na parte interna. Há materiais de melhor qualidade, nova central multimídia de 7 polegadas com GPS e compatível Android Auto e CarPlay, quadro de instrumentos digital (tela plana dá um pouco de reflexo) e ar-condicionado bizona. Espaço no banco traseiro é muito bom. Motor 1.6 turbo/173 cv (etanol) e caixa automática de seis marchas formam um conjunto de alto nível. Volante poderia ter menor diâmetro para uma tocada mais instigante. Oferece até seis airbags. Relação preço-benefício atraente: R$ 93.920 e R$ 102.790. 

Segundo lançamento é o Peugeot 5008, versão de sete lugares do 3008. Este vem agradando por ser um crossover de estilo diferenciado, sem o exagero de um SUV. Preserva características de dirigibilidade próximas às de uma station. Trata-se de modelo com amplo espaço interno, graças aos 2,84 m de distância entre eixos. Há três bancos individuais na fileira intermediária e quem viaja no meio se acomoda até de forma razoável. Pesa 65 kg a mais que o 3008 e isso o deixa algo mais lento nas respostas ao acelerador. Volante exclusivo de menor diâmetro, com base e topo retos, traz sensações únicas ao guiar. 

Incluído pacote robusto de assistência eletrônica ao motorista, situa-se entre R$ 157.490 e R$ 166.490. Quase preços de lista na Europa, em conversão direta, dão ideia do forte subsídio em razão da diferença de impostos aqui e lá. 


RODA VIVA

PRIMEIRO acidente fatal envolvendo um veículo autônomo, em Tempe, Estado do Arizona (EUA), deve refletir no ritmo de desenvolvimento dessa tecnologia. Atropelamento de uma ciclista a pé por um Volvo XC60, em teste de desenvolvimento nas ruas pela empresa Uber, está sendo investigado. Depois de conhecido o resultado, poderá haver mais resistências regulatórias. 


TOYOTA primeiro acenou e agora mostra o primeiro automóvel híbrido com motor flex (etanol/gasolina) do mundo. Japonesa ainda não confirmou, mas é praticamente certa a importação do Prius flex. Produção seria viável no Brasil, se a carga de impostos diminuir e se confirmado estímulo aos biocombustíveis. Como demonstração, viagem de São Paulo a Brasília só com etanol. 

POLO, na versão de entrada, tem o mesmo motor de três cilindros do up! Apesar de quase 140 kg mais pesado, movimenta-se bem em cidade, mas na estrada e carregado se ressente da baixa potência em ultrapassagens. À medida que o poder aquisitivo se recuperar, deve atrair compradores por seus atributos de espaço interno e segurança passiva. É necessário modelo desse nível no Brasil. 

COR branca tem preferência mundial: quase 40% do total vendido hoje, incluídos todos os segmentos, segundo a BASF. Preto, cinza e prata aparecem em seguida. Azul e vermelho vêm em seguida. A empresa desenvolve tintas com gerenciamento de temperatura integrado para diminuir aquecimento da superfície do carro, exigir menos do ar-condicionado e assim menor consumo de combustível. 

RESSALVA: por equívoco de digitação, Jaguar E-Pace (menor modelo da marca) foi grafado como F-Pace, na coluna da semana passada. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2


sexta-feira, 16 de março de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1118 – 16.03.2018  edita@rnasser.com.br


Uma Placa Preta em Amelia Island 2018

                                                                                   Carlos E. Garcia, Casé
                                                                                          enviado especial

Amelia Island é parada obrigatória para o verdadeiro entusiasta de automóveis antigos, automobilismo histórico ou a pura paixão pelas 4 rodas. Integra o circuito mundial dos Concours d’Élégance, como Villa D’Este, Itália; Autoclasica, Argentina; e Pebble Beach, também EUA. Esses grandes encontros de colecionadores reúnem o créme de la créme das coleções. Infelizmente, no Brasil tal objetivo existe apenas em Araxá, MG, bianualmente.

Infortúnio
Devido à previsão de chuvas para o domingo, o que não ocorreu, na quinta-feira anterior a organização decidiu antecipar para sábado o Amelia Island Concours d’Elégance. Muitos aficionados foram surpreendidos e, ou não compareceram, ou perderam grande parte pela antecipação, impedindo e cancelando o empolgante encontro dos clubes de marcas tradicional aos sábados. Agora só em 2019.

Amelia premia automóveis de uso normal, e incentiva a preservação dos participantes em corridas, e pilotos estelares. Em 2018 homenageou o primeiro brasileiro da nossa era de ouro. Campeão em várias categorias, Emerson Fittipaldi teve brilhante carreira no Brasil, foi o 1º brasileiro campeão na Formula 1 em 1972, repetindo-o 2 anos após; abriu caminho à inclusão do Grande Prêmio Brasil no circo da Formula 1, sendo decisivo na introdução de sequência de brasileiros na categoria, como Piquet e Senna.

Sempre foi apostador all-inner. Com a carreira no ápice em 1975 embarca com seu irmão Wilsinho no sonho de construir um carro e ser dono de equipe de Formula 1. Uma coisa absolutamente improvável. Em 1976 lança à mesa todas as suas fichas e torna-se piloto da própria equipe, a Copersucar Fittipaldi.

Ao contrário do que reza o imaginário popular conseguiu excelentes resultados
mas a política matou o sonho em 1982. Ele perdeu a aposta.

Arruinado, foi redescoberto como piloto no campeonato da CART de Fórmula Indy, onde em 1989 tornou-se o primeiro piloto a vencer o campeonato, incluindo em seu cartel o 1º lugar na mítica prova Indy 500 daquele ano. No lugar mais alto do pódio da Indy 500 em 1993 protagonizou antológica cena, substituindo protocolar garrafa de leite por outra de suco de laranja, produto brasileiro de exportação, vindo de suas plantações.

Nos EUA Emerson ficou conhecido como Emmo, e assim foi chamado por seus incontáveis fãs estadunidenses na festa de Amelia Island.

Um homem que fincou tantos fatos inéditos no consagrado automobilismo brasileiro e mundial, reverenciado e homenageado com nome de automóvel, relógio, pela Maclaren Team, Kawasaki e tantos outros, contrasta com a falta de reconhecimento em sua terra natal. Esse reconhecimento agora lá do que não tem cá, o levou às lagrimas em público. Emmo-cionante.

Emerson, ou Rato para os íntimos, foi figura presente e simpática nos dias viáveis nos belíssimos gramados do Campo de Golf do Ritz Carlton, onde ocorre a exposição. Em meio as diversas ilhas temáticas de esportivos, carros pré- guerra das décadas de 20 e 30, elétricos, Cadillacs, Ferraris, Porsches, entre outros e expositores comerciais como Alfa Romeo, MacLaren e Jaguar, reluzia a ilha dedicada ao homenageado onde distribuía sorrisos e autógrafos.


A curiosa Placa Preta
Qual foi a surpresa do restrito grupo de brasileiros presente quando ao longe se
vislumbrou o Renault R8 amarelo? Esse automóvel é raro no Brasil, importado para sondagem de mercado, mas integrou a Equipe Willys. É brazuca! E porta placa com letras cinzas, fundo em denso breu, a identificação brasileira de veículo de coleção: “EJC-6045, SP-São Paulo”.

Como isso chegou aqui? Todos se perguntavam. Maurício Marx, colecionador, restaurador e divulgador da atividade, resume: Sempre quis levar um de meus carros a evento nos EUA, mas presumia possíveis dificuldades, pois os grandes colecionadores nacionais nunca expuseram fora do Brasil. Quando li a homenagem ao Emerson, corremos para caracterizar o R8 nos seus dias de glória. Correções, adaptações para a caracterização de corridas, pesquisa e produção de material impresso para fazer um memorial e enviar aos organizadores submetendo a inscrição. Bill Warner, o organizador, foi extremamente sensível, entendendo a importante adição de um carro de corridas do Emerson ao início de sua carreira. E aceitou a inscrição. Voltamos com um prêmio hors-concours. E ano próximo estaremos lá.

Maurício foi com equipe caracterizada de sua atividade, o Universo Marx, seu irmão Guilherme, e Paulo “Louco” Figueiredo, curador de um museu paulista.

Tratando-se do primeiro carro de colecionador brasileiro a participar de um Concours d’Élégance nos EUA, deveria orgulhar o titular da Coluna, Dr. José Roberto Nasser. Sua iniciativa pessoal, nos idos de 1985, para criar legislação reconhecendo essa categoria não só incentivou, como determinou a preservação dos automóveis de interesse histórico. Agora esses salvados do tempo são conhecidos e, principal, reconhecidos internacionalmente.

Maurício, de rara simpatia, sugeriu que deveríamos, como país, ter mais incentivo a esse tipo de participação cultural, sem a burocracia desestimuladora
e quase inviabilizadora. Ao fim e ao cabo, o empenho pessoal e irrestrito, somado à ousadia do pessoal do Universo Marx empurrou o carro por mais de 5.000 km, e abriu caminho a ser seguido. Como o Emerson fez lá naquele dia quente de julho de ´70 em Brands Hatch. Se mais brasileiros acreditarem e ousarem, a história se repetirá, e em alguns anos teremos tempos incríveis nos Concours do mundo, como aconteceu na F1. A cobertura nacional se restringiu a essa Coluna. Merecia mais.

O show de Bill Warner, idealizador de tudo e chairman da Amelia Foundation que ancora o movimento, foi espetacular mais uma vez.

Uma sequencia de carros fez homenagem a Ed “Big Daddy” Roth. O desenhista, designer e construtor de hot rods, que parecem emergir de um cartoon, lenda nos anos 50 e 60 com icônicos carros povoando o imaginário da juventude Beatnik.

Ilhas de marcas laureadas exibiram suas joias: Martini Racing; Museu Porsche com foi o 917K short-tail de 1971 ganhador de Le Mans naquele ano, nas mãos do Dr. Helmut Marko e de Gijs van Lennep.; relevo para Lancia 037, motor central e carroceria do inovador compósito do então pouco conhecido Kevlar.

O evento demonstrou um claro movimento no crescimento dos classic centers de marca. O já bastante conhecido da Mercedes mandou uma bela Pagoda 280 SL e expos juntamente com sua tríade de flagships, AMG GT – Maybach – G Class; BMW mostrava dois carros de seu Museu e incitava colecionadores da marca a trazerem seus carros para serem cadastrados. Dealer “Classic Partner”, da Porsche, distribuía folders onde a marca reconhecia como clássicos carros a partir de 10 anos.

Claramente as grandes marcas identificam a esteira da Mercedes como bom nicho de mercado, repleto de pessoas dispostas a gastar com seus sonhos.

Os eventos paralelos, quase sempre leilões de clássicos, continuaram lá. Os resultados não foram muito satisfatórios segundo os organizadores. Certamente isso se deve à mudança da data do Concours.

Duas raríssimas pedras preciosas foram reservadas para a apresentação no mais importante evento da Costa Leste. Primeiro, o Mustang imortalizado no filme “Bullit” de 1968, descoberto com uma mesma família há dezenas de anos, sem que soubessem de seu especial protagonismo na tela grande. Outro, foi apresentado pela primeira vez ao público nesses históricos gramados: o Shelby Lonestar, estudo sobre o chassi de um GT 40 desenvolvido em segredo para substituir o Shelby Cobra 427. Um elegante esportivo, com carroceria targa e traseira no estilo Kamm-Back. Arrancou suspiros da plateia.

O prêmio Best of Show em Amelia para duas categorias: Concours de Sport, e o próprio Concours d’Élégance.

Best Sport o grande vencedor foi a Ferrari 250/275P, de 1963 como “250P” para o recém criado Campeonato Mundial de Protótipos, ganhando os 1000 km de Nürburgring e as 24 Horas de Le Mans. Em 1964, alterado o regulamento, motor original V12 de 3 litros cresceu a 3,3 litros, alterando nome para 275P.

Hibridismo no nome atinge os dois eleitos. O Best do Concours,  Duesenberg J/SJ conversível de 1929, originalmente Modelo J, com motor 420 c.i., DOHC, aspirado e, em alguma curva de sua história, o motor foi superalimentado, ganhando a designação SJ. Além disso a carroceria original pela Walter M. Murphy Co., celebrada coachbuilder de Passadena dos anos 20, mas levemente alterada pela empresa Bohman & Schwartz. Por terem sido feitas à época do carro, e para seu proprietário original, Edward Beale McLean, dono e editor do The Washington Post, a alteração não comprometeu a relevância da unidade e garantiu-lhe o merecido prêmio.

Gostou? Pensa em ir para Amelia Island em 2019? Saiba, os brasileiros não a descobriram ainda, mas o resto do mundo sim. Então programe-se.

Citroën C4 Lounge, sob medida

Citroën foi a campo para entender as vendas desproporcionais de seu modelo C4 Lounge feito na Argentina. Difícil concordar com a falta de competitividade do automóvel em seu segmento, quando olhadas suas linhas e sentidas suas características. O automóvel é bem arrumado visualmente, confortável para sentar e para o rolar, ótimo rendimento com o motor 1,6 THP, T de turbo, desenvolvido em sociedade finalmente assumida com a BMW. Preço muito bom, vendas baixas.

Pesquisas indicaram o óbvio para as marcas francesas – falta de confiança -, e a marca centrou em processos de envolvimento com o usuário, serviços bem pensados, facilidades, visando apagar esta impressão. Outras constatações foram a necessidade de atender às modas sino-sul-americanas – as mudanças foram desenvolvidas por equipe com franceses, chineses, latinos, brasileiros. Nestas avultam a conectividade, atendida por implementação nos sistemas de comunicação; design, bem marcado com a mudança da frente, do grupo óptico frontal e traseiro, das mudanças no visual e na eficiência da iluminação com luzes e assinatura visual em LEDs. Em estilo, pelo visto as equipes de olhos puxados tiveram prevalência: o carro tem uns traços coreanos.

Na prática aparência elaborada, espaço interno, agradabilidade de uso, tecnologia de comunicação, bom preço, três versões de decoração, todas equipadas em nível superior, serviços para facilitar a vida do proprietário. Espera-se, decole.

Quanto custa

Versão
R$
Live
69.990 (PcD)
Feel
93.220
Shine
102.970

Ambas as versões superiores tem revestimento em couro, rodas em liga leve. A inferior destina-se a pessoas com deficiência e o preço indica o desconto legal. É a única com revestimento em tecido.

Roda-a- Roda

Multi – Ford iniciou fazer o EcoSport no Vietnã, sexto país a produzir o modelo, global assinalador de mercados primários em ascensão. Opção de motor 1,0 EcoBoost – maneira da companhia indicar uso de turbo -, ou 1,5 litro, três cilindros, transmissão manual de cinco velocidades ou automática com seis.

Também – Grupo PSA associou-se ao governo da Naníbia para produzir veículos Opel GrandiantX e Peugeot 3008 a partir de agosto deste ano. Coisa pouca, 5.000 unidades/ano em 2020, mas importante para a marca ao ampliar sua internacionalização. PSA manteve a marca Opel após comprá-la à GM.

Melhor – Toyota incrementou Etios 2019 seu primeiro degrau da marca no Brasil. Agregou, antes de ser tornado obrigatório, o controle de estabilidade e tração e, como item de conforto condutivo, o assistente de partida em rampa.

Mais – Criou versão inicial, simplória, economizando na composição, a X Std (de standard, termo inglês, antes identificando padrão, agora simplificação), para vendas diretas, a frotistas ou governo.

Como - Para identificar a modelia, visualmente moldura preta na grade frontal.

Mercadologicamente, cada versão está melhor caracterizada em preços, abrindo o leque com o Std duas portas, motor 1,3, transmissão manual, em R$ 47.270, fechando-o, após 13 versões, com o 1,5, 16V, sedã, automático a R$ 67.320.

Mistura – Governo federal quer liberdade para aumentar a mistura de álcool anidro à gasolina em proporção ao seu gosto. Há arrepios na equipe econômica por significar queda de arrecadação.

Russos – Jogada bem estruturada, interessa aos produtores de álcool, e é interessante a coincidência de surgir num ano eleitoral. Mas falta combinar conosco, os russos. Qual o iluminado advogado ou economista, funcionário do Governo, que garante a mistura como produtiva aos motores? 

Física - Os motores endotérmicos, os com ignição por velas, foram transformados em Flex. E como em física não há milagre ou decreto, não rendem idealmente, seja com as misturas gasálcool a 25%, seja com álcool e um pouquinho de água - como disse o Sérgio Habib, importador da JAC, o motor flex é um pato: nem anda nem voa bem.

Questão - Aumentar a adição de álcool não significa melhorar o rendimento, pois partir de 20% de não é aproveitada pelo motor, ou seja, gera aumento de consumo sem gerar energia adicional. Na prática o consumidor paga pelo que não recebe, e o usineiro sorri.

Trava – A defesa para os milhões de donos de automóveis é caso para a área de proteção ao consumidor do Ministério da Justiça? Para o Procon? Procuradoria Geral da República? Quem freia as perigosas - e inexplicadas bobagens oficiais?

Ônibus – Marcopolo vendeu 300 ônibus à Nigéria. Base Scania em 250 urbanos Viale. 50 micros Volare com chassis próprio.  No país desde os anos ’80, empresa criou imagem de resistência, confiabilidade e conforto superiores.

Conselho – Mercado se reaquece crescendo 20% nos dois primeiros meses; há pontos de favorecimento à aquisição de carros O km; e pergunta maior: você pode – e deve – comprar um O Km?

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros fez vídeo sobre o tema. Está em Youtube Dinheiro à Vista.

Festa – Fábrica de motores da FCA em Campo Largo, Pr, adquirida à extinta
Tritec – joint venture entre Daimler Chrysler e a BMW -, completou 10 anos de operação com produtos Fiat. Os motores EtorQ, de Fiats e Jeeps são BMW desenvolvidos. Foi a primeira a utilizar robôs para os motores, e os princípios do processo Indústria 4.0. Tem láureas de operação limpa.

Tecnologia – Moura, em colaboração tecnológica com a norte-americana East
Penn, desenvolveu bateria para motoniveladoras e pás carregadeira Caterpillar. Encomenda inicial 4.000 unidades/ano. Trabalho exige resistência, e comprador, qualidade. 6v, 12 v, 24 v ? Fábrica não informa.

Realidade – Vendo o carro autônomo como realidade até 2020, especialistas lançaram primeiro livro científico sobre o tema: Direção autônoma: como a revolução autônoma mudará o mundo. Autores de elevada qualificação acadêmica Andreas Herrmann, Walter Brenere e Rupert Stadler, este presidente do  Conselho de Gestão da Audi. Interessado em cópia de revisãojulia.wegner@jvm.ch

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 0718 - 17.02.2018 edita@rnasser.com.br  

Cronos. Quanto ?
Próximos dias Fiat iniciará vender seu mais novo produto, o sedã três volumes Cronos. Utiliza parte da base mecânica do Argo, itens de decoração já comuns à linha FCA, como Fiat Toro e Jeep Renegade, e será produzido na fábrica de Pacheco, Argentina, e da qual o Brasil representará projetados 50% do volume de vendas. Sedã com cuidado trabalho de desenho liderado por Peter Fassbender, substitui os sedãs Linea e Siena, objetivando ser um dos principais concorrentes do sub segmento dos três volumes de pequenas dimensões, concorrendo com Chevrolet Prisma, Honda City.

Motores 1,3, 8v, 99cv e E.torQ 1,8 16V, 130 cv. Caixa mecânica, 5 velocidades e automática Aisin com seis. Em 2019, motor 1,5 Turbo, atualização do 1,4 turbo pioneiro no segmento, e três versões de equipamentos, sendo a mais elevada a Precision, com motor 1,8 e transmissão automática. Intermediária, a Precision com caixa de marchas mecânica, e versão de entrada Drive, motor 1,3.
Para mercado brasileiro projetam-se preços entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.

Surpresa
Na apresentação na Argentina, onde será produzido: ante a presença de Maurício Macri, presidente do país, Stefan Ketter, brasileiro, CEO da FCA para a América Latina, Vice Presidente mundial para construções e sistemas de manufatura, surpreendeu. Não leu seu discurso impresso em espanhol, idioma local, do presidente argentino, mandatória pelas regras de cerimonial.

Fez curiosa escolha. Desprezou o inglês, de trato universal, e adotou expressar-se em italiano, da origem da FCA e de Cristiano Rattazzi, presidente da FCA no país. O eng. Ketter é um homem de surpresas.

Roda-a-Roda
Marcha a ré – Anos após assumir a Daewoo, aproveitar projetos, instalações e talentos para produzir carros com sua marca na Coréia do Norte, GM resolveu fechar uma das plantas. Razão, queda de 20% de demanda, produção e desequilíbrio nas contas.

Momento -Tempos atuais não permitem jogar prejuízos para compensações futuras. Por esta razão livrou-se de antigas associadas Vauxhall, inglesa, e Opel, alemã, passando-as à PSA – Peugeot-Citroën-DS.

Citroën – Argentino sedã C4 Lounge será mostrado à imprensa brasileira nas próximas semanas. Mudanças estéticas frontais, tipo intervenções padrão para marcar o segundo ciclo do modelo: grade, farois, para choques. Atrás, lanternas.

História – A nova feição não é novidade, pois foi desenvolvida para o modelo chinês, lançado há um ano. Carro injustiçado, bom conteúdo, bom preço, porém vendas inferiores às suas qualidades.

Ajuda - Ford incluiu versão especial no leque para o EcoSport 2019. Chama-a SE Direct 1,5 AT. Mistura alfa numérica quer dizer construção e equipamentos direcionados a clientes com necessidades ou proteção especial, ou frotistas. Preço pela isenção de impostos é de R$ 68.690.

E ? – Na porta da fábrica SE é interpretado como Sem Equipamentos, copiando versão pelada dos cupês Dodge Dart em 1973; ’74; e ’75. Econômico em equipamentos para incluir como itens de série direção assistida, ar condicionado, transmissão automática com seis velocidades e conversor de torque; controle de estabilidade, central multimídia.

Humor negro – Há, também, a Assistência de Emergência, fazendo ligação direta para o SAMU em caso de acidente com acionamento das bolsas de ar ou corte da bomba de combustível. Idéia boa em país desenvolvido e responsável, risível no Brasil.

Elétrico – Nunca identificada com tecnologia de ponta, e lembrada pela baixa autonomia de seu modelo híbrido Volt, Chevrolet mudou o foco: desenvolveu carro médio elétrico, o Bolt.

Caminho – Enquanto o Volt apresentava comportamento criticável, o Bolt muda a figura. Tem medida para competir no segmento norte-americano de entrada, 4,16m de comprimento, e 200 cv de potência, e 350 Nm de torque. Arranca aos 100 km/h em 7 s, atinge 156 km/h como velocidade de pico. Ponto principal, oferece autonomia em torno de 383 km.

Surpresa - Carlos Zarlenga, argentino, CEO da companhia para a América Latina, anunciou à conterrânea Agência Télam não se surpreender se antes do término da década a companhia anuncie produzir carros elétricos no Mercosul.

Onde – Se incentivos federais e estaduais forem idênticos aos obtíveis no Brasil, deve-se entender a Argentina como dotada de amplas chances para a iniciativa, por deter parcela importante na decisão, suas reservas de lítio. É o metal aplicado na nova tecnologia das baterias.

Aqui – Mercado brasileiro vê ampla liderança dos Toyota Prius, e assiste gestões da Toyota para incentivos à produção.

Ampliação – Não só de vender carros novos vive uma fábrica de carros novos. PSA, de Peugeot, Citroën, DS, adentrou no mercado de oficinas de reparos, e adquiriu a chinesa Jian Xin, distribuidora de peças.

Porte - Vende anualmente mais de 5 milhões de partes das principais marcas mundiais de veículos. Mercado chinês tem mais de 130 milhões de automóveis.

Tempo – Salão do automóvel de Genebra, março  07 - 12, um dos mais interessantes do mundo, terá estande da fabricante de relógios TAG Heuer. Nele, carros de corrida, a lembrança de ter sido a primeira do ramo a patrocinar piloto na Fórmula 1, no caso Jo Siffert, e re lançará o modelo Monaco e sua opção de botão de corda à esquerda.

Passeio – A fim de giro pela Itália, visitando a essência do espírito e do design de carros esportivos de estirpe? Agência organiza viagem de 11 dias, desde o Lago Como – onde se realiza o talvez mais elegante encontro de antigos -, e se encerra em Modena, terra da Ferrari e do mítico restaurante Cavallino Rampante.

$ ? – Ferrari, Lamborghini, Maserati, Pagani, Pininfarina, Zagato, Italdesign, Leonardo Fioravanti, fábrica de rodas Borrani, das malas Schedoni, coleções, oficinas de restauração. Programa intenso aos do ramo. Preços US$ 12.600 dupla. U$ 8.800 single, ônibus interno, chegada e saída do aeroporto de Malpensa, entre Turim e Milão. Mais? http://www.carguytour.com/sept-car-guy-tour-fca-edition/    

Atividade – Á frente do negócio e como guia turístico, Frank Mandarano, agitador, criador do Maserati Club of America e organizador do Concorso Italiano, mostra de veículos da Itália, na Holly Week – terceira semana de agosto -, onde pontifica o Pebble Beach Concours d’Élegance. Um Car Guy.

Gente – André Molnár, 35, executivo, motociclista, ideal. OOOO Novo gerente de Marketing e Comunicação da Triumph, de motocicletas. OOOO Larga experiência, sólida base acadêmica, trabalhava na Audi. OOOO Trabalhar com o que gosta é diversão remunerada. OOOO