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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 5217   29.12.2017 - edita@rnasser.com.br

De Alpines novos e antigos
Em 2018 Renault comemorará 120 anos de surgimento e 20 da operação Brasil. Eventos imagináveis pelas pretensões da empresa: ser, com Nissan e Mitsubishi, terceiro grupo de automóveis no mundo. Aqui, bem marcar o crescimento constante, sucessivo e consistente, mostrar estar presente desde 1959 via sociedade com a Willys-Overland para fazer seus produtos – Dauphine, Gordini, 1093, Interlagos -, e a herança do R 12 aqui chamado Corcel.

Alpine
Um dos eventos nacionais será apresentar o Alpine A110, redivivo esportivo inspirado no mítico vencedor de rallyes, produzido no Brasil, México, Espanha e Bulgaria.  Aqui, graças ao talento dos pilotos e da Equipe Willys, mudou a vocação de rallye, tornando-se vencedor em circuitos de velocidade.

Novo A110 utilizou a base conceitual criada pelo também mítico Jean Rédélé: aerodinâmica e pouco peso. Relativamente ao original, inverteu a posição do motor, girando-o da popa à entre eixos traseira –ironia, copiou a solução então dita alucinada, de 1965 pelo piloto carioca Ricardo Achcar, e viabilizada pelos lusos irmãos Ferreirinha, de trocar o motorzinho L4, 850 cm3, traseiro, por um V8 2.500 cm3 entre eixos. (Perceba a emoção do autor no texto abaixo.)

Base
Projeto Alpine supera o patamar de ser apenas mais um produto. É projeto de esportividade, começando com equipe e motores na Fórmula 1, patrocínio de categorias no automobilismo, como a Copa Alpine, abertura de novo segmento de mercado. Há anos a Renault assumiu a Alpine e agora refez a fábrica de Dieppe, França, onde a marca nasceu e cresceu.

Não se baseia na proposta nacional do designer João Paulo Melo, levada à Renault Brasil, de baixo custo para industrialização. O novo Alpine A110 não utiliza carroceria em compósito de fibra de vidro, mas de alumínio, em processo único no mundo; motor da aliança Renault-Nissan – fase pré-Mitsubishi -, L4, 1.800 cm3, 16 válvulas, turbo, 270 cv de potência, 320 Nm de torque. Transmissão distante da original: automática, dupla embreagem, sete velocidades, tração traseira.

O que faz
Combinação de potência com baixo peso, menos de 1.100 kg, oferece larga dose de alegria. Muito esperto, 4,5s de 0 a 100 km/h e velocidade final de 250 km/h.

Vinda será para tatear o mercado pós queda do artificialismo dos 30 pontos adicionais no IPI; quantificar interesse dos revendedores – os definidores do sucesso ou fracasso do produto –; pesquisar mercado para quantificar vendas, determinar investimento em homologações, treinamento de vendas e assistência.

Deverá ser atração no Brazil  Classics Show, mais elegante dos encontros de automóveis antigos no país, realizado em Araxá. Neste ano, de 31.maio a 03.jun. A Renault será o principal patrocinador. Preço? Na Europa versão de entrada vendeu série inicial de 1955 unidades a 58.500 Euros. Lançamento das berlinette em versões Pure e Legend será no Salão de Genebra, março.

O início: Achcar-Simca-Santa Fúria
O carioca Ricardo Achcar, gerador de ideias e moda, filho de família de muitas posses, de tudo fez – e bem. Piloto, construtor de automóveis, pioneiro em caminhos europeus, pilotou com Luizinho Pereira Bueno na SMART, equipe inglesa de Fórmula Ford, comandada pelo multi mídia e hoje Sir Stirling Moss.

E promoveu casamento teoricamente impossível: Berlinette Willys Interlagos com motor Simca - entre eixos! Trabalho de engenharia de coragem, pois o projeto original do Alpine A 108, fabricado no Brasil como Interlagos, era baseado numa treliça central envolta em fibra de vidro, carro para exclusivo motor traseiro. Mas Achcar aplicou-o entre-eixos com apoio dos irmãos Ferreirinha, Herculano e Antônio, depois fabricantes dos Fórmula Heve.

Dele são os comentários e o texto escrito para os originais do inédito livro por mim cometido sobre a história do Simca.

É muito bom, dá ótimo cenário de época, pela avulsiva redação de Brimo Achcar. Não acatei sua ameaça, pois editei o amplo texto para caber na Coluna.

Assumo meus direitos de Publisher, aproveito o recém passado Natal para oferece-lo como lembrança aos leitores apreciadores de história dos automóveis nacionais. (R Nasser)

“Se você alterar uma vírgula eu nunca mais peço para Maomé te dar um camelo. Fique rico e não me dirija mais a palavra.“

“ BRIMO! Escreve o que e como quiser. Suas palavras tem o cheiro do tempo e do vento - CHIM-EL HAUA, o cheiro do vento...”

A CAPOTAGEM DO MILTON AMARAL E O SANTA FURIA
                                                                                               
Ricardo Achcar

" - Tudo começou nas 250 Milhas de São Paulo, 1965. Milton Amaral e eu estávamos com gosto de sangue na boca. Tínhamos feito os 1.000 Quilômetros em Interlagos com Berlineta Interlagos 850cc de motor muito bem preparado pelo Antônio Ferreirinha, e suspensão apreciada pelo ícone Ciro Caires, piloto cuja característica era compartilhar tudo que podia em prol do esporte motor.

Era madrugada e tínhamos rodado como um relógio. O único incidente comum na neblina de Interlagos foi com o Milton, perdendo a segunda tomada da Curva do Sol e, para não sair barranco afora pela externa, forçou uma rodada e ficou no meio da pista virado ao contrário, motor morto, carburador Solex de corpo duplo afogado, e dificuldade de dar partida.

Os segundos passaram, e o Milton tentava desafogar, mas era tarefa para a bateria perder o fôlego. E adivinhou na densa neblina, estar parado num ponto de desgarro de tangencia, e que logo, logo, alguém ia chegar por ali. Entre pensar e enxergar, quatro luzes cresceram meteoricamente diante do pára brisas e passaram fulminantes de cada lado da Berlineta... Toco e Jaime Silva com as Simca Abarth. O motor pegou, Milton parou no box, e eu assumi o volante.

Após 3 horas trocamos posição. Às 9h a neblina levantava numa manhã exclusiva de Interlagos e Le Mans. Aquela camada levantando na reta dos box e no Retão, e o baixo circuito jogando para fora da neblina, aos ouvidos dos assistentes, o rasgo dos motores com a incógnita de quem ia chegar na subida da Curva da Junção. Estávamos em 9º lugar e gente boa vinha capengando e quebrando. A 40’ da chegada, em 2º lugar, na Curva do Pinheirinho, terceira marcha engatada, a alavanca de câmbio da Berlineta ficou na mão do Milton. Chegamos com frustração eterna. Afinal, o motor era de apenas 850cc.

Por isso, nestes 250 Quilômetros, na quarta volta, o Milton, muito rápido, atacou a Curva da Ferradura por fora, passou dois concorrentes e, sob nossos olhos soltou a Berlineta numa derrapagem controlada para ficar por dentro na Subida do Lago. Manobra para pilotos excepcionais. Mas, infelizmente, pegou um cascalho de beira de pista, e  foi para o brejo capotando violentamente. Por sorte saiu ileso...

Resultante, tínhamos a disposição de mudar: em vez da Berlineta uma Trolineta!

Começa

Herculano Ferreirinha recebeu a Trolineta ex-Berlineta em sua oficina em Vila Isabel, Rio de Janeiro. "Eu sou lanterneiro. Fibra de vidro não é a minha praia."
Mas adquiriu bons conhecimentos, aplicados ao construir carros de corrida.

O chassis de espinha central do Jean Rédélé formava estrutura misturando tubos de aço com fibra de vidro, primórdio dos monocoques como conhecemos hoje. Ora, na violenta capotagem, o solavanco aplicado pelo motor na treliça integrada, provocou torções e deformações e, para corrigir, exigiria corte e remendo, com uso de solda autógena e certeza de incêndio geral. Risco e oportunidade provocaram-me considerar nova forma ao automóvel, ante perfis assemelhados entre a Lola GT de Le Mans e o possível da moribunda Berlineta.

Aí surgiu o *Manoel Truviso, habilidoso, equilibrado e criterioso. Pau para toda obra, perfil rasante, não se fazia notar. Um bom pedaço do Simca-Achcar Santa Fúria teve as mãos e a inteligência do Manoel, somadas ao trabalho e ao comando de equipe do Herculano.

Assim tornei-me "designer" da Trolineta, e minha imaginação espacial alarmou os portugueses e meu co-piloto Amaral, pois indicava, não seria coisa confiável.
Muito do projeto e execução vinha das palavras do Ciro Caires, disparando processo de elocubração, misto de invenção e vontade de ganhar corrida, sem limite razoável dentro de mim. Mas eu acho, deve ser assim.

Ao Antônio não importava se o carro ia fazer curva ou segurar nos freios, mas como pendurar um motor num chassis de espinha central. Em sua inconformada cabeça o motor ficaria do meu lado direito - e de fato não ficou muito longe. Ao final, resultado prático, me incendiou a nuca meia dúzia de vezes antes de me vencer. Dava medo. A "porra" dava um tiro, e queimava a nuca aos berros, com assobio de caldeira e locomotiva na cabine da enfurecida Trolineta.

História
Mas antes espumar no cockpit rolou muita água. Ciro nos recebeu na fábrica da Simca, ouviu-me e ao Antônio, e disse – "Segura aí que vou falar com o Chico" (Chico era o Landi, ícone das corridas, chefe do departamento de competição Simca). Era da melhor qualidade como pessoa, mas tinha birra de "cariocas e suas baboseiras" - e ninguém lhe tira a razão. Landi só atendeu por ter sido pedido do Ciro, com motor de 142 HP medidos em dinamômetro, o melhor que tinham. Ciro Caires é um nome inesquecível na minha agenda de recordações.

O Fazer
A propriamente dita amarração da treliça de suporte do motor na Trolineta Santa Fúria é de complicada narrativa: dois canos de parede grossa saiam do tronco central no limite traseiro, erguiam-se até 15 cm do coletor de admissão, carburadores e os cabeçotes planos, em alumínio. O bloco motor, em ferro, tinha um par de suportes estruturais, permitindo amarração de responsabilidade.

No encontro dos tubos ascendentes, o suporte da carroceria do chassi original, colocamos mais um tubo de suporte, fechando um triângulo estrutural.

Problema sem solução era a pouca espessura do eixo piloto da caixa de 5 velocidades criação do preparador Colotti, suprimindo anéis sincronizadores, aplicando engrenagens com dentes retos. Fora projetada para Renaults 4 CV, Dauphines e Gordinis e motores 750 e 850 cm3 – não o V8 2500. Um duplo H, definia: primeira à esquerda, abaixo; quinta igual, à direita; ré oposta, para cima. O trambulador foi criação do Manoel exigindo nanoprecisão – ou se quebraria.

Outro era o sistema de arrefecimento. Radiador frontal, abaixo do motor, com caixa de compensação e sangradores para eliminar bolhas de ar. Bem calculado, mas fomos vencidos por um detalhe de verificação. O diabo está nos detalhes.

Voltando ao conjunto geral do carro, não foi difícil constatar, o aumento de peso ocasionado pelo motor baixo e entre eixos, respondeu ao resultado projetado.

O motor girava 6200 rpm e podia chegar a 6400, sem ponto fraco de quebra. Era muito resistente com limite definido pelo sistema arcaico de varetas de válvulas. Mas à época não havia carro para arrancar na frente do Santa Fúria. Em relação ao conjunto, estabilidade e aderência limitadas pelos pneus radiais concebidos para derrapagem controlada.

Referência
O Simca-Achcar foi apelidado “Vem quente que eu estou fervendo...“ pelo jornalista Marcus Zamponi. Colou, e em nada enobrece a minha obra.Razão estava no fato de, após algumas voltas, quando a temperatura da água chegava aos 103 ou 104 graus, a mangueira de saída inchava, se soltava espirrando a água fervente no meu pescoço.

Resumo a história: o sistema de arrefecimento do motor contava com o de melhor na indústria do país. Radiador celular Bongotti, aumentando o percurso da água, e o máximo de canais vazantes. Pedimos com capacidade para 11 l, mais a estocada nos canos de transporte, com diâmetro de 1 ½”. A bomba era poderosa, resistente, desenvolvida pelo Chico Landi, e o motor sempre com total rendimento e potencia – e nunca fundiu.

Não aquecia por falta d'água, porém por má troca de calor no sistema baseado em alta pressão. Tantos anos passados creio, o problema estava na pressão formada pelo sistema de devolução dos estimados 11 l d’água.

Explicação
Numa noite, quatro anos após, entrei no box de corrida na minha casa, e pedi ao Antônio me ajudar a medir a capacidade do radiador do Simca-Achcar: os 11 litros encomendados foram, na verdade física, apenas 7...   

Silenciosos nos entre olhamos, fechamos a porta do box, e fomos para a Montenegro, hoje Vinicius de Moraes e lá, no Garota de Ipanema, pedimos uns baldes de cerveja. Então, sem aviso algum o Português começou a esbravejar e a soltar impropérios que fariam Cabral ir de volta para Portugal. Bebia, espumava, me respingava. Eu fiquei calado e murcho.”


Ps: Há tempos busco localizar o Santa Fúria – ou seus restos, ou a história de seu fim. Se você souber, mande-me um e-mail. O Museu Nacional do Automóvel agradecerá. (RN)

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

4ª Semana Cultural da Velocidade alia esporte e cultura para contar a história do automobilismo brasileiro



Paulo Soláriz e Emerson Fittipaldi
Com o objetivo de resgatar a memória gloriosa do automobilismo brasileiro, a Velocult – Semana Cultural da Velocidade – chega a sua 4ª edição orgulhando-se de aliar esporte e cultura. E, neste ano, relembrará os grandes fatos ocorridos e os protagonistas da principal prova do automobilismo nacional: a ‘Mil Milhas Brasileiras’. Idealizada pelo designer Paulo Soláriz, que já criou troféus para a Fórmula 1 e Fórmula Indy, a 4ª Velocult acontece de 25 de fevereiro a 16 de março, no Espaço Cultural do Conjunto Nacional, em São Paulo (SP).
Ao homenagear a ‘Mil Milhas Brasileiras’ através da mostra de carros, troféus e fotos antigas, a 4ª Velocult espera receber mais de 1 milhão de pessoas durante os 20 dias da exposição. Charmosa, tradicional e apaixonante, a ‘Mil Milhas Brasileiras’ foi criada por Wilson Fittipaldi (Pai) e Eloy Gogliano inspirada ‘Mille Miglia’, na Itália. Sua primeira edição aconteceu em 1956, com uma largada noturna no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Carretera Chevrolet Corvette de Camilo Cristofaro
Amante incondicional da velocidade e do automobilismo brasileiro, Paulo Soláriz empresta seu talento e paixão para, a cada ano, homenagear as figuras mais importante deste esporte que emociona há tantas décadas os brasileiros. Não é só a emoção da velocidade que Soláriz quer mostrar, mas também a importância da ‘Mil Milhas’ para a evolução dos automóveis no Brasil. “A Velocult apresentará ao público a fase romântica do nosso automobilismo, fase que nos deu grandes pilotos, como Bird Clemente, Camilo Cristópharo, Chico Landi, José Carlos Pace, Wilson Fittipaldi Jr., Luiz Pereira Bueno, entre outros. Esses personagens serviram de inspiração para nomes como Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna e Nelson Piquet, que alçaram a condição de pilotos para se tornarem ídolos da nação. A Velocult  também mostrará porque a ‘Mil Milhas’ foi um grande impulsionador para o crescimento da indústria automotiva no Brasil, funcionado como um verdadeiro “laboratório” das montadoras e alavancando a economia do país”, relembra Soláriz.

Carretera de Antônio Carlos Avallone
Esta fundamental importância para a história do automobilismo brasileiro de competição e da indústria automotiva sempre foi creditada à ‘Mil Milhas’, pois era uma corrida de longa duração que equivalia a 60 mil quilômetros de uso normal de um veículo de rua, além de ser genuinamente brasileira. “Na ‘Mil Milhas’, as montadoras colocavam à prova seus carros, projetos e ideias, e para as marcas de autopeças era uma enorme vitrine. Isso impulsionou o desenvolvimento do Brasil”, diz Paulo.
Patrocinadora da Velocult 2013, a Petrobras faz parte desta trajetória do automobilismo brasileiro quando, em 1956, sua logomarca foi exibida na primeira prova da ‘Mil Milhas Brasileiras’. "Participar da Velocult nos dá a oportunidade de resgatar uma parte da história desse importante esporte no país. Atualmente, nosso apoio ao automobilismo é feito por meio do Programa Petrobras Esporte & Motor que, além do patrocínio a grandes eventos, permite o desenvolvimento de produtos como combustíveis e lubrificantes, utilizando as competições como campos de pesquisas", destaca o gerente de Comunicação Institucional da Regional São Paulo Sul da Petrobras, Diego Pila.

Os visitantes terão a oportunidade de ver e conhecer a história da ‘Mil Milhas Brasileiras’ por meio de 19 painéis com textos e fotografias, e 15 carros no total, sendo que a maioria deles correu a prova, como a legendária Carretera nº 18 de Camilo Cristópharo, construída nos anos 50; uma Carretera DKW; um Karman Ghia Porsche; um Alfa Romeu GTA; um Alfa Giuletta; um Alfa Romeu JK; um Willys Mark 1; um Alpine 208; e um DKW Malzoni. 


Eloy Gogliano e Wilson Fittipaldi,o Barão.
A Taça Bardahl da ‘Mil Milhas Brasileiras’, que mede 1,80 metros também estará em exposição, além de um carro da Fórmula Indy. Outra novidade deste ano será a mostra de um carro de corrida dos anos 50 em escala reduzida para experiências táteis dos portadores de deficiências visuais. A 4ª Velocult terá também exposição de fotos antigas, exibição de capacetes de grandes pilotos pintados pela lenda Sid Mosca, miniaturas de carros e troféus históricos.
Mais do que os carros de competição, os visitantes poderão registrar os momentos de alegria empunhando um troféu no alto de um pódio montado especialmente para pais e filhos dividirem emoções.
A 4ª Semana Cultural da Velocidade é um evento idealizado pelo designer Paulo Soláriz com apoio da Secretaria da Cultura do Município de São Paulo, Conjunto Nacional, Bardahl, CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), Contini Lemon e Grill Hall Paulista, e com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal.

Serviço: 4ª Semana Cultural da Velocidade – Velocult
Local: Espaço Cultural Conjunto Nacional

Endereço: Avenida Paulista, 2.073 – São Paulo - SP
Período: 25 de fevereiro a 16 de março de 2013