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sexta-feira, 13 de março de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1115- 13.03.2015 edita@rnasser.com.br

Honda HR-V, nada de jipinho
Honda ganhou a surda corrida travada com Fiat, Renault, Ford e Peugeot para apresentar novidade no segmentos dos sport activity vehicles – estes erroneamente chamados jipinhos. É o tipo da moda, com vendas crescentes e concorrentes em erupção. O solitário EcoSport encontrou o Renault Duster para dividir vendas. Isto motivou outras marcas a criar produtos para entrar na disputa. A Jeep fez o Renegade, com maior aptidão de valentia, motor diesel, câmbio de oito marchas nas versões de topo. Ford mudará motorização do EcoSport; Na Renault pequenos ajustes estéticos frontais, trato interno em qualidade e melhor ajuste dos painéis de plástico no Duster. Peugeot criou conceito misto de monovolume com crossover chamando-o 2008. Maio.

Na frente
O HR-V, significando Hi-rider Revolutionary Vehicle chamar-se-ia Tsuya ou Vezel, seu nome europeu. A sigla retorna de produto assemelhado, vendido apenas no Japão e na Europa entre 1999 e 2006. Não tem a pretensão de parecer jipinho – nome a exibir o desconhecimento de quem o emprega -, como alguns dos frequentadores do mercado intentam sugerir disposição e capacidades inexistentes. Muito pelo contrário, assume ser cruzamento de utilitário esportivo com habitáculo, comportamento e linhas traseiras fluidas de coupé. A Honda escapou da pretensão e fez um quatro portas, com jeito e andadura de coupé, optando por refiná-lo, por incluir equipamentos ora inexistentes nos concorrentes, como o freio de mão eletrônico acionado quando o HR-V para, o mecanismo para detê-lo em subida, dando tempo ao motorista de acelerar sem trancos. É formula de agrado ao uso e ao visual.

A base é a plataforma do Honda City com intervenções de reforço, colocação de nova suspensão traseira específica e, como a Coluna informou em antecipação, o motor 1.8 do Civic produzindo 140 cv. Transmissão mecânica de 6 velocidades – apenas na versão de entrada – e outra CVT, de polias variáveis. Freios a disco nas quatro rodas.

A ideia dos designers foi dar atmosfera de qualidade, perceptível na decoração, no padrão dos materiais, na harmonia de linhas. O console central, presente em todas as versões bem pontua a pretensão de oferecer sensação de habitabilidade. O isolamento termo acústico dá sensação de automóvel de categoria superior, e a Honda conseguiu levar ao HR-V as mágicas dos arranjos internos do Fit. O revestimento do porta malas será argumento de vendas contra o EcoSport, atual líder, descompromissado nesta área, e a incrível capacidade de nivelar todos os bancos, transformando-se em carregador de 1 metro cúbico de bagagem será argumento de sensibilização feminina. Um bom foco. Mulheres hoje consomem ou definem a compra em 70% dos casos.

No uso é agradável. Direção precisa, estável, motor perdeu as vibrações e a aspereza encontrada no Civic, é disposto e vai aos 6.500 rpm sem questionamento. Freios ótimos.

Mulheres e homens dissociados da operação motora gostarão muito. O restante, os trocadores de marcha, os usuários de freio motor em carros de transmissão automática, nem tanto. Motores tocando o câmbio CVT não sobem de giro a cada marcha. Ao contrário, têm lá suas rotações e comandam o câmbio, trocando marchas sucessivas, como se fosse uma usina independente. A ausência das alavanquinhas de trocar marchas – pedantemente chamadas Paddle Shift ... – acentua a carência. Não se reduz pela alavanca da transmissão CVT, exceto para a marcha L, equivalente e reduzida como uma primeira de câmbio mecânico. Só a versão de topo tem tais aletas.

Entretanto estes consumidores são poucos e cada vez mais raros neste universo de consumo e pela nova óptica sobre os automóveis. Carro de hoje está sendo induzido a ser tablet sobre rodas.

Quantos R$
LX mecânico
69.900
LX CVT
 75.400
EX CVT
80.400
EXL CVT
88.700

E ?
Venderá bem. Sérgio Bessa, diretor comercial, crê em 50 mil unidades em 2015. Número grande. Exercício passado o EcoSport vendeu 53 mil contra 47 mil Duster. Vender mesmo número em 9 meses de ano mostrando retração de Honda projeta versão de entrada apenas 1% do total; mesma LX e transmissão CVT, 11%; EX, 42%: e EXL, líder, 46%. Após primeiros meses haverá freada de arrumação e a versão EX deve assumir a liderança.
Conversei com ágil revendedor. Estava feliz com os preços, sorridente como um gato de desenho animado. Permiti-me interpretar sobre preços nos primeiros meses.    

Mini com 5 portas
BMW dispõe à venda o novo Mini 5 portas, conformação nunca vista nas quase seis décadas de existência deste produto. Diz a fabricante, o ganho 7,2 cm na distância entre eixos e 16,1 cm em comprimento deu espaço aos passageiros do banco posterior, sem perder a característica de comportamento reativo como a de um kart. Versão implementou a segurança e a conectividade.

Maior novidade desta opção é ser uma espécie de avant première, pois será montada no Brasil, quando a grande oficina de montagem implantada pela BMW em Araquari, SC, se transformar em fábrica. Mesmo critério de antecipação vale para o motor de três cilindros, 1,5 litro, turbo, 136 cv de potência. Versão Cooper S emprega o conhecido quatro cilindros, 2,0 litros, turbinado, gerando 192 cv – é a evolução do motor EtorQ 1.6 produzido pela Fiat no Paraná. Ambos 4 válvulas por cilindro, injeção direta, comando de válvulas variável.Transmissão automatizada com seis velocidades, e o sistema Auto Start/Stop, cortando o motor nas paradas para deter consumo e emissões.

Em segurança, além das obrigatórias bolsas de ar frontais, também as há nas laterais e de cortina, cintos de três pontas e Isofix para cadeirinha infantil no banco traseiro.

Na atual moda de conectividade, sistema apto ao acesso a redes sociais e recursos de entretenimento. A versão superior Cooper S porta head up display, - em língua pátria a projeção de informações no para brisas à frente do motorista.

Quantos R$
Cooper S
105.950
Cooper S Exclusive
122.500
Cooper S Top
139.950


Promotor de vendas
O Mini chega à festa na quinzena das novidades em SUV e SAV, para disputar o mesmo público dos carros-griffe. Não cumprem apenas a função de transporte, mas a de oferecer um carimbo de charme a seus usuários. São carros de nicho, charme sobre rodas. Nesta beirada dividirá mercado com outras novidades, as versões de preço superior de Honda HR-V, apresentado nesta semana, e Jeep Renegade, a ser mostrado em 15 dias, ambos com as versões superiores a preço menor ao da versão de entrada do Mini 5 portas. 

Roda-a-Roda

Proteção – Um dos maiores mercados mundiais para automóveis blindados, Brasil inicia vender o Mercedes 250 turbo Avantgarde VR4, blindado de fábrica. Projeto desenvolvido especialmente, a blindagem é agregada ao 250 na linha de montagem, e suspensão, direção e freios são dimensionados ao veículo, mais pesado pelas adições do material de proteção.

Conjunto – Motor 2.0, 16 válvulas, injeção direta, turbo, faz 211 cv, torque em torno de 30 quilos, vai de 0 a 100 k/h em 8,9s, final de 240 km/h, cortada eletronicamente. VR4 indica nível de blindagem, resistente a armas portáteis como Magnum 44. Pesa 2.610 kg, quase 1t superior ao não blindado. Venda pela rede Mercedes, garantia de 2 anos, R$ 339.900.

Negócio – DPCA, joint venture entre francesa PSA Peugeot Citroën, e chinesa Donfeng, iniciou fazer o sedã médio Fengshen L60, desenvolvido com apoio técnico da PSA. China é aposta francesa para internacionalizar, recuperar fluxo de caixa e lucros.

Questão – Chery encomenda montagem parcial de alguns de seus produtos no Uruguai, entre eles Tiggo e Face. Vende-os no pequeno mercado interno, à Argentina e ao Brasil. Travas baixadas pelo governo argentino para não gastar dólares, impõem dificuldades – como carros barrados na fronteira desde dezembro - e, por isto, a montadora Oferol parou a linha de produção dos Chery.

FurcaQuestão posta é: se mantiver a produção a Chery pagará pelos carros não vendidos e estocados ? A Chery bancará os estoques ? Ou mudará o projeto industrial no Brasil, aumentando o índice de nacionalização para fazê-los aqui ?
Dúvida deve ser incômoda. Consultada, a Chery manteve-se muda.

De novo – Volkswagen apresentará versão Dark Edition do picape Amarok. Pedindo reformulação, tal edição é apelo às vendas. Primeiro do tipo foi apresentado no Salão de Frankfurt, 2013, e bisado no de Genebra, dias passados. Marca-se por arco de proteção, para choques traseiros, poleiros laterais, espelhos e maçanetas em cor preta escura. Usualmente o faz em contadas 300 unidades. Não deve ser o caso.

Caminho – Listadas as vendas de fevereiro e do primeiro bimestre, houve contração de 2,8%, comparados os números de janeiro. Em relação a 2014, encolheu 28,9% - quase um terço. Mês curto, Carnaval, inflação, e receio quanto ao desgoverno do Governo atrapalharam.

Difícil – Se o mercado para produtos domésticos caiu 2,8% entre janeiro e fevereiro, no caso dos importados o quadro econômico é cinza escuro. No mesmo período vendas decresceram 22,9%. No comparativo de bimestre com o ano passado, quedas em 32,5%.

Resultado - Barrar os importados pelo simplório levar o imposto alfandegário ao teto e pelo acrescentar 30 pontos percentuais ao elevado IPI, tem sido a fórmula de dificultar presença no mercado brasileiro, evitando a construtiva comparação com os nacionais. Bom para fabricantes locais, péssimo para o país. A acomodação deixa os nacionais não competitivos e não exportáveis.

Decolagem – Audi comemora crescimento no bimestre e 10% em relação ao mesmo período em 2014. Crê no crescimento do bloco Premium, onde quer liderar.

Bom senso – México foi generoso com o Brasil firmando novo acordo comercial a vigir por 4 anos. Nele cada país poderá importar até US$ 1,56B/ano sem imposto de importação. O montante se elevará em 3% em 2016, e prevê livre comércio em 2019.

Gatilho – Volkswagen foi rápida. Sacramentado o acordo anunciou investir no México para fazer o Tiguan 7 lugares – sobre plataforma MQB do novo Golf. Quer baixar preço para vender mais no Brasil. Hoje traz da Alemanha.

Mão inversa – Mais de 20 anos de operação morna no Brasil, representante da ótima japonesa Subaru percebeu o quanto a marca é querida e admirada por seus proprietários. Daí mudou a linha publicitária para absorver opiniões, histórias, através de Conselho Consultivo formado por 15 clientes. Quer reunir e ouvir as sugestões de quem está na lida com a marca.

Novidade – Uruguai já licencia veículos com a nova placa Mercosul, padrão aos veículos entre os países membros, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Brasileira terá quatro dígitos numerais e três letras, vigindo a partir de 2016 para emplacamentos novos, opcional aos usados.

Sinergia – Shell e BMW acordaram sobre os carros da Série M, de maior performance, e os de competição de sua divisão Motorsport na temporada DTM
e USCC. Série M utilizará óleos lubrificantes Shell Ultra, e os de competição a gasolina V-Power – diferente da fornecida no Brasil pela ausência do álcool.

Beleza – Fiat aproveitou a descoberta nacional da bem recortada plástica da atriz Paolla de Oliveira, sagrada pela mini série Felizes Para Sempre, recém exibida pela Rede Globo, e contratou a moça. Apresentará campanha de vendas baseada nos 13 anos de liderança da marca. Fará graça oferecendo parcelas reduzidas a R$ 13 nos meses de maior aperto do financiado.

Corrida – Rede Jeep, em implantação, corre para operar no dia 4 de abril, o 4x4, início da comercialização do Renegade, volta da Jeep ao Brasil. Algumas estão perdendo a corrida para o prazo.

Mais – PPG amplia recente planta industrial em Sumaré, SP, para produzir resinas a ser aplicadas em tintas industriais e automotivas.

Luz – Alemã Osram incrementou suas lâmpadas Super Branca, em até 20% mais luz ante as anteriores. Chama-as Cool Blue Intense. Entre R$ 55 e R$ 210.

Costura – Passo de cuidado social, fábrica VW em São José dos Pinhais, Pr, mantém projeto Costurando o Futuro, de re aproveitamento de tecidos utilizados na produção. 90 moradoras de comunidades vizinhas aprenderam corte e costura e aulas de empreendedorismo para criar negócio próprio. Em cinco anos aproveitaram e transformaram 72 toneladas de tecidos.


MemóriaHigh Speed TV iniciou o programa Old Races, com corridas clássicas do passado, seus veículos e pilotos. À frente Pedro Rodrigo, João Vasconcelos e Alexandre Röschel. No ar às segundas feiras: https://www.youtube.com/watch?v=zIpAc32afRs


Moto – Austríaca agora montada pela Dafra, a 1190 KTM Adventure tem motor V2 produzindo 148 cv e apenas 217 kg. Chassi tubular, acelerador eletrônico, suspensões de alto curso, freios Brembo a disco nas duas rodas. R$ 79.900.



sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Chery Inaugura Instalações Industriais em Jacareí, SP

A Chery Brasil inaugura uma nova fase da história do setor automotivo nacional, com a inauguração de suas instalações industriais na cidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. O investimento totaliza US$ 530 milhões, ou mais de R$ 1,2 bilhão, em duas novas fábricas: a de automóveis, que recebeu aporte de US$ 400 milhões, e a de motores, da Acteco, marca pertencente ao grupo Chery, que contou com investimento de US$ 130 milhões.

Mesmo em momento delicado vivido pelo segmento automobilístico nacional, a Chery manteve sua decisão de investir em Jacareí, por considerar o mercado brasileiro prioridade. “A decisão de ter uma unidade industrial nacional foi tomada em 2009, antes mesmo do anúncio do aumento dos 30 pontos percentuais do IPI para carros importados. Desde lá, passamos por uma série de situações, como o anúncio do Inovar-Auto, e o cenário atual do setor continua não influenciando em nossa decisão. A Chery Brasil será o headquarter da Chery na América Latina”, declara Roger Peng, presidente da Chery Brasil.

A aposta e o compromisso da Chery com Brasil podem ser comprovados com o novo investimento já aprovado para a filial brasileira: o país contará com um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, com aporte de R$ 50 milhões. “No futuro, provavelmente a partir de 2018, a Chery terá um automóvel pensado, desenvolvido e produzido especialmente para o mercado brasileiro. O centro de P&D também vai atuar no desenvolvimento de novos modelos para a América Latina”, diz Luis Curi, vice presidente da Chery Brasil.



Fábrica de Automóveis
Construída em um terreno de mais de um milhão de metros quadrados, a fábrica de Jacareí tem uma área construída de 400 mil metros quadrados, onde estão localizadas três unidades produtivas – montagem, soldagem e pintura, além do prédio administrativo e da edificação do restaurante. O complexo da Chery em Jacareí ainda contempla uma pista de testes, que conta com variações diversas de terreno, possibilitando simular as condições mais adversas de solo.

Com recurso 100% próprio, a fábrica é equipada com máquinas de última geração, oriundas da Alemanha, Espanha, Estados Unidos, China, entre outros países. Merecem destaque o maquinário de medição tridimensional, com tecnologia de ponta, e toda a instalação do processo de pintura, totalmente robotizada.

Em setembro, os pré-séries das versões hatch e sedan da nova geração do Celer começarão a ser fabricados. Em dezembro próximo terá início a produção comercial para abastecer a rede de concessionárias da marca, que atualmente conta com 67 revendas.

“Com a fábrica operando – e esperamos produzir 50 mil carros neste primeiro ano de funcionamento –, teremos uma demanda maior do mercado, o que refletirá também no aumento da rede. A meta é chegar ao fim de 2014 com 100 revendas Chery por todo Brasil”, analisa Curi.

No primeiro ano de operação, além da nova geração do Celer, está previsto também o novo QQ, totalmente reformulado, que começa a ser produzido no segundo trimestre de 2015. O modelo de entrada da marca passará por uma modificação agressiva em seu layout, além de contar com motor 1.0 flex de três cilindros.

Em 2016 chega a vez de um terceiro modelo, um utilitário esportivo. Associada ao início da montagem deste modelo está previsto o começo das exportações dos automóveis Chery oriundos de Jacareí. Os três modelos – SUV, QQ e Celer – abastecerão a rede Chery de países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru.

Empregos
Durante as obras civis, entre setembro de 2011 e agosto de 2013, foram geradas mais de 300 oportunidades de empregos. Atualmente, com a fábrica operando parcialmente, a Chery Brasil conta com 300 funcionários. Destes, cerca de 30% da mão de obra da manufatura provém de ex-profissionais da unidade da General Motors de São José dos Campos.

Neste momento, há 70 vagas disponíveis, sendo que 40 são para manufatura (operadores, técnicos e especialistas) e as demais para a área administrativa. Até o final de 2014, a fábrica espera contar com, pelo menos, 500 colaboradores.O processo seletivo é feito através dos currículos cadastrados no site da montadora e também através de parceiros como Catho, Senai, PAT da região e redes sociais, como o Linkedin. É dada preferência para os candidatos com conhecimento da língua inglesa e com experiência no setor automotivo.

Fábrica de Motores
Junto com a unidade industrial de carros de passeio, a Chery inaugura também outra fábrica, voltada à produção de motores da marca Acteco, que recebeu investimento de US$ 130 milhões (mais de R$ 250 milhões).Situada também em Jacareí, próximo à unidade de automóveis, a fábrica de motores é responsável, a princípio, pela produção de propulsores 1.0 e 1.5 litros.

“No futuro, também serão produzidos outros tipos de motores, para abastecer não só a demanda da Chery em Jacareí, mas como também outras localidades. Por enquanto, a Acteco fornecerá seus itens para o Brasil, mas planejamos exportar em um segundo momento”, revela o presidente da marca no Brasil, Roger Peng.No momento, a Acteco conta com 30 colaboradores, para já atender às necessidades da Chery Jacareí, mas este número deve chegar a 100 até o fim do ano, acompanhando a demanda da fábrica de veículos. O processo seletivo da unidade segue as mesmas normas do da Chery.

Nacionalização
O primeiro modelo a ser fabricado em Jacareí, o Celer, nas versões hatch e sedan, inicia sua produção com mais de 50% de índice de nacionalização, graças a parceria da Chery com diversos fornecedores locais, como Plascar, Metagal, Pirelli, Moura, Bosch, HVCC, Tyco, Johnson Controls, Goodyear, Basf, Petronas, entre outros.“Todas estas empresas estão situadas em um raio de até 100 km de distância, porém, já contamos com um espaço ao redor da fábrica de automóveis para receber um futuro polo de fornecedores”, comenta Curi.

O índice de nacionalização dos modelos Chery fabricados no Brasil será aumentando gradualmente, podendo chegar a 70% em aproximadamente dois anos, momento no qual a Acteco também passará a fornecer transmissões, que passarão a ser produzidas pela empresa.

Centro de P&D
Este número de nacionalização terá um crescimento gradativo também com o início de funcionamento do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Chery no Brasil.Ainda sem local definido para ser instalado, o centro tecnológico já conta com investimento aprovado de R$ 50 milhões. “Definido e decidido o novo aporte, passaremos agora para a segunda etapa, voltada ao processo de planejamento para instalar o Centro de P&D no Brasil”, complementa Curi.A empresa já estuda parcerias com universidades, como FGV, FAAP, UNIVAP, UNIP e Anhanguera, e com centros tecnológicos, como o de São José dos Campos e o de Jacareí.

Dados de Interesse
Investimento: U$530 milhões (fábricas de automóveis e motores)
Novos Investimentos: R$ 50 milhões para centro de P&D
Área construída: 400 mil m², em um terreno de 1 milhão de m²
Empregos: três mil
Capacidade de produção: 150 mil unidades/ano
Modelos para produção inicial: Celer e QQ
Vendas Chery em 2013: 8 mil unidades
Projeção para 2014: 15 mil unidades
Nº de revendas: 67 concessionárias
Modelos comercializados no Brasil: Tiggo, QQ, Celer e Face