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quinta-feira, 12 de março de 2020

Volvo Car Brasil passa a oferecer sua linha de SUVs com opção de blindagem


A Volvo Car Brasil inova mais uma vez e passa a oferecer ainda mais facilidades para o cliente no momento da compra do veículo. A partir deste mês, o cliente poderá adquirir o veículo blindado diretamente na concessionária, com todos os documentos e certificações inclusos.

O projeto foi desenvolvido em uma parceria realizada pela Volvo Cars, EDAG e Carbon Blindados, considerada uma das maiores blindadoras de veículos civis no Brasil, que será a responsável pela aplicação da blindagem.

Para tornar o processo ainda mais eficiente, foram realizadas melhorias na aplicação de materiais selecionados com novo posicionamento e sobreposição, redimensionamento dos vidros, instalação de molduras de aço balístico reforçando as portas, proteção extra contra disparos em diferentes ângulos, reforço nos mecanismos de levantamento de vidros e tampa do porta-malas para garantir a funcionalidade, entre outros.

Para atender às novas demandas, a Carbon Blindados criou uma linha de produção dedicada exclusivamente para a Volvo e investiu em treinamento específico para seus operadores.

Com cobertura completa de todos os componentes durante todo o período de garantia do veículo, a blindagem é certificada no Brasil e os modelos XC40, XC60 e XC90 blindados já estão disponíveis para compra em todas as concessionárias do país.

Este é um projeto global da Volvo e os modelos XC60 e XC90 também serão exportados para diversos países, com trabalho inicial direcionado a mercados da Europa, América Latina e México.


Todo o processo demandou mais de 15.000 horas de desenvolvimento e 960 horas de testes balísticos. Foram realizados mais de 1.500 disparos, conforme norma ABNT 15000-2 com controle de velocidade e posição do projetil para garantir a máxima quantidade de energia no momento do impacto com o veículo. A parte balística foi certificada pela Beschussamt Ulm, autoridade alemã em testes balísticos, comprovando a eficiência da blindagem em todos os calibres homologados para o nível III-A da norma NIJ 0108.01 em conjunto com a norma VPAM BR 2009 (regulamentação para o mercado europeu).

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Volkswagen apresenta novo chassi 9.160CE para carro-forte com maior capacidade de carga


A VW Caminhões e Ônibus apresenta novo chassi para carro-forte, 9.160 CE. O modelo é o único do mercado que conta com transmissão automática, além da opção manual que possibilita maior capacidade de carga. Com as novidades, o Grupo Protege adquire 140 unidades, entre eles, modelos com câmbio manual e automático. Essa parceria faz parte do plano de renovação de frota da empresa de segurança privada.

Com mais capacidade que o antecessor, o novo modelo de PBT (Peso Bruto Total) de 9,3 toneladas salta para 9,5 toneladas com entre eixo de 3.150 mm e melhorias que tornaram o chassi mais leve. A robustez é potencializada com a motorização Cummins 3,8 L com 162 cv, caixa manual e automática, além de atualização nas dimensões de rodas e pneus (235/75 R17,5), nova suspensão traseira e novo sistema de direção que diminui o esforço físico do motorista na condução.

O Grupo Protege participou de cada etapa do desenvolvimento do novo chassi 9.160CE e adquiriu a primeira unidade automática para avaliação de performance. 

Com a vantagem da garantia de fábrica para todas as modificações, os chassis VW vêm com configurações adequadas para a blindagem e a segurança que a operação exige. A linha para transporte de valores e cargas especiais combina alta tecnologia, desempenho elevado e atendimento às mais pesadas exigências operacionais, reconhecida por sua força, tecnologia embarcada e capacidade operacional.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

TARCÍSIO DIAS em Mecânica Online

Novos materiais invadem o automóvel
Cada componente de um automóvel tem maior ou menor adequabilidade conforme seja o material que o compõe. Elementos estruturais, por exemplo, são preferencialmente de aço ou alumínio, enquanto peças de acabamento ficam melhor de plástico ou materiais compostos. Vamos conhecer mais sobre os novos materiais que invadem o automóvel!

Alumínio - Há muito tempo se fala em automóveis fabricados de alumínio, mas, na verdade, os números ainda são crescentes dos modelos que contam com estrutura inteiramente desse material: Honda NSX, Audi A8 e Audi A2. Ainda que utilizado em profusão em determinados elementos estruturais, como suspensões e rodas, um modelo inteiramente de alumínio ainda é raro. Mais caro, porém, muito mais leve, sua maior dificuldade está na reparação, pois exige um tipo de solda especializada.

Plástico - O uso do material plástico está cada vez mais difundido na indústria automobilística, passando de 5% do peso total de um veículo, há 30 anos, para até 25% de seu peso total, nos dias de hoje. Inicialmente utilizado no acabamento, como nas laterais de portas ou nos painéis de instrumentos, hoje o plástico está presente em muitos outros sistemas, até em componentes do motor, como coletores de admissão. Carroceria inteiramente de plástico, como no caso do Smart, ainda é exceção.

Aço - Constitui mais de 60% do peso de um automóvel, e suas maiores vantagens são o baixo custo e a alta resistência. É o material que conta com mais experiência na indústria automobilística e, com tratamentos especiais, tende a ser utilizado ainda por um longo tempo.

Cerâmica - Também pesquisado por muitos anos, é um material que tem como maior virtude a altíssima resistência a temperaturas extremas. Por isso é utilizado em sistemas de freio de alto desempenho, como no caso do Porsche, mas ainda tem custo muito elevado.

Magnésio - Duas vezes mais leve que o alumínio, o magnésio vem se firmando na indústria pela sua grande capacidade de adaptação em peças complexas. Porém, por sofrer elevada expansão térmica, seu uso é restrito a componentes cuja dilatação não seja crítica, como cárteres de motores e tampas de cabeçote.

A mudança estrutural toma conta do automóvel
01 - Estrutura do painel - atualmente de aço, já começa a ser fabricada de magnésio ou alumínio
02 - Estrutura do volante - antes de aço, agora de magnésio
03 - Portas - alguns modelos já têm portas de alumínio
04 - Elementos da suspensão - antes de aço, agora de magnésio
05 - Paralamas - tradicionalmente de aço estampado, estão passando a ser de plástico
06 - Suporte do motor - eram de aço, agora são de alumínio
07 - Caixa de injeção - do aço e alumínio passaram para materiais compostos
08 - Bloco do motor - antes, de ferro fundido, atualmente de alumínio
09 - Coletores de admissão - do alumínio passam para os materiais compostos
10 - Capô - o aço tradicional está dando lugar ao alumínio e ao aço de alta resistência.

Vantagens e desvantagens de cada material
Fibra óptica
Transmissão de dados mais segura;
Material frágil;
Maior capacidade de informação simultânea;
Ainda possui preço relativamente alto.

Magnésio
Altamente reativo durante a produção;
Mais leve que alumínio e aço;
Maior adaptabilidade em componentes complexos;
Produção onerosa.

Aço
Mais barato e mais resistente;
Larga experiência de utilização;
Mais pesado que o alumínio;
Mais difícil de reciclar.

Cerâmica
Grande resistência a altas temperaturas;
Material leve e de alto coeficiente de atrito;
Custo elevado;
Processo de fabricação complicado.

Mecânica Online
Prêmio - O Departamento Jurídico da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) foi premiado como a melhor área jurídica corporativa na América Latina durante o International Legal Alliance Summit & Awards.

Blindagem I - A Volvo Cars anuncia a produção de seu primeiro modelo blindado de fábrica, o utilitário esportivo XC90. As vendas desses carros estão programadas tanto no mercado brasileiro quanto para exportação no primeiro semestre de 2020. O veículo tem resistência balística de 360 graus, bem como resistência explosiva.

Blindagem II - A blindagem de aço de alta resistência que reveste o carro tem dez milímetros de espessura; já a espessura do vidro pode ser de até 50 milímetros. A blindagem acrescenta aproximadamente 1.400 kg, elevando o peso total do carro para 4.490 kg – incluindo cinco ocupantes. Por causa do aumento de peso, o carro é equipado com um novo chassi e novos freios.

Road trip pela América do Sul I – Para quem planeja pegar a estrada para visitar nossos vizinhos, há requerimentos específicos de seguros para transitar com um carro estrangeiro em alguns países, como a Carta Verde na Argentina e no Paraguai e o SOAPEX no Chile.

Road trip pela América do Sul II - Na Argentina, por exemplo, há alguns requerimentos que os carros brasileiros não atendem, como possuir dois triângulos de sinalização e extintor de incêndio. Há também restrições quanto ao uso de películas de proteção e escurecimento de vidros. Alguns acessórios também não são permitidos, como é o caso dos ganchos de carreta, muito comuns aqui no Brasil.

Curiosidades do Waze - Navegações para postos de gasolina crescem 36% nos dias do feriado, na véspera e até dois dias antes; Supermercados recebem até 40% mais de navegações na véspera e durante os dias de viagem; O fluxo para farmácias aumenta até 29% na véspera e durante o feriado; Navegações para fast foods crescem 34% em dias de viagens.

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. 

Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês. 

sábado, 26 de janeiro de 2019

BSS Blindagens cresce 8,6% em 2018


A BSS Blindagens – empresa líder do setor, com cerca de 11% de marketshare dos veículos de passeio e comerciais leves no Brasil e 30% entre os automóveis Premium (acima de R$ 200mil) – encerrou o ano de 2018 com 1.455 unidades blindadas, 8,6% mais em relação às 1.340 unidades de 2017, o que significa o terceiro melhor resultado de sua história de 11 anos. O melhor ano foi em 2014, quando blindou 1.589 unidades.

Segundo Mário Brandizzi Neto, CEO e sócio da BSS Blindagens, “nossa previsão de vendas para 2018, no início do ano, era blindar 1.500 unidades. No entanto, o dólar que era cotado, na média, em janeiro, a R$ 3,20, chegou a R$ 4,19. E nossos insumos de proteção balística veicular dependem sobretudo da moeda norte-americana. Além disso, tivemos fortes impactos.“De outra parte”, acrescenta Brandizzi, “temos projeções animadoras para este ano. Nossos primeiros estudos mostram que, em 2019, podemos chegar a 1.650 unidades blindadas.

A empresa inaugurou também, em novembro último, a nova área de assistência técnica, em um novo galpão, de 2.100 metros quadrados, destinada somente para os serviços de pós-vendas e assistência técnica de blindados, da própria fabricação bem como de terceiros, ampliando – assim – a capacidade de atendimento de 200 carros/mês para 600 carros/mês.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

JAGUAR LAND ROVER AMPLIA LISTA DE EMPRESAS BLINDADORAS PARA OFERECER GARANTIA DE FÁBRICA

A Jaguar Land Rover, marca britânica de veículos premium, está ampliando sua atuação junto a empresas blindadoras para oferecer aos seus clientes a opção de blindagem de seus veículos sem a perda da garantia de fábrica oferecida no momento da compra de um modelo novo.

As marcas, que já contavam com duas empresas de blindagem certificadas — Autostar e Carbon — passam agora a contar também com a Fórmula e a Guardian, duas renomadas empresas do ramo.

As quatro empresas brasileiras de blindagens certificadas pela Jaguar Land Rover atendem altos níveis de exigência em qualidade. A seleção e certificação se deu após uma extensa e meticulosa análise de todo o processo ao qual os automóveis são submetidos, desde a qualidade dos materiais utilizados no processo de blindagem até a excelência no atendimento aos clientes.

Os interessados em comprar o veículo zero e solicitar sua blindagem no ato da compra manterão a garantia de fábrica oferecida pela Jaguar Land Rover, que é de 3 anos ou 100 mil quilômetros rodados, o que ocorrer primeiro.

As empresas de blindagem certificadas, por sua vez, garantem ao cliente a qualidade de seus serviços. O tipo de blindagem oferecida por ambas as empresas é o Nível III-A, mais alto nível de segurança permitido no Brasil a um cidadão civil.

O cliente pode optar por duas espessuras de vidro diferentes, 18 ou 21 milímetros, oferecidas pelas duas empresas. Além disso, todas as peças blindadas são marcadas de forma independente e garantem total controle durante as revisões.A ação visa a dar mais comodidade e segurança a uma demanda cada vez maior de clientes que optam por blindar seus automóveis já no momento da compra.


A blindagem certificada está disponível a todos os clientes Jaguar Land Rover no Brasil, em qualquer uma das 35 concessionárias das marcas espalhadas pelo País.

sábado, 25 de junho de 2016

MAN Latin America apresenta 5.150 CE para transporte de valores

A MAN Latin America, fabricante dos veículos comerciais MAN e Volkswagen, acaba de apresentar uma nova solução sob medida para o transporte de valores: o VW 5.150 CE. 

A novidade maximiza o custo-benefício ao reunir o conjunto de carroceria e chassi compacto, com cofre com a mesma capacidade de carga de modelos maiores, tais como o 8.160 CE e o 9.160 CE.

O modelo traz ainda preparação para ar-condicionado, embreagem reforçada de 330 mm, tanque de combustível e de ARLA 32 reposicionados e chicotes elétricos dedicados para atender às necessidades de encarroçamento. O motor é o Cummins ISF de 152 cavalos.Ergonomia é outro destaque do 5.150 CE: o modelo é preparado para o reposicionamento do banco do motorista, tornando a operação mais confortável e adequando a distribuição de cargas no veículo.

Líder no segmento de carro-forte há seis anos consecutivos, a empresa foi a pioneira a oferecer chassis específicos para transporte de valores no Brasil.

Outra novidade chega para aumentar a linha de produtos destinados ao transporte de valores: a MAN Latin America preparou, em parceria com os implementadores o Delivery 10.160 para atender a uma nova demanda do segmento de transporte de valores, além da logística de produtos de alto valor agregado, tais como eletrônicos e farmacêuticos.


O modelo chega sob medida para essa aplicação, que necessita de blindagem na cabine e no compartimento de cargas. Dentre as principais caraterísticas técnicas que conferem robustez à operação estão embreagem 330 mm, motorização Cummins de 162 cavalos e transmissão ZF de 5 velocidades.

Para os produtos de alto valor agregado, conhecidos como cargas especiais, a MAN Latin America oferece o Delivery 10.160 e 13.160, além do Constellation 24.280 8x2.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Scania vende para Prosegur seus primeiros caminhões blindados‏

A Scania anuncia a venda dos seus primeiros oito caminhões blindados no Brasil. A Prosegur, empresa líder de segurança privada no Brasil e única do setor presente em todo território nacional, adquiriu os veículos apostando no segmento de cargas especiais com alto valor agregado. Com os oito novos caminhões, a Prosegur aumenta para 27 sua frota destinada a esse tipo de transporte. 

Os modelos Scania escolhidos foram dois cavalos mecânicos P 310 4x2 e seis semipesados P 310 6x2, que trazem como vantagens a alta robustez dos eixos dianteiros e traseiros, uma capacidade técnica de 7.100 kg de transporte e suspensão pneumática nos eixos traseiros de fábrica. A suspensão a ar garante dois benefícios: maior proteção e facilidade no embarque e desembarque da carga com quatro alturas diferentes.

A Casa Scania Codema foi a responsável pela negociação, e a MTX Blindados está fazendo a adaptação dos caminhões e carretas. A Prosegur também adquiriu programa de manutenção para tornar a operação ainda mais rentável. Todos os veículos da Prosegur são blindados com tecnologia embarcada de segurança avançada com GPS, sistema de videomonitoramento, botão de pânico, fechadura randômica, sensores de portas e sirenes. 

A ampliação na frota vem atender a um crescimento na demanda pelo serviço de transporte de cargas especiais, oferecido pela Prosegur desde 2011, quando montou uma solução que reunisse todas as fases da operação em um único fornecedor. A frota está preparada para transportar desde cargas com alto valor como joias, relógios, papel-moeda, barras de ouro, até itens com alto índice ou risco de sinistralidade, como eletroeletrônicos, celulares, medicamentos, cigarros, microprocessadores, cartões telefônicos, entre outros. 


De acordo com Alessandro Abrahão, diretor-geral de Logística de Valores da Prosegur no Brasil, são vários os fatores que aumentam a procura pelo transporte de cargas especiais. Um deles é a expressiva e crescente participação do modal rodoviário no transporte de cargas no Brasil, que atingiu 59% em 2014. Apesar de ser um modal importante para o transporte de cargas, a rodovia apresenta maior vulnerabilidade a ataques e roubos, com os criminosos agindo cada vez mais de maneira ostensiva e equipada. 

A estimativa da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística indica que o Brasil chega a perder por ano cerca de R$ 1 bilhão com o roubo de cargas. Somente em 2014, foram registrados 17,5 mil roubos, número 42% maior do que em 2010 (12,3 mil).


Com a solução desenvolvida pela companhia, o cliente conta simultaneamente com transporte, escolta, seguro, rastreamento, monitoramento, gestão de risco e intervenção remota, reduzindo os custos do cliente e aumentando a segurança para a operação. Dentro de um procedimento padrão, uma empresa de eletroeletrônicos, por exemplo, precisa contratar várias companhias terceirizadas para cada uma dessas fases da operação. 


Já investimos mais de R$ 6 milhões entre 2011 e 2014 somente em frota. A previsão é que mais R$ 11 milhões sejam destinados até 2017, já incluindo essa parceria com a Scania, o que amplia nossa frota neste ano”, destaca Abrahão. 


sexta-feira, 13 de março de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1115- 13.03.2015 edita@rnasser.com.br

Honda HR-V, nada de jipinho
Honda ganhou a surda corrida travada com Fiat, Renault, Ford e Peugeot para apresentar novidade no segmentos dos sport activity vehicles – estes erroneamente chamados jipinhos. É o tipo da moda, com vendas crescentes e concorrentes em erupção. O solitário EcoSport encontrou o Renault Duster para dividir vendas. Isto motivou outras marcas a criar produtos para entrar na disputa. A Jeep fez o Renegade, com maior aptidão de valentia, motor diesel, câmbio de oito marchas nas versões de topo. Ford mudará motorização do EcoSport; Na Renault pequenos ajustes estéticos frontais, trato interno em qualidade e melhor ajuste dos painéis de plástico no Duster. Peugeot criou conceito misto de monovolume com crossover chamando-o 2008. Maio.

Na frente
O HR-V, significando Hi-rider Revolutionary Vehicle chamar-se-ia Tsuya ou Vezel, seu nome europeu. A sigla retorna de produto assemelhado, vendido apenas no Japão e na Europa entre 1999 e 2006. Não tem a pretensão de parecer jipinho – nome a exibir o desconhecimento de quem o emprega -, como alguns dos frequentadores do mercado intentam sugerir disposição e capacidades inexistentes. Muito pelo contrário, assume ser cruzamento de utilitário esportivo com habitáculo, comportamento e linhas traseiras fluidas de coupé. A Honda escapou da pretensão e fez um quatro portas, com jeito e andadura de coupé, optando por refiná-lo, por incluir equipamentos ora inexistentes nos concorrentes, como o freio de mão eletrônico acionado quando o HR-V para, o mecanismo para detê-lo em subida, dando tempo ao motorista de acelerar sem trancos. É formula de agrado ao uso e ao visual.

A base é a plataforma do Honda City com intervenções de reforço, colocação de nova suspensão traseira específica e, como a Coluna informou em antecipação, o motor 1.8 do Civic produzindo 140 cv. Transmissão mecânica de 6 velocidades – apenas na versão de entrada – e outra CVT, de polias variáveis. Freios a disco nas quatro rodas.

A ideia dos designers foi dar atmosfera de qualidade, perceptível na decoração, no padrão dos materiais, na harmonia de linhas. O console central, presente em todas as versões bem pontua a pretensão de oferecer sensação de habitabilidade. O isolamento termo acústico dá sensação de automóvel de categoria superior, e a Honda conseguiu levar ao HR-V as mágicas dos arranjos internos do Fit. O revestimento do porta malas será argumento de vendas contra o EcoSport, atual líder, descompromissado nesta área, e a incrível capacidade de nivelar todos os bancos, transformando-se em carregador de 1 metro cúbico de bagagem será argumento de sensibilização feminina. Um bom foco. Mulheres hoje consomem ou definem a compra em 70% dos casos.

No uso é agradável. Direção precisa, estável, motor perdeu as vibrações e a aspereza encontrada no Civic, é disposto e vai aos 6.500 rpm sem questionamento. Freios ótimos.

Mulheres e homens dissociados da operação motora gostarão muito. O restante, os trocadores de marcha, os usuários de freio motor em carros de transmissão automática, nem tanto. Motores tocando o câmbio CVT não sobem de giro a cada marcha. Ao contrário, têm lá suas rotações e comandam o câmbio, trocando marchas sucessivas, como se fosse uma usina independente. A ausência das alavanquinhas de trocar marchas – pedantemente chamadas Paddle Shift ... – acentua a carência. Não se reduz pela alavanca da transmissão CVT, exceto para a marcha L, equivalente e reduzida como uma primeira de câmbio mecânico. Só a versão de topo tem tais aletas.

Entretanto estes consumidores são poucos e cada vez mais raros neste universo de consumo e pela nova óptica sobre os automóveis. Carro de hoje está sendo induzido a ser tablet sobre rodas.

Quantos R$
LX mecânico
69.900
LX CVT
 75.400
EX CVT
80.400
EXL CVT
88.700

E ?
Venderá bem. Sérgio Bessa, diretor comercial, crê em 50 mil unidades em 2015. Número grande. Exercício passado o EcoSport vendeu 53 mil contra 47 mil Duster. Vender mesmo número em 9 meses de ano mostrando retração de Honda projeta versão de entrada apenas 1% do total; mesma LX e transmissão CVT, 11%; EX, 42%: e EXL, líder, 46%. Após primeiros meses haverá freada de arrumação e a versão EX deve assumir a liderança.
Conversei com ágil revendedor. Estava feliz com os preços, sorridente como um gato de desenho animado. Permiti-me interpretar sobre preços nos primeiros meses.    

Mini com 5 portas
BMW dispõe à venda o novo Mini 5 portas, conformação nunca vista nas quase seis décadas de existência deste produto. Diz a fabricante, o ganho 7,2 cm na distância entre eixos e 16,1 cm em comprimento deu espaço aos passageiros do banco posterior, sem perder a característica de comportamento reativo como a de um kart. Versão implementou a segurança e a conectividade.

Maior novidade desta opção é ser uma espécie de avant première, pois será montada no Brasil, quando a grande oficina de montagem implantada pela BMW em Araquari, SC, se transformar em fábrica. Mesmo critério de antecipação vale para o motor de três cilindros, 1,5 litro, turbo, 136 cv de potência. Versão Cooper S emprega o conhecido quatro cilindros, 2,0 litros, turbinado, gerando 192 cv – é a evolução do motor EtorQ 1.6 produzido pela Fiat no Paraná. Ambos 4 válvulas por cilindro, injeção direta, comando de válvulas variável.Transmissão automatizada com seis velocidades, e o sistema Auto Start/Stop, cortando o motor nas paradas para deter consumo e emissões.

Em segurança, além das obrigatórias bolsas de ar frontais, também as há nas laterais e de cortina, cintos de três pontas e Isofix para cadeirinha infantil no banco traseiro.

Na atual moda de conectividade, sistema apto ao acesso a redes sociais e recursos de entretenimento. A versão superior Cooper S porta head up display, - em língua pátria a projeção de informações no para brisas à frente do motorista.

Quantos R$
Cooper S
105.950
Cooper S Exclusive
122.500
Cooper S Top
139.950


Promotor de vendas
O Mini chega à festa na quinzena das novidades em SUV e SAV, para disputar o mesmo público dos carros-griffe. Não cumprem apenas a função de transporte, mas a de oferecer um carimbo de charme a seus usuários. São carros de nicho, charme sobre rodas. Nesta beirada dividirá mercado com outras novidades, as versões de preço superior de Honda HR-V, apresentado nesta semana, e Jeep Renegade, a ser mostrado em 15 dias, ambos com as versões superiores a preço menor ao da versão de entrada do Mini 5 portas. 

Roda-a-Roda

Proteção – Um dos maiores mercados mundiais para automóveis blindados, Brasil inicia vender o Mercedes 250 turbo Avantgarde VR4, blindado de fábrica. Projeto desenvolvido especialmente, a blindagem é agregada ao 250 na linha de montagem, e suspensão, direção e freios são dimensionados ao veículo, mais pesado pelas adições do material de proteção.

Conjunto – Motor 2.0, 16 válvulas, injeção direta, turbo, faz 211 cv, torque em torno de 30 quilos, vai de 0 a 100 k/h em 8,9s, final de 240 km/h, cortada eletronicamente. VR4 indica nível de blindagem, resistente a armas portáteis como Magnum 44. Pesa 2.610 kg, quase 1t superior ao não blindado. Venda pela rede Mercedes, garantia de 2 anos, R$ 339.900.

Negócio – DPCA, joint venture entre francesa PSA Peugeot Citroën, e chinesa Donfeng, iniciou fazer o sedã médio Fengshen L60, desenvolvido com apoio técnico da PSA. China é aposta francesa para internacionalizar, recuperar fluxo de caixa e lucros.

Questão – Chery encomenda montagem parcial de alguns de seus produtos no Uruguai, entre eles Tiggo e Face. Vende-os no pequeno mercado interno, à Argentina e ao Brasil. Travas baixadas pelo governo argentino para não gastar dólares, impõem dificuldades – como carros barrados na fronteira desde dezembro - e, por isto, a montadora Oferol parou a linha de produção dos Chery.

Furca – Questão posta é: se mantiver a produção a Chery pagará pelos carros não vendidos e estocados ? A Chery bancará os estoques ? Ou mudará o projeto industrial no Brasil, aumentando o índice de nacionalização para fazê-los aqui ?
Dúvida deve ser incômoda. Consultada, a Chery manteve-se muda.

De novo – Volkswagen apresentará versão Dark Edition do picape Amarok. Pedindo reformulação, tal edição é apelo às vendas. Primeiro do tipo foi apresentado no Salão de Frankfurt, 2013, e bisado no de Genebra, dias passados. Marca-se por arco de proteção, para choques traseiros, poleiros laterais, espelhos e maçanetas em cor preta escura. Usualmente o faz em contadas 300 unidades. Não deve ser o caso.

Caminho – Listadas as vendas de fevereiro e do primeiro bimestre, houve contração de 2,8%, comparados os números de janeiro. Em relação a 2014, encolheu 28,9% - quase um terço. Mês curto, Carnaval, inflação, e receio quanto ao desgoverno do Governo atrapalharam.

Difícil – Se o mercado para produtos domésticos caiu 2,8% entre janeiro e fevereiro, no caso dos importados o quadro econômico é cinza escuro. No mesmo período vendas decresceram 22,9%. No comparativo de bimestre com o ano passado, quedas em 32,5%.

Resultado - Barrar os importados pelo simplório levar o imposto alfandegário ao teto e pelo acrescentar 30 pontos percentuais ao elevado IPI, tem sido a fórmula de dificultar presença no mercado brasileiro, evitando a construtiva comparação com os nacionais. Bom para fabricantes locais, péssimo para o país. A acomodação deixa os nacionais não competitivos e não exportáveis.

Decolagem – Audi comemora crescimento no bimestre e 10% em relação ao mesmo período em 2014. Crê no crescimento do bloco Premium, onde quer liderar.

Bom senso – México foi generoso com o Brasil firmando novo acordo comercial a vigir por 4 anos. Nele cada país poderá importar até US$ 1,56B/ano sem imposto de importação. O montante se elevará em 3% em 2016, e prevê livre comércio em 2019.

Gatilho – Volkswagen foi rápida. Sacramentado o acordo anunciou investir no México para fazer o Tiguan 7 lugares – sobre plataforma MQB do novo Golf. Quer baixar preço para vender mais no Brasil. Hoje traz da Alemanha.

Mão inversa – Mais de 20 anos de operação morna no Brasil, representante da ótima japonesa Subaru percebeu o quanto a marca é querida e admirada por seus proprietários. Daí mudou a linha publicitária para absorver opiniões, histórias, através de Conselho Consultivo formado por 15 clientes. Quer reunir e ouvir as sugestões de quem está na lida com a marca.

Novidade – Uruguai já licencia veículos com a nova placa Mercosul, padrão aos veículos entre os países membros, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Brasileira terá quatro dígitos numerais e três letras, vigindo a partir de 2016 para emplacamentos novos, opcional aos usados.

Sinergia – Shell e BMW acordaram sobre os carros da Série M, de maior performance, e os de competição de sua divisão Motorsport na temporada DTM
e USCC. Série M utilizará óleos lubrificantes Shell Ultra, e os de competição a gasolina V-Power – diferente da fornecida no Brasil pela ausência do álcool.

Beleza – Fiat aproveitou a descoberta nacional da bem recortada plástica da atriz Paolla de Oliveira, sagrada pela mini série Felizes Para Sempre, recém exibida pela Rede Globo, e contratou a moça. Apresentará campanha de vendas baseada nos 13 anos de liderança da marca. Fará graça oferecendo parcelas reduzidas a R$ 13 nos meses de maior aperto do financiado.

Corrida – Rede Jeep, em implantação, corre para operar no dia 4 de abril, o 4x4, início da comercialização do Renegade, volta da Jeep ao Brasil. Algumas estão perdendo a corrida para o prazo.

Mais – PPG amplia recente planta industrial em Sumaré, SP, para produzir resinas a ser aplicadas em tintas industriais e automotivas.

Luz – Alemã Osram incrementou suas lâmpadas Super Branca, em até 20% mais luz ante as anteriores. Chama-as Cool Blue Intense. Entre R$ 55 e R$ 210.

Costura – Passo de cuidado social, fábrica VW em São José dos Pinhais, Pr, mantém projeto Costurando o Futuro, de re aproveitamento de tecidos utilizados na produção. 90 moradoras de comunidades vizinhas aprenderam corte e costura e aulas de empreendedorismo para criar negócio próprio. Em cinco anos aproveitaram e transformaram 72 toneladas de tecidos.


Memória – High Speed TV iniciou o programa Old Races, com corridas clássicas do passado, seus veículos e pilotos. À frente Pedro Rodrigo, João Vasconcelos e Alexandre Röschel. No ar às segundas feiras: https://www.youtube.com/watch?v=zIpAc32afRs


Moto – Austríaca agora montada pela Dafra, a 1190 KTM Adventure tem motor V2 produzindo 148 cv e apenas 217 kg. Chassi tubular, acelerador eletrônico, suspensões de alto curso, freios Brembo a disco nas duas rodas. R$ 79.900.



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Derrubando Mitos: Blindagem Automotiva –Capitulo final - Por Renato Pereira



A ideia da blindagem tem mais de 220 milhões, quando a natureza criou a tartaruga. O ser humano, com essa mania estúpida de guerrear por qualquer motivo, seguiu o exemplo e inventou carapaças, armaduras, escudos etc para se proteger.Para exportar o conceito aos veículos foi um pulo. A ideia tomou impulso na 1ª Guerra Mundial, que foi um combate de trincheiras. Os tanques até podiam romper as linhas inimigas, mas e como fazer para atravessar as tropas de Infantaria e continuar o avanço? Os aliados desenvolveram, então, um mastodonte esquisito chamado Mark IX, para levar as tropas. Possivelmente, nunca existiu nada mais feio e desengonçado do que essa máquina, que realmente conseguia atravessar os campos carregando tropas, mas isso só dava certo enquanto estava andando, já que os inimigos desenvolveram um jeito de estragar tudo, explodindo o sistema de rodagem e ateando fogo nesses blindados ao pararem, fazendo com que seus ocupantes saíssem correndo...epimba! Entendeu?


Todo esse investimento que você fez, que criou essa máquina aparentemente inexpugnável, contra o criminoso pé-de-chinelo – esse que rouba posto de combustível e relógio em semáforo, geralmente armado com revolver .38 – te deixou mais ou menos protegido, e o mais ou menos é por culpa dessa história de deixar a blindagem imperceptível, que nada mais é do que um eufemismo barato para o fato de que, quanto mais protetiva for a blindagem, mais feio o carro ficará, mas você vai ter problemas do mesmo jeito. VOCÊ sabe que o carro é blindado; o Zé-Arruela que está te ameaçando não sabe, vai atirar e estragar de maneira irrecuperável onde quer que atire e dá-lhe prejuízo. Já contra ameaças maiores, a blindagem não transformou você em Super-Homem, apenas dificultou um pouco o objetivo dos criminosos até te alcançar.O crime organizado não tem essa definição a toa; se for mesmo uma quadrilha organizada, e cismar de pegar você, eles vão pegar você, de carro blindado e tudo. A Kriptonita deles é o simples fato de que, uma hora, você vai ter de sair de dentro do carro!

Se você, leitor, observou com atenção, então certamente percebeu que, em momento algum, eu menciono “disparo” ou “tiro” no plural. Porque é exatamente isso. Todo material sofre deformação e perde a resistência com a repetição dos disparos. Se seus agressores te emboscarem descarregando pistolas e fuzis, as balas vão rasgar o blindagem como se fosse papel. Nem tanque de guerra é 100% seguro. E comecemos pelo começo: você sabe dirigir? Não, não estou falando de ir pra frente, pra trás, virar a esquerda, a direita e estacionar. Sabe dirigir? Sabe como detectar uma situação de risco, sabe como escapar de tentativas de bloqueio, conhece manobras evasivas? Não, eu sei que não... então, gaste mais dinheiro e faça um Curso de Proteção Empresarial, e você descobrirá que tudo o que pensava que sabia de direção estava longe da realidade. O mais correto, no entanto, é contratar um profissional capacitado; ele saberá o que fazer para te proteger, além do desprendimento emocional e não dar a menor bola para o que vai sobrar do veículo. O objetivo de um motorista desse calibre é salvar você.

Mesmo assim, se o objetivo dos criminosos for ter acesso a você, dificilmente isso não acontecerá, a menos que esteja usando blindagem Nivel IV pra cima, o que não me parece o caso se você não for diplomata norte-americano, negociante do mercado negro do leste europeu ou viver no Oriente Médio. Para essas pessoas, embora não divulgado, existem veículos que, além da segurança passiva proposta pela blindagem, são desenvolvidos sistemas de defesa ativa, bem camuflados e escondidos, prontos para devolver aos agressores os tiros recebidos. Além do fato de jamais saírem sozinhas, essas pessoas utilizam diversos veículos absolutamente idênticos, com placas encobertas, e ou os criminosos explodem todo o comboio ou terão de ser adivinhos para saber em qual carro seu objetivo está. Como não é o caso, voltemos a nossa realidade.

Minha afirmativa de que você, mesmo protegido pela concha blindada, não está a salvo da ação de criminosos que estudam, investigam, investem tempo e dinheiro para saber todos os detalhes dos costumes de suas potenciais vítimas, não é infundada. Ttoda a blindagem possível não protege o principal do veículo, que é o motor. Os blocos dos motores são feitos em ferro fundido ou alumínio. Mesmo “bloqueado” pelos radiadores de água e do condicionador de ar, além da grade, é alvo fácil para qualquer atirador médio, munido de uma arma com calibre adequado, precisamente o que a blindagemNivel III-A se propõe a deter. Uma vez perfurado, imediatamente para de funcionar. E agora? Lembra-se de eu dizer que, em algum momento, você terá de sair de dentro do veículo? Pois é...

Enquanto seu carro pára e você telefona para a Policia vir em seu socorro, entramos na situação mencionada de vários disparos em um mesmo lugar. Uma descarga sucessiva, com a salva de tiros cadenciada e agrupada em um espaço de 15cm², abre a blindagem. Até o terceiro, quarto disparo o material resiste, daí em diante está aberta a fronteira. Por isso, se você é alguém que sofre ou está propenso a sofrer ameaças de morte ou sequestro, o carro blindado é apenas uma parte do esquema de proteção, que deve incluir escolta armada etc. Em casos mais corriqueiros talvez, ao perceber tratar-se de um veículo blindado, o agressor opte por um alvo mais fácil, da mesma maneira que optará por um veículo com alarme mais simplificado. Mas esse agressor precisa saber que aquele vidro que ele esta tentando estourar é blindado. Se não souber, vai tentar abrir, não vai conseguir, você até vai embora, mas bastante assustado e com um imenso prejuízo.

Eu não disse, em nenhum momento, que a blindagem não é uma maneira de se proteger; o que eu disse, até agora, é que essa é, talvez, uma maneira errada de se proteger, para a grande maioria dos consumidores, pelo custo que agrega, nível de proteção que oferece e pelo desconhecimento de quem a usa. Já ficou claro que um carro, para ser blindado e ser um mínimo eficiente, tem de ter acima de 250 Cv de potência, e pessoas com poder aquisitivo para adquirir um carro desses começam a ter justificativa para a necessidade de proteção extra, mas que não funciona se não for agregada a outros esquemas conjuntos de segurança. Blindagem parcial, além de inútil, não é permitida; a despesa com a manutenção decola para níveis estratosféricos, o valor de revenda cai vertiginosamente – de novo, por causa da total falta de cultura popular, já que veículos blindados são muito mais cuidados e conservados do que veículos convencionais, e as próprias blindadoras contribuem para isso, já que na ânsia de venderem seus estoques de carros novos, depreciam barbaramente os blindados usados, no mais das vezes tão perfeitos como quando saíram da blindagem, principalmente se foram blindados por concorrentes.

Encerrando, ainda é bastante nebulosa a proteção e garantia de sucesso de se estar revestido de blindagem por todos os lados; como já mencionado, para cada novo material de blindagem, novas munições, como as KineticEnergy Penetrator ou Armor-Piercing (AP) Shell também surgem, e os valores das inovações protetivas inviabilizam seu emprego pela maioria dos mortais. Blindar o carro com o melhor nível possível de armadura dificulta, mas não impede a ação contra você; equipar o blindado com o mais moderno sistema de alarme e trava existente é pouco útil, porque assim que é lançado, esse novo sistema é imediatamente desvendado pelas quadrilhas especializadas; complementar isso tudo com um sistema de rastreamento, além de ser bastante caro (e as quadrilhas sabem muito bem como lidar com veículos rastreados...), significará para os criminosos que você é, efetivamente, o alvo interessante que eles acreditam que você seja.Resta, então, complementar este pacote com uma escolta armada e, só assim, você estará seguro. Até descer do carro.

Renato Pereira – renato@autopolis.com.br