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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Pirelli: jogos de pneus selecionados por piloto para o GP da Bélgica da Fórmula 1

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) informou à Pirelli as escolhas de pneus de cada equipe para o Grande Prêmio da Bélgica, que será realizado entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro de 2019.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


Wagner Gonzalez
Da la bière a il barolo
O calendário 2019 da F-1 junto dois dos circuitos mais tradicionais do automobilismo mundial em dois fins de semana consecutivos e a troca do cardápio belga pelo italiano conseguiu manter em alta um burburinho como há muito não se via na categoria. Agora, à movimentação exacerbada no mercado de pilotos soma-se uma onda para estender o atual regulamento de motores para mais duas ou três temporadas, ideia que ganhou impulso de lados opostos, como Ross Brawn (Liberty Media), Christian Horner (Red Bull) e Cyril Abiteboul (Renault), quadro que mostra a força da proposta.

O que se viu na pista no último fim de semana foi um verdadeiro renascimento de Sebastian Vettel e da Ferrari na briga pelo campeonato deste ano, onde o alemão disputa a ponta contra o pole position Lewis Hamilton, que completou os 308,052 KM do GP belga 1”061 atrás do seu maior rival. Por isso, na tabela de pontos o inglês viu sua vantagem no campeonato diminuir para 17 pontos: ele agora tem 231 contra 214 do alemão. 

Como a próxima corrida acontece em Monza, isso cria uma expectativa maior sobre a Scuderia, que em Spa utilizou um combustível com nova formulação e tão experimental – ainda que obedeça à legislação europeia para uso comercial -, que nem a Haas, tampouco a Sauber (equipes que usam o mesmo motor) foram privadas dessa vantagem.

Sob um ângulo extremamente diferente, o da segurança, a prova de domingo teve reforçada a fama de largadas espetaculares graças às manobras arriscadas iniciadas por Nico Hulkenberg e Valtteri Bottas.  
O alemão simplesmente calculou mal a freada para a primeira curva (La Source, outrora também conhecida como Masion Blanche devido à casa existente no local), e acertou a traseira do McLaren de Fernando Alonso, que decolou e voou sobre o Sauber de Charles Leclerc. A dinâmica do acidente incluiu ainda a manobra de Bottas, que devido à troca de equipamentos do trem de força largou no fundo do pelotão e na freada seu Mercedes tocou no Williams de Sergey Sirotkin. O carro do russo praticamente destruiu a asa traseira do Red Bull de Daniel Ricciardo, que acabou batendo na traseira da Ferrari de Kimi Räikkönen, que tentou seguir na prova após uma parada nos boxes.

Riccciardo também retornou após seu chassi receber uma nova asa traseira e desistiu mais tarde. O final da história do australiano com seu time atual é cada mais sombrio: abandonos seguidos, Max Verstappen já o supera no campeonato e agora Pierre Gasly assumiu sua agenda de testar o carro no simulador. Pelo menos esta última consequência tem fundamento lógico, algo ainda discutível no que diz respeito à funcionalidade do halo: o McLaren de Alonso deixou marcas indeléveis no novo arco de segurança mas nem mesmo Charlie Whiting se mostrou absolutamente convencido que isso salvou Leclerc:
“Por enquanto ainda é um pouco de especulação dizer que o halo salvou o Leclerc de algo pior. O que está claro, por enquanto, é que o carro de Alonso deixou marcas nos dois lados desse arco de segurança e que, após a Sauber examinar o chassi na sua fabrica, poderemos considerar se vale a pena fixar o halo com molas em vez de apenas com parafusos.”  Veja aqui a visão que Charles Leclerc teve desse acidente espetacular.

A caminho de Monza as cabeças pensantes da F-1 estarão mais ocupadas com outro assunto, além de trocar as cervejas belgas – famosas pela variedade de sabores, geralmente frutados – e os vinhos da região da Lombardia, onde o tinto barolo é uma das estrelas, assim como os pinot bianco e grigio. A discussão de entrada saboreada com moules e batatas fritas agora se estende com boas porções de quartirolo e gorgonzola, queijos da região de Milão, o que configura uma gastronomia mais encorpada.

O assunto dessas conversas: estender a validade dos atuais motores de 2020 até 2022 ou 2023. A falta de interesse de novos fabricantes em desenvolver um novo equipamento e os altos custos que essa mudança implica são dois dos três pilares que sustentam essa movida. Ross Brawn, nome conhecido por sua preocupação com gastos e autoridade técnica da Liberty Media, defende a primeira causa:
"Nossa proposta é criar um novo regulamento para atrair novos fabricantes de motores e consolidar os atuais. Acredito que é adequado considerar se a 2021 é a data certa para implementar essa mudança ou se deveremos esperar que a poeira abaixar até que tenhamos certeza que traremos sangue novo para o esporte”.

Christian Horner, cuja equipe vai utilizar motores Honda a partir de 2019, defende que os atuais motores devam ser usados até 2022 “pois não há nenhum fabricante atualmente interessado em ingressar na F-1”. Cyril Abiteboul, seu par na equipe Renault, vai além que indica que a F-1 está sofrendo muitas mudanças ao mesmo tempo:
“Pela primeira vez na história da categoria estaríamos trocando os regulamentos de chassi e de motor, mudando o Acordo de Concórdia, a estrutura de governança da categoria e impondo um novo teto de gastos, tudo ao mesmo tempo.”

O que ninguém colocou em discussão ainda é a matriz energética dos motores. Os atuais usam solução híbridas de motores de combustão interna e recuperadores de energia cinética e térmica. Estudos da Mahle, metalúrgica alemã que fornece equipamento para várias equipes, mostram que o tradicional motor a explosão ainda terá mercado considerável por mais três décadas. Esse tempo pode parecer longo, mas o desenvolvimento cada vez mais rápido de motores elétricos cria uma situação delicada: a F-1 poderia contribuir para encontrar soluções que prolonguem a vida do motor a combustível fóssil que domina o mercado hoje, adotar uma solução puramente elétrica (algo que atualmente a F-E detém exclusividade e onde o capital chinês deverá ditar as regras) ou, o mais provável, explorar o desenvolvimento de soluções mistas.
Raramente o bordão “quem viver, verá” foi algo tão adequado.

O resultado completo do GP da Bélgica você encontra aqui. 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de Pista


Wagner Gonzalez

Jovens e famintos


Atitudes arrojadas em época de renovação de contrato.
Pérez e Ocón se estranharam na pista.

Verstappen cobra carro melhor


Não é de hoje que dois pilotos de uma mesma equipe agem em conjunto para causar prejuízos de várias espécies às equipes que os contrataram. 

Os brasileiros conhecem essa novela dos tempos em várias versões e desde os tempos em que Emerson Fittipaldi
dividiu a equipe Lotus com David Walker. Verdade que o australiano, lembrado por todos os pilotos que disputaram freadas com ele, acabou colaborando para a Lotus concentrar atenções no brasileiro e, dessa forma, pavimentou o caminho para o Brasil conquistar seu primeiro título mundial na F-1.

Tampouco esquecemos das artimanhas que envolveram o relacionamento entre Nelson Piquet e Nigel Mansell nos tempos de ambos na Williams e jamais vão apagaremos da mente a guerra fria entre Ayrton Senna e Alain Prost. Tudo isso corroborou para formar um discutível estereótipo do piloto latino na F-1, aquele que pisa fundo na emoção e esquece usar a razão para acalmar a sede de se impor dentro do time.

A disputa entre Piquet e Mansell transcendeu os limites da pista (Diário Motor)

Emerson foi o mais calmo e frio de todos os citados e é uma verdadeira antítese de três personagens do GP da Bélgica disputado domingo, em Spa-Francorchamps. Trata-se de episódios falam de juventude e latinidade e, em parte, aumentam tais dimensões, afinal envolvem as culturas da França, Holanda e do México, cortesia de Estebán Ocón, Max Verstappen e Sérgio Pérez. 

O primeiro e o último passaram perto de um acidente sério e ultrapassaram os limites de paciência que a equipe Force India dedicou a ambos até então. O representante da Casa de Orange atuou sozinho ao cutucar a paciência de seus empregadores num domingo em que seu companheiro de equipe mais uma vez subiu ao pódio. Christian Horner, líder da equipe, tentou amenizar a situação e cavalheirescamente direcionou a culpa do abandono de Verstappen ao fornecedor de motores da equipe

A atuação do franco-catalão e do mexicano teve cores de grau finale: há vários atos os dois já vinham ensaiando uma demonstração plena de que que dois corpos não ocupam o mesmo espaço no mesmo instante. Reveja aqui o lance em vídeo narrado pelo argentino Fernando Tornello em transmissão da Fox Latino-America. Mais experiente, Pérez até agora vinha conseguindo sair-se melhor dessas disputas, mas em Spa o resultado foi invertido: Ocón praticamente zerou o saldo negativo dessa disputa e descontou algumas promissórias com deságio ao comentar que o mexicano “quase me matou duas vezes”. Nesse vídeo é possível conhecer as declarações de ambos os pilotos e as análises de Mark Webber e David Coulthard sobre os acidentes entre ambos,
 Sérgio Pérez (E) e Estebán Ocón:os maiores rivais de uma mesma equipe em 2017 (Force India)

Terminada a corrida uma conversa dura no motorhome da equipe colocou os pingos nos is e numa calma manhã de uma segunda feira, mais exatamente a de ontem, os dois pilotos trocaram a sessão de academia por outra de “mea culpa”e usaram as redes sociais para se desculpar mutuamente.

A cereja desse bolo veio apimentada como convém a um bom prato da culinária da Índia, Vijay Mallya o número 1 da Force India, anunciou que daqui pra frente tudo vai ser diferente. Ao comentar o que aconteceu em Spa Mallya não foi exatamente curto, mas falou bem grosso:

“Estou muito satisfeito com o desempenho da nossa equipe este ano (…) com nossos dois pilotos disputando posições livremente. Só que chegamos a um ponto onde os incidentes entre ambos tornaram-se recorrentes e, no interesse da segurança, não tive outra escolha senão determinar que, de hoje em diante, vamos implementar uma política de ordens de equipe para proteger nossos interesses no Campeonato de Construtores”.

O interessante é que Mallya enfrenta problemas financeiros com o império que construiu na Índia e por isso tem que cuidar bem de seus dois pupilos: Pérez significa bons patrocínios e Ocón é um investimento seguro e pode render bons lucros a curto prazo. Ambos garantem que a Force India seja a quarta melhor equipe do grid, apesar de ter um orçamento nitidamente inferior ao da maioria dos seus adversários.

Se Pérez é latino por excelência e Ocón tem sangue catalão (seus pais mudaram da Catalunha para a França antes do seu nascimento, o que dizer dos arroubos do holandês Max Verstappen. Talvez aqui role uma mistura de DNA com o comportamento típico de pilotos tão habilidosos quanto egocêntricos, algo típico de alguns nomes consagrados e de outros arruinados. 

O pai de Max, Jos Verstappen, tem um histórico – os maldosos usariam o termo “capivara” -, bastante complicado e que inclui tertúlias e até mesmo agressões o avô paterno e com a mãe do filho pródigo. O próprio Ocón, que derrotou Max nos tempos que ambos competiam na F-3, já comentou que o arrojo do holandês não é o estilo de pilotagem que aprecia e pratica.

Nas pistas já é sabido que Max se destaca por sua habilidade exacerbada em andar rápido quanto jogar duro na disputa por posição. Esta temporada também revelou que a paciência do rapaz não é proporcional ao seu 1m80 de altura, muito pelo contrário: volta e meia circulam declarações sobre sua insatisfação com o carro que a Red Bull lhe entrega, comentários invariavelmente sugerindo que só seu monoposto não ganha as asas que o energético oferece.Cabe questionar se uma empresa que investe algo próximo de meio BIlhão de dólares em sua operação de F-1 estaria propensa a ter prejuízos ao sabotar um dos seus funcionários mais caros e mais midiáticos.

Alonso e Hamilton: rivalidade histórica foi vendida pelo inglês (McLaren)
Contra os seis abandonos em 12 etapas experimentados por Max Verstappen vale lembrar que Daniel Ricciardo, seu companheiro de equipe, somou 132 pontos na temporada até agora, virtualmente o dobro dos 67 computados ao holandês. Se ambos usam o mesmo material de trabalho talvez não seja uma questão de sorte ou azar a diferença de pontuação entre os dois. A explicação do australiano, que você pode conferir aqui é bem humorada e esclarecedora e pode ser traduzida assim:

“Durante a corrida eu converso muito com meu carro carro, faço massagens nele, mas nada de preliminares. Como o Max é mais jovem, ele vai direto pros finalmentes”.

Em época de renovação de contratos o futuro dos três pilotos é algo a ser seguido com muita curiosidade. Veterano do trio, Sérgio Pérez é o que está mais próximo de se consagrar como um bom piloto, acima da média talvez, e destinado a liderar, no máximo, equipes do meio do pelotão. Verstappen, por sua vez, terá que amadurecer para consolidar o potencial que demonstrou ao estrear com vitória na sua equipe atual, caso contrário poderá se transformar em um enfant terrible  que vence corridas a um preço pouco interessante sob a ótima custo-benefício, quem sabe até um sucessor incompleto de Fernando Alonso. Sobra para Ocón, que chegou de mansinho e está comendo pelas beiradas. No último fim de semana essa beirada foi, literalmente, um muro, mas ele mastigou o seu inimigo público número um, seu companheiro de equipe. Provavelmente será o mais bem sucedido de todos os três.


Wagner Gonzalez
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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
O MÍNIMO QUE PEDEM É ACALMAR MAX


A disputa do Grande Prêmio da Bélgica ressaltou o arrojo de Max Verstappen, que dividiu a primeira fila com o pole position e vencedor da prova Nico Rosberg: nem mesmo o sempre frio Kimi Räikkönen ficou imune ao estilo abusado do jovem holandês de 18 anos. 


Não é a primeira vez que um novato interfere na zona de conforto de nomes consolidados na F-1, tampouco nem todos que causaram desconforto aos vencedores de plantão entregaram o que suas atuações prometiam.Por enquanto, o mínimo que pedem é acalmar Max.  Com oito corridas ainda por se realizar, certamente o assunto ainda vai render manchetes até o final da temporada, temporada que prossegue domingo, com o GP da Itália, em Monza.

O final de semana em Spa-Francorchamps, porém, teve muito mais que as estrepolias do menino holandês: teve a Mercedes demonstrando como se explora as falhas do regulamento ao trocar vários motores no carro de Lewis Hamilton; teve muito boato e nenhuma confirmação de mudança de pilotos para 2017 e a Force India passando a Williams na classificação entre os construtores. De quebra, a estreia de Esteban Ocon, esperada com um verdadeiro duelo de futuros gigantes com seu companheiro de equipe Pascal Wehrlein, passou quase que despercebida.

A F-1 tem vários casos de pilotos novatos que se destacaram pela rapidez com que passaram a disputar posições com nomes consagrados: Jody Scheckter, Riccardo Patrese, Ayrton Senna, Michael Schumacher, Romain Grosjean e Sebastian Vettel são alguns desses nomes. Nélson Piquet poderia ser incluído nessa lista, não fosse sua primeira temporada completa ter sido disputada a bordo de um Brabham-Alfa Romeo em fase de desenvolvimento. Alguns chegara ao estrelato, outros não ultrapassaram a barreira que marca o posto de segundo piloto. Todos eles causaram alvoroço naquilo que anos atrás eram comum chamar de “establishment”. O sul-africano Scheckter, o italiano Patrese e o franco-suíço Grosjean quase foram banidos da categoria pelas tantas as confusões que criaram e outras que lhes foram imputadas com certa injustiça.

Max Verstappen ainda está em período de descobertas. Marrento, nem por isso deixa de dar seu recado de forma clara e sempre diz que a culpa nunca é dele, quem sabe por sentir-se mega protegido por Helmut Marko e os deuses da equipe Red Bull. Aqui cabe muito lembrar o histórico da equipe: no confronto direto entre Sebastian Vettel e Max Webber o australiano saiu perdendo, e o russo Daniil Kvyat amarga até hoje ter perdido seu posto para ninguém menos que… Verstappen.

O que gera mais espanto é que o holandês começa a ficar conhecido pela maneira como defende sua posição na pista. Quando descreve “que estava apenas defendendo minha posição” não hesita em mudar seu traçado ou alterar seus pontos de frenagem para deixar seu adversário em uma situação crítica, como aconteceu, por exemplo, em Mônaco e Spa. Até agora ninguém se machucou e os prejuízos podem ser considerados, no máximo, materiais, ainda que na Bélgica o moral da equipe Ferrari tenha saído bastante chamuscado. Foi de dentro da Scuderia, na voz de um Räikkönen perto de derreter, que saiu o comentário mais veemente:
“Se ele (Verstappen) continuar assim, vai acabar batendo muito forte. (…) Ter que frear no meio da reta para não bater não me parece correto.” Vindo de alguém conhecido como homem de gelo, responder no calor da disputa tem um peso considerável. Max Verstappen é rápido? Sim. Arrojado? Sem dúvida. Será campeão?… Quem viver, será. Sim, será, com “S” de “se”. Você pode ver o acidente em detalhes, e os comentários de Kimi Räikkönen, Max Verstappen e Sebastian Vettel clicando aqui.

O regulamento atual da F-1 determina um número máximo de unidades para vários itens, como por exemplo, cinco motores durante toda a temporada e uma caixa e câmbio a cada seis corridas. Violar essas regras significa perder posições no grid. Como no GP da Áustria Lewis Hamilton usou o quinto motor do ano a Mercedes mostrou que a FIA não contava com a astúcia dos dos alemães: em Spa, instalaram mais motores do que o necessário, assim como novos recuperadores de energia térmica e cinética, colecionando penalidades que significaram perder inúmeras posições no grid. Para se ter uma ideia de como funcionam as penalidades: o sexto motor significa perder cinco posições no grid, o sétimo dez e assim por diante.

Para cada elemento extra que ultrapasse o limite aplica-se a mesma proporção. Como em Spa as longas retas favorecem a potência do motor alemão, o prejuízo saiu barato, aliás, o terceiro lugar na corrida foi um tremendo lucro: manteve o inglês na liderança do campeonato, agora com nove pontos sobre Rosberg. Se você quiser saber como anda o campeonato ou o resultado completo da corrida,  aqui você encontra tudo.

Com as três principais equipes (Mercedes, Ferrari e Red Bull) mantendo-se inalteradas para 2017, os comentários e boatos sobre quem fica, que sai, quem chega ganharam intensidade. Já se fala fala numa Williams com Sérgio Pérez e Felipe Nasr, numa Renault com Valteri Bottas e sabe-se lá quem, em Felipe Massa e Jenson Button mudando de ares, de categoria e de vida, e no belga Stofel Vandoorne assumindo, finalmente, um lugar na McLaren. 

Se o mexicano se arrisca a sair de uma equipe em ascensão para entrar em uma em franca decadência, o belga parece estar com muito cartaz no paddock, a julgar pela declaração de Toto Wolff:“O Ron Dennis seria louco em não promover Vandoorne. Se ele não fizer isso eu mesmo arrumo um lugar para ele andar de F-1 no ano que vem”.

Voltando à Renault, a marca teve altos e baixos neste fim de semana. Num circuito onde o motor tem mostrar o que vale, o segundo lugar de Daniel Ricciardo confirmou o progresso da máquina. Já o acidente de Kevin Magnussen criou uma situação inusitada, ainda que o dinamarquês garanta que estará de volta em Monza, no próximo fim de semana. Com a promoção de Esteban Ocon, então piloto-reserva, à condição de piloto oficial da Manor a equipe francesa decidiu não anunciar um substituto…


WG

segunda-feira, 8 de agosto de 2016