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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Motovelocidade - ICGP: brasileiro Bob Keller permanece no "top 3" da categoria 250

O brasileiro Bob Keller conseguiu um quinto e um sexto lugares na ADAC Sachsenring Classic, terceira etapa da temporada 2017 do ICGP (International Classic Grand Prix). Os resultados permitiram a Keller, único brasileiro inscrito no campeonato para motos de GP clássicas, permanecer entre os três primeiros colocados na classificação da categoria para motos de 250 cm³. Ele está apenas meio ponto atrás do vice-líder, Vincent Levieux.

Fiquei contente com as minhas corridas por vários motivos. Primeiro, porque Sachsenring não é fácil para calouros: ela é curta, sinuosa e muitas curvas são ‘cegas’. Como a pista é muito larga, você pode ter várias opções de trajetória e demora um tempo para descobrir a melhor delas. Segundo, porque consegui esses resultados em duas corridas que foram muito disputadas. Terceiro, porque briguei de igual para igual com um cara como o Eric Saul, que já foi campeão do ICGP e já ganhou provas do Campeonato Mundial”, afirma Keller, que corre com uma Yamaha TZ L.

O circuito de Sachsenring, localizado em território da antiga Alemanha Oriental, recebe também o Campeonato Mundial de MotoGP. A prova do ICGP integrou a programação de um evento bianual de carros e motos de corrida clássicos. “Foi espetacular. 

O público comparece em peso e estavam presentes campeões mundiais do passado como Giacomo Agostini, Carlos Lavado e Jon Ekerold”, conta. Nas provas do ICGP, o público torceu muito por Stefan Tennstädt, várias vezes campeão de motovelocidade na Alemanha Oriental. “O Stefan é uma lenda ali. Todos o conhecem e respeitam muito”, conta Keller. Na pista, Tennstädt conseguiu um quarto e um terceiro lugares na categoria 250.


A próxima etapa do ICGP acontecerá nos dias 9 e 10 de setembro no circuito de Grobnik, na Croácia, junto com a etapa do Campeonato Mundial de Sidecar. Neste ano, o ICGP foi homologado pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) como campeonato europeu, último passo antes da transformação em Campeonato Mundial. 

O Brasil é um dos candidatos a receber a etapa final de 2018, após o sucesso da prova realizada em 2016. “Os pilotos que vieram para cá gostaram demais do Brasil e me falam o tempo todo que querem voltar. Estamos trabalhando para que isso aconteça”, finaliza Keller.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Motovelocidade: Eric Saul, criador do ICGP, chega ao Brasil para a etapa de Goiânia

O francês Eric Saul, criador do International Classic Grand Prix, teve uma agenda intensa neste começo de semana. Organizador do campeonato e também piloto, Saul aproveitou a passagem por São Paulo para conversar com um grupo de jornalistas. 

"Eu havia ouvido falar muito bem da pista de Goiânia e minha primeira visita confirmou as expectativas. O autódromo é muito bonito e, do pouco que pude avaliar, tem um traçado técnico, com curvas difíceis, ao mesmo tempo em que é muito seguro", elogiou, após dar uma volta pela pista no carro guiado por Roberto Boettcher, um dos grandes pilotos da história do motociclismo nacional e hoje administrador do autódromo goianiense. 

No dia anterior, acompanhado por Bob Keller, promotor da etapa brasileira e igualmente piloto do ICGP na categoria 250, Saul explicou aos jornalistas a dinâmica do campeonato, enfatizando a competitividade e o sucesso das provas de motos clássicas na Europa. "Esta será a primeira corrida do ICGP válida pelo campeonato realizada fora da Europa", explicou. "E isso é muito importante para a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) ratificar o caráter de Campeonato Mundial da competição."

Em Goiânia, Saul correrá com sua Chevallier número 3, a mesma máquina que ele pilotou nos campeonatos mundiais das categorias 250 e 350 nos anos de 1981 e 1982. Ele tem em seu currículo duas vitórias no Mundial (GPs da Itália-1981, na categoria 250, e Áustria-1982, na 350), o quarto lugar no Mundial da 350 em 1982 e o título da disputadíssima Kawasaki 400 Cup (campeonato que revelou vários talentos franceses) em 1975. 

Desde 1999, Saul concilia as funções de piloto e organizador de corridas. Fez o ICGP tornar-se referencial entre os campeonatos de motos clássicas - e com espaço para crescer ainda mais. E mostrou que seu talento continuava intacto ao conquistar três títulos do ICGP na categoria 250, em 2007, 2008 e 2010.