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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Motovelocidade: volta do ICGP ao Brasil é transferida para 2019


A volta do ICGP (International Classic Grand Prix) ao Brasil foi adiada para o final de 2019. Inicialmente, a realização da etapa brasileira do campeonato mundial de motos de GP clássicas ao País estava prevista para o próximo dia 2 de dezembro em Interlagos.

O primeiro ICGP Brasil, realizado em Goiânia em outubro de 2016, foi um sucesso e agradou bastante ao público e aos pilotos estrangeiros. Bob Keller, organizador do evento no Brasil e piloto da categoria, acertou a realização da etapa de encerramento do ICGP 2019 no Brasil, provavelmente em Interlagos

"Os pilotos europeus tem uma expectativa muito grande para correr em Interlagos, porque é um autódromo histórico, conhecido e respeitado lá fora. Será um ótimo espetáculo para o público, principalmente porque o ICGP Brasil trará a nostalgia das motos de Grande Prêmio de 2 tempos, pilotadas por campeões internacionais em competição acirrada."

Eric Saul (piloto, fundador e dirigente do ICGP Racing) formalizou seu apoio ao ICGP Brasil 2019 durante a etapa de Hockenheim, que marcou o encerramento do campeonato de 2018. O britânico Antony Hart foi o campeão da categoria 350 cm³. Na 250 cm³, o título ficou com o alemão Stefan Tennstädt; Bob Keller terminou o campeonato em terceiro lugar.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Motovelocidade: ICGP confirma volta ao Brasil em 2018

A temporada 2018 do ICGP (International Classic Grand Prix) já tem seu calendário definido. Todas as etapas terão rodada dupla e a abertura da temporada acontecerá em março no circuito de Paul Ricard, na França. O encerramento será no dia 2 de dezembro em Interlagos, com o 2º ICGP Brasil - o primeiro aconteceu em outubro de 2016, no autódromo de Goiânia.

O protocolo de realização das corridas em São Paulo foi assinado entre o brasileiro Bob Keller, participante do ICGP e promotor da etapa brasileira, e o francês Eric Saul, também piloto, criador e organizador da ICGP Racing. "A vaga está garantida. A busca agora é por apoios, parcerias e patrocínios. O 2º ICGP Brasil acontecerá em conjunto com outra categoria de automobilismo ou de motociclismo, e já temos conversas adiantadas nesse sentido. 

Queremos fazer um Racing Day, com homenagens a pilotos brasileiros que correram com motos iguais às utilizadas no ICGP. Será um formato muito atraente para o público que comparecer a Interlagos", afirma Keller. Entre os pilotos, existe uma grande expectativa pela volta ao País: "Todos os que participaram da prova de Goiânia adoraram correr no Brasil. O entusiasmo deles acabou sendo uma ótima propaganda para o 2º ICGP Brasil". 

Interlagos recebeu praticamente todas as competições internacionais de motovelocidade realizadas no Brasil até o final da década de 1980 - entre elas, o GP do Brasil de 1992, válido pelo Campeonato Mundial. 

Eventos realizados anualmente, como a Taça Centauro e a Copa Brasil, tiveram participação de pilotos estrangeiros como os campeões mundiais Kent Andersson, Johnny Cecotto, Carlos Lavado e Barry Sheene. "As motos do ICGP são as mesmas dessa época. Muitos torcedores vão matar a saudade de ouvir o som de um motor de 2 tempos em Interlagos", finaliza Keller.

O calendário do ICGP 2018 é este:
23 a 25 de março - Paul Ricard (França)
18 a 20 de maio - Vallelunga (Itália)
7 a 10 de junho - Oschersleben (Alemanha)
28 e 29 de julho - Anglesey (País de Gales)
7 e 8 de setembro - Hockenheim (Alemanha)

2 de dezembro - 2º ICGP Brasil (Interlagos)

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Motovelocidade: Eric Saul, criador do ICGP, chega ao Brasil para a etapa de Goiânia

O francês Eric Saul, criador do International Classic Grand Prix, teve uma agenda intensa neste começo de semana. Organizador do campeonato e também piloto, Saul aproveitou a passagem por São Paulo para conversar com um grupo de jornalistas. 

"Eu havia ouvido falar muito bem da pista de Goiânia e minha primeira visita confirmou as expectativas. O autódromo é muito bonito e, do pouco que pude avaliar, tem um traçado técnico, com curvas difíceis, ao mesmo tempo em que é muito seguro", elogiou, após dar uma volta pela pista no carro guiado por Roberto Boettcher, um dos grandes pilotos da história do motociclismo nacional e hoje administrador do autódromo goianiense. 

No dia anterior, acompanhado por Bob Keller, promotor da etapa brasileira e igualmente piloto do ICGP na categoria 250, Saul explicou aos jornalistas a dinâmica do campeonato, enfatizando a competitividade e o sucesso das provas de motos clássicas na Europa. "Esta será a primeira corrida do ICGP válida pelo campeonato realizada fora da Europa", explicou. "E isso é muito importante para a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) ratificar o caráter de Campeonato Mundial da competição."

Em Goiânia, Saul correrá com sua Chevallier número 3, a mesma máquina que ele pilotou nos campeonatos mundiais das categorias 250 e 350 nos anos de 1981 e 1982. Ele tem em seu currículo duas vitórias no Mundial (GPs da Itália-1981, na categoria 250, e Áustria-1982, na 350), o quarto lugar no Mundial da 350 em 1982 e o título da disputadíssima Kawasaki 400 Cup (campeonato que revelou vários talentos franceses) em 1975. 

Desde 1999, Saul concilia as funções de piloto e organizador de corridas. Fez o ICGP tornar-se referencial entre os campeonatos de motos clássicas - e com espaço para crescer ainda mais. E mostrou que seu talento continuava intacto ao conquistar três títulos do ICGP na categoria 250, em 2007, 2008 e 2010.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Entrevista: Eric Saul, criador do ICGP, e a etapa de Goiânia

O nome de Eric Saul é bastante familiar para quem acompanhou os GPs do Campeonato Mundial de Motovelocidade nas décadas de 1970 e 1980. Vencedor de dois GPs (Itália-1981, na categoria 250, e Áustria-1982, na 350), este francês nascido em Paris teve seu melhor campeonato em 1982, quando terminou em quarto lugar na 350. Esta foi sua última temporada completa, mas ele ainda fez aparições esporádicas no Mundial até 1986. Até hoje, é muito popular na França e é uma das lendas do esporte no país.

Saul começou a correr no início da década de 1970 e destacou-se ao ser campeão da disputadíssima Kawasaki 400 Cup (campeonato que revelou vários talentos franceses) em 1975. Desde 1999, Saul concilia as funções de piloto e organizador de corridas. Ele é um dos fundadores do TZ Club de France e decidiu que aquelas motos mereciam mais do que fazer simples demonstrações ao público. Começou a organizar corridas para elas e, em 2003, foi realizado o primeiro campeonato do ICGP. Fez o ICGP tornar-se referencial entre os campeonatos de motos clássicas - e com espaço para crescer ainda mais, como ele revela a seguir.

Como piloto, a segunda fase da carreira de Eric Saul rendeu-lhe três títulos no ICGP, categoria 350, em 2007, 2008 e 2010. Sua companheira, Sandrine Dufils, também já correu no ICGP. Nesta temporada, Saul ficou de fora das três primeiras etapas por estar se recuperando de uma cirurgia no quadril. Mas assegura: estará de volta ao guidão de sua Chevallier para os últimos três GPs da temporada - e aguarda com ansiedade pelo momento de chegar ao Brasil, onde nunca esteve antes.

Por que você criou o ICGP?
Para correr com meus colegas da época. Em 1997, eu fiz parte do grupo que criou o "TZ Club de France" e achamos que seria uma boa ideia fazer corridas com elas, em vez de voltas de demonstração apenas.

A primeira corrida do ICGP aconteceu em 1999, mas somente em 2003 ele se transformou em um campeonato. Por quê? 
Realmente, começamos com corridas isoladas. Antes mesmo de Paul Ricard em 1999 (primeiro evento do ICGP), organizei uma viagem a Daytona durante a Bike Week, em 1998, com dez pilotos franceses. Corremos lá todos os anos até 2001. Eu precisava juntar um número expressivo de pilotos antes de criar um campeonato de verdade. Demorou até 2003 para isso acontecer.

A corrida de Goiânia, então, será a primeira válida pelo campeonato do ICGP fora da Europa... 
Sim. Tivemos corridas nos Estados Unidos, em Daytona, mas elas não valiam para o campeonato.

Você já esteve no Brasil antes?
Vai ser minha primeira vez e estou com grande expectativa!

Para o ICGP, qual é a importância de ter uma corrida no Brasil?
É muito interessante ter essa corrida no Brasil porque o objetivo do ICGP é se transformar no futuro em "World Classic Championship", com corridas em todo o mundo. Goiânia será a primeira corrida fora da Europa a valer para o campeonato.

Por que as categorias 500 e 125, que também eram muito populares e com grids cheios nas décadas de 70 e 80, não são elegíveis para o ICGP? Você pensa, ou já pensou, em abrir o ICGP para elas?
Muita gente me perguntou isso nos últimos anos! Pela minha experiência, sei que as 250 e 350 são mais apropriadas para competir juntas, por terem velocidade máxima e aceleração muito próximas. Adicionar as 125 ou as 500 na mesma corrida criaria risco de acidentes devido à diferença de desempenho entre as motos. Além disso, já temos um bom número de participantes, com uma média de 34 pilotos em cada etapa. E a estrutura dos circuitos não permite ter muito mais que isso no grid.

Você venceu dois GPs em 1981 e 1982. Quais são suas melhores lembranças dos seus tempos de piloto de GP?
Obviamente, vencer um GP pela primeira vez é uma ótima recordação. Mas uma das melhores é de meu primeiro GP fora da França. Foi em Silverstone, em 1977. Terminei em terceiro lugar e fiz a melhor volta na 250, tendo liderado três voltas. Outra boa corrida foi o GP da França 350 em 1980. Lutei com Jon Ekerold e Johnny Cecotto durante toda a corrida e também terminei em terceiro.

Tem-se a impressão de que os paddocks do ICGP são muito semelhantes aos dos GPs das décadas de 1970 e 1980: relaxados, descontraídos... Isto é intencional ou é apenas coincidência?
Você está certo, o ICGP é isso: recriar a atmosfera dos GPs dos anos 70 e 80, com os pilotos fazendo amizades e confraternizando a cada corrida.

Apenas por curiosidade: qual foi a melhor moto que você pilotou? E a pior?
A melhor foi a Chevallier que eu ainda uso hoje no ICGP. A pior foi a Comoth que usei em 1984. Era uma 250 com motor Rotax. A dirigibilidade era perfeita, mas o motor era muito pouco potente.