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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Motovelocidade: Granado volta a Jerez em busca de novo pódio


Eric Granado continua no próximo domingo (26) sua campanha pelo título do Mundial de Moto-E, categoria de motos elétricas que realiza sua segunda etapa no circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha. No domingo passado o piloto da equipe Avintia Esponsorama Racing dominou amplamente a prova de abertura da temporada, também no traçado da Andaluzia: foi o mais rápido nos treinos livres, cravou a pole e a melhor volta, e venceu a etapa depois de construir uma boa vantagem sobre o pelotão que vinha atrás.

Apesar da perspectiva de uma segunda vitória em Jerez ser bastante plausível, Granado mantém foco na disputa pelo título e por isso prefere a cautela. “Este é um campeonato curto, com apenas sete etapas, então é importante pontuar bem em todas as corridas. Vou entrar na pista tentando ser o mais rápido, lógico. Mas a meta é sair de Jerez ainda na liderança do campeonato. A briga mais importante é pelo título”, define o piloto da Avintia. Eric Granado soma 25 pontos na liderança da competição. O segundo lugar tem o italiano Matteo Ferrari, da equipe Trentino Gressini, que totaliza 20 pontos. A Fox Sports transmite ao vivo o classificatório no sábado, a partir das 11h00, e exibe também a corrida de
domingo, às 5h.

O brasileiro de 24 anos acredita que a etapa do próximo domingo será novamente exigente para os pilotos e motos – em especial para os pneus. 

De olho nos rivais, Granado também espera o avanço da concorrência. “No Mundial as equipes são muito profissionais e os pilotos são igualmente muito fortes. Vários nomes ali podem vencer no próximo domingo – e a gente tem que ficar esperto com isso. Então, vamos pra pista começando do zero novamente". 

A vitória em Jerez no domingo passado foi a terceira consecutiva de Granado na categoria, já que ele venceu as duas últimas etapas de 2019. O brasileiro Eric Granado disputa o Campeonato Mundial de Moto-E com patrocínio de Oakley, Shark, Alpinestars e Thinkers, além do apoio de Orbea, Marazul, Edge e Frota.

Classificação dos cinco primeiros colocados no Campeonato:
1) Eric Granado (Brasil, Avintia Esponsorama), 25 pontos
2) Matteo Ferrari (Itália, Trentino Gressini MotoE), 20
3) Dominique Aegerter (Suíça, equipe Dynavolt Intact G), 16
4) Lukas Tulovic (Alemanha, Tech3 E-Racing), 13
5) Mattia Casadei (Itália, Ongentta SIC58 Squadracorse), 11

sábado, 18 de julho de 2020

Motovelocidade: Granado crava a pole na Espanha


O brasileiro da equipe Avintia Esponsorama, Eric Granado novamente foi o melhor piloto na pista durante todo este sábado (18) ao cravar a volta mais rápida no terceiro treino livre e também ao conquistar a pole position para a primeira etapa do Mundial de Moto-E, em Jerez de la Frontera, Espanha. Com a façanha, Granado mantém 100% de aproveitamento nos procedimentos preparatórios para a corrida, já que em todas as vezes que os pilotos duelaram pela condição de mais veloz nos treinos oficiais o brasileiro ficou com a primeira posição. Esta é a segunda pole consecutiva de Granado na Moto-E. O brasileiro largou da ponta também na rodada dupla que encerrou a temporada 2019, em Valência. A corrida deste domingo terá transmissão ao vivo pelo canal Fox Sports, a partir das 5h (de Brasília).

“A pista estava muito quente, na casa dos 60ºC, e nessa condição a moto estava escorregando demais, especialmente a dianteira nas entradas de curva. É uma moto pesada, então isso preocupava todos”, detalhou. “Então, não foi
fácil para ninguém. Eu cheguei a cometer pequenos erros nas duas primeiras sessões do traçado, mas da metade de pista em diante consegui focar e recuperar o tempo que perdi”, explicou.

O brasileiro elogiou o trabalho da equipe Avintia Esponsorama. “Eles estão trabalhando para que eu me sinta mais confortável e confiante toda vez que entro na pista”, resumiu. “No treino livre de hoje, quando andamos em uma temperatura que vai ser mais próxima da que teremos na prova de amanhã, fizemos uma boa simulação de corrida. O ritmo a que chegamos foi muito bom. Então continuamos otimistas. Mas a categoria só tem fera, a gente sabe que tem que respeitar por que ali muita gente tem potencial para vencer amanhã. A gente tem então é que fazer sempre o nosso melhor”.

Dez primeiros no classificatório para a 1ª etapa:
1) Eric Granado (Brasil, Avintia Esponsorama), 1min48s620
2) Lukas Tulovic (Alemanha, Tech3 E-Racing), a 0s191
3) Dominique Aegerter (Suíça, equipe Dynavolt Intact G), a 0s256
4) Matteo Ferrari (Itália, Trentino Gressini MotoE), a 0s325
5) Alejandro Medina (Espanha, Openbank Aspar Team), a 0s376
6) Xavier Simeon (Bélgica, LCR E-Team), a 0s450
7) Alex De Angelis (San Marino, Octo Pramac MotoE), a 0s511
8) Jordi Torres (Espanha, Pons Racing 40), a 0s673
9) Niki Tuuli (Finlândia, Avant Ajo MotoE), a 0s752
10) Mattia Casadei (Itália, Ongentta SIC58 Squadracorse), a 0s754

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Motovelocidade: Granado comanda o dia na Espanha


As duas sessões de treinos realizados pelo Mundial de Moto-E nesta sexta-feira (17) em Jerez de la Frontera, Espanha, tiveram o brasileiro Eric Granado na primeira colocação, apesar do leve acidente sofrido pelo jovem piloto depois que havia registrado apenas duas voltas na sessão que encerrou o dia. Dono da melhor marca em todas as vezes em que a Moto-E foi para a pista hoje, Granado registrou sua melhor volta no segundo treino em 1min48s531, com a média de 199,2 km/h.

“Estou muito feliz pelo trabalho da equipe Avintia hoje. Deu tudo certo, apesar da queda que sofri logo após completar apenas a segunda volta no último treino",resumiu Granado.

Neste sábado, a categoria realiza mais um treino livre antes da sessão que definirá o grid, que será mostrada a partir das 11h (de Brasília) pelo canal Fox Sports. 

A corrida terá largada às 05h05, também com exibição ao vivo pelo Fox Sports.

Confira os cinco mais rápidos nos treinos desta sexta-feira:
1) Eric Granado (Brasil, Avintia Esponsorama), 1min48s531, 199,2 km/h
2) Dominique Aegerter (Suíça, equipe Dynavolt Intact G), 1min48s688
3) Niccolo Canepa (Itália, LCR E-Team), 1min48s760
4) Xavier Simeon (Bélgica, LCR E-Team), 1min48s809
5) Jordi Torres (Espanha, Pons Racing 40), 1min48s971

Programação da 1ª etapa em Jerez de la Frontera, horários de Brasília:
Sábado, 18/07
06h50-07h20 – Treino livre
11h05-11h45 – Classificatório para o grid
Domingo, 19/07
05h05 – Largada da 1ª etapa

terça-feira, 23 de julho de 2019

YAMAHA RETORNA AO SUPERBIKE BRASIL


A Yamaha Motor do Brasil informa que retornará oficialmente ao SuperBike Brasil com a Categoria Yamalube R3 Cup.

A decisão foi tomada em virtude das medidas já implantadas pela organização do SuperBike Brasil em conjunto com o Comitê de Segurança da Motovelocidade na 4ª etapa do Campeonato, realizada em Goiânia - GO entre os dias 11 e 14 de julho, e também do plano de implantação de novas ações voltadas à segurança dos pilotos participantes do evento.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

HONDA SUSPENDE PARTICIPAÇÃO NO SUPERBIKE BRASIL


A Honda recebeu com profundo pesar a notícia da morte do piloto Danilo Berto da equipe PRT (Pitico Racing Team), confirmada neste domingo (26), em decorrência do acidente sofrido durante a terceira etapa do SuperBike e presta solidariedade aos familiares, amigos e a toda a comunidade da motovelocidade no Brasil.


A Honda decidiu suspender temporariamente sua participação em todas as categorias e o patrocínio ao SuperBike Brasil, até que as causas sejam esclarecidas e medidas efetivas sejam tomadas pela organização para atestar as condições de segurança aos participantes. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Honda Racing comemora a conquista de 21 títulos em 2018

Os primeiros 40 anos de incentivo da Honda às competições no Brasil, completados em 2018, ganharam mais um capítulo de peso. Os pilotos oficiais da equipe Honda Racing, ao lado dos times apoiados pela fábrica japonesa, conquistaram 21 títulos nesta temporada nas principais competições do motociclismo nacional. O feito foi comemorado neste domingo (dia 2), com grande festa no Autódromo Internacional de Interlagos, em São Paulo (SP).  

O circuito paulista recebeu no mesmo dia a etapa final do SuperBike Brasil, principal competição de motovelocidade do país. O piloto paulista Eric Granado já havia conquistado para a Honda Racing o título da categoria de elite, a SBK Pro, com uma rodada de antecipação.

A equipe vermelha garantiu as outras taças no ambiente off-road, nas modalidades Motocross, Rally, Enduro de Regularidade e Enduro FIM - na qual contou com o desempenho dos pilotos da Honda Motofield e Honda Moto Litoral,
ambos times apoiados. Os destaques foram os pilotos oficiais Tunico Maciel, campeão geral do Rally dos Sertões, e Dário Júlio, tetracampeão brasileiro de Enduro de Regularidade, que conquistaram quatro títulos cada um (veja abaixo a galeria completa de conquistas).

“O esporte está no DNA da Honda, é uma filosofia para a empresa”, afirmou Marcos Paulo Monteiro. O gerente geral e de planejamento e novos negócios da Honda destacou as vitórias conquistadas não apenas em 2018. “A temporada marca os 40 anos de incentivo da Honda às competições no Brasil. Temos muito orgulho da história que construímos e de todos os sonhos que viraram realidade neste período. Os resultados consistentes da Honda Racing em 2018 reforçam o nosso compromisso e sinalizam que ainda temos muito o que conquistar nas próximas décadas”, finalizou Monteiro.    

Galeria de títulos da Honda Racing e equipes apoiadas em 2018: 

RALLY 
Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country 
Gregorio Caselani (classificação geral / motos) 
Gregorio Caselani (categoria Super Production)
Tunico Maciel (categoria Production Aberta) 
Júlio “Bissinho” Zavatti (categoria Rally Brasil) 

Rally dos Sertões 
Tunico Maciel (classificação geral / motos) 
Tunico Maciel (categoria Production Aberta) 
Júlio “Bissinho” Zavatti (categoria Rally Brasil) 
Júlio “Bissinho” Zavatti (categoria especial Brasil - CRF 230cc)

MOTOVELOCIDADE 
SuperBike Brasil 
Eric Granado (categoria SBK Pro)

MOTOCROSS
Campeonato Brasileiro de Motocross  
Jetro Salazar (categoria MX Elite)

ENDURO FIM 
Copa EFX Brasil 
Júlio Ferreira (classificação geral) 
Júlio Ferreira (categoria Elite) 
Nicolás Rodriguez (categoria E1) 
Fernando Pereira (categoria E8 / Honda Motofield) 
Marcos Oliveira (categoria E4 Light / Honda Motofield) 

Campeonato Brasileiro de Enduro FIM 
Tiago Wernersbach (categoria E4 Light / Moto Litoral)   

ENDURO DE REGULARIDADE
Campeonato Brasileiro de Enduro de Regularidade 
Dário Júlio (categoria Over 40)

Enduro da Independência 
Dário Júlio (categoria Brasil) 

Ibitipoca Off-Road 
Dário Júlio (categoria Over 40) 

Rally Cerapió 
Tunico Maciel (categoria Master) 

Dário Júlio (categoria Over 40).

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Motovelocidade: volta do ICGP ao Brasil é transferida para 2019


A volta do ICGP (International Classic Grand Prix) ao Brasil foi adiada para o final de 2019. Inicialmente, a realização da etapa brasileira do campeonato mundial de motos de GP clássicas ao País estava prevista para o próximo dia 2 de dezembro em Interlagos.

O primeiro ICGP Brasil, realizado em Goiânia em outubro de 2016, foi um sucesso e agradou bastante ao público e aos pilotos estrangeiros. Bob Keller, organizador do evento no Brasil e piloto da categoria, acertou a realização da etapa de encerramento do ICGP 2019 no Brasil, provavelmente em Interlagos. 

"Os pilotos europeus tem uma expectativa muito grande para correr em Interlagos, porque é um autódromo histórico, conhecido e respeitado lá fora. Será um ótimo espetáculo para o público, principalmente porque o ICGP Brasil trará a nostalgia das motos de Grande Prêmio de 2 tempos, pilotadas por campeões internacionais em competição acirrada."

Eric Saul (piloto, fundador e dirigente do ICGP Racing) formalizou seu apoio ao ICGP Brasil 2019 durante a etapa de Hockenheim, que marcou o encerramento do campeonato de 2018. O britânico Antony Hart foi o campeão da categoria 350 cm³. Na 250 cm³, o título ficou com o alemão Stefan Tennstädt; Bob Keller terminou o campeonato em terceiro lugar.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Motovelocidade: Meikon Kawakami é o representante do Brasil no FIM CEV Repsol


Reconhecido como um dos principais campeonatos de motovelocidade do mundo e já tendo acolhido vários nomes que hoje atuam no MotoGP e em suas categorias de base, o FIM CEV Repsol terá neste domingo (25) a primeira de suas oito etapas. As corridas das quatro categorias serão disputadas no Autódromo Fernanda Pires da Silva, na cidade portuguesa de Estoril. O Brasil marca presença na competição com Meikon Kawakami.

Aos 16 anos, Kawakami vem desenvolvendo sua carreira nas pistas da Europa desde 2014. Ele vai disputar o título da categoria Moto3 Junior World Championship pilotando a moto Husqvarna número 83 da Laglisse Academy, com patrocínio de PlayStation e Gangster e apoio de Alpinestars, X-Lite, Index Change e Siemaco. Sua preparação para a estreia no Moto3 incluiu sessões de testes nos circuitos espanhóis de Almería, Albacete e Valência.

“Estou confiante, estou bem fisicamente e também na parte técnica, me sinto bem preparado depois da pré-temporada que fizemos, apesar da chuva ter atrapalhado um pouco”, diz o piloto – o mau tempo suprimiu um dia de cada programação de treinos na Espanha. Efrén Vázquez, espanhol que conquistou duas vitórias no Mundial de Moto3 em 2014, acompanhará Kawakami em sua busca pelo título, prestando-lhe coaching nesta fase de adaptação.

Esta é a segunda temporada de Meikon Kawakami no FIM CEV Repsol. Em 2017 o piloto disputou a categoria European Talent Cup. Chegou à última etapa como candidato ao título e terminou a temporada em terceiro lugar, com 127 pontos, um atrás do espanhol Alex Toledo, vice-campeão. O título foi do também espanhol Manuel González, que totalizou 150 pontos. A tabela final de classificação apontou 31 pilotos de 10 países marcando pontos.

A programação de pista em Estoril terá início no sábado (24), com as sessões de treinos classificatórias. No domingo haverá 15 minutos de warm up, a partir das 9h50 locais (6h50 em Brasília). A prova da categoria Moto3 terá 17 voltas, com largada às 13h locais, 10h em Brasília.

O FIM CEV Repsol terá oito etapas, seis delas em circuitos espanhóis – as exceções são a corrida de domingo, no Estoril, e a terceira etapa, marcada para dia 19 de maio em Le Mans, na França. As etapas espanholas vão acontecer nos dias 29 de abril, em Valência; 10 de junho, em Barcelona; 29 de junho, em Aragón; 30 de setembro, em Jerez de La Frontera; 14 de outubro, em Albacete; e 25 de novembro, novamente em Valência.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Motovelocidade: ICGP confirma volta ao Brasil em 2018

A temporada 2018 do ICGP (International Classic Grand Prix) já tem seu calendário definido. Todas as etapas terão rodada dupla e a abertura da temporada acontecerá em março no circuito de Paul Ricard, na França. O encerramento será no dia 2 de dezembro em Interlagos, com o 2º ICGP Brasil - o primeiro aconteceu em outubro de 2016, no autódromo de Goiânia.

O protocolo de realização das corridas em São Paulo foi assinado entre o brasileiro Bob Keller, participante do ICGP e promotor da etapa brasileira, e o francês Eric Saul, também piloto, criador e organizador da ICGP Racing. "A vaga está garantida. A busca agora é por apoios, parcerias e patrocínios. O 2º ICGP Brasil acontecerá em conjunto com outra categoria de automobilismo ou de motociclismo, e já temos conversas adiantadas nesse sentido. 

Queremos fazer um Racing Day, com homenagens a pilotos brasileiros que correram com motos iguais às utilizadas no ICGP. Será um formato muito atraente para o público que comparecer a Interlagos", afirma Keller. Entre os pilotos, existe uma grande expectativa pela volta ao País: "Todos os que participaram da prova de Goiânia adoraram correr no Brasil. O entusiasmo deles acabou sendo uma ótima propaganda para o 2º ICGP Brasil". 

Interlagos recebeu praticamente todas as competições internacionais de motovelocidade realizadas no Brasil até o final da década de 1980 - entre elas, o GP do Brasil de 1992, válido pelo Campeonato Mundial. 

Eventos realizados anualmente, como a Taça Centauro e a Copa Brasil, tiveram participação de pilotos estrangeiros como os campeões mundiais Kent Andersson, Johnny Cecotto, Carlos Lavado e Barry Sheene. "As motos do ICGP são as mesmas dessa época. Muitos torcedores vão matar a saudade de ouvir o som de um motor de 2 tempos em Interlagos", finaliza Keller.

O calendário do ICGP 2018 é este:
23 a 25 de março - Paul Ricard (França)
18 a 20 de maio - Vallelunga (Itália)
7 a 10 de junho - Oschersleben (Alemanha)
28 e 29 de julho - Anglesey (País de Gales)
7 e 8 de setembro - Hockenheim (Alemanha)

2 de dezembro - 2º ICGP Brasil (Interlagos)

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Novo BMW M5 MotoGP Safety Car: Tecnologia inovadora à serviço das competições de motocicletas

A BMW M, a divisão de modelos de alto desempenho do BMW Group, acaba de revelar o BMW M5 MotoGP Safety Car, o carro de segurança oficial para a próxima temporada da MotoGP. O projeto faz parte de uma parceria de quase 20 anos entre a BMW M e a Dorna Sports, organizadora da principal categoria do motociclismo mundial. 

O novo Safety Car, que é baseado no sedã BMW M5 lançado mundialmente em agosto último, fará sua primeira aparição pública na última etapa da temporada 2017 da MotoGP, a ser disputada no Circuito de Valencia, na Espanha, no próximo dia 12 de novembro. O novo M5 MotoGP também marca a estreia do recém-desenvolvido sistema de tração integral xDrive, em um carro de segurança. 

Esta tecnologia garante manobras precisas e tração perfeita em qualquer tipo de situação de dirigibilidade. 

Desenvolvido na fábrica da BMW M de Garching, em Munique, na Alemanha, o M5 MotoGP SafetyCar é equipado com um motor V8 4.4 litros, biturbo, dotado de tecnologia M TwinPower Turbo e capaz de gerar 600 cv e 750 Nm de torque. 

O carro acelera de 0 a 100 km/h em 3,4 segundos e atinge 250 km/h de velocidade máxima, limitada eletronicamente.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Triumph fecha parceria com piloto Dudu Costa Neto

O piloto de motovelocidade Dudu Costa Neto estreia 2017 a bordo da superesportiva Triumph Daytona 675R. Com apoio da fabricante inglesa, Dudu vai disputar, entre abril e dezembro, as oito etapas do Superbike Brasil, o maior campeonato de motovelocidade das Américas e um dos cinco maiores do mundo. 

Consagrado piloto de motovelocidade, Dudu atua há 18 anos como profissional, tendo disputado diversas categorias no mundo da motovelocidade. Ele já foi campeão Paulista, vice-campeão Brasileiro, campeão do Moto 1000GP, vice-campeão do Mobil Pirelli Superbikes e vice-campeão das 500 milhas Brasil. Ele também já atuou, com sucesso, como consultor para outros fabricantes de motocicletas, acessórios e pneus.


Especializado em velocidade, Dudu terá com foco principal em suas apresentações o mote “Lugar de acelerar é na pista”, fortalecendo o conceito de que a condução da motocicleta deve sempre ser prazerosa e consciente, com a segurança em primeiro lugar. A presença de Dudu também será inserida dentro do calendário de ações do programa Triumph Riding Experience (TRX) em São Paulo (SP). "O Dudu é um piloto com muito conteúdo e cheio de boas histórias que poderá contribuir para aumentar a experiência dos nossos clientes com a marca Triumph, além de passar muitas informações e dicas úteis paras o dia a dia com a moto. Trazer o lado da competição para a realidade dos motociclistas é sempre muito interessante”, explica Pablo Berardi, coordenador do TRX.

A Triumph Daytona 675R, foi lançada no mercado brasileiro em junho de 2013 e, desde então, acumula diversos prêmios no País – como “Melhor Esportiva até 1.000 cc” do concurso “Guidão de Ouro”, da revista Moto Action, nos anos de 2015 e 2016; “Melhor Sport” no concurso “Moto do Ano” da revista Duas Rodas, em 2014; e “Melhor Esportiva” do “Prêmio Imprensa Automotiva”, da Associação Brasileira da Imprensa Automotiva (Abiauto), em 2013. 

Referência  no segmento desde o seu lançamento, a Daytona 675R definiu novos padrões para as superesportivas, passando rapidamente a ser reconhecida como a moto mais rápida na pista e a melhor para andar na estrada, além de contar com características que lhe conferem personalidade própria, ao contrário de outras esportivas do mercado. Nas pistas pelo mundo, a Daytona já ganhou centenas de corridas e muitos títulos, ao mesmo tempo que seduz os admiradores com seu som diferenciado típico de um propulsor com três cilindros e um comportamento de mundo real na estrada. Seu motor tem 675 cc e 128 cv de potência.

domingo, 20 de novembro de 2016

Interlagos vai "tremer" com a final da temporada 2016

O SuperBike Brasil está chegando a seu momento decisivo com a etapa final da temporada 2016, que será realizada nos dias 2, 3 e 4 de dezembro. O Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP), vai receber a 9ª e última rodada do campeonato, que apresentará os campeões nas 18 categorias em disputa. O evento promete ser um grande espetáculo de motovelocidade com mais de 200 pilotos inscritos e expectativa de recorde de público. 

De volta à capital paulista e ao maior palco do esporte a motor do país, o SuperBike Brasil vai encerrar a temporada com chave de ouro. Esta será sexta rodada realizada no Autódromo de Interlagos neste ano, válida pelo Campeonato Brasileiro, e a primeira com a utilização dos novos boxes reformados. E para aumentar ainda mais a emoção na reta decisiva, as principais categorias, a SuperBike e a SuperSport, terão novamente duas baterias em disputa. Ou seja, os melhores pilotos do país darão seu show nas pistas em dose dupla.

E além dos grandes nomes da motovelocidade brasileira, estarão presentes na rodada decisiva algumas das maiores feras do esporte da América do Sul. O argentino Diego Pierluigi (#84), da equipe BMW Motorrad Alex Barros Racing, entra na disputa em busca de sua quarta vitória na temporada pela SuperBike. Já seu conterrâneo, Marco Solorza (#55), da JC Racing Team, retorna ao Brasil com o objetivo de manter o excelente desempenho obtido na etapa de Goiânia, quando foi segundo colocado na primeira largada e venceu a segunda bateria da categoria de elite do SuperBike Brasil.

Já pela SuperSport, o grande nome estrangeiro é o uruguaio Maximiliano Gerardo (#41), da equipe Motonil Motors. O piloto é o único que tem conseguido acompanhar o ritmo de Eric Granado (#51), da Granado Sport Team, líder absoluto da categoria com 100% de aproveitamento. 

As primeiras movimentações da 9ª rodada iniciam ainda na quinta-feira (1º de dezembro) com a realização dos treinos extras. Já na sexta-feira, a etapa tem início oficialmente com as disputas das sessões livres. No sábado os pilotos voltam à pista para os treinos classificatórias, que definem a ordem dos grids de largada, e no domingo (4), por fim, brigam pela vitória na rodada decisiva e pelo título da temporada.  

FINAL - SUPERBIKE BRASIL:
9ª etapa do SuperBike Brasil
Dias: 02, 03 e 04 de dezembro
Onde: Autódromo José Carlos Pace
Endereço: Av. Sen. Teotônio Vilela, 261 - Interlagos, São Paulo (SP)
Arquibancada gratuita

Mais informações: www.superbike.com.br

sábado, 12 de novembro de 2016

NGK equipa veículos da Fórmula 1 no GP do Brasil

A tecnologia e alta performance das velas de ignição NGK estarão presentes no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, que acontece no próximo dia 13 de novembro, no Autódromo de Interlagos. Especialista mundial em velas de ignição, a NGK equipa os veículos da Ferrari em uma parceria que já dura mais de duas décadas.

“A NGK é uma empresa que tem o automobilismo em seu DNA. Há mais de 50 anos participamos da Fórmula 1 e levamos o nosso know-how, qualidade e excelência à maior prova do automobilismo mundial. A presença da NGK na competição é mais uma comprovação da confiabilidade do nosso produto e seu alto nível tecnológico”, diz Marcos Mosso, chefe de Marketing da NGK do Brasil.


Além da Fórmula 1, a NGK está presente em outras competições internacionais como o WRC, principal torneio mundial de rali, e a Super GT, categoria de automobilismo de carros da classe Gran Turismo no Japão. A fabricante também fornece componentes para as equipes da Yamaha, Ducati, Honda e Suzuki no campeonato mundial de Moto GP.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Motovelocidade: piloto e apresentador de TV Leandro Mello correrá no ICGP Brasil

Um rosto bastante familiar aos telespectadores dominicais estará no grid de largada do ICGP Brasil, no dia 23 de outubro em Goiânia. O piloto e apresentador Leandro Mello, há 15 anos responsável pelas reportagens sobre motos no programa Auto Esporte, da Rede Globo, correrá na etapa brasileira do campeonato mundial para motos de GP clássicas com uma Yamaha TZ E 350. 

Paulistano nascido em 13 de dezembro de 1978, Leandro começou a correr aos seis anos de idade no motocross. Em 1997, disputou ralis cross-country e no ano seguinte passou para a motovelocidade. Em 2002, foi campeão paulista de Superbike e começou a ser piloto de testes. Além do Auto Esporte, Leandro trabalha também para a revista Duas Rodas e para o site motorsco.com.br. Neste ano, integrou com Diego Pierluigi e Alan Douglas equipe Yamaha Racing Team, vencedora da 500 Milhas de Interlagos.

Leandro já esteve ao guidão de uma Yamaha TZ. Há alguns anos, ele pilotou a moto que pertenceu a Lucílio Baumer em uma reportagem para o Auto Esporte. "Mas era uma situação muito diferente. 

Não levei a moto ao limite, e nem era a ocasião para fazer isso. Agora não. Vou poder correr de verdade com a TZ. Vai ser a realização de um sonho", diz. Leandro correrá com uma Yamaha TZ E na categoria 350 cm³. A moto foi preparada pela oficina Old Cycle, de São Paulo. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Motovelocidade: Edmar Ferreira será um dos homenageados no ICGP Brasil

O goiano Edmar Ferreira, um dos grandes ídolos do motociclismo nacional na década de 1970, será um dos pilotos homenageados durante o ICGP Brasil, que acontecerá no dia 23 de outubro no autódromo de Goiânia. Várias vezes campeão brasileiro, Edmar é um dos pilotos brasileiros com passagem pelo Campeonato Mundial de Motovelocidade, tendo disputado as categorias 250, 350 e 500 cm³, além da 750 - realizada à parte do Mundial entre 1973 e 1979.

A paixão de Edmar pelo motociclismo nasceu na rua. "Antes mesmo de existir o autódromo, havia todos os anos havia uma corrida de motos no aniversário da cidade, dia 24 de outubro. Eu morava em uma das ruas que formavam o circuito", conta. Em 1966, aos 18 anos de idade, Edmar começou a trabalhar como cobrador e convenceu seu patrão a financiar-lhe uma Lambretta para agilizar o serviço. Foi com ela que inscreveu-se para a primeira corrida de sua vida. Venceu a prova e recebeu de Luís Latorre, importadores da Ducati no Brasil, uma moto emprestada para disputar a categoria Força Livre, realizada no mesmo dia. Edmar ganhou de novo e tornou-se um vencedor constante nas provas realizadas em Goiás. Foi nessa primeira corrida que Edmar passou a utilizar o número 13, que o acompanhou até o fim da carreira: "Todo mundo evitava esse número por supostamente dar azar, mas a minha santa ignorância sobre isso me fez pegá-lo por ser o mais baixo entre os disponíveis!".

Quando corria em outros estados, entretanto, as motos defasadas de Edmar não lhe permitiam grandes resultados. Paralelamente, tornou-se piloto de aviação - atividade que exerce profissionalmente até hoje "com qualquer avião, de monomotor a jato executivo". Em 1973, Edmar trabalhava para o fazendeiro e empresário Heitor Carvalho (falecido há cerca de cinco anos), que decidiu patrociná-lo. Isso permitiu que Edmar tivesse acesso a motos melhores. No ano seguinte, foi campeão brasileiro da categoria 350 Especial com uma Yamaha TZ. Heitor, entusiasmado, decidiu financiar um passo ousado: a ida de Edmar para o Campeonato Mundial. 

No primeiro ano, 1975, Edmar dividiu equipe com Adú Celso. Criou-se entre os dois uma grande rivalidade, que jamais afetou o bom relacionamento fora das pistas. "Havia uma diferença cultural e financeira gigantesca entre nós, mas nos respeitávamos muito. 

Quando fui para o Mundial, o Adú já tinha três temporadas de experiência e me ajudou muito. Sem a ajuda dele, minha participação não teria sido possível", reconhece Edmar. Em duas temporadas completas, Edmar foi um entre dezenas de pilotos particulares que tentavam algum bom resultado contra as equipes de fábrica. Conquistou um quinto lugar na categoria 750 (na Tchecoslováquia, em 1976), um sexto na 250 (Alemanha, 1975) e um oitavo na 500 (Suécia, também em 1975). 

A partir de 1977, Edmar passou a correr no Brasil e conquistou títulos nas categorias 350 Especial (1977, com uma Yamaha TZ) e Esporte 800-1300 cm³ (1980, com uma Honda RCB 1000). Nesse período, disputou as 24 Horas de Bol d’Or, em Paul Ricard (dois quintos lugares, em 1977 e 1978, em dupla com Walter "Tucano" Barchi), e de Le Mans (terceiro em 1979, também em dupla com Tucano). Em 1981, Edmar passou para o automobilismo, correndo em categorias como a Stock Car e o Brasileiro de Marcas até meados da década de 1980.

Depois de parar de correr, Edmar continuou conciliando a pilotagem de aviões com atividades ligadas aos esportes a motor. Mas evita grandes envolvimentos com motocicletas: "Sou apaixonado demais e tenho uma saudade muito grande de quando corria. Lembro muito da emoção da vitória, das disputas, do trabalho envolvido, da adrenalina nas alturas... Eu me concentrava tanto antes de uma largada que parecia uma bomba prestes a explodir. Tudo parecia um sonho. Sempre corri para ganhar, mas diante de tudo isso o resultado na bandeirada era apenas um detalhe para mim".

Dos tempos de piloto de moto, Edmar preserva seus muitos troféus e uma garrafa de champanhe. "Comprei esse champagne no free shop na França, depois do quinto lugar na Bol d’Or de 1977. Falei para o Tucano que ela seria aberta somente quando ganhássemos a Bol d’Or", relata. "Evidentemente, a garrafa permanece fechada, mas continua guardada lá em casa...", finaliza.

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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Motovelocidade: ICGP Brasil divulga a programação para a etapa de Goiânia

A programação do ICGP Brasil, que será disputado no dia 23 de outubro em Goiânia, está definida. Serão realizados dois treinos livres na sexta-feira (21), duas sessões classificatórias no sábado (22), warmup e duas provas no domingo. O público terá entrada franca nas arquibancadas, mas quem desejar ir para a área do paddock poderá comprar convites no próprio autódromo, a R$ 50 cada.

Além das corridas, haverá uma homenagem aos pilotos lendários da motovelocidade nacional e outras atrações com motos. Na sexta-feira e no sábado, o ICGP Brasil dividirá a programação de pista com os treinos e corrida do Porsche GT3 Cup.

A programação do evento (sujeita a alterações) é esta:

21/10 - sexta-feira 
10:00 - 10:20 ICGP - Treino livre 1 
10:30 - 13:55 Porsche GT3 Cup Challenge Brasil - treinos
14:00 - 14:20 ICGP -Treino livre 2 
14:25 - 17:45 Porsche GT3 Cup Challenge Brasil - treinos

22/10 - sábado
09:30 - 09:50 ICGP - 1º Treino classificatório
10:00 - 10:20 Porsche GT3 Cup Challenge Brasil - treinos
10:30 - 10:50 ICGP Treino livre - Pilotos brasileiros homenageados
11:00 - 12:00 Porsche GT3 Cup Challenge Brasil - treinos
12:30 - 12:50 ICGP - 2º treino classificatório 
13:15 - 15:45 Corrida - Porsche GT3 Cup Challenge Brasil

23/10 - domingo
09:00 - 09:15 Warm-up ICGP
10:00 - 10:30 Parada Motoboys
11:00 - 11:45 1ª Corrida ICGP
12:00 - 13:00 Homenagem aos Pilotos Brasileiros / Parade
14:00 - 14:45 Show de Wheeling
15:30 - 16:45 2ª Corrida ICGP

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Entrevista: Eric Saul, criador do ICGP, e a etapa de Goiânia

O nome de Eric Saul é bastante familiar para quem acompanhou os GPs do Campeonato Mundial de Motovelocidade nas décadas de 1970 e 1980. Vencedor de dois GPs (Itália-1981, na categoria 250, e Áustria-1982, na 350), este francês nascido em Paris teve seu melhor campeonato em 1982, quando terminou em quarto lugar na 350. Esta foi sua última temporada completa, mas ele ainda fez aparições esporádicas no Mundial até 1986. Até hoje, é muito popular na França e é uma das lendas do esporte no país.

Saul começou a correr no início da década de 1970 e destacou-se ao ser campeão da disputadíssima Kawasaki 400 Cup (campeonato que revelou vários talentos franceses) em 1975. Desde 1999, Saul concilia as funções de piloto e organizador de corridas. Ele é um dos fundadores do TZ Club de France e decidiu que aquelas motos mereciam mais do que fazer simples demonstrações ao público. Começou a organizar corridas para elas e, em 2003, foi realizado o primeiro campeonato do ICGP. Fez o ICGP tornar-se referencial entre os campeonatos de motos clássicas - e com espaço para crescer ainda mais, como ele revela a seguir.

Como piloto, a segunda fase da carreira de Eric Saul rendeu-lhe três títulos no ICGP, categoria 350, em 2007, 2008 e 2010. Sua companheira, Sandrine Dufils, também já correu no ICGP. Nesta temporada, Saul ficou de fora das três primeiras etapas por estar se recuperando de uma cirurgia no quadril. Mas assegura: estará de volta ao guidão de sua Chevallier para os últimos três GPs da temporada - e aguarda com ansiedade pelo momento de chegar ao Brasil, onde nunca esteve antes.

Por que você criou o ICGP?
Para correr com meus colegas da época. Em 1997, eu fiz parte do grupo que criou o "TZ Club de France" e achamos que seria uma boa ideia fazer corridas com elas, em vez de voltas de demonstração apenas.

A primeira corrida do ICGP aconteceu em 1999, mas somente em 2003 ele se transformou em um campeonato. Por quê? 
Realmente, começamos com corridas isoladas. Antes mesmo de Paul Ricard em 1999 (primeiro evento do ICGP), organizei uma viagem a Daytona durante a Bike Week, em 1998, com dez pilotos franceses. Corremos lá todos os anos até 2001. Eu precisava juntar um número expressivo de pilotos antes de criar um campeonato de verdade. Demorou até 2003 para isso acontecer.

A corrida de Goiânia, então, será a primeira válida pelo campeonato do ICGP fora da Europa... 
Sim. Tivemos corridas nos Estados Unidos, em Daytona, mas elas não valiam para o campeonato.

Você já esteve no Brasil antes?
Vai ser minha primeira vez e estou com grande expectativa!

Para o ICGP, qual é a importância de ter uma corrida no Brasil?
É muito interessante ter essa corrida no Brasil porque o objetivo do ICGP é se transformar no futuro em "World Classic Championship", com corridas em todo o mundo. Goiânia será a primeira corrida fora da Europa a valer para o campeonato.

Por que as categorias 500 e 125, que também eram muito populares e com grids cheios nas décadas de 70 e 80, não são elegíveis para o ICGP? Você pensa, ou já pensou, em abrir o ICGP para elas?
Muita gente me perguntou isso nos últimos anos! Pela minha experiência, sei que as 250 e 350 são mais apropriadas para competir juntas, por terem velocidade máxima e aceleração muito próximas. Adicionar as 125 ou as 500 na mesma corrida criaria risco de acidentes devido à diferença de desempenho entre as motos. Além disso, já temos um bom número de participantes, com uma média de 34 pilotos em cada etapa. E a estrutura dos circuitos não permite ter muito mais que isso no grid.

Você venceu dois GPs em 1981 e 1982. Quais são suas melhores lembranças dos seus tempos de piloto de GP?
Obviamente, vencer um GP pela primeira vez é uma ótima recordação. Mas uma das melhores é de meu primeiro GP fora da França. Foi em Silverstone, em 1977. Terminei em terceiro lugar e fiz a melhor volta na 250, tendo liderado três voltas. Outra boa corrida foi o GP da França 350 em 1980. Lutei com Jon Ekerold e Johnny Cecotto durante toda a corrida e também terminei em terceiro.

Tem-se a impressão de que os paddocks do ICGP são muito semelhantes aos dos GPs das décadas de 1970 e 1980: relaxados, descontraídos... Isto é intencional ou é apenas coincidência?
Você está certo, o ICGP é isso: recriar a atmosfera dos GPs dos anos 70 e 80, com os pilotos fazendo amizades e confraternizando a cada corrida.

Apenas por curiosidade: qual foi a melhor moto que você pilotou? E a pior?
A melhor foi a Chevallier que eu ainda uso hoje no ICGP. A pior foi a Comoth que usei em 1984. Era uma 250 com motor Rotax. A dirigibilidade era perfeita, mas o motor era muito pouco potente.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Motovelocidade: ICGP chega à "catedral" de Assen para segunda etapa do ano

O International Classic Grand Prix, campeonato mundial de moto GP clássico, chega à segunda etapa da temporada de 2016. O palco é o circuito de Assen, na Holanda, cuja tradição já lhe deu o apelido de "A Catedral" da motovelocidade. Neste ano, todas as etapas do ICGP acontecem em pistas com tradição histórica na motovelocidade - incluindo a brasileira, que encerrará o campeonato em 23 de outubro em Goiânia.

Assen sedia uma etapa do Campeonato Mundial desde a primeira temporada da história, em 1949. Inicialmente, usava-se um traçado formado por ruas e estradas. O circuito atual, permanente, foi inaugurado na década de 1950. É um traçado rápido, com muitas curvas de alta. Ao mesmo tempo, é uma pista muito segura e tem uma arquitetura muito particular - a cobertura de uma das arquibancadas tem formato ondulado, como uma superfície de água em ondas. "É uma das pistas que mais gosto. Aliás, todo mundo gosta de Assen", descreve o brasileiro Bob Keller, quarto colocado na categoria 250 do ICGP após a primeira etapa, realizada em Paul Ricard (França). 

O traçado, um dos mais seletivos do calendário, é totalmente plano, mas possui algumas curvas que Keller define como "capciosas", como raio decrescente. "São curvas que começam bem abertas e ‘fecham’ do meio para o final. Você precisa frear forte na entrada da curva para poder sair bem. Se fizer o contrário, como dá impressão de ser o correto para quem anda pela primeira vez, você simplesmente passa reto", conta Keller. Outra particularidade de Assen é que as leis ambientais da região Assen permitem somente quatro eventos por ano com máquinas cujo nível de ruído exceda 95 decibéis - e as motos do ICGP superam isso. "Estar entre essas exceções mostra quanto prestígio o ICGP tem na Holanda", constata Keller. 

A programação da segunda etapa do ICGP oferece um desafio adicional para os pilotos: as duas corridas acontecerão no domingo. "O intervalo entre as duas corridas vai ser relativamente pequeno e isso vai fazer os pilotos serem cautelosos na primeira prova, a fim de preservarem as motos para a segunda", prevê Keller. "Também vai ser uma corrida mais exigente em termos de preparo físico", finaliza.

Após a primeira rodada dupla, o ICGP tem a seguinte classificação:

350: 1) Guy Bertin, 50 pontos; 2) Jean-Paul Lecointe, 32; 3) Guillaume Foureau e Werner Reuberger, 23; 5) Bernard Fau, 22; 6) George Hogton-Rusling e Leon Jeacock, 20.

250: 1) Colin Sleigh e Stefan Tennstadt, 45 pontos; 3) Bernard Tabarly, 29; 4) Bob Keller, 23; 5) Don Gilbert, 22; 6) Marc Auboiron, 16.

YC250: 1) André Gouin e Vincent Levieux, 45; 3) Harald Merckl, 32; 4) Stuart Thomas, 26; 5) Jean-Pierre Pauselli, 22.

Master: 1) Guy Bertin, 50 pontos; 2) Jean-Paul Lecointe, 40; 3) Bernard Fau, 32; 4) Stefan Tennstadt, 26; 5) André Gouin, 22; 6) Harald Merkl, 17.