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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3916 -23.09.2016 - edita@rnasser.com.br  

Arrumando a casa. Novos Uno 1,0 e 1,3
Não é novidade aos leitores da Coluna. Os novos Uno foram por ela descritos tanto nas modificações quanto na postura mercadológica, de portar novidades estéticas, de composição no conteúdo – chegando ao controle de tração -, marcados por novos motores, o GSM publicitariamente ditos Firefly.

Fiat tem problemas internos com leque de produtos sob o peso dos anos, supressão de alguns, e as vendas do Mobi, expectativo de ser o mais vendido da marca, sem sê-lo. O Uno, mais vendido e agora visualmente mais careta, inicia processo de renovação com alterações estéticas, incremento ao conteúdo, e novos motores.

Para entender, todas as marcas devem substituir motores em função das novas regras europeias e norte americanas de consumo e emissões. Sua mescla permeia ao Brasil e a globalização exibe padrão. Assim, os GSM são os Fire dos atuais dias, e sobre ele, com expansão de cilindrada, aposição de um turbo ou dois -, será unidade de força da maioria dos Fiat nacionais nas próximas duas décadas.

Uma olhada percebe liberdade conceitual. Desde as folgas mínimas internas nos motores concedendo utilizar óleo lubrificante 0W20, o uso de corrente sem manutenção acionando o comando de válvulas; sua capacidade de atrasá-lo em até 50 graus quando a velocidade está estabilizada; bombas de óleo e água funcionando sob demanda; alternador sem operar quando a bateria está carregada; sistema stop/start; bielas longas.

Vê-se, mudou o objetivo. Não se persegue potência mas torque, dado verdadeiramente influente em 90% do uso do automóvel.

Motores com bloco e cabeçote em alumínio e duas válvulas por cilindro para aumentar torque em baixas rotações e reduzir custo de produção. Família é modular, as peças internas – bielas, pistões, pinos, anéis, válvulas et coetera, são iguais, e o motor de quatro cilindros 1,3 é um três 1,0 com um terço a mais. Direção elétrica para economizar combustível. No conjunto, o motor 1,0 faz 10,4 ou 10,9 m.kgf de torque com gasácool ou álcool, maior dentre os 1.0 disponíveis no Brasil. Não buscando potencia, esta ficou entre 72 a 77 cv com os dois combustíveis.
1,3 gerando 13,7 a 14,2 m.kgf de torque e potencia de 101 a 107 cv.

Pesando pouco mais de uma tonelada, a fórmula promete bons resultados dinâmicos em capacidade de acelerar.

Preços entre R$ 42.970 e R$ 53.690 para o 1,3 com transmissão automatizada Dualogic. Considerando o Mobi inicial oferecido a R$ 29.900 ve-se, a Fiat criou espaço para separar os produtos por aplicação e conteúdo. O Mobi mantém o motor Fire em última geração de quatro cilindros, fim do ciclo.

Sem incentivos, mas com projetos
Nos últimos 50 anos de operação, a atividade de fazer veículos a cada crise juntava seus agentes e aplicava fórmula desequilibrada. Empregados e empregadores iam ao governo e pediam soluções para impedir demissões. Como a maioria dos governos não tem projetos, não utiliza a atividade alheia para alicerçar seu crescimento, resolvia de maneira prática: reduzia impostos. A opção satisfazia três partes e era confortável, pois jogava nas costas de um quarto participante, o contribuinte, sem consultá-lo sobre a redução da arrecadação em nome de favorecer um segmento – e desfavorecer os outros.

Nunca se saberá, efetivamente, a verdade da fórmula e dos números apresentados. Era mais elaborada quando de sua primeira edição, em 1965. Ao tempo, ao governo militar foi apresentada a primeira queda de vendas nos quase 10 anos de indústria nacional. Revendedores deram a sugestão, e governo complementou. Deu no Carro Econômico.

A fórmula se repetiu sem o componente de caráter popular, no governo Itamar Franco e os carros 1.0. Os Econômicos eram desequipados, pelados, desconto de 75% nos 25% do IVC, o imposto de então, e financiados em 90% pela Caixa Econômica Federal. Nos 1.0 IPI quase a Zero %. Ambos re engataram vendas.

As soluções mais recentes são superficiais, apenas reduzindo o IPI de algumas faixas de cilindrada do motor.

Agora, com queda monumental, a fórmula estressada não dá mais resultado. Phillip Schiemer, 52, presidente da Mercedes-Benz, o fabricante mais tradicional do país e quem anota 60% de queda de vendas 60% e as maiores dificuldades para reduzir o pessoal ocioso, foi o primeiro a dar o recado nas Páginas Amarelas da revista Veja: Subsídio é um modelo falido e com ele a indústria brasileira poderá sumir.

Empresas pensam em décadas, governos apenas na próxima eleição, a cada 2 anos. Empresas tem que vender e fazer lucros para pagar contas ao final do mês. Governo nem sempre paga as dívidas, emite precatórios, vende títulos, e rola as contas para os próximos. Indústrias são tocadas por executivos treinados por décadas. Ao interlocutor oficial não há exigências de preparo. Listados alguns recentes titulares do Ministério que mais troca de nome na Esplanada, serão lembrados como ativos apenas Luiz Fernando Furlan e Armando Monteiro. Os demais, sem conhecimento, vivência ou respeitabilidade, não se impuseram.

Antonio Megale, presidente da Anfavea, associação das montadoras, entrou na mesma trilha com objetividade de engenheiro: para ele indústria quer projeto para saber para onde e como vai o país. Stephen Ketter, brasileiro, apesar do nome, presidente da FCA, gerindo queda da liderança para terceiro lugar em vendas, autor da mais moderna das fábricas nacionais, endossa a tese.

Agora resta ao governo mostrar o caminho. Talvez ocorra. Marcos Pereita, bispo, ministro do Desenvolvimento, de quem os ajustes políticos caparam o comércio exterior, não foi aos EUA vender esperanças e projetos. Terá tempo para fazer o dever de casa.

Surpresa, Picape Mercedes no Salão de Paris
Mercedes-Benz em corrida para mostrar no Salão de Paris, final do mês, picape a ser produzido na Argentina, sobre base do Nissan Navara - foi antecipado mundialmente pela Coluna.

Morfologia conhecida, chassi por longarinas e travessas, cabine dupla, tração nas 4 rodas, transmissão automática de 9 marchas e, para o mercado brasileiro, um dos bons clientes, motor diesel de sua produção.

Fase de definição, nome oscila entre GL-T Class e X-Class. Pelo insólito, produto surpreendeu quando anunciado, mas o conceito depurou e a MB dos EUA agora quer produzi-lo, onde picape é o carro mais vendido. Vendas demoram – agosto de 2017. Motores a gasolina, diesel, e versão híbrida, caminho natural destes tempos. Quer ter uma noção? Enfeite e equipe um Amarok.

Roda-a-Roda
Tecnologia – Ganhos tecnológicos em projeto, desenvolvimento e construção levam fabricantes de automóveis a se aproximar da tecnologia de impressão 3D. Difícil imaginar automóveis feitos com painéis produzidos por impressora chique, mas é o caso.

PSA – Após Ford e Opel entrar no negócio, fabricante de Peugeots e Citroëns fez acordo com a californiana Divergent 3D, desenvolvedora de processo para impressão de peças complexas. Busca-se construir veículos mais leves por processos reduzindo custos, poluição, consumo.

Lei - Promessa nunca efetivada pelo governo de Christina Kirchner, aprovar projeto da Câmara dos Deputados legalizando as pequenas fábricas de automóveis na Argentina, deve se tornar a lei de Autos Artesanales Argentinos. Permitirá patentear, construir, vender a mercados interno e exportar.

ACIARA – Associação de Construtores Independente de Automóveis da República Argentina, é o nome da entidade, já acordou protocolo com o governo para circulação dos veículos após homologação.

Produto – Argentina tem talento no setor, obrigado a mágicas e firulas para sobreviver. Mais conhecido dos veículos, o Pur Sang, cópia de Bugatti type 35, incluindo mecânica e motor.

Gentileza – Associação participará ativamente da restauração do Cadillac ’55 conversível, ex Perón, desejo do Presidente Mauricio Macri em tê-lo no Museu da Casa Rosada. Macri é do ramo: construiu Peugeots.

Creta – Nome do utilitário esportivo, próximo da Hyundai do Brasil suscitou dúvidas. Porque não outro, identificado com o Brasil, como o faz na pequena República Dominicana, onde é chamado Cantus ?

Fica – Diz Cassio Pagliarini, diretor de marketing: “ O nome Creta já é aplicado nos mercados próximos ao Brasil e teve grande sucesso na Índia e Rússia, com vendas muito expressivas já no seu primeiro ano de vida. A nomenclatura ix25 é válida apenas para a China. Aqui no Brasil, o nome Creta foi testado sem rejeições pelos potenciais clientes e vai colaborar na construção da marca global do produto, mesmo que existam diferenças específicas de país para país. Naturalmente, eu acho a nossa versão a melhor delas!”

Mercado – Maior segmento no mercado nacional é o de SAVs, os Sport Activity    Vehicles, detentores de aparência e valentia pela posição superior para dirigir e maior distância livre do solo. Usam motores de tamanho e potência contidos e tração apenas em duas rodas.

Padrão - No Creta Brasil, inicialmente, motor L4, 1,6 litro e 123 cv, 15,4 m.kgf de torque, transmissão mecânica e automática de 6 velocidades. Preço deve ser abaixo dos pouco críveis pedidos por Honda HR-V e Nissan Kicks.

Renascer – Chegando ao fim do problema e iniciando a solução para motores diesel leves acusados de emitir poluentes acima da lei. VW caminhões e ônibus, um dos 12 braços do império VW AG, fez festa de abertura do IAA, maior salão de transporte no mundo.

Evidência – Estava reclusa, quieta em divulgação, e o melhor sinal da volta é retomar oportuna tradição por ela aberta em recepcionar convidados e jornalistas de todo o mundo em avant première. Nome ajuda a imagem, foi Start up Night, tipo voltamos com tudo. Comando pelo brasileiro Roberto Cortes, apresentação do sistema Volksnet, de monitoramento, desenvolvido no Brasil, e do caminhão Constelation 25.420.

Fechou – Quem quiser entrar no negócio de vender e assistir Porsches, deve esperar. Stuttgart Veículos, uma das duas redes do país, completou plano de expansão com loja em Florianópolis, a sétima em seis cidades: S Paulo, Rio, Curitiba, Porto Alegre, Campinas, Recife. Stuttgart detém 25% da Porsche Brasil, representante nacional.

Marca – Porsche Brasil resolveu auditar todos os re-call da marca. Quantidade pequena, 139 veículos. Chamou os proprietários por telefone e convenceu-os aos reparos gratuitos. Moral da história, 100% de atendimento – média nacional é a metade.

Outro – Ministro das Cidades – onde se alojam os assuntos do trânsito -, e diretor do Denatran, anunciaram formação do Comitê Empresarial de Segurança Viária. Querem ouvir sugestões para implementar medidas capazes de deter a ascensão de acidentes e perdas no trânsito.

Faróis – Aproveitando a Semana Nacional do Trânsito Bosch destaca a importância do sistema de iluminação como item de segurança. Sugere sejam verificados periodicamente para garantir boa visibilidade aos condutores e não ofuscar visão de outros motoristas.

Moto – Moras no Paraná ? Vais passar em Curitiba entre 7 a 9 de outubro ? Gosta de motos? Vá ao Brasil Motorcycle Show. Será no Espaço Renault, dentro do Parque Birigui. Boa parte das presentes no mercado, e atrações como personalizadores. Aproveite e visite o museu do automóvel nas proximidades.

Paulistanidades – És antigomobilista? Votas na capital de S Paulo  Duas chapas não tem passado recomendável quanto à atividade. Se o conceito pesa para ganhar seu voto, considere. Por cronologia.

Erundina - Quando o Ministério das Relações Exteriores colocou dois Itamaraty Executivos à venda, o Museu Nacional do Automóvel foi ao chefe de gabinete de Luiza Erundina, então Ministra da Administração, ponderar sobre a venda de automóveis raros, ligados à história do país, por quantia rala. Resposta foi de ser questão inexpressível – e que o Museu, privado, preocupado com patrimônio público, comprasse os automóveis.

Mais – Quando Prefeita da capital paulista foi inflexível em questão com o Veteran Car Club, levando-o a fechamento.

Matarazzo – Andrea, antes candidato e agora vice na chapa Marta Suplicy, era Secretário de Cultura em S Paulo, e o mesmo Museu denunciou vandalismo e sumiço do acervo tombado do Museu Paulista de Antiguidades Mecânicas, o Museu Lee em Caçapava, SP, sob sua jurisdição.

… 2 - Em vez de fazer auditoria e apurar responsabilidades, como requerido, acertou-se com sua prima, a responsável pelo Museu, para doação à Prefeitura de Caçapava, apagando o passado, os danos, a lesão ao patrimônio cultural, pois os veículos estavam tombados por sua Secretaria.

Marta – Querendo o prédio para finalidade menor, Ministério dos Transportes conseguiu lacração do Museu Nacional do Automóvel, em Brasília. A então senadora foi nomeada Ministra da Cultura, e imediatamente a entidade solicitou audiência, buscando apoio para solver a questão diretamente com o Ministério dos Transportes. Nunca a Ministra teve interesse ou agenda, omitindo-se a salvar o Museu na Capital Federal. De falsas culturas e interesses sociais o país – e agora as prisões – estão cheios.

Há sessenta anos Mercedes começava o diesel no Brasil
Última semana de setembro de 1956 a Mercedes-Benz fez profunda e pioneira marca na história da indústria automobilística brasileira. Superou o esquema consentido à época, a montagem de partes importadas – onde se incluía o motor - e apresentou o caminhão 312, com motor feito no Brasil. O evento dividia a história e indicava, o fabricante com origem na criação do automóvel dava o aval para o futuro da atividade no Brasil.

A empresa havia quebrado o estigma do sub desenvolvimento da América Latina – onde não se fabricavam motores sob a alegação técnica norte-americana de ser impossível garantir estabilidade dinâmica aos blocos vasados sob calor tropical. Em dezembro do ano anterior, através da Sofunge, depois adquirida, mesclando sonhos, utopias, as esperanças para o chegante governo JK, e o conhecimento de engenheiros alemães da Mercedes e brasileiros, havia fundido, usinado e dado como operacional o primeiro motor feito no Brasil.

Era um seis cilindros em linha, diesel, em ferro fundido, produzindo pelas medidas de época 110 hp, com ignição por vela térmica e pré câmara de combustão – o pico de tecnologia para melhorar a queima do combustível e expelir menos fumaça preta.

Pioneiro L-312, apelidado Torpedo, Pescocinho, com referência ao motor projetado fora da cabine,  transportava entre 5 e 6 toneladas de carga bruta, surgiu apoiado em campanha publicitária e pintada no para choques dianteiro a frase O que é bom já nasce diesel, alusão ao caminho que iniciava abrir – então apenas 2% da frota utilizava variadas marcas importadas e os montados localmente, Ford, Chevrolet, International, Studebaker, operava a gasolina,.

Do pioneiro L-312 Torpedo foram produzidos 6.054 unidades até 1958, quando substituído pelo 321, com cabine avançada. Até hoje a Mercedes-Benz produziu 1.450.000 caminhões no Brasil.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Avançar custa caro

Alta Roda nº 907/25730– 223– 0oda nº852/0908– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
A Fiat começou a destrinchar o quebra-cabeça em que se envolveu com várias opções na faixa de compactos hatches, ainda o segmento mais importante do mercado brasileiro. A chegada do subcompacto Mobi provocou um conflito de preços entre o Uno e a versão antiga do Palio, conhecida como Fire. Esta última, segundo o fabricante, agora é destinada “apenas a frotistas”. É possível certa flexibilidade até o modelo ser descontinuado.


Em compensação, o Uno 2017 recebeu modificações estéticas – nova frente que o aproximou do estilo do Panda italiano, com novos faróis, grade e para-choque – e mecânicas. O foco foi em moderna família de motores e avanços em eficiência energética. A marca italiana estava atrás dos concorrentes, mas não perderá o prazo fatal para comprovar, a partir do próximo mês, redução de consumo de combustível, na média de todos os seus produtos à venda, em no mínimo 12% em relação a 2011. 

A estratégia incluiu direção eletroassistida, nova geração de pneus “verdes”, spoiler dianteiro, convergedor de ar do radiador e revestimentos aerodinâmicos na parte inferior da carroceria. Os inteiramente novos motores flex de 1 L, de 3 cilindros e 1,3 L, de quatro cilindros, ambos com bloco de alumínio, estão entre os melhores do mercado. Formam uma família batizada de Firefly (vagalume, em português) e o Brasil tem primazia no lançamento. 

Uma das características é a opção por um cabeçote monocomando de apenas duas válvulas por cilindro, ao contrário de outros motores modernos com quatro válvulas e duplo comando. Mas o resultado final pode ser considerado muito bom, pois a engenharia aproveitou ao máximo as características dos nossos combustíveis ao elevar a taxa de compressão para 13,2:1. Também trabalhou novos conceitos de balanceamento do motor para reduzir vibração e aspereza do 3-cilindros. Isso fica nítido logo ao ligar o motor pela boa marcha-lenta e retomadas convincentes graças ao alto torque com gasolina (10,4 kgfm) e etanol (10,9 kgfm). 

O torque específico é o maior entre os motores aspirados de 1 L no Brasil, mas a potência limita-se a 72/77 cv (gasolina/etanol), longe, por exemplo, do motor equivalente mais sofisticado, de 80/85 cv, da Ford. Trata-se de compensação típica entre elevar torque e baixar potência (e vice-versa), quando não se usa superalimentação (turbo ou compressor). Em estrada, principalmente com lotação completa e bagagem, o motorista sentirá alguma dificuldade nas ultrapassagens. Se for esse o caso, a melhor opção é o 1,3-L que oferece 101/109 cv e 13,7/14,2 kgfm. 

O ganho em eficiência energética foi notável, de 14,4% no motor de menor cilindrada e de 16,7%, no maior. Nesse último o sistema desliga-liga o motor em paradas tornou-se item de série tanto no câmbio automatizado (que recebeu aperfeiçoamentos), quanto no manual (ainda um ponto fraco do Uno). Consumo menor em trânsito pesado é garantido, mas quem quiser pode inibir esse recurso ao aperto de um botão. 

Nas versões de topo há controle eletrônico de trajetória e de partida em aclives. Os preços aumentaram bem e não poderia ser diferente pelo que oferece: R$ 41.840 a R$ 53.690. Está aberto espaço ao Mobi e também aos concorrentes... 

RODA VIVA

HYUNDAI confirmou o que se esperava. Um crossover compacto será produzido no Brasil no próximo ano e exibido antes no Salão do Automóvel de São Paulo agora em novembro. Creta utilizará a base modificada do HB20 com estilo específico para o mercado nacional. Motor não foi informado pela marca, mas poderá ser o atual flex 1,6 L com injeção direta e 140 cv. 

PRESIDENTE da Ford América do Sul, Lyle Watters, atuou anteriormente na subsidiária europeia e teve de enfrentar a recente fase de profunda crise de vendas. A recuperação do mercado lá foi mais rápida do que o esperado. Para ele, tudo indica que acontecerá algo semelhante aqui. Quando o mercado começar a reagir, também deve surpreender pela velocidade. 

VERSÃO de entrada do Mercedes-Benz C180, produzida no Brasil, tem acabamento e materiais de primeira qualidade, embora faltem alguns acessórios básicos em um modelo premium como sensores de obstáculos. Motor turboflex de 1,6 L e 156 cv não aproveita todo o potencial de desempenho do etanol. Dá conta dos 1.400 kg de peso (vazio), sofrendo um pouco com carga total. 

GOVERNO federal não conseguiu derrubar a liminar que obriga a sinalização de todas as rodovias, antes de aplicar multas em quem deixar de ligar farol baixo durante o dia. A lei, mal discutida e pior implantada, merece revogação. Ideal seria estabelecer um cronograma para luzes diurnas específicas de acendimento automático, tanto em estradas como em cidades. 

VAZAMENTO de óleo lubrificante e outros fluidos originados de veículos são fontes de poluição não atmosférica pouco controladas no Brasil. Inspeção veicular séria parece distante e assim maior cuidado com a manutenção poderia amenizar o problema. Como referência, apenas um litro de óleo tem potencial de contaminar um milhão de litros de água. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

NOVA PERSONALIDADE E MAIS TECNOLOGIA PARA AS VERSÕES SPORTING DO NOVO UNO E DO NOVO PALIO

As versões Sporting do Novo Uno e Novo Palio acabam de ganhar uma nova série especial, a Blue Edition. Ela oferece aos modelos um design externo mais marcante, mas sem abrir mão da forte esportividade da versão. Também traz um interior mais requintado e um alto nível de conteúdos, que agrega muita tecnologia de série a bordo. 

A Série Especial Blue Edition chegou para aumentar a atratividade e a competitividade do Novo Palio Sporting 1.6 e do Novo Uno Sporting 1.4, oferecendo uma caracterização exclusiva, acabamento diferenciado e novos equipamentos. Conheça abaixo a descrição de todos os itens que fazem parte desta nova série especial para cada um dos modelos.

Novo Palio Sporting 1.6 Blue Edition
Caracterização externa:
• Rodas de liga leve com pintura exclusiva;
• Retrovisores externos na cor cinza;
• Detalhe na parte inferior da grade dianteira na cor azul;
• Adesivos nas cores azul e cinza no capô, portas dianteiras e
porta-malas; 
• Siglas “Blue Edition” nas colunas C.
Caracterização interna:
• Quadro de instrumentos com detalhes em azul;
• Volante em couro com costura azul;
• Novos tecidos com costura azul;
• Coifa do câmbio com costura azul
• Maçanetas internas e aro do alto falante pintados na cor azul; 
• Nova Saída de ar central e lateral;
• Interior escurecido;
• Cintos de segurança na cor preta.
Novos Conteúdos:
• Teto Solar Elétrico Sky Wind;
• Vidros elétricos traseiros;
• Volante em couro com comandos de rádio;
• Alarme;
• Parafusos antifurto.


Novo Uno Sporting 1.4 Blue Edition
Caracterização externa:
• Rodas de liga leve esportivas com pintura exclusiva;
• Anéis estéticos da grade dianteira na cor azul; 
• Retrovisores externos na cor cinza;
• Adesivos nas cores azul e cinza no capô, lateral e porta-malas;
• Siglas “Blue Edition” nas colunas C.
• Caracterização interna:
• Banco traseiro bipartido;
• Banco do motorista com regulagem de altura;
• 3º apoio de cabeça do banco traseiro;
• Apoia-braço central no banco do motorista;
• Porta-objetos para smartphone;
• Cinto de segurança traseiro central retrátil de 3 pontos;
• Quadro de instrumentos com detalhes em azul;
• Volante com detalhe na cor azul;
• Novos tecidos com costura azul;
• Maçanetas internas pintadas na cor preto Onix;
• Pedais esportivos.

Novos conteúdos: 
• Rádio Connect com USB/BTH; 
• Retrovisores Externos elétricos com tilt down; 
• Volante com comandos de mídia;
• Vidros elétricos traseiros;
• Chave canivete com telecomando;
• Alarme.


Para criar ainda mais exclusividade, a Série Especial Blue Edition está presente somente nas cores externas Branco Banchisa; Branco Kalahari; Prata Bari e Preto Vesúvio.

Esta nova série especial torna as versões Sporting do Novo Uno e Novo Palio ainda mais competitivas. Essas versões já possuem um excelente custo-benefício, agora, com a Série Especial Blue Edition, essa vantagem ao consumidor ficou ainda maior. O Novo Uno Blue Edition chega com um contra-valor de 24% em relação aos itens que compõem essa série especial, enquanto o Novo Palio Blue Edition oferece um contra valor de 31%. 


Confira abaixo os preços da Série Especial:
Novo Uno Sporting 1.4 SE Blue Edition – R$ 46.550,00

Novo Palio Sporting 1.6 SE Blue Edition – R$ 55.140,00

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

NOVO UNO E NOVO PALIO FICAM MAIS COMPLETOS DE SÉRIE

Para comemorar os 13 anos de liderança da Fiat, o Palio como o modelo mais vendido do Brasil no ano passado e os desejos de seus consumidores, a Fiat passa a oferecer modelos ainda mais completos de série. 

A partir de agora, todas as versões do Novo Uno e Novo Palio sairão de fábrica com ar condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros com one touch e antiesmagamento, travas elétricas com travamento automático das portas a 20 km/h. O Novo Uno também ganha de série faróis de neblina e quadro de instrumentos com display LCD de alta resolução com computador de bordo. 

Tudo isso torna os modelos muito mais competitivos em relação aos seus concorrentes diretos no mercado. Eles oferecem uma ótima relação custo-benefício, trazendo grandes vantagens para o bolso do consumidor. Só para dar um exemplo, antes o valor do ar condicionado para o Palio Attractive 1.0 como opcional era de R$ 3.101,00, agora foi incluído na lista de série do carro por apenas R$ 1.800,00, ou seja, uma redução de 42%.

Mais completos e com excelentes contra-valor. Confira abaixo os novos preços:
Novo Uno Attractive 1.0 – R$ 36.330 à ganhou de série os itens ar condicionado, vidros elétricos, travas elétricas, faróis de neblina e quadro de instrumentos com display LCD de alta resolução com computador de bordo.
Novo Uno Way 1.0 – R$ 37.354 à ganhou de série os itens ar condicionado, vidros elétricos, travas elétricas, faróis de neblina e quadro de instrumentos com display LCD de alta resolução com computador de bordo.
Novo Uno Evolution 1.4 – R$ 40.130 à ganhou de série os itens ar condicionado e faróis de neblina.
Novo Uno Way 1.4 – R$ 40.130 à ganhou de série os itens ar condicionado e faróis de neblina.
Novo Uno Sporting 1.4 – R$ 41.650 à ganhou de série o ar condicionado.

Novo Palio Attractive 1.0 – R$ 38.560 à ganhou de série o ar condicionado.
Novo Palio Attractive 1.4 – R$ 41.800 à ganhou de série o ar condicionado.
Novo Palio Essence 1.6 – R$ 46.086 à ganhou de série rádio Connect CD MP3, entrada USB, viva-voz Bluetooth e Audio Streaming e retrovisores externos elétricos com Tilt down.
Novo Palio Sporting 1.6 – R$ 48.373 à ganhou de série rádio Connect CD MP3, entrada USB, viva-voz Bluetooth e Audio Streaming e retrovisores externos elétricos com Tilt down.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Fiat lança série especial Itália do Uno limitada a 1.000 unidades

Sucesso de vendas em diversos modelos da Fiat, a Série Especial Itália vem se mostrando um grande atrativo aos consumidores, e agora chega novamente ao Uno Vivace 2015. Esta nova série oferece ao modelo um visual mais ousado, um interno ainda mais exclusivo e um excelente contra valor ao cliente. Interna e externamente, a Série Especial Itália do Uno Vivace 4 portas é composta por vários itens que valorizam ainda mais o modelo. Confira abaixo:

Itens de conforto: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros com one-touch (subida e descida) para motorista, travas elétricas, desembaçador do vidro traseiro, limpador e lavador do vidro traseiro (limpador traseiro com acionamento automático à ré), console porta-objetos no teto, quadro de instrumentos com econômetro e conta giros, predisposição para rádio, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa do tanque de combustível, cintos de segurança laterais traseiros retráteis de 3 pontos, apoia pé para o motorista, alças de segurança traseiras, console central com porta-objetos e porta-copos, espelho no para-sol lado motorista, porta-óculos, retrovisores externos com comando interno mecânico e pneus aro 14”.


Características externas: anéis estéticos na grade dianteira com tema Itália, faróis com máscara negra, lanternas traseiras fumê, badge Itália na coluna traseira, maçanetas e retrovisores na cor do veículo, revestimento externo nas colunas das portas, sigla UNO na tampa traseira nas cores Itália e spoiler na tampa traseira na cor do veículo.

Acabamento interno: novo tecido exclusivo com bordado Itália nos bancos dianteiros, moldura central do painel de instrumentos exclusiva, painéis de porta revestidos parcialmente em tecido, volante bi textura, revestimento interno da soleira das portas e do montante central em 2 peças.

Limitada em mil unidades, a Série Especial Itália no Uno Vivace 1.0 4 portas está disponível em cinco cores: Prata Bari, Preto Vulcano, Vermelho Alpine, Branco Bachisa e Cinza Scandium.Fiat Uno Série Especial Itália: ainda mais exclusivo, confortável e competitivo, chega ao mercado por R$ 34.430 e R$ 35.356 (com pintura metálica).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

NOVO UNO 2015 GANHA GRAFITE

O mais novo lançamento da Fiat ganhou visual ousado com a arte do grafite. Para criar os desenhos que estampam um Novo Uno 2015, jovens do programa social Árvore da Vida, da Fiat Automóveis, e do Centro Popular de Cultura Frei Estanislau usaram mais de 45 latas de spray durante quase 17 horas. A inspiração veio da visão de futuro da comunidade do Jardim Teresópolis, localizada em frente à fábrica de automóveis, em Betim (MG), e que reúne mais de 30 mil moradores. A ação aconteceu nos dias 22 e 23 de setembro.

“Os desenhos retratam o ideal de engajar todos – parceiros, instituições e a própria comunidade – para que novas conquistas sejam alcançadas pelos moradores”, explica Éden de Oliveira, conhecido como Sabão, professor de grafitagem do Centro Popular. O grafite mostra a comunidade sendo abraçada e os olhos de um morador que reforça a mensagem de visão de futuro, além de cenas do cotidiano, como grupo de meninos jogando futebol.

Estefany Duarte, de 15 anos, aluna do Árvore da Vida na oficina de canto coral, participou da ação. “Foi uma surpresa ser convidada para a grafitagem do carro do Árvore da Vida 10 anos. Queremos surpreender as pessoas com a pintura”, conta Estefany, que foi responsável pelos contornos e acabamentos dos desenhos. O Novo Uno 2015 grafitado ficará disponível para exposição em diversos lugares.

Sobre o Jardim Teresópolis

É a região localizada em frente à fábrica da Fiat Automóveis em Betim (MG) e que concentra cerca de 33 mil pessoas dos bairros Jardim Teresópolis, Vila Bemge e Vila Recreio. Nos últimos anos, a comunidade vem enfrentando positivamente importantes desafios para a melhoria da educação, segurança, saúde e trabalho, com o apoio de programas como o Árvore da Vida, desenvolvido pela Fiat Automóveis em parceria com a AVSI e CDM.



sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3714 - 12.09.2014 edita@rnasser.com.br   

Anti Porsche, AMG GT lança modelo, marca e fábrica.
Na mesma Afallterbach, cidadezinha a meia hora de Sttutgart, Alemanha, onde surgiu como oficina há 47 anos, e no novo prédio abrindo a série de 20 galpões, a AMG, assimilada e divisão da Mercedes-Benz, lançou-se o AMG GT. Automóvel de rendimento esportivo, foca no mítico Porsche 911 S, para ocupar lugar de destaque no mercado dos carros de atitude. É um Superesportivo.

Produto inteiramente novo, sucede o SLS e suas portas abrindo para cima, exibindo credenciais como o chassi e carroceria em alumínio - nesta se excetua a tampa traseira, em aço, material para dar rigidez e estrutura anti torcional.Não é apenas mais um. Alarga a trilha aberta com o SLS para declarar ser agora fabricante, evolução do trabalho de desenvolver Mercedes-Benz, e após ter vendido 32 mil veículos em 2013. A aparência, o novo motor, a disposição esportiva, a capacidade de ser aplicado como carro de corridas, servirão como imagem aos automóveis Mercedes. Tobias Moers, condutor da AMG,foi sintético: o GT será o embaixador da marca.

Muda tudo
Chassi, interior cuidado demonstrando evolução visual, casamento com a carroceria curvácea, dimensões e conceitos do mítico SL 300 Asa de Gaivota, incluindo o longo capô, o motor recuado, entre eixos, e a exclusividade mecânica da marca ao juntar caixa de marchas e diferencial numa só peça, o transeixo, na traseira, tudo se integra em nome de criar bandeira tecnológica. Tudo feito na AMG.

As linhas se marcam pelas superfícies lisas, pela aparência musculosa oferecida pela frente baixa, os largos para lamas, as grandes tomadas de ar frontais para arrefecer líquidos como a água de refrigeração e o óleo do motor, e a baixa altura permitida pelo novo motor V8, a 90 graus, 4,0 litros, feito sem carter de lubrificante, usando depósito externo. Isto permitiu ser rebaixado 5,5 mm.

Formas tem indubitável caráter esportivo e a distribuição de volumes criou traseira mesclando linhas do referencial Asa de Gaivota, e as do seu mirado concorrente 911S Porsche. Famosa estilista de moda Coco Chanel dizia, elegância era se produzir simplesmente e depois tirar 50% do conjunto. Parece, os designers, time próprio e novo arrebanhado pela AMG, sabiam disto. O GT dispensa riscos, rasgos, reentrâncias, dobras. As formas são limpas, lisas, sem adereços ou frescuras. Transforma os naturalmente comparados Ferraris e Lamborghinis em coisas barrocas perto de sua limpeza. Um belo design.

Interior segue a filosofia. Não é espartano com o Ford GT, de fugaz porém marcante passagem. É cuidado, harmonioso, rico em materiais e cuidada combinação, incluindo as linhas de harmonização do painel e a centralização dos comandos no largo, alto e estrutural console sobre o tubo de torque, ligando o motor à transmissão. Mudanças de marcha por alavanca no console ou pelas borboletas sob o volante.


Futuro
Dieter Zettsche, CEO da Mercedes automóveis, responsável pela renovação de modelos em nome da reconquista da liderança do mercado Premium, em conversa com os jornalistas brasileiros, e com saudação em português, concordou com a postura não exposta nas apresentações, quanto ao nascimento de outra marca para a Mercedes e, também, que a iniciativa não se resumirá ao novo GT, desdobrando-se em outros produtos. Passo corajoso.Não se falou de capacidade industrial produtiva. Construir em alumínio, buscando compatibilizar baixo peso com resistência estrutural exige muitas intervenções e muitos elementos, processo muito distante do fazer uma plataforma convencional com meia dúzia de solenes porradas por prensas e linhas de solda. É um limitador quantitativo.

Oficialmente não se falou em preço. Crê-se, seja anunciado no Salão de Paris, neste mês, mas as especulações projetam-no superior aos US$ 90 mil do visado Porsche 911S. Projeções entre material, mão de obra, o delta valorativo de ser um Mercedes, e o objetivo de concorrer com o 911S o detenha entre US$ 100 mil e US$ 120 mil. No Brasil, sem prazo para chegar, o modelo anterior SLS, de aquecimento industrial para chegar aos atuais produto e postura da AMG, foi vendido inicialmente a R$ 700 mil. Chegará à Europa em dezembro, aos EUA em março, pós Salão de Detroit e na China, maior mercado do mundo, em abril.
Informação atribuída a fontes da Mercedes diziam ser maior: em 115 mil e 130 mil - Euros.Mercedes não quer pagar pela nova imagem. Quer, com o GT, a divisão AMG sustentável e lucrativa.

Resumo
Motor V8, novo, 32 válvulas, injeção direta, dois turbos no vale do V, 462 cv na versão de entrada e 510 na S, torque de 650 Nm entre 1.750 e 4.500 rpm, pressão dos turbos entre 1,2 e 2,0 bar. Versão S acelera de 0 a 100 km/h em 3.8s e final de 310 km/h. Transmissão com sete marchas no eixo traseiro, controle eletrônico na versão S. 1540 kg e consumo com motor 462 cv, ciclo europeu, quase 11 km/litro, baixas emissões. E um som grave e viril.

Ferrari: crise com Fiat. E venda ?
Ao fim do Grand Prix da Fórmula 1 em Monza, Itália, domingo passado, após outra dupla vitória da até agora imbatida Mercedes, Sérgio Marchionne, CEO – o executivo no. 1 - da Fiat Chrysler, perguntado sobre mais uma derrota da Ferrari, e em sua terra, cobrou publicamente ações de Luca de Montezemolo, presidente da companhia. E, instigado, sobre a possibilidade do executivo, de carreira brilhante, deixar a empresa, disse que ninguém é insubstituível.

Definição, parecendo recado, foi vista pelo sistema bancário italiano como a abertura da possibilidade de venda da Ferrari, pertencente à Fiat, e hoje avaliada em US$ 5 Bilhões, em especial pelo fato das derrotas da empresa diminuírem o valor de suas cotas. Tal montante, pela parte pertencente à Fiat, é ansiado como reforço de caixa ante muitas contas geradas pela compra da Chrysler e os planos de renovação dos produtos da marca.

Na crise que quase degolou a empresa há alguns anos, a família Agnelli, controladora, desfez-se de muito patrimônio extra automóvel para salvar a Fiat. E, para blindar a Ferrari, ícone nacional e símbolo da italianidade, sobre a possibilidade de perda ou venda, excetuou-a, sem incluir no pacote que reuniu todas as suas marcas sob o controle da Fiat Auto SpA.

Agora situação parece diferente. Montezemolo, 67, é executivo vitorioso, ex presidente da Cofindustria, a confederação das indústrias italianas, dono de negócios de charme, como os óculos WEB, dos relógios Girard-Perregaux, recém criou companhia de estradas de ferro para concorrer com a rede estatal. Na Fiat, então braço direito do capo di tutti capi, o mandão maior Gianni Agnelli, fez boa gestão, e na Ferrari transformou-a em marca de griffe,  aumentando produção, preços, lucros, gerando o valor muito superior aos bens físicos.
Há dias foi convidado a dirigir a fusão das companhias aéreas Alitalia e Etihad.
Montezemolo tomou  estrada da dignidade e demitiu-se. Mas a saída não parece problema. Este será vender a Ferrari a cliente não italiano. Causará trauma na Itália.

Picape, o segundo produto Jeep em Recife
Após o Jeep Renegade – vendas pós Carnaval, pois nem Jeep consegue superar os obstáculos da mídia e atenções durante a festa – a fábrica de Goiana, Pe, terá segundo produto: um picape.Coisa arrumada, diferenciada, situando-se em porte e preço acima de Strada e Saveiro, e abaixo de Nissan Frontier, Mitsubishi, VW Amarok, Ranger, Toyota Hilux e Chevrolet S10. Terá dimensões assemelhadas a estes picapes, então ditos médios, quando surgiram há 20 anos.

Nas diferenças, além do porte está plataforma monobloco – demais aplicam chassis em longarinas e travessas -, e suspensão independente nas 4 rodas.
Motorização flex e diesel. Motores 2.0, 160 cv, e 2.4, 170 cv, ciclo Otto, Flex, e diesel 2.0 170 cv, importados, de produção Fiat. Transmissão em estudo de viabilidade: mecânica de seis velocidades e versões de topo com caixa de dupla embreagem, oito ou nove velocidades – como em versão do Jeep Renegade.
Ao lançamento, os dois extremos, com motor flex tração simples, dianteira, e o diesel 2.0, tração nas quatro rodas e reduzida.

Piloto de avaliação de uma das mulas – veículo disfarçado para não conseguir ser definido - foi sintético: rodar muito mais para automóvel que para picape.Coerente. Todos os picapes feitos no Brasil utilizam-se do secular eixo traseiro rígido, desconfortável no andar por transmitir as irregularidades sentidas por uma roda à outra, além da vibração e da pouca aderência em frenagens de emergência. Têm andar encabritado e sensações de caminhão pequeno. A suspensão independente nas 4 rodas muito amplia o conforto no rodar.

Ciclo
Repete a história. A marca Jeep, mais emblemática variante de automóvel, ao lançar seu picape, na virada dos anos ’40, optou por tê-lo menor ante os então concorrentes. Renova o enfoque e a perceptível diferença para seduzir clientela: conforto de rolagem, melhor dirigibilidade e segurança em estabilidade e frenagem, permitidos pela suspensão independente em todas as rodas.

Negócio
Fiat, agora uma das marcas da FCA – Fiat Chrysler Automobiles -, implanta grande área industrial no Nordeste. Não é tão somente mais um endereço, enclave para produzir mais Fiats. Pode ser, venha a faze-los. Mas base do negócio é relançar marcas Alfa Romeo, Dodge, e Jeep no Brasil.
Novas linhas, novos produtos, novas redes de revendedores. Empreendimento impactante, para 250 mil unidades anuais, fornecedores instalados na planta industrial, grande passo para sedimentar a ousadia da matriz Fiat que, em menos de uma década se transformou: de empresa quase falida, a preocupante concorrente no mercado, líder no Brasil, quinto mercado mundial.

Roda-a-Roda

Mudou – Após seu Fit 2015 receber pontuação marginal em teste de impacto do Insurance Institute for Highway Safety, IIHS, de seguradoras – Honda mudou suporte do para choques frontal. Trocará em 12.000 unidades  vendidas.

Aqui – Honda Brasil interpreta a ação como correção e não a aplicará aqui. Diz: “A informação divulgada pela Honda americana sobre o novo Fit nos EUA não se referiu a um recall por falha de produto. Em alguns mercados existem ações chamadas de PUD - Product Update - onde é possível chamar clientes para efetuar atualizações de produto. A alteração em pauta significa uma mudança do produto a fim de se obter melhores classificações no índice ISSH. Dessa forma, não existe relação com a especificação do FIT produzido no Brasil.” 

Bom começo – Série First Edition, inicial de 1.927 unidades – número registra o ano de criação da companhia - do novo utilitário esportivo Volvo XC90, lançado pela Internet, vendeu em 47 horas.

Conceito - Marca tão forte, clientela nem quis saber se o novo motor, de projeto chinês, substituindo os antigos Ford EcoBoost, é bom ou não.

Atualidades – Volvo de automóveis, investe seriamente em segurança e resistência, há anos foi comprada pela Ford e, pré crise econômica dos EUA, vendida aos chineses da Geely.

Audi + - Apesar de economia instável no mundo, Audi consegue superar performance do mercado. E agora quer vender 1,7M de unidades em 2014. Previsão anterior era 1,5M.

O Gato – Jaguar fez enorme festa, criou música, envolveu personalidades inglesas, lembrou ações do agente 007, incluindo trazer o carro de helicóptero sobre o rio Tâmisa até uma lancha de alta velocidade que o levou até o final.

Razão – Com o modelo XE, sedã médio, quer triplicar as vendas. O espaço estava vazio desde a saída de produção do modelo X Type, um Mazda de motor transversal e tração dianteira, repelido pelos compradores.

Armas – Intenso uso de alumínio na plataforma modular e na carroceria, motor V6, 3.0, turbo com 340 cv, tração traseira, transmissão de oito marchas, aceleração de 0 a 100 km/h em 5,1s, grande espaço interno, o XE foca competir com BMW Serie 3 e Mercedes Classe C. Lançamento em setembro no Salão de Paris. No Brasil, Salão do Automóvel, outubro.

2008 – Vazaram na Internet fotos do 2008, mini utilitário esportivo a ser lançado pela Peugeot. Thomas Merchant, diretor da marca na matriz, confirma lançamento para o Salão do Automóvel, outubro.

Foco – Peugeot, disse o executivo, aplicará enorme plano de reestruturação no Mercosul para implementar negócios, melhorar as más vendas do bom 208 no Brasil. Investirá para promover imagem da marca no Brasil, Uruguai e Chile. Plano de reestruturação é nome elegante de corte de pessoal.

Mercado – Vendas de 19.132 veículos em agosto significou à Renault crescer 0,4% relativamente aos números de agosto 2013, no período mercado encolheu 17%. Novo Sandero e Logan lideram a marca.

Acerto – Decisão da Renault em fazer localmente veículos da romena linha Dacia – Logan, Sandero e Duster -, sugeria condenar o mercado a produtos de segundo nível. Entretanto salvou a operação, fe-la rentável e a mais vendida após as quatro grandes.

Finalmente - Quase um ano após, executivo da Fiat recordou o Leão de Ouro, recebido no último festival do filme publicitário em Cannes, França. Primeiro da América do Sul, disputando contra empresas grandes e de enormes orçamentos – IBM, Google, etccc.

Festa - O prêmio à companhia não tem sido capitalizado como conquista diferenciativa. Foi lembrado por Lélio Ramos, diretor comercial. Durante a apresentação do Uno Novo De Novo, mantinha a estatueta em mãos.

Vem aí – Sobre a nota da Coluna passada quanto ao início da produção local do Golf, Volkswagen esclarece: começará em 2015. Golfs mexicanos, com algumas simplificações relativamente aos modelos alemães atualmente à venda, iniciam ser importados até início da comercialização dos nacionais.

Charme – Nova atividade da Mercedes, alugar carros e utilitários esportivos com e sem blindagem mais Sprinter, tem promoção para os finais de semana: locação de sexta feira ao meio dia, até segunda, mesmo horário, pagará apenas duas diárias. Mais ? Gestor de Negócio-Locação de Veículos Eduardo Mamede 11-99882-5727 /  Nextel:ID.94*131796.

Tecnologia – O sistema de partida Start-Stop, desenvolvido pela Bosch e equipando o Novo Uno exige motor de arranque mais forte, cremalheira reforçada no motor e bateria para suportar seguidamente as demandas. Fiat estreia as novas Heliar EFB, com placas positivas revestidas por malha, capacidade de 60 AH e partida de 500 A.



DNA – Pedro, 16, o mais novo dos Piquet, é campeão de Fórmula 3 Sul Americana, mesmo faltando duas provas para terminar o campeonato. Venceu 13 das 18 provas e é o único piloto a marcar pontos em todas.




Desinteresse – Cadillac sedan de 1951, serie 62, ex do ex presidente argentino Juan Domingo Peron, e pertencente a outro argentino famoso, o penta campeão de automobilismo Juan Manuel Fangio, leiloado pela Silverstone Auctions. Autorização por herdeiros, atingiu US$ 203.504 – uns R$ 450 mil.

Não combina – Fangio implantou em Balcarce, sua terra natal, o melhor museu de automóveis na Argentina doando, obtendo, reunindo excelente acervo. Passou e os herdeiros vendem o que podem. Há meses trocaram por moedas um Torino Gran Routier, o modelo sedã, também do ex campeão. Ninguém na Argentina, governo ou colecionadores se mexeu.

Gente - Sydney Latini, economista, passou. OOOO O Dr Latini, como reverenciado, foi o secretário geral do GEIA. OOOO No grupo encarregado de implantar a indústria automobilística, assunto novo, conseguiu gerir desenho de reconhecida eficiência. OOOO Deixou um livro, o melhor do tema, sobre a implantação desta indústria, e amigos agradecidos pelo convívio rico. OOOO

Um novo Uno para liderar
Quatro anos após lança-lo, Fiat apresentou nova edição do Novo Uno. Assume o nome, e o antigo será mantido em produção, como veículo de menor preço. Ampla reformulação em todos os grupos, de mecânica, estilo e conteúdo, contém diferenciais como o sistema Dualogic de automatização do câmbio através de botões, como o fazem Ferrari e o Alfa Romeo 4C e, para os conscientes da ecologia, o sistema Start-Stop, desligando o motor ao parar em sinais, cruzamentos. Reduz consumo e emissões, em circuito de para e anda, em até 20% do volume. Opcional sistema fixo ao painel, o Easy For You recebe o smart phone, utiliza sua tela, faz e recebe ligações por Bluetooth, vira GPS.

A colocação de atrativos diferenciados e as numerosas mudanças, atingindo até a plataforma, tem a pretensão de ampliar suas vendas em 30%. Hoje quarto lugar na lista dos mais vendidos no mercado, tal percentual  somado às vendas atuais o levariam a 13.000 vendidos mensalmente. Tal número embolará a disputa pelo primeiro lugar nas vendas domésticas, lideradas por outro Fiat, o Pálio, disputando com o VW Gol a posição de mais vendido. Outro da marca, o picape Strada, comanda as vendas dos picapes pequenos, e é tremendo adjutório na soma que leva a Fiat à liderança do mercado, como o faz há 13 anos.