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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Porsche LMP1 - Multitarefas em alta velocidade


É com as mãos e pés, experiência e instinto que os pilotos controlam o Porsche 919 Hybrid no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). Sob o painel, os pés fazem punta-taco (ato de pisar simultaneamente com o pé direito no acelerador e no freio). Alguns dos pilotos de fábrica da Porsche usam o pé esquerdo para frear, outros preferem mover o pé direito entre os pedais do acelerador e do freio. Mas o que fazem com as mãos é muito mais complicado: os pilotos operam um computador. 

Apontar o carro na direção correta é a tarefa mais trivial realizada com o volante. Os pilotos trabalham com 24 botões e interruptores na frente do volante, além seis palhetas no outro lado, para controlar totalmente o complexíssimo carro de corridas. Nesta temporada de 2016, os botões e interruptores no volante foram cuidadosamente reposicionados com a cooperação dos pilotos para facilitar sua operação com confiabilidade em ritmo de corrida. Em Le Mans, as velocidades mais altas chegam a 340 km/h. Mesmo assim, alguns elementos de controle tiveram que ser posicionados no painel, simplesmente porque não há mais espaço no volante. 

O volante do carro de corrida não é redondo - na realidade é um retângulo achatado. O formato se deve ao espaço necessário na hora das trocas de pilotos. De outra forma, os pilotos mais altos, como Mark Webber ou Brendon Hartley, em particular, teriam dificuldade para acomodar rapidamente suas pernas compridas. Ao centro há um grande mostrador, que mostra aos pilotos um grande volume de informações. Elas incluem a velocidade, qual marcha está engatada, o modo de gerenciamento do motor selecionado no momento e o nível de carga da bateria de íons de lítio, isto é, quanta energia elétrica está disponível para ser usada para movimentar o eixo dianteiro. O motor elétrico no eixo dianteiro complementa o trabalho do motor a combustão com quatro cilindros turboalimentado de dois litros, que movimenta as rodas traseiras. O botão de controle no alto, à esquerda, (chamado DISP) é usado para escolher as informações que são exibidas.

Os botões usados com mais frequência estão posicionados ao longo da borda superior externa, para que possam ser alcançados facilmente com os polegares. O botão azul no alto, à direita, está em uso quase o tempo todo - é o lampejador de faróis, usado pelos rápidos protótipos para avisar os veículos mais lentos nas provas do WEC que estão sendo ultrapassados. Quando acionado, ele faz os faróis piscarem três vezes. À luz do dia, os pilotos mantêm o polegar nele quase que permanentemente, já que o sinal feito pelos faróis é mais difícil de perceber na claridade. 

O botão no alto do lado esquerdo também é usado bastante. Ele é o responsável por liberar a força elétrica da bateria, também chamada de "boost", para aumentar a aceleração. Os pilotos podem usar a energia extra para ultrapassar, mas precisam ser cuidadosos, economizando essa força. A quantidade de energia que pode ser usada por volta é especificada: a referência para isso é uma volta no circuito de Le Mans, onde podem ser utilizados oito megajaules. Os valores são reduzidos para os circuitos mais curtos. A quantidade de energia que um piloto usa para se livrar do tráfego na metade de uma volta, por exemplo, não estará mais à mão para o restante da volta.

Os interruptores rotativos à esquerda e à direita, na parte de baixo do mostrador (TC/CON e TC R) são para a pré-regulagem do controle de tração. Para um ajuste fino das várias regulagens do motor e do sistema híbrido, os pilotos usam os botões nas duas fileiras superiores, o TF- e o TF+ em amarelo claro e o MI- e MI+ em azul. Abaixo deles ficam os botões mais e menos em rosa, que controlam o equilíbrio dos freios (BR) entre os eixos dianteiro e traseiro. 

Dos dois botões verdes, o da esquerda opera o rádio (RAD) e o da direita é o botão que sinaliza OK para o piloto para confirmar que ele realizou as mudanças de regulagens pedidas a ele através da comunicação de rádio com os boxes. A telemetria multidirecional é proibida: os engenheiros não podem interferir ativamente, mas apenas dar aos pilotos informações e ordens a partir dos dados que recebem do carro. 

Os botões cor de laranja, no nível logo abaixo, operam a garrafa d'água (esquerda, DRINK) e, o do lado direito o modo de rolamento (SAIL), que é uma forma de rodar economizando combustível, sem acelerar o motor a combustão.

O botão dourado PIT, à esquerda, aciona o limitador de velocidade para a entrada e saída nos boxes (60 km/h). O seu equivalente do lado direito leva a sigla FCY e é o limitador de velocidade para períodos de neutralização, como quando acontece uma "Bandeira Amarela em Toda a Pista" e os carros têm que andar 80 km/h.

O controle rotativo central, chamado MULTI, trabalha junto com os dois controladores bem ao alto na parte externa do volante. Quando o engenheiro dos boxes pede para que seja usado o acerto "Alfa 21", por exemplo, o piloto seleciona o "A" no botão rotativo e, depois, o 2 no controle vermelho à esquerda e, finalmente, o 1 no controle verde escuro da direita, antes de pressionar o botão OK. Para cada uma dessas combinações, existem programas de gerenciamento do motor ou do combustível pré-designados. O interruptor rotativo verde (RECUP) aciona o gerenciamento da recuperação de energia. 

Ao centro do nível mais baixo foca o botão liga/desliga do motor a combustão (Start/Kill). Os dois controles restantes, a meia-altura do volante, definem a quantidade de energia durante o "boosting" (B - dourado e à esquerda) e controlam a estratégia escolhida para o motor a combustão (S - azul e à direita).

Para permitir que os controles sejam reconhecidos no escuro, suas cores são fluorescentes e são iluminadas por uma lâmpada de luz negra, situada acima do capacete do piloto.

O volante é feito de fibra de carbono e suas empunhaduras são cobertas de borracha antideslizante. Graças ao sistema de assistência da direção, os pilotos podem manobrar o carro sem nenhuma dificuldade, mesmo com o volante relativamente pequeno. Quando se estendem através das aberturas, seus dedos tocam as seis palhetas do lado oposto do volante. As palhetas centrais são usadas para trocar as marchas - pressionando a palheta da direita para trocas para cima e a da esquerda para reduzir as marchas. As palhetas inferiores operam a embreagem e as do alto, o "boost" (energia extra para ultrapassar). Os pilotos podem escolher, a seu gosto, usar essas palhetas ou o botão do "boost" na parte frontal do volante. 

Como o volante não pode ser maior e não tem espaço para todas as funções operacionais, os pilotos têm que acessar o painel do carro para algumas regulagens. Ali eles ajustam a luminosidade dos instrumentos à noite, a velocidade do limpador do para-brisa e o volume do rádio. Além disso, há também o botão "N", que coloca o câmbio em ponto morto (neutro). 

segunda-feira, 30 de março de 2015

Porsche 919 Hybrid – a base comprovada foi amplamente aperfeiçoada

A Porsche apresentou no circuito Paul Ricard a segunda geração do 919 Hybrid, seu carro de corrida da categoria LMP1 (Le Mans Prototype 1), com evoluções técnicas e com três pinturas diferentes, uma de cada cor. A Porsche também confirmou que vai passar a disputar na mais elevada entre as quatro categorias de energia da classe LMP1: o desempenho do sistema de recuperação de energia pôde ser aumentado em aproximadamente 30% em comparação à quantidade permitida em 2014. Isso significa que o 919 Hybrid tem competitividade para disputar na categoria de 8 megajoules. As normas revolucionárias do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), que passaram a vigorar no ano de 2014, exigem o uso de sistemas de propulsão híbrida muito potentes e inovadores, e esse foi o principal motivo que fez a Porsche decidir retornar à divisão principal (LMP1).

A equipe Porsche utilizará suas plataformas tecnológicas, que passaram por um aperfeiçoamento ainda mais abrangente, em todas as oito corridas do Campeonato Mundial de Endurance. Os carros estarão pintados na cor branca e portarão o lema “Porsche Intelligent Performance” em sua carroceria. Isto também se aplica ao terceiro 919 Hybrid da equipe, que vai disputar a corrida de Spa-Francorchamps no dia 2 de maio. Entretanto, para a prova mais importante da temporada (as 24 horas de Le Mans, nos dias 13 e 14 de junho de 2015), a equipe vai mandar para o circuito um Porsche 919 Hybrid branco, um preto e um vermelho.

Wolfgang Hatz, diretor do setor de pesquisa de desenvolvimento da Porsche AG, declarou na apresentação dos protótipos da classe LMP1 no sul da França: “O programa da classe LMP1 na Porsche dá enfoque a uma cooperação incluída em uma rede abrangente entre os engenheiros que trabalham em nosso sistema de propulsão inovador”. As normas do WEC foram concebidas para garantir que o carro mais eficiente ganhe a corrida. O setor automotivo em geral deveria adotar essa mesma abordagem para poder manter-se viável. A Porsche oferece atualmente três carros esportivos de produção que contam com o sistema híbrido de tomada. “Isto nos diferencia de nossos concorrentes e planejamos crescer ainda mais neste segmento”, afirmou Hatz. “Para tanto, precisamos de uma especialização substancial dentro da nossa empresa. A pressão enorme de termos um bom desempenho na classe LMP1 significa que nossos especialistas de desenvolvimento para os carros de produção aprendem muito em pouco tempo. Por outro lado, jovens engenheiros recebem treinamento de altíssima qualidade a uma velocidade turbinada e este conhecimento pode ser posteriormente aplicado muito eficazmente na produção em série. Aprender a partir da experiência nas pistas de corrida e aplicá-la nas estradas do dia a dia é uma tradição na Porsche. Portanto, faz perfeito sentido criar uma ligação pelo menos parcial entre nossos protótipos de Le Mans e nossa história no automobilismo por meio das cores que utilizamos”.

O número e a cor vermelha do protótipo são uma homenagem ao carro da Porsche que conquistou a primeira de um total de 16 vitórias gerais pela marca em Le Mans em 1970. Nenhuma outra marca conta com tantas vitórias nessa corrida, considerada a prova de endurance mais exigente do mundo. A cor do Porsche 917 KH (“cauda curta”) com o “Salzburg Design” que venceu a corrida há 45 anos no dia 14 de junho de 1970 também era vermelha. Os pilotos vencedores naquela ocasião eram o alemão Hans Herrmann, atualmente com 87 anos de idade, e o inglês Richard Attwood, agora com 74 anos de idade. Em 2015, na 83ª versão da clássica corrida em Le Mans, o protótipo vermelho com o número 17 será dirigido por Timo Bernhard, 34 (Alemanha), Brendon Hartley, 25 (Nova Zelândia) e Mark Webber, 38 (Austrália).

O LMP1 na cor preta com número 18 é um símbolo do parentesco técnico próximo entre o carro de corrida Porsche 919 Hybrid e o supercarro esportivo Porsche 918 Spyder, que também vem equipado com um sistema de propulsão híbrido. Também foi um 918 na cor preta que, no dia 4 de setembro de 2013, registrou um novo recorde para um carro esportivo de rua de produção ao completar a volta de mais de 20 quilômetros do Circuito Norte (Nordschleife) de Nürburgring em 6min57s. O piloto que registrou esse recorde foi Marc Lieb, 34, da Alemanha. Lieb também vai dirigir o 919 na cor preta em Le Mans neste ano, juntamente com Romain Dumas, 37 (França) e Neel Jani, 31 (Suíça).

O terceiro carro da equipe, o 919 Hybrid na cor branca com o número de carro 19, estará disputando em Le Mans na cor que a Porsche escolheu para seu retorno à categoria superior dos protótipos depois de uma ausência de 16 anos. A cor branca, tradicional para os carros de corrida da Alemanha, também será utilizada nos dois carros de fábrica Porsche 911 RSR que disputarão a corrida na classe GTE Pro. Em Le Mans, o terceiro 919 será dirigido por Earl Bamber, 24 (Nova Zelândia), o piloto de Fórmula 1 Nico Hülkenberg, 27 (Alemanha) e Nick Tandy, 30 (Reino Unido).

Depois do chamado Prólogo (os testes que serão realizados com todos os carros que disputam o WEC nos dias 27 e 28 de março no Circuito de Paul Ricard, na França), o WEC de 2015 terá início no dia 12 de abril em Silverstone (Grã Bretanha). Todas as corridas do WEC, exceto a corrida de Le Mans, têm seis horas de duração. O campeonato passa então para Spa (Bélgica) no dia 2 de maio e depois para Le Mans (França) nos dias 13 e 14 de junho. A corrida em Nürburgring (Alemanha) no dia 30 de agosto, é um novo acréscimo ao WEC, que então deixa a Europa e se dirige a Austin, Texas (EUA) para uma corrida no dia 19 de setembro. As duas seguintes serão disputadas em Fuji (Japão) no dia 11 e outubro e em Shanghai (China) no dia 1º de novembro. A etapa final será realizada em Bahrain no dia 21 de novembro.

A equipe de corrida liderada por Fritz Enzinger (Áustria), Vice-Presidente da Classe LMP1, está sediada no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Porsche em Weissach, e conta com mais de 230 funcionários. Mais de cem desses funcionários são engenheiros que trabalham para o Diretor Técnico Alexander Hitzinger (Alemanha). O Diretor da equipe Andreas Seidl (Alemanha) lida com todas as questões operacionais. “Todas as pessoas da equipe estão aguardando ansiosas por nossa segunda temporada”, afirma Enzinger. “Testamos o novo Porsche 919 Hybrid em separado por um total de 26.675 quilômetros de prova em quatro pistas de corrida diferentes. Agora estamos aguardando com ansiedade nos encontrarmos com todos os pilotos do WEC da FIA durante o prólogo aqui em Paul Ricard”.


quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A Porsche inscreve seu terceiro 919 Hybrid para a corrida de Le Mans de 2015

É com muita satisfação que a Porsche AG anuncia o registro de um terceiro Porsche 919 Hybrid para disputar a corrida de 24 horas de Le Mans (França) nos dias 13/14 de junho de 2015. Como ensaio para o evento, o carro vai disputar a corrida de seis horas de Spa-Francorchamps (Bélgica) no dia 02 de maio. Ainda não foi tomada uma decisão final sobre quais os pilotos que dirigirão este terceiro carro. Os atuais pilotos de equipe Timo Bernhard (Alemanha), Romain Dumas (França), Brendon Hartley (Nova Zelândia), Neel Jani (Suíça), Marc Lieb (Alemanha) e Mark Webber (Austrália) foram confirmados para continuar em 2015 para os dois outros carros Porsche 919 Hybrid que disputam todo o campeonato. 

Wolfgang Hatz, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Porsche AG, afirmou: “Em 2014 nos tornamos imediatamente competitivos com o carro de corrida mais complexo e inovador já construído pela Porsche. Até hoje já conquistamos cinco lugares no pódio, três pole positions e duas voltas com tempos recordistas em Xangai e em Bahrain. Estes são resultados excepcionais. Entretanto, este programa não gera apenas sucesso nas pistas de corridas, ele também contribui em questão de engenharia. O alvo é o desempenho mais elevado com eficiência maximizada em dimensões cada vez menores. É por isso que queremos encarar o desafio com três carros Porsche 919 Hybrid em 2015”.

Para Matthias Müller, Presidente da Diretoria da Porsche AG, esta decisão também expressa um forte compromisso para com o Campeonato Mundial de Endurance (World Endurance Championship, WEC) da FIA: “Nossa decisão de disputarmos a corrida com uma equipe de pilotos da Porsche na categoria LMP1 do WEC demonstrou ser a decisão certa. É isso que sentimos em todas as corridas. O programa de automobilismo altamente exigente contribui diretamente para o desenvolvimento de futuros carros esportivos de estrada. 

Para o desenvolvimento e prova de sistema híbridos futuros, você não encontrará nada mais difícil que o Campeonato Mundial de Endurance e especialmente a corrida de 24 horas de Le Mans. Isso também se aplica à recém-formada equipe LMP1 da Porsche. Mais de 230 pessoas precisaram se desenvolver juntas rapidamente para formar uma equipe forte. O fator humano não é apenas crucial para os homens ao volante, como também para todo o projeto. e isso reflete em muito a filosofia da Porsche”.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Supercarros da Porsche são atrações no Salão do Automóvel de São Paulo

O público brasileiro terá uma rara oportunidade de ver ao vivo, e muito de perto, os dois carros mais avançados da Porsche na atualidade. Entre as atrações da marca alemã no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, estarão os modelos 919 Hybrid de corrida e o superesportivo 918 Spyder, um bólido de propulsão híbrida capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 2,6 segundos. “Esses dois modelos demonstram toda a capacidade tecnológica da Porsche para criar modelos capazes de aliar alto desempenho, máxima eficiência energética e baixos índices de emissões”, explica Marcel Visconde, presidente da Stuttgart Sportcar, importadora oficial da Porsche no Brasil.


Toda a tecnologia do 918 Spyder é resultado da experiência e pesquisa da Porsche em corridas de automóvel. Trata-se de um modelo de dois lugares com carroceria aberta (tipo targa) e chassi totalmente construído em fibra de carbono. A tração é provida por um motor V8 de 4,6 litros com 608 cv de potência e dois motores elétricos (um dianteiro e um traseiro) capazes de entregar 286 cv. Trabalhando em conjunto, eles podem desenvolver até 887 cv de potência e levar o carro a até 345 km/h. Não por acaso, o 918 Spyder foi o primeiro carro de rua homologado em nível mundial a percorrer os mais de 20 km do traçado norte do circuito de Nürburgring, na Alemanha, em menos de sete minutos.

Mesmo com tanto desempenho, o consumo pode ser incrivelmente baixo: de 32 a 33 km/l. Outro dado: no modo puramente elétrico, o 918 Spyder tem autonomia entre 16 e 31 km (dependendo das condições de tráfego e do modo com que é dirigido) e pode chegar a 150 km/h. Isso o torna perfeitamente utilizável em percursos urbanos, com mínimo gasto de energia, praticamente sem emissões e com baixíssima produção de ruído. 

Um comutador giratório localizado no volante permite escolher entre cinco modos de propulsão: E-Power (tração puramente elétrica), Hybrid (motores elétricos auxiliados pelo motor a combustão quando mais desempenho é requerido), Sport Hybrid (motor a combustão em funcionamento permanente, para uma dirigibilidade mais esportiva), Race Hybrid (motor a combustão em funcionamento permanente e motores elétricos programados para entregar potência máxima) e Hot Lap (para máximo desempenho; para esta configuração, deve-se pressionar o botão vermelho existente no centro do comutador giratório, que deverá estar no modo Race Hybrid). 

Além das virtudes de desempenho, o 918 Spyder atende aos quesitos da Porsche em termos de conforto e acabamento: o interior tem materiais como couro e fibra de carbono. Opcionalmente, pode-se optar pelo pacote Weissach, que torna o carro 41 kg mais leve graças à supressão de equipamentos ou ao uso de componentes de menor peso. É este o caso da unidade que estará exposta no Salão. Por fim, mais um fator que torna imperdível a oportunidade de ver o 918 Spyder de perto: o modelo tem produção programada de apenas 918 unidades. Até o momento, somente três vieram para o Brasil. 

O 919 Hybrid, por sua vez, disputa a categoria principal (LMP1) do Campeonato Mundial de Endurance (WEC). É o mais complexo carro de competição já concebido pela Porsche. A marca alemã é a maior vencedora da 24 Horas de Le Mans e voltou neste ano à categoria LMP1, a mais rápida da tradicional corrida francesa, cujo regulamento serve de base para o do Campeonato Mundial de Endurance. As regras concedem liberdade de configuração mecânica para os carros, mas obrigam os fabricantes a combinar velocidade com eficiência energética. 

No caso da Porsche, a escolha foi por um protótipo híbrido com motor a combustão com 2 litros, 4 cilindros e turbocompressor. Este motor, capaz de gerar cerca de 500 cv de potência, envia tração ao eixo traseiro. Ao mesmo tempo, um sistema recupera energia do fluxo dos gases de escape e outro resgata a energia gerada durante a frenagem no eixo dianteiro. A energia resgatada por estes dois sistemas é armazenada em uma bateria e pode ser recuperada pelo piloto, que passa assim a contar com uma potência adicional de centenas de cv enviadas para o eixo dianteiro. Dessa forma, a tração passa a estar presente nas quatro rodas. Trata-se de um sistema único na categoria LMP1 – e de uma verdadeira plataforma de pesquisa da Porsche para eventual uso em carros de rua no futuro.

Depois do Salão, os brasileiros terão uma nova oportunidade para ver o 919 Hybrid: será no dia 30 de novembro, data da 6 Horas de São Paulo, no autódromo de Interlagos. Ali, os dois Porsches 919 Hybrid estarão em plena velocidade na luta pela vitória na prova que encerra a temporada 2014 do WEC. O Salão do Automóvel acontecerá no Pavilhão de Exposições do Anhembi e estará aberto ao público entre 30 de outubro e 9 de novembro.