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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Qual nova opção de duas cores do Nissan Kicks estará no Salão do Automóvel de São Paulo 2016?

A Nissan convida os brasileiros a tentar adivinhar pelas mídias sociais qual nova opção combinação de duas cores do Nissan Kicks, novo crossover global da marca japonesa, será apresentada no Salão do Automóvel de São Paulo. O evento está marcado para o São Paulo Expo entre os dias 10 e 20 de novembro.  

Recém-lançado no mercado brasileiro, no qual fez sua estreia mundial, o Nissan Kicks está sendo introduzido em outros mercados da América Latina – o México foi o segundo país a receber o modelo, em setembro. O crossover é uma evolução do icônico Nissan Kicks Concept, que foi mostrado mundialmente durante o Salão do Automóvel de São Paulo de 2014 e que incluía uma combinação de duas cores no teto e na carroceria, inspirada no Brasil. O teto na cor laranja refletia o calor do país e o cinza grafite da carroceria, a modernidade urbana de São Paulo. E essa combinação de cores conquistou o consumidor brasileiro.

Dessa forma, a Nissan colocou duas opções para o lançamento comercial do modelo, em agosto: cinza com teto laranja e branco com teto laranja, que foi a cor da série especial Rio 2016, a primeira a ser vendida pela Nissan em ação de pré-venda. Agora a marca japonesa levará um estudo para uma terceira opção, que poderá fazer parte da linha do modelo no futuro.

Para deixar seu palpite sobre qual será essa nova combinação de cores, os participantes da pesquisa devem acessar os canais oficiais da Nissan no Facebook (https://www.facebook.com/nissanbrasil) e no Twitter (https://twitter.com/Nissan_Oficial). Ali, poderão escolher entre quatro opções: cinza com teto preto, preto com teto cinza, branco com teto vermelho e azul com teto branco. Pelo Facebook, o voto será registrado por meio de reações na versão preferida. Pelo Twitter, o interessado irá escolher entre as quatros opções por meio de questionário.


Esta nova versão "2-Tone" é um estudo de tendências para o futuro. Normalmente, a fabricante de automóveis avalia novas tendências globais de design e se inspira nos mundos da moda e da arquitetura. Desta vez a Nissan irá capturar inovar, avaliando o gosto popular nas redes sociais. Então, qual combinação nova de duas cores do Nissan Kicks estará no estande da Nissan no Salão do Automóvel de São Paulo? Escolha a sua:

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Audi A4 Avant começa a ser vendido no país e estará no Salão do Automóvel de São Paulo

Chega ao país o Audi A4 Avant, versão station wagon do sedã, cuja nona geração foi lançada no Brasil em abril deste ano. Com bastante espaço e conforto, o modelo traz sob o capô o novo motor 2.0 TFSI ultra de 190 cv, que lhe confere um desempenho surpreendente para um carro de estilo familiar. 

Chamam a atenção ainda o acabamento interno refinado e a alta tecnologia da perua. Na configuração única Ambiente, o A4 Avant já está disponível nas concessionárias da marca ao preço sugerido de R$ 187.990. Além das revendas, a nova perua poderá ser vista também no estande da Audi no salão internacional do automóvel de São Paulo, de 10 a 20 de novembro.



A capacidade máxima no porta-malas é de 1.510 litros com o banco traseiro rebatido. Os encostos são divididos na proporção 40:20:40 e podem ser facilmente dobrados por meio de uma alavanca na lateral do compartimento de bagagens. Outro destaque é que a tampa de esconder e proteger a carga abre e fecha eletricamente. 

Na configuração padrão, a capacidade do porta-malas é de 505 litros – 15 litros a mais que na geração anterior. A altura da base inferior do compartimento está a apenas 63 cm do chão, e uma cobertura de aço inoxidável protege a extremidade do assoalho de riscos. Isso facilita o carregamento do veículo. A largura da área de carga mede um metro.

Traços dominantes na frente e na traseira salientam a largura do carro. O desenho fluido com linhas concisas transmite a elegância da marca. Entre os destaques do design esportivo estão grade dianteira e entradas de ar lateral na cor cinza fosca com apliques de alumínio, difusor traseiro com barra cromada, bancos dianteiros esportivos, acabamento exclusivo do volantes, ponteiras de escapamento cromadas e frisos externos e internos com acabamento de alumínio.

Sob a linha inferior das janelas, a carroceria tem aproximadamente o dobro da altura da distância entre a base das janelas e o teto. Os espelhos externos são montados nas portas dianteiras, como nos carros esportivos. As rodas de liga leve têm 18 polegadas de série, únicas no segmento.

Até 120 kg mais leve
Comparadas às do modelo anterior, as dimensões do carro aumentaram, mas seu peso foi significativamente reduzido – em até 120 kg, dependendo da versão e motorização. A carroceria do modelo é uma das mais leves de sua categoria, graças a uma inteligente combinação de materiais, como alumínio, e às tecnologias de construção. Isso traz benefícios como maior economia de combustível e menor índice de emissões de poluentes.      
                                                                                             
Informação e fascínio: o Audi Virtual Cockpit
Nessa área, o destaque são duas inovações. O Audi Cockpit Virtual, tela de instrumentos de TFT (Transistor Film Technology) totalmente digital com 12,3 polegadas que mostra as informações mais importantes por meio de brilhantes gráficos de alta resolução, com grande detalhamento e efeitos sofisticados.

O dispositivo combina as funções da central MMI com o painel de instrumentos, dessa forma o motorista pode escolher visualizar as informações no ponto de vista clássico, com mostradores circulares (velocímetro e conta-giros), ou no modo progressivo, no qual são exibidas funções do sistema de navegação, telefone, Audi connect, entre outras.

Um complemento ideal para esse avançado sistema é o Head-up Display (projeção da velocidade e outras informações no para-brisa, ao nível dos olhos do motorista, para aumentar a segurança), oferecido como opcional.

Potencial de computação concentrado
A interface Audi para smartphones é um novo item disponível. O sistema integra celulares com o sistema operacional iOS e Android em um ambiente desenvolvido especialmente para esse propósito, o Audi MMI. O equipamento de som de série inclui também o rádio MMI plus com navegação e conexão Bluetooth. Para os fãs de alta fidelidade mais exigentes, é oferecido como opcional o sistema Bang & Olufsen com o inovador som 3D de 755 watts de potência e 19 alto-falantes, cuja experiência sonora se equipara à sensação de estar presente nas mais importantes salas de concerto e espaços de shows de todo o mundo.

Poderoso: o 2.0 TFSI ultra
O motor 2.0 TFSI ultra, com 1.984 cm³ de cilindrada, equipa a versão station wagon do novo A4. Seus principais refinamentos técnicos são o coletor de exaustão integrado ao cabeçote, o modelo de gerenciamento térmico com válvula rotativa, o Audi Valvelift System (AVS - sistema de levantamento de válvulas), a válvula de alívio (wastegate) elétrica do turbocompressor e a dupla injeção de combustível. Sob carga parcial, a injeção indireta no coletor de admissão suplementa a injeção direta FSI.

O 2.0 TFSI entrega 190 cv de potência e torque de 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm. Isto leva a um ótimo desempenho: aceleração de 0 a 100 km/h feita em 7,5 segundos e velocidade máxima de 238 km/h.

A eficiência pioneira do 2.0 TFSI é resultado de um método de combustão inovador, em que a cilindrada comparativamente maior do motor não é um ponto negativo, mas pré-requisito. Com um estilo de condução moderado, é possível experimentar as vantagens econômicas de um motor pequeno, mas sem desvantagens de uma tocada mais esportiva.

O novo método de combustão com menor fase de compressão e fase de expansão mais longa, assim como maior taxa de compressão, foi projetado especialmente para solicitações parciais, em que as válvulas de admissão fecham muito mais cedo que o usual. Juntamente com a pressão aumentada no coletor de entrada, essa característica reduz as perdas de aceleração durante a aspiração.

Devido ao encurtamento da fase de compressão, a taxa de compressão foi aumentada com sucesso de 9,6:1 para 11,7:1. Isso significa que, na fase de compressão, o motor tem que comprimir somente uma quantidade semelhante de gasolina utilizada em propulsores de menor cilindrada. Também na fase de expansão, quando utiliza plenamente seus dois litros de deslocamento, o motor se beneficia da alta taxa de compressão. O alto nível de pressão resultante durante a combustão aumenta ainda mais sua eficiência.

Para que a mistura ar-combustível possa ser turbilhonada, apesar do curto tempo de admissão, as câmaras de combustão, recessos dos pistões, dutos de admissão e a turbocompressão do novo 2.0 TFSI foram especialmente adaptados para o novo método de combustão. Sob alta solicitação, o Audi Valvelift System abre mais tarde as válvulas de entrada, resultando em uma pressão maior, ao mesmo tempo em que garante bons índices de potência e torque. A pressão de injeção foi elevada para 250 bar.

Transmissão S tronic
No A4 Avant, a transmissão é a S tronic de sete velocidades, com dupla embreagem e trocas de marchas quase instantâneas. Para maior economia de combustível, o câmbio oferece uma função roda-livre. O controle seletivo de torque para cada uma das rodas suplementa o trabalho da tração dianteira. 

Dinâmica de rodagem
A suspensão e a direção filtram inconveniências como superfícies de estrada irregulares, mas passam ao motorista informações importantes, como o aumento das forças laterais e de tração. Esse comportamento se baseia nos eixos com cinco braços e na direção eletromecânica, que são excepcionalmente leves e criam a base para a dirigibilidade dinâmica e o conforto de rodagem de primeira classe e, ao mesmo tempo, reduzem o consumo de combustível. O motorista pode escolher entre cinco regulagens – Dynamic, Efficiency, Comfort Automatic e Individual – incluídas no sistema Audi Drive Select, que é equipamento de série.

Equipamentos de série e opcionais
O A4 Avant Ambiente traz um pacote bastante completo de equipamentos de série. Entre os destaques estão o Audi Drive Select, Audi Virtual Cockpit, ar-condicionado automático, sistema start-stop, rodas de liga leva aro 18, retrovisores externos eletricamente rebatíveis, sensor de estacionamento traseiro, sistema MMI com navegação, Bluetooth e smartphone integration, sensores de luz e chuva, ajuste elétrico do banco do motorista, sistema de limpador de faróis e bancos esportivos de couro.

Opcionalmente, a perua pode contar com teto solar panorâmico e kit S Line, além dos pacotes Assistance e Tech. O primeiro inclui os sistemas Audi Pre Sense Rear, Audi Side Assist e a câmera de ré. Já o segundo reúne o Head-up Display e o equipamento de som Bang & Olufsen 3D, com 19 alto-falantes.

Audi A4 Avant
Especificações técnicas
 Motor: 2.0 TFSI ultra
Cilindros /cilindrada: 4 em linha, transversal/1.984 cm³
Potência: 190 cv entre 4.200 e 6.000 rpm
Torque máximo: 320 Nm entre 1.450 e 4.200 rpm
Tração: dianteira
Transmissão: S tronic, 7 velocidades, dupla embreagem
Peso: 1.460 kg
Comprimento: 4.725 mm
Largura: 1.842 mm
Altura: 1.434 mm
Distância entre-eixos: 2.820 mm
Tanque de combustível: 54 l
Porta-malas: 505 l
Aceleração 0-100 km/h: 7,5 s
Velocidade máxima: 238 km/h


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Nova geração do Camaro chega antes do fim do ano no Brasil

A Uma das atrações da Chevrolet no Salão de São Paulo, a nova geração do Camaro estreia em breve no mercado brasileiro. 

As 100 primeiras unidades serão da série limitada Fifty, comemorativa aos 50 anos do lendário cupê norte-americano. A versão brasileira terá detalhes exclusivos. 

O Camaro se consagrou como o superesportivo de maior sucesso comercial do país, com mais de 5 mil unidades emplacadas desde novembro de 2010. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Fernando Calmon - Alta Roda - Segurança mais acessível

Alta Roda nº 854/204– 173– 0oda nº852/0908– 2oda nº851/2015
Fernando Calmon
Eletrônica de bordo voltada à segurança preditiva – capaz de prever um possível acidente – foi o ponto de partida para as pesquisas que darão vida aos veículos de direção autônoma a partir de 2020. Embora muitas questões precisem ainda ser resolvidas, inclusive de legislação de trânsito e responsabilidade civil, alguns recursos já estão disponíveis e tendem a ser oferecidos não apenas em veículos premium ou de topo de gama.


Um exemplo é o controle ativo inteligente de velocidade de cruzeiro (i-ACC, na sigla em inglês) com capacidade de prever e reagir automaticamente no caso de outro carro ameaçar sair da sua faixa de repente, manobra mais conhecida como “fechada”. Quando isso ocorre em uma rodovia pode causar acidentes graves em cadeia, envolvendo vários veículos e colocando vidas em jogo. 

A Honda anunciou que ainda este ano colocará na versão europeia do crossover médio-compacto CR-V o primeiro dispositivo desse tipo. Utiliza câmera e radar para analisar o tráfego à frente na estrada, como em outros ACCs. O recurso adicional de segurança vem de um algoritmo desenvolvido em situações reais de trânsito por estradas de toda a Europa para prever o que acontece nas faixas de circulação em torno. 

O i-ACC age cinco segundos antes da efetiva invasão de faixa e aciona levemente os freios por precaução, além de avisar ao motorista por meio de um ícone iluminado no quadro de instrumentos. Se a ameaça se tornar verdadeira e o motorista demorar a reagir, os freios são aplicados para valer, de forma automática, até se restabelecer a distância de segurança prevista no controlador ativo de cruzeiro. 

A calibração foi desenvolvida para o sistema atuar sem sobressaltos e reduzir praticamente a zero os riscos de colisão, algo essencial no projeto de direção autônoma ou semiautônoma que a maioria, senão todos os fabricantes, pretende oferecer. 

Outro caminho foi explorado pela Bosch em colaboração com a Land Rover. Desenvolveu-se uma câmera de vídeo estéreo, conjugada a um sistema de frenagem emergencial, que dispensa o uso de radar ou a combinação deste com sensor de vídeo. Lentes sensíveis à luz e tecnologia tridimensional permitem cobrir um campo de visão horizontal de 50 graus e até 50 metros à frente, a fim de evitar acidentes em ambiente urbano. 

Graças à captação de imagens em 3D, o cálculo para acionar os freios emergencialmente é mais preciso, independe de outros sensores e também pode identificar pedestres, em uma evolução posterior, para evitar atropelamentos. Outro avanço está nas dimensões compactas inéditas: a distância entre os eixos ópticos das duas lentes é de apenas 12 cm. As unidades de controle de dados e processamento de imagens estão integradas em um único bloco que cabe no interior do espelho retrovisor central, sem afetar o campo de visão normal do motorista. 

A compacta câmera de vídeo estéreo, antes só disponível em automóveis grandes e caros, agora ficou mais acessível e integra a lista de opcionais do sucessor do Freelander II, o novo Discovery Sport, menor dos crossovers e SUVs da marca inglesa. Este é um dos modelos que serão fabricados no Brasil, em Itatiaia (RJ).

RODA VIVA
AUMENTO dos estoques totais de veículos de 50 dias (julho) para 52 dias (agosto) continua a preocupar. E enquanto a produção caiu 17% em um ano, o nível de emprego nos fabricantes só se reduziu em 10%, ou seja, ociosidade elevada. Outros 17.000 empregos se esvaíram, resultado de 347 concessionárias parando de faturar (balanço líquido entre aberturas e fechamentos). 

FIAT decidiu que nova picape média Toro será lançada apenas no início de 2016. Provável causa: flacidez do mercado. Será o primeiro modelo a transportar 1.000 kg em estrutura monobloco e suspensão traseira independente para conforto de marcha superior. Fotos vazadas mostram tampa da caçamba bipartida (menor peso) de abertura vertical. 

SANDERO R.S. 2.0 resgata o esquecido verdadeiro conceito de esportivo. Aumento de potência (150 cv) foi simbólico, mas altura de suspensão mais baixa e firme, câmbio de seis marchas com relações curtas, volante de menor diâmetro, defletor avantajado de teto e rodas de até 17 pol de diâmetro compensam. Acelerar 0 a 100 km/h em 8 s convence. Preço razoável: até R$ 59.880. 

INÍCIO de produção da nova fábrica Kia no México, no primeiro semestre de 2016, proporciona rara conjugação dos astros em termos de lançamentos. Afinal, apresentar o hatch compacto Kia Rio, nos dias que precedem ou sucedem as Olimpíadas do Rio, é quase certeza. Modelo tem linhas arrojadas e tudo a ver com o segmento mais importante do mercado. 

CONFIRMADO o que este espaço previu na edição 806, de 14 de outubro de 2014: Salão do Automóvel de São Paulo muda-se do complexo do Anhembi para o São Paulo Expo (antigo Centro de Exposições Imigrantes, ampliado, climatizado e com maior estacionamento coberto do País). Investimento de R$ 300 milhões é o mesmo aqui antecipado. Data do evento passa para 10 a 20 de novembro. 


PERFIL

   
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

domingo, 9 de novembro de 2014

Novo Logan e Master lideram desempenho da Renault em outubro

O Novo Logan continua em sua trajetória de crescimento no mercado brasileiro e liderou, ao lado no Novo Master, o desempenho da Renault no mês de outubro e também nos resultados acumulados de 2014. O modelo, que caiu no gosto dos consumidores brasileiros, emplacou 3.416 unidades no mês passado, praticamente o dobro se comparado a outubro de 2013.

No acumulado de janeiro a outubro, o Novo Logan somou 37.841 emplacamentos, 97% a mais que as 19.251 unidades do mesmo período de 2013. Este desempenho foi decisivo para que a Renault acumulasse no período também um crescimento de 0,5 ponto percentual de participação de mercado em relação a 2013, totalizando 7%, em linha com os objetivos traçados para 2013. A meta é alcançar 8% de market share até 2016. 

Os emplacamentos do Novo Master, modelo que assumiu a liderança do seu segmento em abril deste ano, voltaram a crescer. Em outubro foram emplacadas 1.142 unidades do modelo, 23% a mais que em 2013. No acumulado do ano, o novo Master alcançou um crescimento da ordem de 21%, com 10.008 emplacamentos. 


Entre as novidades da marca para este final de ano estão os novos Sandero Stepway (que recebeu mais de 1000 pedidos em uma ação de pré-vendas que durou 12 dias) e o Novo Fluence 2015 – modelos bastante aguardados pelo mercado, e que estão sendo apresentados no Salão do Automóvel de São Paulo com grande sucesso.

sábado, 8 de novembro de 2014

Mercedes-Benz recebe o piloto Nico Rosberg no Salão do Automóvel de São Paulo

O piloto alemão, Nico Rosberg, esteve no estande da Mercedes-Benz no Salão do Automóvel de São Paulo para conferir as novidades da marca para o mercado brasileiro. Rosberg, que está no Brasil para a penúltima etapa da temporada 2014 da Fórmula 1, foi recebido por Dimitris Psillakis, diretor geral Automóveis da Mercedes-Benz e, além de conhecer o estande, participou de um encontro para convidados no AMG Lounge.

É uma honra poder correr aqui no Brasil, País com fãs tão apaixonados pelo esporte. Estou muito feliz com a torcida de todos e não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para conhecer o maior Salão do Automóvel da América Latina e as novidades da Mercedes-Benz”, disse o piloto.


O Salão do Automóvel de São Paulo acontece até o próximo domingo (09) e conta com sete grandes lançamentos da Mercedes-Benz para o mercado brasileiro, além da linha de automóveis e utilitários esportivos, as versões superesportivas da marca de performance AMG e os dinâmicos veículos urbanos da smart disponíveis no Brasil.

Nissan recebe prêmio de eficiência energética no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo

A Nissan recebeu no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo 2014, o prêmio CONPET em reconhecimento a eficiência energética dos veículos da marca comercializados no mercado brasileiro. O troféu foi entregue no estande da Nissan por representantes do Inmetro e da Petrobras ao Presidente da Nissan do Brasil, François Dossa, e ao Chairman da Nissan para a América Latina, José Luis Valls.

O selo CONPET de eficiência energética identifica e destaca para o consumidor os modelos de automóveis que foram bem avaliados quanto ao seu consumo de combustível. Ou seja, quanto menos o carro consome, mais eficiente ele é. Vários modelos da Nissan tem a nota A – a melhor possível –, em consumo, do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro, como o New March, em suas duas motorizações 1.0 e 1.6, o Novo Sentra e também o Altima, apesar do seu porte grande e de ter motor 2.5, demonstrando todo o avanço tecnológico dos veículos da Nissan.


O CONPET é o Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural. A adesão ao programa veicular é voluntária.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 4514 - 07.10.2014 - edita@rnasser.com.br

Mundo do automóvel: SUV ou SAV ?
Antigamente automóvel se dividia em poucas versões: sedã, cupê, station – ou camioneta. Depois tipo jipe e picape pequeno. Agora, o leque se ampliou. Por razões de Mercado mudou a morfologia, criando o SUV, Sport Utility Vehicle, veículo utilitário esportivo, com andar tentativamente confortável, e habilidades superiores em serviços duros. Inspiraram-se no Jeep station wagon – no Brasil dita Rural, pioneira na especialidade. Conteúdo como a tração nas quatro rodas foi mantido, e a decoração espartana foi incrementados em confortos e implementos de veículos de luxo.

O desenvolvimento dos sistemas de tração, o surgimento do diferencial intermediário, o uso da eletrônica, tornou seu uso mais amigável e fácil.Houve, também, a mudança de óptica quanto ao uso dos sistemas de tração. Antes apenas de engranzamento constante, ou acionando-se o eixo dianteiro, sempre com transmissão mecânica, os novos usuários não precisavam de tal adjutório no dia a dia sobre asfalto. Daí, o sistema para fazer força, arrancar toco, descer à grota, carregar transformador elétrico morro acima, tornou-se, pela falta de uso, componente desnecessário e caro.

SAV
A BMW, ao lançar o X3, em 2003, identificou-o em novo conceito, o SAV, acrônimo de Sport Activity Vehicle. Na prática o parágono de dinâmica esportiva, interior Premium, robustez, agilidade, e baixos consumo e emissões. A princípio visto como mero carimbo publicitário, o tempo cuidou de mostrar as diferenças com os SUV, incluindo outra medida, a relação entre tamanho externo e área interna. Ou seja, quanto mais compacto, usável diuturnamente e versátil, mais adequado ao rótulo.

O SAV, ao contrário do SUV, não é feito para puxar trailler, barco, rebocar, andar off road,deslocar tralha pesada, nem tem grande altura livre do solo.Com tais diferenças visuais e de aplicativo, o sonho dos projetistas do SAV é tê-lo visto pela clientela como SUV, como ocorre. Sujeito compra um monovolume mais alto e com partes pintadas em preto, e se sente poderoso, como se dirigindo Land Rover 90 na selva amazônica.

Jipinho ?
No Brasil a imprensa simplifica e público trata qualquer versão de monovolume com maior altura do solo como jipinho, mesmo sem qualquer habilidade intrínseca. Jeep é do departamento de valentia, um dos poucos a criar caminho novo na história do automóvel, e jipinhos nacionais aí não se enquadram.Assim, se lhe interessa compra de um destes veículos, verifique a ficha técnica para saber se a tração é para trabalho ou apenas uma questão de dirigibilidade em pistas molhadas e piso irregular. Se é um Jeep enfeitado como automóvel, ou automóvel querendo parecer Jeep por decoração e suspensão elevada.

Outro goiano, o Lancer
Após importar e vender para formar frota para manutenção e torná-lo conhecido, a MMCB empresa nacional fabricando Mitsubishis em Catalão, Go, iniciou produzir o sedã Lancer no país. Período permitiu desenvolve-lo às peculiaridades local – piso e gasolina.

Bem formulado – motor em alumínio, 2,0 litros, quatro cilindros, 16V, 160 cv e importantes 20 m.kgf de torque. Tração frontal nos modelos básicos e total no GT, cinco marchas mecânicas ou seis virtuais pela transmissão automática CVT, comando por alavanca no piso ou sob o volante. Suspensão independente nas 4 rodas, Mc Pherson frontal e Multi link traseira. Cuidada administração de espaços, incluindo dobradiça pantográfica no porta malas, para não subtrair espaço à  bagagem.

Atrativo interno, sistema multi media e tela de 18 cm. E sensores para chuva e acendimento dos faróis, controle de áudio no volante, ar condicionado automático. Nove bolsas de ar, ABS de quatro canais, BAS como auxiliar de freios, carroceria absorvedora de impactos.

É o mais novo e o mais nacionalizado dos Mitsubishis, pois motor agora tem partes feitas na planta de Catalão. R$ 1B aplicados em implantar fundição, e nova pintura dobrando a capacidade produtiva a 100 mil unidades/ano entre picapes L200 Triton, suvs Pajero TR4, Dakar e crossover ASX.

Lancer goiano tem coragem ao uso de rodas em liga leve com 18” e pneus 215x45. Sua lateral, uns 9,5 cm de altura, andará na fina linha separando charme visual e as possibilidades de danos e cortes em nossa vergonhosa malha urbana e viária. Garantia de 3 anos, sem limite de quilometragem.

Quantos R$s
Lancer 2,0 MT
66.490
Lancer 2,0 CVT
72.490
Lancer 2,0 GT
83.990
Lancer GT AWD
97.490

Curiosidade
Fazer o carro em Catalão, sem os custos dos importados – cara e burocrática logística de vir do Japão ao Goiás, pagar 35% de imposto de importação e mais os 30% adicionais, não reduziu o preço ao consumidor.



Salão, ainda
Negócio – A fim de ser revendedor de marca pequena e elegante? A DS, antes divisão da Citroën e agora marca própria, busca nomear distribuidores nas principais capitais – S Paulo, Rio, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília.




Caminho – Jörg Hoffmann, presidente, garantiu ser flex o motor 1.4, turbo, injeção direta, a utilizar no SAV Q3 a partir de 2015 quando ambos produzidos na Brasil. Motor em São Carlos, SP, Q3 no Paraná, em fábricas da Volkswagen.

Credo – Hoffmann, mandado para fazer mercado, e François Dossa, da Nissan, dobrar participação e alcançar o primeiro posto em qualidade, exudam tratar o negócio como a tropa de elite e seu dístico: missão dada, missão cumprida.

Na cola – Mercado tem maior briga no segmento médio Premium, entre Audi A3, BMW Series 3 e Mercedes C, marcas vendendo umas 12 mil unidades em 2014. Número indica crescimento. Mercedes 25% segundo Dimitri Psilakis, diretor. No geral mercado cairá uns 9%.

Entusiasmo - Apresentação mais entusiasmada do Salão foi a do Jeep Renegade, por Sérgio Ferreira, diretor geral da marca. Avisou, será líder – ultrapassando Ford EcoSport e Renault Duster. Disse, a Jeep redefinirá o segmento no Brasil e, para tirar dúvidas, enfatizou “não tem p’ra ninguém.”

Roda-a-Roda

Mudança – Processo de defenestração de Luca de Montezomolo da condução da Ferrari se desdobra: a FCA, união de Fiat, majoritária no controle da Ferrari, e Chrysler, decidiu levar a Ferrari à situação anterior, de empresa independente, fora da FCA.

A público – Lançará em bolsa 10% das ações Ferrari para captar US$ 1,5B; emitirá ações para obter US$ 2,5B; distribuirá restante aos acionistas da FCA, exceto os 10% pertencentes a Piero Lardi, herdeiro de Don Enzo e  novo presidente da empresa. Ferrari, extremamente rentável, é atrativo investimento e charmosa aplicação.

Mico caro – Hyundai e Kia pagarão US$ 350M – uns R$ 800 – para encerrar investigação do governo dos EUA a respeito de dados falsos de consumo dos carros da marca. Lá, jogo duro quanto a consumo e emissões.

Mais – Após tímida entrada no país, marca Lexus, Toyota de topo, quer ampliar negócios, com NX novo SAV compacto. Mira assemelhados alemães VW Tiguan, Audi Q3, BMW X3. Motor 2.0 litros, 16V, injeção direta, 238 cv, transmissão automática de seis marchas. Entre $ 200 mil e R$ 230 mil. Projeta vender 600 unidades em 2015. Concorrentes, 20 vezes mais.

Profissional – Lastreado, respeitado, do ramo – foi da Petrobrás na nacionalização dos equipamentos de perfuração, e do governo federal à abertura das importações, presidente da Ford –, Antônio Maciel Neto, agora no. 1 do grupo CAOA defende a manutenção do IPI reduzido. Sem choro argumenta, seria compensação à queda do mercado em 2014.

Vermelho – Até setembro Ford perdeu US$ 975M na América do Sul. Problemas foram em seu maior mercado, o Brasil: baixo desempenho da economia e interrupções pela Copa do Mundo e Eleições; Argentina e Venezuela, em credo comum, também perderam atividade.

Atestado – Inmetro, de metrologia, certificou o Centro Tecnológico da Mahle Metal Leve em Jacareí, SP. O laboratório, um dos 10 da empresa no mundo, desenvolve anéis de pistão, camisas de cilindros e filtros para motores flex.

Imagem – Pirelli, de pneus, é marca favorita aos homens no Brasil, diz pesquisa Folha Top of Mind, com 46% das indicações. Vista por patrocínios esportivos, bons produtos, institucionais - como manter o monumento ao Cristo Redentor, Rio de Janeiro -, e equipar metade dos automóveis e suvs nacionais.

História – 85 anos no Brasil; ligada aos resultados de corridas com os carros nacionais nos anos ’60, com o pneu Cinturatto, primeiro radial aqui produzido, divisor de águas em comportamento.

Mudança – Diz portal PIA, Intercar, tradicional (desde 1962) revenda carioca de automóveis Mercedes-Benz, foi comprada pelo grupo AB Paulo Simões, com bandeiras VW, Nissan, Volvo, Honda e GM. Ao nome acrescerá prefixo AB; manterá loja em Copacabana e oficina em São Cristóvão. Novo show room possivelmente no Leblon.

Festa – MAN Latin America, dos caminhões e ônibus Volkswagen comemora 18 anos de fábrica em Resende, RJ. Pioneira, nela aplicou o Consórcio Modular, sistema produtivo com fornecedores trabalhando na linha de montagem.

Mais – Responsável por 65% da receita do município, a presença da MAN, então Volkswagen, viabilizou ida de outras montadoras e empresas no entorno – Peugeot/Citroën, Nissan, e futuramente Jaguar Land Rover.

Mudança – Fortaleza aplica sete ônibus articulados em corredor exclusivo Antônio Bezerra/Centro. Mercedes-Benz, a exemplo de Brasília, S Paulo, Rio, Vitória, Curitiba e Porto Alegre. Tem 67% do mercado de ônibus no Brasil.

Incentivo – Fenabrave, entidade dos revendedores autorizados, e Caixa Econômica fecharam ação de vendas. Correntistas tem crédito pré aprovado, pagamento pós Carnaval, juros de 1,35% a.m. e 36x. Até final do ano.

Enzima – Neste mês promove o Salão Auto Caixa, na rede revendedora. Último, em setembro, fomentou vendas em 18%. Tático, Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave, não calcula impacto sobre vendas de varejo ou danos do aumento dos juros e a inflação do medo. Ação interessa às duas partes.

Também – Banco do Brasil, também oficial, busca ampliar-se na área. Oferece aos clientes BB Estilo, de maior renda, financiamento em até 60x, juros a partir de 0,79% mensais, primeira parcela em 180 dias, troca com troco ... Momento atual sobra dinheiro, faltam clientes.

Mercado - Querem navegar no barco da reação, findas eleições, com 13º. salário, desconto de IPI até o final do ano – e mostrar resultados ao novo de novo governo federal.

Expansão – Outra fábrica do atrevido Grupo Randon: Araraquara, interior paulista. Crê no futuro e atacará dois mercados: semi reboques canavieiros e vagões ferroviários. Início de produção em 2016. Governo paulista concedeu incentivos e fará ligação rodoviária à área, fazenda com 122 ha.

Fim – Após 26 anos acabou a TAS, Torcida Ayrton Senna. Família sem interesse em apoiar, pediu o imóvel da sede. Acervo à venda, R$ 100 mil.

Enfim – Felipe Nasr, brasiliense, chegou à Formula 1. Estará na equipe Sauber. Nasr é melhor que o team, mas era a única opção. Tem talento para acertar o carro.

Gente – Boris Feldman, jornalista, desafio. OOOO 35 anos no Estado de Minas, onde colocou o caderno Veículos em liderança nacional, vai-se ao jornal Hoje em Dia. OOOO Razões desconhecidas. Mercado diz, dificuldades financeiras do grande jornal mineiro atrapalham o presente, arriscam o futuro. OOOO

Depois do Renegade, um picape Fiat em Pernambuco
A Fiat construiu, mas será uma das inquilinas do novo espaço industrial em Goiana, Pe. Entre moldar o projeto e demarrar a atividade industrial, assumiu a corporação Chrysler, unindo-se sob a razão social FCA. Tantas alterações re formataram o projeto para produzir veículos das marcas associadas. O pioneiro é o Renegade, menor na família Jeep, marca também absorvida. Logo após, um modelo Fiat.

Não é apenas adicional endereço fabril, mas iniciativa corajosa, grande, ampla, cara em seu investimento de R$ 4B, parte de projeto de políticas públicas de dispersão das atividades industriais a outros estados. Jeeps já foram montados em Jaboatão, Pe, no distante 1965, pela então detentora da marca, a Willys-Overland. 

O ampliar do leque industrial muda a feição do empreendimento. Não será unidade fabril adicionando produção à marca Fiat mas, em nova óptica, ao raiar do próximo ano resgatará e implantará duas marcas com pegadas no país, a citada Jeep e Dodge/Chrysler.

O espaço em Goiana, próximo ao porto de Suape, facilita importar insumos e exportar veículos, segue a vitoriosa estratégia da Fiat em atrair fornecedores ao seu entorno - sob seu teto. A grande área de 12 milhões de m2 - 12 km2 ou três km de frente com lateral de 4 km, recebeu 12 galpões para 17 fornecedores-parceiros, operando a logística de produção ou finalização de componentes ao lado das linhas de montagem de veículos. Reduz custos, fortalece parceria, escapa dos problemas da entrega de componentes.

Capacidade industrial plena será de 250 mil unidades/ano - quatro vezes a soma da Audi, da Mercedes, em implantação, e da BMW em início de operação. 
Quanto aos produtos, o pequeno Renegade foi apresentado como próximo líder do segmento. Opções de motores 1.8 flex, 2.0 turbo diesel, transmissões mecânica de 5 velocidades ou automática com seis e nove marchas, e diferenças no padrão decorativo. Sucesso no Salão do Automóvel, quer reescrever a história do Jeep no Brasil e transformar a linha de produção pernambucana em base de exportações à América Latina.

Segundo produto terá marca Fiat. A empresa resolveu focar nos picapes, sua área de maior competência e liderança, com novo modelo, situado no espaço vago entre o líder Strada e os picapes médios. Motorização diesel fornecida pela associada FPT, tração dianteira, focando em mercado de entrega urbana e aplicações em asfalto.

Quem foi ao Salão o viu, mascarado sob a capa de um sedã/cupê apresentado como FCC 4. Sob as linhas instigantes está a plataforma do novo picape, com 5m de comprimento e 2m de largura.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Fernando Calmon - Alta Roda - Não é para esquecer

Alta Roda nº809/159 – 06/11/2014


Fernando Calmon
O Salão do Automóvel de São Paulo, que se encerra no dia 9 deste mês, surpreende pelo conjunto da obra. São vários lançamentos, nacionais e importados, mas com diferentes graus de importância que, somados, tornam esta edição uma das melhores da história. A rigor, um modelo se destacou por significar a reestreia de uma marca tradicional, que já produziu no Nordeste brasileiro há mais de cinco décadas, e volta para a mesma região com fábrica muito maior.

O Jeep Renegade é nova referência entre os utilitários esporte compactos pela ampla gama prometida, que inclui câmbio automático de nove marchas, motor diesel, assistente de estacionamento e teto solar removível.

Esse segmento, no entanto, teve muitas outras novidades. Honda HR-V e Peugeot 2008, embora sem aptidões fora de estrada como o produto da Fiat Chrysler, estão prontos para a produção, os três ao longo de 2015. A Nissan avançou com seu SUV também para o mesmo público, o Kicks (nome provisório), que surgiu no Anhembi com estilo arrojado e bem próximo ao definitivo, provavelmente para o final de 2015.

Chamou tanta atenção que o sedã Versa, levemente reestilizado e agora já na linha de montagem, ficou em plano secundário. Até as marcas chinesas Chery e JAC não deixaram passar a oportunidade com o Tiggo 5 e o T5, respectivamente. A Suzuki surpreendeu graças ao novo S.Cross.

A confirmação da fabricação aqui do SUV médio-compacto Land Rover Discovery, como primeiro produto da marca inglesa, já era esperada. Ao seu lado no mesmo estande, o elegante sedã médio-grande Jaguar XE, ainda com volante no lado direito, é um bom indicativo de que também está nos planos das instalações de Itatiaia (RJ) em 2016.

Interessantes as diferentes estratégias da Renault e da Fiat em relação às suas novas picapes. Enquanto a Duster Oroch aparecia em lugar de destaque, com estilo e nome definidos, como a primeira compacta de cabine dupla e quatro portas no mercado, a Fiat decidiu disfarçar bastante sua inédita picape média. Na realidade, ambas ainda não disputam essa categoria e, portanto, poderiam se exibir de forma mais aberta. Entretanto, a marca italiana exagerou no disfarce e no conflito de proporções, apesar de rumores apontarem para sua estreia no segundo semestre do próximo ano antes mesmo da Oroch.

Pseudoaventureiros continuam a surgir, a exemplo de Cross Up!, Spin Activ, Sandero Stepway e Saveiro Cross cabine dupla. Já a Hyundai deu boas indicações de como evoluirá o estilo do HB20 por meio do conceitual R-Spec (SUV compacto, aliás, também nos planos para 2016) e reintroduzirá o Veloster agora com motor adequado, 1,6 L turbo/204 cv. Discretamente, a Citroën exibiu no C4 Lounge o primeiro turbo flex (173 cv/etanol) de uma marca de alta produção, antes disponível apenas no BMW Série 3.

Entre importados, vários lançamentos do recente Salão de Paris já valem a visita ao de São Paulo: Mercedes-AMG GT, BMW i8, Porsche 918 Spyder, Audi Off Road Concept, Lexus NX, Honda NSX, Nissan GT-R e Toyota FCV (primeiro elétrico de série a usar pilha a hidrogênio), além de carros bonitos embora de venda limitada como as peruas Classe C e Golf. As duas americanas têm o Ford Mustang (importação é certa) e o Corvette Stingray (ainda em avaliação). 

RODA VIVA

RUMORES dão conta de que recentes quedas de vendas e dificuldades financeiras crescentes de quase todos os fabricantes (também chamado de “Prejuízo Brasil”) levariam a possível pedido de revisão das metas de diminuição de consumo de combustível do Inovar-Auto, previstas para 2017. Anfavea nega qualquer mudança.

FATO é que, em momento econômico ruim, a indústria terá de desembolsar muito. Fala-se que o governo federal prepara para meados de 2015 decreto de compras preferenciais de veículos com melhor selo de consumo (A ou B). Trata-se de outro desafio, pois até agora o programa de etiquetagem é voluntário. Governo recuará?

HYUNDAI Grand Santa Fe, um dos poucos SUVs para sete passageiros, entrega o que promete. Espaço interno generoso, motor V-6/270 cv/32,4 kgfm silencioso e adequado ao peso do veículo, desempenho razoável em uso leve fora de estrada graças a um sistema moderno 4x4, vários comandos elétricos (até do freio de estacionamento). Suspensão poderia ser mais firme.

FENABRAVE, banco estatal Caixa e seu associado PAN assinaram acordo, semana passada, para apoiar as vendas de fim de ano das concessionárias. Serão oferecidas taxas de juros mais baixas, pagamento inicial após o carnaval e financiamentos de natureza emergencial às empresas. Sem dúvida ajuda, mas as condições econômicas ainda precisam melhorar muito.

PESQUISA da Fundación Mapfre, ligada à seguradora, indicou que itens de segurança estão em terceiro lugar na ordem de preferência dos comparadores no Brasil. Motivo principal é o preço e depois a marca. Amostragem foi pequena – 300 consumidores – e não deixa de surpreender. Afinal, quando opcionais, aqueles equipamentos não costumam estar entre as prioridades.



PERFIL

   

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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