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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Goodyear e Brabham Automotive anunciam parceria global


A Goodyear e a Brabham Automotive firmaram acordo de cooperação e de desenvolvimento de automóveis para competição e para ruas, dando vida a uma colaboração vencedora que se iniciou em 1965.

Esta união coincide com o regresso da icônica marca Brabham ao mundo das competições. O Brabham BT62 debutará em Brands Hatch, tradicional circuito da Grã-Bretanha, nos dias 9 e 10 de novembro, na Britcar 'Into the Night'. Este evento conta com automóveis similares aos das 24 Horas de Le Mans e a resistência conta muito. Vale destacar que foi neste circuito Jack Brabham levou o Brabham-Repco BT19 à glória vitoriosa durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha há 53 anos.

O trabalho conjunto realizado agora pela Goodyear e Brabham revive uma parceria histórica entre as duas empresas repleta de conquistas; entre elas, 26 vitórias em Grandes Prêmios de Fórmula 1. Jack Brabham, por exemplo, foi o campeão mundial de F1 de 1966 com um Brabham BT19 equipado com pneus Goodyear. Foi um momento histórico, pois tratava-se do primeiro título, que nunca seria repetido, para um piloto em um carro de sua própria autoria e com o seu nome. Denny Hulme continuou esse sucesso ao vencer campeonatos consecutivos pela Brabham e Goodyear em 1967, antes que estrelas da Brabham como Carlos Reutemann, Niki Lauda e José Carlos Pace levassem a Goodyear ao ponto mais alto do pódio nos anos setenta. Em 1981, Nelson Piquet venceu o campeonato na última corrida em Las Vegas, depois de trocar os pneus de seu Brabham por um modelo Goodyear.

O protagonista da história de retorno da parceria entre Brabham e Goodyear é o Brabham BT62, um carro de corrida sem restrições e puro-sangue, com uma produção limitada de apenas 70 unidades. Com um peso de 972 kg (seco) e 700 cv, o esportivo conta com um motor V8 de 5,4 litros que oferece um desempenho incrível, batendo recordes de voltas rápidas na classe GT3. Com mais de 1.200 kg de carga aerodinâmica, um programa de desenvolvimento de pneus derivado de competições é fundamental para deixar o bólido competitivo.

Além de fornecer pneus de competição para o BT62, a Goodyear também fornece o Goodyear Eagle F1 SuperSport para a versão das ruas, lançada no início deste ano. O composto combina a experiência das corridas com a premiada tecnologia desenvolvida para fornecer aderência e dirigibilidade superiores. A comprovação da superioridade está no teste de Ultra Ultra High Performance (UUHP) realizado pela Tire Reviews, site número um de avaliações
de pneus online. O desempenho da linha Goodyear Eagle F1 SuperSport é aprimorado com o uso de um composto de alta fricção derivado do esporte a motor, proporcionando excelente aderência e tração laterais.

Essa tecnologia composta está intimamente relacionada aos pneus do Campeonato Mundial de Resistência da FIA (WEC) da Goodyear, que serão usados na temporada 2019/20, começando em Silverstone, em 1º de setembro. A versão somente para pista do BT62 será equipada com pneus Goodyear Racing similares aos carros WEC.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

 

Coluna 2416 - 10.06.2016 - edita@rnasser.com.br

Prius, em híbridos Toyota aponta o futuro
Lançamento do híbrido Prius sinaliza não ser apenas mais um automóvel no caminho tecnológico do futuro. Ao contrário a Toyota, pelo produto e pela moldagem da apresentação, o quer como o veículo para tal destino. A empresa assumiu trilha corajosa: até 2050 100% dos Toyota elétricos, híbridos elétricos ou por célula de combustível. Para caracterizar a pretensão de liderança tecnológica nipônica, fez apresentação em Brasília, na Embaixada do Japão, envolvendo o corpo diplomático, executivos públicos, alguns jornalistas especializados e, para dar certeza da importância do produto, o peso da estrutura diretiva da empresa. Mark Hogan, único não japonês no board mundial; Steve St Angelo, CEO para a América Latina, Koji Kondo, e  Miguel de Almeida, presidente e vice da Toyota no Brasil.

Prius é o mais vendido híbrido do mundo, em quarta geração, superando 5,7 milhões de unidades entregues. Emprega motor elétrico gerando 72 cv e outro a gasolina, 1,8 de restritos 98 cv para faze-lo mover-se na arrancada. Para recarregar a bateria, colocada sob o banco, o sistema de desaceleração e freios se encarrega de gerar energia. Ou ligação em tomada de parede.

Modelo atual é feito sobre a nova plataforma TNGA, com ela conseguindo menor altura, mais largura e espaço interno, num desenho eficiente: com CX de 0,24 é o sedã mais aerodinâmico do mundo. O pacote o rotula com o mais econômico no mercado brasileiro, fazendo próximo a 20 km/litro.

Visual intencionalmente futurista, grupo óptico em LEDs espraiando-se pelos para lamas, interior com instrumentação central, tela de 17,5 cm, multi mídia, GPS, câmera de ré, som. Head up display, o projetor de informações no para brisas, facilita a condução. Confortos à altura, como volante multi função, ar condicionado com duas zonas e sensor para concentrar fluxo nos lugares ocupados. Sete almofadas de ar – frontais, laterais, joelho -, sensor para abertura de portas. Enfim o pacote de confortos a cada dia mais rico.

Preço incentivado, sem correção de dólar, R$ 119,950 pretende conseguir 600 clientes com espírito ecológico neste ano.

Puma Alface (...), o carro do Mohammad Ali
Conta simples, some o fato insólito, o descompromisso nacional em buscar informações, seu disseminar como se tivesse fé pública. O resultado sempre dará em estórias, versões, trocando a falta de essência histórica pelo ágil inventar. O Puma Alface é uma delas.

Conto. É confusão fonética. Referido Alface é o modelo Al Fassi, criado em 1987 sobre o Puma-018 para ser vendido na Arábia Saudita. Amarração do desenvolvimento do produto, desenho comercial e exportação liderada pelo festejado e nascido Cassius Clay, 1942, e ora desaparecido sob o nome muçulmano de Muhammad Ali. Aventura automobilística triangular, ligando Curitiba, Pr, Brasil; Houston, Texas; e a Arábia Saudita.Operação fugaz, mais lembrada pela confusão iletrada.

Como
Lembrar-se-ão interessados na história dos veículos, o Brasil sempre aplicou, sem imaginação, um cadeado aos portos, inibindo importações, em especial de automóveis – a ideia vesga continua, desprezando a competição do mercado e a competitividade nos custos. Tal muro fez surgir fórmula de juntar carroceria de uma empresa; plataforma mecânica de outra; e produto final como veículo especial, de nicho. A Puma era referência neste caminho. Atrevida, exportou para os EUA, Europa, teve linha de montagem na África do Sul, fez-se conhecida como produtora de esportivo charmoso e barato. Mas na década de ’80 inviabilizou-se, saindo do negócio, cedendo o de fazer, direitos e nome a empresa paranaense, a Araucária, conduzida por Rubens Maluf. O corcoveio da economia nacional, os seguidos planos econômicos, o governo Sarney à base do deixa rolar para o tempo decidir, levaram quase todos os empreendedores ao fim. A Puma tomava este caminho triste.

Entretanto Kevin Haynes, seu representante nos EUA, preocupado com o fenecer do negócio, era amigo do advogado de Muhammad Ali, aposentado como pugilista vencedor, e interessado em aumentar sua renda. Com alguns contatos montaram a fórmula: Ali viria ao Brasil; combinaria o negócio com a Puma; criariam versão a partir do existente. Seria exportado aos EUA onde receberia motor, transmissão e freios do Porsche 911 e, de lá, mandado à Arábia Saudita.

O novo Puma teve sobrenome adicional: seria Puma Al Fassi – de Muhammad Al Fassi, dito Sheik sem sê-lo, controvertido bilionário marroco-saudita e destinatário final dos carros exportados, administrador da fortuna do cunhado, o Príncipe Turkin bin Abdul Aziz, irmão do Rei Saudita Fahd al Saud. E outro pedúnculo: by Mohammad Ali, aval do pugilista com renome mundial.

Para frente
Felipe Nicoliello, editor do bom sítio Pumaclassic, confirma a operação. Muçulmano Ali, então aos 45, veio ao Brasil com seu advogado judeu Richard Hirschfield, um consultor de negócios, e um engenheiro de automóveis. Parte legal, moldaram uma companhia, The Ali Vehicle Industry, para formar joint venture com a fabricante do Puma, a Araucária Veículos, e uma importadora dos EUA, a Inter American Ltd.

Quanto ao produto, em corrida de 21 dias grupo decidiu e criou restrita pré série de duas unidades sobre o modelo P-018 conversível: desenhos, projetos, moldes, ferramentas, adaptações, foram desenvolvidos e viabilizados para atender ao cliente capaz de garantir sua sobrevivência econômica. Um recorde para pequena empresa em dificuldade. Mudanças foram sutil alargamento na carroceria; para lamas frontais com faróis retangulares, e na tampa traseira. Internamente re arranjo buscando mais espaço; aposição de painéis de madeira para valorizá-lo.

Conta a paranaense Gazeta do Povo Ali dispendeu o período em Curitiba, dando expediente na fábrica, sugestões, acompanhando até exportá-las à Arabia Saudita.
A Araucária respirou esperança ante o traçado inicial de vendas – entre 400 a 1440 unidades – para esse, faturamento de US$ 36M, - US$ 25 mil/cada.
Para trás

O tempo drenou expectativas. Polêmico Mohammad Al Fassi, residindo na Arábia Saudita, além de comportamento anti social, gastando US$ 2M anuais apenas em roupas, sustentando uma assessoria com 75 pessoas, cometeu a impropriedade de apoiar o ditador Sadam Hussein, sendo obrigado a correr para os EUA com suas quatro mulheres, filhos e boa parte de bens móveis, incluindo dois Boeing 707. Teve vida curta, morreu aos 50 anos, em 2002.

A tentativa de trabalhar para ganhar dinheiro perdeu fôlego e interesse, e a desistência abalou o trêfego caixa da Araucária, já penalizada pelo mercado ruim, descapitalizada pelos investimentos para modificar o produto, no investir em estrutura e estoque para atender à encomenda. Tropicou e foi comprada pelo fabricante de auto peças Nívio de Lima transformando-a em Alfa Metais, reatando produção. Faleceu precocemente, cessando a produção do Puma.

Com a mudança de vida de Mohammad Al Fassi, feneceu o ponto terminal, Ali refluiu, incluindo outra vertente tentada, com a gaúcha Aldo Auto Capas, fabricante do também pretensamente esportivo Miura.

Último
Da contida pré série, derradeira carroceria Puma Al Fassi 003, então preparada por precaução, relata Nicoliello, ficou guardada de 1987 até 2009, quando Rubem Rossato, diretor da Araucária ao tempo do negócio com Ali, decidiu completá-la. Com auxílio de ex-funcionários do projeto, finalizaram-na, como foram as duas primeiras e exclusivas unidades exportadas para a Arábia Saudita, transformando-a em raridade. Dos Al Fassi exportados, supõe-se existir um remanescente.

Roda-a-Roda
Aqui – Renault quer aproveitar surgimento de serviços de transporte individual, como o Uber, para mostrar as vantagens do Logan – espaço interno, resistência, baixa manutenção. Iniciará movimento em breve.

PSA – Carlos Tavares, número 1 da PSA – Peugeot, Citroën, DS, disse a jornalistas argentinos lançar no Mercosul 17 novos produtos das três marcas. DS é a marca de luxo e terá lojas no Brasil.

Lucros – E informou ter revertido a posição de prejuízo, operando com lucro.

Atrativo – No pacote de incentivo às vendas de seu utilitário esportivo F-Pace, Jaguar criou facilidades: recompra em 24 meses; seguros a 3,88% do valor; pacote de revisões à base de R$ 1 mil/ano.

Dúvidas – Em recente e privada reunião Ford apresentou seu novo motor 1,0 3-cilindros, turbo – o Ecoboost -, 125 cv e 173 Nm de torque, mais potente 1,0 na área do Mercosul. Outros 1,0 Turbo, o Hyundai e VW fornecem 105 cv.

Equação - Entretanto não será nem o mais rápido ou reativo. Ford diz, Fiesta acelera de 0 a 100 km/h em 9,6s. Apesar de menor potência e torque, mais leve, o up! vai da imobilidade aos 100 km/h em 9,5s.


Comparativo – Apresentando seu picape S10, GM fez comparação direta. Começou com o líder HI-LUX Toyota em filmagem de capacidade de ultrapassagem realizada no autódromo Velo Citá em Mogi Guaçu.

Mais uma – Jaguar Land Rover ajustou data de inauguração de fábrica em Itatiaia, RJ: 17, sexta. Não informou a extensão das intervenções industriais. Fábrica pequena, dentro do programa Inovar-Auto, para 18 mil unidades/ano.

Queda – Atualizando testes de impactos e danos a ocupantes, LatinNCAP submeteu Kia Picanto e Peugeot 208. Kia em versão não vendida no Brasil, sem almofadas de ar. Levou nota Zero. Peugeot 208, aqui feito, versão básica, decresceu.

Economia - Em 2014 obteve 4 estrelas para proteção de adultos e 3 para crianças. Novo teste incluiu impacto lateral e resultado piorou pois as barras de proteção foram suprimidas. Entidade não governamental quer padronização internacional dos itens de segurança para reduzir danos físicos em batidas.

Láurea – Prêmio Consumidor Moderno indicou Mercedes-Benz pelo 15o ano como melhor central de relacionamento com cliente de automóveis. Para caminhões, sétima vez. Em 2016 inovou: diretores em rodízio no telemarketing para ouvir clientes, projeto do presidente Philipp Schiemer de integrar a empresa aos usuários.

Solução – Ante queda de vendas do mercado de carros novos, CAOA, revendedora de Hyundai, Ford e Subaru, criou lojas para semi novos. Goiânia, Campinas, S Paulo e pretensões de inaugurar mais 12 em 2016, intenta superar 24 mil vendas. Diz garantir melhor preço, qualidade e procedência.

Festa – Gostas do clima de convívio com outros aficionados, e do friozinho colonial de Tiradentes em julho? Vá ao XXIV Bikefest, 22 e 26 de junho. Aguardam-se 18 mil pessoas em torno de motos clássicas e off road. Mais ? www.productioneventos.com.br 

Antigos – Foi-se Jarbas Passarinho, coronel, ex-governador, ministro, senador. Para antigomobilistas, figura importante. Ministro da Justiça, entendeu impossibilidade de o Contran, Conselho Nacional de Trânsito, criar o requerido conceito de Veículo de Coleção, avalizou-o ao Presidente da República. Deu certo.

Estratégia – 18 e 19 de junho Porsche levará pela 3a vez seu modelo 919 às 24 Horas de Le Mans, mais charmosa da provas de resistência. Quer defender título de campeã, fazer pontos para o campeonato de Endurance FIA.

Por dentro - Disputa de engenharia e pilotagem para atingir resultado de marketing, tem ingrediente importante: planejamento. Levantar cenários de disputa, resultados parciais e opções, paradas de reabastecimento, volume, consumo, distâncias.


Gente – André Barros e Marcos Rozen, jornalistas, deixaram a agência AutoData. OOOO Competentes, premiados, Barros quer ficar no setor. Rozen, tocar seu MIAU, digital Museu da Indústria Automobilística. OOOO Matheus Barral, universitário, 19, premiado. OOOO Vencedor do Alan Mullaly Liderança em Engenharia, certame internacional bancado pela Ford com o nome do presidente que anteviu e criou solução para sobreviver à crise de 2009. OOOO Barral levou US$ 10 mil para auxiliar seus estudos. OOOO Juan Carlos Rodrigues, argentino, engenheiro agrônomo, reconhecido. OOOO Terceiro filho do penta campeão Juan Manuel Fangio. OOOO Sentença judicial, por recentes exames de DNA. OOOO Patrimônio material vem sendo reduzido pelos sobrinhos, incluindo venda de veículos históricos. OOOO

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Porsche LMP1 - Multitarefas em alta velocidade


É com as mãos e pés, experiência e instinto que os pilotos controlam o Porsche 919 Hybrid no Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC). Sob o painel, os pés fazem punta-taco (ato de pisar simultaneamente com o pé direito no acelerador e no freio). Alguns dos pilotos de fábrica da Porsche usam o pé esquerdo para frear, outros preferem mover o pé direito entre os pedais do acelerador e do freio. Mas o que fazem com as mãos é muito mais complicado: os pilotos operam um computador. 

Apontar o carro na direção correta é a tarefa mais trivial realizada com o volante. Os pilotos trabalham com 24 botões e interruptores na frente do volante, além seis palhetas no outro lado, para controlar totalmente o complexíssimo carro de corridas. Nesta temporada de 2016, os botões e interruptores no volante foram cuidadosamente reposicionados com a cooperação dos pilotos para facilitar sua operação com confiabilidade em ritmo de corrida. Em Le Mans, as velocidades mais altas chegam a 340 km/h. Mesmo assim, alguns elementos de controle tiveram que ser posicionados no painel, simplesmente porque não há mais espaço no volante. 

O volante do carro de corrida não é redondo - na realidade é um retângulo achatado. O formato se deve ao espaço necessário na hora das trocas de pilotos. De outra forma, os pilotos mais altos, como Mark Webber ou Brendon Hartley, em particular, teriam dificuldade para acomodar rapidamente suas pernas compridas. Ao centro há um grande mostrador, que mostra aos pilotos um grande volume de informações. Elas incluem a velocidade, qual marcha está engatada, o modo de gerenciamento do motor selecionado no momento e o nível de carga da bateria de íons de lítio, isto é, quanta energia elétrica está disponível para ser usada para movimentar o eixo dianteiro. O motor elétrico no eixo dianteiro complementa o trabalho do motor a combustão com quatro cilindros turboalimentado de dois litros, que movimenta as rodas traseiras. O botão de controle no alto, à esquerda, (chamado DISP) é usado para escolher as informações que são exibidas.

Os botões usados com mais frequência estão posicionados ao longo da borda superior externa, para que possam ser alcançados facilmente com os polegares. O botão azul no alto, à direita, está em uso quase o tempo todo - é o lampejador de faróis, usado pelos rápidos protótipos para avisar os veículos mais lentos nas provas do WEC que estão sendo ultrapassados. Quando acionado, ele faz os faróis piscarem três vezes. À luz do dia, os pilotos mantêm o polegar nele quase que permanentemente, já que o sinal feito pelos faróis é mais difícil de perceber na claridade. 

O botão no alto do lado esquerdo também é usado bastante. Ele é o responsável por liberar a força elétrica da bateria, também chamada de "boost", para aumentar a aceleração. Os pilotos podem usar a energia extra para ultrapassar, mas precisam ser cuidadosos, economizando essa força. A quantidade de energia que pode ser usada por volta é especificada: a referência para isso é uma volta no circuito de Le Mans, onde podem ser utilizados oito megajaules. Os valores são reduzidos para os circuitos mais curtos. A quantidade de energia que um piloto usa para se livrar do tráfego na metade de uma volta, por exemplo, não estará mais à mão para o restante da volta.

Os interruptores rotativos à esquerda e à direita, na parte de baixo do mostrador (TC/CON e TC R) são para a pré-regulagem do controle de tração. Para um ajuste fino das várias regulagens do motor e do sistema híbrido, os pilotos usam os botões nas duas fileiras superiores, o TF- e o TF+ em amarelo claro e o MI- e MI+ em azul. Abaixo deles ficam os botões mais e menos em rosa, que controlam o equilíbrio dos freios (BR) entre os eixos dianteiro e traseiro. 

Dos dois botões verdes, o da esquerda opera o rádio (RAD) e o da direita é o botão que sinaliza OK para o piloto para confirmar que ele realizou as mudanças de regulagens pedidas a ele através da comunicação de rádio com os boxes. A telemetria multidirecional é proibida: os engenheiros não podem interferir ativamente, mas apenas dar aos pilotos informações e ordens a partir dos dados que recebem do carro. 

Os botões cor de laranja, no nível logo abaixo, operam a garrafa d'água (esquerda, DRINK) e, o do lado direito o modo de rolamento (SAIL), que é uma forma de rodar economizando combustível, sem acelerar o motor a combustão.

O botão dourado PIT, à esquerda, aciona o limitador de velocidade para a entrada e saída nos boxes (60 km/h). O seu equivalente do lado direito leva a sigla FCY e é o limitador de velocidade para períodos de neutralização, como quando acontece uma "Bandeira Amarela em Toda a Pista" e os carros têm que andar 80 km/h.

O controle rotativo central, chamado MULTI, trabalha junto com os dois controladores bem ao alto na parte externa do volante. Quando o engenheiro dos boxes pede para que seja usado o acerto "Alfa 21", por exemplo, o piloto seleciona o "A" no botão rotativo e, depois, o 2 no controle vermelho à esquerda e, finalmente, o 1 no controle verde escuro da direita, antes de pressionar o botão OK. Para cada uma dessas combinações, existem programas de gerenciamento do motor ou do combustível pré-designados. O interruptor rotativo verde (RECUP) aciona o gerenciamento da recuperação de energia. 

Ao centro do nível mais baixo foca o botão liga/desliga do motor a combustão (Start/Kill). Os dois controles restantes, a meia-altura do volante, definem a quantidade de energia durante o "boosting" (B - dourado e à esquerda) e controlam a estratégia escolhida para o motor a combustão (S - azul e à direita).

Para permitir que os controles sejam reconhecidos no escuro, suas cores são fluorescentes e são iluminadas por uma lâmpada de luz negra, situada acima do capacete do piloto.

O volante é feito de fibra de carbono e suas empunhaduras são cobertas de borracha antideslizante. Graças ao sistema de assistência da direção, os pilotos podem manobrar o carro sem nenhuma dificuldade, mesmo com o volante relativamente pequeno. Quando se estendem através das aberturas, seus dedos tocam as seis palhetas do lado oposto do volante. As palhetas centrais são usadas para trocar as marchas - pressionando a palheta da direita para trocas para cima e a da esquerda para reduzir as marchas. As palhetas inferiores operam a embreagem e as do alto, o "boost" (energia extra para ultrapassar). Os pilotos podem escolher, a seu gosto, usar essas palhetas ou o botão do "boost" na parte frontal do volante. 

Como o volante não pode ser maior e não tem espaço para todas as funções operacionais, os pilotos têm que acessar o painel do carro para algumas regulagens. Ali eles ajustam a luminosidade dos instrumentos à noite, a velocidade do limpador do para-brisa e o volume do rádio. Além disso, há também o botão "N", que coloca o câmbio em ponto morto (neutro). 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
AUTOMOBILISMO TAMBÉM VIVE INSTABILIDADE

O clima de instabilidade que impera no cenário político brasileiro é vivido de maneira semelhante no automobilismo europeu, da F-1 ao DTM, passando pelo Europeu de F-3. No Mundial de Resistência (WEC), Lucas Di Grassi conseguiu finalmente sua primeira vitória ao conquistar a 6 Horas de Spa, prova marcada por acidentes e mais uma apresentação destacada de Pipo Derani, que ficou em segundo na categoria LMP2 e mantém um excelente índice de aproveitamento na temporada.

A recente reestruturação que envolveu as equipes Red Bull e Toro Rosso — onde Daniil Kvyat foi rebaixado da primeira para a segunda e Max Verstappen fez o caminho inverso —, segue reverberando no ambiente da categoria. Muitos consideraram a decisão bastante severa, caso de Jenson Button, para quem “o pódio conquistado por Daniil na China foi sumariamente esquecido”, enquanto para um número muito maior de críticos especializados a mudança foi apenas manter o jovem holandês contente e protegido do assédio de outras equipes. O automobilismo russo sofreu outro revés nos últimos dias com o cancelamento da etapa do Campeonato Mundial de F-E, previsto para se realizar em Moscou no dia 4 de junho.

Para a família Verstappen, o importante é que a equipe Red Bull está ciente que Max precisa de um tempo para se adaptar ao novo carro e aos métodos de trabalho da nova equipe. Jos Verstappen, pai do piloto e que também já correu na F-1, salientou que é importante honrar os compromissos passados e presentes: “A Red Bull deu ao Max a chance de estrear na F-1 e acredito que isso algo que se deve honrar com lealdade. Além disso, ele está pilotando para uma das três equipes de ponta, o que mais você pode querer?”

Quando se sabe que a equipe que o holandês defende é famosa por santificar ou esmigalhar reputações, essa lealdade deve estar calcada em um contrato sólido e muito lucrativo… Ainda no rebanho dos touros, crescem os rumores que a Toro Rosso está negociando o fornecimento de motores Honda para a próxima temporada. A Toro Rosso insiste, a Honda diz que gosta da ideia e que tem condições de suprir uma segunda equipe, mas a McLaren insiste em fazer valer o acordo de exclusividade com o fabricante japonês.

Além de motores, outra busca que ganha intensidade é por pilotos jovens: a exemplo do que aconteceu na primeira sessão de treinos para o GP da China (quando Sergei Sirotkin andou com o carro de Kevin Magnussen), a Renault vai avaliar mais um novato na abertura dos trabalhos para o GP da Espanha. No caso de Catalunha, o candidato da vez é Esteban Ocon, que no último fim de semana estreou de forma atribulada no DTM. O francês vai andar no lugar de Jolyon Palmer em 2017, a quem deve substituir em 2017 na equipe amarela. Mais: além do treino oficial, Ocon vai pilotar nos dois dias de testes livres em Barcelona na terça e quarta-feira seguintes, sinal que o gato de Palmer foi visto subindo no telhado…

Tido como a grande promessa do automobilismo francês, Esteban Ocon marcou sua primeira apresentação no DTM de forma não tão gloriosa, ainda que tenha conseguido marcar o 12o. tempo para a primeira largada, 0”226 atrás do pole position Nico Müller. Nas duas corridas do final de semana em Hockenheim, porém, Esteban completou apenas três voltas, se envolveu em três acidentes e numa sucessão de erros, seus e de sua equipe, acabou “conversando” quatro vezes com os comissários desportivos e cobrado € 4.500 em multas. O escocês Paul Di Resta (Mercedes nº 2 na foto de abertura) lidera o campeonato onde o brasileiro Augusto Farfus (BMW) é sexto colocado com 18 pontos, contra 37 do líder. O alemão Timo Glock terminou em segundo lugar a segunda corrida do fim de semana, mas foi desclassificado por irregularidades no seu BMW. A temporada prossegue dia 20 em Spielberg, Áustria.

F-3 em Pau terá dois Piquet no grid
Nelson Piquet Jr. está de volta ao circo da F-3, categoria onde sagrou-se campeão inglês de 2004: no próximo fim de semana ele participa do GP de Pau, um dos tradicionais e derradeiros circuitos de rua do calendário internacional. Ele e seu irmão caçula, Pedro, estão confirmados na lista de inscritos. Nelsinho vai substituir o sul-africano Raoul Hyman, que não conseguiu completar o orçamento para essa etapa e deixou vago um dos quatro carros da equipe Carlin, que tem ainda o estadunidense Ryan Tveter, o italiano Alessio Lorandi e o chinês Peter Li. O líder do campeonato é o alemão Max Günther, que após duas etapas e seis corridas tem 70 pontos, quatro a mais que o canadense Lance Stroll. O mineiro Sérgio Sette Camara é o brasileiro melhor colocado (9o, 36 pontos); Pedro Piquet somou seis pontos até agora e ocupa a 16a posição.

WEC cada vez mais brasileira
Depois da vitória de Oswaldo Negri em Laguna Seca, mais um brasileiro consegue uma vitória na classificação geral em provas da categoria “Endurance”: Lucas Di Grassi, ao lado de Löic Duval e Oliver Jarvis, levaram o Audi R18 nº 8 à vitória na 6 Horas de Spa-Francorchamps, competição disputada no último sábado no tradicional circuito belga.


A competição, marcada por uma série de acidentes e incidentes envolvendo as equipes de fábrica (Audi, Porsche e Toyota), teve Nélson Piquet Jr. finalizando na quarta colocação (e primeiro entre as equipes independentes), Pipo Derani em segundo lugar na categoria LMP2 (8o na geral), categoria onde Bruno Senna terminou em quarto, suficiente para manter a liderança da classe. O resultado completo da prova você encontra clicando aqui; a classificação atual do campeonato, que prossegue dia 18 de junho com a 24 Horas de Le Mans, está aqui.

A data da corrida mais importante do campeonato e uma das três mais famosas do automobilismo mundial, ao lado da 500 Milhas de Indianápolis e do GP de Mônaco, coincide com o GP da Europa (que será em Baku, no Azerbaijão), o que tem gerado críticas à FIA por não ter evitado essa sobreposição. Pierre Fillon, o presidente do Automóvel Clube do Oeste da França (ACO), declarou à rede NBC que “Isso é uma vergonha para os fãs e para os pilotos de F-1. Estou esperançoso que no ano que vem isso não volte a se repetir.”


WG